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Personalidades da Cultura Africana

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Personalidades da Cultura Africana

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Personalidades da Cultura Africana

  1. 1. PERSONALIDADES NEGRAS
  2. 2. Zumbi dos Palmares <ul><li>Nasceu em 1655, em Alagoas; </li></ul><ul><li>Ícone da resistência negra à escravidão; </li></ul><ul><li>Líder do Quilombo dos Palmares (comunidade livre de escravos fugitivos); </li></ul><ul><li>Nascido livre, mas capturado aos sete anos; </li></ul><ul><li>Entregue a um padre católico foi batismo Francisco; </li></ul><ul><li>Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica; </li></ul><ul><li>Aos 15 anos, voltou ao quilombo, onde até a morte, em 1695; </li></ul><ul><li>É considerado um símbolo da luta contra a escravidão, a liberdade de culto religioso e pela prática da cultura africana; </li></ul><ul><li>O dia de sua morte, 20 de novembro, é comemorado como o Dia da Consciência Negra. </li></ul>
  3. 3. Mãe Menininha do Gantois <ul><li>Nascida em Salvador em 10 de fevereiro de 1894; </li></ul><ul><li>Conhecida como Maria Escolástica da Conceição Nazaré; </li></ul><ul><li>Filha de Joaquim e Maria da Glória; </li></ul><ul><li>É descendente de escravos africanos, e escolhida para ser a quara Iyálorixá no terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, fundado em 1849 por sua bisavó; </li></ul><ul><li>Iniciada no culto aos oito anos de idade, assumiu o terreiro aos 28; </li></ul><ul><li>Foi uma das principais articuladoras do término das restrições a cultos impostas pela Lei de Jogos e Costumes de 1930; </li></ul><ul><li>Símbolo da luta pela aceitação do candomblé pela cultura; </li></ul><ul><li>Abriu as portas do Gantois aos brancos e católicos; </li></ul><ul><li>Faleceu de causas naturais, aos 92 anos de idade. </li></ul>
  4. 4. Juliano Moreira <ul><li>Afro-descendente nascido em Salvador; </li></ul><ul><li>Ingressou na Faculdade de Medicina do Estado em 1886; </li></ul><ul><li>Um dos pioneiros na psiquiatria brasileira e primeiro professor universitário a utilizar a teoria psicanalítica em suas aulas; </li></ul><ul><li>Represente do Brasil em congressos internacionais como: Paris, Berlim, Lisboa e Milão; </li></ul><ul><li>Contrariou o pensamento racista que atribuía os problemas psicológicos dos brasileiros à miscigenação; </li></ul><ul><li>No Hospício Nacional dos Alienados do Rio de Janeiro, humanizou o tratamento e acabou com a clausura dos pacientes; </li></ul><ul><li>Uma de suas principais lutas foi a reformulação da assistência psiquiátrica pública; </li></ul><ul><li>Incentivou a promulgação da primeira lei federal de assistência aos alienados; </li></ul><ul><li>Deve-se a ele criação do Manicômio Judiciário e a aquisição do terreno para construção da Colônia Juliano Moreira; </li></ul>
  5. 5. Afonso Henriques de Lima Barreto Lima Barreto <ul><li>Filho de escravos; </li></ul><ul><li>Teve boa instrução escolar, e tornou-se jornalista e importantes escritores e militantes da causa do País; </li></ul><ul><li>Começou trabalhando com tipografia e escrevendo para pequenos veículos de comunicação; </li></ul><ul><li>Em 1905 começou a escrever em jornais de maior circulação, e posteriormente, colaborou em vários jornais e revistas; </li></ul><ul><li>Considerado um dos maiores críticos contra o regime republicano. Simpático ao anarquismo, militou na imprensa socialista; </li></ul><ul><li>Os livros de Lima Barreto contem traços autobiográficos; </li></ul><ul><li>O primeiro o romance: Recordações do escrivão Isaías Caminha; </li></ul><ul><li>Teve publicados 11 livros; </li></ul><ul><li>Sua principal obra: Triste fim de Policarpo Quaresma. </li></ul>
