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Aula 1 a obra de kant como síntese do nascente pensamento burguês

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Aula 1 a obra de kant como síntese do nascente pensamento burguês

  1. 1. A obra de Kant comoA obra de Kant como síntese do nascentesíntese do nascente pensamento burguês.pensamento burguês. Elementos introdutóriosElementos introdutórios para a compreensão dopara a compreensão do pensamento kantiano.pensamento kantiano. Flávio Roberto Batista
  2. 2. A dualidade da obra de KantA dualidade da obra de Kant • A produção intelectual de Kant pode serA produção intelectual de Kant pode ser didaticamente dividida em uma vertente quedidaticamente dividida em uma vertente que poderia, anacronicamente, ser chamada depoderia, anacronicamente, ser chamada de epistemológica (representada especialmenteepistemológica (representada especialmente pela “Crítica da razão pura”) e outra vertentepela “Crítica da razão pura”) e outra vertente moral/jurídica, expressa numa quantidademoral/jurídica, expressa numa quantidade muito superior de obras (“Fundamentação damuito superior de obras (“Fundamentação da metafísica dos costumes”, “Crítica da razãometafísica dos costumes”, “Crítica da razão prática”, “Paz perpétua” e “Doutrina doprática”, “Paz perpétua” e “Doutrina do direito”, principalmente).direito”, principalmente).
  3. 3. A dualidade da obra de KantA dualidade da obra de Kant • O foco desta aula será a exposição destaO foco desta aula será a exposição desta primeira vertente da obra. A tarefa seráprimeira vertente da obra. A tarefa será cumprida apontando-a como uma síntesecumprida apontando-a como uma síntese epistemologicamente dialética de duasepistemologicamente dialética de duas correntes filosóficas aparentementecorrentes filosóficas aparentemente opostas, mas que puderam seropostas, mas que puderam ser sintetizadas porque se propunham asintetizadas porque se propunham a exprimir o pensamento da burguesia queexprimir o pensamento da burguesia que se afirmava como classe dominante nose afirmava como classe dominante no século XVIII.século XVIII.
  4. 4. O ambiente da obra de KantO ambiente da obra de Kant • A obra de Kant constitui uma reação radical aoA obra de Kant constitui uma reação radical ao empirismo em sua vertente cética (representadoempirismo em sua vertente cética (representado especialmente por Locke e Hume e maisespecialmente por Locke e Hume e mais desenvolvido na Inglaterra) e ao racionalismodesenvolvido na Inglaterra) e ao racionalismo (mais desenvolvido na França, especialmente(mais desenvolvido na França, especialmente com Descartes e Pascal).com Descartes e Pascal). • Tais correntes de pensamento coincidemTais correntes de pensamento coincidem temporalmente com a acumulação primitiva detemporalmente com a acumulação primitiva de capital e constituem tentativas de compreensãocapital e constituem tentativas de compreensão do mundo pós-religiosas (algumas nem tanto),do mundo pós-religiosas (algumas nem tanto), adequadas à classe que caminhava para seadequadas à classe que caminhava para se tornar dominante.tornar dominante.
  5. 5. O ambiente da obra de KantO ambiente da obra de Kant • O racionalismo e o empirismo estão naO racionalismo e o empirismo estão na origem do que se entende hoje pororigem do que se entende hoje por ciência moderna . Ambos estiveramciência moderna . Ambos estiveram presentes na fundamentação dopresentes na fundamentação do movimento filosófico que ficou conhecidomovimento filosófico que ficou conhecido por Iluminismo, uma vez que, emborapor Iluminismo, uma vez que, embora radicalmente opostos em suasradicalmente opostos em suas pressuposições, acabavam empressuposições, acabavam em determinado momento convergindo paradeterminado momento convergindo para soluções práticas e econômicas comuns.soluções práticas e econômicas comuns.
