Diese Präsentation wurde erfolgreich gemeldet.
Wir verwenden Ihre LinkedIn Profilangaben und Informationen zu Ihren Aktivitäten, um Anzeigen zu personalisieren und Ihnen relevantere Inhalte anzuzeigen. Sie können Ihre Anzeigeneinstellungen jederzeit ändern.
C.E. Prof.ª MARIA LUIZA RODRIGUES DE SOUSA
Anexo I, Povoado Cassimiro, Bom Jardim – MA.
3° Ano, !ª Aula do 3º Período – Nã...
Psicologia de um vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese d...
Pré-Modernismo no Brasil
• O Pré-Modernismo foi um período de intensa movimentação literária que
marcou a transição entre ...
Características
• A denúncia e a investigação sobre a realidade da população
brasileira da época;
• A capacidade de aproxi...
Contexto histórico do Pré-Modernismo no Brasil
• No início do século XX, o Brasil vivia uma intensa
transformação política...
GuerradeCanudos,em1896-1897GuerradeCanudos,em1896-1897
GuerradeCanudos,em1896-1897FotodeFláviodeBarros–sobreviventesda
GuerradeCanudos,em1897
RevoltadaVacina,em1904RevoltadaVacina,em1904
RevoltadaChibata,em1910
Revolta da Chibata, em 1910
GrevedosoperáriosemSãoPaulo,1917
Principais autores do Pré-Modernismo no Brasil
• Na poesia, o principal representante do Pré-Modernismo no Brasil é
August...
Augusto dos Anjos (1884-1914)
• Nascido na Paraíba, Augusto dos Anjos é um
dos principais poetas da literatura brasileira....
Capadolivro“Eueoutrospoemas”
Versos íntimos
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ...
Euclides da Cunha (1866-1909)
• Euclides da Cunha foi escritor, poeta,
ensaísta, jornalista, historiador, sociólogo,
geógr...
Os Sertões (trecho)
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo
dos mestiços neurastênicos do l...
Graça Aranha (1868-1931)
• Graça Aranha foi um escritor e diplomata maranhense.
Um dos fundadores da Academia Brasileira d...
Canaã (trecho)
– As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças
adiantadas com as raças virgens, selvagens, que...
Monteiro Lobato (1882-1948)
• Monteiro Lobato foi escritor, editor,
ensaísta e tradutor brasileiro. É
considerado um dos e...
Urupês (trecho)
Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta estrouvinhado à crise duma mudança
d...
Lima Barreto (1881-1922)
• Lima Barreto foi escritor e jornalista. Foi
um grande crítico do ufanismo e do
positivismo em s...
Triste fim de Policarpo Quaresma (trecho)
O que mais a impressionou no passeio foi a miséria geral, a falta de cultivo, a ...
Capa do livro “Os Sertões” Capa do livro “Urupês” Capa do livro “Triste fim de
Policarpo Quaresma
Os Sertões
Nächste SlideShare
Wird geladen in …5
×

Pre modernismo-no-brasil

Atividade escolar para o ensino médio.

  • Als Erste(r) kommentieren

  • Gehören Sie zu den Ersten, denen das gefällt!

