Diese Präsentation wurde erfolgreich gemeldet.
Wir verwenden Ihre LinkedIn Profilangaben und Informationen zu Ihren Aktivitäten, um Anzeigen zu personalisieren und Ihnen relevantere Inhalte anzuzeigen. Sie können Ihre Anzeigeneinstellungen jederzeit ändern.

Opec 4 Pacheco

1.173 Aufrufe

Veröffentlicht am

Veröffentlicht in: Bildung, Technologie
  • Als Erste(r) kommentieren

  • Gehören Sie zu den Ersten, denen das gefällt!

Opec 4 Pacheco

  1. 1. Tendências de descentralização das políticas curriculares PACHECO, José Augusto. In: Políticas e ducativas: o neoliberalismo em educação. Porto, Portugal: Editora Porto, 2000. p. 91-107.
  2. 2. Introdução <ul><ul><li>Pacheco refuta o argumento de que a submissão da educação à economia é a condição necessária para a prosperidade econômica. </li></ul></ul><ul><ul><li>Neoliberalismo coaduna-se com uma ideologia que abarca os aspectos organizacionais do sistema educativo e as práticas individuais (professores, alunos, pais, escolas, universidades, editoras...). </li></ul></ul>
  3. 3. Introdução <ul><ul><li>Políticas educativas em Portugal: </li></ul></ul><ul><ul><li>Centralização (anos 60 e 70): democratização escolar e social, lógica top-down de reforma, programas de planificação provisional, centralização educativa, uniformização da formação. </li></ul></ul><ul><ul><li>Descentralização (anos 80 e 90): liberalização escolar e social, lógica bottom-up de inovação, planificação de acompanhamento e regulação, projetos de ação, diversificação da formação. </li></ul></ul>
  4. 4. Políticas centralizadas e descentralizadas <ul><ul><li>Significados inerentes à descentralização : participação, autonomia, reforma. </li></ul></ul><ul><ul><li>Políticas de descentralização na educação : eficácia, participação nas decisões, transparências dos serviços, delimitação de funções, reconhecimento dos contextos locais e da necessidade de redimensionar o papel do Estado. </li></ul></ul><ul><ul><li>Movimento : da centralidade da nação para o aluno, na sua diversidade social e local </li></ul></ul>
  5. 5. Políticas centralizadas e descentralizadas <ul><ul><li>Políticas curriculares: </li></ul></ul><ul><ul><li>Centralista : administração central na concepção e operacionalização da política curricular, responsabilidade política dos órgãos ministeriais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Descentralista : valorização dos territórios locais, na contextualização da política curricular. </li></ul></ul>
  6. 6. Políticas centralizadas e descentralizadas <ul><ul><li>Políticas curriculares: </li></ul></ul><ul><ul><li>Centralista e descentralista : prevalência do normativo. Descentralizada nos discursos e recentralizada nas práticas. Territórios locais com autonomia para (re)interpretar o currículo, em função de projetos curriculares administrativamente controlados (ex: EMR). </li></ul></ul><ul><ul><li>Descentralista e centralista : descentralização nos discursos e nas práticas. Administração central define referenciais da política curricular e territórios locais reconstextualizam (o que pode ser x o que deve ser). </li></ul></ul>
  7. 7. Políticas centralizadas e descentralizadas <ul><ul><li>Territorialização da decisão como principal vetor da descentralização. </li></ul></ul><ul><ul><li>Territorializar : considerar a multiplicidade dos atores, observar a complexidade e interdependência das estruturas, permitir a existência de diversos discursos. </li></ul></ul>
  8. 8. Fundamentos das políticas descentralizadas <ul><ul><li>Princípios : </li></ul></ul><ul><ul><li>nova lógica econômica e modos de gestão e formação que mobilizem os atores periféricos (ex: programas de formação de educadores). </li></ul></ul><ul><ul><li>Busca de melhoria da qualidade, em prol da competitividade </li></ul></ul><ul><ul><li>Diversificação dos processos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Delegação de decisões do centro para a periferia. </li></ul></ul>
  9. 9. Fundamentos das políticas descentralizadas <ul><ul><li>Estado regulador : flexibilização (escolas de acordo com as forças de mercado; prestação de contas mediante avaliação; responsabilização dos professores perante o público). </li></ul></ul><ul><ul><li>Conseqüência : escola marcada pela concorrência; reestrutura seu funcionamento à busca de eficiência (pedagogia por objetivos e/ou competências), como em um processo fabril. </li></ul></ul>
  10. 10. Fundamentos das políticas descentralizadas <ul><ul><li>Em nome dos resultados (e não dos processos): desígnios de eficácia, qualidade, diversidade e heterogeneidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Estado regulador : estratégia que coloca no terreno da escola a solução para os problemas mais complexos que o poder centralizado ainda não foi capaz de resolver. </li></ul></ul>
