1. Cursinho Popular do Círculo
Palmarino
Sociologia– Aula 2
Professora Maira Conde
2. Aula 2:
“O nascimento da Sociologia, Sociologia Clássica
e Perspectivas contemporâneas da relação entre
indivíduo e sociedade”
1. A Sociologia Pré - Científica
2. O nascimento da Sociologia
3. A Sociologia Clássica de Durkheim, Marx e Weber
4. A Contribuição da Antropologia aos Estudos da Sociedade
5. Perspectivas Contemporâneas da relação entre Indivíduo e Sociedade
6. Sociologia no Brasil
7. Métodos e Técnicas de Pesquisa
8. Atividade
9. Dicas e Leituras
3. Introdução
Sociologia é uma das ciências humanas e no
campo das Ciências Sociais coexiste ao lado da
Ciência Política e da Antropologia. Tem como
OBJETO de estudo a SOCIEDADE e suas
ORGANIZAÇÕES SOCIAIS. Enquanto a
Psicologia estuda o indivíduo, a Sociologia estuda
os fenômenos sociais, compreendendo as
diferentes formas de constituição das sociedades e
suas culturas.
4. 1. A Sociologia Pré - Científica
O primeiro estudo sociológico reconhecido foi feito pelo
filósofo e historiador árabe - tunisiano Ibn Khaldun (1332-
1406). No cerne da explicação de Khaldun, está o conceito
árabe de "asabiyyah" que seria o equivalente de
solidariedade social, princípio que se refere aos laços
familiares encontrados em clãs e tribos .
5. 1. A Sociologia Pré - Científica
• A sociologia pré - científica se refere ao
pensamento social desenvolvido antes do
estabelecimento da sociologia como ciência.
• A preocupação em compreender a vida em
sociedade é anterior ao Renascimento, mas é
dessa época que falamos quando nos referimos à
"sociologia pré - científica".
6. 1. A Sociologia Pré - Científica
Renascimento: é o período em que passa a se questionar a
forma de organização do sistema feudal. Ao contrário do
feudalismo, o renascimento está baseado na razão, no
antropocentrismo (o homem é o centro do universo),
consequentemente, o pensamento da igreja que era
preponderante para a manutenção da ordem e do regime
feudal passa a ser questionado, o comércio passa a se
desenvolver e assim, a economia amonetária dá lugar a
circulação de dinheiro e ao lucro. No sistema feudal as
explicações acerca da vida dos europeus estavam baseadas
na tradição, em mitos ou na religião. Isso quer dizer que
naquela época não existia uma ciência no modelo que
conhecemos hoje.
7. 1. A Sociologia Pré - Científica
O Renascimento marca a retomada do espírito especulativo (indagações) e um
novo pensamento social cada vez mais laico.
Destacam-se nesse contexto as obras de :
• Thomas Morus – em A Utopia, Morus reflete basicamente os anseios de sua
época, considerando um mundo ideal possível, graças ao plano sábio de um
monarca absoluto: Utopos, fundador da Utopia.
• Nicolau Maquiavel - em O Príncipe, Maquiavel acredita que o poder depende
das características pessoais do príncipe - suas virtudes -, das circunstâncias
históricas e de fatos que ocorrem independentemente de sua vontade - as
oportunidades. Acredita também que do bom exercício da vida política depende
a felicidade do homem e da sociedade.
Nas obras de Thomas Morus e de Maquiavel percebemos como as relações sociais passam a
constituir objeto de estudo dotado de atributos próprios e deixam de ser, como no passado,
consequência do acaso ou das qualidades pessoais dos sujeitos. A vida dos homens já aparece,
nessas obras, como resultado das condições econômicas e políticas e não de sua fé ou de sua
consciência individual.
8. 2. O nascimento da Sociologia
Alguns pensadores são considerados precursores da Sociologia, na
medida em que tinham a sociedade como objeto de estudo:
• Giambattista Vico (1668-1744) que procurou mostrar a
possibilidade de um entendimento científico da história.
• Saint-Simon (1760-1825) um dos primeiros teóricos do socialismo.
