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ESCOLA BÁSICA DO 1.ºCICLO
DA ATALAIA
3ºANO
2012/2013
INDÍCE
 Introdução
 Atalaia
 Igreja
 Cruzeiro- Mor da Atalaia
 Museu Agrícola da Atalaia
 Gastronomia
 Bibliografia
INTRODUÇÃO
 DIOGO ANDRÉ M RODRIGUES & LEONARDO
ATALAIA
 Atalaia é uma freguesia portuguesa do concelho de Montijo, com
2,65 km² de área e 2 239 habitantes (2011). Densidade: 844,9
hab/km².ia de Atalaia.
 Atalaia surge associada ao concelho de Nossa Senhora de Sabonha
(cujo território será aproximadamente os atuais concelhos de
Alcochete e Montijo juntos), com sede em São Francisco (Atual
freguesia de São Francisco no concelho de Alcochete). Em 1515 o
rei D. Manuel I atribui o foral conjunto a Alcochete e Aldeia Galega
(atual Montijo) criando dois novos concelhos. O concelho de
Alcochete com sede na Vila de Alcochete e o concelho de Aldeia
Galega (atual Montijo) com sede na mesma localidade. O motivo
desta separação foi para poder dar maior destaque às duas
localidades que assumiam destaque ao nível do crescimento
populacional e importância económica na região.
FOTOS: 3 E 4
IGREJA

A devoção a Nossa Senhora da Atalaia encontra-se documentada desde 1409. Local de peregrinação e
culto muito antigos, o Santuário é constituído por três cruzeiros, pela Fonte Santa, pela Igreja e pela
escadaria delimitada pelo casario que a ladeia.

O templo que hoje vemos é, no essencial, o resultado das grandes intervenções realizadas durante o
século XVIII, quer em termos arquitetónicos, quer decorativos. Com uma só nave abobada na
cobertura, apresenta um profuso revestimento azulejar setecentista que retrata a vida da Virgem.
Detém um púlpito em brecha da Arrábida no qual, sob a verga da porta de acesso ao mesmo se
inscreve Palmela.
Na capela-mor destaca-se um magnífico retábulo joanino, em madeira exótica, atribuído ao século
XVIII. Sob o nicho do retábulo do altar-mor, onde se encontra a imagem de Nossa Senhora, observa-se
um grandioso conjunto escultórico em talha dourada, composto por dois anjos que suportam as armas
nacionais coevas de D. João V (cuja coroa se encontra partida), bem como um medalhão com o
monograma AM encimado por coroa, atributos da iconografia mariana.
A Igreja situa-se num local elevado, oferecendo uma bela panorâmica de toda a região circundante e do
estuário do Tejo até Lisboa. Defronte da mesma estende-se um grande adro, seguido de uma ampla
escadaria ladeada por casas de pequena escala.
Durante a Festa Grande da Senhora da Atalaia, que se realiza em Agosto, entre o último sábado e a
segunda-feira seguinte, acorrem os Círios de localidades distintas, assim como milhares de peregrinos.
Especial relevo, pela antiguidade, merece o Círio da Alfândega de Lisboa, que em 2007 celebrou 500
anos de peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Atalaia. Em 1505, a peste que assolou a
capital levou os oficiais aduaneiros a embarcarem rumo a Aldeia Galega e a dirigirem-se – em
procissão - à Atalaia, rogando proteção. O bom sucesso, resultado da intervenção da Virgem, foi
reconhecido com a fundação de uma confraria que anualmente passou a peregrinar até Nossa Senhora
da Atalaia.
A coleção de ex-votos, datando, os mais antigos, de Setecentos, integram o espaço museológico de
arte sacra, testemunhando a intensa e secular devoção mariana.
FOTO: 5
CRUZEIRO - MOR DA ATALAIA

Dos três cruzeiros existentes na área do Santuário, destaca-se um
exemplar quinhentista, de pedra lioz, mandado erigir em 1551, pela
Confraria da Alfândega de Lisboa, como atesta a inscrição existente
na base do cruzeiro.

