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Public Affairs - Boletim Mensal | Abril 2018

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Na coluna “RelGov em Foco”, o tema em destaque é o acesso à informação e o poder de análise do profissional de relações governamentais. O simples acesso garante a utilização eficaz da informação estratégica? Ainda sobre informação, destacamos a dicotomia acesso/vazamento de dados.

Não nos furtamos, é claro, de discutir os principais temas em voga na seara política e, na edição desse mês, você encontra mais um perfil na série “Presidenciáveis”, dessa vez o tucano Geraldo Alckmin. Na sequência, as implicações da prisão do ex-presidente Lula para a campanha petista, e os impasses e nuances da distribuição de poder, ou presidências, nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados.

Finalmente, a análise internacional discorre sobre a rivalidade econômica China-EUA e, em seguida, sobre importância de investir na internacionalização de empresas e estabelecer players globais.

No mais, desejamos uma boa leitura e um excelente feriado. Até a próxima publicação!

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Public Affairs - Boletim Mensal | Abril 2018

  1. 1. Boletim Mensal Burson-Marsteller Abril Public Affairs 2018
  2. 2. Burson-Marsteller l Public Affairs Uma prática transversal que, por meio da compreensão do ambiente político, assessora clientes de diferentes setores na proteção e/ou promoção de seus negócios, gerindo sua influência de maneira sustentável. O padrão Burson-Marsteller é responsável pelo desenvolvimento de projetos altamente customizados, de acordo com as necessidades de cada cliente, desenvolvendo estratégias para os diversos setores econômicos, especialmente aqueles fortemente regulados pelo poder público. Colaboradores desta edição Índice Ano 2 | Nº 04 | Abril Luciana Lemgruber Fernanda Xavier Isabela Girotto Isabela Macêdo Anna Paula Losi Allana Rodrigues Bruno Traversin Nara Andrade 02 RelGov em Foco | Inteligência informacional: O papel do profissional de relações governamentais 03 Política | Presidenciáveis: disputas internas podem inviabilizar Alckmin 04 Política | A prisão de Lula: como a negação do habeas corpus no STF afeta a estratégia política do PT e torna o cenário eleitoral ainda mais obscuro 05 Política | Câmara em foco: as comissões temáticas em função da janela partidária 08 Politica | Acesso à informação X vazamento de dados 09 Relações Internacionais | Guerra comercial entre Estados Unidos e China: qual o impacto na América Latina? 10 Relações Internacionais | Going global? A importância de internacionalizar 11 Dados Econômicos 12 Calendário de Eventos
  3. 3. O acesso à informação é cada vez mais amplo e dinâmico, tanto pela pluralidade dos meios de divulgação, como pela facilitação de acesso. Esse fenômeno é ainda mais evidente quando trabalhamos com as informações de governo. Já há algum tempo os sites da Câmara dos Deputados e do Senado Federal disponibilizam todas as informações necessárias para o acompanhamento das discussões das pautas em tramitação, audiências públicas são transmitidas ao vivo, não somente pelas TVs e Rádios das casas legislativas, mas também por meio de sites e redes sociais. O Poder Executivo ainda não é tão eficiente na publicização de suas informações, mas, ainda assim, os atos normativos que regem o nosso ordenamento jurídico estão disponíveis em meio eletrônico, sendo também possível monitorar agendas e outras informações pelos principais canais: sites, facebook e twitter. Em razão da facilidade de acesso à informação surge a seguinte pergunta: como o profissional de relações governamentais pode se destacar na utilização de informações que estão disponíveis a qualquer um que queira acessá-las? Primeiramente, é importante ressaltar que a disponibilidade não está atrelada à fácil compreensão, e que, ainda que seja passível de entendimento, muitas vezes o acesso se restringe ao resultado do processo, impossibilitando a identificação do método em si e como se chegou ao ponto em questão. O profissional de relações governamentais tem que ser capaz de acessar as