  6. 6. O racionalismo – DescartesO racionalismo – Descartes • Descartes fundamenta a certeza doDescartes fundamenta a certeza do conhecimento na expressão universalmenteconhecimento na expressão universalmente conhecida por sua citação latina: cogito ergoconhecida por sua citação latina: cogito ergo sum, ou penso, logo existo. Por trás de talsum, ou penso, logo existo. Por trás de tal postulado encontra-se o ceticismopostulado encontra-se o ceticismo metodológico cartesiano, a necessidade demetodológico cartesiano, a necessidade de colocar constantemente em dúvida todo ecolocar constantemente em dúvida todo e qualquer conhecimento obtido, que somentequalquer conhecimento obtido, que somente pode ser considerado verdadeiro na medidapode ser considerado verdadeiro na medida em que for demonstrado.em que for demonstrado.
  7. 7. O racionalismo – DescartesO racionalismo – Descartes • ““Por desejar então dedicar-me apenas à pesquisa daPor desejar então dedicar-me apenas à pesquisa da verdade, achei que deveria agir exatamente aoverdade, achei que deveria agir exatamente ao contrário, e rejeitar como totalmente falso tudo aquilo emcontrário, e rejeitar como totalmente falso tudo aquilo em que pudesse supor a menor dúvida, com o intuito de verque pudesse supor a menor dúvida, com o intuito de ver se, depois disso, não restaria algo em meu crédito quese, depois disso, não restaria algo em meu crédito que fosse completamente incontestável. Ao considerar quefosse completamente incontestável. Ao considerar que os nossos sentidos às vezes nos enganam, quisos nossos sentidos às vezes nos enganam, quis presumir que não existia nada que fosse tal como elespresumir que não existia nada que fosse tal como eles nos fazem imaginar. E, por existirem homens que senos fazem imaginar. E, por existirem homens que se enganam ao raciocinar, mesmo no que se refere àsenganam ao raciocinar, mesmo no que se refere às mais simples noções de geometria, e cometemmais simples noções de geometria, e cometem paralogismos, rejeitei como falsas, achando que estavaparalogismos, rejeitei como falsas, achando que estava sujeito a me enganar como qualquer outro, todas assujeito a me enganar como qualquer outro, todas as razões que eu tomara até então por demonstrações”.razões que eu tomara até então por demonstrações”.
  8. 8. O racionalismo – DescartesO racionalismo – Descartes • ““E, enfim, considerando que quaisquer pensamentosE, enfim, considerando que quaisquer pensamentos que nos ocorrem quando estamos acordados nosque nos ocorrem quando estamos acordados nos podem também ocorrer enquanto dormimos, sem quepodem também ocorrer enquanto dormimos, sem que exista nenhum, nesse caso, que seja correto, decidiexista nenhum, nesse caso, que seja correto, decidi fazer de conta que todas as coisas que até entãofazer de conta que todas as coisas que até então haviam entrado no meu espírito não eram mais corretashaviam entrado no meu espírito não eram mais corretas do que as ilusões de meus sonhos. Porém, logo emdo que as ilusões de meus sonhos. Porém, logo em seguida, percebi que, ao mesmo tempo que eu queriaseguida, percebi que, ao mesmo tempo que eu queria pensar que tudo era falso, fazia-se necessário que eu,pensar que tudo era falso, fazia-se necessário que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, ao notar que estaque pensava, fosse alguma coisa. E, ao notar que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão sólida e tãoverdade: eu penso, logo existo, era tão sólida e tão correta que as mais extravagantes suposições doscorreta que as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de lhe causar abalo, julgueicéticos não seriam capazes de lhe causar abalo, julguei que podia considerá-la, sem escrúpulo algum, o primeiroque podia considerá-la, sem escrúpulo algum, o primeiro princípio da filosofia que eu procurava”.princípio da filosofia que eu procurava”.
  9. 9. O racionalismo – DescartesO racionalismo – Descartes • Ceticismo cartesiano não é absoluto:Ceticismo cartesiano não é absoluto: admite a possibilidade de certezaadmite a possibilidade de certeza baseada na razão humana.baseada na razão humana. • A razão, certeza primeira, confere certezaA razão, certeza primeira, confere certeza ao conhecimento por meio de suaao conhecimento por meio de sua demonstração em um encadeamento dedemonstração em um encadeamento de proposições: o método cartesiano, alémproposições: o método cartesiano, além de racionalista, é dedutivo.de racionalista, é dedutivo.
