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1                   FACULDADE DELTA               INSTITUTO CONSCIÊNCIA-GO         CLEIDIANA DE CARVALHO CELESTINO SILVAAT...
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18Avaliação dos Resultados        a) Indicação de formas de registros.        O Plano de AEE será registrado e compartilha...
19CONSIDERAÇÕES FINAIS       Minha vida acadêmica e profissional sempre foi marcada pelo desafio debuscar conhecimento par...
20REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBRASIL. Declaração de Salamanca sobre Princípios, Políticas e Práticas naÁrea das Necessidades...
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ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO - AUTISMO

Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de elaborar um plano de atendimento educacional especializado para um aluno da rede conveniada de Aparecida de Goiânia com o diagnóstico de autismo. O aluno tem 6 anos de idade e cursa o Jardim II. O trabalho se deu por meio de uma pesquisa participativa, a partir de observações e entrevistas com professores e familiares.

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ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO - AUTISMO

  1. 1. 1 FACULDADE DELTA INSTITUTO CONSCIÊNCIA-GO CLEIDIANA DE CARVALHO CELESTINO SILVAATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE): TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO - AUTISMO GOIÂNIA - GO 2012
  2. 2. 2 CLEIDIANA DE CARVALHO CELESTINO SILVAATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE): TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO - AUTISMO Trabalho de conclusão de Curso, submetido à Faculdade Delta e Instituto Consciência GO, como requisito do Curso de Especialização lato sensu Educação Especial na Perspectiva do Atendimento Educacional Especializado, para obtenção do titulo de Especialista em Atendimento Educacional Especializado. Orientadora: Profª Ms. Flavia Barbosa Lima. GOIÂNIA 2012
  3. 3. 3 CLEIDIANA DE CARVALHO CELESTINO SILVA ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE): TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO - AUTISMO Este exemplar corresponde à redação final aprovada do Trabalho de Conclusão de Curso de Cleidiana de Carvalho Celestino Silva.Data de aprovação: ___ / ___ / ___Assinatura: _________________________________________________
  4. 4. 4 Dedico este trabalho primeiro a Deus pela Sua força e grandeza que rege aminha vida e que coloca pessoas tão especiais nela. A minha família, que sempreacreditou em mim. Ao meu marido, que me apoiou e compreendeu os momentostão difíceis te amo muito. Aos meus amigos, por terem privado de minha companhiapelos estudos, concedendo a mim a oportunidade de realizar-me como pessoa.
  5. 5. 5Cada criança é um ser único, diferente dequalquer outra, que experimenta ritmo deevolução próprio, tem os seus interesses eprovém de um universo cultural, econômicoe familiar específico; cada um é um caso,uma personalidade que desabrocha demodo diverso. Joaquim Azevedo, 1994.
  6. 6. 6 RESUMOEste trabalho foi desenvolvido com o objetivo de elaborar um plano de atendimentoeducacional especializado, para um aluno da rede conveniada de Aparecida deGoiânia com o diagnóstico de autismo. O aluno tem 6 anos de idade e cursa oJardim II. O trabalho se deu por meio de uma pesquisa participativa, a partir deobservações e entrevistas com professores e familiares. O desenvolvimento dosestudos teve como base, teorias sobre os princípios da Educação Inclusiva. AsDiretrizes das Políticas Públicas Nacionais de Inclusão, definem a oferta doAtendimento Educacional Especializado (AEE) como complementação esuplementação do trabalho desenvolvido em sala de aula comum, visando asprincipais necessidades do aluno no que diz respeito ao ensino e aprendizagem,além das referências sobre Transtorno Global do Desenvolvimento – TGD. Asetapas que compõem este TCC são: Proposição do Caso, Análise e Classificaçãodo Caso Queiroz, Proposta para Solucionar o Problema, Fundamento Teórico:Transtorno Global ou Invasivo do Desenvolvimento, Metodologia, Plano deAtendimento Educacional Especializado, Considerações Finais e Referências.Palavras-chave: Transtorno Global do Desenvolvimento – TGD, Inclusão, EducaçãoInclusiva, Autismo, Atendimento Educacional Especializado (AEE), Aprendizagem.