• Charles-Louis de Secondat ou barão de Montesquieu (1689-1755)
considerado o verdadeiro precursor da sociologia por se mostrar
livre de qualquer ponto de vista normativo e afirmar que o
conhecimento das sociedades é tema de ciência, e não questão de
crença.
9. 2. O nascimento da Sociologia
A partir do Renascimento, houve uma transição
da filosofia social ao que chamamos de Sociologia.
Isso se deu no final do século XVIII, a partir da
crescente industrialização ao mesmo tempo que a
França lutava para estabelecer uma nova ordem
social. Antes, porém, entre 1818 e 1840 surge uma
doutrina globalizante que exalta os direitos do
homem como indivíduo: o Liberalismo (cujo
principal teórico foi Adam Smith na obra "A
Riqueza das Nações") .
10. 2. O nascimento da Sociologia
Tendo como pano de fundo a incerteza social da França, o filosofo Henri de
Saint Simon tentou analisar as causas das mudanças sociais e as formas de se
alcançar a ordem social sugerindo que a sociedade passa por uma série de
estágios. Contudo, foi seu pupilo Auguste Comte (1798-1857) quem
desenvolveu essa ideia baseando em princípios científicos que no inicio
chamou de FISICA SOCIAL e posteriormente descreveu como sociologia.
No seu Curso de Filosofia Positiva, Comte foi o autor do sistema filosófico,
cientifico, politico e religioso denominado Positivismo.
O positivismo exaltava a coesão social e a ordem, além disso oferecia uma
explicação tanto da sociedade secular industrial quanto dos meios para
alcançar as reformas sociais.
11. 2. O nascimento da Sociologia
A lei dos três estados identificada por Comte mostrava o progresso da
humanidade e que seria possível alcançar a ordem social através da ciência.
Os três estados são:
- Teológico : tudo tem origem no sobrenatural
- Metafísico: tudo tem origem na razão
- Positivo: ciência substitui a razão
Comte buscou hierarquizar as ciências, colocando
aSociologia como a "rainha das ciências", algo
que hoje parece bastante inocente.
12. 3. A Sociologia Clássica de Durkheim, Marx e
Weber
No século XIX, três pensadores desenvolveram teorias buscando explicar a
sociedade capitalista: Emile Durkheim que continuou o positivismo de
Augusto Comte, Karl Marx e Max Weber . Estes três pensadores são
denominados os clássicos da Sociologia.
14. PRINCIPAIS CONCEITOS DE EMILE DURKHEIM
FATO SOCIAL
COERÇAO SOCIAL
CONSCIÊNCIA
COLETIVA DIVISÃO
SOCIAL DO TRABALHO
SOLIDARIEDADE
MECÂNICA DIREITO
REPRESSIVO NORMAL
E PATOLÓGICO
ANOMIA
SOLIDARIEDADE
ORGÂNICA DIREITO
RESTITUTIVO
SUICÍDIO
15. • O fato social, segundo Durkheim, consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que
exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptar às regras da
sociedade onde vivem. No entanto, nem tudo o que uma pessoa faz pode ser considerado
um fato social, pois, para ser identificado como tal, tem de atender a três características:
generalidade, exterioridade e coercitividade.
• A instituição social é um mecanismo de organização da sociedade, é o conjunto de regras
e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela
sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as
necessidades dos indivíduos que dele participam.
• Aos problemas que Durkheim observou na sociedade, considerou como patologia social, e
chamou aquela sociedade doente de "Anomana". A anomia era a grande inimiga da
sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do
sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade a tornar-se coesa, dai a
expressão coesão social.
As principais contribuições de Durkheim:
16. • A solidariedade mecânica ocorre na sociedade em sua fase primitiva que se organizava socialmente a
partir das semelhanças psíquicas e sociais entre os membros individuais. Nessas sociedades, os
indivíduos que a integravam compartilhavam dos mesmos valores sociais, tanto no que se refere às
crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários à subsistência do grupo, essa
correspondência de valores é que assegurava a coesão social.
