SlideShare ist ein Scribd-Unternehmen logo
1 von 28
O CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA
(Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento)
Profº Viegas Fernandes da Costa
O QUE É
CULTURA?
Segundo Marcel Mauss (1872-1950), podemos admitir com certeza que se uma criança
senta-se à mesa com os cotovelos junto ao corpo e permanece com as mãos nos
joelhos, quando não esta comendo, ela é inglesa. Um jovem francês não sabe mais se
dominar: ele abre os cotovelos em leque e apoia-os sobre a mesa.
Todos os Homens são dotados do mesmo equipamento anatômico, mas a utilização do
mesmo, ao invés de ser determinada geneticamente depende de um aprendizado e
este consiste na copia de padrões que fazem parte da herança cultural do grupo.
 Todo comportamento aprendido, tudo aquilo que independe de uma
transmissão genética. (Edward Tylor).
 A cultura é um processo acumulativo, resultante de toda experiência
histórica das gerações anteriores. O ser humano resulta do meio cultural em
que é criado. (Alfred Kroeber).
Conjunto de mecanismos de controle, planos, receitas, regras, instruções que
governam o comportamento. (Clifford Geertz).
 O ser humano cria normas, o que permite a organização social. (Lévi-
Strauss).
 O ser humano cria símbolos, o que permite interpretar o meio e perpetuar a
cultura. (Leslie White).
“A cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo. Homens de
culturas diferentes usam lentes diversas e, portanto, têm visões desencontradas
das coisas”
(Ruth Benedict)
 Os Indivíduos participam diferentemente de sua cultura.
 A participação do indivíduo em sua cultura é sempre limitada, nenhuma pessoa é
capaz de participar de todos os elementos de sua cultura. Todos necessitam saber
como agir em determinadas situações e, também, como prever o comportamento dos
outros. Em nenhuma sociedade todas as condições são previsíveis e controladas.
 Embora nenhum indivíduo conheça totalmente o seu sistema cultural, é necessário
ter um conhecimento mínimo para operar dentro do mesmo.
 As culturas são dinâmicas.
O EUROCENTRISMO
Carta de “achamento”, escrita por Pero Vaz de
Caminha ao rei de Portugal:
“ali andavam entre eles três ou quatro moças,
muito novas e gentis, com cabelos muito
pretos e compridos, caídos pelas espáduas, e
suas vergonhas tão altas e tão cerradinhas e
tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem
olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.”
“Os pelos do corpo são um signo de virilidade
para os europeus. Ao se depararem com os
índios imberbes, alguns filósofos acharam que
isso era mais uma demonstração da suposta
inferioridade dos habitantes da América.
Homens sem pelos, segundo esses pensadores
europeus, seriam incapazes de dominar a
natureza e de construir cidades modernas e
prósperas como as europeias”
(Kury, Lorelai, Hargreaves, Lourdes & Valença, Máslova. Ritos
do corpo, 2000)
HANS-STADEN, séc. XVI
Terra Brasilis, Lopo Homem,
1519.
Mapa da América do Sul, Pierre Descelliers, 1550.
IDENTIDADE
 Stuart Hall: é sempre uma representação sobre si mesmo, é a posição que assumimos
na sociedade e para nós mesmos a partir da relação que estabelecemos com o “outro”.
 Édouard Glissant: “(...) é disso que se trata: de uma concepção sublime e mortal que os
povos da Europa e as culturas ocidentais veicularam no mundo; ou seja, toda identidade é
uma identidade de raiz única e exclui o outro. Essa visão da identidade se opõe à noção
hoje ‘real’, nas culturas compósitas, da identidade como fator e como resultado de uma
crioulização, ou seja, da identidade como rizoma, da identidade não mais como raiz única
mas como raiz indo ao encontro de outras raízes.”
 Jane Tulkian: “(...) o impacto global reflete sobre a tradição, relegando-a a um outro
plano diante da quantidade de informação, do dinamismo, da alteridade, obrigando a uma
espécie de identidade relacional, onde o ‘mesmo’ define a própria historicidade e o ‘outro’
representa o código de diferenciação.”
O EUROCENTRISMO E O RECONHECIMENTO DO PATRIMÔNIO NACIONAL
 Etnocentrismo: perspectiva da catequização, da
“transferência de civilização”, de território “vazio”.
 Povos nativos tradicionalmente considerados como
inimigos ferozes que atrapalhavam o progresso.