  10. 10. O racionalismo – DescartesO racionalismo – Descartes • ““O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, iniciandoO terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, iniciando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar- me, pouco a pouco, como galgando degraus, até o conhecimentome, pouco a pouco, como galgando degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e presumindo até mesmo uma ordem entredos mais compostos, e presumindo até mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros. E o último, oos que não se precedem naturalmente uns aos outros. E o último, o de efetuar em toda parte relações metódicas tão completas ede efetuar em toda parte relações metódicas tão completas e revisões tão gerais nas quais eu tivesse a certeza de nada omitir.revisões tão gerais nas quais eu tivesse a certeza de nada omitir. Essas longas séries de razões, todas simples e fáceis, que osEssas longas séries de razões, todas simples e fáceis, que os geômetras costumam utilizar para chegar às suas mais difíceisgeômetras costumam utilizar para chegar às suas mais difíceis demonstrações, tinham-me dado a oportunidade de imaginar quedemonstrações, tinham-me dado a oportunidade de imaginar que todas as coisas com a possibilidade de serem conhecidas pelostodas as coisas com a possibilidade de serem conhecidas pelos homens seguem-se umas às outras do mesmo modo e que, umahomens seguem-se umas às outras do mesmo modo e que, uma vez que nos abstenhamos apenas de aceitar por verdadeiravez que nos abstenhamos apenas de aceitar por verdadeira qualquer uma que não o seja, e que observemos sempre a ordemqualquer uma que não o seja, e que observemos sempre a ordem necessária para deduzi-las umas das outras, não pode existirnecessária para deduzi-las umas das outras, não pode existir nenhuma delas tão afastada a que não se chegue no final, nem tãonenhuma delas tão afastada a que não se chegue no final, nem tão escondida que não se descubra”.escondida que não se descubra”.
  11. 11. O racionalismo – DescartesO racionalismo – Descartes • A consequência de depositar a esperança deA consequência de depositar a esperança de certeza na razão é a necessidade decerteza na razão é a necessidade de demonstração racional de todo o conhecimento, odemonstração racional de todo o conhecimento, o que leva Descartes a construir uma espécieque leva Descartes a construir uma espécie particular de formalismo. Somente deve ser objetoparticular de formalismo. Somente deve ser objeto do conhecimento o que dependa exclusivamentedo conhecimento o que dependa exclusivamente da razão para um conhecimento certo eda razão para um conhecimento certo e indubitável. Daí porque Descartes concebe umindubitável. Daí porque Descartes concebe um método científico universal que possui amétodo científico universal que possui a capacidade de conhecer e ordenar toda acapacidade de conhecer e ordenar toda a realidade: a matemática.realidade: a matemática. • Essa ideia será central séculos mais tarde naEssa ideia será central séculos mais tarde na constituição teórica do positivismo científico.constituição teórica do positivismo científico.
  12. 12. O racionalismo – PascalO racionalismo – Pascal • Pascal nasce depois de Descartes e começaPascal nasce depois de Descartes e começa a elaborar sua obra quando o cartesianismoa elaborar sua obra quando o cartesianismo começa a se tornar hegemônico.começa a se tornar hegemônico. • Há disputa entre os autores em torno daHá disputa entre os autores em torno da relação entre os dois filósofos, mas há umarelação entre os dois filósofos, mas há uma diferença clara entre eles, que é relevantediferença clara entre eles, que é relevante para sua relação com Kant: o papel dapara sua relação com Kant: o papel da religiosidade, marginal em Descartes ereligiosidade, marginal em Descartes e estruturante em Pascalestruturante em Pascal
  13. 13. O racionalismo – PascalO racionalismo – Pascal • Pascal sustenta seu pensamento em umaPascal sustenta seu pensamento em uma antropologia religiosa, que estáantropologia religiosa, que está fundamentada no pecado original, nafundamentada no pecado original, na natureza imperfeita do homem e nanatureza imperfeita do homem e na impossibilidade de que este viva de formaimpossibilidade de que este viva de forma plena a perfeição, a verdade e oplena a perfeição, a verdade e o conhecimento, reservados à esfera divina.conhecimento, reservados à esfera divina. Por isso, ele divida a realidade em regiõesPor isso, ele divida a realidade em regiões passíveis ou não de cair sob o domínio dapassíveis ou não de cair sob o domínio da razão.razão.
