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Dalila Marcão – Dez. 2013
A capnografia é uma tecnologia que permite ter
uma imagem gráfica e uma medida objetiva do
estado ventilatório de um doente.
Qualquer alteração na forma da onda na
capnografia pode ser detetada perante uma
alteração de:
- Metabolismo
- Perfusão sanguínea ou
- Ventilação








Explicar a importância da capnografia
Descrever o uso da capnografia
Identificar as ondas mais comuns
Entender como as alterações nas ondas e no
valor numérico se relaciona com as alterações
na ventilação, perfusão e/ou metabolismo do
doente
Interpretar e corrigir ondas que possam exibir
um padrão diferente devido a circunstâncias
internas ou externas


A capnografia é o método mais rápido para
um socorrista avaliar e identificar alterações
na condição de um doente.



Permite detetar alterações do metabolismo,
ventilação e perfusão do doente de uma
forma mais rápida do que qualquer outro
método de avaliação disponível atualmente




O capnografo mede o dióxido de carbono
(CO2) expirado, através do tubo
endotraqueal (num doente intubado) ou
através das vias aéras (boca ou nariz) num
doente não intubado
Permite aos socorristas monitorizar e vigiar o
CO2 exalado do doente
É mais comum fazer capnografia em doentes
intubados mas está provado que em doentes não
intubados é igualmente eficaz.
 Noutros países, no socorro pré-hospitalar, o uso
da capnografia é vulgar, porque permite melhorar
a avaliação do doente e consequentemente o seu
tratamento ser iniciado mais precocemente.
 Em Portugal, a capnografia, quando utilizada por
médicos ou enfermeiros, ainda é “mantida em
segredo”. Como se mede, para que serve e em que
aparelhos é encontrado um capnografo ainda são
informações desconhecidas para a grande maioria
dos técnicos pré-hospitalares



O capnografo está presente nos mais baratos
oximetros de pulso?




Durante o metabolismo, o corpo transforma
o açúcar e o oxigénio (O2) em energia, o subproduto deste processo é o dióxido de
carbono (CO2).
Se o metabolismo aumentar (por exemplo,
realizando esforço) ou diminuir, assim a
produção de CO2 aumenta ou diminui
também, e isto pode ser medido pela
capnografia.


Se a pressão arterial baixar, a capacidade do
organismo levar o CO2 aos pulmões também
diminui




O corpo regula a frequência respiratória
através de receptores quimicos nos vasos
sanguíneos que “calculam” a pressão parcial
de dióxido de carbono (pCO2).
À medida que o pCO2 aumenta, o corpo
também aumenta a frequência respiratória
para expelir o excesso


Ler uma capnografia requer olhar para a
altura e para a largura da onda



A altura mostra a quantidade numérica de
CO2 em mmHg (milímetros de mercúrio)
A largura retrata o tempo da expiração




A capnografia tem 4 fases, sendo as fases II e
III as mais importantes para a interpretação




Ocorre durante a expiração do ar a partir do
espaço anatómico oco, que normalmente
não contém CO2.
Esta linha é reta e constitui a base da linha


Ocorre durante a “lavagem” alveolar e inicio
das trocas gasosas, onde o ar se mistura com
o ar do espaço anatómico oco. É também o
inicio da expiração.


É o “topo” alveolar, com o gás expirado a libertar-se.
Esta é a parte mais importante da onda porque
representa o funcionamento dos pulmões. O ponto
mais alto desta linha representa o volume tidal
(final) do valor de CO2.


Ocorre durante a inspiração, onde o volume
de CO2 desce abruptamente.




Quem socorre necessita entender as
variações nas ondas capnográficas, sejam
elas normais ou não.
Para reconhecer uma onda não normal é
necessário primeiro saber o que é uma onda
normal
Uma onda normal deve ser quadrada ou
assemelhar-se a uma caixa.
 O volume normal de CO2 situa-se entre os 35 e os
45 mmHg e a frequência respiratória deve situar-se
entre as 12-20 vpm.



Ondas não normais apresentarão um
aumento do volume tidal de CO2, sendo as
mais comuns de Hipoventilação,
hiperventilação e broncoconstrição.


Tem forma de barbatana de tubarão.



Tipicamente quadrada. A expiração pode
estar um pouco prolongada
O Volume tidal de CO2 é superior a 45 mmHg



Tipicamente quadrada mas com uma fase de
expiração mais curta.
O volume de CO2 tidal é inferior a 35 mmHg


A capnografia demonstrou ser útil em doentes
com as seguintes condições:
- Alterações do estado de consciência
- Paragem cardíaca (PCR), mede a eficácia das
-

compressões
Diabetes
Over-dose
Asma e DPOC
Queixas respiratórias
Convulsões e
No tratamento da dor





Um oximetro de pulso leva 8 a 12 minutos a
conseguir uma leitura de SPO2 exacta.
O uso do capnografo é tão útil como um
eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações.
A capnografia é o meio complementar de
diagnóstico mais rápido atualmente.
O uso do capnografo não é influenciado pela
temperatura, nem pela pele espessa… O
capnografo pode ser usado sob quaiquer
condições, em qualquer doente, seja qual for o
problema
Pela nossa saúde,

aprenda a fazer uso da
capnografia
Dalila Marcão – Dez. 2013

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Importância da capnografia no socorro pré-hospitalar

