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Poder Marítimo e os EUA como
potências mundiais - Mahan
 As relações internacionais de fins do séc XIX foram
examinadas pela Geografia Política, a partir da “Óptica
Alemã”
 Com Mahan, surge uma “óptica norte americana”
 Mahan, oficial da marinha americana e professor
naval, é reconhecido como o percursos das teorias
geopolíticas sobre o poder marítimo na época
contemporânea
 Lança o livro “A influência do poder marítimo” de 1890
 Mahan se tornou um autêntico teórico do
expansionismo, um “filósofo naval do imperialismo”
 Mahan lança uma abordagem inovadora sobre o poder
marítimo
 Concepção integrada de todas as atividades relacionadas ao
mar
 Suas teorias não se restringem ao poder naval e ao comércio
marítimo separadamente
 Para ele, é fundamental a natureza e o grau de
envolvimento de toda a população de um país com as
atividades marítimas, decorrendo daí as possibilidades
concretas de constituição de um poder de fato nessa área.
 Para ele, desde A Guerra do Peloponeso (400 a.C.) os
princípios e as funções da marinha de guerra são os
mesmos, cabendo-lhe a definição:
 pontos de concentração;
depósitos de munição e suprimentos;
comunicação entre esses pontos e a base original;
o valor militar do comércio;
modo como o comércio combinado com as operações
pode ser conduzido.
 Concebe os oceanos e mares como um vasto espaço
social e político com características próprias que os
distinguem dos espaços terrestres
 articulados a estes pelos portos e vias de comunicações
interiores
 Deve haver uma ligação estratégica das rotas
marítimas
 ligações com outros continentes e com os interiores dos
países.
 Mahan lembra que o poderio marítimo de uma nação
depende sobretudo de sua capacidade de instalar e
manter em funcionamento essa rede de pontos de
apoio (colônias e postos coloniais), que possui um
valor econômico e estratégico
 Nestes três elementos encontra-se a chave para boa parte
da história e da política das nações marítimas:
 Produção
 com a necessidade de troca entre os produtos;
 Navegação
 através de qual essa troca é realizada;
 E as colônias
 as quais facilitam e alargam as operações de navegação e
tendem a protegê-las pela multiplicação de pontos de apoio.
 Quanto às condições específicas que definem o poder
marítimo, se destaca em 1º lugar, o papel da posição
geográfica.
 Comparando os casos da Inglaterra, França e Holanda.
 A posição da Inglaterra é a mais favorável, sua
configuração insular, com portos protegidos, e um
vasto império colonial de apoio e uma marinha
mercante altamente desenvolvida.
 Modelo de poder Marítimo, comércio marítimo,
domínio colonial e poder naval.
 França, ora aparece como potência marítima, ora como
potência continental.
 Possui desvantagem estrutural em relação à sua
posição geográfica, suas costas para o Atlântico e no
Mediterrâneo fracionam a sua frota naval (Necessidade
de passar pelo estreito de Gibraltar)
 Comparação com os EUA (Oceano Atlântico e
Pacífico) – Daí a necessidade do Canal no istmo do
Panamá
 Aí aparece o segundo papel para o poder marítimo, as
condições estratégicas.
 Por exemplo, estratégias de controle destes istmos ou
canais, como o do panamá, de Gibraltar, e de Suez.
 Estratégias militares, e econômicas para ocupação e
proteção destas áreas
 Crítica aos EUA, usando França como exemplo:
- Atenção voltada para a ocupação do interior do país e
uma não-proteção de suas costas.
- A concentração da riqueza encontra-se
principalmente nas faixas costeiras do país (EUA)
 Com a construção do Canal do Panamá esta
mentalidade diminua, de modo que os EUA poderão
então fazer valer os seus “direitos naturais” no mar.