Já nas sociedades ditas "modernas" ou "complexas" do ponto de vista da maior diferenciação individual e
social, existe a solidariedade orgânica.
Neste modelo, cada indivíduo tem uma função e depende dos outros para sobreviver. A Solidariedade
Orgânica é fruto das diferenças sociais, já que são essas diferenças que unem os indivíduos pela
necessidade de troca de serviços e pela sua interdependência.
O indivíduo é socializado porque, embora tenha sua individualidade, depende dos demais e, por isso, se
sente parte de um todo. Os membros da sociedade onde predomina a Solidariedade Orgânica estão
unidos pelo laço oriundo da divisão do trabalho social.
• A divisão econômica do trabalho social é mais desenvolvida e complexa e se expressa nas diferentes
profissões e variedade das atividades industriais. Durkheim emprega alguns conceitos das ciências
naturais, em particular da biologia (muito em uso na época em que ele começou seus estudos
sociológicos) com objetivo de fazer uma comparação entre a diferenciação crescente sobre a qual se
assenta a solidariedade orgânica.
As principais contribuições de Durkheim:
17. MATERIALISMO HISTORICO
MODO DE PRODUÇAO
MEIOS DE PRODUÇAO
FORÇA DE TRABALHO
RELAÇOES SOCIAIS DE PRODUÇAO
CLASSES SOCIAIS
LUTA DE CLASSES
EXPLORAÇAO
MAIS VALIA
MAIS VALIA ABSOLUTA
MAIS VALIA RELATIVA
ALIENAÇÃO
CONSCIÊNCIA DE CLASSE
INFRAESTRUTURA
SUPRAESTRUTURA (OU SUPERESTRUTURA)
IDEOLOGIA
PROLETARIADO
REVOLUÇÃO PROLETÁRIA
DITADURA DO PROLETARIADO
SOCIALISMO
COMUNISMO
PRINCIPAIS CONCEITOS ASSOCIADOS A KARL MARX
18. As principais contribuições de Marx:
• Numa de suas frases mais famosas, escrita em 1845, o pensador alemão Karl
Marx (1818-1883) dizia que, até então, os filósofos haviam interpretado o
mundo de várias maneiras. “Cabe agora transformá-lo”, concluía.
• O materialismo histórico é uma maneira de pensar as ideias que
determinam a consciência humana, ou seja, para Marx, são as condições
materiais instituída pela sociedade que propiciam ao ser humano sua
consciência – pensar desta ou daquela maneira. Essas condições materiais são
determinadas a partir das relações sociais de produção e da divisão social do
trabalho.
• Modo de produção em economia, é a forma de organização socioeconômica
associada a uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e
das relações de produção. Existem 6 modos de produção: Primitivo, Asiático,
Escravista, Feudal, Capitalista, Comunista.
19. As principais contribuições de Marx:
• Segundo a teoria marxista, meios de produção são o conjunto formado por meios de trabalhoe objetos
de trabalho - ou tudo aquilo que medeia a relação entre o trabalho humano e anatureza, no processo de
transformação da própria natureza.
•
• Marx Pontua que não é o trabalho que é comprado pelo capitalista, mas a força de trabalho ou a
capacidade de trabalho do operário.
•
• Segundo a óptica marxista, em praticamente toda sociedade, seja ela pré-capitalista ou caracterizada por
um capitalismo desenvolvido, existe a classe dominante, que controla direta ou indiretamente o
Estado, e as classes dominadas por aquela, reproduzida inexoravelmente por uma estrutura social
implantada pela classe dominante.
•
• A história do homem é a história da luta de classes. Para Marx a evolução histórica se dá pelo
antagonismo irreconciliável entre as classes sociais de cada sociedade.
•
• Produção de mais-valia absoluta é um modo de incrementar a produção do excedente a ser apropriado
pelo capitalista. Consiste na intensificação do ritmo de trabalho, através de uma série de controles
impostos aos operários, que incluem da mais severa vigilância a todos os seus atos na unidade produtiva
até a cronometragem e determinação dos movimentos necessários à realização das suas tarefas.