  • 1. Dalila Marcão – Dez. 2013
  • 2. A capnografia é uma tecnologia que permite ter uma imagem gráfica e uma medida objetiva do estado ventilatório de um doente. Qualquer alteração na forma da onda na capnografia pode ser detetada perante uma alteração de: - Metabolismo - Perfusão sanguínea ou - Ventilação 
  • 3.      Explicar a importância da capnografia Descrever o uso da capnografia Identificar as ondas mais comuns Entender como as alterações nas ondas e no valor numérico se relaciona com as alterações na ventilação, perfusão e/ou metabolismo do doente Interpretar e corrigir ondas que possam exibir um padrão diferente devido a circunstâncias internas ou externas
  • 4.  A capnografia é o método mais rápido para um socorrista avaliar e identificar alterações na condição de um doente.  Permite detetar alterações do metabolismo, ventilação e perfusão do doente de uma forma mais rápida do que qualquer outro método de avaliação disponível atualmente
  • 5.   O capnografo mede o dióxido de carbono (CO2) expirado, através do tubo endotraqueal (num doente intubado) ou através das vias aéras (boca ou nariz) num doente não intubado Permite aos socorristas monitorizar e vigiar o CO2 exalado do doente
  • 6. É mais comum fazer capnografia em doentes intubados mas está provado que em doentes não intubados é igualmente eficaz.  Noutros países, no socorro pré-hospitalar, o uso da capnografia é vulgar, porque permite melhorar a avaliação do doente e consequentemente o seu tratamento ser iniciado mais precocemente.  Em Portugal, a capnografia, quando utilizada por médicos ou enfermeiros, ainda é “mantida em segredo”. Como se mede, para que serve e em que aparelhos é encontrado um capnografo ainda são informações desconhecidas para a grande maioria dos técnicos pré-hospitalares 
  • 7.  O capnografo está presente nos mais baratos oximetros de pulso?
  • 8.
  • 9.   Durante o metabolismo, o corpo transforma o açúcar e o oxigénio (O2) em energia, o subproduto deste processo é o dióxido de carbono (CO2). Se o metabolismo aumentar (por exemplo, realizando esforço) ou diminuir, assim a produção de CO2 aumenta ou diminui também, e isto pode ser medido pela capnografia.
  • 10.  Se a pressão arterial baixar, a capacidade do organismo levar o CO2 aos pulmões também diminui
  • 11.   O corpo regula a frequência respiratória através de receptores quimicos nos vasos sanguíneos que “calculam” a pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2). À medida que o pCO2 aumenta, o corpo também aumenta a frequência respiratória para expelir o excesso
  • 12.  Ler uma capnografia requer olhar para a altura e para a largura da onda  A altura mostra a quantidade numérica de CO2 em mmHg (milímetros de mercúrio) A largura retrata o tempo da expiração   A capnografia tem 4 fases, sendo as fases II e III as mais importantes para a interpretação
  • 13.   Ocorre durante a expiração do ar a partir do espaço anatómico oco, que normalmente não contém CO2. Esta linha é reta e constitui a base da linha
  • 14.  Ocorre durante a “lavagem” alveolar e inicio das trocas gasosas, onde o ar se mistura com o ar do espaço anatómico oco. É também o inicio da expiração.
  • 15.  É o “topo” alveolar, com o gás expirado a libertar-se. Esta é a parte mais importante da onda porque representa o funcionamento dos pulmões. O ponto mais alto desta linha representa o volume tidal (final) do valor de CO2.
  • 16.  Ocorre durante a inspiração, onde o volume de CO2 desce abruptamente.
  • 17.   Quem socorre necessita entender as variações nas ondas capnográficas, sejam elas normais ou não. Para reconhecer uma onda não normal é necessário primeiro saber o que é uma onda normal
  • 18. Uma onda normal deve ser quadrada ou assemelhar-se a uma caixa.  O volume normal de CO2 situa-se entre os 35 e os 45 mmHg e a frequência respiratória deve situar-se entre as 12-20 vpm. 
  • 19.  Ondas não normais apresentarão um aumento do volume tidal de CO2, sendo as mais comuns de Hipoventilação, hiperventilação e broncoconstrição.
  • 20.  Tem forma de barbatana de tubarão.
  • 21.   Tipicamente quadrada. A expiração pode estar um pouco prolongada O Volume tidal de CO2 é superior a 45 mmHg
  • 22.   Tipicamente quadrada mas com uma fase de expiração mais curta. O volume de CO2 tidal é inferior a 35 mmHg
  • 23.  A capnografia demonstrou ser útil em doentes com as seguintes condições: - Alterações do estado de consciência - Paragem cardíaca (PCR), mede a eficácia das - compressões Diabetes Over-dose Asma e DPOC Queixas respiratórias Convulsões e No tratamento da dor
  • 24.     Um oximetro de pulso leva 8 a 12 minutos a conseguir uma leitura de SPO2 exacta. O uso do capnografo é tão útil como um eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações. A capnografia é o meio complementar de diagnóstico mais rápido atualmente. O uso do capnografo não é influenciado pela temperatura, nem pela pele espessa… O capnografo pode ser usado sob quaiquer condições, em qualquer doente, seja qual for o problema
  • 25. Pela nossa saúde, aprenda a fazer uso da capnografia
  • 26. Dalila Marcão – Dez. 2013