  6. 6. João Cândido Felisberto O Almirante Negro <ul><li>Nasceu em 24 de junho de 1880 em Encruzilhada, Rio Grande do Sul, numa família de ex-escravos; </li></ul><ul><li>Aos 14 anos ingressou na Marinha do Brasil; </li></ul><ul><li>Presenciou penalidades a chibatadas sobre seus companheiros. </li></ul><ul><li>No ano de 1910, liderou a tripulação da embarcação Minas Gerais a se revoltar contra seu comandante; </li></ul><ul><li>Reivindicou o fim dos maus-tratos psicológicos e das punições corporais, liderando assim a Revolta da Chibata; </li></ul><ul><li>Outras reivindicações: aumento de salário; a redução da jornada de trabalho; e a anistia dos revoltosos; </li></ul><ul><li>A principal conquista foi o compromisso do governo de acabar com a chibata na Marinha; </li></ul><ul><li>Foi expulso da corporação ainda em 1910, acusado de favorecimento aos rebeldes; </li></ul><ul><li>Faleceu no Rio de Janeiro aos 89 anos. </li></ul>
  7. 7. Antonieta de Barros <ul><li>Nascida em 11 de julho de 1901; </li></ul><ul><li>Foi a primeira mulher a integrar a Assembléia Legislativa de Santa Catarina; </li></ul><ul><li>Educadora e jornalista romper muitas barreiras para conquistar seu espaços como mulher negra; </li></ul><ul><li>Na na década de 1920, criou e dirigiu em Florianópolis, o jornal A Semana, mantido até 1927 e, na mesma década, dirigiu o periódico Vida Ilhoa; </li></ul><ul><li>Como educadora, fundou o Curso Antonieta de Barros, que dirigiu até a sua morte, em 1952, </li></ul><ul><li>Manteve intercâmbio com a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino Filiou-se ao Partido Liberal Catarinense, que a elegeu deputada estadual. </li></ul><ul><li>Tornou-se a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no Brasil, trabalhando em defesa dos diretos da mulher catarinense. </li></ul>
  8. 8. Martin Luther King <ul><li>O pastor norte-americano; </li></ul><ul><li>Grande defensor da resistência não violenta contra a opressão racial; </li></ul><ul><li>Foi líder do movimento em favor dos direitos civis das minorias. </li></ul><ul><li>Por sua militância em defesa da vida, recebeu, em 1964: o Prêmio Nobel da Paz; </li></ul><ul><li>Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra; </li></ul><ul><li>Em 1955, organizou o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em protesto contra a prisão de Rosa Parks, uma mulher negra que recusou lugar a uma passageira branca em um coletivo; </li></ul><ul><li>A ação, que durou 381 dias, representou uma grande vitória para o protesto pacifista; </li></ul><ul><li>Tornado-se um líder altamente respeitado; </li></ul><ul><li>Mas foi preso, teve sua casa atacada e recebeu diversas ameaças; </li></ul><ul><li>Em abril de 1968, foi assassinado em Memphis, Tenessee, por um branco que havia escapado da prisão. </li></ul>
  9. 9. Eugênia Anna Santos Mãe Aninha <ul><li>Filha de africanos, nasceu em Salvador; </li></ul><ul><li>Ialorixá Obá Biyi; </li></ul><ul><li>Foi instruída no candomblé do Engenho Velho, o primeiro a funcionar regularmente na Bahia; </li></ul><ul><li>Saiu de lá para formar uma nova casa, o Ilê Axé Opô Afonjá, hoje Patrimônio Histórico Nacional; </li></ul><ul><li>Sempre lutou para fortalecer o culto do candomblé no Brasil e garantir condições para o seu livre exercício; </li></ul><ul><li>Por intermédio do ministro Osvaldo Aranha, que era seu filho de santo, provocou a promulgação do Decreto Presidencial nº 1202, no primeiro governo de Getúlio Vargas, pondo fim à proibição aos cultos afro-brasileiros em 1934; </li></ul><ul><li>Foi uma personalidade importante, muito respeitada e popular, nos candomblés do Estado da Bahia. </li></ul><ul><li>Falecida no ano de 1938. </li></ul>
  10. 10. Carolina de Jesus <ul><li>Filha de negros, nasceu em Sacramento, Minas Gerais; </li></ul><ul><li>Contou com a proteção de Maria Leite Monteiro de Barros, que patrocinou seus estudos; </li></ul><ul><li>Célebre intérprete lírica brasileira, foi também escritora e tem em sua obra um importante referencial para os estudos culturais no Brasil e no mundo. </li></ul><ul><li>Por meio de sua escrita de contestação, revela a importância do testemunho como meio de denúncia sociopolítica de uma cultura hegemônica que exclui. </li></ul><ul><li>Sua obra mais conhecida é Quarto de despejo, que resgata e delata uma face da vida cultural brasileira no início da modernização da cidade de São Paulo e do surgimento de suas favelas. </li></ul>
