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Metodologias do trabalho científico

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Apresentação sobre o cap. 3 do livro Metodologias do Trabalho Científico, de Antônio Joaquim Severino.

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Metodologias do trabalho científico

  1. 1. Metodologias do Trabalho Científico Antônio Joaquim Severino Universidade Federal de São Carlos DCI- Departamento de Ciência da Informação Disciplina: Introdução a Pesquisa Cientifica Profª. Luciana Gracioso Aluna: Josemara Aparecida de Moraes RA: 404985
  2. 2. Capítulo III <ul><li>Teoria e Prática Científica </li></ul>
  3. 3. Introdução <ul><li>Neste capítulo, Severino faz uma aproximação do significado da Ciência como construção do conhecimento, mostrando sua formação histórica e sua constituição teórica. </li></ul>
  4. 4. 3.1 O Método como caminho do Conhecimento Científico <ul><li>Processo Metodológico e Fundamentos Epistemológicos </li></ul><ul><li>Observando a prática científica concreta, vemos a aplicação de atividades de caráter operacional técnico. Há todo um arsenal de técnicas que cumprem um roteiro preciso em função de um método. A aplicação do instrumental tecnológico se dá em decorrência de um processo metodológico, da prática do método que está sendo usado. </li></ul><ul><li>Para o estabelecimento geral da ciência, não basta apenas seguir estes métodos e técnicas, precisa também referir-se a fundamentos epistemológicos, que sustentam e justificam a própria metodologia aplicada. A ciência se faz do enlace da malha teórica com dados empíricos (articulando sempre a lógica com o real). Isto Implica uma condição prévia, um pressuposto relacionado a nossa concepção de relação sujeito/objeto. </li></ul>
  5. 5. 3.1 O Método como caminho do Conhecimento Científico <ul><li>Método Científico/ Observação dos Fatos/ Hipótese </li></ul><ul><li>A ciência utiliza de um método que lhe é próprio, o método científico, que além de diferenciá-la do senso comum, tratá-se de um conjunto de procedimentos lógicos e de técnicas operacionais que permitem o acesso as relações causais constantes entre os fenômenos. </li></ul><ul><li>A primeira atividade do cientista é a observação dos fatos. De modo geral, quer saber porque eles ocorrem dessa maneira. Para o cientista não basta ver tem que problematizar. A presença do problema é de ordem racional lógica. A razão com sua criatividade formula uma hipótese, ou seja, propõe uma determinada relação casual como explicação. </li></ul><ul><li>Formulada a hipótese, o cientista volta ao campo experimental para verificá-la. Se confirmada a hipótese, tem-se então a lei científica. </li></ul>
  6. 6. 3.1 O Método como caminho do Conhecimento Científico <ul><li>Lei/ Teoria/ Sistema </li></ul><ul><li>A lei científica tratá-se de um enunciado de uma relação causal constante entre fenômenos ou elementos de um fenômeno. </li></ul><ul><li>Se ocorrer de várias leis referentes à vários setores de fenômenos, serem unificadas em uma lei mais abrangente, forma-se o que chamamos de teoria. </li></ul><ul><li>Várias teorias poderiam se resumir em uma única lei que explicasse todo o funcionamento do universo: tal seria o sistema, que não foi estabelecido ainda, mas que é desejado pelos cientistas. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Indução e Dedução </li></ul><ul><li>O método científico é um método experimental(fase indutiva) e matemático(fase dedutiva). </li></ul><ul><li>No raciocínio indutivo, ocorre um processo de generalização passando do particular para o universal. De alguns fatos observados(particulares), o cientista conclui que a relação identificada se aplica a todos os fatos da mesma espécie, mesmo aqueles não observados(princípio universal). </li></ul><ul><li>Já no raciocínio dedutivo acontece o contrário, vai do universal para o particular e para o singular. </li></ul><ul><li>Quando a ciência passa dos fatos às leis, mediante hipóteses, está trabalhando com a indução; quando passa das leis as teorias ou destas aos fatos, esta trabalhando com a dedução. </li></ul>3.1 O Método como caminho do Conhecimento Científico