 “A gente comum sente-se alienada tanto em relação
ao patrimônio erudito quanto aos “humildes” vestígios
arqueológicos, já que são ensinados a desprezar índios,
negros, mestiços, pobres, em outras palavras, a si
próprios e a seus antepassados.” (FUNARI, FERREIRA, 2015)
 Valorização do patrimônio luso-brasileiro enquanto
representativo da identidade nacional.
 Influência do Positivismo na construção da República
brasileira contribuiu para a rejeição do antigo em
benefício do novo (modernidade).
 1937: criação do Serviço do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Mário de Andrade).
Destruição do Sambaqui de Congonhas, em
Tubarão (SC) para exploração econômica.
(Foto: Castro Faria em 23/11/1964).
 Estado Novo (Ditadura Vargas): Monumentos e cidades coloniais portugueses são
transformados em patrimônio cultural nacional.
 Meados do século XX: Paulo Duarte e Darcy Ribeiro defendem a inclusão do patrimônio
pré-colonial e as culturas indígenas como patrimônio cultural brasileiro.
 Ditadura Militar: investimento turístico nas cidades coloniais. Política
desenvolvimentista, priorizando grandes obras de infraestrutura (perspectiva ideológica
autoritária e homogenizadora), que se refletiu na centralização do próprio IPHAN e na
atuação dos profissionais técnicos (arqueólogos, historiadores, arquitetos etc), também
autoritária .
(FUNARI, MANZATO, ALFONSO, 2013, p. 44)
“Em Garopaba a destruição foi feita pela
prefeitura em 1975, que mandou quebrar a
marretadas os amoladores do Costão da
Casqueira, para aproveitar as pedrinhas negras
no calçamento da praça central.”
Keler Lucas, 1996, p. 109
“Na Praia do Santinho, em Florianópolis, até o ano de 1946 os
pescadores locais faziam oferendas e rezavam, pedindo proteção e boa
pescaria, em frente a uma arte rupestre com o formato de um pequeno
santo, que era a figura de um antropomorfo com a cabeça constituída
por um círculo concêntrico. Tal “Santinho”, que deu nome à praia, foi
arrancado do lugar pelos padres que achavam que aquilo era um
sacrilégio e nunca mais foi encontrado. É um caso raro em que um
símbolo sagrado pré-histórico continuo sendo sagrado até os dias de
hoje.” (Keler Lucas, 1996, p.16)
COMO VALORAR O PATRIMÔNIO?
Fragmento de cerâmica encontrado nas
Dunas da Ribanceira, Imbituba (09/2015) –
Foto: Rossano Lopes Bastos.
Extração de areia nas Dunas da
Ribanceira. Boa parte da areia
utilizada na construção da ponte
Anita Garibaldi (Laguna) foi extraída
desta localidade. (Foto: Polícia
Federal, 2011).
O QUE COMPREENDEMOS POR
DESENVOLVIMENTO
?
Desenvolvimento enquanto uma invenção da modernidade.
Teleológico, que indica um sentido, uma evolução.
Discurso do progresso.
 Confusão entre desenvolvimento e crescimento.
Meados do Século XX
Emergência do conceito de desenvolvimento sustentável.
Guerra Fria, crises ambientais.
Marcos
Conferência das Nações Unidas
em Estocolmo (1972).
Relatório Brundtland (1987).
Cúpula da Terra no Rio de
Janeiro (1992).
 Dentre os princípios da sustentabilidade do Relatório
Brundtland está a proteção da herança cultural humana.
 O que é, entretanto, esta herança cultural humana?
 Como definir a própria cultura humana?
 Como determinar aquilo que se constitui como
patrimônio cultural de uma comunidade?
Segundo Ignacy Sachs, os discursos ancorados no crescimento
econômico não promoveram, durante a década de 1980,
equidade social, pelo contrário, aprofundaram índices de
pobreza e perpetuaram a dicotomia Norte – Sul.
Assim, insistiu na necessidade da dimensão ecológica como
garantia para a sobrevivência humana.
Alertou para os riscos de se superestimar o desenvolvimento
tecnológico.
Para Sachs, o ecodesenvolvimento possui cinco dimensões:
sustentabilidade social
sustentabilidade econômica
sustentabilidade ecológica
sustentabilidade espacial (equilíbrio rural – urbano)
sustentabilidade cultural.
Como forma de ação, Sachs defendeu que uma
estratégia de desenvolvimento só tem sucesso se contar
com a participação dos grupos e comunidades locais.
E O PATRIMÔNIO CULTURAL?
 Patrimônio enquanto lugar de memória.
 Memória enquanto campo de disputas políticas e
simbólicas.
 Memória e sua relação com o território, o lugar, a
paisagem. Mudanças na paisagem promovem alterações
na memória.
 Patrimônio enquanto discurso identitário.