 E como último fator, Mahan diz respeito ao que chama
de caráter nacional
 Seria a direção seguida pelos países com relação às
atividades em geral e especialmente aquelas ligadas ao
mar
 Crítica à Portugal e Espanha
 Com exploração baseada simplesmente na “caça à
riqueza imediata” de ouro e prata, que é efêmera sem a
articulação com outras atividades econômicas,
principalmente à indústria
 Alemanha e a Inglaterra souberam extrair riquezas,
mas produziram e comercializaram esta riqueza pelo
mundo
3 fatores para o Poder marítimo
(Mahan)
1. Posição geográfica;
2. Condições estratégicas;
3. Caráter nacional.
As profecias de Mahan acontecem:
 (após 10 anos – livro) EUA vencem a guerra contra a
Espanha no Caribe, estendendo o seu domínio sobre a
América Central, iniciando assim sua grande expansão
marítima
 1914 - concluí o Canal do Panamá (Ano de sua morte)
 1916 - “Navy Act”, a consagração das suas teses sobre o
poder marítimo e a afirmação dos EUA como potência
mundial
Mackinder - Heartland
 Halford Mackinder, como Ratzel, sempre foi crítico aos
geógrafos, pela pouca atenção que dedicavam aos fatos
da política em seus estudos
 Ratzel tinha um engajamento quanto a compreensão
das relações entre Estado, território e o “projeto
geopolítico alemão”
 Mackinder tinha um engajamento numa visão
estratégica global, e se constituiu em referência às
questões geopolíticas mundiais (Estudiosos e
militares)
 Mackinder defendia a ideia de que a disputa pela
hegemonia em escala global dependia da importância
cada vez maior - “poder terrestre”
 Mackinder acredita que os anos de 1900 marcaram o
fim do que se chamou de “era colombiana”, período de
400 anos caracterizado pela expansão marítima e pelas
descobertas de novas terras no globo, processo este
encerrado (Mahan)
 Analisando a massa terrestre compreendida pela
Eurásia, percebe um fenômeno fundamental para ele:
 O contraste entre as dimensões do território russo e os
outros Estados da Europa Ocidental
 Relacionando os movimentos topográficos, climáticos
e os movimentos das migrações populacionais em
direção ao ocidente, foi possível determinar um
“domínio terrestre”,
 Ele reconhece o papel da circulação marítima e o do
poder naval nas modernas estratégias em nível
mundial, porém alerta para o crescimento do poder
terrestre.
 Antes, a capacidade de mobilidade era a cavalos ou
camelos -> início das ferrovias
 Transiberiana – 1897
 Assim, aliando vários territórios e ferrovias às suas
potencialidades econômicas, especialmente recursos
naturais abundantes, o Império Russo se tornaria uma
potência mundial
 Preocupação com possível aliança Rússia-Alemanha
(Império Mundo)
Cordão Sanitário
Criação do Cordão Sanitário Após I Guerra Mundial
Criação da Polônia, Tcheco-Eslováquia, Hungria, Iugoslávia, Bulgária, Romênia e
Grécia, a partir de territórios desmembrados dos impérios russo, alemão,
austríaco e turco
 Recebe críticas quando favorece as ferrovias, sendo que
há um grande avanço na tecnologia da propulsão a
vapor, aumentando assim as embarcações militares
 Mackinder – A mobilidade não estaria num ou noutro
domínio de circulação (Naval ou ferroviário), mas na
articulação de ambos, possivelmente com aviões
também
 Mackinder acrescenta sua teoria
 Haveria um só oceano e uma Ilha-mundo
 Centro dela seria a Heartland, com um entorno
chamado de Marginal crescente (Eurásia restante, e
Insular crescente (América, África e Oceania)
 Este Marginal crescente seria o Hinterland, com pólos
de saída para o oceano, como a região do Canal de Suez
 Região, que se dominada concomitantemente com o
Heartland seria o “Império Mundo”
 Aliança entre França e Inglaterra na I Guerra Mundial
contra a Alemanha (Povos eslavos contra germânicos)
foi pensada para não haver uma aliança Rússia e
Alemanha
 Por isso a grande preocupação com a instável região
dos Bálcãs e da Europa Oriental, sob histórica disputa
de influência da Alemanha e da Rússia
 Acordo Ribeentrop-Molotov, em 1939 – Pacto de Não
agressão
Spykman - Rimland
 Críticas à Mackinder e revalorização à Mahan
 Com base na Teoria do Heartland cria a Teoria do
Rimland (Poder periférico)
 Estratégia dos EUA de contenção do poderio Russo
Teoria atual - Criméia
Países marítimos, terrestres e
anfíbios
 Países insulares
 Fenícios, Portugueses, espanhóis, Holandeses, Inglaterra
 Países continentais
 Persas, Germanos, Mongóis, Alemães, Russos
 Países mistos
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Terrestres maritimos e anfibios

  • 1.
