FACULDADE IMPACTA TECNOLOGIATECNOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO:o mundo tecnológico a serviço do ensinosuperior.ANGELICA MAXIMO...
1FACULDADE IMPACTA TECNOLOGIATECNOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO:o mundo tecnológico a serviço do ensinosuperior.Trabalho de Co...
2FACULDADE IMPACTA TECNOLOGIATECNOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO:o mundo tecnológico a serviço do ensino superior.Trabalho de C...
3AGRADECIMENTOAo Prof. Ricardo Infantozzi, nosso orientador, pela paciência, colaboração esugestões durante o desenvolvime...
4RESUMOEste trabalho, e fruto de 1 ano de pesquisa sobre o ensino superior no Brasil, e temcomo objetivo norteador apresen...
5ABSTRACTThis work and the fruit of 1 year of research on higher education in Brazil and aims atpresent the results not on...
6SUMÁRIOINTRODUÇÃO...........................................................................................................
73.1.2 Porque o Brasil é Digital!...........................................................................373.1.3 Os Mot...
8LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Evolução das IES (1991 a 2007) ............................................................2...
9LISTA DE FIGURASFigura 1 - Respondido X Enviados............................................................................
10INTRODUÇÃONeste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), falaremos sobre aTecnologia aplicada à Educação, no âmbito do ensi...
11Assim entendemos que a tecnologia complementa a Educação e vice eversa, além do nosso interesse em comum na carreira aca...
12particularmente à Educação, é impossível não tomar conhecimento disso, uma vezque ela já se instalou no mundo acadêmico ...
131. Levantamento Bibliográfico que tem como base material jápublicado;2. Leitura de revistas especializadas no assunto, b...
14contexto de amostragem, pela unidade de amostragem, pelo método deamostragem, pelo tamanho da amostra e pela seleção da ...
15Realizamos um pré-teste do instrumento visando refiná-lo e garantir de queele mediu aquilo que realmente se propõe, deve...
16CAPITULO 1 HISTORIA DA EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR1.1 A História da EducaçãoNão poderíamos desenvolver esse trabalho sem ...
17dúvida um benefício valioso, mas impossível de se desfrutar se não fosse odesenvolvimento da linguagem e por meio dela é...
18diálogo escrito entre 380-370 a.C.), em que a pessoas saem da escuridão, daignorância para um mundo de oportunidades, de...
19Veremos a seguir alguns princípios básicos da educação que Comênicorelata em uma de suas obras Didática Geral, citadas p...
20públicas alemãs guiadas por uma lei rigorosa e taxativa, que alterava as diretrizes doensino público, realizando uma div...
21Além disso, segundo Antônio José Barbosa de Oliveira, historiador epesquisador do Projeto Memória, do Sistema de Bibliot...
22Podemos aqui trazer duas situações que nos faz enxergar finalidadesdiferentes e até antagônicas dentro da história. Por ...
23VIII – a valorização da solidariedade, da cooperação, dadiversidade e da paz entre indivíduos, grupos sociais enações.En...
24o uso de computadores no ensino de Física, ministrado por E. Huggins, especialistada Universidade de Dartmouth, EUA (Sou...
25―Introdução a Computadores‖ (Takahashi et al, 1976), financiado pelo Programa deExpansão e Melhoria do Ensino (Premen/ME...
261.2.2 O Crescimento na Procura pelo Ensino SuperiorÉ nítido e irrefutável que a procura pelos cursos do ensino superior ...
27Gráfico 1 – Evolução das IES (1991 a 2007)893 893 873 851 894 922 900 97310971180139116371859201321652270228119911992199...
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30CAPITULO 2 A EVOLUÇÃO DO ENSINO A DISTANCIA2.1 Educação a Distância (EAD)...É inquestionável a EAD ser positiva no senti...
31ações dos professores estão diretamente associadas às ações dos alunos.Holmberg (1977) destaca o fato de a EAD ser uma f...
32No Brasil, em 1891, o Jornal do Brasil fez publicar em sua edição deClassificados a oferta de um curso de datilografia p...
33dos 70, existiam no Brasil 31 empresas praticando métodos de ensino a distância,em sua maior parte nas cidades de São Pa...
342.2.2 Depois, o CBT – Softwares de Treinamento baseado em ComputadorNa mesma época, o desenvolvimento dos primeiros prog...
35Shareable Content Object Reference Model, ou ―Modelo de Referência para Objetosde Conteúdo Intercambiáveis‖.2.2.5 Todos ...
36CAPITULO 3 CENÁRIO ATUAL...Apesar de certas divergências pontuais, começa se a chegar a umconjunto relativamente homogên...
37quiser, para poder transformar informação em conhecimento e, este, emcompetências e habilidades.3.1.1 E por que a Educaç...
38pessoas com o nível médio já cumprido e, ao mesmo tempo, frente a severosimpedimentos para graduar-se em nível superior....
39no processo de ensino - como, por exemplo, dotar cada sala de aula de sistemamultimídia de projeção e criar um portal na...
40habitado pelos seus usuários. Neste mundo, os habitantes podem passar por umaexperiência virtual tridimensional, criando...
41A adesão foi maciça. O projeto original da ilha era de 65.000 m², mas devidoa grande procura, a ilha já foi ampliada par...
423.2.3 IES já confirmadas na Ilha Vestibular BrasilAnhanguera Educacional; Centro Universitário Belas Artes de São Paulo;...
43Criado pela Universidade Paulista para integrar seus alunos e professoresàs novas tecnologias, o projeto Unip Interativa...
443.3.2 Biblioteca Digital MundialA UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência ea Cultura) lança nes...
45CAPITULO 4 TECNOLOGIAS NO ENSINO SUPERIOR4.1 Tecnologias no Ensino Superior... o papel relevante que as novas tecnologia...
46Reconhecemos a importância de focalizar o processo de aprendizagem,mais do que a instrução e a transmissão de conteúdos,...
47Figura 1 – Respondido X EnviadosFonte: AutorA figura 2 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificação...
48A figura 3 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificarquais os recursos tecnológicos os alunos dos c...
49Figura 4 – Utilização dos recursos tecnológicos para estudo e aperfeiçoamentoFonte: AutorA figura 5 apresenta o resultad...
50A figura 6 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificarquais os recursos multimídia e ferramentas tec...
51Figura 7 – Forma de disponibilização dos recursos tecnológicos e ferramentasFonte: AutorA figura 8 apresenta o resultado...
52A figura 9 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificar aimportância da utilização dos recursos multi...
53Figura 10 – Recursos multimídia e tecnológicos que ainda não estão disponíveisFonte: AutorA figura 11 apresenta o result...
54Figura 11 – Satisfação dos alunos com os recursos multimídia e tecnológicos disponíveisFonte: AutorCONCLUSÃOAs avaliaçõe...
55REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBOLETIM EDUCAÇÃO & CONJUNTURA. São Paulo: Paulo Renato SouzaConsultores, 2006.BRAGA, Ryon. Aná...
56Pesquisa exploratória - Referência: Aacker, Kumar e Day (2004); Gil (1999)Método / Técnicas de pesquisa e Instrumentos C...
57Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u372876.shtmlacesso: 13/04/2009.Disponível: http://www.eci...
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TCC - Tecnologia Aplicado à Educação O mundo Tecnológico a Serviço do Ensino Superior

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Este trabalho, e fruto de 1 ano de pesquisa sobre o ensino superior no Brasil, e tem
como objetivo norteador apresentar os resultados obtidos não só nos levantamentos
bibliográficos, mas principalmente com a pesquisa realizada com os alunos de
diversas instituições de ensino superior.
O trabalho apresenta as principais tecnologias e ferramentas disponíveis e utilizadas
pelas instituições de ensino superior no Brasil, bem como as expectativas dos
alunos em relação a novas tecnologias e recursos, que auxiliarão no processo de
ensino-aprendizado.

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TCC - Tecnologia Aplicado à Educação O mundo Tecnológico a Serviço do Ensino Superior

  1. 1. FACULDADE IMPACTA TECNOLOGIATECNOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO:o mundo tecnológico a serviço do ensinosuperior.ANGELICA MAXIMO PEREIRAGABRIEL AUGUSTO DA SILVA LEONELJEAN RICARDO RIBEIROSÃO PAULO2009
  2. 2. 1FACULDADE IMPACTA TECNOLOGIATECNOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO:o mundo tecnológico a serviço do ensinosuperior.Trabalho de Conclusão de Cursoapresentado ao Curso de Administraçãode empresas com ênfase em Tecnologiada Informação da Faculdade ImpactaTecnologia, pelo orientador Prof. RicardoInfantozzi.SÃO PAULO2009
  3. 3. 2FACULDADE IMPACTA TECNOLOGIATECNOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO:o mundo tecnológico a serviço do ensino superior.Trabalho de Conclusão de Cursoapresentado ao Curso de Administraçãode empresas com ênfase em Tecnologiada Informação da Faculdade ImpactaTecnologia, pelo orientador Prof. RicardoInfantozzi.Aprovado em __________de________.BANCA EXAMINADORA_____________________________________________________________Prof. Dr. Valdéres Fernandes Pinheiro_____________________________________________________________Profa. Michelle Comar______________________________________________________________Prof. Ricardo InfantozziSÃO PAULO2009
  4. 4. 3AGRADECIMENTOAo Prof. Ricardo Infantozzi, nosso orientador, pela paciência, colaboração esugestões durante o desenvolvimento deste trabalho.A Prof.Dr. Alberto Medeiros, a Profa. Michele Comar e ao Prof. Mestre ClaudioDalmolim, pelo apoio e orientação nos momentos de indecisão, sempre comdiretrizes seguras.Aos colegas de jornada, pelo apoio e auxilio durante estes anos de curso, e emespecial durante o período de desenvolvimento deste trabalho.
  5. 5. 4RESUMOEste trabalho, e fruto de 1 ano de pesquisa sobre o ensino superior no Brasil, e temcomo objetivo norteador apresentar os resultados obtidos não só nos levantamentosbibliográficos, mas principalmente com a pesquisa realizada com os alunos dediversas instituições de ensino superior.O trabalho apresenta as principais tecnologias e ferramentas disponíveis e utilizadaspelas instituições de ensino superior no Brasil, bem como as expectativas dosalunos em relação a novas tecnologias e recursos, que auxiliarão no processo deensino-aprendizado.Palavras-chave: ensino superior; tecnologia; ensino-aprendizagem.
  6. 6. 5ABSTRACTThis work and the fruit of 1 year of research on higher education in Brazil and aims atpresent the results not only in literature surveys, but above everything all theresearch conducted with students of various institutions of higher education.This paper presents key technologies and tools available and used by highereducation institutions in Brazil, as well as the expectations of students in relation tonew technologies and features that will assist in the teaching-learning.Key-words: higher education; technology; teaching-learning.
