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Planejamento e política educacional

Disciplina para universidade.

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Planejamento e política educacional

  1. 1. PLANEJAMENTO E POLÍTICA EDUCACIONAL P R O F . J O S É A R N A L D O D A S I L V A
  2. 2. POLÍTICA, PLANEJAMENTO E LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL: QUE RELAÇÃO É ESSA? Política Planejament o legislaçã o
  3. 3. Política, Planejamento e Legislação e educacional: Que Relação é Essa? Política Pública Política social Política educacion alPolíticas Públicas – como o próprio nome diz, são aquelas políticas mais amplas definidas pelo Estado e que devem ser estendidas a todos os cidadãos, independentemente de cor, raça, sexo, idade, classe social ou qualquer outro critério. Política Social – pode ser entendida como a ação do governo numa determinada área de atendimento à população. Políticas sociais correspondem a uma fração das políticas públicas. Para que esta política se efetive é preciso que o poder público elabore, implemente e avalie planos visando ao atendimento das necessidades do povo, focalizando certas áreas, como a educacional. Políticas educacionais – correspondem a diretrizes, também governamentais, que têm como objetivos melhor orientar as ações na área de educação.
  4. 4. Módulo educadores e educandos: Tempos históricos A organização e mobilização dos grupos ajudam a estabelecer os padrões da política social e da própria educação; A definição das políticas sociais sofre influência de movimentos sociais diversos; Obs.: Filme: Central do Brasil No caso da educação, quando os planejamentos decorrentes das políticas sociais são desenvolvidos, temos a política educacional, que em geral, reflete os anseios, os interesses e as contradições presentes em uma determinada sociedade.
  5. 5. Planejamento Educacional  O ato de planejar faz parte da história do ser humano. O planejamento pode ser entendido como processo no qual são envolvidas uma ou mais pessoas com o propósito de pensar sobre os melhores meios de se realizar uma determinada tarefa. Como processo, o planejamento leva os indivíduos que dele participam a discutirem suas próprias concepções acerca do que é planejar, estabelecer suas metas, debater e escolher as melhores formas de alcançá-las. Fazendo isso, os indivíduos participam da elaboração de determinado planejamento (Paro, 1997).
  6. 6. Níveis de planejamento educacional Tipos Características Planejamento Educacional É o planejamento de maior abrangência, correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual e municipal. (Vasconcellos, 1997, p. 13) Planejamento Curricular É o processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É a previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno. ( Vasconcellos, 1997, p. 56) Planejamento Escolar É o planejamento global da escola, envolvendo o processo de reflexão e decisões sobre a sua organização, o funcionamento e a proposta pedagógica. (Libâneo, 1992,p.221) Planejamento de Ensino Processo de decisão sobre a atuação concreta do professor, em constante interação com seus alunos. (Padilha, 2001, p. 33) Plano É o planejamento colocado no papel. Consta: o que se pensa fazer, como, quando, com que e com quem fazer. Projeto Produto do planejamento , trata-se do registro das decisões mais concretas de propostas que se deseja realizar. Programa Conjunto de um ou mais projetos de órgãos ou áreas, com período de tempo definido.
  7. 7. Observações Na formulação do planejamento educacional, devem ser observados vários elementos tais como: as políticas educacionais e seus resultados em um determinado período de tempo; o contexto social mundial, nacional, regional e local; indicadores de matrícula, evasão, aprovação/repetência; recursos materiais e humanos dos sistemas escolares. A compreensão das relações existentes entre a formulação de políticas públicas para a educação e o planejamento educacional é de fundamental importância para todos aqueles que atuam na escola.
  8. 8. Legislação Educacional  Conjunto de normas educacionais, legais e infralegais, leis e regulamentos, com instrução jurídica, relativas ao setor educacional. O reconhecimento da educação como um direito não foi algo meramente concedido ao povo, mas, sobretudo, é produto de lutas, debate e mobilização na sociedade brasileira. Os resultados dessas lutas, ainda que algumas vezes parciais, vêm sendo assegurado pela legislação educacional brasileira, em seus mais variados níveis de definição e aplicação.