  • 2. Poder Marítimo e os EUA como potências mundiais - Mahan  As relações internacionais de fins do séc XIX foram examinadas pela Geografia Política, a partir da “Óptica Alemã”  Com Mahan, surge uma “óptica norte americana”
  • 3.  Mahan, oficial da marinha americana e professor naval, é reconhecido como o percursos das teorias geopolíticas sobre o poder marítimo na época contemporânea  Lança o livro “A influência do poder marítimo” de 1890  Mahan se tornou um autêntico teórico do expansionismo, um “filósofo naval do imperialismo”
  • 4.  Mahan lança uma abordagem inovadora sobre o poder marítimo  Concepção integrada de todas as atividades relacionadas ao mar  Suas teorias não se restringem ao poder naval e ao comércio marítimo separadamente  Para ele, é fundamental a natureza e o grau de envolvimento de toda a população de um país com as atividades marítimas, decorrendo daí as possibilidades concretas de constituição de um poder de fato nessa área.
  • 5.  Para ele, desde A Guerra do Peloponeso (400 a.C.) os princípios e as funções da marinha de guerra são os mesmos, cabendo-lhe a definição:  pontos de concentração; depósitos de munição e suprimentos; comunicação entre esses pontos e a base original; o valor militar do comércio; modo como o comércio combinado com as operações pode ser conduzido.
  • 6.  Concebe os oceanos e mares como um vasto espaço social e político com características próprias que os distinguem dos espaços terrestres  articulados a estes pelos portos e vias de comunicações interiores  Deve haver uma ligação estratégica das rotas marítimas  ligações com outros continentes e com os interiores dos países.
  • 7.  Mahan lembra que o poderio marítimo de uma nação depende sobretudo de sua capacidade de instalar e manter em funcionamento essa rede de pontos de apoio (colônias e postos coloniais), que possui um valor econômico e estratégico
  • 8.  Nestes três elementos encontra-se a chave para boa parte da história e da política das nações marítimas:  Produção  com a necessidade de troca entre os produtos;  Navegação  através de qual essa troca é realizada;  E as colônias  as quais facilitam e alargam as operações de navegação e tendem a protegê-las pela multiplicação de pontos de apoio.
  • 9.  Quanto às condições específicas que definem o poder marítimo, se destaca em 1º lugar, o papel da posição geográfica.  Comparando os casos da Inglaterra, França e Holanda.  A posição da Inglaterra é a mais favorável, sua configuração insular, com portos protegidos, e um vasto império colonial de apoio e uma marinha mercante altamente desenvolvida.  Modelo de poder Marítimo, comércio marítimo, domínio colonial e poder naval.
  • 10.  França, ora aparece como potência marítima, ora como potência continental.  Possui desvantagem estrutural em relação à sua posição geográfica, suas costas para o Atlântico e no Mediterrâneo fracionam a sua frota naval (Necessidade de passar pelo estreito de Gibraltar)  Comparação com os EUA (Oceano Atlântico e Pacífico) – Daí a necessidade do Canal no istmo do Panamá
  • 11.  Aí aparece o segundo papel para o poder marítimo, as condições estratégicas.  Por exemplo, estratégias de controle destes istmos ou canais, como o do panamá, de Gibraltar, e de Suez.  Estratégias militares, e econômicas para ocupação e proteção destas áreas
  • 12.  Crítica aos EUA, usando França como exemplo: - Atenção voltada para a ocupação do interior do país e uma não-proteção de suas costas. - A concentração da riqueza encontra-se principalmente nas faixas costeiras do país (EUA)  Com a construção do Canal do Panamá esta mentalidade diminua, de modo que os EUA poderão então fazer valer os seus “direitos naturais” no mar.
  • 13.  E como último fator, Mahan diz respeito ao que chama de caráter nacional  Seria a direção seguida pelos países com relação às atividades em geral e especialmente aquelas ligadas ao mar  Crítica à Portugal e Espanha
  • 14.  Com exploração baseada simplesmente na “caça à riqueza imediata” de ouro e prata, que é efêmera sem a articulação com outras atividades econômicas, principalmente à indústria  Alemanha e a Inglaterra souberam extrair riquezas, mas produziram e comercializaram esta riqueza pelo mundo
  • 15. 3 fatores para o Poder marítimo (Mahan) 1. Posição geográfica; 2. Condições estratégicas; 3. Caráter nacional.
