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Relatorio de Estagio Supervisionado em Química

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGI...
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Dilma Rousseff
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
José Henrique Paim
REITOR DO INSTITUTO FEDERAL GOIANO
Prof. Vi...
iii
RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
Relatório apresentado ao curso de
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  1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO CÂMPUS URUTAÍ Lauryenne Camille de Oliveira Santana. RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I URUTAÍ, GO Dezembro, 2014
  2. 2. PRESIDENTE DA REPÚBLICA Dilma Rousseff MINISTRO DA EDUCAÇÃO José Henrique Paim REITOR DO INSTITUTO FEDERAL GOIANO Prof. Vicente Pereira de Almeida PRÓ-REITOR DE ENSINO Prof. Virgílio José Tavira Erthal DIRETOR DO CAMPUS URUTAÍ Prof. Gilson Dourado da Silva DIRETORA DE ENSINO Prof. Fernando Godinho de Araújo COORDENADOR GERAL DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO Prof. Guilherme Malafaia Pinto DIRETOR DE PESQUISA & PÓS-GRADUAÇÃO Prof. André Luis da Silva Castro SECRETÁRIA DE ENSINO SUPERIOR Sra. Eneides Tomaz Tosta NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO Indiara Cristina Pereira de Almeida Marra (Pedagoga) COORDENADOR DO CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA Prof. Miquéias Ferreira Gomes
  3. 3. iii RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I Relatório apresentado ao curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal Goiano – Câmpus Urutaí, como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciado em Química e para o cumprimento do “Estágio Supervisionado I”. Orientador: Paulo Vitor Teodoro de Souza. URUTAÍ, GO Dezembro, 2014
  4. 4. iv Dedico esse relatório, à Deus, à minha mãe, ao meu namorado, aos amigos e minhas irmãs, que com muito carinho e apoio, não mediram esforços para que eu chegasse à essa etapa da minha vida.
  5. 5. AGRADECIMENTOS A Deus que até aqui tem demonstrado Seu grande amor por mim, através de inúmeras bênçãos nesta caminhada aqui na Terra. Ao meu amigo, companheiro e namorado Helder José de Oliveira Souza que com a força do amor me incentivou na minha formação desde o início contribuindo positivamente com sua compreensão e amparo. Aos meus colegas, e em especial ao Murillo, que me proporcionou amizade, companheirismo e esteve ao meu lado durante os dias de luta em que as dificuldades do curso pesaram sobre meu emocional. A todos os professores que passaram na minha vida acadêmica especialmente aos que me despertaram o interesse pela Química. E aos meus professores que tive durante a graduação que com seu empenho e esforço conseguiram me oferecer uma excelente educação. E principalmente à minha mãe, que me apoiou para que eu alcançasse os meus objetivos, e sempre se esforçou pra que eu conseguisse continuar meus estudos, assim como a educação moral que a mim ensinou, e as minhas irmãs por fazerem parte de todos esses momentos que passamos em busca de uma boa formação tanto profissional quanto moral.
  6. 6. vi SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS................................................................................................viii 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS..........................................................................1 2. RELATOS E DICUSSÃO DA OBSERVAÇÃO DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DA ESCOLA CAMPO........................................................................................................4 2.1. ETAPAS DO PLANEJAMENTO DO PROJETO PEDAGÓGICO DA ESCOLA:..................................................................... 4 2.2. LEVANTAMENTO HISTÓRICO DA ESCOLA............................ 4 2.3. ESTRUTURA FÍSICA...................................................................... 5 2.4. ESTRUTURA PEDAGÓGICA...................................................... 11 3. RELATOS E DISCUSSÃO DA OBSERVAÇÃO DE AULAS MINISTRADAS NO ENSINO MÉDIO.....................................................................13 4. RELATO E DISCUSSÃO DO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EDUCATIVO...........................................................................................33 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS...........................................................................37 6. REFERÊNCIAS ...............................................................................................41 ANEXOS......................................................................................................................44 ANEXO I: TERMO DE COMPROMISSO E SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS ..................................................................................................................45 ANEXO II: PLANO DE ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO.....................................46 ANEXO III: FICHAS DE REGISTRO DE ATIVIDADES E CONTROLE DE FREQUÊNCIA ............................................................................................................47 ANEXO IV: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO (A) ESTAGIÁRIO (A) REALIZADA PELO (A) PROFESSOR (A) SUPERVISOR(A).............................48
  7. 7. vii ANEXO V: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO (A) ESTAGIÁRIO (A) REALIZADA PELO (A) PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A)...........................49 ANEXO VI: DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EMITIDA PELA ESCOLA CAMPO.....................................50 ANEXO VII: AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO POR BANCA EXAMINADO ESPECÍFICA........................51 ANEXO VIII: DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO E PARECER CONCLUSIVO EMITIDO PELO (A) PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A).....................................................................52 ANEXO IX: PROJETO EDUCATIVO......................................................................53
  8. 8. viii LISTA DE FIGURAS Figura 1: Vista da frente do Colégio Betel ..................................................... 6 Figura 2: Sala de aula da Escola Campo....................................................... 6 Figura 3: Laboratório de Ciências ................................................................... 7 Figura 4: Primeiro e segundo andares do Colégio Betel............................. 8 Figura 5: Corredor do pavilhão superior......................................................... 8 Figura 6: Quadra de esportes .......................................................................... 9 Figura 7: Área de Convivência....................................................................... 10 Figura 8: Cozinha da escola campo. Em (A) cozinha vista do corredor para dentro, em (B) cozinha vista de dentro para o corredor................... 10 Figura 9: Biblioteca .......................................................................................... 11 Figura 10: Experimento Serpente Do Faraó................................................ 33 Figura 11: Experimento Chuva Ácida........................................................... 34 Figura 12: Maquete sobre o Chorume.......................................................... 35
  9. 9. 1 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Sabe-se que o estágio é de grande importância para o graduando em licenciatura, pois de acordo com Pimenta e Lima (2004) os estagiários sempre identificam o estágio como a parte prática dos cursos de formação de profissionais em geral, paralelamente à teoria. É comum ouvir-se dos alunos que concluem seus cursos se referirem a ele como a “parte teórica” e que é “na prática” que se aprende a profissão e que certos professores e disciplinas são muito teóricos, porém, a prática não é compatível com a teoria. No cerne dessa afirmação popular, constata- se, no caso da formação de professores, de que o curso não fundamenta teoricamente a atuação do futuro profissional nem toma a prática como referência para a fundamentação teórica. Ou seja, é necessário teoria e prática. Pimenta e Lima (2004) afirmam também que os saberes docentes não se restringem às paredes da sala de aula, tendo em vista que as relações aí estabelecidas são determinadas pelos contextos mais amplos – a cultura escolar, pedagógica, administrativa, a comunidade na qual está inserido o aluno e seu mundo, os professores e sua história, os sistemas de ensino, as demais instituições sociais e de cultura, a sociedade em geral. Dessa forma, o estágio contribui para a formação docente ao permitir que futuros professores e aqueles que já exercem a profissão possam refletir sobre essas determinações. Vale ressaltar que o estágio proporciona também um estímulo à pesquisa, pois, para a realização do mesmo é necessário que o estagiário leia, estude, busque informações adequadas. Assim, Josso (2004) afirma que para pensar na ligação entre pesquisa e formação é necessário, primeiramente, compreender a necessidade da sua capacidade de se interrogar, de aprender a partir das experiências e de se transformar. Nesse sentido, entende-se também que ao longo da realização do estágio os estagiários passam por um processo onde aprendem a serem reflexivo, resultado no conhecimento de si, de forma a permitir assim que o mesmo faça planos de atuação da docência, que até então não tinham sido percebidos.
  10. 10. 2 Desse modo, o presente relatório demonstra discussões e projetos pedagógicos referentes ao Estágio Supervisionado em Ensino de Química I, que foi realizado no segundo semestre de 2014. As observações foram feitas no Colégio Betel de Pires do Rio – GO, que está localizado na Rua Francisco de Souza Lobo s/nº no Centro. A partir das considerações feitas no decorrer deste relatório foi possível perceber a importância do Estágio Supervisionado para um aluno de Licenciatura. Foram objetivos do estágio:  Obter aperfeiçoamento no curso de Licenciatura em Química;  Compreender o contexto da realidade social da escola campo de estágio;  Desenvolver a reflexão sobre o ser professor;  Auxiliar em ações coletivas na escola, obtendo inserção no ambiente escolar e compreensão de trabalho educativo;  Explorar concepções de ensino-aprendizagem na área de conhecimento (Química);  Perceber o contexto educacional na sua complexidade e refletir sobre as práticas escolares. O mesmo foi orientado pelo professor Paulo Vitor Teodoro e supervisionado pela professora Julieny Batista Mesquita, que trabalha na Educação há oito anos, que é Tecnóloga em Alimentos pelo Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí e atualmente cursa Licenciatura em Química na mesma instituição. A preferência pelo colégio Betel como escola campo, deu-se pelo fato de que é uma escola pouco explorada por estagiários, que tem uma característica exclusiva quando comparada aos outros colégios da cidade por ser um colégio conveniado, ou seja, parcialmente particular e público. Com isto, considerando a importância do estágio para o aperfeiçoamento profissional do graduando, o mesmo foi desenvolvido obedecendo as seguintes etapas: Em primeiro momento a observação da organização da estrutura da escola,
  11. 11. 3 na qual foi possível identificar quais os recursos que a escola possui e onde há possibilidades de intervenção dos estagiários, posteriormente foram feitas as observações das aulas de química que proporcionou a compreensão das dificuldades encontradas pelos alunos na disciplina e estabeleceu um elo entre teoria e pratica ao estagiário, e finalmente foi desenvolvido um projeto educativo, a fim de concretizar a ligação entre o estagiário e a escola, acrescentando assim experiências produtivas tanto para o estagiário quanto para a escola. Ao fim do estágio, foi totalizada uma carga horária de 200 horas.