  9. 9. POLÍTICA EDUCACIONAL Breve história da educação nacional
  10. 10. A CONSTRUÇÃO DOS SISTEMAS NACIONAL DE EDUCAÇÃO  Os sistemas de ensino expressam um conjunto de mudanças sociais, políticas e econômicas ocorridas na modernidade:  Da sociedade feudal à sociedade capitalista. Na modernidade a educação passa do ensino individual ministrado no espaço doméstico para o ensino coletivo ministrado em espaços públicos;  As mudanças sociais e culturais trouxeram consigo a necessidade de difundir a instrução a todos os membros da sociedade, o que foi traduzido na bandeira da escola pública, gratuita, universal, laica e obrigatória;  Coube ao Estado o dever de organizar, manter e mesmo de impor a educação a toda a população.  A partir século XIX temos a consolidação dos Estados nacionais o que se fez acompanhar da implantação dos sistemas nacionais de ensino nos diferentes países.  Os países que implantaram seus sistemas nacionais de ensino equacionaram o problema do analfabetismo na passagem do século XIX para o XX – Europa, américa do Norte e países da américa latina como Argentina, Chile e Uruguai;  O Brasil, contudo, foi retardando essa iniciativa e, com isso, foi acumulando um déficit no campo educacional. O Brasil já ingressou no século XXI e continua protelando a dupla meta sempre proclamada de universalizar o ensino fundamental e eliminar o analfabetismo.
  11. 11. PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO Período Jesuítico (1549 – 1759)  A Companhia de Jesus: Missão, difundir a fé católica;  Objetivos: Conversão dos indígenas, por meio da catequese e instrução;  As escolas jesuítas eram regulamentadas por um documento, escrito por Inácio de Loiola, o Ratio Studiorum;  A obra educacional desenvolvida pelos jesuítas era mantida pela coroa; Estrutura  Adminsitração: Reitor e Prefeito dos estudos;  Currículo: As classes correspondentes a cada uma das disciplinas ministradas;  Método: Ensino mnemônico (memorização do conhecimento).
  12. 12. Estrutura do Sistema Educacional Jesuítico no Brasil Colonial OFÍCIOS (ARTES MECÂNICAS) ESCOLA DE BÊ-A-BÁ (LER, ESCREVER E CONTAR EM PORTUGÊS) DOUTRINA CRISTÃ (CATECISMO BILÍNGUE E PORTUGUÊS-TUPI) ESCOLA SECUNDÁRIA DE HUMANIDADES (GRAMÁTICA LATINA+RETÓRIA+FILOS OFIA+ TEOLOGIA) CÂNTICO ORFÊNICO+ MÚSICA INSTRUMENTAL+ TEATRO CONTINUAÇÃO DOS ESTUDOS NA EUROPA (DIREITO E MEDICINA) Fonte: Bittar & Ferreira Jr. (2007).
  13. 13. Período Pombalino (1760 – 1808) Reforma Pombalina:  Expulsão do jesuítas – 1759  Motivos:  Enriquecimento dos Jesuítas no Brasil;  Formação do chamado Império Temporal Cristão;  Educação Cristã para a Companhia e não para os interesses do país;  Objetivo: criar uma escola útil aos fins do Estado;  Novidade: educação laica;  Retrocesso: o sistema jesuítico foi demolido e nada que pudesse chegar próximo dele foi criado para dar continuidade ao trabalho educativo;  Para o Brasil, a expulsão dos jesuítas significou: a destruição do único sistema de ensino existente no país. Para Fernando de Azevedo, foi “a primeira grande e desastrosa reforma de ensino no Brasil”.