Coberto por uma cúpula animada por pináculos que assenta sobre
quatro colunas, o cruzeiro apresenta, no lado nascente, uma
imagem do Redentor crucificado; no lado poente uma Nossa
Senhora da Piedade, vandalizada no período conturbado após a
implantação da República.
Delimitando a área do Santuário, foram erigidos dois outros
cruzeiros de trabalho e proporções mais modestas: um do lado
poente, junto à estrada que liga a Freguesia da Atalaia a Alcochete;
outro do lado nascente, próximo à via que do Montijo segue para
Pegões.
FOTO: 6
MUSEU AGRICOLA DA ATALAIA
 O núcleo museológico da Quinta Nova da Atalaia é dedicado à
ruralidade da região reunindo grande parte do acervo etnográfico do
Museu Municipal de Montijo, fruto de dádivas dos habitantes de
particulares.

O percurso museológico desenvolve-se em torno dos lagares de
azeite e vinho, adega, reservas com inúmeras alfaias, pomar e
horta.
FOTOS: 7,8,9 E 10
GASTRONOMIA
 As características da gastronomia montijense traduzem-se na influência que esta recebeu da sua localização
beira-rio e das extensas áreas rurais de férteis solos, onde se cultivam os primores da época – batatas, cebolas,
favas, ervilhas. Produtos estes que contribuem para a genuinidade e riqueza dos sabores que caracterizam a
gastronomia montijense.
O concelho de Montijo, por razões que se prendem com a sua situação geográfica, tem sido sempre um lugar de
atração, trazendo gentes das várias regiões do País, com especial incidência para o Alentejo e Beiras.
O rio e a terra trouxeram as gentes, os seus gostos, hábitos e tradições.
 A gastronomia montijense é, pois, um mosaico de paladares, ao qual é difícil resistir!
 A proximidade do Tejo, fez nascer típicos pratos de peixe como a aromática e apaladada Caldeirada à
Pescador.
As famosas Lamejinhas abertas ao natural, regadas com sumo de limão, um fiozinho de azeite, alhos e bastante
coentro, são um manjar. A Massinha de Safio.
 Por estas paragens a enguia é rainha e representa, sem sombra de dúvida, a gastronomia montijense, no que diz
respeito ao peixe.
Desde o famoso Ensopado de Enguias, passando pelas Enguias Fritas com Arroz de Pimentos ou com
Açorda, e ainda num casamento perfeito entre a terra e o rio, sugerimos a originalidade do prato - Carne de
Porco com Enguias.
 Ainda nos peixes, o Bacalhau de Segredo.
 Nos pratos de carne, salientam-se os pratos confecionados à base de carne de porco e dos seus derivados,
desde há muito emblemáticos da gastronomia montijense.
Na “Capital do Porco”, não podemos deixar de referir as verdadeiras especialidades, que se podem encontrar nos
diversos restaurantes da cidade.
Carne de Porco com Enguias, Lombinhos de Porco com Açorda, Lombo de Porco Assado à Montijo,
Entrecosto com Migas e a saborosíssima Língua de Porco Fumada com ervilhinhas novas.
 Para os petiscos ou entradas: Entrecosto, Entremeada, Couratos na brasa, e os gulosos Torresmos soltos ou
prensados, quentinhos… com uma pitada de sal...!
Não deixe de provar a linguiça assada.
 No âmbito da doçaria, destacam-se algumas especialidades: Queijadinhas de Leite, Pudim de Vinagre ou Bolo
de Milho.
 Mais recentemente, surgiram os Aldeanos. Graças à imaginação da D. Zulmira, adotaram o nome dos habitantes
da outrora Aldeia Galega do Ribatejo, desde 1930 Montijo.
 Tendo existido em toda a região (há registos da sua existência em Aldeia Galega), a Fogaça é utilizada nos
rituais da Atalaia, sobretudo pelo Círio dos Marítimos de Alcochete, há mais de 500 anos.
BILIOGRAFIA
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Atalaia
 www.mun-montijo.pt