  12. 12. 4 2. RELATOS E DICUSSÃO DA OBSERVAÇÃO DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA DA ESCOLA CAMPO Para a observação desta etapa, foram analisados o Plano Político Pedagógico (PPP do Colégio Betel, 2013) e o Regimento Escolar (2013) da escola campo. Como alguns documentos não foram disponibilizados, muitas perguntas dos itens solicitados foram respondidas pelas coordenadoras e pela diretora, através de entrevistas informais. 2.1. ETAPAS DO PLANEJAMENTO DO PROJETO PEDAGÓGICO DA ESCOLA: É realizada uma reunião com os professores na qual se colocam as preocupações atuais com o ensino/aprendizagem, disciplina e de modo geral é colocado em pauta alguns pontos considerados essenciais para a elaboração do PPP – Projeto Político Pedagógico, tais como: preocupação com a falta de hábitos de estudos e disciplina dos alunos, gerando desinteresse, estabelecer meios para atender melhor o aluno que apresenta dificuldades de aprendizagem, curso de aperfeiçoamento (por área) para tentar sanar a rotina da sala de aula (estratégias novas), aquisição de materiais pedagógicos atuais que atendam os anseios do aluno, tentar sanar as dificuldades e relacionar os acertos para o bom funcionamento da escola, caminhar junto família/escola estabelecendo laços de parceria que propiciem e despertem interesse no processo da aprendizagem (PPP do Colégio Betel, 2013). 2.2. LEVANTAMENTO HISTÓRICO DA ESCOLA A Escola Betel foi criada pela Fundação Cristã Educativa em 1989 a fim de atender a comunidade, a princípio o Colégio recebeu o nome de Educandário Cristão e atendia a Educação Infantil apenas. Funcionou provisoriamente no porão
  13. 13. 5 da Igreja de Cristo. E em 1997, a Escola Betel tornou-se Colégio Betel, atendendo gradativamente a Educação Infantil, Ensino Fundamental e o Ensino Médio, nos turnos Matutino e Vespertino (PPP do Colégio Betel, 2013). De 1989 a 1996, o colégio foi somente particular, no entanto em 1997, estabeleceu convênio com a Prefeitura Municipal para garantir funcionários e a permanência de alunos que não poderiam pagar as taxas cobradas, porém, o convênio não perdurou (PPP do Colégio Betel, 2013). Em 2001 a escola esteve perto do seu fechamento por dificuldades financeiras, mas contou com o auxilio das professoras pedagogas Ângela Maria Barbosa Pires e Raquel Aparecida Felipe Mendes (que foram nomeadas coordenadoras) que procuraram a Secretaria Municipal de Administração para que auxiliasse com professores e funcionários, assim conseguiram um acordo verbal que prevalece até hoje. Com isso, em 2004 a Professora Raquel Aparecida Felipe Mendes que trabalhava na Subsecretaria buscou a possibilidade de um Convênio com a Secretaria Estadual de Educação, se colocando à disposição para intermediar o processo, e com a ajuda do Subsecretário da Subsecretaria Metropolitana de Goiânia, que interferiu, organizou e assessorou politicamente, o convênio se concretizou (PPP do Colégio Betel, 2013). Hoje o Colégio conta com a Parceria da Secretaria Municipal de Educação – Convênio Verbal, e o Convênio oficial com a Secretaria Estadual de Educação, atendendo 850 alunos do Maternal ao Ensino Médio, tendo realizado nesses anos vários projetos e tendo vários outros em andamento, os quais visam à melhoria da escola e da comunidade. É uma escola centralizada que atende uma clientela diversificada em diferentes níveis econômicos (PPP do Colégio Betel, 2013). 2.3. ESTRUTURA FÍSICA O colégio Betel (Figura 1) contém 18 salas de aula (Figura 2), secretaria, sala de professores, sala de coordenação, biblioteca, almoxarifado, quadra esportiva, laboratório de Ciências, banheiros masculino e feminino, cozinha, sala de direção e cantina, todos estes itens são citados no PPP do colégio.
  14. 14. 6 Figura 1: Vista da frente do Colégio Betel Atualmente, a escola possui também um banheiro para alunos com necessidades especiais que não possui escadas, no entanto para a locomoção deles, a escola conta com professores de apoio que ficam a disposição para levá-los aos banheiros, já que mesmo com banheiros adaptados eles necessitam de acompanhamento. Figura 2: Sala de aula da Escola Campo
  15. 15. 7 É importante destacar que o Laboratório de Ciências (Figura 3) além de atuar como laboratório interdisciplinar, pode funcionar como sala de vídeo para muitas disciplinas e está em ótimo estado de conservação. Não é utilizado para as aulas de Química, mas para apresentação de slides ou para assistir filmes, usa-se esporadicamente. A não utilização do laboratório de Ciências nas aulas de Química é justificada pelo excesso de carga horária da professora Julieny, que além de lecionar no Colégio Betel leciona também em mais dois colégios da cidade. Além disso, a escola segue um sistema tradicional de ensino, onde a experimentação é tida como momentos de interação com os alunos e devem, portanto acontecer em horário extraclasse e não durante as aulas. Durante as aulas, é dever do professor seguir de forma rígida o apostilado da escola que é preparatório para o vestibular. Pode-se perceber também, que a escola não conta com reagentes para a realização de experimentos de química, e provavelmente não recebe nenhum tipo de verba para esse fim podendo esse ser também um empecilho para a realização da experimentação. Figura 3: Laboratório de Ciências O colégio possui dois andares (Figura 4), no primeiro encontram-se as turmas de Ensino Fundamental e no segundo as turmas de Ensino Médio.
  16. 16. 8 Figura 4: Primeiro e segundo andares do Colégio Betel No andar de cima há grades de segurança para evitar possíveis acidentes e nota-se bastante organização e limpeza no corredor (Figura 5). Figura 5: Corredor do pavilhão superior Ainda tem algumas salas que estão inacabadas devido o crescimento da demanda de alunos, mas estão todas em boas condições de uso e são todas
  17. 17. 9 equipadas com ventilador, possui arejamento e possui um bom tamanho, o que garante que cada aluno fique um espaço adequadamente distante um do outro. A escola conta também com uma boa quadra de esportes (Figura 6) e uma área de convivência. Figura 6: Quadra de esportes A quadra de esportes é utilizada para atividades nas aulas de educação física, nos intervalos, ou também se um professor propõe uma atividade diferenciada. A área de convivência (Figura 7) é utilizada nos intervalos pelos alunos, onde eles tem momentos de distração, descontração, lanches, e é usada também para desenvolver projetos realizados pela escola como: Festival de Inglês, Mostra de Ciências.
  18. 18. 10 Figura 7: Área de Convivência É possível notar que alguns alunos do turno matutino usam o espaço de convivência no período vespertino para jogar ping pong, socializar com os amigos, ou mesmo com os professores. O horário para utilização da área de convivência ou da quadra durante o turno em que os alunos tem aula é no intervalo. Durante as aulas não é permitido o uso dessas áreas exceto com a presença do professor, para atividades de aula. O colégio possui uma cozinha (Figura 8) na qual os alunos recebem gratuitamente o lanche, e possui também a cantina, onde são vendidos outros tipos de lanches. Figura 8: Cozinha da escola campo. Em (A) cozinha vista do corredor para dentro, em (B) cozinha vista de dentro para o corredor. (A) (B)
  19. 19. 11 A biblioteca da escola (Figura 9) se encontra ao lado da secretaria e possui um espaço suficiente para que os alunos possam utilizá-la. Possui duas mesas bem grandes com doze cadeiras para os alunos ou professores e a mesa da bibliotecária. A sala é um pouco escura, mas mantem as luzes acesas o tempo todo. É utilizada também para aplicar provas para alunos com necessidades educacionais especiais ou para alunos que precisam fazer uma avaliação de segunda chamada. É uma área bem arejada e fresca, pois se localiza ao lado de um enorme climatizador que fica na área de convivência, além disso, possui três janelas que são mantidas abertas o tempo todo. Possui em seu acervo 37099 livros disponíveis para leitura informal ou pesquisa e aproximadamente 56 livros em Braile, alguns dos livros em Braile são emprestados de outra biblioteca, mas estão disponíveis para empréstimo. Apenas um aluno da escola lê Braile. Figura 9: Biblioteca 2.4. ESTRUTURA PEDAGÓGICA No que diz respeito às matriculas, as mesmas são feitas anualmente não possuindo critério de seleção. O período e os documentos que são necessários para realizá-la são determinados no edital de matrícula, divulgadas pela autoridade
  20. 20. 12 competente do colégio. A renovação da matrícula deve ser requerida pelo candidato, se maior de idade, ou então pelo responsável, se menor (Regimento Escolar do Colégio Betel), dentro do prazo previsto pelo Calendário Escolar, caso contrario, o candidato poderá estar sujeito a falta de vagas. Isso porque se não for feita a renovação do candidato no prazo previsto, a preferência de vaga será do aluno novato, podendo o veterano renovar sua matricula apenas se restarem vagas. As reuniões de pais e professores são realizadas bimestralmente, onde a comunidade escolar apresenta os projetos que irão acontecer, as decisões da gestão e procuram solucionar juntos, as dificuldades enfrentadas, para que assim ocorra o bom andamento da escola. A escola conta com sistema de recuperação para aqueles alunos que não atingiram a média (6,0 pontos) esperada para conclusão do ano. Há também métodos para promoção e aceleração com o intuito de diminuir a distorção série/idade oferecido às crianças e jovens com atraso escolar garantindo oportunidades de atingir níveis de conhecimentos compatíveis com sua idade. Em relação aos professores e suas determinadas formações percebe-se que todos os professores, apesar de nem sempre atuarem em suas áreas afins, possuem graduação. A escola possui duas professoras de Química, porém nenhuma delas possui graduação em Química, tendo em vista que os profissionais responsáveis por essas aulas tem sua formação em Tecnologia de Alimentos e Biologia. Contudo, a professora que é tecnóloga em alimentos cursa licenciatura em Química e se forma no fim deste ano.