  7. 7. 7 SUMÁRIOINTRODUÇÃO........................................................................................................ 8Proposição do Caso................................................................................................ 9Análise e Classificação do Caso Queiroz.............................................................. 10Proposta para Solucionar o Problema................................................................... 10Fundamentação Teórica: transtorno global ou invasivo do desenvolvimento.. 11Metodologia............................................................................................................ 15Pano de Atendimento Educacional Especializado.............................................. 15Objetivo do Plano................................................................................................... 16Organização do Atendimento................................................................................. 16Atividades a Serem Desenvolvida com o Aluno.................................................... 16Seleção do Material a Serem Produzidos Para o Aluno....................................... 17Seleção dos Materiais e Equipamentos que Necessitam ser Adquiridos........... 17Profissionais da Escola que Receberão Orientações do Professor do AEE Sobre 17Serviços e Recursos Oferecidos ao Aluno..............................................................Avaliação dos Resultados....................................................................................... 18Reestruturação do Plano........................................................................................ 18CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................... 19REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................ 20
  8. 8. 8INTRODUÇÃO Este trabalho de conclusão de curso (TCC) apresenta um estudo de caso,realizado através de uma pesquisa participativa. Estudou-se o caso de Queiroz, umacriança com o diagnóstico de autismo que freqüenta, no período matutino, umaescola conveniada do município de Aparecida de Goiânia. Sua trajetória escolar foi iniciada com dois (02) anos de idade, naAssociação Pestalozzi: Unidade RENASCER, e, com ajuda de uma equipemultiprofissional deu-se início ao atendimento eficaz. Queiroz apresenta características comuns a outras crianças com autismo,sendo que suas potencialidades são estimuladas através das atividadesdesenvolvidas. Gosta de atividades com dança e música, tem uma fascinação porcarros, apresenta dificuldade no processo de aprendizagem, na comunicação elinguagem. A partir do conhecimento do caso, faz-se uma proposta para auxiliar o seuprocesso de ensino e aprendizagem, minimizando as dificuldades enfrentadas, taiscomo: atividades de memória audiovisual, adequação de materiais didático-pedagógicos, organização de rotinas, dentre outras. As reflexões teóricas foram consolidadas nos estudos de Brasil (2007),Surian (2012), Cunha (2009) dentre outros. A partir dos estudos teóricos e realizado o estudo do caso, faz-se um Planode Atendimento Educacional Especializado com duração prevista para seis meses,com o objetivo de proporcionar ao aluno a superação e suplementação para odesenvolvimento de alfabetização, aprimorar a escrita, desenvolver funções básicasda linguagem e raciocínio lógico. No Plano de AEE serão oferecidas propostas aserem desenvolvidas com o aluno, organização do atendimento, material a sertrabalhado, produtos a serem produzidos e adquiridos, sugestão para a avaliaçãodos resultados e reestruturação do plano que possa apontar novas parcerias.
  9. 9. 9Proposição do Caso Queiroz, V. F. B. tem 6 anos, aluno de uma escola conveniada do Municípiode Aparecida de Goiânia Goiás, matriculado no jardim II, no período diurno. Quandotinha 2 anos, sua mãe começou a perceber que o mesmo apresentava certaslimitações. Diante disto, levou-o ao neuropediatra,onde o diagnóstico recebido foi depaciente infantilizado,recebendo orientações médicas para procurar a Pestalozzi.Após passar pelos médicos da Associação,mais precisamente por umneuropediatra,chegaram ao diagnóstico de um possível autismo.Então,ele foiatendido no contraturno da Associação Pestalozzi Unidade Renascer de Goiânia por3 anos,duas vezes por semana no período vespertino. Conforme descrição de tal relatório, o aluno Queiroz V. F. B., participou deatividades pedagógicas, natação, psicomotricidade, ambiente de raciocínio lógico,ambiente de artes com enfoque em música. O aluno foi atendido por uma equipemultiprofissional, que inclui médicos, psicóloga, fonoaudióloga,psicopedagoga,professor de educação física, professora do AEE. No ano passado,Queiroz V. F. B., teve alta da Pestalozzi,onde disseram que o aluno deveriafrequentar a escola regular e no contraturno ir para sala de recursos multifuncionais -SRM, dando continuidade ao ensino e aprendizagem do mesmo. Na escola regular, em entrevista com a professora, a mesma destacoualgumas características com relação a Queiroz. É interessado, realizaatividades,sendo que em algumas encontra mais dificuldades do que em outras, temboa coordenação motora, gosta de colorir, interativo e assíduo. É apaixonado pela mãe e tem muito ciúmes dela, gosta de ver a sua imagemrefletida nos vidros e espelhos. No recreio é ativo, gosta de lanchar e participar dasatividades recreativas, fazendo parte das apresentações em datas comemorativas.O aluno solicita e dirigi-se ao banheiro sozinho apresentando boa higienização. A professora entrevistada demonstra não saber lidar com a dificuldade deaprendizagem do Queiroz.