  11. 11. Zenzile Miriam Makeba Miriam Makeba <ul><li>Conhecida como Mama África, a cantora sul-africana foi uma das grandes vozes pelos direitos humanos, </li></ul><ul><li>Lutou contra o apartheid em Joanesburgo, sua terra natal. </li></ul><ul><li>Pagou com mais de 30 anos de exílio. </li></ul><ul><li>O momento decisivo aconteceu em 1960 quando participou do documentário antiapartheid Come Back, Africa . </li></ul><ul><li>Em 1963, depois de um testemunho sobre as condições dos negros na África do Sul perante o Comitê das Nações Unidas contra o apartheid , seus discos foram banidos do país e seu direito de regresso ao lar e a sua nacionalidade foram cassados. </li></ul><ul><li>Na década de 1990, regressou ao país após a libertação de Nelson Mandela, </li></ul><ul><li>No disco, Homeland, a principal canção descreve sua alegria pelo regresso com o movimento racista já banido. </li></ul><ul><li>Foi a primeira mulher negra a receber o prêmio Grammy Award de música, o qual partilhou com o cantor norte americano Harry Belafonte em 1965. </li></ul>
  12. 12. Ernesto Carneiro <ul><li>Médico e literato, nascido em Itaparica, Estado da Bahia; </li></ul><ul><li>Foi pioneiro ao produzir uma gramática baseada na língua portuguesa, onde defendeu a normatização de peculiaridades da língua oficialmente falada no país; </li></ul><ul><li>Polêmico, foi responsável por famosos debates linguísticos sobre o parecer do jurista Rui Barbosa em relação aos oito volumes do Projeto do Código Civil Brasileiro, publicado pela Imprensa Nacional (1902); </li></ul><ul><li>Publicou A redação do projeto do código civil (1902) e A réplica do dr. Rui Barbosa (1905); </li></ul><ul><li>Quando recém-proclamada a República, participou de uma comissão formada pelo governador Manuel Vitorino , para a elaborar um plano de ação educacional; </li></ul><ul><li>Faleceu em sua terra natal, em 13 de novembro (1920), aos 81 anos. </li></ul>
  13. 13. Luiz Gama <ul><li>Filho de fidalgo português com uma africana, nasceu livre em Salvador; </li></ul><ul><li>Aos 10 anos, foi vendido como escravo pelo pai para pagar uma dívida de jogo; </li></ul><ul><li>No Rio de Janeiro foi vendido novamente para a Província de São Paulo. </li></ul><ul><li>Aprendeu os ofícios do escravo doméstico – copeiro, sapateiro, lavagem e passagem de roupas. </li></ul><ul><li>Aos 17 anos, serviu ao estudante Antônio Rodrigues de Araújo, que o ensinou a ler e escrever. </li></ul><ul><li>Frequentou o curso de Direito, que não completou. </li></ul><ul><li>Tornou-se jornalista renomado ligado aos círculos do Partido Liberal. </li></ul><ul><li>Com a Rui Barbosa, fundou o jornal Radical Paulistano em 1869. </li></ul><ul><li>Foi líder da Mocidade Abolicionista e Republicana . </li></ul><ul><li>Sua liderança deu origem ao movimento abolicionista paulista. </li></ul><ul><li>Tinha autorização do poder judiciário para exercer a advocacia em primeira instância. </li></ul><ul><li>Foi o responsável pela libertação de mais de mil cativos, exclusivamente com o uso da lei. </li></ul><ul><li>Faleceu vítima de diabetes na cidade de São Paulo em 1882. </li></ul>