  14. 14. Da organização do ensino  Aulas régias: autônomas e isoladas, com professor único e uma não se articulava com as outras;  Resulta da reforma: as aulas régias pouco alterou a realidade educacional no Brasil, tampouco se constituiu numa oferta de educação popular, ficando restrita às elites locais; Financiamento da Educação  Em 1772, é instituído o “subsídio literário”;  A dificuldade de cobrança desse tributo na colônia não permitiu a adequada manutenção do ensino;  Alguns avanços: a educação passou a ser laica, bem como uma questão de Estado..
  15. 15. Estrutura do Sistema Educacional Gerado pelas Reformas Pombalinas REAL MESA CENSORIA (EXAMES) PROFESSOR (NOMEADO PELO DIRETOR DE ESTUDOS) DIRETOR DE ESTUDOS (NOMEADO PELO REI) AULA RÉGIA DE LER E ESCREVER AULA RÉGIA DE GRAMÁTICA PORTUGUESA AULA RÉGIA DE GRAMÁTICA LATINA AULA RÉGIA DE GRAMÁTICA GREGA AULA RÉGIA DE RETÓRICA AULA RÉGIA DE FILOSOFIA
  16. 16. Síntese da Educação no Brasil Colonial 1549 1599 1759 1808 Chegada dos primeiros padres da Companhia de Jesus Expulsão da Companhia de Jesus dos domínios ultramarinos portugueses Chegada da família real portugues a ao Brasil Promulgação do Ratio Studiorum Pedagogia brasileira Casas de bê-a-bá Catequese Teatro Bilinguismos Língua Geral (nheengatu) Português Primeiros Colégios Jesuíticos (São Vicente + Rio de Janeiro + Bahia) Predomínio dos Colégios Jesuíticos regidos pelos preceitos pedagógicos contidos no Ratio Studiorum Declínio da catequese indiana Aulas régias (grega + latina + retórica + filosófica) Escolas para poucos Fonte: FERREIRA Jr., Amarilio; BITTAR, Marisa, 2004.
  17. 17. Período Joanino (1808 --1821)  A partir de 1808, com a vinda da coroa para o Brasil – a colônia virou metrópole – houve a valorização do ensino técnico;  D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina;  Preocupação: formar os dirigentes do país;  Foco no ensino superior;  Escolas de primeiras letras esquecida.
  18. 18. Período Imperial (1822 – 1888)  Processo de Independência do Brasil;  Dívida externa: Inglaterra;  Em 1824 é outorgada a primeira Constituição brasileira.  Sobre a educação, o Art. 179 da Constituição afirmava que a "instrução primária é gratuita para todos os cidadãos;  Prática pedagógica: para suprir a falta de professores institui-se o Método Lancaster, (ensino mútuo), em que um aluno treinado (decurião) ensina um grupo de dez alunos decúria) sob a rígida vigilância de um inspetor.
  19. 19. Lei de Primeiras Letras 1827  O Império aprovou em 1827, a lei das escolas de primeiras letras, cujo artigo primeiro estabelecia: “em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos haverá escolas de primeiras letras”;  Mas essa lei permaneceu letra morta;  Um Ato Adicional à Constituição promulgado em 1834, colocou o ensino primário sob a responsabilidade das Províncias, desobrigando o Estado Nacional de cuidar desse nível de ensino;  Em 1835 surgiu a primeira Escola Normal do país, em Niterói.
  20. 20. Período da Primeira República (1889 – 1929)  A Constituição de 1891, pouco tratou da educação, pois cabia aos estados legislar sobre a educação primária e secundária;  Até a década de 1930, os assuntos ligados à educação eram tratados pelo Departamento Nacional do Ensino ligado ao Ministério da Justiça. Somente em 1931 foi criado o Ministério da Educação. Período da Segunda República (1930 – 1936)  A Revolução de 30 foi o marco referencial para a entrada do Brasil no mundo capitalista de produção.  Mudanças sociais;  A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação;  É a partir da década de 1930 que a educação passa a ser tratada como questão nacional.  Em 1932 um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época.
