Diese Präsentation wurde erfolgreich gemeldet.
Wir verwenden Ihre LinkedIn Profilangaben und Informationen zu Ihren Aktivitäten, um Anzeigen zu personalisieren und Ihnen relevantere Inhalte anzuzeigen. Sie können Ihre Anzeigeneinstellungen jederzeit ändern.

A identidade civilizacional da Europa Ocidental

21.788 Aufrufe

Veröffentlicht am

  • Als Erste(r) kommentieren

A identidade civilizacional da Europa Ocidental

  1. 1. A identidade civilizacional da Europa Ocidental
  2. 2. O tempo… O que vulgarmente se designa por ocidente medieval é, na verdade, uma realidade muito complexa que se desenvolve entre os sécs. V e XV, entre a queda do Império Romano do Ocidente (conquista de Roma pelos Hérulos em 476) e a queda de Constantinopla (capital do Império Romano do Oriente) às mãos dos turcos em 1453. Idade Média Alta Idade Média Sécs. V-X Baixa Idade Média Sécs. XI-XV
  3. 3. 3. Multiplicidade de poderes À unidade política do mundo imperial romano sucedeu uma Europa dividida e instável onde coexistia uma multiplicidade de poderes:
  4. 4. a) Os impérios: - Sacro Império RomanoGermânico: O desejo de restaurar a união na Europa e ter mais sucesso que Carlos Magno, levou, no séc. X, à aliança do rei da Germania (Otão I) com o Papa (territórios germânicos e italianos). O objetivo não foi alcançado, devido, essencialmente, às rivalidades entre o Imperador e o Papa; - Império Bizantino: afirmou-se como legitimo herdeiro do poder romano e recusou a autoridade do Sacro-Império, argumentando que um chefe bárbaro não poderia liderar os territórios cristãos;
  5. 5. b) Os reinos: - Unidades territoriais que tem por soberano um rei ou uma rainha (chefe político pertencente a uma família nobre que se destacou ao nível político ou militar) que se assumem como as figuras supremas do Estado; - Os reinos de Portugal, Castela, Aragão, França e Inglaterra são os mais sólidos da Europa Ocidental no séc. XIII;
  6. 6. c) Os senhorios - Terra que pertence a: um nobre ou eclesiástico; - Constituídos por: Castelo (ou mosteiro no caso dos senhorios eclesiásticos); Terras aráveis; Bosque; Aglomerados populacionais; Terras dispersas; - Divididos em: Reserva: terra explorada pelos camponeses ou servos ao serviço do senhor; Mansos: terra explorada pelos camponeses e famílias; Terras comunais: pastos, florestas, baldios…;
  7. 7. Reconstituição de um senhorio ou domínio senhorial
  8. 8. Poderes do senhor: - Económico (sobre as terras): - arrendar as terras aos camponeses ( em troca de ou trabalho); dinheiro, alimentos O que pede o camponês? O camponês pede proteção e sustento. O que oferece o camponês? O camponês oferece o seu serviço, obediência e fidelidade.
  9. 9. Os camponeses livres ou colonos, que exploravam as terras arrendadas ficavam na dependência do senhor. Tinham que explorar a terra e deviam aos senhores determinadas obrigações: – pagamento de rendas pelo aluguer das terras; – pagamento de peagens (tributo sobre o trânsito de mercadorias que passavam pelas terras do senhor); – pagamento da talha (para assegurar a proteção do senhor); – cumprimento de corveias (dias de trabalho gratuito na reserva do senhor); – cumprimento de banalidades (entrega de parte do produto obtido pela utilização do moinho, forno… do senhor).
  10. 10. - Político (sobre os homens): O clima de insegurança e a incapacidade dos reis assegurarem uma defesa eficaz levou as populações a procurarem proteção junto dos senhores, os quais acabaram por se apropriar de poderes outrora exclusivos do rei. - Poder judicial: julgar, aplicar penas; Poder de ban ou bannus - Poder fiscal: cobrar impostos e outras taxas; - Poder militar- recrutar homens para o seu exército;
  11. 11. O poder de Bannum Aponte três razões que justifiquem a frase sublinhada no documento. O poder do senhor dentro do seu domínio era arbitrário. Ele podia impor multas, confiscar bens, obrigar ao trabalho gratuito em dias definidos “… na manutenção das fortificações e a abastecer alimentos frescos para os soldados.” Podia ainda exigir pagamento a todos os que passassem nas suas terras fossem “…mercadores, peregrinos e qualquer individuo que frequentasse a feiras a troco da proteção que lhes assegurava”. Podia ainda cunhar moeda e definir os impostos que entendesse sobre “o produto excedentário dos camponeses e sobre os lucros do comércio”.
  12. 12. O senhor tinha amplos poderes e autonomia. O seu poder alargou-se progressivamente a outros senhores, conduzindo à divisão dos senhores feudais em duas categorias: – Grandes senhores (com direito de bannus, como condes, príncipes, abades…); - Pequenos senhores (fidalgos e monges) sujeitos ao poder banal da justiça, tal como os camponeses. Entre estes criam-se relações de vassalagem (feudo-vassálicas), oficializadas por um contrato de vassalagem estabelecido entre o suserano (o senhor mais poderoso) e o vassalo (o menos poderoso)
  13. 13. Rei Duques, condes e membros do alto clero Cavaleiros e membros do baixo clero Soldados, camponeses e servos