  14. 14. O racionalismo – PascalO racionalismo – Pascal • Na região da realidade à disposição doNa região da realidade à disposição do conhecimento pela razão humana, Pascal éconhecimento pela razão humana, Pascal é cartesiano: o método que elege para tanto écartesiano: o método que elege para tanto é a geometria, de maneira análoga àa geometria, de maneira análoga à matemática cartesiana. Pascal, entretanto,matemática cartesiana. Pascal, entretanto, antecipa a incognoscibilidade da coisa em siantecipa a incognoscibilidade da coisa em si que estará na base da epistemologiaque estará na base da epistemologia kantiana. Ele é, por isso, de certa forma, umkantiana. Ele é, por isso, de certa forma, um precursor do relativismo, pois foi o primeiroprecursor do relativismo, pois foi o primeiro pensador a lidar com a multiplicidadepensador a lidar com a multiplicidade metodológica.metodológica.
  15. 15. O empirismo - LockeO empirismo - Locke • Pressuposto metodológico aparentementePressuposto metodológico aparentemente oposto ao racionalista: todo conhecimentooposto ao racionalista: todo conhecimento deriva da razãoderiva da razão vsvs todo conhecimentotodo conhecimento deriva da experiência.deriva da experiência. • Diferença fundamental nos procedimentosDiferença fundamental nos procedimentos de desindividualização: universalizaçãode desindividualização: universalização vsvs generalização.generalização. • Conceito deConceito de tabula rasatabula rasa
  16. 16. O empirismo - LockeO empirismo - Locke • ““Suponhamos, pois, que a mente é, comoSuponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel em branco,dissemos, um papel em branco, desprovida de todos os caracteres, semdesprovida de todos os caracteres, sem nenhuma ideia; como ela será suprida?nenhuma ideia; como ela será suprida? (...) A isso respondo, numa palavra: da(...) A isso respondo, numa palavra: da experiência. Todo o nosso conhecimentoexperiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela derivaestá nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o própriofundamentalmente o próprio conhecimento”.conhecimento”.
  17. 17. O empirismo - LockeO empirismo - Locke • ““As palavras começam, então, a revelar marcas externas deAs palavras começam, então, a revelar marcas externas de nossas ideias internas, sendo estas ideias apreendidas dasnossas ideias internas, sendo estas ideias apreendidas das coisas particulares. Se, porém, cada ideia particular quecoisas particulares. Se, porém, cada ideia particular que apreendemos devesse ter um nome distinto, os nomesapreendemos devesse ter um nome distinto, os nomes seriam infinitos. Para que isto seja evitado, a menteseriam infinitos. Para que isto seja evitado, a mente transforma as ideias particulares recebidas de objetostransforma as ideias particulares recebidas de objetos particulares em gerais, obtendo isto por observar que taisparticulares em gerais, obtendo isto por observar que tais aparências surgem à mente inteiramente separadas deaparências surgem à mente inteiramente separadas de outras existências e das circunstâncias da existência real, taisoutras existências e das circunstâncias da existência real, tais como tempo, espaço ou quaisquer outras ideiascomo tempo, espaço ou quaisquer outras ideias concomitantes. Denomina-se a isso abstração, e é atravésconcomitantes. Denomina-se a isso abstração, e é através dela que as ideias extraídas dos seres particulares tornam-sedela que as ideias extraídas dos seres particulares tornam-se representações gerais de uma mesma espécie e seus váriosrepresentações gerais de uma mesma espécie e seus vários nomes aplicam-se a qualquer coisa que exista emnomes aplicam-se a qualquer coisa que exista em conformidade com essas ideias abstratas” .conformidade com essas ideias abstratas” .