  21. 21. O Manifesto dos Pioneiros (1932) Fernando de Azevedo (ABE) Definia a educação como “uma função essencialmente pública”, propugnava pela escolaridade de todas as crianças de 7 a 15 anos, no âmbito de uma escola única e com formação idêntica para todos, laica e gratuita. OBS.: a educação pública e obrigatória para todos continua sendo um problema social não resolvido pela sociedade brasileira contemporânea, particularmente do ponto de vista da qualidade do ensino que oferece.
  22. 22. A Educação na Constituição De 1934  A nova Constituição dispõe, pela primeira vez, de uma capítulo especial sobre a Educação, estabelecendo que: “a educação é direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos”.  A Constituição de 1934 determinou que a União e os municípios deveriam aplicar nunca menos de 10% e os estados 20% da arrecadação de impostos na manutenção e desenvolvimento dos sistemas educacionais (art. 156); Tentativa de criar um sistema nacional de educação A Constituição de 1934 dedicou um capítulo inteiro ao tema, trazendo à União a responsabilidade de "traçar as diretrizes da educação nacional" (art. 5º) e "fixar o plano nacional de educação, compreensivo do ensino em todos os graus e ramos, comuns e especializados e coordenar e fiscalizar a sua execução, em todo o território do País. " (art. 150º);
  23. 23. Período do Estado Novo (1937 – 1945)  Com o Estado Novo é outorgada uma nova Constituição (1937);  Essa Constituição, desobriga o Estado, em nível federal, estadual e municipal, da manutenção e expansão do ensino público;  A Constituição enfatiza o ensino pré- vocacional e profissional – servir ao mercado;  “As conquistas do movimento renovador, influenciando a Constituição de 1934, foram enfraquecidas nessa nova Constituição de 1937. Marca uma distinção entre o trabalho intelectual, para as classes mais favorecidas, e o trabalho manual, enfatizando o ensino profissional para as classes mais desfavorecidas”(Romanelli) . Reforma Capanema  Subdividiu o ensino médio de segundo ciclo somente em científico e clássico, pois o ensino médio, que anteriormente era de três cursos (complementares para Medicina, Direito e Engenharia), passou a ser de dois com apenas três séries cada um. Além disso, segundo Otaíza Romanelli (1986), a Reforma Capanema não rompeu com “a velha tradição do ensino secundário acadêmico, propedêutico e aristocrático” (ROMANELLI, 1986, p. 157).OBS.: A novidade das “Leis Orgânicas do Ensino” foi ter consagrado a dualidade entre educação propedêutica e instrução para o mundo do trabalho, isto é, a divisão da educação segundo a extração social dos alunos.
  24. 24. Leis Orgânicas do Ensino Profissional (Normal, Industrial e Comercial) 2º CICLO DO CURSO NORMAL (TRÊS SÉRIES) – FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA ESCOLA PRIMÁRIA 2º CICLO DO CURSO COMERCIAL (TRÊS SÉRIES) – TÉCNICO EM: COMÉRCIO, PROPAGANDA, ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE, ESTATÍSTICA OU SECRETARIADO 2º CICLO DO CURSO INDUSTRIAL (UMA SÉRIE) - FORMAÇÃO DE PROFESSORES 1º CICLO DO CURSO NORMAL (QUATRO SÉRIES) – FORMAÇÃO DE REGENTES DE ENSINO DA ESCOLA PRIMÁRIA 1º CICLO DO CURSO COMERCIAL (QUATRO SÉRIES) – BÁSICO 1º CICLO DO CURSO INDUSTRIAL (DUAS SÉRIES) – MESTRIA 2º CICLO DO CURSO INDUSTRIAL (TRÊS OU QUATRO SÉRIES) – TÉCNICO ENSINO PRIMÁRIO ELEMENTAR DE QUATRO SÉRIES (ANOS) E ENSINO PRIMÁRIO SUPLETIVO DE DUAS SÉRIES 1º CICLO DO CURSO INDUSTRIAL (QUATRO SÉRIES) – BÁSICO
  25. 25. Problemas na prática  O processo acelerado de modernização autoritária do capitalismo brasileiro em curso necessitava da formação de mão de obra especializada em grande quantidade e de forma rápida ( os cursos eram de longa duração);  A dualidade do sistema educacional imposta pelas “Leis Orgânicas do Ensino”, coerente com a lógica condicionada pela origem social dos alunos, vetava o acesso ao ensino superior àqueles que eram egressos dos cursos profissionais;  A interdição que impedia a passagem do ensino profissional para o propedêutico e permitia o acesso aos cursos universitários apenas pelos filhos das elites somente foi revogada no início da década de 1950. OBS.: para atender a demanda por mão de obra com qualificação profissional exigida pela sociedade urbano-industrial que se modernizava de forma acelerada, o governo possibilitou a criação de um sistema de ensino técnico paralelo, mantido pelos sindicatos patronais, que formasse os trabalhadores de acordo com a necessidades imediatas dos vários ramos econômicos da indústria e do comércio.