  10. 10. 10Análise e Classificação do Caso Queiroz Os primeiros estudos sobre o autismo se deram através de Leo Kanner eHans Aspeger, onde trouxeram impactantes contribuições, pois (Cunha 2011) e(Surian 2005) disseram que por volta de 1960, o autismo era visto como umtranstorno emocional transmitido pelos pais, que por sua vez eram incapazes detransmitir afeto para a criança. Conforme a descrição dos autores, pessoas com autismo apresentamanormalidades visíveis com relação a questões sócio-afetivas, dificuldades na fala,onde as palavras são restritas e apresentam ecolalia, tem dificuldades de sair darotina, porém apresentam facilidade para interagir com objetos, imagem e sons esão hipersensíveis aos estímulos. Todas essas características são percebidas em Queiroz, sua potencialidade ea interação com as atividades desenvolvidas onde o mesmo apresenta satisfaçãoem certas atividades que envolvam a, música, instrumentos musicais, carros emotos.Além destas questões,segundo a mãe,ele mostra um gosto enorme pelodesenho animado do pica-pau. As dificuldades destacadas pela professora e pela mãe, mostram que a maiordificuldade esta relacionada ao processo de aprendizagem e à linguagem.Propostas para Solucionar o Problema Desenvolver atividades lúdicas para ativar a memória auditiva, onde iremostrabalhar os sons; exemplo: trovões, vento, carros, buzinas, até aprimorarmos aspalavras; Desenvolver atividades visuais usando fotos da família e colegas da escolapara desenvolver a concentração; Organizar as atividades de rotinas para que o aluno não sinta dificuldades nodia-a-dia;
  11. 11. 11 Incentivar a professora da sala comum a se especializar no atendimentoeducacional especializado; Adquirir materiais didáticos que possibilitem um atendimento dinâmico, ondeo aluno possa interagir com as cores, objetos, brinquedos; Incentivar a família a participar do processo de ensino e aprendizagem doaluno, motivando-os a participarem dos projetos em que o aluno está inserido,garantindo o avanço.Fundamentação Teórica: Transtorno Global ou Invasivo do Desenvolvimento A escola regular deve estar preparada para o ensino inclusivo para que osalunos com autismo possam desenvolver-se como cidadãos, adquirindo novashabilidades, permitindo a evolução do seu desenvolvimento global, informando eauxiliando todo o corpo docente e dicente a desenvolverem melhores estratégiaspara atender as necessidades do aluno, contribuindo para identificar parcerias parafacilitar a inclusão dos aluno A proposta inclusiva da Declaração de Salamanca (1994), declara que todosos alunos devem ter a possibilidade de integrar-se ao ensino regular, mesmoaqueles com deficiências sensoriais, mentais, cognitivas ou que apresentemtranstornos severos de comportamento. A escola, segundo essa proposta, deveráadaptar-se para atender as necessidades destes alunos. S e g u n d o C u n h a( 2 0 0 9 ) , o autismo é descrito como um conjunto de transtornos qualitativos defunções envolvidas no desenvolvimento humano. Ele agrupa uma tríade principal:comprometimento da comunicação, dificuldade de interação e atividades restrito-repetitivas. Cunha diz, que o termo autismo foi empregado pela primeira vez em1911 pelo psiquiatra suíço E. Bleuler, que descrevia o autismo como a fuga darealidade. Em 1943 Leo Kanner, psiquiatra austríaco, publicou os primeiros estudos deuma nova síndrome que foi denominada, a princípio, de distúrbio autístico do contatoafetivo. Ele definiu o autismo como uma patologia que se estruturava nos doisprimeiros anos de vida, elevando o interesse da psicanálise na relação entre mãe efilho.