  21. 21. 13 3. RELATOS E DISCUSSÃO DA OBSERVAÇÃO DE AULAS MINISTRADAS NO ENSINO MÉDIO Essa etapa foi desenvolvida nas turmas de Ensino Médio, focando uma turma de 1ª série, sendo 1ª série C, duas de 2ª série, sendo 2ª série A e 2ª série B e duas turmas de 3ª série, sendo 3ª serie A e 3ª B. O Colégio trabalha com o sistema de apostilas (Ético) para todas as turmas, tanto do Ensino Médio quanto do Ensino Fundamental. O período de observação se iniciou no dia 15 de setembro de 2014 e foi concluído no dia 23 de outubro de 2014. A análise das aulas será feita de forma individual por série, deixando claras as sequências de cada aula em cada turma. Todas as aulas descritas abaixo foram ministradas pela professora Julieny Batista de Mesquita. Nas observações da 1ª série C é citada a professora de apoio Kênia que acompanha a aluna Giovana portadora de necessidades educacionais especiais. 1ª Série C Data: 15/09/2014 Hora: 07h50m às 08h40m Número de alunos: 31 Aula 1 Na primeira aula assistida em cada turma a professora apresentou a estagiaria aos alunos. Estes não se incomodaram com a presença da estagiária na sala e foram bem interativos e receptivos. A sala estava limpa e organizada e os alunos permaneciam em filas. Na introdução da aula, a supervisora retomou o conteúdo da aula anterior (funções orgânicas), trabalhando com muita interação com os alunos, apresentando sempre perguntas aos mesmos como maneira de chamá-los para participação em sala de aula, posteriormente começa a introduzir um novo conceito (Óxidos). A
  22. 22. 14 professora mostrou domínio de conteúdo e apesar da sala ser bem cheia ela conseguiu administrar a aula de forma com que seus alunos não tumultuassem. A sala continha 31 alunos sendo a mais cheia do ensino médio e possuía uma aluna com necessidades especiais que era acompanhada por uma professora de apoio. Os alunos eram bastante participativos e respondiam a todas as questões que eram feitas no decorrer da aula tirando suas duvidas. De acordo com a professora Kênia, a aluna Giovana sofre de uma doença causada por incompatibilidade sanguínea dos seus pais, e que apresentou seus sintomas há aproximadamente quatro anos. Ela não apresentava nenhuma deficiência antes que a doença se manifestasse, após esse fato a Giovana foi perdendo aos poucos a visão, a fala e a capacidade de compreensão. A professora Kênia ressaltou que ela se lembra de muitas coisas que aprendeu no período anterior à doença, no entanto, não é possível que ela adquira conhecimentos condizentes com sua etapa educacional atualmente e a doença se agrava com o passar do tempo. A aluna Giovana não participava das aulas da mesma forma que os colegas, ela permanecia na sala, porém, envolvida em atividades não relacionadas à disciplina de Química, como por exemplo, enrolar bolinhas de papel crepon para usá-las na decoração da feira de Ciências que está marcada para o dia 10/10. Hora a professora passava conteúdo no quadro, hora ditava e eles escreviam em seus cadernos, assim garantia que os alunos prestassem atenção e não conversassem paralelamente. Ela ressaltou que é comum que os alunos reclamem quando precisam fazer balanceamentos nas reações. A professora dava pontos de incentivo para os alunos que decorassem a tabela de solubilidade dos sais, com isso, quatro alunas apresentaram a ela a tabela decorada. Data: 16/09/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Aula 2 Nessa aula a professora iniciou pedindo pra que os alunos providenciassem um galho para confeccionar um ipê de enfeite para a feira de ciências.
  23. 23. 15 Foi possível notar que a sala estava limpa, mas alguns alunos não estavam em fila. A professora afirmou que os alunos dessa turma eram os mais agitados em comparação ás outras turmas que ela lecionava, mas na disciplina dela eles eram muito bons e conseguiam obter bastantes resultados positivos. Eles conversavam muito, mas eram muito participativos também. Quando a professora perguntava, a sala toda respondia ao mesmo tempo. Enquanto isso a aluna Giovana continuava fazendo as bolinhas de papel. Observou-se que mesmo os alunos estando com a apostila em mãos, a professora sempre pedia que eles anotassem as partes mais importantes para que eles reforçassem. O conteúdo da aula de foi “óxidos anfóteros”, com isso a professora pediu pra que eles memorizassem quais são esses óxidos e pediu pra que fizessem o mesmo para os óxidos neutros. Nessa aula a professora utilizou alguns exemplos como: o rodizio de carros em São Paulo, aquecimento global, deslocamento ambiental (nesse caso fez uma pergunta: “Por que as chuvas não acontecem mais em meses definidos como antes?” e em seguida discutiu), uso de leite de magnésia, sal de fruta ou suco de limão quando se está com azia para amenizar a acidez no estômago, demonstrando onde é possível perceber a ação dos ácidos, bases, sais e óxidos no contexto do aluno. Falou também sobre o pH da chuva, explicando aos alunos que ele é naturalmente ácido e explicou o que acontece quando uma chuva é denominada chuva ácida. Após isso ela passou exercícios pra que os alunos praticassem e pediu pra que eles lessem o texto da apostila que fala sobre o efeito estufa. Os alunos sempre cobravam uma música que a professora fez com o conteúdo das aulas, ela afirmou que será cantada por ela no dia da revisão para a prova. A professora sempre dava uns décimos para incentivar quem se comprometia a fazer os exercícios que ela deixava para resolver em casa. Nessa turma muitos deles faziam. Ela fazia com eles o exercício e tirava as duvidas dos alunos de carteira em carteira. E por fim ela introduziu o conceito de peróxidos e utilizou a água oxigenada como exemplo.
  24. 24. 16 Data: 29/09/2014 Horário da aula: 07h00 às 07h50m Aula 3 Constatou-se que em todas as turmas no primeiro horário, a aula iniciou com os alunos fazendo uma oração. Em seguida a professora pediu para eles abrirem as apostilas para resolverem exercícios. Ela fazia os exercícios no quadro. A professora precisou mudar um aluno de lugar devido as suas conversas paralelas com o colega do lado. A professora sempre fazia questão que eles prestassem atenção instigando- os a participarem das aulas com perguntas. Ela disse que a matéria da prova será baseada nos exercícios e falas que ela executou nas aulas. Ela brincou com os alunos que não gosta de dar aula para eles no primeiro horário na segunda feira, pois eles estão com preguiça e não participam. Ela dava dicas de frases para memorizar os elementos das famílias na tabela periódica e regras para memorizar os nomes dos sais. A aluna Giovana chegou um pouco mais tarde com sua professora de apoio, ela chegou bem animada falando bom dia para os seus colegas. Os alunos estavam muito desanimados. A professora o tempo todo fazia perguntas sobre a solubilidade dos sais que foi dada há algumas aulas atrás para que eles reforçassem esse conteúdo. Ela sempre reforçava o balanceamento das reações. Uma aluna perguntou por que o hidrogênio e o oxigênio são contados por último no balanceamento das reações e a professora explicou o motivo. Quando era preciso balancear as reações os alunos reclamavam. Data: 02/10/2014 Horário da aula: 07h00m às 07h50m Aula 4 A aula iniciou com a professora pedindo para que os alunos abrissem o caderno na tabela de solubilidade, isto porque foi dito na aula anterior que era importante que eles a anotassem em seu caderno, pois facilitaria muito no estudo
  25. 25. 17 das reações inorgânicas. Em seguida os alunos abriram a apostila a pedido da supervisora para a resolução de exercícios. Notou-se que sempre era cobrado dos alunos que eles reforçassem a nomenclatura de sais e em alguns momentos as famílias na tabela periódica, para isso a professora ensinava algumas frases para memorização. É interessante ressaltar que ao escrever uma equação química a professora cobrava dos alunos que eles não deixassem de colocar o estado físico em cada um dos reagentes e produtos. Para explicar a diferença entre corpo de fundo e precipitado a supervisora utilizou um exemplo de água e areia, fazendo com que eles assimilassem corpo de fundo com uma solução supersaturada e explica que no caso do precipitado havia a formação de uma substância insolúvel a partir da interação entre os reagentes. Nessa turma quase sempre se encontrava a sala organizada em fila, e como estava no primeiro horário não havia lixos pela sala. Vez ou outra a professora fazia brincadeiras com os alunos para que houvesse descontração durante a aula. Data: 07/10/2014 Horário da aula: 09h45m às 10h35m Aula 5 A aula iniciou com a professora pedindo para que os alunos abrissem a apostila para resolução de exercícios sobre solubilidade. Ao passo em que os alunos resolviam os exercícios a professora ressaltava alguns detalhes que podiam causar dúvidas nos alunos. Ela falava para os alunos que a chamassem na carteira caso houvesse dúvidas nos exercícios. Os alunos estavam organizados em filas e possuía lixos espalhados pela sala. Posteriormente ela discutiu a resolução dos exercícios. Como de costume ela reforçou com eles a nomenclatura dos sais e relembrou a regrinha para memorização. A aula se desenvolveu com uma linguagem clara e a professora demonstrava domínio de conteúdo.