  14. 14. d) As comunas Séc. XI – A Europa atravessa um período de paz – o comercio e a vida urbana reanimam; A cidade vai-se desenvolvendo e procura formas de sobreviver fora da dependência dos senhores, livre das taxas e impostos; As cidades mais prósperas foram as primeiras a reivindicar autonomia administrativa em relação aos senhores das terras; Os mercadores do Norte de Itália criaram a comuna, uma associação de habitantes das cidades que, entre si, juram lealdade, assistência e cooperação. Reclamam os seus direitos e liberdades junto dos senhores feudais, criando uma rede de relações horizontais que se diferenciava da verticalidade das relações feudais. O movimento comunal consolidou-se no séc. XIII e vai contribuir para o enfraquecimento do poder senhorial e para o reforço das cidades.
  15. 15. As comunas são cidades com direitos e autonomia outorgados aos habitantes pelas cartas comunais. Carta Comunal de Pontoise (1188)
  16. 16. Quem outorga a carta comunal? A carta é outorgada pelo rei. Que privilégios recebem os habitantes? Os habitante de Pontoise: São homens livres; Estão isentos do pagamento de impostos; Estão impedidos de ser presos injustamente; Podem aplicar a justiça; Podem definir impostos a pagar pelos habitantes da cidade; Que garantias são dadas aos comerciantes? Os comerciantes não pagam portagens por passar em Pontoise e não podem ser atacados. Que obrigações são devidas aos habitantes? Os habitantes devem garantir a defesa da cidade, construir vigias e prisões.
  17. 17. Nas regiões alemãs ou italianas desenvolveram-se cidades: – Governadas por um conselho de burgueses e um corpo de magistrados próprios; – Onde aos habitantes competia definir a aplicação e cobrança de impostos, a aplicação de justiça… As cidades possuíam símbolos da sua autonomia como o Palácio Comunal com o sino e o relógio.
  18. 18. Símbolos da autonomia urbana
  19. 19. A organização das crenças: o reforço da coesão interna face a Bizâncio e ao Islão Contexto Após as invasões, a Igreja era, no Ocidente, a única força organizada: Uniu sob a mesma fé, sob a autoridade do mesmo chefe supremo (o Papa, Bispo de Roma) toda a cristandade latina. A afirmação da Igreja cristã apoiou-se no poder crescente do Bispo de Roma, sobretudo com a reforma gregoriana (séc. XI) através da qual foi disciplinada a atuação dos clérigos, e pronunciada a superioridade do Papa detentor do Imperium christianum (poder absoluto e universal sobre a cristandade). É a Dictatus Papae que redefine as relações entre o poder espiritual e o poder temporal.
  20. 20. Funções da Igreja - Assegurou o apoio espiritual; - Promoveu a assistência; - Desenvolveu o ensino; Para assegurar estas e outras funções o clero recebia a dízima (décima parte dos rendimentos ou colheitas); - Incentivou a prática da paz cristã; A área de influência cristã foi aumento de forma gradual com a evangelização do Norte e Este da Europa (Noruega, Boémia, Polónia, Hungria) e com a Reconquista Cristã na Península Ibérica.
  21. 21. No séc. XIII a Igreja era a mais poderosa e organizada instituição do Ocidente e o Bispo de Roma torna-se líder da comunidade cristã – o Papa: – É o chefe supremo, líder espiritual e temporal da cristandade ocidental; – Rege-se por um conjunto de leis próprias – o Direito Canónico; – Governa em nome de Deus – teocracia papal – e é o chefe da hierarquia eclesiástica.
  22. 22. In Linhas da História, Ed. Areal
  23. 23. Durante a Idade Média, a Igreja católica teve de enfrentar a oposição de: a) Bizâncio Séc. XI: Cisma da Cristandade – separação entre a Igreja do Ocidente e do Oriente Bizâncio desenvolveu, ao longo da Idade Média, uma florescente civilização que seguia os preceitos do Cristianismo, embora a língua oficial fosse o grego e não o latim. Discordavam em alguns pormenores doutrinais e o patriarca de Bizâncio recusava seguir o chefe máximo da Igreja romana, o Papa.
  24. 24. Cisma da Cristandade Criação da Igreja Ortodoxa Grega, com sede em Bizâncio (Constantinopla) Expandiu-se para norte conquistando fieis nas regiões que correspondem atualmente às exrepúblicas socialistas soviéticas, como a Bulgária ou a Roménia. Igreja Católica Romana, com sede em Roma
  25. 25. b) Islão – religião monoteísta; – dominou o sul do Mediterrâneo e o Médio Oriente; – enfrentaram os cristãos para expandir a sua fé - Guerra Santa ou Jihad; – entre os sécs. VIII e XII impuseram o seu poderio militar, apropriaram-se do comércio mediterrânico, desenvolveram uma próspera civilização caracterizada por belas cidades e pelo desenvolvimento das ciências, poesia e filosofia; A fé e a procura de expansão pela força levaram ao desenvolvimento de uma política de resposta cristã que se formalizou nas cruzadas iniciadas no final do séc. XI, sob influência de Urbano II. Estas ofensivas militares tinham como objetivo libertar os lugares santos da Palestina que estavam sob o poder muçulmano (espírito que se estendeu a outras regiões submetidas igualmente ao poder muçulmano).
  26. 26. Exercício

×