  18. 18. O empirismo - LockeO empirismo - Locke • ““Podemos observar que as ideias simplesPodemos observar que as ideias simples existem unidas em várias combinações,existem unidas em várias combinações, tendo, deste modo, a mente poder paratendo, deste modo, a mente poder para considerar várias delas reunidas numa únicaconsiderar várias delas reunidas numa única ideia, não apenas como se acham unidasideia, não apenas como se acham unidas nos objetos externos, mas como elas senos objetos externos, mas como elas se acham por si mesmas unidas. As ideiasacham por si mesmas unidas. As ideias formadas pela reunião de várias simplesformadas pela reunião de várias simples denominam-se complexas, tais como beleza,denominam-se complexas, tais como beleza, gratidão, homem, exército, universo”.gratidão, homem, exército, universo”.
  19. 19. O empirismo - LockeO empirismo - Locke • A experiência enquanto fonte doA experiência enquanto fonte do conhecimento também será uma ideiaconhecimento também será uma ideia relevante na conformação do positivismorelevante na conformação do positivismo científico.científico.
  20. 20. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Kant assume o principal pressuposto empirista: “Que todo oKant assume o principal pressuposto empirista: “Que todo o nosso conhecimento começa com a experiência, não hánosso conhecimento começa com a experiência, não há dúvida alguma, pois, do contrário, por meio do que adúvida alguma, pois, do contrário, por meio do que a faculdade de conhecimento deveria ser despertada para ofaculdade de conhecimento deveria ser despertada para o exercício senão através de objetos que tocam nossosexercício senão através de objetos que tocam nossos sentidos e em parte produzem por si própriossentidos e em parte produzem por si próprios representações, em parte põem em movimento a atividade dorepresentações, em parte põem em movimento a atividade do nosso entendimento para compará-las, conectá-las ounosso entendimento para compará-las, conectá-las ou separá-las e, desse modo, assimilar a matéria bruta dassepará-las e, desse modo, assimilar a matéria bruta das impressões sensíveis a um conhecimento dos objetos que seimpressões sensíveis a um conhecimento dos objetos que se chama experiência? Segundo o tempo, portanto, nenhumchama experiência? Segundo o tempo, portanto, nenhum conhecimento em nós precede a experiência, e todo eleconhecimento em nós precede a experiência, e todo ele começa com ela”.começa com ela”. • Não à toa, nomeou sua principal obra filosófica de “Crítica daNão à toa, nomeou sua principal obra filosófica de “Crítica da razão pura”, uma reação radical ao racionalismo cartesiano.razão pura”, uma reação radical ao racionalismo cartesiano.
  21. 21. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Entretanto, reage também ao empirismo: “Mas embora todo oEntretanto, reage também ao empirismo: “Mas embora todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso elenosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele se origina justamente da experiência. Pois poderia bem acontecerse origina justamente da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência seja umque mesmo o nosso conhecimento da experiência seja um composto daquilo que recebemos por impressões e daquilo que acomposto daquilo que recebemos por impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada pornossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) fornece de si mesma, cujo aditamento nãoimpressões sensíveis) fornece de si mesma, cujo aditamento não distinguimos daquela matéria-prima antes que um longo exercíciodistinguimos daquela matéria-prima antes que um longo exercício nos tenha tornado atento a ele e nos tenha tornado aptos à suanos tenha tornado atento a ele e nos tenha tornado aptos à sua abstração. Portanto, é pelo menos uma questão que requer umaabstração. Portanto, é pelo menos uma questão que requer uma investigação mais pormenorizada e que não pode ser logoinvestigação mais pormenorizada e que não pode ser logo despachada devido aos ares que ostenta, a de saber se há um taldespachada devido aos ares que ostenta, a de saber se há um tal conhecimento independente da experiência e mesmo de todas asconhecimento independente da experiência e mesmo de todas as impressões dos sentidos. Tais conhecimentos denominam-se aimpressões dos sentidos. Tais conhecimentos denominam-se a priori e distinguem-se dos empíricos, que possuem suas fontes apriori e distinguem-se dos empíricos, que possuem suas fontes a posteriori, ou seja, na experiência”.posteriori, ou seja, na experiência”. • Kant acredita na razão.Kant acredita na razão.
