SlideShare ist ein Scribd-Unternehmen logo
Amor e dor: Fortalecimento conjunto
Quando minha “irmã” de mestrado me perguntou se foi a dor ou o amor que está
me transformando (processo longo, mas assumido até a última gota de sangue) em uma
docente antirracista comecei a fazer um retorno a minha vida de adolescente e jovem,
quando comecei a perceber/identificar/sofrer racismo onde eu circulava.
E percebi que foi a junção do amor e da dor que me levou para o campo
antirracista.
O amor vem da minha ancestralidade, das histórias de meu pai e de meu avô pretos
que me levaram a ter orgulho de minha origem ligada à Bahia, as benzeduras, ao cuidado
com a terra e ao respeito as pessoas, meu pai só aprendeu a ler e escrever depois dos 18
anos e só cursou até a antiga 4ª série, assim como a minha mãe. Ela conheceu meu pai
aos 15 anos, criaram 3 filhos pretos que estudaram e conseguiram romper o racismo
através da educação.
Pela dor porque eu sempre estive protegida do racismo dentro da minha família,
entre meus amigos e até na escola, mas aos 17 anos quando entrei para a faculdade de
história na UERJ, não só me vi preta, como periférica, mulher e obesa, Veio tudo junto
provocando dor, desespero, baixa autoestima e vergonha. E foi novamente pelo amor que
eu busquei e conquistei meu espaço, tendo orgulho de meu passado, de meus ancestrais,
de minha figura. Através da pesquisa histórica em busca de minhas raízes. Apresentar
minha história ao meu povo era fácil, mas para os brancos e fazendo com que eles
entendessem a necessidade de mostrar nosso protagonismo como povo preto que
construiu a base econômica do país sempre foi muito difícil. Desconstruir o mito da
democracia racial para o povo preto se colocar em seu lugar de fala, não como escravos,
mas como resistentes, não como subalternos mas como agentes sociais na máquina feia
do racismo.
Então é pelo amor e pela dor que eu sigo na luta.

Weitere ähnliche Inhalte

Ähnlich wie Dor ou amor experiências antirracistas.docx

Desabafo de um_velho2
Desabafo de um_velho2Desabafo de um_velho2
Desabafo de um_velho2
jmeirelles
 
livros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdf
livros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdflivros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdf
livros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdf
Ronaldo Pinheiro
 
Desabafo de um velho2
Desabafo de um velho2Desabafo de um velho2
Desabafo de um velho2
jmeirelles
 
AfroPoemas 2016, CEU 3 Pontes
AfroPoemas 2016, CEU 3 PontesAfroPoemas 2016, CEU 3 Pontes
AfroPoemas 2016, CEU 3 Pontes
oficinativa
 
Livros sobre consciência negra
Livros sobre consciência negraLivros sobre consciência negra
Livros sobre consciência negra
GRUPO ESCOTEIRO JOÃO OSCALINO
 
Minha trajetória e concepção de mundo gustavo guerra
Minha trajetória e concepção de mundo   gustavo guerraMinha trajetória e concepção de mundo   gustavo guerra
Minha trajetória e concepção de mundo gustavo guerra
Felipe Porto
 
Consciência negra - Campo Redondo EEMAS
Consciência negra - Campo Redondo EEMASConsciência negra - Campo Redondo EEMAS
Consciência negra - Campo Redondo EEMAS
George Araujo
 
GEICAI - Documentos Google.pdf
GEICAI - Documentos Google.pdfGEICAI - Documentos Google.pdf
GEICAI - Documentos Google.pdf
PriscilaGualberto1
 
Ubuntu negras utopias
Ubuntu negras utopiasUbuntu negras utopias
Ubuntu negras utopias
AscomRenata
 
Preconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdf
Preconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdfPreconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdf
Preconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdf
VIEIRA RESENDE
 
Desabafo De Um Velho
Desabafo De Um VelhoDesabafo De Um Velho
Desabafo De Um Velho
jmeirelles
 
A Consciência Negra
A Consciência NegraA Consciência Negra
A Consciência Negra
mgsfcte
 