  8. 8. 3.2. Os Fundamentos Teórico-Metodológicos da Ciência <ul><li>Modernidade/ Ciências Humanas </li></ul><ul><li>Os modernos conceberam a ciência como sendo a única modalidade de conhecimento válido, universal e verdadeiro. A idéia deles é que também só existiria uma única metodologia, a experimental-matemática. </li></ul><ul><li>Foi a partir daí que se desenvolveu o sistema das Ciências Naturais. E se propôs uma Ciência Humana, o homem e suas manifestações deveriam ser tratados como fenômenos idênticos aos naturais. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Ciências Naturais/ Paradigmas Epistemológicos </li></ul><ul><li>Com a constituição das Ciências Naturais, formou-se o sistema das Ciências da Natureza, que utilizá-se de técnicas que complementam e aprimoram as condições de observação, de experimentação e mensuração, procedimentos que precisam ser realizados de forma objetiva, sem influência da subjetividade humana. </li></ul><ul><li>Ao se fazer ciência o homem parte de uma determinada concepção da natureza do real. São “verdades” pressupostas. E sua sistematização é chamada de paradigmas- no caso do conhecimento, paradigmas epistemológicos. A ciência precisa apoiar-se em alguns pressupostos universais para ter consistência. </li></ul><ul><li>O pressuposto epistemológico refere-se a forma pela qual é concebida a relação sujeito/objeto no processo de conhecimento. </li></ul>3.2. Os Fundamentos Teórico-Metodológicos da Ciência
  10. 10. 3.2. Os Fundamentos Teórico-Metodológicos da Ciência <ul><li>Referencial Teórico-Metodológico </li></ul><ul><li>O pesquisador, ao construir seu conhecimento, está aplicando o pressuposto epistemológico e, vai utilizar recursos metodológicos e técnicos pertinentes e compatíveis com o paradigma que catalisa esses pressupostos. Daí se falar de referencial teórico-metodológico. </li></ul><ul><li>O paradigma teórico metodológico nas Ciências Naturais, por exemplo é o positivismo, no qual o sujeito expõe o conhecimento a respeito do mundo, mas o faz a partir da experiência que tem da manifestação dos fenômenos. </li></ul>
  11. 11. 3.2. Os Fundamentos Teórico-Metodológicos da Ciência <ul><li>Ciência/ Percepção das coisas </li></ul><ul><li>A ciência, como se entende hoje, nasceu na modernidade, ao se criticar o modo metafísico de se pensar, o qual pressupunha que a razão humana era capaz de conhecer a essência das coisas. </li></ul><ul><li>No Renascimento, os modernos começaram a questionar essa capacidade, negando a possibilidade de nosso acesso a essência das coisas. Chegando a conclusão que só podemos conhecer, de fato, os fenômenos, nunca as essências. Nasce assim uma nova modalidade do conhecimento, o modo científico, e a ciência se instaura aplicando o novo método próprio, o experimental-matemático. </li></ul><ul><li>A ciência apreende seus objetos como fenômenos, buscando estabelecer relações de causa e efeito entre eles. </li></ul>
  12. 12. 3.3. A Formação das Ciências Humanas e os Novos Paradigmas Epistemológicos <ul><li>Rompimento do Paradigma Positivista </li></ul><ul><li>Com o sucesso das Ciências Naturais, e em decorrência de pressupostos filosóficos, a ciência passou a encarar também o homem como objeto de seu conhecimento, a ser abordado da mesma forma que os fenômenos naturais. O homem seria um ser natural como os demais (naturalismo), submisso as mesmas leis de regularidade (determinismo), acessível portanto aos procedimentos de observação, experimentação e mensuração (experimentalismo e racionalismo). </li></ul><ul><li>Assim foi se constituindo as Ciências Humanas. Mas para o estudo dessa ciência, bem como do seu objeto “homem”, foi preciso o uso de um paradigma diferente do das Ciências Naturais. Rompe-se então o monopolitismo do paradigma positivista e outros pressupostos epistemológicos são assumidos para fundamentar o conhecimento do homem. </li></ul>
  13. 13. 3.3. A Formação das Ciências Humanas e os Novos Paradigmas Epistemológicos <ul><li>Funcionalismo e Estruturalismo </li></ul><ul><li>As pesquisas em Ciências Humanas passaram a se realizar sob referência teórico-metodológica do funcionalismo, para o qual a sociedade humana e a cultura são como um organismo, cujas partes funcionam para atender as necessidades do conjunto. </li></ul><ul><li>Outra corrente epistemológica marcante é o estruturalismo, que teve sua origem na Lingüística com Saussure. Esta corrente tem como grande pressuposto que todo sistema constitui de um jogo de oposições, de presenças e ausências, formando uma estrutura e gerando uma interdependência entre as partes, de tal forma que as alterações que ocorrem em um elemento acarretam alterações nos demais elementos do sistema, atingindo todo o conjunto. </li></ul>
  14. 14. 3.3. A Formação das Ciências Humanas e os Novos Paradigmas Epistemológicos <ul><li>Epistemologia Contemporânea </li></ul><ul><li>A epistemologia contemporânea tem também uma tradição subjetivista que questiona a excessiva priorização do objeto na constituição do conhecimento verdadeiro. Propondo assim um outro modo de conceber a relação de reciprocidade entre sujeito e objeto. É o caso da Fenomenologia, da Hermenêutica e da Arqueogenealogia. </li></ul>