  12. 12. 12 A Classificação internacional de doenças (CID) 10 classifica oautismo como um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. O manualaponta também outros distúrbios com quadros artísticos, que são: AutismoAtípico; Síndrome de Asperger; Síndrome de Rett; transtorno degenerativoda infância. O autismo pode surgir nos primeiros meses de vida, mas, em geral, os sintomas tornam-se aparentes por volta da idade de três anos. Percebe-se na criança o uso insatisfatório de sinais sociais, emocionais e de comunicação, além da falta de reciprocidade afetiva (Cunha, 2009, p. 24). Segundo Surian (2010), o autismo geralmente se manifesta por volta dostrês anos de idade, quando a criança passa a apresentar dificuldades marcantes epersistentes na interação social, na comunicação com os outros e no repertório deinteresses e de atividades. A pessoa afetada demonstra dificuldade em estabelecer vínculos deamizade, os relacionamentos interpessoais parecem ter pouco ou nenhumsignificado, e o mundo pode lhe parecer ameaçador e hostil. Estudos vêm demonstrando que não se trata de um distúrbio tão raro quantoantes se pensava, o que levou a uma ampliação das discussões para além doscírculos médicos e familiares. Conhecer melhor o autismo, passou a ser umanecessidade de educadores e da sociedade como um todo, pois as descobertasprovam que as limitações decorrentes do autismo não só afetam todas as esferasintelectuais, como ao contrário, há autistas com capacidades excepcionais quedevem ser valorizadas. São muitos os estudiosos que procuram explicações para ascausas e consequências do Autismo. O autismo é definido pela Organização Mundial de Saúde como um distúrbio do desenvolvimento, sem cura e severamente incapacitante. Sua incidência é de cinco casos em cada 10.000 nascimentos caso se adote um critério de classificação rigoroso, e três vezes maior se considerarmos casos correlata dos, isto é, que necessitem do mesmo tipo de atendimento (MANTOAN, 1997, p. 13).
  13. 13. 13 O TEACCH foi desenvolvido por Eric Chopler e Gary Mesibov, visando a suaaplicação em crianças autistas. Este modelo apela a uma intervenção específica,caracterizada por uma adequação e estruturação do ambiente, no sentido de reduziros comportamentos disruptivos e, deste modo, potencializar aprendizagens. OTEACCH é um modelo de intervenção que através de uma “estrutura externa”,organização de espaços, materiais e atividades, permite criar “estratégias” e, maistarde, automatizá-las de modo a funcionarem fora da sala de aula em ambientesmenos estruturados. Segundo Schopler, esta filosofia do TEACCH foi desenvolvidaespecialmente para apoiar os seguintes valores: TEACCH ajuda indivíduos com autismo de todas as idades e níveis de funcionamento organizarem seus ambientes, pois fornecem informações claras, precisas, concretas e significativas. [...]. As crianças trabalham sozinhas em suas estações de trabalho, frequentemente separadas das outras crianças da sala, e desempenham as tarefas selecionadas pelo professor, que são individualizadas para cada uma delas e incluem atividades viso motoras como classificações de objetos por cor ou atividades de dobrar cartas e colocá-las dentro de envelopes. [...].- Melhoria das habilidades: por meio da avaliação das habilidades emergentes são identificadas e então a intervenção é realizada enfocando estas habilidades;- Teoria comportamental e Cognitiva [...] (1997apud GIARDINETTO, 2005, p. 18). Cláudia Pereira Dutra, Secretária de Educação Especial do Ministério daEducação (MEC), diz que “A nova política nacional para a Educação Especial étaxativa: todas as crianças e jovens com necessidades especiais devem estudar naescola regular. Desaparecem, portanto, as escolas e classes segregadas. (Portal doMEC). A referida Política não extingue as instituições especializadas no ensino dosque têm deficiência. Em lugar de substituir, elas passam a auxiliar a escola regular,firmando parcerias para oferecer atendimento educacional especializado nocontraturno. Na prática, muda radicalmente a função do docente dessa área. Antesespecialista em uma deficiência, ele agora precisa ter uma formação mais ampla. A contribuição do Atendimento Educacional Especializado se confirma com acomplementação do trabalho que é oferecido além da sala de aula comumpriorizando as principais necessidades do aluno, priorizado sempre a aprendizagem.