informações, mas, principalmente, analisar essas informações e identificar as janelas de oportunidades e os riscos para o setor em que atua e, fazendo isso, propor ações e soluções que possam construir políticas públicas mais adequadas para a realidade do país. No entanto, também é fundamental que o profissional de relações governamentais seja capaz de monitorar e filtrar o que é prioritário, por que o excesso de informação pode paralisa-lo ou fazê- lo perder tempo com aquilo que não é realmente importante. E, para isso, pode utilizar diversos meios, como planilhas, sistemas, pushs, e cada pessoa tem que encontrar a que melhor se adequa à sua realidade, pessoal e profissional. Na era da informação não basta ter a informação, é preciso saber sistematizar, priorizar e agir a partir do universo de dados disponível, para poder seguir o melhor caminho estratégico em busca da construção de políticas públicas eficazes e efetivas que impactem positivamente não apenas o setor defendido, mas também a sociedade como um todo. Anna Paula Losi RelGov em Foco Inteligência informacional: O papel do profissional de relações governamentais 02
  4. 4. Política 03 Presidenciáveis: disputas internas podem inviabilizar Alckmin No dia 20 de março, o PSDB oficializou a pré-candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República. Apesar de ter sido o único nome nas prévias do partido, o tucano ainda enfrenta resistência de parte dos correligionários e deverá ter desafios para manter seu nome como candidato oficial do partido até 15 de agosto, prazo do TSE para registro das candidaturas. Alckmin tem a seu favor o fato de ser um gestor experiente, tendo iniciado sua carreira política aos 19 anos, como vereador de Pindamonhangaba, interior de São Paulo, mesma cidade da qual foi prefeito em 1977. Assumiu a prefeitura ainda cursando o último ano de medicina, na Faculdade de Taubaté. Já nos anos 80, o então PMDBista foi um dos dissidentes que ajudou na fundação do PSDB e, desde então, figura entre os principais nomes do partido. Além disso, essa não é a primeira corrida presidencial do tucano, que disputou o cargo em 2006 contra o então presidente, Luís Inácio Lula da Silva, do PT. Àquela época, o PSDB já enfrentava divisões internas, quando o partido discutia o apoio à candidatura de Alckmin ou à do senador José Serra. Serra desistiu da candidatura e Alckmin concorreu, perdendo no segundo turno com 39,17% dos votos válidos, contra 60,83% do adversário. Em 2018, os dois ainda figuram no cenário eleitoral No entanto, a possibilidade de uma disputa de segundo turno entre Lula e Alckmin como em 2006 é improvável. O petista está preso e deve ter sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral e Alckmin não tem tido resultados expressivos nas pesquisas mais recentes. Longe das polarizações, o tucano disputa espaço para se consolidar como o nome de centro no próximo pleito eleitoral. É provável que defenda investimentos em programas sociais, privatizações e uma reforma tributária que favoreça os mais pobres. No quesito alianças, o presidente Michel Temer já teria procurado o ex-governador de São Paulo para uma possível chapa conjunta, onde o ex-Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, possa concorrer como vice de Alckmin. A chapa poderia causar mais problemas internos a Alckmin, já que o MDB tem Paulo Skaf como pré-candidato a governador de São Paulo, pleito pelo qual o correligionário de Alckmin, João Dória, também buscará vencer. A eleição estadual já tem sido conflituosa para Alckmin, pois seu vice e atual governador de São Paulo, Márcio França (PSB) também pretende disputar o cargo com Dória. Mesmo que Alckmin consiga conciliar as eleições estaduais com seus interesses de concorrer ao Palácio do Planalto numa chapa que elimine um dos concorrentes de centro, o ex-governador ainda terá de se posicionar em relação a nomes como Marina Silva (REDE), Joaquim Barbosa (PSB) e Rodrigo Maia (DEM), o último quase sem expressão nas intenções de voto, mas peça chave para angariar apoio do partido do presidente da Câmara dos Deputados e de partidos como PP e Solidariedade, que já manifestaram apoio à candidatura de Maia.