  14. 14. Abdias do Nascimento <ul><li>Nascido em 1914 no município de Franca, Estado de São Paulo; </li></ul><ul><li>Foi filho de Dona Josina, a doceira e Seu Bem-Bem, músico e sapateiro; </li></ul><ul><li>De família pobre, conseguiu se diplomar em contabilidade em 1929; </li></ul><ul><li>Aos 15 anos alistou-se no exército e foi morar na capital São Paulo; </li></ul><ul><li>Anos depois engajou na Frente Negra Brasileira e se envolveu na luta contra a segregação racial; </li></ul><ul><li>Dramaturgo, poeta e pintor, atuou também como deputado federal, senador e secretário de Estado onde desenvolveu aspectos dessa luta; </li></ul><ul><li>Autor das obras Sortilégio , Dramas para Negros e Prólogo para Brancos e O Negro Revoltado , relatou em livros as realidades quilombolas e temas como o pensamento dos povos africanos, combate ao racismo, democracia racial e o valor dos orixás nas religiões de matriz africana; </li></ul><ul><li>Com uma trajetória marcada pelo ativismo, teve como resultado importantes desdobramentos na defesa e na inclusão dos direitos dos afrodescendentes brasileiros; </li></ul><ul><li>Conquistas de suas lutas foram a contemplação da natureza pluricultural e multiétnica do país na Constituição de 1988, a criminalização do racismo e os primeiros processos de demarcação das terras de quilombos; </li></ul>
  15. 15. Albert John Luthuli Mvumbi <ul><li>Primeiro negro a receber o Prêmio Nobel da Paz; </li></ul><ul><li>Foi defensor da não-violência e forte opositor do Apartheid . </li></ul><ul><li>Lutou incansavelmente por uma África do Sul que pertencesse a todos os que nela viviam, negros ou brancos. </li></ul><ul><li>Foi presidente do Congresso Nacional Africano e, em conjunto com o Congresso Indiano da África do Sul, retomou, nos anos 1950, a luta de não violência iniciada por Ghandi. </li></ul><ul><li>Filho de um Adventista do Sétimo Dia, Albert Luthuli nasceu em 1898 perto de Bulawayo, Rodésia do Sul. </li></ul><ul><li>Profundamente religioso, foi um pregador leigo da paz mesmos que muitos pediam atitudes militantes contra o Apartheid. </li></ul><ul><li>Liderou milhares das pessoas que boicotaram os ônibus com distinção racial, não adquiriam certos produtos agrícolas e desobedeciam as leis racistas. </li></ul><ul><li>Foi preso e processado. </li></ul><ul><li>Em 1959 foi proibido de participar de manifestações populares e exilado durante 5 anos. </li></ul><ul><li>Morreu misteriosamente atropelado por um trem em 1967. </li></ul>
  16. 16. REFERÊNCIAS <ul><li>Zumbi dos Palmares: Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=8192. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Mãe Menininha do Gantois: Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=8228. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Juliano Moreira: Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=8236. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Afonso Henriques de Lima Barreto. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=8242. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>João Cândido Felisberto. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=8246. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Antonieta de Barros. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=8258. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Martin Luther King. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=8540. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul>
  17. 17. REFERÊNCIAS <ul><li>Eugênia Anna Santos. Disponível em:http://www.palmares.gov.br/?page_id=9854. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Carolina de Jesus. Disponível em:http://www.palmares.gov.br/?page_id=9872. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Zenzile Miriam Makeba. Disponível em:http://www.palmares.gov.br/?page_id=12267. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Ernesto Carneiro. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=12277. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Luiz Gama. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=12273. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Abdias do Nascimento. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=12280. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul><ul><li>Albert Luthuli. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?page_id=12284. Acesso em: 15 de nov. de 2011. </li></ul>

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