  • 16. As profecias de Mahan acontecem:  (após 10 anos – livro) EUA vencem a guerra contra a Espanha no Caribe, estendendo o seu domínio sobre a América Central, iniciando assim sua grande expansão marítima  1914 - concluí o Canal do Panamá (Ano de sua morte)  1916 - “Navy Act”, a consagração das suas teses sobre o poder marítimo e a afirmação dos EUA como potência mundial
  • 17. Mackinder - Heartland  Halford Mackinder, como Ratzel, sempre foi crítico aos geógrafos, pela pouca atenção que dedicavam aos fatos da política em seus estudos  Ratzel tinha um engajamento quanto a compreensão das relações entre Estado, território e o “projeto geopolítico alemão”  Mackinder tinha um engajamento numa visão estratégica global, e se constituiu em referência às questões geopolíticas mundiais (Estudiosos e militares)
  • 18.  Mackinder defendia a ideia de que a disputa pela hegemonia em escala global dependia da importância cada vez maior - “poder terrestre”  Mackinder acredita que os anos de 1900 marcaram o fim do que se chamou de “era colombiana”, período de 400 anos caracterizado pela expansão marítima e pelas descobertas de novas terras no globo, processo este encerrado (Mahan)
  • 19.  Analisando a massa terrestre compreendida pela Eurásia, percebe um fenômeno fundamental para ele:  O contraste entre as dimensões do território russo e os outros Estados da Europa Ocidental  Relacionando os movimentos topográficos, climáticos e os movimentos das migrações populacionais em direção ao ocidente, foi possível determinar um “domínio terrestre”,
  • 20.
  • 21.  Ele reconhece o papel da circulação marítima e o do poder naval nas modernas estratégias em nível mundial, porém alerta para o crescimento do poder terrestre.  Antes, a capacidade de mobilidade era a cavalos ou camelos -> início das ferrovias  Transiberiana – 1897
  • 22.  Assim, aliando vários territórios e ferrovias às suas potencialidades econômicas, especialmente recursos naturais abundantes, o Império Russo se tornaria uma potência mundial  Preocupação com possível aliança Rússia-Alemanha (Império Mundo)
  • 23. Cordão Sanitário Criação do Cordão Sanitário Após I Guerra Mundial Criação da Polônia, Tcheco-Eslováquia, Hungria, Iugoslávia, Bulgária, Romênia e Grécia, a partir de territórios desmembrados dos impérios russo, alemão, austríaco e turco
  • 24.  Recebe críticas quando favorece as ferrovias, sendo que há um grande avanço na tecnologia da propulsão a vapor, aumentando assim as embarcações militares  Mackinder – A mobilidade não estaria num ou noutro domínio de circulação (Naval ou ferroviário), mas na articulação de ambos, possivelmente com aviões também
  • 25.  Mackinder acrescenta sua teoria  Haveria um só oceano e uma Ilha-mundo  Centro dela seria a Heartland, com um entorno chamado de Marginal crescente (Eurásia restante, e Insular crescente (América, África e Oceania)
  • 26.
  • 27.  Este Marginal crescente seria o Hinterland, com pólos de saída para o oceano, como a região do Canal de Suez  Região, que se dominada concomitantemente com o Heartland seria o “Império Mundo”  Aliança entre França e Inglaterra na I Guerra Mundial contra a Alemanha (Povos eslavos contra germânicos) foi pensada para não haver uma aliança Rússia e Alemanha
  • 28.  Por isso a grande preocupação com a instável região dos Bálcãs e da Europa Oriental, sob histórica disputa de influência da Alemanha e da Rússia  Acordo Ribeentrop-Molotov, em 1939 – Pacto de Não agressão
  • 29. Spykman - Rimland  Críticas à Mackinder e revalorização à Mahan  Com base na Teoria do Heartland cria a Teoria do Rimland (Poder periférico)  Estratégia dos EUA de contenção do poderio Russo
  • 30.
  • 31. Teoria atual - Criméia
  • 32. Países marítimos, terrestres e anfíbios  Países insulares  Fenícios, Portugueses, espanhóis, Holandeses, Inglaterra  Países continentais  Persas, Germanos, Mongóis, Alemães, Russos  Países mistos  Império Romano e França