  7. 7. 6SUMÁRIOINTRODUÇÃO..........................................................................................................10CAPITULO 1 HISTORIA DA EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR .........................161.1 A História da Educação .................................................................................161.1.1 Definições de Educação............................................................................161.1.2 Educação Sistemática e Assistemática.....................................................181.1.3 Princípios Básicos para Educação............................................................181.1.4 Educação Pública......................................................................................191.1.5 Criação da Primeira Instituição do Ensino Superior no Brasil. ..................201.1.6 Os Fins da Educação................................................................................211.2 A introdução da Tecnologia na Educação...................................................231.2.1 A tecnologia na educação no Brasil. .........................................................231.2.2 O Crescimento na Procura pelo Ensino Superior......................................261.2.3 Perspectivas para o ensino superior. ........................................................29CAPITULO 2 A EVOLUÇÃO DO ENSINO A DISTANCIA .......................................302.1 Educação a Distância (EAD) .........................................................................302.1.1 O Que é, Afinal, EAD? ..............................................................................312.1.2 Como era estudar a Distância antes da Internet? .....................................312.1.3 Instituto Monitor e Instituto Universal Brasileiro ........................................322.2 O avanço Tecnológico e a Evolução da EAD ..............................................332.2.1 Primeiro, o CPD – Centro de Processamento de Dados...........................332.2.2 Depois, o CBT – Softwares de Treinamento baseado em Computador....342.2.3 O Boom da Indústria do Treinamento .......................................................342.2.4 Veio então o SCORM................................................................................342.2.5 Todos Passaram a falar a mesma Língua.................................................352.2.6 Enfim, a Internet........................................................................................35CAPITULO 3 CENÁRIO ATUAL ..............................................................................363.1 A Internet e as pessoas .................................................................................363.1.1 E por que a Educação?.............................................................................37
  8. 8. 73.1.2 Porque o Brasil é Digital!...........................................................................373.1.3 Os Motivos para não ingressar numa Faculdade são vários:....................383.1.4 Novas tecnologias a favor da educação....................................................383.2 Second Life – Ilha Vestibular Brasil .............................................................393.2.1 Brasil tem maior concentração de IES no Second Life .............................393.2.2 Ambiente Virtual........................................................................................403.2.3 IES já confirmadas na Ilha Vestibular Brasil..............................................423.3 Novas Ferramentas........................................................................................423.3.1 Era Digital..................................................................................................433.3.2 Biblioteca Digital Mundial ..........................................................................443.3.3 Jogos educativos aplicados ao e-Learning ...............................................44CAPITULO 4 TECNOLOGIAS NO ENSINO SUPERIOR ........................................454.1 Tecnologias no Ensino Superior ..................................................................454.1.1 – Identificação de perfil do respondente....................................................46CONCLUSÃO ...........................................................................................................54REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................55
  9. 9. 8LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Evolução das IES (1991 a 2007) ............................................................27Gráfico 2 - Crescimento do Curso Ensino Superior................................................. 27Gráfico 3 - Projeção do Número de Matrículas no Ensino Superior Brasileiro .........29
  10. 10. 9LISTA DE FIGURASFigura 1 - Respondido X Enviados...................................................................................... 47Figura 2 - Perfil dos alunos pesquisados............................................................................ 47Figura 3 - Recursos tecnológicos que os alunos possuem.................................................. 48Figura 4 - Utilização dos recursos tecnológicos para estudo e aperfeiçoamento................ 49Figura 5 - Freqüência de utilização dos recursos tecnológicos para estudo eaperfeiçoamento ................................................................................................................. 50Figura 6 - Principais recursos tecnológicos e ferramentas disponíveis nas faculdades...... 51Figura 7 - Forma de disponibilização dos recursos tecnológicos e ferramentas . ................ 52Figura 8 - Características de utilização dos recursos multimídia e tecnológicos ................ 52Figura 9 - Importância de utilização dos recursos multimídia e tecnológicos ...................... 53Figura 10 - Recursos multimídia e tecnológicos que ainda não estão disponíveis .......... .. 54Figura 11 - Satisfação dos alunos com os recursos multimídia e tecnológicos disponíveis. 55
  11. 11. 10INTRODUÇÃONeste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), falaremos sobre aTecnologia aplicada à Educação, no âmbito do ensino superior no Brasil. Iniciaremossobre a história da Educação do nosso país, o crescimento pela procura do ensinosuperior bem como a evolução tecnológica, cenário atual da TI (Tecnologia daInformação) para o mundo acadêmico que é o foco principal da nossa pesquisa.Mas o que é tecnologia? De acordo com o Wikipedia, Tecnologia (do gregoτεχνη — "ofício" e λογια — "estudo") é um termo que envolve o conhecimentotécnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados apartir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser:As ferramentas e as máquinas que ajudam a resolver problemas;As técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas, eprocessos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar asolução dos mesmos;Um método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologiade manufatura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial);A aplicação de recursos para a resolução de problemas;Assim como tecnologia, educação também tem várias definições e nãopoderia ser diferente, ainda mais por ser um assunto complexo, mas segundo nossapercepção a que resume melhor o que acreditamos é a definição de um estudiosochamado George Kneller apud Cotrim e Parisi (1979) que diz ― A educação équalquer ato ou experiência que tenha um efeito formativo sobre a mente, caráter oua capacidade física de um indivíduo”. Acrescentando queNum sentindo mais técnico, a educação é um processo pelo qual, asociedade por intermédio de escolas, ginásios, colégios, universidades eoutras instituições, deliberadamente transmite sua herança cultural, seusconhecimentos, valores e dotes acumulados de uma geração a outra.
  12. 12. 11Assim entendemos que a tecnologia complementa a Educação e vice eversa, além do nosso interesse em comum na carreira acadêmica e nosso curso terfoco em TI, surgiu a idéia de se pesquisar sobre o assunto. Como se não bastasse,ao lermos o texto abaixo nos fez meditar muito e só fortaleceu a nossa vontade demergulhar no tema.Há três métodos principais através dos quais podemos procurar resolver osproblemas do mundo. O primeiro é a revolução. Isso significa revoltaviolenta. O exemplo da Revolução Francesa e as experiências de LênineStalin nos fazem recear que essa violência possa criar apenas outra tirania.O revolucionário tem, com demasiada freqüência, uma perspectivamaquiavélica e justifica qualquer método para atingir seu objetivo.No fim,pode estabelecer um Governo de opressão que tão retrógrado quanto oregime anterior. Os grandes educadores do passado, como Sócrates,Erasmo e Tolstói, observaram que a mudança tem de vir de dentro e temde basear-se em princípios éticos.O segundo meio, pelo qual podemos buscar uma solução para osproblemas do mundo, é a guerra. Heráclito, na Grécia, observava que aguerra é a mãe de todas as coisas e que cria as sementes do progresso.Hegel observou que a guerra decide o destino do mundo. Nietzsche dissecerta vez que a guerra é a essência da civilização. Hoje, porém, sabemosque um conflito maior significaria o fim da civilização. Depois de milhões deseres humanos haverem sido mortos no século XX, nossos dilemas sãoexatamente tão agudos quanto o eram no século XIX. Uma guerra atômicaseria um pesadelo ímpar para a humanidade.Nossa terceira alternativa é a educação. Opera lentamente, de modoevolucionário. Não cria utopias repentinas. Não oferece remédios mágicos.Não faz promessas categóricas. Exige esforço e disciplina. Desperta ohomem para suas próprias potencialidades criativas – para aquilo queWilliam James chamou de ―wider self‖ (o ―eu mais amplo‖). A educação,considerada corretamente, é o instrumento de sobrevivência maisformidável que o homem possui (MAYER, Frederick. 1976, p28).Tendo em vista essa talvez utópica, mas verdadeira visão e o fato deestarmos realizando nosso curso em uma Instituição pioneira na utilização derecursos tecnológicos no ensino superior, facilitando e estimulando o nosso acessoao conhecimento e despertando a nossa curiosidade em conhecer quais tecnologiassão utilizadas na educação no ensino superior.Acreditamos que este assunto é de grande relevância, uma vez que hojetudo está relacionado de alguma forma com a Tecnologia e esta por sua vez crescee toma proporções cada vez maiores e em todas as áreas de nossas vidas, seja navida particular, na vida estudantil, na vida profissional, enfim onde olhamosconseguimos com certeza ver a tecnologia acoplada a tudo. No que diz respeito
  13. 13. 12particularmente à Educação, é impossível não tomar conhecimento disso, uma vezque ela já se instalou no mundo acadêmico conforme Moraes (1996, p. 64):[...] destacamos a importância de perceber que a missão da escola mudou.Em vez de atender a uma massa amorfa de alunos, despersonalizados, épreciso focalizar o indivíduo, aquele sujeito original, singular, diferente eúnico, específico em seu capital genético e em toda a espécie humana. Umindivíduo dotado de inteligências múltiplas, possuidor de diferentes estilosde aprendizagem e, consequentemente, de diferentes habilidades deresolver problemas. Mas um "sujeito coletivo", inserido numa ecologiacognitiva da qual fazem parte outros humanos, cujo pensamento éinfluenciado pelos demais integrantes do ambiente, a partir de uma relaçãocontínua existente entre o pensamento e o ambiente em geral, entre oindivíduo e os instrumentos da cultura, aspectos estes inseparáveis de umúnico processo, cuja análise em partes distintas já não faz mais sentido.Assim sendo, temos como objetivo avaliar e identificar as tecnologias queestão sendo funcionais para facilitar o entendimento, o acesso, a disseminação doconhecimento e o desenvolvimento da educação superior para os estudantes. Paraalcançar este objetivo questionamos em que aspectos a tecnologia pode melhorar aqualidade do ensino superior no Brasil, quais as tendências tecnológicas (desejadaspelos alunos) no ensino superior, e qual a avaliação dos alunos em relação àstecnologias disponíveis nas universidades brasileiras.Entretanto é bem provável que a classe menos favorecida continuará a ficarde fora do acesso a essas tecnologias uma vez que sabemos que muitos não têemnem sequer um microcomputador em sua residência. Essa hipótese de estudo bemcomo: em um futuro não muito distante não existirá mais aula totalmente presencial,é apenas um palpite ou intuição decorrente da observação de experiência com oobjeto de estudo.A seguir descreveremos a metodologia utilizada.Método, entre outras coisas, significa caminho para chegar a um fim ou peloqual se atinge um objetivo, segundo Alberto Mesquita Filho (2006).Para o desenvolvimento e melhor conhecimento sobre o assunto escolhido,foi realizada uma pesquisa exploratória com propósito de familiarizar-se e identificaros conceitos iniciais sobre os tópicos (Pinsonneault & Kraemer (1993). A principaisfontes de coleta de dados foram:
  14. 14. 131. Levantamento Bibliográfico que tem como base material jápublicado;2. Leitura de revistas especializadas no assunto, bem como artigos deespecialistas;3. Pesquisa exploratória com propósito de levantar informaçõesrelativas a percepção dos alunos em relação as tecnologiasdisponíveis nas instituições de ensino.Para se buscar responder os questionamentos levantados neste trabalho depesquisa, a metodologia de pesquisa utilizada, foi baseada conforme proposto porYan (1989:84), de buscar múltiplas fontes de evidências.A estratégia principal da pesquisa será exploratória e descritiva. Exploratória,pois como já foi descrito anteriormente, tem o propósito de familiarizar-se com oassunto ou identificar os conceitos iniciais sobre um tópico, dar ênfase nadeterminação de quais conceitos e como devem ser medidos, buscar descobrirnovas possibilidades e dimensões da população de interesse e descritiva no sentidode buscar identificar quais situações, eventos, atitudes ou opiniões estão manifestosem uma população; descreve a distribuição de algum fenômeno na população ouentre os subgrupos da população e verificar se a percepção dos fatos está ou nãode acordo com a realidade, de acordo com a classificação de Pinsonneault &Kraemer (1993).O método principal utilizado foi a survey, que pode ser definida como aobtenção de dados ou informações sobre características, ações ou opiniões dedeterminado grupo de pessoas, indicado como representante de uma populaçãoalvo, por meio de um instrumento de pesquisa, normalmente um questionário Tanur(apud PINSONNEAULT; KRAEMER, 1993), de caráter qualitativo. Esse tipo demétodo não é possível controlar as variáveis, sendo o ambiente natural o melhorpara se estudar o fenômeno de interesse.As técnicas utilizadas foram levantamento bibliográfico, análise de pesquisadocumental (artigos) publicados por especialistas, além de pesquisa de campo queaprofunda uma realidade específica e capta interpretações e explicações, utilizandoum processo de amostragem composto pela definição da população-alvo, pelo
  15. 15. 14contexto de amostragem, pela unidade de amostragem, pelo método deamostragem, pelo tamanho da amostra e pela seleção da amostra ou pela execuçãodo processo de amostragem e não probabilísticas obtida a partir de algum tipo decritério, e nem todos os elementos da população têm a mesma chance de serselecionados, o que torna os resultados não generalizáveis explica Perrien, Chéron& Zins (1984). Para (Henry apud Bickman & Rog, 1997) existem seis tipos deamostras não probabilísticas, porém nos limitamos a utilizar apenas duas:por quotas: (quota) onde os participantes são escolhidosproporcionalmente a determinado critério; a amostra é compostapor subgrupos;casos críticos: (critical cases) – os participantes são escolhidos emvirtude de representarem casos essenciais ou chave para o foco dapesquisa;Assim sendo, foram aplicados questionários aos alunos de diversas IES(Instituição de Ensino Superior) tais como: Anhanguera, Centro Universitário Unifieo,Estácio Uniradial, Faculdade Fundetec Fatef, FATEC, FIAP, FIPEN, FaculdadeImpacta Tecnologia, FMU, Mackenzie, Metodista, São Marcos, Uninove, UNIP,Uniscul, Universidade São Judas Tadeu. De acordo com Fink (1995), em seu livroHow to sample in surveys, afirma que o tamanho da amostra se refere ao número derespondentes necessário para que os resultados obtidos sejam precisos e confiáveise que o aumento do tamanho da amostra diminui o erro, desta forma tentaremosseguir esse conceito, mas não se esquecendo que essa tendência tem limites, poisa partir de certa quantidade não se tem mais uma forte contribuição agregada porcoletar-se maior número de questionários completa Fink (1995).O ponto de tempo a ser utilizado será o longitudinal - a coleta dos dadosocorre ao longo do tempo em períodos ou pontos especificados, buscando estudar aevolução ou as mudanças de determinadas variáveis ou, ainda, as relações entreelas. (SAMPIERI et al., 1991).