Weitere ähnliche Inhalte

Was ist angesagt? (20)

Diversidade cultural
Diversidade culturalDiversidade cultural
Diversidade cultural
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
 
Sociologia, Cultura e Sociedade
Sociologia, Cultura e SociedadeSociologia, Cultura e Sociedade
Sociologia, Cultura e Sociedade
 
Patrimônio histórico
Patrimônio histórico Patrimônio histórico
Patrimônio histórico
 
Entre memória e história
Entre memória e históriaEntre memória e história
Entre memória e história
 
Povo e cultura
Povo e culturaPovo e cultura
Povo e cultura
 
Modos de Produção
Modos de ProduçãoModos de Produção
Modos de Produção
 
Organizações internacionais mundiais
Organizações internacionais mundiaisOrganizações internacionais mundiais
Organizações internacionais mundiais
 
Socialização
SocializaçãoSocialização
Socialização
 
Cultura
CulturaCultura
Cultura
 
Culturas jovens
Culturas jovensCulturas jovens
Culturas jovens
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
 
Os Movimentos Sociais
Os Movimentos Sociais Os Movimentos Sociais
Os Movimentos Sociais
 
1 Resumo: cultura, um conceito antropológico (LARAIA)
1 Resumo: cultura, um conceito antropológico (LARAIA)1 Resumo: cultura, um conceito antropológico (LARAIA)
1 Resumo: cultura, um conceito antropológico (LARAIA)
 
Capitalismo e sua evolução
Capitalismo e sua evoluçãoCapitalismo e sua evolução
Capitalismo e sua evolução
 
Movimentos Sociais
Movimentos SociaisMovimentos Sociais
Movimentos Sociais
 
Sociologia - Aula Introdutória
Sociologia - Aula IntrodutóriaSociologia - Aula Introdutória
Sociologia - Aula Introdutória
 
Migrações
MigraçõesMigrações
Migrações
 
Paisagem
PaisagemPaisagem
Paisagem
 
Power Point "Racismo e Desigualdades Raciais no Brasil"
Power Point "Racismo e Desigualdades Raciais no Brasil"Power Point "Racismo e Desigualdades Raciais no Brasil"
Power Point "Racismo e Desigualdades Raciais no Brasil"
 

Andere mochten auch

Identidade E Cultura Trabalho
Identidade E Cultura TrabalhoIdentidade E Cultura Trabalho
Identidade E Cultura TrabalhoEmília Cabral
 
A Mídia e a Modernidade
A Mídia e a ModernidadeA Mídia e a Modernidade
A Mídia e a ModernidadeTamelaG
 
Ciganos da Roménia
Ciganos da RoméniaCiganos da Roménia
Ciganos da RoméniaViva a Solha
 
Evelina culrura cigana trabalho completo 1 publicado
Evelina culrura cigana trabalho completo 1   publicadoEvelina culrura cigana trabalho completo 1   publicado
Evelina culrura cigana trabalho completo 1 publicadoclubeculturamix
 
Guia intervenção com ciganas (sastipen)
Guia intervenção com ciganas (sastipen)Guia intervenção com ciganas (sastipen)
Guia intervenção com ciganas (sastipen)maladigitalmourao
 
Os nossos amigos ciganos
Os nossos amigos ciganosOs nossos amigos ciganos
Os nossos amigos ciganosAna Maria
 
Trabalho de cultura
Trabalho de culturaTrabalho de cultura
Trabalho de culturaeronalberto
 
Tfg filipe oliveira - pavilhões de identidade e cultura
Tfg   filipe oliveira - pavilhões de identidade e culturaTfg   filipe oliveira - pavilhões de identidade e cultura
Tfg filipe oliveira - pavilhões de identidade e culturaFilipe Oliveira
 
Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...
Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...
Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...Jorge Pereira
 
Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...
Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...
Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...Heitor de Oliveira Braga
 
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...Viegas Fernandes da Costa
 
2007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_2
2007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_22007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_2
2007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_2Nemésio Carlos Silva
 
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede ...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede  ...O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede  ...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede ...Viegas Fernandes da Costa
 
O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...
O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...
O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...Viegas Fernandes da Costa
 

Andere mochten auch (20)

Identidade E Cultura Trabalho
Identidade E Cultura TrabalhoIdentidade E Cultura Trabalho
Identidade E Cultura Trabalho
 
A Mídia e a Modernidade
A Mídia e a ModernidadeA Mídia e a Modernidade
A Mídia e a Modernidade
 
Cultura é Currículo - abril 2014
Cultura é Currículo - abril 2014Cultura é Currículo - abril 2014
Cultura é Currículo - abril 2014
 
Ciganos da Roménia
Ciganos da RoméniaCiganos da Roménia
Ciganos da Roménia
 
Festa cigana
Festa ciganaFesta cigana
Festa cigana
 
Evelina culrura cigana trabalho completo 1 publicado
Evelina culrura cigana trabalho completo 1   publicadoEvelina culrura cigana trabalho completo 1   publicado
Evelina culrura cigana trabalho completo 1 publicado
 