  5. 5. Diante de tantos cenários conflituosos, o tucano terá de se esforçar para conciliar o PSDB em São Paulo e nacionalmente. Além disso, terá de avaliar alianças de centro para diminuir a disputa com outros nomes, que fogem das principais polarizações nos possíveis cenários apresentados até o momento. O esforço para consolidar sua candidatura no meio político poderá ser um empecilho para trabalhar sua imagem de gestor eficiente com os eleitores. Isabela Macêdo Política 04 A prisão de Lula: como a negação do habeas corpus no STF afeta a estratégia política do PT e torna o cenário eleitoral ainda mais obscuro A conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida no dia 04 de abril, acirrou ainda mais a disputa e tornou o cenário confuso para as eleições de 2018. Com a negativa ao habeas corpus solicitado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com a sua prisão executada, o líder, favorito em boa parte das pesquisas para Presidência da República, acaba por “perder” seu posto. No entanto, a sua candidatura ainda não está descartada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá tomar a decisão sobre a continuidade da candidatura de Lula de acordo com a Lei da Ficha Limpa, que torna condenados em segunda instância inelegíveis. O prazo final para o TSE se pronunciar é 17 de setembro. Publicamente, o Partidos dos Trabalhadores (PT) afirma que não tem Plano B para as eleições. O argumento usado pela legenda é de que “lançar um nome que não o dele seria fazer o jogo dos que trabalharam pelo ‘processo de golpe’”. Porém, dar continuidade ao seu nome como candidato mesmo com a prisão é uma forma de garantir votos para o nome que vá o substituir, como uma espécie de estratégia de transferência dos votos. Fora dos holofotes, os nomes do ex- prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, são cotados para o pleito, porém nenhuma das alternativas ultrapassam 3% das intenções de votos nas pesquisas já divulgadas. Segundo pesquisa conduzida pelo professor de ciência política da UFMG, Leonardo Avritizer, as condenações não diminuíram significativamente as intenções de voto em Lula e a rejeição do político caiu no último semestre, período no qual o processo já corria no TR-4, o que vai contra o esperado. Já o professor da USP, José Álvaro Moisés, aponta que o PT vai continuar com a retórica de que o ex-presidente é “vítima de uma conspiração de elite”, o que deixa a situação ambígua, não ficando claro para quem será transferido os votos do candidato, dependendo da adesão do eleitorado a tal discurso. Segundo os acadêmicos, com relação ao poder legislativo, é preciso lembrar que nas eleições de 2014 o PT participou de uma coligação ampla, o que acabou corroborando para a diminuição da bancada do partido no Congresso. Portanto, duas questões serão centrais para as eleições no legislativo: quão ampla será a coligação de 2018 e se haverá um candidato que consiga manter a votação no patamar do nível de identificação partidária do eleitor com o PT.
  6. 6. A última pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha, que analisa 12 possíveis cenários, mostra que, caso o PT lance Fernando Haddad ou José Álvaro Moisés, a disputa se concentrará nos candidatos Jair Bolsonaro, do PSL, com 17% das intenções de votos, e Marina Silva da Rede, com 15% das intenções. Os demais nomes foram pouco afetados pela prisão do ex-presidente, candidatos como Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) permanecem com as intenções de votos próximas às pesquisas anteriores. O que se conclui é que o pleito de 2018 continua sem muitas definições, e as consequências da não participação de Lula associada à estratégia política do partido só poderão ser dimensionadas em um futuro próximo. Segundo o calendário eleitoral das eleições de 2018, os partidos e coligações podem registrar seus candidatos até o dia 15 de agosto e no dia seguinte já será permitido o início da campanha, começando a distribuição de material e propaganda gratuita via Internet. Já a propaganda eleitoral no rádio e na televisão terá início em 31 de agosto. Os rumos eleitorais do Brasil seguem indefinidos, e dependem diretamente das decisões de três atores centrais: TSE, PT e o condenado Luiz Inácio