  16. 16. 15Realizamos um pré-teste do instrumento visando refiná-lo e garantir de queele mediu aquilo que realmente se propõe, devendo observar se as questões foramrespondidas corretamente e se as respostas não indicam dificuldades noentendimento da questão. Gil (1991) complementa que devem ser considerados nopré-teste os seguintes aspectos: clareza e precisão dos termos, quantidade deperguntas, forma das perguntas, ordem das perguntas e introdução.E por fim, realizar a análise dos dados visando obter informações maisaprofundadas e conclusivas a fim de responder nossos questionamentos e assimcontribuir e servir de referencial de modo a possibilitar o conhecimento sobre astecnologias e suas possíveis utilizações no meio acadêmico.
  17. 17. 16CAPITULO 1 HISTORIA DA EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR1.1 A História da EducaçãoNão poderíamos desenvolver esse trabalho sem ao menos fazer uma brevepassagem sobre a história da educação e alguns assuntos relacionados queenxergamos ser relevante para o entendimento e até mesmo para conhecimento oucuriosidade.Passaremos por tópicos como desde o surgimento ou reconhecimento daeducação no Brasil, como também abordaremos algumas definições, fins daeducação, princípios básicos da educação bem como surgiu a primeira universidadeno Brasil entre outros.1.1.1 Definições de EducaçãoOs insetos e homens possuem instintos, mas o que diferencia um do outro éa capacidade do homem de aprendizado e assim determina o seu comportamento.Com esta capacidade ele pôde adquirir uma série de conhecimentos que não épossível tê-los simplesmente por sua hereditariedade. Sendo assim, temos duasfontes pelo qual se adquire o conhecimento, sendo:A experiência individual - que conduz a uma descobertaindependente;A transferência de conhecimento de indivíduo para indivíduo.Segundo Roberto Cotrim e Mário Parisi (1979), destas duas fontes pode-sedizer sem dúvida nenhuma, que a segunda é a que faz a diferença para o homem naluta pela sobrevivência, ou seja, conservação da vida. Pois assim o homem pôdeaproveitar as experiências alheias sem ter que passar por estas novamente. Sem
  18. 18. 17dúvida um benefício valioso, mas impossível de se desfrutar se não fosse odesenvolvimento da linguagem e por meio dela é que se conseguiu transmitir aherança cultural humana para os indivíduos e sociedade.São inúmeras as definições de educação apresentadas no decorrer dotempo, porém Cotrim e Parisi (1979) define a educação como a capacidade dohomem de aprender por meio das experiências possibilitando ele agir segundo umcomportamento adquirido e essas experiências podem atuar em sua mente e atésobre seu físico. Vejamos abaixo algumas dessas definições apresentadas porestudiosos no assunto citadas por Cotrim e Parisi:Platão afirmava que boa educação consistia em dar ao corpo e alma todabeleza e perfeição de que são capazes.Herbert Spencer defendia que educação era um processo cujo objetivo é aformação do caráter;John Dewey expunha que educação é um processo de contínuareconstrução da experiência, com o propósito de ampliar e aprofundar oseu conteúdo social, enquanto ao mesmo tempo, o indivíduo ganhacontrole dos métodos envolvidos.Lourenço Luzuriaga entende que educação é a influência intencional esistemática sobre o ser juvenil, com o propósito de formá-lo e desenvolve-lo. Mas significa também, a ação genérica, ampla de uma sociedade sobreas gerações jovens, com o fim de conservar e transmitir a existênciacoletiva.George Kneller considera a educação como ―qualquer ato ou experiênciaquer tenha um efeito formativo sobre a mente, o caráter ou a capacidadefísica de um indivíduo‖. Acrescentando que, num sentido mais técnico, aeducação é um processo pelo qual ―a sociedade, por intermédio deescolas, colégios, ginásios, universidades e outras instituições,deliberadamente transmite sua herança cultural, seus conhecimentos,valores e dotes acumulados – de uma geração para outra.Enfim, podemos acoplar todas essas definições mais o significado de educar(ex-ducere) ―conduzir para fora‖, porém entendemos que o trazer para fora é muitomais do que simplesmente trazer para fora o conhecimento de cada indivíduo paracompartilhar com o grupo, mas sim conduzir as pessoas a saírem dos seus―mundinhos‖, como no Mito da Caverna de Platão (no Livro VII de A República, um
  19. 19. 18diálogo escrito entre 380-370 a.C.), em que a pessoas saem da escuridão, daignorância para um mundo de oportunidades, de novos conhecimentos e por quenão dizer para uma nova vida.1.1.2 Educação Sistemática e AssistemáticaComo apresentado anteriormente a educação é a aquisição de experiênciasque atua sobre a mente e o corpo, sendo que essas experiências podem seradquiridas através de um processo educacional sistemático ou assistemático.Educação Sistemática é aquela que permite aquisição deexperiências de forma ordenada, previamente definido, preparadodentro de algum método de ensino, como temos hoje, dentro dasescolas, universidades além das igrejas, do lar ou outrasinstituições com a intenção final de se educar;Educação Assistemática é o inverso, a aquisição de experiênciassem uma ordenação, sem um método pré-definido para esse fimtais como os meios de comunicação como cinema, teatro, rádio, TVé um exemplo de educação assistemática, pois se educa sem talintenção.1.1.3 Princípios Básicos para EducaçãoO maior educador do século XVII foi Jean Amos Comênico, nascido em1592 e falecido em 1670, que apesar de sua formação religiosa, valorizava muito oaprendizado científico na época, pois acreditava na preparação do indivíduo nãoapenas para a vida profissional, mas também para que suas qualidades moraisfossem aprimoradas.
  20. 20. 19Veremos a seguir alguns princípios básicos da educação que Comênicorelata em uma de suas obras Didática Geral, citadas por Cotrim e Parisi: A aprendizagem deve ser feita no tempo adequado; Os exemplos devem preceder as regras; A mente do estudante deve ser preparada para o aprendizado; A aprendizagem deve avanças gradativamente, ensinando-se umacoisa de cada vez; Primeiro deve compreender para depois memorizar; O ensino deve partir do Universal para o parcial; Devem-se evitar os saltos na aprendizagem; Boas condições das escolas e da educação; O objetivo da aprendizagem é apontar os caminhos e não labirintos.Podemos perceber que esses princípios estão presentes até hoje naeducação seja no ensino fundamental, médio ou superior. Mas infelizmente apesarda época em que foram descritos, parecem tão atuais, sendo alguns deles ainda nãosão seguidos com o primor necessário para alcançar uma educação de qualidade,com a qual sonhamos.1.1.4 Educação PúblicaOs estados alemães foram os primeiros a criarem a educação pública eposteriormente, pouco a pouco ganharam outros países europeus, principalmente aEscócia e a Holanda.Na Alemanha, exatamente no ducado de Weimar em 1619 foi baixado umdecreto que dizia que todas as crianças de 06 à 12 anos de idade, ambos os sexos,teriam que freqüentar a escola e teriam a prática da escrita, da leitura, doaprendizado de lições e cânticos cristãos em sua grade curricular. Sendo osprofessores sob uma forte e rígida disciplina, eram muito bem preparados para talfim. Porém em 1962 ocorreu uma reforma no sistema educacional nas escolas
  21. 21. 20públicas alemãs guiadas por uma lei rigorosa e taxativa, que alterava as diretrizes doensino público, realizando uma divisão bem próxima do que temos hoje, que divideem três estágios ou graus como inferior, médio e superior, no período diário de aulasem dois turnos, manhã e tarde. Esses estágios eram independentes um dos outros,mas totalmente relacionados, como a abordagem gradativa das disciplinasescolares. Os alunos recebiam uma educação sistemática (aquela a qual de formaordenada e métodos para o aprendizado dentro das instituições para esse fim) equem diria, nós que hoje estamos finalizando o curso do ensino superior edesenvolvendo um TCC para sermos verdadeiramente aprovados como bacharéisem Administração com ênfase em TI e podermos prosseguir para um nível acima edar continuidade em nossas vidas no mundo acadêmico, mas sabíamos que esseprocesso passou a existir após essa reforma em 1962 onde os alunos eramcolocados a julgamento uma vez por ano, com exames rígidos com provas orais eescritas , por uma banca examinadora e os alunos só poderiam freqüentar o próximoano, ou passar para a próxima série, trazendo para a linguagem de hoje, se fosseaprovado pela banca, recebendo um certificado que o qualificasse para uma fasemais elevada. Não podemos deixar de enfatizar que para isso, os professores alémde qualificados recebiam uma justa remuneração. Meditando um pouco neste últimoparágrafo nos fazemos uma pergunta: Será que por serem bem remunerados é queos professores também eram bem qualificados?1.1.5 Criação da Primeira Instituição do Ensino Superior no Brasil.De acordo com FAVERO, M.L.A (1980) percebe-se que desde do seu início,o ensino superior no Brasil foi influenciado por um espírito colonialista e colonizador,apresentava-se desprovido de caráter nacional.A história da criação da primeira universidade em terreno nacional, revelauma certa resistência tanto por parte de Portugal como por parte de algunsbrasileiros que não enxergavam um motivo para criação de uma instituição destegênero no país, uma vez que procuravam a Europa para fazer seus cursossuperiores segundo TEIXEIRA, A. (1989).