Guia intervenção com ciganas (sastipen)
Guia intervenção com ciganas (sastipen)Guia intervenção com ciganas (sastipen)
Guia intervenção com ciganas (sastipen)
 
Os nossos amigos ciganos
Os nossos amigos ciganosOs nossos amigos ciganos
Os nossos amigos ciganos
 
Festa Cigana
Festa CiganaFesta Cigana
Festa Cigana
 
Trabalho de cultura
Trabalho de culturaTrabalho de cultura
Trabalho de cultura
 
Tfg filipe oliveira - pavilhões de identidade e cultura
Tfg   filipe oliveira - pavilhões de identidade e culturaTfg   filipe oliveira - pavilhões de identidade e cultura
Tfg filipe oliveira - pavilhões de identidade e cultura
 
Ciganos
CiganosCiganos
Ciganos
 
Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...
Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...
Inclusão dos alunos das comunidades ciganas...
 
Povo Cigano
Povo CiganoPovo Cigano
Povo Cigano
 
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
Educação Patrimonial_Aulas 1 e 2
 
Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...
Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...
Attitudes and local ecological knowledge of experts fishermen in relation to ...
 
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
Catálogo da Exposição Fotográfica O PATRIMÔNIO CULTURAL NO OLHAR DOS CONDUTOR...
 
2007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_2
2007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_22007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_2
2007 pires territorio_e_desenvolvimento-interacoes_2
 
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede ...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede  ...O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede  ...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede ...
 
O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...
O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...
O DEBATE IDENTITÁRIO NA LITERATURA PÓS-COLONIAL: John Maxwell Coetzee e Mia C...
 

Ähnlich wie Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento

Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-RioCultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rioagccf
 
Material 7 - Cultura e Antropologia.pptx
Material 7 -  Cultura e Antropologia.pptxMaterial 7 -  Cultura e Antropologia.pptx
Material 7 - Cultura e Antropologia.pptxWillianVieira54
 
PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...
PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...
PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...Carlos Henrique de Oliveira
 
O olhar sobre o outro
O olhar sobre o outroO olhar sobre o outro
O olhar sobre o outroisameucci
 
SI sobre cultura popular tradicional e música folclórica
SI sobre cultura popular tradicional e música folclóricaSI sobre cultura popular tradicional e música folclórica
SI sobre cultura popular tradicional e música folclóricaritabonadio
 
Si sobre cultura popular tradicional e música folclórica
Si sobre cultura popular tradicional e música folclóricaSi sobre cultura popular tradicional e música folclórica
Si sobre cultura popular tradicional e música folclóricaritabonadio
 
Cultura e Humanização
Cultura e HumanizaçãoCultura e Humanização
Cultura e HumanizaçãoWendell Santos
 
Culturabrasileiraeidentidade
CulturabrasileiraeidentidadeCulturabrasileiraeidentidade
CulturabrasileiraeidentidadeDayse Lucide
 
Diversidade cultural e multiculturalismo
Diversidade cultural e multiculturalismoDiversidade cultural e multiculturalismo
Diversidade cultural e multiculturalismoEdenilson Morais
 
Patrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 Cemec
Patrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 CemecPatrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 Cemec
Patrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 CemecCultura e Mercado
 

Ähnlich wie Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento (20)

Aula diversidade diferença identidade
Aula diversidade diferença identidadeAula diversidade diferença identidade
Aula diversidade diferença identidade
 
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-RioCultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
Cultura brasileira - Gabriel Neiva - PUC-Rio
 
Material 7 - Cultura e Antropologia.pptx
Material 7 -  Cultura e Antropologia.pptxMaterial 7 -  Cultura e Antropologia.pptx
Material 7 - Cultura e Antropologia.pptx
 
Capítulo 1 - Evolucionismo e Diferença
Capítulo 1 - Evolucionismo e DiferençaCapítulo 1 - Evolucionismo e Diferença
Capítulo 1 - Evolucionismo e Diferença
 
PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...
PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...
PATRIMÔNIO CULTURAL, DIREITO E MEIO AMBIENTE. UM DEBATE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO,...
 