  11. 11. Fundamentos das políticas descentralizadas <ul><ul><li>Escolas deixam de ser controladas pelo Estado e passam a funcionar de acordo com os princípios do livre mercado (aos pais, a escolha e a gestão das escolas). </li></ul></ul><ul><ul><li>O neoliberalismo recupera os princípios da teoria política liberal clássica, ao propor que o currículo contribua para a competitividade, meritocracia e eficiência . </li></ul></ul>
  12. 12. Fundamentos das políticas descentralizadas <ul><ul><li>Neoliberalismo e dualidade do Estado : minimiza as decisões e iniciativas no nível macro e maximiza a definição do conhecimento oficial, das normas e valores. </li></ul></ul><ul><ul><li>A descentralização , enquanto processo de responsabilização das escolas e dos professores, responde, simultaneamente, às necessidades de um Estado forte na seleção, organização e avaliação do conhecimento escolar e fraco na gestão do processo de implementação. </li></ul></ul>
  13. 13. A escola como território <ul><ul><li>Estado educador e desenvolvimentista – escola como território nacional. </li></ul></ul><ul><ul><li>Estado regulador – escola como território local. </li></ul></ul><ul><ul><li>Autonomia da escola – condicionada à construção de um projeto identitário próprio e ao funcionamento do regime de parceria. </li></ul></ul>
  14. 14. A escola como território <ul><ul><li>Projeto – gerir a heterogeneidade, adaptação da ação curricular. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ator – produtor de mudanças. </li></ul></ul><ul><ul><li>Parceria e rede – laços de interdependência dos atores e territórios (lógica relacional). </li></ul></ul><ul><ul><li>Território local como peça local da política centralizada. </li></ul></ul>
  15. 15. A centralidade da escola <ul><ul><li>Movimento de reestruturação escolar – escola como unidade básica da mudança (protagonismo de professores e alunos, busca da qualidade). </li></ul></ul><ul><ul><li>Alertas : </li></ul></ul><ul><ul><li>A qualidade não se mede somente pelos resultados. </li></ul></ul><ul><ul><li>A gestão escolar não pode se basear nos modelos de gestão fabril e empresarial. </li></ul></ul>
  16. 16. A centralidade da escola <ul><ul><li>Não basta mudar somente as regras de funcionamento , mas também as práticas e mentalidades . </li></ul></ul><ul><ul><li>Descentralização como filosofia de decisão – escola na perspectiva da cultura; reformar a educação no quadro das macro e micro relações de poder intra e inter escolas. </li></ul></ul>
  17. 17. A (re)centralização curricular <ul><ul><li>Políticas educativas de descentralização como estratégias de gestão de conflitos e forma compensatória de legitimação dos contextos locais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Descentralização curricular como prática de recentralização : porque mais ao nível das estruturas e implementação que ao nível da concepção. </li></ul></ul>
  18. 18. A (re)centralização curricular <ul><ul><li>Estado ainda mantém o controle técnico : separa concepção e execução e define a forma curricular (objetivo, seleção e organização dos conteúdos e atividades, controle da avaliação). </li></ul></ul><ul><ul><li>Prevalência da lógica do pré-empacotado : contato do professor com as questões curriculares é minimizado. </li></ul></ul>
  19. 19. A (re)centralização curricular <ul><ul><li>Descentralização : política curricular que tenta reconciliar o controle ideológico e cultural com as práticas favorecedoras da pluralidade de projetos e da responsabilização dos atores. </li></ul></ul>
  20. 20. A (re)centralização curricular <ul><ul><li>Territorialização das políticas educativas como política de um Estado regulador ; estratégia de complementariedade entre o central e o local; autonomia escolar contribuínte ao reforço das competências dos atores locais. </li></ul></ul><ul><ul><li>A territorialização só adquire efetividade se assumida numa lógica de processo interativo , reconhecendo os diferentes atores e abarcando o professor na tomada de decisão partilhada. </li></ul></ul>
  21. 21. Questões para discussão <ul><ul><li>Caracterize os quatro modelos de política curricular. </li></ul></ul><ul><ul><li>Quais os fundamentos das políticas descentralizadas ? </li></ul></ul><ul><ul><li>Quais as críticas da atual política de descentralização, no âmbito das políticas educativas? </li></ul></ul><ul><ul><li>Que relações se pode estabelecer entre as políticas de descentralização e o atual modus operandi da EaD? </li></ul></ul>

×