Lula da Silva. Nara Andrade e Bruno Traversin 05 Política Câmara em foco: as comissões temáticas em função da janela partidária O mês de fevereiro marcou o início dos trabalhos legislativos deste ano e, enquanto as comissões do Senado Federal já se debruçavam sobre as proposições em pauta, a Câmara dos Deputados se delimitava apenas às discussões em Plenário. Esse atraso foi motivado pelo impasse que ocorreu na distribuição das comissões entre os partidos, que, devido à janela partidária, principalmente, preferiram esperar o número final de membros de suas bancadas. A janela partidária proporcionou a troca de legenda de cerca de 90 deputados federais, sem que estes perdessem o mandato. Dados apresentados pela Câmara dos Deputados apontam que o Democratas (DEM) e o Partido Progressista (PP) foram os mais beneficiados, recebendo, respectivamente 12 e 8 novos parlamentares em suas bancadas; outros partidos como o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), no entanto, viram suas bancadas se reduzirem. Esses números ainda não são os finais, pois pode ainda existirem mudanças que não foram informadas à Câmara. Além do tamanho das bancadas, a mudança no número de congressistas traz, também, reflexos na quantidade de comissões às quais os blocos/partidos têm direito de presidir. Apenas uma comissão segue sem comando, a de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR). O Deputado Dilceu Sperafico (PP/PR) havia sido eleito presidente, contudo, recentemente licenciou-se para assumir a chefia da Casa Civil de seu estado, o Paraná. A expectativa é a de que o Deputado Evair Vieira de Melo (PP/ES), também integrante do PP e atual vice-presidente da comissão, seja eleito o presidente, cujo pleito está previsto para o dia 9 de maio. Enquanto isso, ele já preside a comissão, em seu presente cargo.
  7. 7. 06 Política Agora, já com as comissões em funcionamento, os parlamentares tentam dar maior celeridade às votações das proposições, visto que os trabalhos legislativos devem diminuir o ritmo em breve devido à Copa do Mundo, em junho, e também às eleições, realizadas em outubro. Alguns temas estão com maior visibilidade no Congresso Nacional, como doenças raras, que recentemente foi discutida em audiência pública; o projeto que altera a Lei das Licitações; e, principalmente, proteção de dados, que voltou à discussão após o ocorrido com a rede social Facebook, nos Estados Unidos. No Plenário, os ânimos estão voltados à deliberação de projetos como o de regulamentação do Lobby e o que trata do Cadastro Positivo; a reforma da previdência, pauta fortemente defendida por Michel Temer, foi deixada de lado. Ainda, o embate entre a pré-candidatura de Rodrigo Maia à Presidência da República, e a possível corrida eleitoral de Temer ajuda a deixar o ambiente cada vez mais tenso, com ambos à procura de apoio eleitoral e político. Fernanda Xavier Presidentes das comissões permanentes da Câmara Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CIDOSO) Presidente: Dep. Júlia Marinho (PSC/PA) Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) Presidente: Dep. Goulart (PSD/SP) Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) Presidente: Dep. Daniel Vilela (MDB/GO) Comissão de Cultura (CCULT) Presidente: Dep. Raquel Muniz (PSD/MG) Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) Presidente: Dep. José Stédile (PSB/RS) Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) Presidente: Dep. Ana Perugini (PT/SP) Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) VAGO Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD) Presidente: Dep. Mara Gabrilli (PSDB/SP) Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público (CTASP) Presidente: Dep. Ronaldo Nogueira (PTB/RS) Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) Presidente: Dep. Juscelino Filho (DEM/MA)