  26. 26. 18 Foi interessante observar que a aluna Giovana estava sempre envolvida em outras atividades, mas nessa aula em especial ao ouvir a professora explicando sobre solubilidade ela quis que a professora de apoio repetisse a palavra à ela. A professora então tentou com que ela assimilasse solubilidade com a água e o sal de cozinha, e falou para que quando ela chegasse em casa pedisse a mãe dela que preparasse água com um pouquinho de sal para que ela entendesse o que é uma solução. De modo geral a professora afirmou que a turma da 1ª serie C possuía os alunos considerados os mais custosos pela maioria dos professores, mas que eles eram muito participativos e que na disciplina dela eles obtinham bons resultados. Data: 14/10/2014 Horário da aula: 08h40m às 09h30m Aula 6 Nessa aula os alunos se demostraram muito agitados e a sala estava toda desorganizada e havia lixo espalhado por toda a sala. Antes que a professora começasse a aula eles começaram a falar para ela alguns problemas que estavam tendo para realizar a mostra de ciências que seria daqui a alguns dias. Alguns ressaltaram que estavam com dificuldades para realizar os experimentos e nas suas respectivas explicações. A professora disse a eles que era necessário que eles resolvessem esses problemas com urgência, pois a participação na mostra de ciências contava como nota de trabalho e a não participação na mesma poderia prejudicá-los. Ressaltou também que eles seriam bastante cobrados, pois a organização da feira começou a se realizar no mês de junho e que então não aceitaria nenhuma desculpa. E disse que espera experimentos de qualidade na mostra, com bastante dedicação por parte deles e responsabilidade.
  27. 27. 19 Data: 23/10/2014 Horário da aula: 07h00m às 07h50m Aula 7 A aula iniciou com a professora fazendo um apanhado de tudo o que foi visto por eles durante o semestre, com isso ela fez elogios a eles, pois os mesmos obtiveram bons resultados, ressaltou a eles também quanto ao desempenho na feira de ciências que foi ótimo. A professora do Instituto Federal Goiano que estava avaliando os trabalhos (Christina) os elogiou bastante. A aluna Giovana brincava com umas bolinhas de apertar durante a aula. O conteúdo da aula era novo: reações de análise ou decomposição. Por isso a supervisora sempre reforçava aos alunos a identificação de reagentes e produtos na equação química, pois eles confundiam muito. Ela ressaltou aos alunos que é muito importante que eles tentem aprender de modo efetivo e que não se esqueçam da matéria para que no conteúdo seguinte ou no ano seguinte não tenham muitas dificuldades. Ensinou a fazer a leitura das equações químicas. Falou um pouco sobre mol explicando que é uma unidade de medida, mesmo que eles ainda não tenham visto esse conteúdo. Nessa aula devido à mesma ter começado às oito horas, as turmas tiveram muitas faltas. A sala estava suja, os alunos não estavam organizados em fila e estavam muito agitados com muitas conversas paralelas com os colegas. No final da aula a professora fez a demonstração da luva que também foi feita na 2ª serie A para demostrar que metais nobres não reagem facilmente. Para a demonstração prática ela pediu aos alunos da sala um anel de ouro e um anel de “ouro falso” e os colocou em uma de suas mãos, em seguida ela colocou sobre a mão que estava os anéis uma luva de látex e pediu pra que seus alunos observassem o que acontecia. Com isso eles conseguiram perceber que o anel de ouro não alterava a cor da luva, já o anel de “ouro falso” reagia rapidamente com a luva deixando-a mais escura na região em que estava o anel.
  28. 28. 20 2ª serie A Data: 16/09/2014 Horário da aula: 08h40m às 09h30m Número de alunos: 23 Aula 1 A professora entrou na sala cumprimentou os alunos e eles já cobraram os resultados nas avaliações. Em seguida ela pediu para eles abrissem as apostilas para resolverem exercícios. O conteúdo da aula foi ionização de ácidos. Para fazer as equações químicas de representação da ionização dos ácidos eles se acostumaram a fazer a forma simplificada. A professora explicou aos seus alunos que era necessário que eles demonstrassem a equação completa, para que eles se habituassem a escrevê-las. Nas contas para calcular a concentração de H+ ela sempre fazia de forma mais detalhada possível e sempre pedindo pra que eles tirassem suas duvidas, pois, ela ressaltou que a maioria das duvidas nessa matéria estava relacionada a dificuldades em matemática (jogos de sinal, log). Após isso ela revisou as constantes vistas por eles até o momento (Ka, Kb, Kc, Kw, Ki) e passou mais alguns exercícios pra que eles resolvessem em sala, assim ela foi tirando as dúvidas de carteira em carteira. Essa aula foi um pouco tumultuada em relação às conversas paralelas, os alunos estavam conversando bastante e a professora até precisou parar a aula para chamar a atenção deles. Ao final da aula, os alunos e a professora começaram a discutir sobre a feira de Ciências. Data: 29/09/2014 Horário da aula: 10h35m às 11h25m Aula 2 No quinto horário, percebeu-se que os alunos já não mantinham a sala em ordem. Havia lixo espalhado por toda a sala, os alunos demonstravam-se mais agitados e não se organizavam nas filas.
  29. 29. 21 A aula foi iniciada com professora fazendo uma pergunta sobre o conceito de solução tampão. Um dos alunos acertou o conceito, e a partir da resposta dada pelo mesmo, a aula prosseguiu com a professora dando mais detalhes de conceito do conteúdo. Em seguida fez a correção do exercício que havia deixado na aula anterior tirando a dúvida de seus alunos. É valido ressaltar que a professora sempre mostrava alguns “macetes” para que os alunos memorizassem a nomenclatura dos ácidos e bases. Nesse caso em especial a professora pediu para que os alunos reforçassem o conteúdo de força de ácidos do primeiro ano porque os auxiliara na identificação de quais ácidos ou bases poderiam formar uma solução tampão. Para a resolução do exercício em sala, ela disse aos alunos que ele requeria muita atenção, pois seria explicado como calcular pH em soluções tampão. Feito isso os alunos abriram a apostila a pedido da professora e resolveram outro exercício semelhante ao anterior. Ela utilizou alguns exemplos do dia a dia para demonstrar a importância das soluções tampão e onde elas podem ser percebidas. Para isso ela deu o exemplo do sistema tampão no sangue, explicando porque o mesmo precisa ser tamponado. Para finalizar a aula professora deixou um exercício para que eles resolvessem em casa. Notou-se que nessa turma os alunos eram mais participativos e a aula fluía com um rendimento maior, isto porque eles conseguiam absorver o conteúdo com mais facilidade. Data: 02/10/2014 Horário da aula: 08h40m às 09h30m Aula 3 A aula se iniciou com uma discussão entre os alunos e a professora sobre a feira de Ciências. Em relação à 2ª serie B essa turma era bem mista de meninos e meninas. Para iniciar o conteúdo a professora pediu para que os alunos abrissem a apostila na página 69 para resolverem exercícios. O conteúdo da aula foi produto de solubilidade e a professora apresentava domínio do mesmo. Ao passo em que a
  30. 30. 22 professora resolvia os exercícios ela perguntava as dúvidas de seus alunos e respondia a cada uma. Ela memoriza as regras para dar nome aos sais. É válido ressaltar que a professora chamava a atenção de seus alunos também quanto a erros de português, para isso ela demonstrava bom humor e fazia brincadeiras com eles. Observou-se que eles estavam muito agitados com bastantes conversas paralelas e não estavam organizados em filas. Os alunos não estavam tão participativos, porém estavam atentos. Data: 07/10/2014 Horário da aula: 07h00m às 07h50m Aula 4 A aula iniciou-se com uma correção do exercício proposto na aula anterior. A sala estava limpa, alguns alunos estavam fora das filas. Na resolução do exercício a supervisora relembrou aos seus alunos a relação da carga com as propriedades da tabela periódica, relacionou as famílias com a quantidade de elétrons que um átomo tende a ganhar ou perder. Explicou também porque no produto de solubilidade, diferente das outras constantes vistas por eles, não se utilizava os reagentes para fazer o cálculo. Nessa aula eles não estavam fazendo perguntas, mas ao resolverem os exercícios ela ressaltava alguns detalhes que ela achava que poderia causar duvidas na hora em que eles fossem resolverem sozinhos. Ela explicou sobre os metais nobres e ressaltou aos alunos que eles são metais que não reagem com outros elementos. Para fazer uma demonstração prática ela pediu aos alunos da sala um anel de ouro e um anel de “ouro falso” e os colocou em uma de suas mãos, em seguida ela colocou sobre a mão que estava os anéis uma luva de látex e pediu pra que seus alunos observassem o que acontecia. Com isso eles conseguiram perceber que o anel de ouro não alterava a cor da luva, já o anel de “ouro falso” reagia rapidamente com a luva deixando-a mais escura na região em que estava o anel.
  31. 31. 23 Data: 14/10/2014 Horário da aula: 07h00 às 07h50m Aula 5 A aula iniciou com uma oração feita pela professora. Para iniciar o conteúdo ela pediu que os alunos abrissem a apostila na pagina 73 para terminar o conteúdo produto de solubilidade. Ela passou exercícios. Em seguida fez os exercícios e retomou o conteúdo que já foi ensinado verificando as dificuldades dos alunos e reforçando o aprendizado dos mesmos. Em todas as aulas em que era preciso nomear sais ela cobrava as nomenclaturas dos alunos e dava frases para memorização. Nas reações que eram propostas pelos exercícios para a resolução do produto de solubilidade ela sempre cobrava que eles fizessem o balanceamento. Ao final da aula os alunos discutiram novamente algumas questões relacionadas à feira de ciências que está próxima. Data: 23/10/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Aula 6 Nessa aula a professora iniciou falando sobre o que eles entendiam por Número de Oxidação, mas nenhum aluno conseguiu assimilar o nome a algum conceito. A sala estava limpa e os alunos estavam organizados em fila. Foi dado conteúdo novo: número de oxidação (Nox). Como os alunos não conseguiram respondem a pergunta feita no começo da aula a professora usou algumas perguntas para discutir como: “Como envelhecemos?”, “Por que é preciso pintar os portões?”, “Por que em casas de praia os móveis se degradam com mais facilidade?”. Foi interessante notar que mesmo que os alunos não soubessem o conceito de oxidação, eles utilizaram o termo “oxida mais rápido” para explicar a questão dos moveis nas casas de praia.