  22. 22. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Marcuse sobre essa reação de Kant: “OMarcuse sobre essa reação de Kant: “O idealismo alemão defendia a filosofia dosidealismo alemão defendia a filosofia dos ataques do empirismo inglês, e a lutaataques do empirismo inglês, e a luta entre as duas escolas não significavaentre as duas escolas não significava simplesmente o choque entre duassimplesmente o choque entre duas filosofias diferentes, mas uma luta em quefilosofias diferentes, mas uma luta em que estava em jogo a filosofia como tal”.estava em jogo a filosofia como tal”.
  23. 23. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Marcuse sobre essa reação de Kant: “OMarcuse sobre essa reação de Kant: “O contra-ataque do idealismo não foicontra-ataque do idealismo não foi provocado pela posição empirista deprovocado pela posição empirista de Locke e Hume, mas por sua refutação dasLocke e Hume, mas por sua refutação das ideias gerais. Tentaremos mostrar que oideias gerais. Tentaremos mostrar que o direito que assistia à razão de dirigir àdireito que assistia à razão de dirigir à realidade dependia da capacidade dorealidade dependia da capacidade do homem sustentar verdades válidas emhomem sustentar verdades válidas em geral”.geral”.
  24. 24. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Para Kant, o material colhido pela consciência porPara Kant, o material colhido pela consciência por meio dos sentidos é organizado pela razão,meio dos sentidos é organizado pela razão, valendo-se de ideias inatas, intituladas por Kantvalendo-se de ideias inatas, intituladas por Kant de conhecimento a priori.de conhecimento a priori. • Principal exemplo: princípio da causalidade. APrincipal exemplo: princípio da causalidade. A causalidade não pode ser captada pelos sentidoscausalidade não pode ser captada pelos sentidos nem obtida com certeza a partir de nenhumanem obtida com certeza a partir de nenhuma abstração da realidade. Ela pertence à razãoabstração da realidade. Ela pertence à razão anteriormente a qualquer experiência concreta, eanteriormente a qualquer experiência concreta, e isso lhe atribui sua certeza e sua universalidade.isso lhe atribui sua certeza e sua universalidade.
  25. 25. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Principal desdobramento filosófico doPrincipal desdobramento filosófico do conhecimento racional apriorístico: parteconhecimento racional apriorístico: parte do mundo real, caoticamente percebido,do mundo real, caoticamente percebido, não pode ser organizado pelas categoriasnão pode ser organizado pelas categorias da razão, mormente no que tange àsda razão, mormente no que tange às contradições, já que as categorias dacontradições, já que as categorias da razão são lógicas e não admitem arazão são lógicas e não admitem a contradição. Tratam-se das aporias.contradição. Tratam-se das aporias.
  26. 26. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Principal desdobramento político de talPrincipal desdobramento político de tal conclusão: a possibilidade de críticaconclusão: a possibilidade de crítica racional da experiência e da tradição, aracional da experiência e da tradição, a possibilidade de universalização além dapossibilidade de universalização além da generalização leva ao questionamento dageneralização leva ao questionamento da ordem estabelecida. “O idealismo alemãoordem estabelecida. “O idealismo alemão foi considerado a teoria da Revoluçãofoi considerado a teoria da Revolução Francesa” (Marcuse).Francesa” (Marcuse).
  27. 27. Kant e sua relação com a filosofiaKant e sua relação com a filosofia anterioranterior • Daí porque Kant ter dedicado a outraDaí porque Kant ter dedicado a outra vertente de sua obra para discutir osvertente de sua obra para discutir os problemas práticos da organização social,problemas práticos da organização social, legando à humanidade, com isso, umalegando à humanidade, com isso, uma das últimas tentativas sistemáticas dedas últimas tentativas sistemáticas de tratamento científico da moral e do direito.tratamento científico da moral e do direito.

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