Nova história cultural
Nova história culturalNova história cultural
Nova história cultural
 
Aula 01
Aula 01Aula 01
Aula 01
 
Aula 01
Aula 01Aula 01
Aula 01
 
O olhar sobre o outro
O olhar sobre o outroO olhar sobre o outro
O olhar sobre o outro
 
SI sobre cultura popular tradicional e música folclórica
SI sobre cultura popular tradicional e música folclóricaSI sobre cultura popular tradicional e música folclórica
SI sobre cultura popular tradicional e música folclórica
 
Si sobre cultura popular tradicional e música folclórica
Si sobre cultura popular tradicional e música folclóricaSi sobre cultura popular tradicional e música folclórica
Si sobre cultura popular tradicional e música folclórica
 
Cultura e Humanização
Cultura e HumanizaçãoCultura e Humanização
Cultura e Humanização
 
Culturabrasileiraeidentidade
CulturabrasileiraeidentidadeCulturabrasileiraeidentidade
Culturabrasileiraeidentidade
 
Diversidade cultural e multiculturalismo
Diversidade cultural e multiculturalismoDiversidade cultural e multiculturalismo
Diversidade cultural e multiculturalismo
 
Patrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 Cemec
Patrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 CemecPatrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 Cemec
Patrocínio, Marca e Reputação - Aula I. Julho/2014 Cemec
 
Capítulo 2 - Padrões, Normas e Culturas
Capítulo 2 - Padrões, Normas e CulturasCapítulo 2 - Padrões, Normas e Culturas
Capítulo 2 - Padrões, Normas e Culturas
 
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski 2020
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski 2020Antropologia e cultura tylor boas e malinowski 2020
Antropologia e cultura tylor boas e malinowski 2020
 
O que é cultura
O que é culturaO que é cultura
O que é cultura
 
Identidade | Said &Canclini
Identidade | Said &CancliniIdentidade | Said &Canclini
Identidade | Said &Canclini
 
sld_1 (1).pdf
sld_1 (1).pdfsld_1 (1).pdf
sld_1 (1).pdf
 

Mehr von Viegas Fernandes da Costa

Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...Viegas Fernandes da Costa
 
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...Viegas Fernandes da Costa
 
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...Viegas Fernandes da Costa
 
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidadeCentro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidadeViegas Fernandes da Costa
 
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinensesTurismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinensesViegas Fernandes da Costa
 
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
 TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov... TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...Viegas Fernandes da Costa
 
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...Viegas Fernandes da Costa
 
Patrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e ImbitubaPatrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e ImbitubaViegas Fernandes da Costa
 
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnicaHistória de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnicaViegas Fernandes da Costa
 
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)Viegas Fernandes da Costa
 
Questões a respeito da governança pública
Questões a respeito da governança públicaQuestões a respeito da governança pública
Questões a respeito da governança públicaViegas Fernandes da Costa
 
Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...
Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...
Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...Viegas Fernandes da Costa
 
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...Viegas Fernandes da Costa
 

Mehr von Viegas Fernandes da Costa (20)

Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
Tombamento das Dunas da Ribanceira do Município de Imbituba (SC): parecer téc...
 
Antigos reinos africanos
Antigos reinos africanosAntigos reinos africanos
Antigos reinos africanos
 
Hemeroteca Digital Catarinense
Hemeroteca Digital CatarinenseHemeroteca Digital Catarinense
Hemeroteca Digital Catarinense
 
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
Território em disputa: o reconhecimento das Dunas da Ribanceira (Imbituba, SC...
 
Tarde.
Tarde. Tarde.
Tarde.
 
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
A INCLUSÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE GAROPABA (SC) NO PROJETO DE FORTALEC...
 
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidadeCentro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
Centro histórico de Garopaba: relações entre patrimônio e identidade
 
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinensesTurismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
Turismo e paisagens históricas nas vilas litorâneas catarinenses
 
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
 TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov... TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
TURISMO ARQUEOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A possibilidade de aprov...
 
História de Santa Catarina
História de Santa CatarinaHistória de Santa Catarina
História de Santa Catarina
 
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
Turismo, vestígios arqueológicos e perspectivas de desenvolvimento em garopab...
 
Historia da arte 1
Historia da arte 1Historia da arte 1
Historia da arte 1
 
História de Garopaba, Imbituba e Imaruí
História de Garopaba, Imbituba e ImaruíHistória de Garopaba, Imbituba e Imaruí
História de Garopaba, Imbituba e Imaruí
 
Patrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e ImbitubaPatrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
Patrimônio pré colonial de Garopaba e Imbituba
 
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnicaHistória de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
História de Santa Catarina: imigração e pluralidade étnica
 
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
Aula Patrimônio material e imaterial (com foco em Santa Catarina)
 
A redução sociológica de Guerreiro Ramos
A redução sociológica de Guerreiro RamosA redução sociológica de Guerreiro Ramos
A redução sociológica de Guerreiro Ramos
 
Questões a respeito da governança pública
Questões a respeito da governança públicaQuestões a respeito da governança pública
Questões a respeito da governança pública
 
Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...
Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...
Relatório Final do Projeto de Extensão: Ocupação pré-colonial e patrimônio ar...
 
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...
O Patrimônio Cultural de Garopaba (SC) na percepção dos professores da rede p...
 