  32. 32. 24 A professora discutiu com os alunos também sobre os metais de sacrifício que são usados para fazer revestimentos de navios e barcos. Em seguida falou sobre os Nox fixos ressaltando a importância de que eles memorizassem. Pediu para que os alunos abrissem a apostila e fez a leitura do conteúdo. Fazia paradas durante a leitura para que juntamente com os alunos ela discutisse sobre o que havia lido e pediu para que eles sublinhassem as partes mais importantes. Feita a leitura, ela começou a introduzir as regrinhas para saber o número de oxidação, primeiramente falou que o número de oxidação de substâncias simples é zero. Depois falou dos hidretos metálicos e deu seu Nox, sobre os peróxidos e de seu Nox e deu as regras para memorização das famílias da tabela periódica. Nessa aula não houve resolução de exercícios, o conteúdo foi introduzido com a leitura e discussão do texto na apostila. 2ª serie B Data: 16/09/2014 Horário da aula: 07h00 às 07h50m Número de alunos: 21 Aula 1 A aula iniciou-se com duas alunas fazendo uma oração. Em seguida a professora falou para os alunos qual será o conteúdo da prova: equilíbrio químico, deslocamento de equilíbrio e equilíbrio iônico, Ácidos e Bases de Bronsted-Lowry. A professora incentivava a interação dos alunos na aula ao passar exercícios no quadro cobrando que eles mesmos dessem as respostas. Assim garantiu que eles estimulassem o pensamento. Foi possível perceber que alguns alunos participavam respondendo em voz alta as questões, outros só prestavam atenção. Enquanto os alunos copiavam os exercícios do quadro a professora perguntava se eles tinham duvidas e as respondiam.
  33. 33. 25 A relação da professora com seus alunos para chamar a atenção quanto à conversas paralelas era muito interessante, ela fazia brincadeiras para chamar a atenção e os alunos respeitavam, não sendo necessário falar novamente. Ela sempre fazia os exercícios detalhados mesmo que eles fossem muito parecidos. Nos exercícios que tinha ionização dos ácidos ela sempre fazia a reação para que os alunos reforçassem. A aula parou um pouquinho para receber uma psicóloga que está oferecendo um teste vocacional. A professora ressaltou aos alunos a importância de fazer o teste vocacional já que muitos deles ainda não tinham noção de qual profissão seguir. E aconselhou que se eles não pudessem pagar para fazer um teste no psicólogo que procurassem um teste grátis na internet. Data: 29/09/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Aula 2 A professora iniciou a aula com a pergunta: “o que vocês entendem por solução tampão?”. Ela deixou que eles procurassem a resposta na apostila e pediu pra que eles tentassem explicar com suas próprias palavras. Nenhum dos alunos conseguiu chegar a uma conclusão então a supervisora explicou o conceito. Depois ela fez uma pergunta sobre pH. Os alunos dessa sala eram muito desatentos. A professora repetia o conteúdo várias vezes e mesmo assim quando eles eram questionados sobre o conteúdo que ela acabara de falar eles erravam. Mas a professora repetia a pergunta até que eles entendessem e conseguissem acompanhar o raciocínio dela e finalmente eles conseguiram. Ela explicou os conteúdos da apostila com exemplos no quadro. Revisou o principio de Le Chatelier revisando deslocamento de equilíbrio. A professora leu o conteúdo da apostila pediu atenção e pediu também pra que eles sublinhassem o que ela mandasse, pois era importante. Os alunos dessa turma nunca se organizavam em fila. Mas a limpeza da sala estava em ordem. Os alunos dessa turma não faziam perguntas não participavam
  34. 34. 26 não faziam anotações. Apenas prestavam atenção na fala dela, mas era preciso que a professora repetisse uma mesma coisa várias vezes pra que eles entendessem. Não conversavam paralelamente. Era uma sala composta por maioria de meninas. Data: 02/10/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Aula 3 A aula iniciou com a professora pedindo que os alunos abrissem a apostila na pagina 67. Essa sala era composta por maior parte de meninas. Em relação a 2ª série A a aula se desenvolveu bem mais lentamente pois eles possuíam muita dificuldade para aprender. Nessa aula também foi preciso que a supervisora repetisse o mesmo conteúdo varias vezes para que eles aprendessem. Nessa aula as filas estavam organizadas, pois a professora de matemática pediu que as quatro meninas que se sentavam agrupadas no canto da sala desfizessem o grupo e se sentassem em filas, isso porque ela ressaltou que o grupo das meninas gerava conversas paralelas (entre o grupo apenas) e que isso estava sendo refletido nas notas delas. Percebeu-se que realmente após a organização das filas houve uma melhora na aula, os alunos passaram a fazer algumas perguntas o que normalmente não acontecia. Ela revisou alguns conteúdos da 1ª série para relembrar o conceito de nomenclatura dos sais e revisou também as constantes Ka, Kb, Kh e Kw e começou a resolução de exercícios. Os resultados nas avaliações desta sala não foram muito bons. Eles possuíam muitas dificuldades matemáticas e nas questões para calcular o pH eles erraram bastante. Data: 07/10/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Aula 4
  35. 35. 27 Para dar inicio à aula a professora resolveu exercícios deixados na aula anterior, com isso ela tirou as dúvidas dos alunos. Na resolução dos exercícios ela fez algumas analogias para explicar a matemática envolvida em uma reação inorgânica, para resolver um exercício que pedia concentração de produtos e de reagentes para calcular pH. Nessa aula os alunos estavam participativos e estavam respondendo as perguntas que a professora faz, mas eles não eram atentos, parecia que eles respondiam a primeira coisa que vinham à mente e quase sempre davam respostas erradas. A sala ainda se encontrava organizada em filas e também não possuía lixos espalhados. Notou-se que os alunos dessa sala tinham muita liberdade com a professora, quando a mesma precisa chamar a atenção deles ela fazia brincadeiras e eles respeitavam. Data: 14/10/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Aula 5 A aula iniciou com resolução de exercícios da apostila. Em relação à 2ª serie A, esses alunos estavam um pouquinho atrasados. Nessa aula eles estavam um pouco agitados, a professora precisou pedir silêncio para começar a aula, além disso, foi preciso pedir também para que parassem de mexer no celular. Nessa sala notou-se que os alunos ainda estavam organizados em fila depois do pedido feito pela professora de matemática. E no momento a sala estava limpa, havia alguns papéis de balas espalhados pelo chão, mas assim que a supervisora chegou ela disse aos alunos que recolhessem o lixo do chão e assim eles fizeram. Na resolução de exercícios ela falou aos alunos sobre a impossibilidade de enxergar íons a olho nu, então eles questionaram como seria possível enxergar os íons e ela explicou sobre microscópio de tunelamento. Explicou que em relação as outras constantes o produto de solubilidade se difere pois não utiliza os reagentes para efetuar os cálculos.
  36. 36. 28 Posteriormente ela pediu que os alunos fizessem um exercício da apostila que era igual ao que ela acabara de fazer, com isso a professora notou que eles estavam com dificuldades de colocar as cargas nos elementos, assim ela explicou a todos de carteira em carteira e depois corrigiu no quadro. Data: 23/10/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Aula 6 A aula iniciou com os alunos fazendo uma oração. Nessa aula houve muitas faltas. A sala estava limpa e os alunos estavam organizados em fila. A professora começou nessa aula um conteúdo novo: número de oxidação (Nox), utilizando perguntas para discussão como: “Por que envelhecemos?”, “Por que é preciso pintar os portões?”, “Por que em casas de praia os móveis se degradam com mais facilidade?”. Além disso, discutiu com os alunos também sobre os metais de sacrifício que são usados para fazer revestimentos de navios e barcos. Explicou que existem Nox fixos e que era necessário que eles memorizassem. Pediu para abrirem a apostila e pediu uma aluna para ler, enquanto a aluna fazia a leitura, a professora fazia as observações necessárias. A professora perguntou a um aluno o que ele entendia por substância simples e a partir da resposta dele explicou a todos, com isso ela mostrou que o número de oxidação de substâncias simples é zero. Posteriormente falou dos hidretos metálicos e de seu Nox, sobre os peróxidos que é a exceção mais comum e de seu Nox. Deu as regras para memorização das famílias da tabela periódica. A professora em todas as aulas em que passava conteúdo no quadro ou lia na apostila sempre fazia questão que os alunos prestassem atenção e só depois copiassem.
