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Jornalismo no Terceiro Setor
   Primeiro Setor: setor público (governo,    repartições públicas etc)   Segundo Setor: setor privado (indústria,    co...
TERCEIRO SETOR:- Trata-se de um setor que não é público nem privado, mas sim umajunção do setor estatal e do setor privado...
NOVA ORDEM SOCIAL• Com o prevalecimento do ideal neoliberalista e da concepção de “Estado mínimo”,ocorre a falência do Est...
ELEMENTOS DEFINIDORES     DESCRIÇÃOFoco                      Bem-estar público;                          Interesse socialQ...
Cuidados-Uma vez que o Estado e o setor privado tiveram oentendimento da necessidade de colaborar com o TerceiroSetor, até...
Cuidados...- Setor que cresce consideravelmente a cada ano.- Movimenta mais de um trilhão de dólares por ano em todoo mund...
Cuidados...-O pesquisador Wilson Bueno, especialista na análise crítica do conceito deResponsabilidade social no âmbito em...
Cuidados...“Há, na verdade, uma diferença importante entre o que Souza Cruz , a Philip Morris, oumesmo a Monsanto (um exem...
O JORNALISMO NO TERCEIRO SETOR- Em função desse quadro, o primeiro conselho aos jornalistasque cobrem o Terceiro Setor é a...
FONTES•Responsabilidade Social & Cidadania Empresarial, de Francisco Paulode Melo Neto•Comunicação Empresarial: teoria e p...
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Jornalismo no terceiro setor

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Jornalismo no terceiro setor