20. As principais contribuições de Marx:
• Quando esse método encontra os limites da extração da mais-valia absoluta: resistência da classe operária e
deterioração de suas condições físicas o segundo caminho, a extração da mais-valia relativa: Aumentos na
produtividade resultantes e novos métodos de produção, nos quais o trabalho morto sob a forma de máquinas
assume o lugar do trabalho vivo, reduzem o valor dos bens individuais produzidos.
•
• Alienação, para Marx é quando o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza; ao invés de humanizá-lo, o
desumaniza.
•
• O proletariado é antagônico à burguesia dentro do marxismo, é o que apenas possui a força de trabalho como
propriedade. Mas, segundo Karl Marx, o proletariado produz algo a partir da natureza, enquanto que o
trabalhador pode apenas oferecer algo já produzido, o que diferencia o significado entre ambos.
•
• Karl Marx e Friedrich Engels desenvolveram a teoria do Socialismo Científico. Para se chegar ao Socialismo,
segundo Marx, é necessário através de uma revolução social, implantar a ditadura do proletariado, que seria o elo
de transição do capitalismo ao Socialismo. No socialismo desaparece a mais valia, e o produto do trabalho social é
dividido pelos trabalhadores de acordo com seu trabalho. Daí o nome socialismo, e não "Deixar os homens todos
iguais" como querem a maioria dos críticos contrários ao socialismo.
•
• É a doutrina evoluída do socialismo. Ela consiste na criação de uma sociedade sem classes sociais onde os meios
de produção deixariam de ser privados a um único indivíduo e passariam a pertencer a todos que nela vivem.
Neste contexto não existiria Estado controlando nada. Quem governaria seria a classe dominada, o proletariado.
•
•
21. PRINCIPAIS CONCEITOS DE MAX WEBER
AÇÃO SOCIAL
RELAÇÃO SOCIAL
TIPOS DE DOMINAÇÃO
ESFERAS SOCIAIS
CLASSE E ESTAMENTO
BUROCRACIA
ÉTICA PROTESTANTE
NEUTRALIDADE AXIOLÓGICA
STATUS
TIPO IDEAL
22. As principais contribuições de Weber:
• A ação social é uma ação cujo sentido é orientado para o outro. Um conjunto de ações não
é necessariamente ação social. Para que haja uma ação social, o sentido da ação deve ser
orientada para o outro. Seja esta ação para o ‘bem’ ou o ‘mal’ do outro.
• Para Weber há quatro tipos de ação social: ação social tradicional, ação social afetiva, ação
social racional quanto aos valores, ação social racional quanto aos fins.
• Ação social tradicional é aquela que o indivíduo toma de maneira automática, sem
pensar para realizá-la.
• Ação social afetiva implica uma maior participação do agente, mas são respostas mais
emocionais que racionais. Ex.: relações familiares. Segundo Weber, estas duas primeiras
ações sociais não interessam à sociologia.
• Ação racional com relação a valores é aquela em que o sociólogo consegue construir
uma racionalidade a partir dos valores presentes na sociedade. Esta ação social requer uma
ética da convicção, um senso de missão que o indivíduo precisa cumprir em função dos
valores que ele preza.
• Ação racional com relação aos fins é aquela em que o indivíduo escolhe levando em
consideração os fins que ele pretende atingir e os meios disponíveis para isso.
23. As principais contribuições de Weber:
• Não existe e nem vai existir sociedade sem dominação, porque a dominação é condição
de ser da sociedade. A dominação faz com que o indivíduo obedeça a uma ordem
acreditando que está realizando sua própria vontade.
• Existem pelo menos três tipos de dominação legítima: legitimação tradicional, legitimação
carismática e legitimação racional.
• Tradicional: tem como base de legitimação, e de escolha de quem a exercerá, as tradições
e costumes de uma dada sociedade, personificando as instituições enraizadas no seio desta
sociedade na figura do líder.
• Carismática: etimologicamente, é aquela apoiada na devoção a um senhor e a seus dotes
sobrenaturais (carisma).