  37. 37. 29 3ª série A Data: 15/09/2014 Horário da aula: 07h50m às 08h40m Número de alunos: 21 Aula 1 A aula iniciou com a professora falando quais os conteúdos cairão na prova (esterificação, hidrogenação, saponificação) e depois pediu para que eles abrissem a apostila na pagina 36. Foi interessante notar que o conteúdo iniciou-se com uma pergunta a um aluno: “O que você entende por desidratar?”, instigando assim, que seus alunos chegassem a conclusões sozinhos e partir dessas conclusões utilizou o que eles disseram e complementou as respostas. Os alunos dessa sala eram bastante interativos com os colegas, o que causava bastantes conversas paralelas. A professora pediu para que eles fizessem os exercícios da apostila. Uns chamavam a professora para tirar suas duvidas em suas carteiras, outros conversavam enquanto ela tirava as dúvidas dos outros. Após um tempo (suficiente pra que eles tivessem feito o exercício) ela corrigiu os exercícios no quadro e tirou as dúvidas dos alunos. A professora deu dicas para memorização da nomenclatura, utilizando frases feitas. Nessa aula foi necessário que a professora chamasse a atenção dos alunos em relação ao índice de reprovação da sala, ela ressaltou que estava muito elevado na disciplina Química. A sala se encontrava limpa, mas nem todos os alunos estavam em fila organizada. Data: 16/09/2014 Horário da aula: 09h45m às 10h35m Aula 2
  38. 38. 30 A aula iniciou com a professora pedindo para os alunos abrirem as apostilas e resolverem os exercícios. Ela leu o exercício para eles, ajudando na interpretação do mesmo, deu um tempo pra que eles fizessem e em seguida ela resolveu o exercício com eles tirando suas duvidas. O conteúdo nessa aula foi desidratação. Nos primeiros horários foi perceptível que os alunos sempre estavam em filas organizadas e a sala limpa, já do quarto horário em diante os alunos já começavam a se agrupar fora das filas, havia lixo espalhado pelo chão e eles se demonstravam mais dispersos. Ao corrigir o exercício passado ela começou resolvendo o exercício de uma forma incorreta para que eles mesmos identificassem a resposta certa. O exercício correto resultou no acido etanóico e ela explicou que é o acido acético presente no vinagre. Comentou sobre a fermentação acética e afirmou que isso ocorre em vinhos, por isso às vezes as pessoas reclamam de gosto de vinagre em vinhos. Ela resolveu mais exercícios em sala com eles e deixou exercícios pra eles resolverem em casa, e avisou que na próxima aula começará conteúdo novo. Data: 07/10/2014 Horário da aula: 08h40m às 09h30m Aula 3 A aula iniciou com a professora falando as notas do bimestre de cada um, com isso ela ressaltou a eles que alguns já precisam fazer recuperação. Feito isso ela começou o conteúdo (reações de polimerização) demonstrando onde é possível encontrar polímeros no cotidiano. Falou também que em casa é possível notar que algumas vasilhas plásticas são mais rígidas que as outras e ressaltou que o porquê dessa questão será explicado no decorrer do conteúdo de diferenças de polímeros. Falou também da importância da isomeria para a vida humana, e usou o exemplo do medicamento talidomida para explicar. Depois comentou a diferença entre o sabão comum e o sabão orgânico. Os alunos questionaram sobre a nomenclatura dos polímeros, a supervisora explicou que no ensino médio não se estuda regra para nomenclatura dos polímeros que eles aprenderiam alguns nomes, mas não as regras.
  39. 39. 31 Em seguida ela colocou os alunos para resolverem exercícios da apostila e depois corrigiu com eles dizendo que era importante a resolução dos exercícios para que eles se familiarizassem com os nomes, pois nem sempre o tempo das aulas é suficiente para que ela fale de todos os nomes. Data: 23/10/2014 Horário da aula: 08h40m às 09h30m Aula 4 Nessa aula o conteúdo foi apresentado pelos próprios alunos em forma de seminários. A professora deixou as opções para os alunos, poderia ser vídeo ou apresentação oral. O grupo que apresentou primeiro, optou por fazer um vídeo caseiro, o assunto abordado por eles foi lipídios. Notou-se que os alunos não ficaram tão comportados quando eram os colegas que apresentavam o conteúdo. No decorrer da apresentação a professora fez alguns comentários e acrescentou algumas observações, relacionou a gordura corporal com a sensação de frio e comentou o motivo das pessoas que moram no deserto utilizarem roupas de frio, ressaltou também a principal função dos lipídios, comentou sobre gorduras saturadas e os malefícios que ela causa ao corpo. Foi interessante observar que o grupo se demonstrou bastante preparado para a apresentação, eles receberam várias perguntas e conseguiram responder a todas. Percebeu-se que esse assunto interessou a maioria dos alunos, houve muitas colocações, dúvidas e curiosidades. No geral a apresentação foi muito satisfatória, os participantes do grupo estavam muito preparados, porém a sala ficou um pouco agitada e houve bastantes conversas paralelas entre os alunos que não estavam apresentando.
  40. 40. 32 3ª série B Data: 29/09/2014 Horário da aula: 08h40m às 09h30m Número de alunos: 17 Aula 1 Essa foi a primeira aula assistida nessa turma. A professora começou chamando a atenção desses alunos, pois no geral (de acordo com o pré-conselho de classe) essa sala teve o maior índice de notas vermelhas em todas as disciplinas e ressaltou a sua preocupação porque eles estão prestes a ir para o vestibular e não estão levando os estudos a sério. Muitos deles demonstraram achar que por estarem na 3ª série do ensino médio não poderiam ser reprovados e com isso, estavam em situação critica precisando de mais de 100 em sua disciplina e levavam na brincadeira. No total eles eram 17 alunos, mas a professora disse que o normal era sempre a aula estar com 9 ou 10 alunos. Depois disso ela pediu para eles abrirem as apostilas para resolverem exercícios. O conteúdo era eliminação em haletos. Ela comparou esse conteúdo com o de desidratação. Uma aluna fez perguntas e a professora respondeu. Os alunos que tinham dúvidas nos exercícios chamavam a professora na carteira. A professora explicava a dúvida de um para todos, pois ressaltou que talvez seja a dúvida do outro também. Esta sala também não se organizava em filas.
  41. 41. 33 4. RELATO E DISCUSSÃO DO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EDUCATIVO Uma das atividades diferenciadas propostas pelo orientador foi o desenvolvimento de um Projeto Educativo. O Projeto Educativo ofertado teve carga horária de 35 horas, foi realizado no próprio colégio, e teve como objetivos, a contribuição com os alunos da referida instituição, para a Mostra de Ciência, com a finalidade de despertar o interesse pela Química motivando-os no processo de ensino-aprendizagem. A elaboração do projeto foi realizada pelas duas estagiárias e o mesmo foi executado no dia 10 de outubro e a turma que foi orientada foi a 1ª série C, onde turma foi dividida em três grupos e cada um escolheu um experimento. A mostra de ciências iniciou-se às 8 horas e finalizou às 11h30min horas. Em primeiro momento realizou-se uma reunião com os alunos para que eles apresentassem suas ideias e discutissem com as estagiárias. A reunião foi bem produtiva, tendo em vista que os alunos já haviam pesquisado quais experimentos gostariam de executar que foram Sopro Mágico, Serpente do Faraó (Figura 10) e Chuva Ácida (Figura 11). Com isso, foi marcada uma próxima reunião para que fossem discorridos os conceitos teóricos de cada experimento. Figura 10: Experimento Serpente Do Faraó
  42. 42. 34 Figura 11: Experimento Chuva Ácida Antes da reunião da aula teórica, as estagiárias se organizaram com os estudantes para auxiliar na confecção dos apetrechos necessários para a realização dos experimentos. Realizou-se então, uma aula teórica-experimental na qual foram abordados conceitos teóricos relacionados aos temas, para subsidiar aos experimentos demonstrativos que foram realizados. Alguns alunos ressaltaram que o conteúdo que estava sendo trabalhado já havia sido visto no semestre, o que possibilitou às estagiarias a verificação de que eles conseguiam assimilar os experimentos à conteúdos como: ionização de ácidos, e mesmo conteúdos que eles ainda não tinham visto eles conseguiram identificar e perguntaram quando seria visto, como por exemplo: reações de combustão. Houve alguns contratempos, a miniaula teve seu andamento de forma tumultuada, nem todos os alunos prestaram atenção e alguns ficaram dispersos em determinados momentos, além disso, o grupo que ficou responsável pela realização do experimento Sopro Magico optou por não realizá-lo. A justificativa dada por eles foi de que o experimento era muito simples e eles haviam feito uma maquete para explicar sobre o resíduo do chorume nos lixões (Figura), as estagiárias concordaram e auxiliaram também com algumas colocações teóricas para a explicação da maquete. Mas a maior parte da turma era bem agitada (positivamente) e participativa, e constatou-se que muitos alunos tinham facilidade de compreensão, já
  43. 43. 35 que quando os estagiários perguntavam após ter explicado os conceitos alguns alunos se manifestavam e respondiam corretamente. Figura 12: Maquete sobre o Chorume A turma era grande com aproximadamente 30 alunos, as estagiárias optaram por dividi-los em apenas três grupos para que no dia da mostra, eles pudessem manter as explicações alternando-se evitando que só um explicasse. As estagiárias realizaram o teste em casa para verificar se todos os experimentos funcionariam satisfatoriamente. Posteriormente os alunos se reuniram novamente com as estagiárias com os experimentos prontos, para que fossem testados. No dia da realização dos testes, ocorreu tudo conforme planejado. Os experimentos deram certo e a maquete estava pronta. Por fim, as estagiárias reforçaram as explicações de cada experimento a pedido dos alunos e o projeto foi desenvolvido no dia seguinte. É fato que a realização de Mostras de Ciências em uma escola ou comunidade traz benefícios para alunos e professores e mudanças positivas no trabalho em ciências. Desse modo, o projeto da Mostra de Ciências foi compreendido positivamente pelos alunos, pois foi possível perceber que se identificaram e relacionaram a feira como liberdade de trabalho, pois puderam escolher o que demonstrar. Houve momentos de euforia em que os alunos tentavam sanar suas dúvidas de forma independente sem o auxílio das estagiárias, apenas comunicando com os próprios colegas, isso despertou a comunicação e o trabalho
  44. 44. 36 em equipe, além disso, contou também como um fator de conexão entre professores, alunos, estagiárias e direção da escola. Aquino (1996) afirma que a relação professor-aluno é muito importante, porque estabelece posicionamentos pessoais em relação à metodologia, à avaliação e aos conteúdos. Se a relação entre ambos for positiva, a probabilidade de um maior aprendizado aumenta. A força da relação professor-aluno é significativa e acaba produzindo resultados variados nos indivíduos, sendo assim pode-se afirmar que houve contribuições positivas também para as estagiárias que puderam construir também laços afetivos com os alunos, o que de certa forma simula a relação professor-aluno, que futuramente será vivenciada.