  22. 22. 21Além disso, segundo Antônio José Barbosa de Oliveira, historiador epesquisador do Projeto Memória, do Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBI) daUFRJ, a proibição intentava impedir que se desenvolvesse na colônia uma elitecapaz de desenvolver um pensamento destoante do pensamento metropolitano.Mesmo com essas variáveis, a primeira escola de ensino superior do paísfoi inaugurada no dia 18 de fevereiro de 1808, oito dias antes da partida da famíliareal para o Rio de Janeiro. Ela foi instalada no Hospital Real Militar, que ocupavaas dependências do Colégio dos Jesuítas, no Largo do Terreno de Jesus."Os primeiros professores da faculdade foram médicos militares. Só depoisvieram os médicos civis", diz o médico Lamartine Lima, professor honorário daFaculdade de Medicina da Bahia, que hoje pertence à UFBA (Universidade Federalda Bahia).Depois de fundar a Fameb, Dom João fez o mesmo no Rio de Janeiro nodia 5 de novembro daquele mesmo ano. Nascia a Escola de Anatomia, Cirurgia eMedicina, a atual UFRJ (Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio deJaneiro)."O que se ensinava na faculdade era uma medicina menos científica emais de observação", diz o historiador Francisco Assis de Queiroz, professor daUSP (Universidade de São Paulo). "Como a causa das doenças não eraconhecida, buscava-se eliminar os sintomas".De qualquer forma, não podemos deixar de comemorar, afinal são 201anos de existência e colaboração para o desenvolvimento do nosso país e aspessoas que aqui vivem.1.1.6 Os Fins da EducaçãoEis a pergunta que não quer calar: Para que aprendo? Ou, o que devoaprender? Todos concordam que a educação tem uma finalidade, mas na hora deprecisá-las, ocorrem muitas divergências, pois essas respostas variam muito devidoas mudanças de comportamento e pensamentos de acordo com cada época.
  23. 23. 22Podemos aqui trazer duas situações que nos faz enxergar finalidadesdiferentes e até antagônicas dentro da história. Por exemplo a educação de Atenase Esparta na antiga Grécia, era visando objetivos bem diferentes, Atenas tinhacomo objetivo o aprimoramento no cultivo da arte, ciência e filosofia enquanto queEsparta o objetivo a se atingido era o bom preparo físico para o exercício da guerra.Neste aspecto fica claro que a decisão da finalidade da educação é quase queindividual ou decidido pelo grupo com os mesmos objetivos, não tendo como serrespondida baseada simplesmente por regras, pois os questionamentos: o que,quando e como quero aprender, primeiramente devem ser definidos pelo desejoatrelado à necessidade de cada um.Porém focando apenas no ensino superior e de acordo com o estatuto doMEC art. 4º. A educação superior tem por finalidade:I – a formação pessoa e profissional de elevada qualidadecientífica, cultural e técnica, nos diferentes campos do saber;II – o estímulo a criatividade, ao espírito crítico e ao rigoracadêmico-científico;III – a oferta permanente de oportunidades de informação e aoacesso ao conhecimento, aos bens culturais e as tecnologias;IV – o desenvolvimento da ciência, da tecnologia da arte e dacultura;V – o atendimento das necessidades sociais de formação e deconhecimentos avançados;VI – o aprimoramento da educação e das condições culturais para agarantia dos direitos sociais e do desenvolvimento sócio-econômico e ambiental sustentável;VII – a promoção da extensão como processo educativo, cultural ecientífico que busca a articulação do ensino e da pesquisa afim de viabilizar a relação transformadora entre universidade esociedade; e
  24. 24. 23VIII – a valorização da solidariedade, da cooperação, dadiversidade e da paz entre indivíduos, grupos sociais enações.Entretanto, não podemos deixar de dizer usando inclusive o que já foi ditoanteriormente, que essas finalidades também variam de acordo com cada época,necessidade, capacidade e desejo de cada indivíduo, acoplada com a cultura decada instituição de ensino.1.2 A introdução da Tecnologia na Educação.A utilização dos computadores na educação é tão remota, quanto o adventocomercial dos mesmos segundo o Coordenador do Núcleo de Informática Aplicada àEducação da Universidade Estadual de Campinas, José Armando Valente. Para seter idéia de quão remota, já nos meados da década de 50 foram os primeiroscomputadores com capacidade de armazenamento e programação de informação elogo realizaram-se as primeiras experiências do seu uso. Por exemplo, na resoluçãode problemas nos cursos de pós-graduação em 1955 e como máquina de ensinar,foi usado em 1958, no Centro de Pesquisa Watson da IBM e na Universidade deIllinois – Coordinated Science Laboratory (apud Ralston & Meek, 1976, p. 272).Porém nessa época a utilização era praticamente apenas para armazenar ainformação para depois retransmiti-la ao aprendiz, ao contrário de hoje que oscomputadores são utilizados na educação de uma forma mais diversificada einteressante. Podemos dizer que o computador pode ser também utilizado paraenriquecer ambientes de aprendizagem e auxiliar o aprendiz no processo deconstrução do seu conhecimento complementa Valente.1.2.1 A tecnologia na educação no Brasil.No Brasil as primeiras experiências na utilização dos computadores naeducação foram na década de 70, mais especificamente a partir de 1971, onde foirealizado na Universidade Federal de São Carlos (SP) um seminário intensivo sobre
  25. 25. 24o uso de computadores no ensino de Física, ministrado por E. Huggins, especialistada Universidade de Dartmouth, EUA (Souza, 1983). Valente (apud Souza, 1983),ainda informa que nesse mesmo ano, o Conselho de Reitores das UniversidadesBrasileiras promoveu, no Rio de Janeiro, a Primeira Conferência Nacional deTecnologia em Educação Aplicada ao Ensino Superior (I CONTECE). Durante essaConferência, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP),acoplou, via modem, um terminal no Rio de Janeiro a um computador localizado nocampus da USP.Abaixo segue um breve histórico sobre a introdução da TI no Brasil, relatadapor Valente (O computador na sociedade do conhecimento, 1998, pág 19, 20).―Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1973, o Núcleo deTecnologia Educacional para a Saúde e o Centro Latino-Americano de TecnologiaEducacional (Nutes/Clates) usou software de simulação no ensino de Química. NaUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), nesse mesmo ano,realizaram-se algumas experiências, usando simulação de fenômenos de Física comalunos de graduação.O Centro de Processamento de Dados desenvolveu o software SISCAI paraavaliação de alunos de pós-graduação em Educação. Em 1982, o SISCAI foitraduzido para os microcomputadores de 8 bits como CAIMI (CAI paraMicrocomputador), funcionando como um sistema CAI e foi utilizado no ensino do 2ºgrau pelo grupo de pesquisa da Faculdade de Educação (Faced), liderado pelaprofa. Lucila Santarosa.Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1974, desenvolvi, comum aluno de iniciação científica, Marcelo Martelini, um software tipo CAI,implementado em linguagem BASIC, para o ensino de fundamentos de programaçãoBASIC. Esse CAI foi usado por alunos do Mestrado em Ensino de Ciência eMatemática, coordenado pelo prof. Ubiratan D’Ambrósio, realizado no Instituto deMatemática, Estatística e Ciência da Computação e financiado pela Organizaçãodos Estados Americanos (OEA) e Ministério da Educação (MEC). Em 1975,aconteceu a primeira visita de Seymour Papert e Marvin Minsky ao Brasil, quelançaram as primeiras sementes das idéias do Logo. Em 1976, um grupo deprofessores do Departamento de Ciência de Computação produziu o documento
  26. 26. 25―Introdução a Computadores‖ (Takahashi et al, 1976), financiado pelo Programa deExpansão e Melhoria do Ensino (Premen/MEC).Nesse mesmo ano, foram iniciados os primeiros trabalhos com o uso de Logocom crianças1 e Papert e Minsky retornaram ao Brasil para ministrar seminários eparticipar das atividades do grupo de pesquisa sobre o uso de Logo em Educaçãoque tinha se estabelecido. Essas experiências e estudos deram origem àdissertação de mestrado de Maria Cecília Calani (1981) e, posteriormente, o grupode pesquisa foi consolidado com a criação do Núcleo de Informática Aplicada àEducação (NIED), em maio de 1983.Em 1981, o Logo foi intensamente utilizado por um grupo de pesquisadoresliderados pela profa. Léa da Cruz Fagundes, do Laboratório de Estudos Cognitivos(LEC) da UFRGS. O LEC foi criado em 1973 por pesquisadores preocupados comas dificuldades da aprendizagem de Matemática apresentadas por crianças eadolescentes da escola pública. Os estudos realizados tinham uma forte basepiagetiana e eram coordenados pelo dr. António Battro, discípulo de Piaget. O Logo,também desenvolvido com bases piagetianas, passou a ser uma importanteferramenta de investigação de processos mentais de crianças de 7 a 15 anos quefaziam parte dos estudos do LEC.Portanto, existiam no início dos anos 80 diversas iniciativas sobre o uso daInformática na Educação, no Brasil. Esses esforços, aliados ao que se realizava emoutros países e ao interesse do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) nadisseminação da Informática na sociedade, despertaram o interesse do governo ede pesquisadores das universidades na adoção de programas educacionaisbaseados no uso da Informática. Essa implantação teve início com o primeiro e osegundo Seminário Nacional de Informática em Educação, realizados,respectivamente, na Universidade de Brasília (UNB) em 1981 e na UniversidadeFederal da Bahia em 1982 (Seminário Nacional de Informática na Educação 1 e 21982).‖Como podemos ver, a utilização da TI na educação no Brasil não é algo tãorecente, mas o reconhecimento mesmo da importância da TI na educação e suautilização mais intensa e massificada foi em meados da década de 90, como informaValente (apud Johnson, 1996).