• Racional-Legal: origina-se de regras, estatutos e leis sancionadas pela Sociedade ou
Organização.
24. As principais contribuições de Weber:
• Para Weber, a estratificação das classes sociais é estabelecida conforme a distribuição de
determinados valores sociais (riqueza, prestígio, educação, etc.) numa sociedade, como:
castas, estamentos e classes.
• Status é uma categoria social que remete à posição que o sujeito ocupa em um
determinado sistema de estratificação social.
• Para Weber, a burocracia moderna não é apenas uma forma avançada de organização
administrativa, com base no método racional e científico, mas também uma forma de
dominação legítima.
• Segundo Weber, o desenvolvimento do capitalismo deve-se a uma peculiaridade dos
capitalistas da Europa Ocidental e norte americano de encarar o trabalho como uma
vocação. Essa concepção é revestida por uma religião, o protestantismo, que insere uma
nova ética ao homem. Essa ética protestante mostra uma relação entre as religiões
protestantes e a ascensão do capitalismo.
• Tipo ideal é um instrumento de análise sociológica para o entendimento da sociedade
por parte do cientista social com o objetivo de criar tipologias puras, destituídas de tom
avaliativo, ou seja, modelos.
25. 3. A contribuição da Antropologia aos estudos da sociedade
Antropologia é a ciência que estuda o homem e as implicações e
características de sua evolução física (Antropologia biológica), social
(Antropologia Social), ou cultural (Antropologia Cultural). A palavra
Antropologia deriva das palavras gregas antropos (humano, ou
homem) + logos (pensamento ou razão).
Até o século XIX, o ser humano que até então era objeto de reflexão da
filosofia passou a estar cada vez mais presente nos estudos científicos.
Foi neste momento que surgiram além da Sociologia, a Psicologia e a
Sociologia.
Neste contexto , cabia a Sociologia estudar as sociedades industriais
europeias e à Antropologia os colonizados americanos, africanos e
asiáticos.
26. 3. A contribuição da Antropologia aos estudos da sociedade
As principais escolas de antropologia são:
Evolucionista: fortemente influenciada pelas descobertas das outras ciências, como o caso da biologia. As
teses de Charles Darwin (1809-1882), por exemplo, sobre a Evolução das Espécies, a partir de pesquisas
efetuadas nas ilhas Galápagos – Oceano Pacífico -, influenciaram profundamente as ciências sociais no
século XIX, entre elas a antropologia. O principal nome dessa escola é Edward Burnett Tylor e seu principal
crítico foi Franz Boas (ver evolucionismo social).
Funcionalista: é um ramo da antropologia e das ciências sociais que procura explicar aspectos da
sociedade em termos de funções. Para ele, cada instituição exerce uma função específica na sociedade e o seu
mau funcionamento significa um desregramento da própria sociedade. Os principais funcionalistas são
Bronislaw Malinowski, Alfred Reginald Radcliffe-Brown, Émile Durkheim, Talcott Parsons, Niklas
Luhmann.
Estruturalismo: Antropologia estrutural, é um termo criado por Claude Lévi-Strauss (1908-2009), na
"busca de elementos duradouros e correspondências estruturais entre sociedades de tipos diferentes para
descobrir se existem estruturas fundamentais que seriam a base da Antropologia". A economia, a sociologia e
a ciência política nunca adotaram explicitamente a denominação "estrutural" para caracterizar um campo de
estudos específicos. Mas a antropologia fugiu a essa regra e desenvolveu o campo de estudo denominado de
"antropologia estrutural". A linguística, a semiótica e a psicologia são fortemente influenciadas pelo
estruturalismo.
Os estudos da antropologia são fundamentais para a compreensão das questões culturais, étnico – raciais, de
gênero, dos processos relacionados à globalização, fluxos migratórios, socialização e vários outros campos da
sociologia sendo muitas vezes difícil delimitar a ação de um campo de estudo ou outro.
27. 4. Perspectivas contemporâneas da relação entre
individuo e sociedade
• A sociologia contemporânea também pode ser chamada de sociologia do
desenvolvimento.