  8. 8. Política 07 Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) Presidente: Dep. Margarida Salomão (PT/MG) Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) Presidente: Dep. Luiz Couto (PT/PB) Comissão de Educação (CE) Presidente: Dep. Danilo Cabral (PSB/PE) Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS) Presidente: Dep. Daniel Almeida (PCdoB/BA) Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA) Presidente: Dep. Marinha Raupp (MDB/RO) Comissão de Minas e Energia (CME) Presidente: Dep. Marcelo Squassoni (PRB/SP) Comissão de Viação e Transportes (CVT) Presidente: Dep. Domingos Sávio (PSDB/MG) Comissão de Turismo (CTUR) Presidente: Dep. Rafael Motta (PSB/RN) Comissão de Finanças e Tributação (CFT) Presidente: Dep. Renato Molling (PP/RS) Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) Presidente: Dep. Roberto de Lucena (PODE/SP) Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) Presidente: Dep. Laerte Bessa (PR/DF) Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) Presidente: Dep. Nilson Pinto (PSDB/PA) Comissão de Legislação Participativa (CLP) Presidente: Dep. Pompeo de Mattos (PDT/RS) Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) Presidente: Dep. Leonardo Monteiro (PT/MG) Comissão do Esporte (CESPO) Presidente: Dep. Alexandre Valle (PR/RJ)
  9. 9. 08 Política Acesso à informação X vazamento de dados Com o avanço tecnológico, também avançam a cultura, os recursos e até mesmo, os crimes. Imerso em um cenário de mudanças, os dados pessoais são, na atualidade, uma grande fonte geradora de riqueza, podendo ser o diferencial no sucesso de empresas. Grandes conglomerados investem recursos humanos e fiscais na obtenção cada vez maior de informações sobre cada pessoa da população, tanto para conhecer melhor seus clientes, como também para ajuda-los na tomada de decisão. O acesso à informação é parte constituinte da nossa nova cultura e em vão seria qualquer esforço no sentido contrário. Ao mesmo tempo, também não se pode deixar livre para que qualquer um obtenha informações e as utilize como bem entender. O grande ponto é, então, as normas e limites que tal acesso deva ter. Recentemente, o escândalo envolvendo uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, o Facebook, deu ainda mais força ao debate. No Brasil não foi diferente, o evento ocorrido com a empresa americana gerou uma série de discussões, principalmente no legislativo, trazendo novamente para a pauta de discussão os projetos que regulamentam o acesso aos dados pessoais. Em paralelo, tramita na Câmara dos Deputados a proposta legislativa que altera a regra do vigente cadastro negativo para o cadastro positivo, em que todos os brasileiros seriam automaticamente incluídos em uma base de dados. A norma consiste na geração de pontuação individual à população pelos birôs de crédito, a partir da inclusão das informações de crédito. Com a grande divulgação do vazamento de dados obtidos pela rede social, órgãos de defesa do consumidor criaram grande pressão em cima do relator do projeto que cria o Cadastro Positivo, deputado Walter Ihoshi (PSD-SP), para a inclusão de respostas mais duras frente à possibilidade de utilização inadequada das informações. A principal intenção do cadastro positivo é, portanto, a facilitação do crédito, principalmente pela população com renda mais baixa. Por que então os debates se mesclam gerando tanto desconforto? O caso do Facebook inseriu um aspecto mais tátil à possibilidade de vazamento de informações, sendo um ponto muito importante a ser avaliado. Se a possibilidade de melhor avaliação de crédito dos brasileiros é, sem dúvidas, muito importante, por outro lado, a necessidade de se punir quem, por conta da facilitação de acesso, vazar as informações, é imprescindível. Ou seja, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio. O Projeto do Cadastro Positivo está há um mês na pauta do Plenário e, enquanto o governo quer votar a todo custo, a oposição, ajudada pela pressão cartorial, tem travado a votação como pode, deixando a pauta engessada por todo o período. Sob argumento de que a nova base de dados invade a privacidade dos brasileiros, os cartórios permanecem com acesso exclusivo às informações da população. Com o assunto na mira dos jornais, o acesso à informação é uma das pautas mais movimentadas atualmente. A necessidade de modernização se encontra com a urgência de punição a quem mal utilizar a informação. O ponto de equilíbrio não é fácil e torna-se ainda mais difícil quando potencializado frente aos interesses políticos e empresariais envolvidos. Luciana Lemgruber