  27. 27. 261.2.2 O Crescimento na Procura pelo Ensino SuperiorÉ nítido e irrefutável que a procura pelos cursos do ensino superior cresceuabsurdamente. Basta lembrarmos de que na passagem do século XX para o séculoXXI, pouquíssimas pessoas tinham acesso às Universidades, se não por falta derenda para tal ou porque o mercado de trabalho não era tão exigente e competitivo,consequentemente não despertava grande interesse, pois quem em sã consciênciadisponibilizaria tamanho valor para simplesmente dizer que cursava o ensinosuperior. Não havia sido despertado o real custo/benefício e valor em nossasmentes que até então, só enxergava-se à curto prazo, provavelmente por culpa danossa própria cultura.Em fevereiro deste ano, o Ensino Superior brasileiro fez 201 anos de idade eganhou mais de 4,8 milhões de novos estudantes, conforme resultados do Censo daEducação no Ensino Superior realizado pelo Instituo Nacional de Estudos ePesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), pesquisa comparativa entre os anosde 1980 e 2007. Fica claro que analisando essas informações nota-se amultiplicação de Instituições de Ensino Superior – IES, cursos e consequentementea estrutura e a organização do setor que teve que se modernizar, segundo LarissaLeiros Baroni (colaboradora do Portal Universia).Até 1889, quando foi proclamada a República, o ritmo de crescimento decursos superiores manteve-se lento. Ao terminar o século 19, existiam apenas 24faculdades no Brasil, com cerca de 10 mil estudantes.Com a chegada da Família Real ao Brasil foram criados três institutos deensino superior que se transformaram em entre universidades, faculdades, centrosuniversitários entre outros em mais de 2.200 IES no país. Os cursos pioneiros:Medicina, Engenharia e Artes foram ampliados e hoje se multiplicaram para cerca de23.488 cursos. Essas informações referem-se apenas aos cursos presencias.Falaremos de EAD ( Educação à Distância) com detalhes mais a frente.
  28. 28. 27Gráfico 1 – Evolução das IES (1991 a 2007)893 893 873 851 894 922 900 97310971180139116371859201321652270228119911992199319941995199619971998199920002001200220032004200520062007EVOLUÇÃO DAS IES (1991 A 2007)ANOFonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)Gráfico 2 – Crescimento do Curso Ensino Superior0500010000150002000025000CRESCIMENTO - CURSOS ENSINO SUPERIORANO CURSOSFonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)A primeira vista parecem resultados positivos, porém ―atualmente, segundodados do MEC (Ministério da Educação), apenas mais de 12% dos jovens entre 18 e24 anos estão no Ensino Superior. Índice muito aquém das nações de primeiro
  29. 29. 28mundo ou mesmo de países em desenvolvimento mais adiantados que o Brasil. ACoréia do Sul, por exemplo, tem 89% desse público matriculado no Ensino Superior.O desempenho brasileiro também é inferior ao dos países da América Latina, comoé o caso do Chile (21%) e da Argentina (47%).‖ segundo Larissa Baroni. Entretantonão podemos analisar isoladamente, deixando de lembrar que a implantação doEnsino Superior no Brasil foi 308 anos depois do descobrimento, bem diferente dospaíses que foram colonizados pela Espanha. Para se ter uma idéia, o Peru teve suaprimeira Universidade implantada em 1558, conforme pesquisa do especialista empolíticas educacionais e professor da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho– UNESP, João Cardoso Palma Filho.Além disso, tiveram muitos outros fatores que influenciaram essecrescimento tardio como os altos índices de analfabetismo no Brasil e o fato de―mesmo com a criação das primeiras instituições no País, não existiam livrostraduzidos para a Língua Portuguesa. Portanto, só a elite tinha o privilégio de teracesso ao ensino", diz Palma Filho. Ainda tinha um agravante, a situação de que amaioria da população não tinha nem sequer o ensino médio completo, ―só a partir dauniversalização do ensino básico, meados da década de 60, que foi possívelavançar com mais notoriedade‖ acrescenta ele.Apesar das transformações e modificações que o sistema educacionalsofreu, acredita-se que o Brasil não recuperou esse atraso, porém "Se compararmosa qualidade do setor em relação aos países da América Latina, não há dúvida quesaímos na frente. Algumas universidades brasileiras já integram o ranking dasmelhores instituições do mundo. Como é o caso da USP (Universidade de SãoPaulo), da Unicamp (Universidade de Campinas) e até a Unesp", ressalta PalmaFilho. O setor ampliou sua acessibilidade com alguns programas governamentaistais como ProUni (Programa Universidade para Todos), Fies (FinanciamentoEstudantil) e cotas, assim permitindo o acesso não mais somente da elite, mastambém da classe média e até mesmo das pessoas de baixa renda dando-lhes aoportunidade de obter um diploma. E agora mais ainda, com a chegada do EAD(Educação à Distância).Entre 2004 e 2007, a modalidade cresceu 200%. O índice de estudantesmatriculados chega a 970 mil no ano de 2007. "O sistema a distância permitiu que oEnsino Superior atingisse as regiões mais afastadas dos grandes centros", afirma
  30. 30. 29Presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância – (ABED) - FredericMichael Litto., destaca-se ainda que a contribuição da modalidade seria aindamaior, se não fosse o atraso na implantação do modelo. "A EAD foi rejeitada peloMinistério da Educação durante 30 anos. Os membros do governo não incluíam emsuas metas a democratização ampla. Só a partir de 2006, depois de mais de 30tentativas, ganhamos a Universidade Aberta do Brasil. O Reino Unido, por exemplo,conquistou esse privilégio 36 anos antes, em 1970". Complementa Litto.1.2.3 Perspectivas para o ensino superior.Levando em consideração o crescimento do número de ingressantes,associada a evolução da taxa de conclusão do ensino superior no Brasil, podemosfazer uma provisão do número total de matrículas que o setor terá de 2009 à 2010,conforme gráfico 3.Se a atual taxa de conclusão (percentual de concluintes em relação àsmatrículas iniciais) permanecer em torno de 60%, chegaremos a 2010 com 5,6milhões de alunos no ensino superior. Se a taxa de conclusão subir para 70%, em2010 teremos 5,7 milhões de alunos no ensino superior brasileiro, conforme gráficoabaixo.Gráfico 3 – Projeção do Número de Matrículas no Ensino Superior BrasileiroFonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)
  31. 31. 30CAPITULO 2 A EVOLUÇÃO DO ENSINO A DISTANCIA2.1 Educação a Distância (EAD)...É inquestionável a EAD ser positiva no sentido de que dá oportunidade deaprendizagem a pessoas que anteriormente encontravam-se excluídas domeio presencial de ensino. Ela possibilita a inclusão dessas pessoasinteressadas em aprimorar seus conhecimentos, aperfeiçoar suashabilidades, por não impor restrições de tempo e espaço. Além disso, elaestimula o aluno a ser um agente ativo na construção do seu conhecimento,através da busca por novas informações e compartilhamento de saberes.O aluno, por sua vez, poderá tornar-se um aprendiz autônomo e conscientedo seu próprio processo de aprendizagem (Reflexões sobre a Avaliação ea Educação a Distância; SOUZA, F. L. 2008, p.2 ).Para Nunes (1994), a educação a distância é um recurso de incalculávelimportância como modo apropriado para atender a grandes contingentes de alunosde forma mais efetiva que outras modalidades e sem riscos de reduzir a qualidadedos serviços oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida.A escolha da modalidade da educação à distância, como meio de dotar asinstituições educacionais de condições para atender às novas demandas por ensinoe treinamento ágil, célere e qualitativamente superior, tem por base a compreensãode que, a partir dos anos sessenta, a educação a distância começou a distinguir-secomo uma modalidade não convencional de educação, capaz de atender comgrande perspectiva de eficiência, eficácia e qualidade aos anseios deuniversalização do ensino e, também, como meio apropriado à permanenteatualização dos conhecimentos gerados de forma cada mais intensa pela ciência ecultura humana.Segundo Dohmem (1967), a Educação a Distância é uma formasistematicamente organizada de auto-estudo, onde o aluno se instrui a partir domaterial que lhe é apresentado, sendo acompanhado e supervisionado por um grupode professores. Para Peters (1973), Educar/Ensinar a Distância é partilharconhecimento, habilidades e atitudes através da divisão do trabalho e de princípiosorganizacionais, pelo uso extensivo de meios de comunicação. Moore (1973)entende o Ensino a Distância como um conjunto de métodos instrucionais onde as
  32. 32. 31ações dos professores estão diretamente associadas às ações dos alunos.Holmberg (1977) destaca o fato de a EAD ser uma forma de estudo nãosupervisionada diretamente e presencialmente por professores, já que seus alunosnão se encontram no mesmo local ou ao mesmo tempo. Numa definição maisrecente, Paiva (1999) entende a EAD ―como um processo educativo que envolvemeios de comunicação capazes de ultrapassar os limites de tempo e espaço etornar acessível a interação com as fontes de informação e/ou com o sistemaeducacional de forma a promover a autonomia do aprendiz através de estudoindependente e flexível.‖.Para Queiroz (2004), a EAD não deve ser vista como uma prática de ensino-aprendizagem substituta da forma presencial. Observando-se as limitações e asfalhas do sistema educacional convencional, pode-se concluir que, pelas própriascaracterísticas e objetivos da EAD, ela pode vir a complementar e, ao mesmo tempo,coexistir, paralelamente, apoiando o ensino tradicional. A educação mediada pelatecnologia pode, sem dúvida, educar, aproximar distâncias, facilitar a vida do aluno edisseminar o ensino aos cantos mais remotos do planeta, sendo uma iniciativa muitoválida e que deve ser experimentada.2.1.1 O Que é, Afinal, EAD?...Educação a Distância – este é o significado da sigla que será cada vezmais conhecida e utilizada por milhares de brasileiros, especialmente porconta dos tantos benefícios que trará às suas vidas. Mas não dá para falarsobre Educação a Distância sem falar da Internet – um mundo virtual que,aos poucos, foi tomando conta e fazendo parte essencial, direta ouindiretamente, da vida de todos nós. (FREITAS, L. C. T. O QUE É, AFINAL,EAD? Revista Tudo sobre EAD: Sua faculdade por Internet, São Paulo,Ano.1, n.1, p.4, 2009).2.1.2 Como era estudar a Distância antes da Internet?Com um curso de contabilidade, a Suécia realizou a pioneira experiênciaregistrada de ensino a distância em 1833. Em 1840, deram-se as primeiras práticasna Inglaterra em 1856 tiveram início na Alemanha e em 1874 passaram a ocorrernos Estados Unidos.