• São os problemas surgidos com o desenvolvimento do capitalismo industrial.
• A sociologia contemporânea não abandonou os modelos clássicos de estudos
sobre o homem e seu convívio social, mas se atualizou e passou por uma
reinterpretação para que os conceitos se tornassem adequados.
• Duas escolas fundamentais nesse período são :
Escola de Chicago: que privilegiava o estudo etnográfico dos grandes centros
urbanos, além de arquitetura urbana e livre – mercado (Milton Friedman).
Escola de Frankfurt: escola de teoria social neomarxista (teoria crítica) , que
privilegiava os estudos sobre teoria cultural, educação, história, além de filosofia
crítica.
28. 4. Perspectivas contemporâneas da relação entre
individuo e sociedade
Alguns nomes fundamentais na sociologia contemporânea e os respectivos campos de
estudo são:
• Pierre Boudieu (1930-2002): habitus, capital cultural e reprodução
• Norbert Elias (1897-1990): configuração e outsiders/estabelecidos
• Erving Goffman (1922-1982): teoria dramatúrgica (representação do eu) e estigma
• Anthony Giddens (1938): teoria da estruturação
• Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973): indústria cultural
• Georg Simmel (1858-1918): o estrangeiro do ponto de vista sociológico e socialização
29. 6. Sociologia no Brasil
O surgimento da Sociologia no Brasil, também conhecida como
Sociologia Brasileira, teve início a partir das décadas de 1920 e 1930,
quando os estudiosos dessa área passaram a se dedicar a pesquisas
que visavam construir um entendimento acerca da formação da
sociedade brasileira analisando temáticas cruciais para essa
compreensão. Assim, eles voltaram-se para estudos referentes a
escravatura e a abolição, estudos sobre índios e negros e o êxodo
dessas populações, e mesmo analises sobre o processo de colonização.
30. 5. Sociologia no Brasil
Nas décadas que se seguiriam, no entanto, a Sociologia no Brasil passou a voltar-se para os estudos
que abordassem prioritariamente temas relacionados às classes trabalhadoras, tratando assim de
assuntos como salário, jornadas de trabalho, ambientes de trabalho urbano e rurais, organizações e
condições dos ambientes de trabalho, relações entre empregados e empregadores, etc.
Especialmente a partir da década de 1960 se pode sentir uma crescente preocupação com o processo
de industrialização que se instaurava no país. Essa nova preocupação trouxe consigo debates
sociológicos que abordavam temas da reforma agrária e os novos problemas políticos e sociais que
esse processo acarretava.
Desde os anos de 1960 percebemos também uma instabilidade quanto a presença da disciplina de
Sociologia em escolas de Ensino Básico. Inicialmente foi banida pelo regime militar, passou por um
longo período (desde os anos de 1980) como disciplina facultativa, sendo assim presente em poucas
instituições, e voltou a integrar a grade obrigatória apenas em 2009. Não deixe de conferir o próximo
post, no qual será abordado os principais sociólogos brasileiros, bem como um breve histórico sobre
cada um deles!
.
31. 6. Sociologia no Brasil
Os principais sociólogos brasileiros são:
• Florestan Fernandes
• Gilberto Freyre
• Fernando Henrique Cardoso
• Caio Prado Júnior
• Darcy Ribeiro
• Sérgio Buarque de Hollanda
32. 7. Métodos e técnicas de pesquisa
Observação controlada e observação participante
As técnicas de pesquisa estabeleciam formas de observação à distância, observação repetida e, mais tarde, sob influência do
desenvolvimento da pesquisa antropológica, observação participante. Esta última modalidade implica a inserção do pesquisador
como elemento integrante do fenômeno observado.
Experimento, questionário, entrevista e amostragem
Chamamos de experimento à técnica de pesquisa que, à semelhança das experiências de laboratório, procura "isolar" da
realidade concreta um grupo de pessoas que são submetidas a situações previamente estabelecidas, a fim de nelas observar
algum comportamento específico.