Pre modernismo-no-brasil

  1. 1. C.E. Prof.ª MARIA LUIZA RODRIGUES DE SOUSA Anexo I, Povoado Cassimiro, Bom Jardim – MA. 3° Ano, !ª Aula do 3º Período – Não presencial, 2020 Pré-Modernismo no Brasil Prof. José Arnaldo da Silva Licenciado em Letras LínguaPortuguesa Líteratura
  2. 2. Psicologia de um vencido Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância… Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme – este operário das ruínas – Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! Augusto dos Anjos
  3. 3. Pré-Modernismo no Brasil • O Pré-Modernismo foi um período de intensa movimentação literária que marcou a transição entre o Simbolismo e o Modernismo. Caracteriza-se pelas produções desde 1902 (início século XX) até a Semana de Arte Moderna, em 1922. • Para muitos estudiosos, esse período não deve ser considerado uma escola literária, uma vez que apresenta inúmeras produções artísticas e literárias distintas. • O Pré-Modernismo reúne características das escolas literárias do século XIX, como o Simbolismo, o Realismo e o Parnasianismo, ficando conhecido como um período sincrético, já que tinha a flexibilidade de transitar entre vários estilos e escolas, e não ficar preso a um único pensamento. • Em sua obra “História Concisa da Literatura Brasileira”, o crítico literário Alfredo Bosi afirma que é possível chamar pré-modernista tudo o que, nas primeiras décadas do século XX, problematiza a realidade social e cultural.
  4. 4. Características • A denúncia e a investigação sobre a realidade da população brasileira da época; • A capacidade de aproximar as obras literárias da população, por mostrar a sua realidade; • Personagens como o caipira da roça, o sertanejo, o caboclo, passaram a fazer parte das histórias que são contadas; • Aconteceu uma ruptura com a maneira formal e rebuscada de escrita do Arcadismo, com textos claros e objetivos; • O sincretismo estético foi uma marca do período, que conseguia utilizar características de outras escolas; • Aconteceu a valorização da cultura popular brasileira, com o regionalismo implantado nas obras.
  5. 5. Contexto histórico do Pré-Modernismo no Brasil • No início do século XX, o Brasil vivia uma intensa transformação política com a consolidação do regime republicano. A esperança de um Brasil moderno – com condições sociais mais justas, de igualdade perante à lei e a participação política popular – foi frustrada. Surgiram vários conflitos sociais, de contestação e reprovação das novas políticas republicanas, como a Guerra de Canudos, a Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata e a Greve dos operários em São Paulo.
  6. 6. GuerradeCanudos,em1896-1897GuerradeCanudos,em1896-1897
  7. 7. GuerradeCanudos,em1896-1897FotodeFláviodeBarros–sobreviventesda GuerradeCanudos,em1897
  8. 8. RevoltadaVacina,em1904RevoltadaVacina,em1904
  9. 9. RevoltadaChibata,em1910
  10. 10. Revolta da Chibata, em 1910 GrevedosoperáriosemSãoPaulo,1917
  11. 11. Principais autores do Pré-Modernismo no Brasil • Na poesia, o principal representante do Pré-Modernismo no Brasil é Augusto dos Anjos, com Eu e outros poemas (1912), poemas que desafiam classificações rígidas e inserem em nosso contexto cultural algumas características universalmente modernas. • Na prosa, destacam-se quatro escritores: Euclides da Cunha, com Os sertões (1902); Graça Aranha, com Canaã (1902); Lima Barreto, com Triste fim de Policarpo Quaresma (1915); e Monteiro Lobato, com Urupês (1918), que se debruçaram sobre a realidade do país, produzindo obras críticas e questionadoras. • Com abordagens e estilos próprios, específicos, tal poeta e prosadores se aproximam por anunciarem a grande temática que ocupará nossa primeira geração modernista: a redescoberta dos valores brasileiros, expressa por um nacionalismo que muitas vezes retoma a vertente regionalista da literatura brasileira de modo crítico, polêmico, problematizador.
  12. 12. Augusto dos Anjos (1884-1914) • Nascido na Paraíba, Augusto dos Anjos é um dos principais poetas da literatura brasileira. Sua poesia tem a peculiaridade de apresentar traços típicos do simbolismo e do cientificismo naturalista, inovação que faz com que seja situado como um poeta pré- modernista. • Escreveu uma única obra, o livro de poemas Eu, publicado em 1912. Os poemas que constituem esse livro têm como característica principal o uso de uma linguagem tida como antilírica, marcada por expressões como “escarro”, “verme”, “larva” etc.
  13. 13. Capadolivro“Eueoutrospoemas” Versos íntimos Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão – esta pantera – Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te a lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!
  14. 14. Euclides da Cunha (1866-1909) • Euclides da Cunha foi escritor, poeta, ensaísta, jornalista, historiador, sociólogo, geógrafo, poeta e engenheiro. Ocupou a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras de 1903 a 1906. • Como jornalista, foi convidado para cobrir a Guerra de Canudos. A Guerra de Canudos (1896 – 1897) foi um movimento popular de cunho religioso, na Bahia, que inspirou um dos mais importantes livros desse período: “Os Sertões”.
  15. 15. Os Sertões (trecho) O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava- o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. (...) É o homem permanentemente fatigado.