  14. 14. 14 A Sala de Recursos Multifuncionais é um espaço que atende asnecessidades dos alunos, favorecendo seu acesso ao conhecimento edesenvolvendo competências e habilidades próprias. O papel do AEE é de oferecer o que não é próprio do currículo escolar,propondo objetivos, metas e procedimentos educacionais específicos e suas açõessão definidas conforme o tipo de deficiência, numa perspectiva de complementar ousuplementar suas necessidades educacionais. Os professores das salas de recursos multifuncionais, devem atuar formacolaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégiaspedagógicas, que favoreçam o acesso ao aluno com deficiência ao currículo e a suainteração no grupo. Na Sala de Recursos Multifuncionais são atendidos alunos com deficiência,transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades. As SRM dispõem de materiais e recursos pedagógicos como: televisão,aparelho de DVD, scanner, computadores, impressoras; mobiliário adaptado; jogospedagógicos adaptados ou não;recursos específicos (reglete, punção,engrossadores de lápis. Este atendimento é realizado no turno oposto da classecomum. O Art.2° Decreto nº 7.611/2011, o qual revoga o D ecreto nº 6.571/2008, diz doque: A educação especial deve garantir os serviços de apoio especializado voltado a eliminar as barreiras que possam obstruir o processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação São atendidos, nas Salas de Recursos Multifuncionais, alunos público-alvo daeducação especial, conforme estabelecido na Política Nacional de EducaçãoEspecial na Perspectiva da Educação Inclusiva e no Decreto N.6.571/2008.
  15. 15. 15Metodologia O método utilizado foi a entrevista e observação continuada da realidade,tendo como apoio o conhecimento teórico, buscando entender a realidade, levandoem consideração todos os aspectos para a elaboração desta pesquisa. O desenvolvimento dessa pesquisa iniciou a partir do interesse da autora embuscar uma estrutura teórica para entender as questões relacionadas ao autismo.Será possível identificar essas características nos primeiros anos de vida dacriança? Quais poderiam ser os trabalhos desenvolvidos na sala de recursosmultifuncionais? Através dessas questões, surge a necessidade de uma pesquisa teórica ede campo. Iniciam-se os trabalhos de pesquisa na Associação Pestalozzi, com adefinição do sujeito da pesquisa e contato direto com a escola comum onde o alunoestuda. Após os primeiros contatos com a realidade do aluno, iniciei a observaçãodo mesmo no pátio, na escola comum, no convívio com a família e na comunidade.Tive a oportunidade de entrevistar a professora, a coordenadora e a mãe deQueiroz. Após a colaboração das partes e da coleta de dados, deu-se início aoestudo teórico e a conclusão do presente TCC, conforme a orientação do InstitutoConsciência GO.Plano de Atendimento Educacional Especializado Queiroz tem 06 anos, está matriculado na escola conveniada do município deAparecida de Goiânia, no turno matutino do jardim II.