Questionário
Uma das técnicas mais comuns, econômicas e simples de pesquisa social é o questionário. Ele é necessário notadamente nos
casos em que o cientista não dispõe de dados previamente coletados pelas instituições públicas. A elaboração de questionários
deve obedecer a algumas regras simples. As perguntas devem ser fáceis, claras e conexas, e não devem induzir, por seu
encadeamento lógico, a respostas esperadas pelo investigador.
Entrevista
Muitas vezes, na coleta de dados, o questionário não é o único nem o melhor método de pesquisa, ainda que seja o mais usado. A
entrevista é outro procedimento a que o investigador recorre para conseguir opiniões, fatos ou testemunhos sobre determinada
questão.
33. 7. Métodos e técnicas de pesquisa
Amostragem
Amostragem é o processo pelo qual é selecionada parte da população de uma cidade, estado ou país para
fazer parte de uma determinada pesquisa. As técnicas estatísticas têm evoluído muito, tanto para os testes de
dados obtidos como para o processo de seleção dos indivíduos pesquisados. A amostragem é chamada de
aleatória quando, ao acaso, são sorteados indivíduos de uma determinada população para compor um grupo
selecionado para a investigação.
Análise quantitativa e análise qualitativa
Chamamos análise quantitativa de uma pesquisa a que se baseia em mensurações e no cruzamento de dados
estatísticos. Fazem parte dela os cálculos de média e proporções, a elaboração de índices e escalas. A análise
quantitativa decorre de técnicas específicas de mensuração, como questionários com respostas de múltipla
escolha.
A análise qualitativa é a que utiliza mecanismos interpretativos e de descoberta de relações e significados. Os
recursos disponíveis para esse tipo de análise são entrevistas, observações, questionários temáticos e abertos,
interpretação de formas de expressão visual como fotografias e pinturas, e estudos de caso.
36. Questões
Resolva as questões a seguir sempre assinalando a
resposta correta e explicando por que é correta,
assim como as incorretas, explique por que estão
incorretas.
37. ENEM 2015: A crescente intelectualização e racionalização não
indicam um conhecimento maior e geral das condições sob as
quais vivemos. Significa a crença em que, se quiséssemos,
poderíamos ter esse conhecimento a qualquer momento. Não há
forças misteriosas incalculáveis; podemos dominar todas as
coisas pelo cálculo.
Tal como apresentada no texto, a proposição de Max Weber a
respeito do processo de desencantamento do mundo evidencia
o(a):
a) progresso civilizatório como decorrência da expansão do
industrialismo
b) extinção do pensamento mítico como um desdobramento do
capitalismo
c) emancipação como consequência do processo de racionalização
da vida
d) afastamento de crenças tradicionais como uma característica
da modernidade.
e) fim do monoteismo como condição para a consolidação da
ciência
38. ENEM 2015: A crescente intelectualização e racionalização não
indicam um conhecimento maior e geral das condições sob as
quais vivemos. Significa a crença em que, se quiséssemos,
poderíamos ter esse conhecimento a qualquer momento. Não há
forças misteriosas incalculáveis; podemos dominar todas as
coisas pelo cálculo.
Tal como apresentada no texto, a proposição de Max Weber a
respeito do processo de desencantamento do mundo evidencia
o(a):
a) progresso civilizatório como decorrência da expansão do
industrialismo
b) extinção do pensamento mítico como um desdobramento do
capitalismo
c) emancipação como consequência do processo de racionalização
da vida
d) afastamento de crenças tradicionais como uma característica
da modernidade.
e) fim do monoteismo como condição para a consolidação da
ciência
39. ENEM 2013: Na produção social que os homens realizam, eles entram em
determinadas relações indispensáveis e independentes de sua vontade;
tais relações de produção correspondem a um estágio definido de
desenvolvimento das suas forças materiais de produção. A totalidade
dessas relações constitui a estrutura econômica da sociedade –
fundamento real, sobre o qual se erguem as superestruturas política e
jurídica, e ao qual correspondem determinadas formas de consciência
social.