Kürzlich hochgeladen

A QUATRO MÃOS - MARILDA CASTANHA . pdf
A QUATRO MÃOS  -  MARILDA CASTANHA . pdfA QUATRO MÃOS  -  MARILDA CASTANHA . pdf
A QUATRO MÃOS - MARILDA CASTANHA . pdfAna Lemos
 
PROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdfPROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdfHELENO FAVACHO
 
2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSO
2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSO2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSO
2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSOLeloIurk1
 
Atividade - Letra da música Esperando na Janela.
Atividade -  Letra da música Esperando na Janela.Atividade -  Letra da música Esperando na Janela.
Atividade - Letra da música Esperando na Janela.Mary Alvarenga
 
"É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de...
"É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de..."É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de...
"É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de...Rosalina Simão Nunes
 
atividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdf
atividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdfatividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdf
atividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdfLuizaAbaAba
 
PROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdfPROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdfHELENO FAVACHO
 
Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!
Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!
Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!Ilda Bicacro
 
PROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia Tecnologia
PROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia TecnologiaPROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia Tecnologia
PROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia TecnologiaHELENO FAVACHO
 
Slides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptx
Slides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptxSlides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptx
Slides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
PROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdfPROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdfHELENO FAVACHO
 
PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...
PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...
PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...azulassessoria9
 
Considere a seguinte situação fictícia: Durante uma reunião de equipe em uma...
Considere a seguinte situação fictícia:  Durante uma reunião de equipe em uma...Considere a seguinte situação fictícia:  Durante uma reunião de equipe em uma...
Considere a seguinte situação fictícia: Durante uma reunião de equipe em uma...azulassessoria9
 
ENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdf
ENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdfENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdf
ENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdfLeloIurk1
 
Teoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptx
Teoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptxTeoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptx
Teoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptxTailsonSantos1
 
apostila projeto de vida 2 ano ensino médio
apostila projeto de vida 2 ano ensino médioapostila projeto de vida 2 ano ensino médio
apostila projeto de vida 2 ano ensino médiorosenilrucks
 
PROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdf
PROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdfPROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdf
PROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdfHELENO FAVACHO
 
Os editoriais, reportagens e entrevistas.pptx
Os editoriais, reportagens e entrevistas.pptxOs editoriais, reportagens e entrevistas.pptx
Os editoriais, reportagens e entrevistas.pptxTailsonSantos1
 
Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"
Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"
Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"Ilda Bicacro
 

Kürzlich hochgeladen (20)

A QUATRO MÃOS - MARILDA CASTANHA . pdf
A QUATRO MÃOS  -  MARILDA CASTANHA . pdfA QUATRO MÃOS  -  MARILDA CASTANHA . pdf
A QUATRO MÃOS - MARILDA CASTANHA . pdf
 
PROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdfPROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - SERVIÇOS JURÍDICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS.pdf
 
2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSO
2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSO2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSO
2° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO RELIGIOSO
 
Atividade - Letra da música Esperando na Janela.
Atividade -  Letra da música Esperando na Janela.Atividade -  Letra da música Esperando na Janela.
Atividade - Letra da música Esperando na Janela.
 
"É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de...
"É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de..."É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de...
"É melhor praticar para a nota" - Como avaliar comportamentos em contextos de...
 
atividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdf
atividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdfatividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdf
atividades_reforço_4°ano_231206_132728.pdf
 
PROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdfPROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO I - TERAPIAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.pdf
 
Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!
Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!
Rota das Ribeiras Camp, Projeto Nós Propomos!
 
PROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia Tecnologia
PROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia TecnologiaPROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia Tecnologia
PROJETO DE EXTENSÃO I - Radiologia Tecnologia
 
Slides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptx
Slides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptxSlides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptx
Slides Lição 05, Central Gospel, A Grande Tribulação, 1Tr24.pptx
 
PROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdfPROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdf
PROJETO DE EXTENSÃO - EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO.pdf
 
PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...
PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...
PROVA - ESTUDO CONTEMPORÂNEO E TRANSVERSAL: LEITURA DE IMAGENS, GRÁFICOS E MA...
 
Considere a seguinte situação fictícia: Durante uma reunião de equipe em uma...
Considere a seguinte situação fictícia:  Durante uma reunião de equipe em uma...Considere a seguinte situação fictícia:  Durante uma reunião de equipe em uma...
Considere a seguinte situação fictícia: Durante uma reunião de equipe em uma...
 
ENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdf
ENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdfENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdf
ENSINO RELIGIOSO 7º ANO INOVE NA ESCOLA.pdf
 
Teoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptx
Teoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptxTeoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptx
Teoria heterotrófica e autotrófica dos primeiros seres vivos..pptx
 
apostila projeto de vida 2 ano ensino médio
apostila projeto de vida 2 ano ensino médioapostila projeto de vida 2 ano ensino médio
apostila projeto de vida 2 ano ensino médio
 
PROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdf
PROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdfPROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdf
PROJETO DE EXTENÇÃO - GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS.pdf
 
Aula sobre o Imperialismo Europeu no século XIX
Aula sobre o Imperialismo Europeu no século XIXAula sobre o Imperialismo Europeu no século XIX
Aula sobre o Imperialismo Europeu no século XIX
 
Os editoriais, reportagens e entrevistas.pptx
Os editoriais, reportagens e entrevistas.pptxOs editoriais, reportagens e entrevistas.pptx
Os editoriais, reportagens e entrevistas.pptx
 
Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"
Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"
Nós Propomos! " Pinhais limpos, mundo saudável"
 

Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento

  • 1. O CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA (Cultura, Memória, Identidade e Desenvolvimento) Profº Viegas Fernandes da Costa
  • 3. Segundo Marcel Mauss (1872-1950), podemos admitir com certeza que se uma criança senta-se à mesa com os cotovelos junto ao corpo e permanece com as mãos nos joelhos, quando não esta comendo, ela é inglesa. Um jovem francês não sabe mais se dominar: ele abre os cotovelos em leque e apoia-os sobre a mesa. Todos os Homens são dotados do mesmo equipamento anatômico, mas a utilização do mesmo, ao invés de ser determinada geneticamente depende de um aprendizado e este consiste na copia de padrões que fazem parte da herança cultural do grupo.
  • 4.  Todo comportamento aprendido, tudo aquilo que independe de uma transmissão genética. (Edward Tylor).  A cultura é um processo acumulativo, resultante de toda experiência histórica das gerações anteriores. O ser humano resulta do meio cultural em que é criado. (Alfred Kroeber). Conjunto de mecanismos de controle, planos, receitas, regras, instruções que governam o comportamento. (Clifford Geertz).  O ser humano cria normas, o que permite a organização social. (Lévi- Strauss).  O ser humano cria símbolos, o que permite interpretar o meio e perpetuar a cultura. (Leslie White).
  • 5. “A cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo. Homens de culturas diferentes usam lentes diversas e, portanto, têm visões desencontradas das coisas” (Ruth Benedict)
  • 6.  Os Indivíduos participam diferentemente de sua cultura.  A participação do indivíduo em sua cultura é sempre limitada, nenhuma pessoa é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura. Todos necessitam saber como agir em determinadas situações e, também, como prever o comportamento dos outros. Em nenhuma sociedade todas as condições são previsíveis e controladas.  Embora nenhum indivíduo conheça totalmente o seu sistema cultural, é necessário ter um conhecimento mínimo para operar dentro do mesmo.  As culturas são dinâmicas.
  • 8. Carta de “achamento”, escrita por Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal: “ali andavam entre eles três ou quatro moças, muito novas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos, caídos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.” “Os pelos do corpo são um signo de virilidade para os europeus. Ao se depararem com os índios imberbes, alguns filósofos acharam que isso era mais uma demonstração da suposta inferioridade dos habitantes da América. Homens sem pelos, segundo esses pensadores europeus, seriam incapazes de dominar a natureza e de construir cidades modernas e prósperas como as europeias” (Kury, Lorelai, Hargreaves, Lourdes & Valença, Máslova. Ritos do corpo, 2000)
  • 10.
  • 11. Terra Brasilis, Lopo Homem, 1519.
  • 12. Mapa da América do Sul, Pierre Descelliers, 1550.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17. IDENTIDADE  Stuart Hall: é sempre uma representação sobre si mesmo, é a posição que assumimos na sociedade e para nós mesmos a partir da relação que estabelecemos com o “outro”.  Édouard Glissant: “(...) é disso que se trata: de uma concepção sublime e mortal que os povos da Europa e as culturas ocidentais veicularam no mundo; ou seja, toda identidade é uma identidade de raiz única e exclui o outro. Essa visão da identidade se opõe à noção hoje ‘real’, nas culturas compósitas, da identidade como fator e como resultado de uma crioulização, ou seja, da identidade como rizoma, da identidade não mais como raiz única mas como raiz indo ao encontro de outras raízes.”  Jane Tulkian: “(...) o impacto global reflete sobre a tradição, relegando-a a um outro plano diante da quantidade de informação, do dinamismo, da alteridade, obrigando a uma espécie de identidade relacional, onde o ‘mesmo’ define a própria historicidade e o ‘outro’ representa o código de diferenciação.”