  16. 16. 16Objetivo do Plano Desenvolver o raciocínio lógico; Desenvolvimento da linguagem oral; Desenvolver habilidades de comunicação; Ampliar a capacidade de memória visual.Organização do Atendimento Período de atendimento: de maio a dezembro de 2012. Frequência: duas vezes por semana. Tempo de Atendimento: duas horas, alternando as atividades. Composição do Atendimento: individual e coletivo.Atividades a serem Desenvolvidas com o Aluno Para desenvolver a aprendizagem e a comunicação será contada históriasmostrando ilustrações conforme a necessidade. a) Atividades de raciocínio lógico envolvendo situações do dia- a-dia doaluno; rotinas cotidianas, passeios, brinquedos. b) Jogo da memória e jogos que trabalhe tamanhos, formas, cores,quantidade, jogo de esconde – esconde. c) Atividades com música e dança;
  17. 17. 17Seleção de Material a Serem Produzidos Para o Aluno No momento não há necessidade de produção de material.Seleção de Materiais e Equipamentos que Necessitam ser Adquiridos Escala cuisenaire. Jogos pedagógicos: quebra-cabeça; jogo da memória; material dourado. Material para simulação de atividades diversas; revistas; jornais; garrafaspet.Profissionais que Receberão Orientações do Professor do AEE Sobre Serviçose Recursos Oferecidos ao Aluno. Professor de sala comum: Receberá orientações sobre o trabalho que serárealizado com aluno, buscando parceria para um atendimento de qualidade. Professor de Educação Física: promover atividades coletivasproporcionando ao aluno a interação com os outros colegas. Colegas de turma: Devem participar de atividades em grupo com o alunodestacando as suas potencialidades. Diretor da escola : Buscar apoio diretamente na secretaria de educação domunicípio para a implantação da sala de recursos multifuncionais na escola. Equipe Pedagógica (coordenador, professores): Promover estudos sobre oautismo e outros TGD, tirando duvidas, e sempre estando aberta às sugestões. Orientações à família sobre a importância da frequência do aluno na sala derecursos multifuncionais, além de orientações pedagógicas a serem desenvolvidasno ambiente domiciliar com o filho.
  18. 18. 18Avaliação dos Resultados a) Indicação de formas de registros. O Plano de AEE será registrado e compartilhado com o professor da sala deaula comum, sendo avaliado mensalmente e reestruturado conforme a necessidadeou após o alcance de cada objetivo. b) Resultados obtidos diante dos objetivos do plano de AEE. Observar participação e interesse que Queiroz tem nas atividades propostas. Avaliar o desenvolvimento do aluno diante das atividades observando amemória, a percepção, as sensações para sons músicas e instrumentais.Reestruturação do Plano Promover atividades coletivas se for o caso para proporcionar melhorias nasocialização. Estabelecer novas parcerias, com instituições especializadas de forma quepromova maior rendimento do aluno.
  19. 19. 19CONSIDERAÇÕES FINAIS Minha vida acadêmica e profissional sempre foi marcada pelo desafio debuscar conhecimento para a complementação de novos desafios. A escolha do temadeste trabalho acadêmico foi desafiador. De todos os assuntos propostos, esse foi oque mais me chamou a atenção em especial ao Plano de AEE, objeto central dasdisciplinas desta Pós - Graduação. Em Especial, no desenvolvimento deste curso, percebemos o trabalho damãe de Queiroz em buscar parcerias para melhorar o fazer pedagógico do filho,sendo que, com relação a Queiroz, o prazer dele em participar da escola comum édemonstrada ao participar das atividades, confirmando o importante papel da escola. A Educação Especial é uma modalidade da Educação Nacional, queperpassa o sistema educacional em todos os níveis. É oferecida como um serviço derecursos especializados para complementação do processo de ensino -aprendizagem dos estudantes com deficiência, transtornos globais dodesenvolvimento, altas habilidades/superdotação e demais necessidades especiaistransitórias e/ou permanentes, contribuindo para o desenvolvimento de suaspotencialidades.
  20. 20. 20REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBRASIL. Declaração de Salamanca sobre Princípios, Políticas e Práticas naÁrea das Necessidades Educativas Especiais. 1994. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf>. Acesso em: 17 ago.2012.Ministério da Educação. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial naEducação Básica. 3. ed. Secretaria de Educação Especial.Brasília: MEC, SEESP,2003.CUNHA, Eugênio. Autismo e inclusão: psicopedagogia práticas educativas naescola e na família. Rio de Janeiro: WaK , 2009.SURIAN, Luca. Autismo: informações Essenciais para Familiares, Educadores eProfissionais de Saúde. São Paulo: Paulinas, 2010.Intervenção: Modelo Cognitivo... um olhar sobre o autismo. Disponível em:<http//blogspot.com/.../interveno-modelo-cognitivo>. Acesso em: 15 ago. 2012.MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A integração de pessoas com deficiência. SãoPaulo: Memnon, 1997.GIARDINETTO, Andrea R. S.B. Comparando a interação social das criançasautistas: as contribuições do programa TEACCH e do currículo funcional natural.Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, 2005.

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