MARX, K. Prefácio à Crítica da economia política. In. MARX, K. ENGELS
F. Textos 3. São Paulo. Edições Sociais, 1977 (adaptado).
Para o autor, a relação entre economia e política estabelecida no sistema
capitalista faz com que:
A .o proletariado seja contemplado pelo processo de mais-valia.
B .o trabalho se constitua como o fundamento real da produção material.
C .a consolidação das forças produtivas seja compatível com o progresso
humano.
D .a autonomia da sociedade civil seja proporcional ao desenvolvimento
econômico.
E . a burguesia revolucione o processo social de formação da consciência
de classe.
40. ENEM 2013: Na produção social que os homens realizam, eles entram em
determinadas relações indispensáveis e independentes de sua vontade;
tais relações de produção correspondem a um estágio definido de
desenvolvimento das suas forças materiais de produção. A totalidade
dessas relações constitui a estrutura econômica da sociedade –
fundamento real, sobre o qual se erguem as superestruturas política e
jurídica, e ao qual correspondem determinadas formas de consciência
social.
MARX, K. Prefácio à Crítica da economia política. In. MARX, K. ENGELS
F. Textos 3. São Paulo. Edições Sociais, 1977 (adaptado).
Para o autor, a relação entre economia e política estabelecida no sistema
capitalista faz com que:
A .o proletariado seja contemplado pelo processo de mais-valia.
B .o trabalho se constitua como o fundamento real da produção material.
C .a consolidação das forças produtivas seja compatível com o progresso
humano.
D .a autonomia da sociedade civil seja proporcional ao desenvolvimento
econômico.
E . a burguesia revolucione o processo social de formação da consciência
de classe.
41. ( UENP, 2013) Quando desempenho meus deveres de irmão, de esposo ou
de cidadão, quando me desincumbo de encargos que contraí, pratico
deveres que estão definidos fora de mim e de meus atos, no direito e no
costume”. Ainda exemplificando o mesmo conceito, refere-se Durkheim
ao “sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos, o
sistema de moedas que emprego para pagar dívidas, os instrumentos de
crédito que uso nas relações comerciais, as práticas seguidas nas
profissões (...)”.
DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico, 4ª ed. Trad. de
Maria Isaura Pereira Queiroz, São Paulo, Editora Nacional, 1966, p. 96.
Para Durkheim, quais elementos caracterizam um fato social?
a) Exterioridade, generalidade e organicidade social.
b) Coercitivade, generalidade e interatividade social.
c) Exterioridade, coercitividade e generalidade.
d) Liberdade, coercitividade e solidariedade.
e) Coercitividade, dignidade humana e organicidade social.
42. ( UENP, 2013) Quando desempenho meus deveres de irmão, de esposo ou
de cidadão, quando me desincumbo de encargos que contraí, pratico
deveres que estão definidos fora de mim e de meus atos, no direito e no
costume”. Ainda exemplificando o mesmo conceito, refere-se Durkheim
ao “sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos, o
sistema de moedas que emprego para pagar dívidas, os instrumentos de
crédito que uso nas relações comerciais, as práticas seguidas nas
profissões (...)”.
DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico, 4ª ed. Trad. de
Maria Isaura Pereira Queiroz, São Paulo, Editora Nacional, 1966, p. 96.
Para Durkheim, quais elementos caracterizam um fato social?
a) Exterioridade, generalidade e organicidade social.
b) Coercitivade, generalidade e interatividade social.
c) Exterioridade, coercitividade e generalidade.
d) Liberdade, coercitividade e solidariedade.
e) Coercitividade, dignidade humana e organicidade social.
43. 6. Dicas e Leituras
Clássicos da Sociologia:
• Marx: https://www.youtube.com/watch?v=2DmlHFtTplA
• Durkheim: https://www.youtube.com/watch?v=SMaxxNEqk7U
• Weber: https://www.youtube.com/watch?v=ea-sXQ5rwZ4
• Portal da Secretaria de Educação do Paraná:
http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/
• http://www.cafecomsociologia.com/