  33. 33. 32No Brasil, em 1891, o Jornal do Brasil fez publicar em sua edição deClassificados a oferta de um curso de datilografia por correspondência, mas seadmite em geral que o marco inaugural desta modalidade pedagógica se deu em1904 entre nós.Naquele ano se implantaram no Brasil as ―Escolas Internacionais‖,representando organizações norte-americanas interessadas no que parecia um novoe promissor mercado, mas a precariedade do serviço postal brasileiro e a nenhumaimportância social atribuída ao ensino a distância fizeram com que a iniciativa nãoflorescesse.Em 1923, Edgar Roquete Pinto e Henry Morize fundaram a Rádio Sociedadedo Rio de Janeiro, dando início a programas radiofônicos educativos. Treze anosdepois, doaram-na ao Ministério da Educação e Saúde, que em 1937 criou o Serviçode Radiodifusão Educativa ( a serviço, seja lembrado, da ditadura de GetúlioVargas).2.1.3 Instituto Monitor e Instituto Universal BrasileiroDois anos mais tarde surgiu em São Paulo o Instituto RadiotécnicoMonitor, para cursos por correspondência no campo da eletrônica, e em 1941 foifundado o Instituto Universal Brasileiro, visando à formação de profissionais denível básico e médio. Ambos existem até hoje e já capacitaram milhões debrasileiros em profissões mais simples.A Igreja Adventista lançou em 1943 a Escola Rádio-Postal “A voz daProfecia”, para oferecer aos ouvintes cursos bíblicos por correspondência, já quenão há nada de novo sob o sol e Paulo, o apóstolo, ao propagar o cristianismo pormeio de suas epístolas, educando pessoas na Boa Nova, fazia já o que seriachamado, milênios depois, Educação a Distância.O SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial iniciou em 1946suas atividades e desenvolveu a Universidade do Ar em 1950, cobrindo 318localidades fluminenses e paulistas.Enfim, a história da EaD no Brasil registra que entre as décadas dos 70 a 80muitas instituições foram criadas com fins de desenvolver ―ensino porcorrespondência‖ e algumas se extinguiram ou transformaram. No final da década
  34. 34. 33dos 70, existiam no Brasil 31 empresas praticando métodos de ensino a distância,em sua maior parte nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.Como podemos perceber, por décadas a fio a EaD se associouexclusivamente à capacitação de trabalhadores menos qualificados, em parcelasdas camadas de mais baixa renda, especialmente por intermédio de cursosprofissionalizantes.E isso se acentuou com os Telecursos de Primeiro e Segundo Grau, quetiveram imensa visibilidade a partir de 1978 (Segundo Grau) e 1981 (Primeiro Grau),a cargo da Fundação Roberto Marinho (Rede Globo) e em convênio com aFundação Padre Anchieta (TV Cultural de São Paulo).Com o avanço da informática e das telecomunicações, porém, estepanorama se alterou com rapidez, graças ao desenvolvimento de centenas decursos diferentes para Graduação superior e Pós-Graduação a distância.2.2 O avanço Tecnológico e a Evolução da EADCom o avanço da tecnologia, todo o panorama da Educação a Distância semodernizou.Só depois da rede Internet é que estudar a distância passou a ser possívelcom interação direta entre todos os participantes, sejam eles aprendizes ou osprofissionais de educação, para maior facilidade de aprendizado edesenvolvimento pessoal.2.2.1 Primeiro, o CPD – Centro de Processamento de DadosNo começo dos 80, após a invenção dos computadores de mesa (PC), teveinício a proliferação dos recursos da microinformática, não apenas entre asempresas de médio porte mas em todos os setores das grandes empresas, nasquais até então havia um CPD, ou Centro de processamento de dados, e os váriosdepartamentos não se interligavam em rede nem os funcionários usavam terminaisinformatizados em seu dia-a-dia.
  35. 35. 342.2.2 Depois, o CBT – Softwares de Treinamento baseado em ComputadorNa mesma época, o desenvolvimento dos primeiros programas de autoriaem multimídia, que permitiam a exibição mesclada de textos, imagens emmovimento e sons, deram condições para surgirem os primeiros softwares de―treinamento baseado em computador‖, ou CBT - Computer-based training.Muito mais de instrução a distância do que propriamente de Educação aDistância, tais softwares capacitavam os usuários pela repetida execução de tarefasrotinizadas ou pela absorção induzida de informações específicas, ajudando-os adesenvolver competências e habilidades mais simples, e tiveram imensa aceitaçãonas empresas, dado a escala de operações que ofereciam.Pois, com um software de CBT, mais apostilas e folhetos, as principaisinformações podiam ser passadas a milhares de pessoas em vários locais do paísou do mundo, sem ser preciso reuni-los em sucessivos encontros presenciais oumanter custosas equipes de treinamento se deslocando entre os mercados.2.2.3 O Boom da Indústria do TreinamentoEm decorrência deste grande boom, na segunda metade dos 80 asprincipais indústrias da aviação civil se propuseram a uniformizar mundialmente osprocedimentos de manutenção técnica de aeronaves. Para tanto, fundou-se em1988 o AICC – Aviation Industry Computer-based Training Comittee, ou “Comitê daIndústria de Aviação para Treinamento Baseado em Computadores”.O objetivo era estabelecer um padrão internacional que associassepraticidade e eficácia no treinamento à possibilidade de replicação de procedimento,almejando escala e uniformidade de processos.2.2.4 Veio então o SCORMAssim, o Departamento de Defesa norte-americano pressionou por haverassociação mais estreita entre usuários, desenvolvedores e especialistas,acadêmicos ou não, resultando em 2000 no estabelecimento do padrão SCORM –
  36. 36. 35Shareable Content Object Reference Model, ou ―Modelo de Referência para Objetosde Conteúdo Intercambiáveis‖.2.2.5 Todos Passaram a falar a mesma LínguaCom o tal avanço, as soluções de treinamento à distância ganharam umpadrão uniforme, graças a que a multiplicidade de fornecedores de conteúdos detreinamento, de softwares e de equipamentos puderam passar a usar a mesmalinguagem tecnológica, com importantes ganhos para empresas mais e maisglobalizadas em seus processos de negócio, dentro de um mundo cada vez maiscambiante e desafiador.A isso se somou a possibilidade de utilizar satélites, pois os avanços daAstronáutica na década dos 80, com base nas conquistas das décadas anteriores,havia tornado possível a contratação de serviços mundiais de transmissão deconteúdo, até para atividades de instrução e treinamento.Contudo, em que pese o conjunto de melhorias obtidas para o processo decapacitação de colaboradores pelas maiores empresas de todo o mundo, seguiainexistente um dos principais aspectos do verdadeiro processo educacional: a vivainteração entre todos os participantes, no decorrer do procedimentopedagógico, pois é o ambiente de ensino-aprendizagem e suas características queeducam e não somente o conteúdo apresentado.2.2.6 Enfim, a InternetEsta viva interação só seria possível para amplos públicos – e mesmo emmassa – com o surgimento da rede Internet, na década dos anos 90, graças àpossibilidade de comunicação interativa que a caracteriza e favorece um intenso econtínuo relacionamento entre os aprendizes.
  37. 37. 36CAPITULO 3 CENÁRIO ATUAL...Apesar de certas divergências pontuais, começa se a chegar a umconjunto relativamente homogêneo de características que acabam porconceituar a educação à distância (EAD) e dar-lhe uma dimensão práticaadaptada aos dias atuais e às demandas por universalização de processosde ensino. É importante observar que a educação a distância não pode servista como substitutiva da educação convencional, presencial. São duasmodalidades do mesmo processo. A educação a distância não concorrecom a educação convencional, tendo em vista que não é este o seuobjetivo, nem poderá ser. Nesse sentido, a educação a distância podecontribuir de forma significativa para o desenvolvimento educacional de umpaís, notadamente de uma sociedade com as características brasileiras,onde o sistema educacional não consegue desenvolver as múltiplas açõesque a cidadania requer. (NUNES, I. B. NOÇÕES DE EDUCAÇÃO ADISTANCIA, Revista Educação a Distância nrs. 4/5, Dez./93-Abr/94,Brasília, Instituto Nacional de Educação a Distância, pp. 7-25).3.1 A Internet e as pessoasPara muitos, a internet é moda e paixão passageiras. Segundo outros, mais―antenados‖, ela veio para ficar, trazendo um mundo novo, mais vasto, variado,intrigante, mutável e veloz do que até então se conhecia.Hoje, passada uma década, ainda há quem teime em vê-la apenas comonovidade ou superficial, sem consistência e nada mais senão ―coisa de marqueteiro‖.A Internet é indissociável da vida atual e mais ainda o será da de amanhã oudepois, tão mais o acesso a ela barateie e o seu uso prolifere, pois a mente humanafunciona ―em rede‖ e vive ―copiando e colando‖: você pensa isso, associa àquilo,recorda detalhes de um terceiro tópico, devaneia um pouco, começa a pensar outrotema, muda internamente de assunto e talvez, se for o caso e merecer, volta acogitar o que ao inicio parecia o mais importante.O que mudou, e mudará ainda mais, é que com a Internet dá para fazercomo os pensamentos, navegando de site a site, ou de chat a chat, em umcomputador comum, com ou sem banda larga, seja você quem for e esteja ondeestiver, registrando todo passo e podendo sempre recuperá-lo, a seguir ou quando
  38. 38. 37quiser, para poder transformar informação em conhecimento e, este, emcompetências e habilidades.3.1.1 E por que a Educação?Assim também está acontecendo com a educação. Aliás, quem não estudacom a Internet, pesquisando o que precisa ou deseja? Quem não consulta o maioracervo vivo de dados do mundo, e grátis! , podendo aprender em conjunto ousozinho, sobre o que quiser, quando quiser e como quiser?Aprendizagem não é nem nunca foi somente o convencional arranjo ―sala-de- aula-professor-em-pé-e-alunos-sentados‖!O processo humano de aprendizado sempre se deu principalmente de modointuitivo e experimental, pesquisando, cortejando, acertando-errando. Casocontrário, a humanidade não teria chegado até aqui, já que nem sempre existiramescolas e pouquíssimos puderam ir às que já existiram, dentre todos os que jáhabitaram a Terra.Se educar é um ato político, como ensinou o grande pedagogo brasileiroPaulo Freire, é porque educar implica interferir em profundidade na consciência doaprendiz, ao contextualizá-lo no mundo e dotá-lo de conhecimentos ( competências,ou ―saberes‖) e recursos ( habilidades, ou fazeres) para participar de modo ativodesse mundo mesmo, protagonizando sua dinâmica ao dele e nele participar.E o que a Internet permite a todos senão a possibilidade de conhecer omundo, o mundo inteiro ( desde que se manejem idiomas, óbvio), e dele extraia onecessário a cada ocasião ou necessidade para, a seguir, participar da parte domundo que lhe compete e, em alguma medida, a reinventar?3.1.2 Porque o Brasil é Digital!Em nosso país, que apresenta uma das maiores taxas mundiais de adesãotecnológica – isto é, atração pelo que é eletrônico ou digital, existe milhões de
  39. 39. 38pessoas com o nível médio já cumprido e, ao mesmo tempo, frente a severosimpedimentos para graduar-se em nível superior.3.1.3 Os Motivos para não ingressar numa Faculdade são vários:Moram longe da Faculdade;Trabalham o dia inteiro e não têm pique nem energia para freqüentarbancos escolares à noite;Crêem já ter passado da idade para ficar com a moçada;Vivem viajando a serviço e a faculdade ainda não vai junto;Não têm como pagar a mensalidade do curso mais o transporte e mais aalimentação e mais os livros e mais o vestuário sempre arrumado, além dasbaladas de sexta.Contudo, vivemos num mundo globalizado, no qual estar bem informado edeter conhecimento instrumentalizável (isto é, saberes que possam ser aplicados) éa chave do sucesso pessoal, familiar, social e profissional, embora a informação e oconhecimento se alterem em velocidade estonteante.3.1.4 Novas tecnologias a favor da educaçãoImagine ver na internet uma reprodução virtual do campus onde tem aulas.Ou aprender inglês com a ajuda de softwares de concordância e pronúncia. Ou,ainda, dispensar a velha dupla escaninho e xerox e consultar os textos necessáriospara suas disciplinas direto do blog do professor. As instituições privadas de ensinosuperior estão aproveitando o conhecimento do século 21 para oferecer o que há demelhor aos seus alunos. O uso de tecnologias avançadas e, ao mesmo tempo,acessíveis está se tornando cada vez mais comum nas salas de aula - onde giz,lousa e cadernos convivem com recursos multimídia e uso da internet. Já existemvários exemplos do uso criativo das novas ferramentas tecnológicas no ensino.―É grande o número de instituições brasileiras que está introduzindo atecnologia no ensino. Entretanto, é errado pensar que basta introduzir a tecnologia