Conviver com a diversidade
Conviver com a diversidadeConviver com a diversidade
Conviver com a diversidade
Lourdes Grasel
 
Educação não tem cor
Educação não tem corEducação não tem cor
Educação não tem cor
Juliana Medeiros
 
Pequeno Manual antirracista.pdf
Pequeno Manual antirracista.pdfPequeno Manual antirracista.pdf
Pequeno Manual antirracista.pdf
MarinesdeOliveira
 
AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014
AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014
AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014
oficinativa
 
07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf
07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf
07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf
JoseGenivaldoMartire1
 
Estou velho
Estou velhoEstou velho
Estou velho
Paulo Bachur
 
Consciencia negra
Consciencia negraConsciencia negra
Consciencia negra
Dalzilene Carvalho
 
Nosso Lugar - Tabata Amaral.pdf
Nosso Lugar - Tabata Amaral.pdfNosso Lugar - Tabata Amaral.pdf
Nosso Lugar - Tabata Amaral.pdf
ssuser66a792
 

Ähnlich wie Dor ou amor experiências antirracistas.docx (20)

Desabafo de um_velho2
Desabafo de um_velho2Desabafo de um_velho2
Desabafo de um_velho2
 
livros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdf
livros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdflivros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdf
livros texto Memórias da Memórias da plantaçãoplantação.pdf
 
Desabafo de um velho2
Desabafo de um velho2Desabafo de um velho2
Desabafo de um velho2
 
AfroPoemas 2016, CEU 3 Pontes
AfroPoemas 2016, CEU 3 PontesAfroPoemas 2016, CEU 3 Pontes
AfroPoemas 2016, CEU 3 Pontes
 
Livros sobre consciência negra
Livros sobre consciência negraLivros sobre consciência negra
Livros sobre consciência negra
 
Minha trajetória e concepção de mundo gustavo guerra
Minha trajetória e concepção de mundo   gustavo guerraMinha trajetória e concepção de mundo   gustavo guerra
Minha trajetória e concepção de mundo gustavo guerra
 
Consciência negra - Campo Redondo EEMAS
Consciência negra - Campo Redondo EEMASConsciência negra - Campo Redondo EEMAS
Consciência negra - Campo Redondo EEMAS
 
GEICAI - Documentos Google.pdf
GEICAI - Documentos Google.pdfGEICAI - Documentos Google.pdf
GEICAI - Documentos Google.pdf
 
Ubuntu negras utopias
Ubuntu negras utopiasUbuntu negras utopias
Ubuntu negras utopias
 
Preconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdf
Preconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdfPreconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdf
Preconceito Racial_ Modos, Temas e Tempos - Antonio Sérgio A. Guimarães.pdf
 
Desabafo De Um Velho
Desabafo De Um VelhoDesabafo De Um Velho
Desabafo De Um Velho
 
A Consciência Negra
A Consciência NegraA Consciência Negra
A Consciência Negra
 
Conviver com a diversidade
Conviver com a diversidadeConviver com a diversidade
Conviver com a diversidade
 
Educação não tem cor
Educação não tem corEducação não tem cor
Educação não tem cor
 
Pequeno Manual antirracista.pdf
Pequeno Manual antirracista.pdfPequeno Manual antirracista.pdf
Pequeno Manual antirracista.pdf
 
AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014
AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014
AfroPoemas, Biblioteca Temática Cidade Tiradentes, nov 2014
 
07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf
07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf
07_Katiúscia Ribeiro Pontes.pdf
 
Estou velho
Estou velhoEstou velho
Estou velho
 
Consciencia negra
Consciencia negraConsciencia negra
Consciencia negra
 
Nosso Lugar - Tabata Amaral.pdf
Nosso Lugar - Tabata Amaral.pdfNosso Lugar - Tabata Amaral.pdf
Nosso Lugar - Tabata Amaral.pdf
 

Mehr von Ana Carvalho

Relações étnico.docx
Relações étnico.docxRelações étnico.docx
Relações étnico.docx
Ana Carvalho
 