  26. 26. Criação do SENAI e SENAC Em 1942, foi publicado o Decreto-lei no 4.048 que criava o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Quatro anos depois, criava-se, por meio do Decreto-lei no 8.621, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). O “Sistema S” logo se transformaria na maior rede de escolas profissionais do Brasil, pois a lógica do processo de modernização acelerada e autoritária do capitalismo brasileiro determinava. OBS.: Romanelli (1986, p. 169), “as escolas de aprendizagem (profissional) acabaram por transformar-se, ao lado das escolas primárias, em escolas das camadas populares”.
  27. 27. Síntese dos Acontecimentos Educacionais Republicanos (1889-1945) 1889 1930 1945 Proclamaç ão da República Marco principal da Revolução Burguesa Fim do Estado Novo As instituições emblemáticas do período Grupos Escolares e As Escolas Normais As reformas educacionais estaduais (SP, DF, CE, RN, PE, PA, MG, BA) A criação da Associação Brasileira de Educação (ABE) e as Conferências Nacionais de Educação (década de 1920) As reformas Gustavo Capanema (1942-1946) A publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) A reforma Francisco Campos (1931) + A criação do Ministério da Educação + A instituição do ensino religioso facultativo Nas escolas públicas
  28. 28. Período da Nova República (1946 – 1963)  Volta a figurar a vinculação orçamentária;  Na Carta de 1946, voltou a figurar a vinculação orcamentária que fixou em 20% a obrigação mínima dos estados e municípios e 10% da União.  Volta a figurar na Constituição que “a educação é direito de todos”;  Em 1946, tivemos uma segunda lei nacional de ensino primário;  A nova Constituição determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e dá competência à União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional.  Em 1948 foi encaminhado à Câmara Federal o anteprojeto da LDB – aprovado em 1961.  Com a 1º LDB tivemos a chance de organizar o sistema nacional de educação - mas essa oportunidade foi perdida, pois a LDB fixou como sistema apenas os estaduais.  Essa lei garantiu a educação como um direito de todos, porém o Estado não era obrigado a ofertar a educação básica.