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Atalaia - O passado do meio local

  • 1. ESCOLA BÁSICA DO 1.ºCICLO DA ATALAIA 3ºANO 2012/2013
  • 2. INDÍCE  Introdução  Atalaia  Igreja  Cruzeiro- Mor da Atalaia  Museu Agrícola da Atalaia  Gastronomia  Bibliografia
  • 3. INTRODUÇÃO  DIOGO ANDRÉ M RODRIGUES & LEONARDO
  • 4. ATALAIA  Atalaia é uma freguesia portuguesa do concelho de Montijo, com 2,65 km² de área e 2 239 habitantes (2011). Densidade: 844,9 hab/km².ia de Atalaia.  Atalaia surge associada ao concelho de Nossa Senhora de Sabonha (cujo território será aproximadamente os atuais concelhos de Alcochete e Montijo juntos), com sede em São Francisco (Atual freguesia de São Francisco no concelho de Alcochete). Em 1515 o rei D. Manuel I atribui o foral conjunto a Alcochete e Aldeia Galega (atual Montijo) criando dois novos concelhos. O concelho de Alcochete com sede na Vila de Alcochete e o concelho de Aldeia Galega (atual Montijo) com sede na mesma localidade. O motivo desta separação foi para poder dar maior destaque às duas localidades que assumiam destaque ao nível do crescimento populacional e importância económica na região.
  • 6. IGREJA  A devoção a Nossa Senhora da Atalaia encontra-se documentada desde 1409. Local de peregrinação e culto muito antigos, o Santuário é constituído por três cruzeiros, pela Fonte Santa, pela Igreja e pela escadaria delimitada pelo casario que a ladeia.  O templo que hoje vemos é, no essencial, o resultado das grandes intervenções realizadas durante o século XVIII, quer em termos arquitetónicos, quer decorativos. Com uma só nave abobada na cobertura, apresenta um profuso revestimento azulejar setecentista que retrata a vida da Virgem. Detém um púlpito em brecha da Arrábida no qual, sob a verga da porta de acesso ao mesmo se inscreve Palmela. Na capela-mor destaca-se um magnífico retábulo joanino, em madeira exótica, atribuído ao século XVIII. Sob o nicho do retábulo do altar-mor, onde se encontra a imagem de Nossa Senhora, observa-se um grandioso conjunto escultórico em talha dourada, composto por dois anjos que suportam as armas nacionais coevas de D. João V (cuja coroa se encontra partida), bem como um medalhão com o monograma AM encimado por coroa, atributos da iconografia mariana. A Igreja situa-se num local elevado, oferecendo uma bela panorâmica de toda a região circundante e do estuário do Tejo até Lisboa. Defronte da mesma estende-se um grande adro, seguido de uma ampla escadaria ladeada por casas de pequena escala. Durante a Festa Grande da Senhora da Atalaia, que se realiza em Agosto, entre o último sábado e a segunda-feira seguinte, acorrem os Círios de localidades distintas, assim como milhares de peregrinos. Especial relevo, pela antiguidade, merece o Círio da Alfândega de Lisboa, que em 2007 celebrou 500 anos de peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Atalaia. Em 1505, a peste que assolou a capital levou os oficiais aduaneiros a embarcarem rumo a Aldeia Galega e a dirigirem-se – em procissão - à Atalaia, rogando proteção. O bom sucesso, resultado da intervenção da Virgem, foi reconhecido com a fundação de uma confraria que anualmente passou a peregrinar até Nossa Senhora da Atalaia. A coleção de ex-votos, datando, os mais antigos, de Setecentos, integram o espaço museológico de arte sacra, testemunhando a intensa e secular devoção mariana.