  45. 45. 37 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS É no Estágio Supervisionado que as os estagiários tem a oportunidade de utilizar os conhecimentos adquiridos no curso de Licenciatura em Química, sejam eles conhecimentos profissionais ou pessoais. A escola campo em geral teve boa receptividade com as estagiárias em todos os aspectos, os coordenadores, diretora, professores e demais servidores acolheram as estagiárias com muita boa vontade tornando o contato das mesmas com a escola mais acessível. Os alunos também foram bem interativos com as estagiárias uma vez que já haviam vivenciado tal fato no ano anterior. De maneira geral, cada etapa tem sua importância dentro do estágio desde a observação da estrutura escolar até as observações na sala de aula, bem como no desenvolvimento do Projeto Educativo. Ao observar a estrutura física da escola nota-se que a mesma possui algumas fraquezas, mas que também tem um espaço que possibilita aulas práticas em química, o que seria um diferencial em relação à maioria das escolas da cidade que não realizam tais práticas. E é na observação das aulas que é possível ter o contato com as dificuldades vividas pela supervisora, o que permitiu às estagiarias a fazerem uma reflexão acerca das problemáticas no cotidiano escolar, assim como soluções viáveis para tais problemas. As aulas de Química acontecem de forma bastante tradicional ainda que ocorra a utilização em alguns momentos de abordagem com cotidiano. A falta de abordagens diferenciadas é explicada pelo excesso de carga horária da supervisora. Além disso, a escola conta com um apostilado da Editora Ético que deve ser seguidas rigorosamente de acordo com o calendário escolar. Observa-se que nas turmas de 3ª série o método tradicional utilizado pela professora não funciona de forma tão positiva quanto nas outras séries. Isso pode ser comprovado pelo alto índice de notas vermelhas que foi ressaltado pela professora durante as aulas. Pode-se entender que o fato dos alunos da 3ª série estarem com a professora há 3 anos, possa contribuir para tal fato, pois a ausência
  46. 46. 38 de métodos diferenciados para lecionar causa nos alunos certo fastio, principalmente pelo fato deles considerarem a Química como abstrata e inútil. É notável também que o método de ensino utilizado com a aluna Giovana deixa a desejar, pois, a mesma não consegue participar das aulas da mesma forma que seus colegas, porém é mantida na sala de aula com eles fazendo atividades que podem não acrescentar para o conhecimento dela de forma efetiva. Portanto, o trabalho feito com a Giovana que era para ser de inclusão acaba a excluindo. Ao analisar o Projeto Político Pedagógico da escola pode-se notar que o mesmo não contempla uma prática diferenciada para alunos com necessidades educacionais especiais que é uma exigência da Legislação sobre inclusão. A Declaração Mundial De Educação para todos e Declaração de Salamanca (MEC/SESSP, 2001) afirma que o Brasil fez opção pela construção de um sistema educacional inclusivo ao concordar com a Declaração Mundial de Educação para todos, firmada em Jomtien, na Tailândia, em 1990, e ao mostrar consonância com os postulados produzidos em Salamanca (Espanha, 1994) na Conferencia Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Qualidade. Desse documento ressalta-se alguns trechos ressaltando a obrigação das escolas de obter um projeto de inclusão:  “Os sistemas educativos devem ser projetados e os programas aplicados de modo que tenham em vista toda gama dessas diferentes características e necessidades de aprendizagem que lhe são próprios”;  “as pessoas com necessidades educacionais especiais devem ter acesso às escolas comuns que deverão integrá-las numa pedagogia centralizada na criança, capaz de atender a essas necessidades”;  “adotar com força de lei ou como política, o princípio da educação integrada que permita a matrícula de todas as crianças em escolas comuns, a menos que haja razões convincentes para o contrário”. Logo, a partir das informações mencionadas comprova-se que é necessário que a escola tome medidas para que não se encontre em débito com a Legislação. Através do Projeto Educativo realizado pelas estagiárias, vivenciou-se um momento onde houve experimentação demonstrativa realizada nas quatro horas da Mostra de Ciências. Com isso, pode-se notar o quanto é importante que se utilize a
  47. 47. 39 experimentação para ministrar as aulas de Química, é evidente o entusiasmo que os alunos demonstram ao obter contato com formas diferentes de aprendizagem. É um período onde se tenta tornar possível a vinculação da teoria e da pratica, de forma que se obtenham os melhores resultados possíveis. E principalmente perceber que é importantíssimo assumir uma postura crítica e reflexiva diante da realidade escolar, e a partir desta se garanta uma educação de qualidade que é direito de todos. De fato, não é uma etapa fácil, muitas dificuldades surgem para impedir a realização das atividades planejadas, mas por fim, as expectativas e os empecilhos são superados e o estagiário adquire inúmeras experiências que contribuem positivamente para sua formação enquanto docente. Foi através dessa etapa que as estagiárias tiveram oportunidade de vivenciar uma realidade até então inédita para ambas, que foi o contato com a aluna Giovana, portadora de necessidades educacionais especiais. O que sem dúvidas contribuiu positivamente, pois, a partir desse contato, as estagiárias adquiriram certa concepção de como é importante refletir sobre práticas em sala que possam incluir os alunos com necessidades especiais. Ao realizar o estágio, percebe-se que quando as licenciandas são inseridas em situações onde tem uma maior necessidade de estudar e se preparar, as mesmas desenvolvem e mobilizam saberes e habilidades que contribuem para qualificar sua formação profissional. A possibilidade de participar de momentos de interação escolar (como exemplo, a feira de ciências) e refletir sobre as dificuldades do trabalho docente, gera experiências para as estagiárias que só seriam vivenciadas enquanto professor, e que são capazes de torná-las mais independentes para tirar conclusões relevantes quando se considera os processos que interferem na qualidade da aula e da escola. A experiência vivenciada no estágio supervisionado faz com que o licenciando compreenda a necessidade de se tornar um profissional qualificado, e que além de domínio de conteúdo, é preciso saber lidar com as diferenças existentes no local de trabalho, quer seja uma sala de aula, uma escola como um todo, ou mesmo a sociedade.
  48. 48. 40 É também através do estágio - que proporciona vivência com situações práticas e reflexão das mesmas - que as estagiárias podem estabelecer novas opiniões e novas conclusões da realidade escolar e do ato de lecionar. É uma etapa fundamental da graduação, pois, é a partir do estágio que o licenciando tem a oportunidade de se enxergar como futuro professor e através dessa visão construir sua identidade profissional. É um período em que se estuda muito e envolve, ainda, a pressão de ser supervisionado, ter seu trabalho revisado, corrigido além de passar por um exame criterioso, então com a prática do estágio, o licenciando tem a necessidade de articular soluções, e aprende a lidar com certas dificuldades e pressões que não só ele vivencia no curso enquanto aluno, mas vivenciará também na prática quando for exercer a docência, e passa a entender também a importância que tem o educador na formação pessoal e profissional de seus alunos. Pode-se concluir então, que o estágio supervisionado funciona como um meio de incluir os estudantes universitários à realidade e vivência de uma escola. Tendo em vista que esse contato é de extrema importância para a consolidação do novo professor que está a se formar.
  49. 49. 41 6. REFERÊNCIAS  AQUINO, J. G. A relação professor-aluno: do pedagógico ao institucional. Ed. São Paulo: Summus, 1996.  BARCELOS, N. N. S.; JACOBUCCI, G. B.; JACOBUCCI, D. F. C. Quando o cotidiano pede espaço na escola, o projeto da feira de ciências “vida em sociedade” se concretiza. Ciência & Educação, v. 16, n. 1, p. 215-233, 2010.  BORBA, E. A importância do trabalho com Feiras e Clubes de Ciências. Repensando o Ensino de Ciências. Caderno de Ação Cultural Educativa. Vol 03, Coleção Desenvolvimento Curricular. Diretoria de Desenvolvimento Curricular. Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1996, 57p.  BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília: MEC, 2000.  BRASIL. Ministério da educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica / Secretaria de Educação Especial – MEC ;SEESP, 2001. p.14.  CAZELLI, S.; et al. Tendências pedagógicas das exposições de um Museu de Ciências. II Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências.Atas II ENPEC. Porto Alegre, 1999.  GONÇALVES, T. V. O. Feiras de Ciências e Formação de professores. p. 207-215. In: PAVÃO, A. C., FREITAS, D. (Org.) Quanta Ciência há no Ensino de Ciências. Ed. São Carlos: EDUFSCar, 2008, pp. 332.
  50. 50. 42  JOSSO, Marie Christine. Experiências de vida e formação. Tradução José Cláudio e Júlia Ferreira. São Paulo: Cortez, 2004.  LOPES, Roseli de Deus (Org.). Resumos FEBRACE 2004: Feira Brasileira de Ciências e Engenharia.São Paulo: LSI / Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2004.210p.  PAVÃO, A.C. Feiras de Ciências: revolução pedagógica. Recife: Espaço Ciência. 2004.  PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência: diferentes concepções. São Paulo: Cortez, 2004.  PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO do Colégio Betel, 2013.  REGIMENTO ESCOLAR do Colégio Betel. Pires do Rio, 2013. Subsecretaria do Estado de Goiás.  Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional de Apoio às Feiras de Ciências da Educação Básica: Fenaceb. Brasília: MEC/SEB, 2006.