  16. 16. Graça Aranha (1868-1931) • Graça Aranha foi um escritor e diplomata maranhense. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. É situado como um escritor pré-modernista, pois nessa obra expressa tendências naturalistas e simbolistas, que, somadas, resultaram em uma literatura singular, a qual apontava indícios do que viria a ser problematizado com mais ênfase no século XX e início do século XXI: a questão racial. • Em sua obra Canaã, narra-se o enredo em torno de dois imigrantes alemães no estado do Espírito Santo. Um desses personagens, de nome Milkau, assume uma postura favorável à miscigenação entre os alemães e outros povos, ao passo que o outro personagem, chamado Lentz, mostra-se contrário a esse processo, que, segundo sua ótica, resultaria no enfraquecimento da raça ariana.
  17. 17. Canaã (trecho) – As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha. – Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.Capa do livro “Canaã”
  18. 18. Monteiro Lobato (1882-1948) • Monteiro Lobato foi escritor, editor, ensaísta e tradutor brasileiro. É considerado um dos escritores mais influentes do século XX e ficou muito conhecido por suas obras infantis de caráter educativo, como por exemplo, a série de livros do Sítio do Picapau Amarelo. • Sua contribuição para o período pré- modernista se fez em várias obras, entre elas “Cidades Mortas”, na qual denunciou o cotidiano das cidades cafeeiras de São Paulo, a decadência econômica e o comportamento das pessoas.
  19. 19. Urupês (trecho) Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta estrouvinhado à crise duma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e acocora-se de novo. Pelo 13 de Maio, mal esvoaça o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! o cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, ‘magina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo. A 15 de Novembro troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado da mudança. O caboclo não dá pela coisa. Vem Floriano; estouram as granadas de Custódio; Gumercindo bate às portas de Roma; Incitátus derranca o país. O caboclo continua de cócoras, a modorrar… Nada o esperta. Nenhuma ferrotoada o põe de pé. Social, como individualmente, em todos os atos da vida, Jeca, antes de agir, acocora-se. Jeca Tatu é um piraquara do Paraíba, maravilhoso epítome de carne onde se resumem todas as características da espécie. Ei-lo que vem falar ao patrão. Entrou, saudou. Seu primeiro movimento após prender entre os lábios a palha de milho, sacar o rolete de fumo e disparar a cusparada d’esguicho, é sentar-se jeitosamente sobre os calcanhares. Só então destrava a língua e a inteligência. – “Não vê que… De pé ou sentado as ideias se lhe entramam, a língua emperra e não há de dizer coisa com coisa. De noite, na choça de palha, acocora-se em frente ao fogo para “aquentá-lo”, imitado da mulher e da prole. Para comer, negociar uma barganha, ingerir um café, tostar um cabo de foice, fazê-lo noutra posição será desastre infalível. Há de ser de cócoras. Nos mercados, para onde leva a quitanda domingueira, é de cócoras, como um faquir do Bramaputra, que vigia os cachinhos de brejaúva ou o feixe de três palmitos. Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!
  20. 20. Lima Barreto (1881-1922) • Lima Barreto foi escritor e jornalista. Foi um grande crítico do ufanismo e do positivismo em suas obras, nas quais fazia críticas às mazelas sociais. Boa parte de suas obras foram descobertas e publicadas após sua morte. • Sua principal obra foi “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, escrito em tom coloquial. O livro narra a história de um funcionário público, Policarpo Quaresma, que em uma de suas ações reconhece o tupi como idioma principal do Brasil em sinal de valorização da cultura brasileira.
  21. 21. Triste fim de Policarpo Quaresma (trecho) O que mais a impressionou no passeio foi a miséria geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste, abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres. Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele sapê sinistro e aquele "sopapo" que deixava ver a trama de varas, como o esqueleto de um doente. Por que, ao redor dessas casas, não havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil, trabalho de horas? E não havia gado, nem grande nem pequeno. Era raro uma cabra, um carneiro. Por quê? Mesmo nas fazendas, o espetáculo não era mais animador. Todas soturnas, baixas, quase sem o pomar olente e a horta suculenta. A não ser o café e um milharal, aqui e ali, ela não pôde ver outra lavoura, outra indústria agrícola. Não podia ser preguiça só ou indolência. Para o seu gasto, para uso próprio, o homem tem sempre energia para trabalhar. As populações mais acusadas de preguiça, trabalham relativamente. Na África, na Índia, na Cochinchina, em toda parte, os casais, as famílias, as tribos, plantam um pouco, algumas coisas para eles. Seria a terra? Que seria? E todas essas questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles párias, maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome, sorumbáticos!...
  22. 22. Capa do livro “Os Sertões” Capa do livro “Urupês” Capa do livro “Triste fim de Policarpo Quaresma
  23. 23. Os Sertões

×