Racismo e Dicas Atinirracistas.docx
Racismo e Dicas Atinirracistas.docxRacismo e Dicas Atinirracistas.docx
Racismo e Dicas Atinirracistas.docx
Ana Carvalho
 
Mãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docx
Mãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docxMãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docx
Mãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docx
Ana Carvalho
 
DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptx
DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptxDESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptx
DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptx
Ana Carvalho
 
Exerccios sobre africanos_no_brasil
Exerccios sobre africanos_no_brasilExerccios sobre africanos_no_brasil
Exerccios sobre africanos_no_brasil
Ana Carvalho
 
1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo
1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo
1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo
Ana Carvalho
 
Fbsp atlas violencia_2108_infografico
Fbsp atlas violencia_2108_infograficoFbsp atlas violencia_2108_infografico
Fbsp atlas violencia_2108_infografico
Ana Carvalho
 
221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)
221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)
221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)
Ana Carvalho
 
Adinkra.doc origem
Adinkra.doc origemAdinkra.doc origem
Adinkra.doc origem
Ana Carvalho
 
Trabalho de lingua portuguesa
Trabalho de lingua portuguesaTrabalho de lingua portuguesa
Trabalho de lingua portuguesa
Ana Carvalho
 
India atual
India atualIndia atual
India atual
Ana Carvalho
 
Como surgiram os números
Como surgiram os númerosComo surgiram os números
Como surgiram os números
Ana Carvalho
 
Renascimento moderna I
Renascimento moderna IRenascimento moderna I
Renascimento moderna I
Ana Carvalho
 
A África antiga
A África antigaA África antiga
A África antiga
Ana Carvalho
 
Os povos de oyó2011 uniabeu
Os povos de oyó2011 uniabeuOs povos de oyó2011 uniabeu
Os povos de oyó2011 uniabeu
Ana Carvalho
 
A partilha da áfrica o processo de roedura
A partilha da áfrica o processo de roeduraA partilha da áfrica o processo de roedura
A partilha da áfrica o processo de roedura
Ana Carvalho
 

Mehr von Ana Carvalho (16)

Relações étnico.docx
Relações étnico.docxRelações étnico.docx
Relações étnico.docx
 
Racismo e Dicas Atinirracistas.docx
Racismo e Dicas Atinirracistas.docxRacismo e Dicas Atinirracistas.docx
Racismo e Dicas Atinirracistas.docx
 
Mãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docx
Mãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docxMãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docx
Mãe Beata Um perfume em Nova Iguaçu.docx
 
DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptx
DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptxDESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptx
DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI.pptx
 
Exerccios sobre africanos_no_brasil
Exerccios sobre africanos_no_brasilExerccios sobre africanos_no_brasil
Exerccios sobre africanos_no_brasil
 
1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo
1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo
1 tri roteiro rec 7 ano feudalismo e islamismo
 
Fbsp atlas violencia_2108_infografico
Fbsp atlas violencia_2108_infograficoFbsp atlas violencia_2108_infografico
Fbsp atlas violencia_2108_infografico
 
221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)
221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)
221305091 lejeune-philippe-o-pacto-autobiografico-de-rousseau-a-internet (1)
 
Adinkra.doc origem
Adinkra.doc origemAdinkra.doc origem
Adinkra.doc origem
 
Trabalho de lingua portuguesa
Trabalho de lingua portuguesaTrabalho de lingua portuguesa
Trabalho de lingua portuguesa
 
India atual
India atualIndia atual
India atual
 
Como surgiram os números
Como surgiram os númerosComo surgiram os números
Como surgiram os números
 
Renascimento moderna I
Renascimento moderna IRenascimento moderna I
Renascimento moderna I
 
A África antiga
A África antigaA África antiga
A África antiga
 
Os povos de oyó2011 uniabeu
Os povos de oyó2011 uniabeuOs povos de oyó2011 uniabeu
Os povos de oyó2011 uniabeu
 
A partilha da áfrica o processo de roedura
A partilha da áfrica o processo de roeduraA partilha da áfrica o processo de roedura
A partilha da áfrica o processo de roedura
 

Kürzlich hochgeladen

1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
antonio carlos
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
marcos oliveira
 