  51. 51. 43
  52. 52. 44 ANEXOS
  53. 53. 45 ANEXO I: TERMO DE COMPROMISSO E SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS
  54. 54. 46 ANEXO II: PLANO DE ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO
  55. 55. 47 ANEXO III: FICHAS DE REGISTRO DE ATIVIDADES E CONTROLE DE FREQUÊNCIA
  56. 56. 48 ANEXO IV: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO (A) ESTAGIÁRIO (A) REALIZADA PELO (A) PROFESSOR (A) SUPERVISOR(A)
  57. 57. 49 ANEXO V: AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO (A) ESTAGIÁRIO (A) REALIZADA PELO (A) PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A)
  58. 58. 50 ANEXO VI: DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EMITIDA PELA ESCOLA CAMPO
  59. 59. 51 ANEXO VII: AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO POR BANCA EXAMINADO ESPECÍFICA
  60. 60. 52 ANEXO VIII: DECLARAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO E PARECER CONCLUSIVO EMITIDO PELO (A) PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A)
  61. 61. 53 ANEXO IX: PROJETO EDUCATIVO
  62. 62. 54 Contribuição com os alunos da 1ª série C na Feira de ciências 1. Introdução: Lopes (2004), afirma que cada vez mais, para que um país possa se desenvolver e proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes é preciso que tenha capacidade de gerar inovação, gerar novas tecnologias e agregar valor aos seus produtos e processos. Para isso, é preciso provocar desde cedo a criatividade dos indivíduos, dando-lhes a oportunidade de escolher e desenvolver temas que lhes interessem. Portanto, é notável nas aulas de ensino médio que a disciplina Química é vista pelos alunos como sendo uma matéria de difícil entendimento e sem utilidade prática na vida dos mesmos. É correto dizer que a educação em ciências nos dias de hoje não pode mais se ater estritamente ao contexto formal da sala de aula. Esta afirmação é cada vez mais presente entre educadores em ciências e enfatiza o papel de espaços não formais para a alfabetização científica dos indivíduos (CAZELLI et al, 1999). Por esse motivo, nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) a metodologia de projetos surge como alternativa para a elaboração de uma proposta curricular enfatizando a contextualização dos conteúdos, a interação entre as áreas do conhecimento e a participação ativa dos professores no desenvolvimento da metodologia de ensino. Tanto para o ensino de Ciências, no fundamental, quanto das disciplinas da área de Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias o objetivo é desenvolver habilidades básicas e competências específicas que capacitem os alunos a enfrentar as transformações próprias do seu tempo, apresentando uma postura crítica perante a ciência, a sociedade e suas próprias vidas (BRASIL, 2000). Com isso, do ponto de vista metodológico, as feiras de ciências podem ser utilizadas para repetição de experiências realizadas em sala de aula; montagem de exposições com fins demonstrativos; como estímulo para aprofundar estudos e busca de novos conhecimentos; oportunidade de proximidade com a comunidade
  63. 63. 55 científica; espaço para iniciação científica; desenvolvimento do espírito criativo; discussão de problemas sociais e integração escola-sociedade (PAVÃO, 2004). Isso porque os alunos associam a feira como um momento em que tem liberdade para fazer o experimento que se identificar mais, sem ficar preso à rotina da sala de aula que é encarada pelos alunos como maçante. A feira de Ciências, também chamada de Mostra (MEC, 2006, p. 18), é um instrumento importante para a construção do conhecimento do estudante, pois se refere a uma proposta diferente que o leve a pesquisar a partir de seus interesses. É um trabalho que permite que o aluno realize projetos que envolvam pesquisa e aplicação da mesma construindo uma educação científica, além disso, permite também que o aluno desenvolva a sua capacidade de expressar-se em público e se prepare para ser avaliado por profissionais que não façam parte do seu cotidiano. Borba (1996) ressalta que a feira propicia ao aluno a ação democrática de participação coletiva. Permite a troca de experiências, permite que o aluno desenvolva um pensar criativo em que a sua capacidade de comunicação é exercitada. Consequentemente, após atuar em uma feira de ciências, nosso aluno retornará à sala de aula com maior capacidade de decisão em relação aos problemas do nosso cotidiano. A feira é um instrumento bastante rico para a prática da atividade científica. É uma forma de abrir a escola para estudar problemas de seu entorno, de sua comunidade, de sua cidade, estado ou país, discutindo questões ambientais e/ou sociais (GONÇALVES, 2008). É uma grande oportunidade de democratização do conhecimento científico, de descoberta de novos talentos na elaboração e construção de investigações, ao ampliar a interação escola-sociedade. Ao realizar uma feira de ciências é necessária a elaboração de projetos que envolvem uma série de providências e atitudes programadas antecipadamente como qualquer outra atividade de ensino-aprendizagem envolvendo criatividade e investigação. Além disso, envolve todos os setores da comunidade escolar. Nesse contexto, as Feiras de Ciências se constituem palco para um trabalho baseado no ensino por projetos (BARCELOS et al 2006). É possível perceber que parece existir uma preocupação constante entre os professores envolvidos na realização de feiras em destacar o relacionamento entre aluno, escola e comunidade. Os trabalhos apresentados nas feiras deverão ser
  64. 64. 56 realizados pelos alunos, mediados por um ou mais professores, sob a tutela da escola e voltados para a comunidade que gravita em torno dela (MEC/SEB,2006). Deste modo, pretende-se por meio do presente projeto conduzir os alunos da 1ª serie C do ensino médio do Colégio Betel a realizar experimentos na feira de ciências de modo que seja possível incentivar a construção de uma compreensão significativa e crítica dos conteúdos envolvidos em seus experimentos. 2. Objetivo Geral:  Auxiliar os alunos da 1ª serie C do ensino médio a realizarem experimentos na feira de Ciências. 3. Objetivos Específicos:  Colaborar com os alunos na produção do experimento: “A serpente do Faraó”;  Contribuir com os alunos na produção do experimento: “Chuva ácida”;  Assistir os alunos na produção do experimento: “Sopro Mágico”.  Auxiliar no entendimento dos experimentos que serão produzidos. 4. Materiais e métodos: Para fazer o experimento “A serpente do Faraó” foram usados os seguintes materiais:  Bicarbonato de sódio  Álcool  Açúcar  Areia  Forma de Alumínio  Garrafas Pet com o bico cortado
  65. 65. 57  Acendedor (ou fósforos) No experimento “chuva acida” foram usados:  Pote de vidro (de azeitona ou de palmito por exemplo)  Acendedor (ou fósforos)  Vela  Colher  Fita adesiva  Arame  Enxofre  Flores de cor forte (rosa vermelha, por exemplo)  Papel indicador de pH  Prego No experimento “Sopro mágico” foram usados:  Água  Álcool  Bicarbonato de sódio  Fenolftaleína  Béqueres  Canudos O projeto foi dividido em quatro momentos: i. As estagiárias se reuniram com os alunos para que eles apresentassem suas ideias para aplicar na feira ii. Após a escolha dos experimentos as estagiárias auxiliaram os alunos na confecção dos seus trabalhos e na explicação deles iii. As estagiárias se reuniram com os alunos para testar os experimentos
  66. 66. 58 iv. Por fim, as estagiárias acompanharam os alunos na execução de seus trabalhos no dia da feira de Ciências. 5. Recursos utilizados:  Experimentação.  Miniaula expositivo dialogada para discussão da parte teórica dos experimentos 6. Avaliação:  Avaliação conforme participação, desempenho e interesse dos alunos. Cronograma de atividades: Atividades a serem desenvolvidas Carga horária a ser desenvolvida Período que elas serão desenvolvidas Auxilio na elaboração de materiais para a decoração da feira de ciências 2 h e meia 23/09/2014 Reunião com os alunos para a apresentação de suas ideias sobre o experimento 1 h e meia 25/09/2014 Elaboração do Projeto Pedagógico 10 h 01/10/2014 a 03/10/2014 Auxílio na confecção de seus experimentos 8 h 29/09/2014 e 30/09/2014 Miniaula parte teórica dos experimentos 4 h 02/10/2014 Teste do experimento realizado pelas estagiárias 4 h 03/10/2014
  67. 67. 59 Teste do experimento realizado com os alunos e apresentação para as estagiárias 3 h 06/10/2014 Execução dos trabalhos na feira de ciências 5 h 10/10/2014 7. Resultados esperados: Durante o processo de aplicação e avaliação do projeto espera-se que:  Os alunos do Colégio Betel consigam de fato compreender as experiências que estarão executando;  Os alunos do Ensino Médio apresentem mais interesse pela Química;  As estagiárias através da experiência de conduzir os alunos na produção dos experimentos para a feira de ciências desenvolvam sua capacidade de interagir com os alunos do Ensino Médio, além de dominar todo o conhecimento teórico envolvido em tal processo. Além disso, ter maiores possibilidades de aprofundar suas vivências no dia a dia escolar, o que lhe será útil em diversas experiências futuras;  Haja uma notável conexão entre as estagiárias que desenvolverão o projeto e os alunos do Ensino Médio que irão colocá-lo em prática. 8. Referências:  BARCELOS, N. N. S.; JACOBUCCI, G. B.; JACOBUCCI, D. F. C. Quando o cotidiano pede espaço na escola, o projeto da feira de ciências “vida em sociedade” se concretiza. Ciência & Educação, v. 16, n. 1, p. 215-233, 2010.  BORBA, E. A importância do trabalho com Feiras e Clubes de Ciências. Repensando o Ensino de Ciências. Caderno de Ação Cultural Educativa. Vol 03, Coleção Desenvolvimento Curricular. Diretoria de Desenvolvimento
  68. 68. 60 Curricular. Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais. Belo Horizonte, 1996, 57p.  BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília: MEC, 2000.  CAZELLI, S.; et al. Tendências pedagógicas das exposições de um Museu de Ciências. II Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências.Atas II ENPEC. Porto Alegre, 1999.  GONÇALVES, T. V. O. Feiras de Ciências e Formação de professores. p. 207-215. In: PAVÃO, A. C., FREITAS, D. (Org.) Quanta Ciência há no Ensino de Ciências. Ed. São Carlos: EDUFSCar, 2008, pp. 332.  LOPES, Roseli de Deus (Org.). Resumos FEBRACE 2004: Feira Brasileira de Ciências e Engenharia.São Paulo: LSI / Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2004.210p.  PAVÃO, A.C. Feiras de Ciências: revolução pedagógica. Recife: Espaço Ciência. 2004.  Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional de Apoio às Feiras de Ciências da Educação Básica: Fenaceb. Brasília: MEC/SEB, 2006.

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