  29. 29. Características da Primeira LDB da História da Educação Brasileira ( Dez/1961)  Institucionalização do Conselho Federal de Educação;  O fim da discriminação entre a educação propedêutica e a profissional;  Elaboração periódica do Plano Nacional de Educação, a Lei no 4.024 manteve intacta a estrutura dos diferentes graus e ramos da educação nacional instituídos pelas “Leis Orgânicas do Ensino” iniciadas no ministério de Gustavo Capanema (Brasil, 1960).  OBS.: A Lei no 4.024 não rompeu o binômio do elitismo e da exclusão que se manifestava na educação brasileira desde o período colonial. Leitura: Em 1961, “A inadequacidade de nossa escola primária consiste na sua verbosidade, no exagero da memorização, na sonoridade da palavra, com que, fugindo à realidade em que se situa, se superpõe a ela. [...] é uma escola que não infunde esperança. Além da reprovação em massa [...] a milhares de meninos cedo antecipados em homens [...] se dão leituras em que se fala de viagens à “fazenda do tio Mário, onde vamos passar as férias”, viajando de trem e de barco e em cujo percurso “mamãe e papai conversam, Ângela e Cármen leem revistas infantis. E eu estou na janela gozando a viagem” (FREIRE,1961, p. 21-24). Assim, Freire ( 1961) enfatiza a não expansão quantitativa da escola pública obrigatória para todas as crianças em idade escolar e a qualidade dos
  30. 30. Período do Regime Militar (1964 – 1985)  O regime retirou a vinculação orçamentária;  Com o Golpe Militar, o ensino em todas as áreas da educação brasileira passaram a ser rigidamente vigiadas pelos comandantes das Forças Armadas;  Professores foram presos e demitidos; - Universidades foram invadidas;  Estudantes foram presos e feridos, nos confronto com a polícia, e alguns foram mortos; - A União Nacional dos Estudantes proibida de funcionar;  Em 1971 tivemos uma 2ª Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional;  Reformas na educação básica:  1º Grau com duração de 8 anos – antigo Primário e Ginasial.  2 º Grau com duração de três anos – antigo Colegial – Inseriu o ensino profissionalizante obrigatório – em 1974 essa modalidade foi revogada.  Formação educacional de cunho profissionalizante;  Fim da disciplina de História, Geografia, Filosofia e Sociologia;  Criação dos Estudos Sociais, Educação Moral e Cívica e OSPB – Organização Social e Política do Brasil;  Fechamento das faculdades de História.
  31. 31. Exigência do Momento  Criação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) em 1967 (para se contrapor ao movimento de alfabetização organizado por Paulo Freire);  política de formação e remuneração dos professores;  política de arrocho salarial (proletarizou econômica e culturalmente a classe).
  32. 32. Estrutura Do Sistema Educacional Criado Pela Ditadura Militar DOUTORADO CURSO DE GRDUAÇÃO (BACHARELADO E LICENCIATURAS COM 3, 4 E 5 ANOS) ENSINO DE 2º GRAU COM TRÊS ANOS ENSINO DE 1º GRAU COM OITO SÉRIES (ANOS) OBRIGATÓRIAS PÓS-GRADUAÇÃO EDUCAÇÃO SUPERIOR EDUCAÇÃO DE 1º E 2º GRAUS MESTRADO
  33. 33. Período da Abertura Política (1988 – 2003)  Profissionais de outras áreas, distantes dos conhecimentos pedagógicos, passaram a assumir postos na área da educação;  Determina que é competência da União fixar as diretrizes e bases da educação nacional;  Exige a aprovação de um novo plano nacional da educação;  Luta era por um sistema nacional de educação sob responsabilidade da União.  No 1º projeto tinha um capítulo chamado: do sistema nacional de educação, porém foi alterado para: da organização da educação nacional.  Projeto de lei para uma nova LDB foi encaminhado a Câmara Federal
  34. 34. Estrutura do Sistema Educacional Gerado pela Constituição de 1988 e Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96
  35. 35. O art. 211 da Constituição Federal de 1988 explicita quatro tipos de sistemas de ensino no Brasil, são:  Federal (União)  Estaduais ( Estados)  Distrital (Distrito Federal)  Municipais (municípios)
  36. 36. Quanto às Competências  À União Compete autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino;  Estados e Distrito Federal Organizar, manter e desenvolver os órgãos de ensino, bem como autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação básica e superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; Compete aos Municípios Organizar, manter e desenvolver os órgãos de ensino , bem como baixar normas complementares a autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino. Cada Sistema de Ensino tem seus órgãos Administrativos, Pedagógicos, Consultivos e Deliberativos  Sistema Federal  MEC e o Conselho Nacional de Educação (CNE);  Sistema Estadual  SEED e o Conselho Estadual de Educação (CEE);  Sistema Municipal  SME e o Conselho Municipal de Educação (CME). Obs.: O Sistema Federal de ensino compreende: a) as instituições de ensino mantidas pela União; b) as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada; c) os órgãos federais de educação.