  10. 10. Relações Internacionais 09 Guerra comercial entre Estados Unidos e China: qual o impacto na América Latina? Desde a campanha eleitoral, Donald Trump vem divulgando ideias polêmicas e divisoras de opiniões. Neste sentido, o atual presidente dos Estados Unidos, que durante o período eleitoral ameaçou aumentar em até 30% a tarifa sobre todos os produtos chineses, instaurou a prática da política America First com o objetivo de fortalecer a indústria americana em detrimento de produtos importados. A partir deste contexto, no último mês, Trump, no intuito de combater os produtos originários da China, no primeiro momento, impôs sobretaxas ao aço e alumínio importado de vários países, afetando diferentes mercados, entre eles o Brasil, que, de acordo com o Instituto Aço Brasil e World Steel Association, tem os Estados Unidos, como o principal importador do aço brasileiro, totalizando exportações de R$ 8,5 bilhões de reais. Neste cenário, Donald Trump, visto o impacto, a priori, não almejado a outras nações, ainda em março, liberou, temporariamente, alguns países de pagarem a sobretaxa. Na América Latina, Brasil, Argentina e México (como membro do Tratado de Livre Comércio da América do Norte), por exemplo, foram retirados da lista de obrigatoriedade do pagamento da tarifa. Posteriormente, com o objetivo de, de fato, impactar negativamente a economia chinesa, o Presidente norte americano anunciou tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. Como retaliação as medidas americanas, em seguida, o governo chinês divulgou uma lista de 128 produtos dos EUA, como soja, milho, suco de laranja, carne e produtos químicos, os quais pretende sobretaxar. Diante deste contexto, economias como a do Brasil, Argentina e Paraguai poderão ser beneficiadas, ao passo que são países com alta competitividade em produtos agrícolas. Tratando- se de soja, por exemplo, a China é a maior importadora do Brasil e, posteriormente, dos Estados Unidos. Neste sentido, caso aplicada a tarifa chinesa, a soja brasileira seria uma substituta natural da norte americana. Além da soja, o Brasil também se beneficiaria com a aplicação da sobretaxa de outros produtos como, o etanol e suco de laranja norte-americanos. No entanto, cabe ressaltar que, apesar da lista de produtos divulgadas, a imposição de tarifas chinesas ainda está sendo negociada e não há uma decisão sobre suas aplicações, bem como prazos. Os benefícios para a América Latina, de forma geral, que a priori, parecem interessantes visto a abertura de oportunidades comerciais, são, também, questionados ao passo que, em um cenário de globalização, visto a relevância global das duas economias (Estados Unidos e China), os efeitos de uma guerra comercial podem transbordar para países de diversas importâncias comerciais. Assim, efeitos como aumento dos custos de exportações e diminuição do comércio internacional podem ser percebidos. Destaca-se, ainda, que as retaliações, de ambas as partes, poderão causar prejuízos socioeconômicos, a longo prazo; vão contra a tendência global de abertura de mercados e afetarão a segurança jurídica das nações envolvidas. Isabela Girotto
  11. 11. Relações Internacionais 10 Going global? A importância de internacionalizar A política econômica internacional ganhou novos traços, especialmente após as crises de 2008 e 2011 e, mais recentemente, o pano de fundo dessa transformação incluiu uma onda global de neopopulismo marcada pelo Brexit, saída do Reino Unido do bloco regional europeu, e condução de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Além disso, os processos de globalização econômica, marcadamente a liberalização, a diáspora corporativa e a integração regional, deram espaço à uma nova dinâmica de relação econômica e comercial, menos integrada e mais protecionista. Nesse cenário, para além da atração de investimentos estrangeiros, o investimento no exterior e internacionalização se tornou ainda mais relevante. A internacionalização é uma das alternativas para o incremento da competividade e ganho de mercado em cenário de instabilidade econômica. Para além do quadro internacional, pautado pela política econômica mais protecionista do governo Trump e avanço dos negócios chineses, o panorama econômico brasileiro, apesar da melhora pós condução de Temer à