  1. 1. Jornalismo no Terceiro Setor
  2. 2.  Primeiro Setor: setor público (governo, repartições públicas etc) Segundo Setor: setor privado (indústria, comércio, serviços) Terceiro Setor: organizações privadas com interesse público
  3. 3. TERCEIRO SETOR:- Trata-se de um setor que não é público nem privado, mas sim umajunção do setor estatal e do setor privado para uma finalidade maior:suprir as falhas do governo e do setor privado (empresariado)no atendimento às necessidades da população, numa relaçãoconjunta.- Composição: organizações com natureza privada, mas sem finslucrativos, e finalidade pública, sem controle direto do Estado.- Atividades: práticas de filantropia e ações e projetos sociais.
  4. 4. NOVA ORDEM SOCIAL• Com o prevalecimento do ideal neoliberalista e da concepção de “Estado mínimo”,ocorre a falência do Estado de bem-estar social (Welfare State ), principal provedor deserviços sociais e protetor dos cidadãos.• Uma legião de excluídos e desassistidos, todos órfãos dos serviços do Estado (agoraem boa parte reduzidos, sucateados e ineficientes por conta da falta de investimento),passa a clamar por ajuda.• O Segundo Setor (privado), nesse momento, mostra sua verdadeira face: suaindiferença e seu ímpeto concentrador de renda, com favorecimento das elites epromoção da desigualdade e exclusão social.• Segundo o sociólogo alemão Claus Offe, é nesse momento que a sociedade civil(representada pelas ONGs, movimentos sociais e entidades ligadas a diferentes religiõese setores sociais engajados) cria uma NOVA ORDEM SOCIAL: onde além do Estado e dosetor privado, um TERCEIRO SETOR voltado às carências sociais passa a ter papelfundamental. Nessa nova ordem, tanto o setor público como o privado passam areconhecer a importância do atendimento das demandas sociais, e se mobilizam emfavor desse Terceiro Setor.
  5. 5. ELEMENTOS DEFINIDORES DESCRIÇÃOFoco Bem-estar público; Interesse socialQuestões centrais Pobreza, desigualdade e exclusão socialEntidades participantes ONGs, associações, fundações, entidades de assistência social, educação, saúde, esporte, meio ambiente, cultura, ciência e tecnologia, entre outras várias organizações da sociedade civil.Nível de atuação Comunitário e de baseTipos de ações De caráter associativo e voluntarista.
  6. 6. Cuidados-Uma vez que o Estado e o setor privado tiveram oentendimento da necessidade de colaborar com o TerceiroSetor, até por serem cobrados devido a princípios inegociáveishoje como o da Responsabilidade social, investir no social,em países com alta demanda como o Brasil, VIROU UMAVERDADEIRA INDÚSTRIA.- Para as empresas, investir no social virou estratégia deMarketing e uma forma de, muitas vezes, obter benefíciosfiscais.- Para muitas entidades do Terceiro Setor, investir no socialvirou um negócio altamente lucrativo.
  7. 7. Cuidados...- Setor que cresce consideravelmente a cada ano.- Movimenta mais de um trilhão de dólares por ano em todoo mundo e é a oitava economia mundial, se comparado aoPIB dos países.- No Brasil,10,9 bilhões anuais, de acordo com uma pesquisarealizada pela empresa de consultoria Kanitz e Associados.- Muita gente é beneficiada com empregos e projetos sociais,mas muita verba também é desviada...
  8. 8. Cuidados...-O pesquisador Wilson Bueno, especialista na análise crítica do conceito deResponsabilidade social no âmbito empresarial, questiona, por exemplo, aforma como o Instituto Ethos, uma das entidades mais reconhecidas doTerceiro Setor pela defesa e promoção da Responsabilidade Social, premia asempresas com iniciativas sociais.- Esse instituto incorpora em seu quadro de associados um grupo bastanteheterogêneo, com intenções variadas, muitas delas, obrigatoriamente,oportunistas e não legítimas, como representantes de grandes empresas que,na prática, não estão nem aí para o social.Diz Bueno: “muitas vezes, quando se olha para o Instituto Ethos, à procurade Jesus, encontra-se Judas, sentado confortavelmente ao seu lado.”Ou seja, o que a responsabilidade social que o Instituto Ethos proclama não temsintonia com as empresas que são comumente premiadas pelo instituto. Filme:The Corporation.
  9. 9. Cuidados...“Há, na verdade, uma diferença importante entre o que Souza Cruz , a Philip Morris, oumesmo a Monsanto (um exemplo "magnífico" de cidadania, à luz deste conceito flexível,porque produz transgênicos que, segundo seu discurso, estão associados à saúde dapopulação e podem, inclusive, salvar o mundo da fome!) costumam dizer por aí e o que,efetivamente, se pode entender por responsabilidade social. Na medida em que o InstitutoEthos chancela esta hipocrisia, o conceito vai ralo abaixo.Uma empresa cujos produtos matam milhões de pessoas e tornam doentes outros milhões;ou uma empresa cujos produtos são responsáveis por um número impressionante de mortespor acidentes de trânsito e pelo aumento da violência familiar, podem, à luz de qualquerconceito de responsabilidade social, aspirar à condição de cidadãs? Para o Instituto Ethos,refém do conceito que administra, isso é possível, o que nos coloca, então, num dilema fatal:então que organização não é socialmente responsável? Se até quem mata com os produtosque fabrica (e os divulga com cinismo e recursos milionários) pode proclamar-sesocialmente responsável, legitimando-se com a divulgação do Instituto Ethos, entãovoltamos à estaca zero. O conceito de responsabilidade social é apenas uma ficção, não éíntegro” (WILSON BUENO)
  10. 10. O JORNALISMO NO TERCEIRO SETOR- Em função desse quadro, o primeiro conselho aos jornalistasque cobrem o Terceiro Setor é a necessidade de umposicionamento crítico.- Aos que desejam atuar em veículos segmentados de ONGse outras entidades, nem tudo está perdido: apesar dosvários exemplos negativos, há gente séria trabalhando naárea, que realmente busca o bem social.
  11. 11. FONTES•Responsabilidade Social & Cidadania Empresarial, de Francisco Paulode Melo Neto•Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa, de Wilson da CostaBueno

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