  37. 37. Níveis e Modalidades de Educação e Ensino Níveis:  Educação Superior  Educação Básica – Educação Infantil – Ensino Fundamental – Ensino Médio Modalidades – EJA – Educação Especial – Educação Profissional
  38. 38. Educação Básica Objetivos:  Desenvolver o educando e assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania; e  Fornecer ao educando meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores Organização da Educação Básica  Em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, grupos não- seriados,etc...  Calendário Escolar : adequado às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas;  Mínimo de 800 horas de atividades escolares efetivas, distribuídas em 200 dias letivos;
  39. 39. Critérios de Avaliação do Rendimento Escolar  o desempenho do aluno será medido por um processo de avaliação contínua e cumulativa, prevalecendo os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Valerão mais os resultados obtidos ao longo do período, série, etc... Sobre os de eventuais provas finais;  Os alunos com atraso escolar terão possibilidades de aceleração de estudos;  Os alunos podem avançar nos cursos ou nas séries desde que seja feita a avaliação do aprendizado;  Baixo rendimento escolar – estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo;  Frequência Mínima para aprovação: 75% das horas ou dias letivos;
  40. 40. Educação Infantil Objetivo Geral:  O desenvolvimento integral da crianças em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social complementando a ação da família e da comunidade . Avaliação  Feita mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança, sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.
  41. 41. Ensino Fundamental  Direito Público Subjetivo;  Público: Sua satisfação não é direito apenas do individuo, mas, sobretudo da coletividade;  Subjetivo porque o cidadão, sozinho ou associado a outras pessoas, tem poderes legais para obrigar o governo (poder público) a garantir (assegurar) o direito.
  42. 42. Ensino Fundamental de Nove Anos (Obrigatório dos 6 aos 14 Anos) Objetivos:  Desenvolver a capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;  Compreender o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores em que se fundamenta a sociedade;  Desenvolver a capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e formação de atitudes e valores;  Fortalecer os vínculos de família, os laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
  43. 43. Ensino Médio Objetivos:  Consolidar e assegurar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;  Preparar o aluno para a o trabalho e para o exercício da cidadania;  Aprimorar o educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e o pensamento crítico;  Fazer o aluno compreender os fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática no ensino de cada disciplina. Obs.: Duração mínima: 3 anos
  44. 44. Modalidades  Educação de Jovens e Adultos: destinada aqueles que, na idade própria, não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio.  Educação profissional  Educação Especial: oferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino, para os educandos portadores de necessidades especiais, desde a educação Infantil.