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Caça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafosCaça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafos
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Mary Alvarenga
 
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
DirceuSilva26
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
Plano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docx
Plano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docxPlano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docx
Plano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docx
IsaiasJohaneSimango
 
SEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantilil
SEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantililSEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantilil
SEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantilil
menesabi
 
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
Ligia Galvão
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Se A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsx
Se A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsxSe A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsx
Se A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsx
Luzia Gabriele
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
arodatos81
 
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptxSlides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Luzia Gabriele
 
TEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da química
TEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da químicaTEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da química
TEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da química
VictorEmanoel37
 
A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...
A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...
A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...
Faga1939
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Centro Jacques Delors
 
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e CaminhosAprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Leonel Morgado
 

Kürzlich hochgeladen (20)

1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1)  educação infantil fu...
1°ao5°ano_HISTÓRIA_ORGANIZADOR CURRICULAR BIMESTRAL (1) educação infantil fu...
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
 
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
Caça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafosCaça - palavras  e cruzadinha   com  dígrafos
Caça - palavras e cruzadinha com dígrafos
 
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
Plano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docx
Plano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docxPlano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docx
Plano Analitico de Psicopedagogia -11 Classe- II Trimestre - 2024_014203.docx
 
SEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantilil
SEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantililSEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantilil
SEQUÊNCIA NÃO ME TOCA, SEU BOBOCA, Violência sexual infantilil
 
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
 
Se A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsx
Se A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsxSe A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsx
Se A Música É O Alimento do Amor Não Parem de Tocar Luzia Gabriele.ppsx
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
 
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2015 CENSIPAM.pdf
 
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptxSlides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
 
TEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da química
TEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da químicaTEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da química
TEORIAS UECE.pdf química geral nome de cientistas famosos da química
 
A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...
A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...
A EDUCAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AS DEFICIÊNCIAS DE SUA APLICAÇÃO N...
 
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UEInfografia | Presidência húngara do Conselho da UE
Infografia | Presidência húngara do Conselho da UE
 
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e CaminhosAprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
Aprendizagem Imersiva: Conceitos e Caminhos
 

Dor ou amor experiências antirracistas.docx

  • 1. Amor e dor: Fortalecimento conjunto Quando minha “irmã” de mestrado me perguntou se foi a dor ou o amor que está me transformando (processo longo, mas assumido até a última gota de sangue) em uma docente antirracista comecei a fazer um retorno a minha vida de adolescente e jovem, quando comecei a perceber/identificar/sofrer racismo onde eu circulava. E percebi que foi a junção do amor e da dor que me levou para o campo antirracista. O amor vem da minha ancestralidade, das histórias de meu pai e de meu avô pretos que me levaram a ter orgulho de minha origem ligada à Bahia, as benzeduras, ao cuidado com a terra e ao respeito as pessoas, meu pai só aprendeu a ler e escrever depois dos 18 anos e só cursou até a antiga 4ª série, assim como a minha mãe. Ela conheceu meu pai aos 15 anos, criaram 3 filhos pretos que estudaram e conseguiram romper o racismo através da educação. Pela dor porque eu sempre estive protegida do racismo dentro da minha família, entre meus amigos e até na escola, mas aos 17 anos quando entrei para a faculdade de história na UERJ, não só me vi preta, como periférica, mulher e obesa, Veio tudo junto provocando dor, desespero, baixa autoestima e vergonha. E foi novamente pelo amor que eu busquei e conquistei meu espaço, tendo orgulho de meu passado, de meus ancestrais, de minha figura. Através da pesquisa histórica em busca de minhas raízes. Apresentar minha história ao meu povo era fácil, mas para os brancos e fazendo com que eles entendessem a necessidade de mostrar nosso protagonismo como povo preto que construiu a base econômica do país sempre foi muito difícil. Desconstruir o mito da democracia racial para o povo preto se colocar em seu lugar de fala, não como escravos, mas como resistentes, não como subalternos mas como agentes sociais na máquina feia do racismo. Então é pelo amor e pela dor que eu sigo na luta.