  • 18. O EUROCENTRISMO E O RECONHECIMENTO DO PATRIMÔNIO NACIONAL  Etnocentrismo: perspectiva da catequização, da “transferência de civilização”, de território “vazio”.  Povos nativos tradicionalmente considerados como inimigos ferozes que atrapalhavam o progresso.  “A gente comum sente-se alienada tanto em relação ao patrimônio erudito quanto aos “humildes” vestígios arqueológicos, já que são ensinados a desprezar índios, negros, mestiços, pobres, em outras palavras, a si próprios e a seus antepassados.” (FUNARI, FERREIRA, 2015)  Valorização do patrimônio luso-brasileiro enquanto representativo da identidade nacional.  Influência do Positivismo na construção da República brasileira contribuiu para a rejeição do antigo em benefício do novo (modernidade).  1937: criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Mário de Andrade). Destruição do Sambaqui de Congonhas, em Tubarão (SC) para exploração econômica. (Foto: Castro Faria em 23/11/1964).
  • 19.  Estado Novo (Ditadura Vargas): Monumentos e cidades coloniais portugueses são transformados em patrimônio cultural nacional.  Meados do século XX: Paulo Duarte e Darcy Ribeiro defendem a inclusão do patrimônio pré-colonial e as culturas indígenas como patrimônio cultural brasileiro.  Ditadura Militar: investimento turístico nas cidades coloniais. Política desenvolvimentista, priorizando grandes obras de infraestrutura (perspectiva ideológica autoritária e homogenizadora), que se refletiu na centralização do próprio IPHAN e na atuação dos profissionais técnicos (arqueólogos, historiadores, arquitetos etc), também autoritária . (FUNARI, MANZATO, ALFONSO, 2013, p. 44)
  • 20. “Em Garopaba a destruição foi feita pela prefeitura em 1975, que mandou quebrar a marretadas os amoladores do Costão da Casqueira, para aproveitar as pedrinhas negras no calçamento da praça central.” Keler Lucas, 1996, p. 109 “Na Praia do Santinho, em Florianópolis, até o ano de 1946 os pescadores locais faziam oferendas e rezavam, pedindo proteção e boa pescaria, em frente a uma arte rupestre com o formato de um pequeno santo, que era a figura de um antropomorfo com a cabeça constituída por um círculo concêntrico. Tal “Santinho”, que deu nome à praia, foi arrancado do lugar pelos padres que achavam que aquilo era um sacrilégio e nunca mais foi encontrado. É um caso raro em que um símbolo sagrado pré-histórico continuo sendo sagrado até os dias de hoje.” (Keler Lucas, 1996, p.16)
  • 21. COMO VALORAR O PATRIMÔNIO? Fragmento de cerâmica encontrado nas Dunas da Ribanceira, Imbituba (09/2015) – Foto: Rossano Lopes Bastos. Extração de areia nas Dunas da Ribanceira. Boa parte da areia utilizada na construção da ponte Anita Garibaldi (Laguna) foi extraída desta localidade. (Foto: Polícia Federal, 2011).
  • 22. O QUE COMPREENDEMOS POR DESENVOLVIMENTO ?
  • 23. Desenvolvimento enquanto uma invenção da modernidade. Teleológico, que indica um sentido, uma evolução. Discurso do progresso.  Confusão entre desenvolvimento e crescimento.
  • 24. Meados do Século XX Emergência do conceito de desenvolvimento sustentável. Guerra Fria, crises ambientais. Marcos Conferência das Nações Unidas em Estocolmo (1972). Relatório Brundtland (1987). Cúpula da Terra no Rio de Janeiro (1992).
  • 25.  Dentre os princípios da sustentabilidade do Relatório Brundtland está a proteção da herança cultural humana.  O que é, entretanto, esta herança cultural humana?  Como definir a própria cultura humana?  Como determinar aquilo que se constitui como patrimônio cultural de uma comunidade?
  • 26. Segundo Ignacy Sachs, os discursos ancorados no crescimento econômico não promoveram, durante a década de 1980, equidade social, pelo contrário, aprofundaram índices de pobreza e perpetuaram a dicotomia Norte – Sul. Assim, insistiu na necessidade da dimensão ecológica como garantia para a sobrevivência humana. Alertou para os riscos de se superestimar o desenvolvimento tecnológico. Para Sachs, o ecodesenvolvimento possui cinco dimensões: sustentabilidade social sustentabilidade econômica sustentabilidade ecológica sustentabilidade espacial (equilíbrio rural – urbano) sustentabilidade cultural.
  • 27. Como forma de ação, Sachs defendeu que uma estratégia de desenvolvimento só tem sucesso se contar com a participação dos grupos e comunidades locais.
  • 28. E O PATRIMÔNIO CULTURAL?  Patrimônio enquanto lugar de memória.  Memória enquanto campo de disputas políticas e simbólicas.  Memória e sua relação com o território, o lugar, a paisagem. Mudanças na paisagem promovem alterações na memória.  Patrimônio enquanto discurso identitário.