presidência, ainda não é ideal. Dessa forma, e a exemplo do desenvolvimento de concorrência intercapitalista promovido pela China, a atuação de empresas brasileiras em segmentos e regiões geográficas diversos é uma alternativa eficaz para abertura de novos mercados, ganho de vantagem competitiva e consequente incremento do comércio internacional brasileiro. Os ganhos de competitividade, por sua vez, são oriundos de uma série de benesses elencados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil): aumento do valor de marca (going global); aquisição de novos conhecimentos e expertises; desenvolvimento de novos produtos e serviços; diversificação de fontes de receitas; maior controle sobre canais de distribuição e venda no mercado externo. Apesar do entendimento tácito de que a internacionalização de empresas é benéfica em diversos aspectos, e a despeito dos entraves e limitações intra-organizacionais, em âmbito nacional, no que tange ao ambiente de incentivo público, há obstáculos significativos. O custo Brasil adiciona às dificuldades inerentes do processo a elevada carga tributária, instabilidade cambial, infraestrutura precária, problemas relacionados à logística, ausência de linhas de financiamento e fragilidade institucional. A fim de juntar-se aos países cujas empresas tornaram-se global players e acrescentar novos elos à sua cadeia de valor em operações no exterior, portanto, o Brasil precisa enfrentar e solucionar problemas que já estão associados aos mais diversos temas no que tange à economia nacional. Faz-se necessário adequar-se, em âmbito doméstico, às práticas já adotadas por outros países para ajustar-se também às necessidades e peculiaridades impostas pela economia internacional. Allana Rodrigues
  12. 12. Dados Econômicos 11 MÊS DÓLAR IPCA (acumulado de 12 meses) SELIC IBOVESPA PROJEÇÃO PIB 2018 JUL.2017 3,15 2,71% 9,25% 65.316,30 0,34% AGO.2017 3,14 2,46% 9,15% 70.727,08 0,39% SET.2017 3,17 2,54% 7% 73.626 0,68% OUT.2017 3,26 3,08% 7% 73.323 0,73% NOV.2017 3,27 3,08% 7% 71.971 0,73% DEZ. 2017 3,31 2,79% 6,9% 75.996,68 0,98% JAN. 2018 3,17 3,95% 6,75% 85.329,20 2,66% FEV. 2018 3,24 2,84% 6,75% 86.000,80 2,89% MAR.2018 3,33 2,68% 6,50% 82.956,10 2,89% ABR.2018 3,46 * 6,25% 86.127,86 2,75% *Pendente de fechamento Fonte: Boletim Focus/Banco Central
  13. 13. Calendário de Eventos 13 DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB 29 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Reunião do Conselho Diretor da ANATEL Local: Sede da ANATEL Reunião Ordinária Pública da Diretoria da ANVISA Local: Sede da ANVISA Reunião da CONITEC Reunião Ordinária Pública da Diretoria da ANVISA Local: Sede da ANVISA 2º Seminário de Propriedade Intelectual Local: Maksoud Plaza Hotel, São Paulo/SP Reunião do Conselho Diretor da ANATEL Local: Sede da ANATEL 305ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde - CNS Local: Brasília, DF 305ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde - CNS Local: Brasília, DF Reunião da CONITEC Seoul Food and Hotel 2018 Local: Seul, Coréia do Sul SIAL Canada 2018 Local: Montreal, Canadá QCon São Paulo Local: São Paulo/SP Agro Brasília Local: Brasília/DF Oncologia Baseada em Evidências Local: Faculdade de Saúde, UnB Capital Empreendedora Local: Brasília/DF
  14. 14. Calendário de Eventos 14 DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 1 2 Reunião Ordinária Interna da Diretoria da ANVISA Local: Sede da ANVISA Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau Local: Brasília/DF 134ª Reunião Ordinária da Mensa Diretora do CNS Local: Brasília, DF 134ª Reunião Ordinária da Mensa Diretora do CNS Local: Brasília, DF Seminário Conjunto “Proteção de Dados Pessoais” Local: Câmara dos Deputados, Brasília/DF VII Encontro Regional de Computação e Sistemas de Informação – ENCOSIS Local: São Paulo/SP Encontros Tele.Síntese Local: São Paulo/SP Tecnomultimídia Infocomm Local: São Paulo/SP Bahia Farm Show Local: Luís Eduardo Magalhães-BA, Brasil 3º Simpósio Ideia Fértil - Doenças Raras ABC Local: São Paulo/SP Campus Party BSB 2018 Local: Brasília/DF Painel TELEBRASIL Local: São Paulo/SP Saúde Business Fórum Local: Bahia Hospitalar Local: Expo center Norte São Paulo

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