  • 8. CRUZEIRO - MOR DA ATALAIA  Dos três cruzeiros existentes na área do Santuário, destaca-se um exemplar quinhentista, de pedra lioz, mandado erigir em 1551, pela Confraria da Alfândega de Lisboa, como atesta a inscrição existente na base do cruzeiro.  Coberto por uma cúpula animada por pináculos que assenta sobre quatro colunas, o cruzeiro apresenta, no lado nascente, uma imagem do Redentor crucificado; no lado poente uma Nossa Senhora da Piedade, vandalizada no período conturbado após a implantação da República. Delimitando a área do Santuário, foram erigidos dois outros cruzeiros de trabalho e proporções mais modestas: um do lado poente, junto à estrada que liga a Freguesia da Atalaia a Alcochete; outro do lado nascente, próximo à via que do Montijo segue para Pegões.
  • 10. MUSEU AGRICOLA DA ATALAIA  O núcleo museológico da Quinta Nova da Atalaia é dedicado à ruralidade da região reunindo grande parte do acervo etnográfico do Museu Municipal de Montijo, fruto de dádivas dos habitantes de particulares.  O percurso museológico desenvolve-se em torno dos lagares de azeite e vinho, adega, reservas com inúmeras alfaias, pomar e horta.
  • 12. GASTRONOMIA  As características da gastronomia montijense traduzem-se na influência que esta recebeu da sua localização beira-rio e das extensas áreas rurais de férteis solos, onde se cultivam os primores da época – batatas, cebolas, favas, ervilhas. Produtos estes que contribuem para a genuinidade e riqueza dos sabores que caracterizam a gastronomia montijense. O concelho de Montijo, por razões que se prendem com a sua situação geográfica, tem sido sempre um lugar de atração, trazendo gentes das várias regiões do País, com especial incidência para o Alentejo e Beiras. O rio e a terra trouxeram as gentes, os seus gostos, hábitos e tradições.  A gastronomia montijense é, pois, um mosaico de paladares, ao qual é difícil resistir!  A proximidade do Tejo, fez nascer típicos pratos de peixe como a aromática e apaladada Caldeirada à Pescador. As famosas Lamejinhas abertas ao natural, regadas com sumo de limão, um fiozinho de azeite, alhos e bastante coentro, são um manjar. A Massinha de Safio.  Por estas paragens a enguia é rainha e representa, sem sombra de dúvida, a gastronomia montijense, no que diz respeito ao peixe. Desde o famoso Ensopado de Enguias, passando pelas Enguias Fritas com Arroz de Pimentos ou com Açorda, e ainda num casamento perfeito entre a terra e o rio, sugerimos a originalidade do prato - Carne de Porco com Enguias.  Ainda nos peixes, o Bacalhau de Segredo.  Nos pratos de carne, salientam-se os pratos confecionados à base de carne de porco e dos seus derivados, desde há muito emblemáticos da gastronomia montijense. Na “Capital do Porco”, não podemos deixar de referir as verdadeiras especialidades, que se podem encontrar nos diversos restaurantes da cidade. Carne de Porco com Enguias, Lombinhos de Porco com Açorda, Lombo de Porco Assado à Montijo, Entrecosto com Migas e a saborosíssima Língua de Porco Fumada com ervilhinhas novas.  Para os petiscos ou entradas: Entrecosto, Entremeada, Couratos na brasa, e os gulosos Torresmos soltos ou prensados, quentinhos… com uma pitada de sal...! Não deixe de provar a linguiça assada.  No âmbito da doçaria, destacam-se algumas especialidades: Queijadinhas de Leite, Pudim de Vinagre ou Bolo de Milho.  Mais recentemente, surgiram os Aldeanos. Graças à imaginação da D. Zulmira, adotaram o nome dos habitantes da outrora Aldeia Galega do Ribatejo, desde 1930 Montijo.  Tendo existido em toda a região (há registos da sua existência em Aldeia Galega), a Fogaça é utilizada nos rituais da Atalaia, sobretudo pelo Círio dos Marítimos de Alcochete, há mais de 500 anos.