  40. 40. 39no processo de ensino - como, por exemplo, dotar cada sala de aula de sistemamultimídia de projeção e criar um portal na internet para disponibilizar conteúdo"explica Elisa Wolynec, doutora e livre-docente pela USP (Universidade de SãoPaulo), diretora de marketing da Techne Consultoria e especialista em tecnologia daeducação.―Se os professores apenas transferirem para o sistema de projeção o queantes apresentavam no quadro negro, se a Web for utilizada apenas para publicarem um portal institucional o currículo do curso, os planos de aula, o conteúdoministrado e a bibliografia, ganha-se apenas em organização e facilidades para osalunos. Porém não são introduzidas melhorias significativas na formação dos alunose na eficácia da aprendizagem", alerta. "O redesenho dos cursos, a adoção daaprendizagem ativa como modelo pedagógico e a adoção de sistemas de gestão demercado (com ferramentas de sucesso comprovado em outros países) éfundamental para o sucesso dessas iniciativas", aponta Elisa.3.2 Second Life – Ilha Vestibular Brasil3.2.1 Brasil tem maior concentração de IES no Second LifeIlha Vestibular Brasil, é um ambiente virtual que será um ponto de encontrode professores, alunos e futuros alunos de instituições de ensino superior. Brasilpassou de terceiro para o segundo lugar em número de usuários do Second Life eagora também tem a maior concentração de instituições superior numa mesma ilha.A Ilha Vestibular Brasil reúne a maior quantidade de instituições de ensino superiordentro do Second Life.Ilha Vestibular Brasil é como um condomínio, tendo ruas e lotes onde cadacentro educacional pode construir seus prédios e oferecer os seus serviços, comoinformações sobre a instituição, cursos on-line ou, brindes virtuais, por exemplo.Iniciativa da Ilha Vestibular Brasil é da ABMES (Associação Brasileira deMantenedoras de Ensino Superior) em parceria com as empresas Garcix Inovaçõese Cafeína Estúdio Criativo. O projeto será lançado oficialmente no dia 11 desetembro, às 18h30min, na sede da ABMES, em Brasília. A Ilha é um espaço dentrodo sistema conhecido como Second Life, um mundo virtual totalmente construído e
  41. 41. 40habitado pelos seus usuários. Neste mundo, os habitantes podem passar por umaexperiência virtual tridimensional, criando um personagem (avatar) e andando pelosintermináveis ambientes produzidos pelos outros usuários. Praticamente todasgrandes empresas já têm algo construído em algumas das inúmeras ilhas doSecond Life. Por esse projeto, a ABMES passa a oferecer um ambienteexclusivamente dedicado a instituições de ensino superior, de forma que ele irá setornar uma referência para contatos virtuais entre as instituições e as pessoas quedesejam fazer um curso superior. Para tanto, as IES participantes do projetoreceberão lotes no quais poderão construir seus prédios virtuais aonderecepcionarão os interessados em seus cursos, fornecendo informações e captandocadastros. Além disso, lá poderão realizar aulas, palestras, eventos e outrasatividades virtuais, de forma a colocar em contato os seus professores e atuaisalunos com o público em geral.O acesso aos lotes será feito mediante o pagamentode uma taxa mensal, sendo que os associados da ABMES usufruirão do benefíciode 100% de isenção da taxa no primeiro mês de uso do lote. A Ilha Vestibular Brasilestá sendo realizada em parceria com a empresa Garcix Inovações Ltda., a qualestá encarregada pela ABMES de toda parte operacional do projeto.3.2.2 Ambiente VirtualPara os que acreditam no sucesso da união entre a educação e o SecondLife, o ambiente virtual vai além de um meio de comunicação, tornando-se mais umespaço para o ensino-aprendizagem, visto que possibilita a interação entre aspessoas.O idealizador do empreendimento virtual, Ilha Vestibular Brasil, é o professorMaurício Garcia, especialista em gestão educacional que já atua há mais de 20 anosno ensino superior e que é também proprietário da Garcix Inovações, empresacriada no intuito de produzir propostas inovadoras para o ambiente educacional.Segundo Maurício Garcia, a Ilha Vestibular Brasil é principalmente umespaço destinado a quem deseja ingressar no ensino superior. "As pessoas poderãointeragir conhecendo escolas e pessoas por todo Brasil, facilitando assim o processode escolha de onde estudar", disse.
  42. 42. 41A adesão foi maciça. O projeto original da ilha era de 65.000 m², mas devidoa grande procura, a ilha já foi ampliada para 130.000 m². "Até agora 22 instituiçõesconfirmaram presenças na Ilha e esperamos chegar a 40 em breve", afirmou."É a maior concentração de instituições de ensino superior que se temnotícia, dentro do Second Life", disse Roberta Alvarenga, diretora do CafeínaEstúdio Criativo, que assina o projeto da ESAB (Escola Superior Aberta do Brasil),dentro da Ilha Vestibular Brasil.Graduação, PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo),SENAC São Paulo, Universidade Anhembi Morumbi e Universidade Tuiuti doParaná.Um exemplo citado como positivo é o caso da Universidade AnhembiMorumbi, em São Paulo, que, segundo Elisa, tem como principal diferencial oalinhamento de seus cursos com as necessidades do mercado de trabalho. Ela foi aprimeira universidade brasileira a abrir um campus virtual no Second Life o"simulador de vidas online" que faz sucesso no mundo inteiro. Usuários do SecondLife (já são quase 400 mil em todo o Brasil, dentro de um conjunto de oito milhõesde cadastrados no mundo) podem tirar dúvidas sobre cursos, fazer inscrições emdisciplinas e conhecer mais sobre a instituição, levando seus avatares(representações virtuais de si mesmos) até a versão virtual da universidade - bastadigitar "Anhembi Morumbi" no menu "Procurar" do site. No ar desde maio, o campusdigital já teve mais de 18 mil visitas.―Nosso espaço no Second Life será uma espécie de incubadora virtual paraa universidade", afirmou Maysa Simões, diretora de marketing da AnhembiMorumbi.A USP e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo se uniram paraexplorar melhor as possibilidades do Second Life. Em conjunto com outras diversasinstituições, as duas instituições lançaram a Cidade do Conhecimento 2.0, umespaço público que, conforme explica Gilson Schwartz, diretor do projeto, "abrigainiciativas inovadoras na área educacional, social, ambiental e deempreendedorismo tecnológico".
  43. 43. 423.2.3 IES já confirmadas na Ilha Vestibular BrasilAnhanguera Educacional; Centro Universitário Belas Artes de São Paulo;Unesco (Centro Universitário do Espírito Santo; UNIS/MG (Centro Universitário doSul de Minas), Unimonte (Centro Universitário Monte Serrat), Centro UniversitárioRadial, Centro Universitário UNA, COC Sistema de Ensino, ESAB (Escola SuperiorAberta do Brasil), Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, FACHA(Faculdades Integradas Hélio Alonso), Fanor (Faculdades Nordeste), FGV/SP(Fundação Getúlio Vargas de São Paulo) Instituto Catarinense de Pós-Graduação.3.3 Novas FerramentasOutra das febres da internet, o YouTube - site no qual internautas podemassistir e cadastrar vídeos feitos por eles mesmos - vai ganhar uma versão feita pelaUSP, voltada à divulgação de conteúdo acadêmico. Idealizado pela Rede Nacionalde Ensino e Pesquisa com o apoio do Larc (Laboratório de Arquitetura e Redes deComputadores) da Escola Politécnica da USP, o IPTV Experimental terá seis canaisde programação produzida na universidade."Teremos um canal principal, mostrando a vida universitária, canaisespecíficos para arte, cultura, ciência e humanidades e a transmissão online deeventos que ocorram no campus", explica o professor Gil da Costa Marques,coordenador de Tecnologia da Informação da USP. Além dos canais regulares, oserviço permitirá o acesso a vídeos produzidos por professores e alunos dauniversidade.Expandindo a idéia pioneira da Anhembi Morumbi (seguida também pelaUniversidade Mackenzie), o Centro Universitário SENAC está utilizando o SecondLife de modo inovador. Desde o fim de agosto, a instituição oferece cursosministrados no próprio universo virtual. "Queremos qualificar nossos alunos parausufruir do jogo e depois entrar no mercado de trabalho que está sendo aberto como SL", diz Regina Helena Ribeiro, coordenadora de ensino à distância do SENAC,instituição que, de acordo com Elisa, destaca-se pelo esforço concentrado nacapacitação pedagógica de seus docentes em utilização de tecnologia no ensino.
  44. 44. 43Criado pela Universidade Paulista para integrar seus alunos e professoresàs novas tecnologias, o projeto Unip Interativa está ampliando os limites do ensino adistância. Destacam-se o uso de fóruns e chats (que são arquivados edisponibilizados para futuras consultas) e de comunidades virtuais de alunos (comáreas próprias para trocas de arquivos e e-mails), além de painel de discussão esala virtual. Uma das pioneiras no uso da computação no meio universitáriobrasileiro, a Unip também oferece desde 2003 o curso de Comunicação Digital,voltado à aplicação dos novos meios digitais na produção de mídias variadas."Nosso objetivo é oferecer a todos os alunos, não apenas àqueles quefreqüentam as aulas de Comunicação Digital ou Rádio e TV, uma infra-estruturaadequada para ampliar o conhecimento, dar maior motivação ao estudo,aproveitando os avanços da tecnologia que já estão ao nosso alcance", disseMarcelo Souza, gerente de informática da universidade.3.3.1 Era DigitalAs novas tecnologias estão presentes mesmo fora das salas de aula. NaFaculdade IBTA, que mantém unidades em São Paulo, Campinas e São José dosCampos, as decisões dos coordenadores de curso e reuniões entre professores vêmsendo realizadas em salas virtuais desde julho. Todo o processo é digital: asdiscussões são agendadas por e-mail e os participantes conversam por meio dechat, usando a ferramenta TelEduc, desenvolvida para e-learning. "Dessa maneira,evitamos o deslocamento dos professores e garantimos a objetividade dasreuniões", afirmou Guilherme Zillig, administrador do programa de salas virtuais daIBTA."A era digital demanda das IES uma ampla gama de inovações, como jáocorreu em outros ramos empresariais. É preciso mudar e inovar nos currículos, naorganização e gestão institucional, na arquitetura das salas de aula, no ambiente deensino, na avaliação da aprendizagem e, sobretudo, na criação de novos espaçosde transmissão de conhecimento centrados no aluno. Resistir às mudanças seráletal, tanto para docentes quanto para instituições", resume Elisa.
  45. 45. 443.3.2 Biblioteca Digital MundialA UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência ea Cultura) lança nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultargratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais deinúmeros países, entre eles o Brasil.Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes egravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos emdiversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da UnescoA nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentosem sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literaturajaponesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances maisantigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507,realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra nabiblioteca do Congresso americano.Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias daAmérica Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maiormanuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 18,que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicosárabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da UNESCOé uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensangüentados, que seencontra na África do Sul.3.3.3 Jogos educativos aplicados ao e-LearningRealizada durante o mês de outubro de 2003, a pesquisa do Portal e-LearningBrasil identificou qual a importância dos jogos educativos aplicados ao e-Learningnacional. Leia na íntegra o resultado desta pesquisa, e confira também o artigorelacionado a este tema.