  45. 45. Condições que os sistemas devem oferecer para a Educação Especial  Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica para atender bem aos educandos;  Aos educandos que não conseguirem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental será oferecida a terminalidade específica de acordo com suas capacidades;  Os superdotados terão oportunidades de terminar o curso em menor tempo;  Professores especializados para atendimentos dos educandos
  46. 46. Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 Educação básica Educação Infantil 0-6 anos Creche 0-3 anos Pré – escola 4-6 anos Ensino Fundamental 7 – 14 anos Obrigatório Ensino Médio
  47. 47. Conselho Nacional de Educação – Câmara de Educação Básica  Lei no 11.114, de 16 de maio de 2005 – Estabeleceu a obrigatoriedade do início do Ensino Fundamental aos seis anos de idade a partir de 2006  Resolução nº 3, de 3 de agosto de 2005 – Define normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos. Etapas de ensino : -Educação Infantil Creche: até 3 anos de idade - Faixa etária Pré-escola: 4 e 5 anos de idade - Faixa etária -Ensino Fundamental de nove anos até 14 anos de idade Anos iniciais: Faixa etária de 6 a 10 anos de idade - duração 5 anos Anos finais: Faixa etária de 11 a 14 anos de idade - duração 4 anos
  48. 48. Reformulação da LDB/96 Lei 11.274 de 06/02/2006 Educação Infantil 0-5 anos Creche 0-3 anos Pré – escola 4-5 anos Ensino Fundamental (9 anos) 6-14 anos OBRIGATÓRIO Ensino Médio
  49. 49. CRECHE 0-3 ANOS JARDIM I 3-4 ANOS JARDIM I I 4-5ANOS JARDIM III 5-6 ANOS NÃO OBRIGATÓRIO 1.º ANO 5-6 ANOS 3.º 7-8 4.º 8-9 5.º 9-10 6.º 10-11 7.º 11-12 8.º 12-13 9.º 13-14 2.º 6-7 OBRIGATÓRIO Lei 11.274 de 06/02/2006 1ª 2ª 5ª3ª 6ª 7ª 8ª4ª ESCOLA DA INFÂNCIA
  50. 50. A inclusão da criança de seis anos (completos ou incompletos) no Ensino Fundamental exige formular um novo modelo de escola: Uma Escola Para a Infância! Em que o diálogo entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental esteja presente, diálogo institucional e pedagógico. Exige, sobretudo, dos profissionais que atuam na educação, entender que o tempo da infância é o tempo de aprender para as crianças e com as crianças.
  51. 51. A EDUCAÇÃO NO BRASIL NOS DIAS ATUAIS  A política educacional brasileira é marcada fortemente por descontinuidades;  A marca da descontinuidade na política de educação atual se faz presente na meta, sempre adiada, de eliminação do analfabetismo e universalização do ensino fundamental;  O Brasil chegou ao final do século XX sem resolver um problema que os principais países resolveram na virada do século XIX para o XX: a universalização do ensino fundamental, com a consequente erradicação do analfabetismo.  Para enfrentar esse problema a Constituição de 1988 previu, nas disposições transitórias, que o Poder Público nas suas três instâncias (a União, os estados e os municípios) deveriam, pelos dez anos seguintes, destinar 50% do orçamento educacional para essa dupla finalidade. Isso não foi feito;  Quando esse prazo estava vencendo, o governo criou o FUNDEF com prazo de mais dez anos para essa mesma finalidade; e a LDB, por sua vez, instituiu a década da educação; seguiu-se a aprovação em 2001, do Plano Nacional de Educação, que também se estenderia por dez anos. No final de 2006, ao se esgotarem os dez anos do prazo do FUNDEF, foi instituído o FUNDEB, com prazo de 14 anos, ou seja, até 2020.  Agora, quando mais da metade do tempo do PNE já passou, vem um novo Plano, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) estabelecer um novo prazo, desta vez de quinze anos, projetando a solução do problema para 2022. Nesse diapasão, já podemos conjecturar sobre um novo Plano que será lançado em 2022 prevendo, quem sabe, mais 20 anos para resolver
  52. 52. REFERÊNCIAS ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. São Paulo: Moderna, 1989. BREJON, Moysés. (org.) Estrutura e funcionamento do ensino de 1º e 2° graus: leituras. 7. ed. São Paulo: Pioneiras, 1976. PILLETTI, Nelson. Estrutura e funcionamento do ensino de 1º grau. 22. ed. São Paulo: Ática, 1996. ________. História da educação no Brasil. 6. ed. São Paulo: Ática, 1996. RIBEIRO, Maria Luísa Santos. História da educação brasileira: a organização escolar. 13. ed. São Paulo: Autores Associados, 1993. ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da educação no Brasil. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 1991. SILVA, Francisco de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1992.

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