  15. 15. 3.3. A Formação das Ciências Humanas e os Novos Paradigmas Epistemológicos <ul><li>Fenomenologia, Hermenêutica e Arqueogenealogia </li></ul><ul><li>A Fenomenologia, como paradigma epistemológico, parte da pressuposição de que todo conhecimento fatual ( aquele das ciências fáticas ou positivas) fundá-se num conhecimento originário (das ciências eidéticas) de natureza intuitiva, viabilizado pela condição intencional de nossa consciência subjetiva. </li></ul><ul><li>A Hermenêutica vai propor que todo conhecimento é uma interpretação que o sujeito faz a partir das expressões simbólicas das produções humanas, dos signos culturais. Mas, como metodologia apoia-se em subsídios fornecidos pela psicanálise, Dialética e pelo próprio Estruturalismo. </li></ul><ul><li>A Arqueogenealogia, derivada de duas grandes perspectivas epistemológicas contemporâneas: a arqueologia e a genealogia. Alguns pensadores defendem uma nova dimensão para nossa subjetividade. Propõem substituir a economia da razão pela do desejo. O homem não se definiria mais como animal racional mas como uma máquina desejante. </li></ul>
  16. 16. 3.3. A Formação das Ciências Humanas e os Novos Paradigmas Epistemológicos <ul><li>Dialética </li></ul><ul><li>O paradigma dialético é uma epistemologia que se baseia em alguns pressupostos pertinentes a condição humana e às condutas dos homens. Alguns desses pressupostos são: </li></ul><ul><li>Totalidade: o indivíduo não se explica isolado da sociedade. </li></ul><ul><li>Complexidade: o real é ao mesmo tempo uno e múltiplo. </li></ul><ul><li>Dialeticidade: a história é movida por um permanente conflito, imanente à realidade. </li></ul><ul><li>Praxidade: ação histórica e social do homem. </li></ul><ul><li>Concreticidade: prevalece a empiricidade real dos fenômenos humanos. </li></ul>
  17. 17. 3.4. Modalidades e Metodologias de Pesquisa Científica <ul><li>Como se viu a ciência se constitui aplicando técnicas, seguindo um método e apoiando em fundamentos epistemológicos. Tem assim elementos gerais que são comuns a todos os processos do conhecimento que pretenda realizar, marcando toda a atividade de pesquisa. Mas ocorrem diferenças no modo de praticar a investigação científica, como no caso entre as Ciências Naturais e Humanas. </li></ul><ul><li>Por isso, são várias as modalidades de pesquisa que se podem praticar. </li></ul>
  18. 18. 3.4.1. Pesquisa quantitativa, Pesquisa qualitativa <ul><li>O conhecimento dos fenômenos, antes, limitava-se à expressão de uma relação funcional de causa e efeito que só podia ser medida por uma função matemática, exprimindo uma relação quantitativa. Modelo denominado Positivista. </li></ul><ul><li>Com o surgimento do homem como objeto de estudo, o método experimental-matemático tornou-se ineficaz, nesse caso, então foram necessárias outras metodologias de pesquisa, com uma abordagem qualitativa, que faz referência mais aos seus fundamentos epistemológicos do que propriamente a especificidades metodológicas. </li></ul>
  19. 19. 3.4.2. Pesquisa Etnográfica <ul><li>Visa compreender, na sua cotidianidade, os processos do dia-a-dia em suas diversas modalidades. Aplica métodos e técnicas compatíveis com a abordagem qualitativa. </li></ul>
  20. 20. Referência Bibliográfica: <ul><li>SEVERINO, J. A. Teoria e prática científica. In: ________Metodologia do trabalho científico. São Paulo, Cortez, 2007. </li></ul>
  21. 21. Referência das Imagens: <ul><li>Imagem da capa do livro: Metodologias do Trabalho Científico. Acesso em: http://www.terraofertas.com.br/metodologia-do-trabalho-cientifico-23-ed-isbn-9788524913112--severino-antonio-joaquim.html </li></ul><ul><li>Imagem: Mundo. Acesso em: http://mixideias.blogspot.com/2008/11/o-mundo-em-suas-mos.html </li></ul><ul><li>Imagem: Vinci 01. Acesso em: http://psnsaude.blogspot.com/ </li></ul><ul><li>Imagem: Racionalidade. Acesso em: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/11027-pode-a-ciencia-controlar-se-a-si-mesma-fascinado-pela-ciencia-o-homem-elevou-a-ate-ocupar-o-lugar-do-sagrado </li></ul><ul><li>Imagem: O pensador. Acesso em: http://khalidayusra.blogspot.com/2011/05/o-nascimento-das-ciencias-humanas.html </li></ul><ul><li>Imagem: Epistemologia. Acesso em: http://www.mundodastribos.com/pos-graduacao-em-etica-e-epistemologia-mestrado-2011.html </li></ul><ul><li>Imagem: Hermenêutica. Acesso em: http://www.ensinai.com.br/capa/disciplinas/22-hermeneutica.html </li></ul><ul><li>Imagem: Antônio Joaquim Severino. Acesso em: http://www.oblogdanan.blogspot.com/ </li></ul>

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