  46. 46. 45CAPITULO 4 TECNOLOGIAS NO ENSINO SUPERIOR4.1 Tecnologias no Ensino Superior... o papel relevante que as novas tecnologias da informação e dacomunicação poderão desempenhar no sistema educacional depende devários fatores. Além de uma infra-estrutura adequada de comunicação, demodelos sistêmicos bem planejados e projetos teoricamente bemformulados, o sucesso de qualquer empreendimento nesta área depende,fundamentalmente, de investimentos significativos que deverão ser feitos naformação de recursos humanos, de decisões políticas apropriadas eoportunas, amparadas por forte desejo e capacidade de realização.(NOVAS TENDÊNCIAS PARA O USO DAS TECNOLOGIAS DAINFORMAÇÃO NA EDUCAÇÃO; MORAES, M. C., 1998, p.1).Segundo Mcgee e Prusak (1994) citado por Kaufmann (2005, p.14), atecnologia da informação (TI) está presente em praticamente todas as nossasatividades diárias. A maioria dos dispositivos com que interagimos, possuem algumaforma de microprocessador.Para que possamos planejar a construção de ambientes de aprendizagemcoerentes com as necessidades atuais, é preciso levar em consideração os novoscenários mundiais que sinalizam inúmeras e significativas mudanças, bem como oparadigma científico decorrente da nova realidade, cujos princípios influenciamtambém as questões da teoria do conhecimento, e, conseqüentemente, a própriaEducação.Para a construção dessas novas pautas identificamos vários aspectosconsiderados relevantes. Dentre eles, destacamos a importância de perceber que amissão da escola mudou. Em vez de atender a uma massa de alunos,despersonalizados, é preciso focalizar o indivíduo, aquele sujeito original, singular,diferente e único, específico em seu capital genético e em toda a espécie humana.Um indivíduo dotado de inteligências múltiplas, possuidor de diferentes estilos deaprendizagem e, conseqüentemente, de diferentes habilidades de resolverproblemas.
  47. 47. 46Reconhecemos a importância de focalizar o processo de aprendizagem,mais do que a instrução e a transmissão de conteúdos, lembrando que hoje é maisrelevante o como você sabe do que o que e o quanto você sabe.Segundo Silva (apud MENDES FILHO et al., 2001), estima-se que mais de70% dos alunos universitários no Brasil possuem acesso à rede mundial decomputadores, dos quais cerca de 30% têm acesso também em sua própria casa. Apesquisa de Löw (2004), que tem como objetivo identificar o valor percebido pelosalunos de graduação da UNISINOS com relação aos recursos de TI e sua utilização,apresenta como principal conclusão a grande importância atribuída pelos alunos aouso dos recursos de TI para a realização de suas atividades acadêmicas, no que serefere às condições facilitadas para a realização dos trabalhos, tempo despendido equalidade destes trabalhos. Já a pesquisa realizada por Carate (2001) comprovouque a internet está exercendo um papel fundamental no comportamento daspessoas, no âmbito de instituições de ensino, provocando mudanças nas suasatividades de administração, ensino, extensão e pesquisa.A seguir apresentaremos os resultados da pesquisa realizada com alunos dediversas instituições de ensino superior, onde procuramos identificar as tecnologiasque são utilizadas nestas instituições, e avaliar a percepção dos alunos em relação àforma de disponibilização e importância dessas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem.4.1.1 – Identificação de perfil do respondenteNa primeira parte do questionário (perguntas de 1 a 4 ) procuramosidentificar o perfil do aluno do ensino superior, avaliando qual o acesso que omesmo tem aos recursos tecnológicos no seu cotidiano. Para isso foram aplicadasas seguintes perguntas.A figura 1 apresenta a quantidade de alunos que responderam aoQuestionário, e a quantidade total enviada. A pesquisa foi feira junto aos alunos degraduação de diversas instituições de ensino superior no estado de São Paulo.
  48. 48. 47Figura 1 – Respondido X EnviadosFonte: AutorA figura 2 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificaçãodo perfil dos 42 alunos que responderam a pesquisa. Estes 42 alunos serviram debase para a pesquisa.Figura 2 – Perfil dos alunos pesquisadosFonte: Autor
  49. 49. 48A figura 3 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificarquais os recursos tecnológicos os alunos dos cursos de graduação possuem. Sendoque 67% possuem celular simples, 64% possuem desktop e 98% possuem acesso ainternet via banda larga.Figura 3 – Recursos tecnológicos que os alunos possuemFonte: AutorA figura 4 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificar seos alunos do ensino superior utilizam os recursos da figura 3 para estudar ou semanter atualizado, sendo que o resultado obtido foi que 98% dos alunos utilizam osrecursos para estudar ou se atualizar.
  50. 50. 49Figura 4 – Utilização dos recursos tecnológicos para estudo e aperfeiçoamentoFonte: AutorA figura 5 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificar qual afreqüência de utilização dos recursos apresentados na figura 3, sendo que resultadoobtido foi que 76% dos alunos utilizam estes recursos todos os dias.Figura 5 – Freqüência de utilização dos recursos tecnológicos para estudo e aperfeiçoamentoFonte: Autor
  51. 51. 50A figura 6 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificarquais os recursos multimídia e ferramentas tecnológicas as faculdadesdisponibilizam para os alunos dos cursos de graduação como parte da metodologiade ensino, sendo que os principais recursos são: 81% Projetor em sala de aula, 71%portal do aluno, 67% laboratórios multimídia e 60% rede wi-fi com acesso liberado.Figura 6 – Principais recursos tecnológicos e ferramentas disponíveis nas faculdadesFonte: AutorA figura 7 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificarcomo as instituições de ensino superior viabilizam o acesso dos alunos dos cursosde graduação aos recursos tecnológicos disponíveis para atender as necessidadesdo seu curso, sendo que 61% informaram que este acesso e fornecido Parcialmentepela instituição.
  52. 52. 51Figura 7 – Forma de disponibilização dos recursos tecnológicos e ferramentasFonte: AutorA figura 8 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificar quala percepção dos alunos em relação a utilização dos recursos multimídia etecnológicos nas instituições de ensino superior, sendo que 53% dos alunosindicaram a forma de utilização como sendo Ampla e adequada.Figura 8 – Características de utilização dos recursos multimídia e tecnológicosFonte: Autor
  53. 53. 52A figura 9 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificar aimportância da utilização dos recursos multimídia e tecnológicos no processo deensino-aprendizado, sendo que 61% dos alunos responderam que a utilizaçãodestes recursos e Muito Importante no processo de ensino.Figura 9 – Importância de utilização dos recursos multimídia e tecnológicosFonte: AutorA figura 10 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificarquais recursos audiovisuais e tecnológicos NÃO estão disponíveis atualmente nainstituição de ensino, e que auxiliariam no desenvolvimento acadêmico dos alunos.Os recursos mais citados foram: 23% gravação de aulas, 20% rede wi-fi com acessoliberado e de boa qualidade, 18% lousa eletrônica, 18% portal do aluno, 16%laboratório multimídia, 14% biblioteca digital, 14% EAD – parte do curso, 11%conteúdo das aulas disponíveis on-line.
  54. 54. 53Figura 10 – Recursos multimídia e tecnológicos que ainda não estão disponíveisFonte: AutorA figura 11 apresenta o resultado do questionário aplicado para identificarqual o nível geral de satisfação do aluno com os recursos multimídia e tecnológicosdisponíveis na sua instituição de ensino, sendo que 57% dos alunos informaram queestão satisfeitos com os recursos disponíveis.
  55. 55. 54Figura 11 – Satisfação dos alunos com os recursos multimídia e tecnológicos disponíveisFonte: AutorCONCLUSÃOAs avaliações do questionário mostram que apesar de algumas instituições deensino já disponibilizarem algum tipo de recurso multimídia ou tecnológico, estesrecursos são disponibilizados de forma parcial e inadequada, bem como tambémainda não estão integradas na metodologia de ensino da instituição, não gerando osresultados esperados pelos alunos. Podemos avaliar também que no geral os alunosestão satisfeitos com a forma com que as instituições de ensino disponibilizam osrecursos disponíveis.
  56. 56. 55REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBOLETIM EDUCAÇÃO & CONJUNTURA. São Paulo: Paulo Renato SouzaConsultores, 2006.BRAGA, Ryon. Análise setorial do ensino superior privado no Brasil. Vitória:Editora Hoper, 2006.CARATE, L. C. Mudança comportamental e tecnologia da informação: pesquisaexploratória sobre o uso da internet em uma Instituição de Ensino Superior. 2001.101f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Escola de Administração,Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2001.CERNY, R. Z.; ERN, E. Uma Reflexão Sobre a Avaliação Formativa na Educaçãoa Distância, 2001, UFSC;FÁVERO, M. L. A.. A Universidade e Poder: Análise Crítica/FundamentosHistóricos: 1930-45 Achiamé, Rio de Janeiro, 1980, 208p.KAUFMANN, S. M. A. Tecnologia da Informação em uma instituição de ensinosuperior: Fatores que influenciam sua utilização. 2005. 117f. Dissertação (Mestradoem Administração) – Escola de Administração, Universidade Federal do Rio Grandedo Sul, Porto Alegre, 2005.KNELLER, George. Pesquisador da Universidade da Califórnia, em Los Angeles(EUA)LÖW, T. A percepção sobre o valor da utilização de recursos de TI para aatividade-fim em uma Instituição de Ensino Superior. 2004. 105f. Dissertação(Mestrado em Administração) – Escola de Administração, Universidade Federal doRio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004.MAYER, Frederick. História do Pensamento Educacional. 1976.MCGEE,J e PRUSAK, L. Gerenciamento estratégico da informação: aumente acompetitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como umaferramenta estratégica. Rio de Janeiro: Campus, 1994.
  57. 57. 56Pesquisa exploratória - Referência: Aacker, Kumar e Day (2004); Gil (1999)Método / Técnicas de pesquisa e Instrumentos Consulte: VERGARA, SylviaConstant. Métodos de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 2005.MORAES, M. C. Novas Tendências para o Uso das Tecnologias da Informaçãona Educação. 1998, p.1 e 21.MORAES, Maria Candida. Informática Educativa no Brasil: Uma História Vivida,Algumas Lições Aprendidas.MORAES, Maria Cândida. O paradigma educacional emergente: implicações naformação do professor e nas práticas pedagógicas. In: EmAberto. Brasília, 16 (70), p. 57 - 69, 1996.NUNES, I. B. Noções de educação a distancia, Revista Educação a Distância nrs.4/5, Dez./93-Abr/94, Brasília, Instituto Nacional de Educação a Distância, pp. 7-25;Platão - Mito da Caverna de Platão - Livro VII de A República, um diálogo escritoentre 380-370 a.C.)TEIXEIRA, A. Ensino Superior no Brasil: Análise e Interpretação de suaEvolução até 1969. Editora Fundação Getúlio Vargas. Rio de Janeiro, 1989, 186p.VALENTE, J.A. O computador na sociedade do conhecimento, 1998. Ministérioda Educação . Programa Nacional de Informática na EducaçãoSITES PESQUISADOSDisponível em http://www.ensinosuperior.sp.gov.br/portal.php/ensino-superior,acessado em 06/05/2009Disponível em http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=16885 acessadoem 17/04/2009Disponível em: http://rocha.ucepel.tche.br/RBIE/nr1-1997.mariacandida.html , 1997.Acesso em: 30/03/2009.
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