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GRAM
ÁTICA
PROF. JOSÉ
ARNALDO
DA
SILVA
GRAMÁTICA DE USO
Durante o processo de produção de textos, surgem
sempre dúvidas gramaticais; mas há outros casos que
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ACENTUAÇÃO
GRÁFICA
PROF. JOSÉ
ARNALDO
DA
SILVA
Palavras monossílabas
 Levam acento as palavras monossílabas tônicas
terminadas em “A”, “E” e “O”, seguidas ou não de “S”...
Palavras oxítonas
Levam acento as palavras oxítonas terminadas em “A”,
“E” e “O”, seguidas ou não de “S”, e as oxítonas
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Palavras paroxítonas
Levam acento as palavras paroxítonas terminadas em “R”, “N”,
“X” e “L”, (lembre-se das consoantes da ...
 Os ditongos abertos “EI” e “OI” não são mais acentuados
quando aparecem em palavras paroxítonas.
Palavras proparoxítonas
 Levam acento, agudo ou circunflexo, todas as palavras
proparoxítonas da Língua Portuguesa.
LÂMPA...
Hiatos
Levam acento o “I” e o “U” dos hiatos,
quando:
1.Forem tônicos;
2.Vierem precedidos de vogal;
3.Formarem sílabas s...
Observação
Não são mais acentuados o “I” e o “U” tônicos dos hiatos
quando precedidos de ditongo, em palavras paroxítonas...
Acento diferencial
 Não se usa mais para diferenciar os pares: pára/para;
péla/pela; pólo/polo; pêlo/pelo; pêra/pera.
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 O acento diferencial ainda permanece nas palavras:
 São acentuados os verbos TER e VIR e os seus derivados na
3ª. pesso...
Uso do trema
 Não existe mais TREMA (¨), em Língua Portuguesa, para
marcar os grupos átonos “GUE” “GUI” “QUE” e “QUI”:
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DESCONTRAINDO...
USO
DA
CRASE
PROF. JOSÉ
ARNALDO
DA
SILVA
Crase
 A palavra crase provém do grego (krâsis) e significa
mistura.
 Na língua portuguesa, crase é a fusão de duas voga...
Uso obrigatório da crase
 Só ocorre crase diante de palavras femininas, portanto
nunca use o acento grave (indicativo de ...
Crase facultativa
Antes dos pronomes possessivos femininos
minha, tua, nossa etc.:
Referi-me à sua professora.
Referi-me ...
Não se usa crase:
 Em palavras masculina.
Vou andar a pé. (Pé=masc.)
 Antes de artigo indefinido um/uma/alguns/algumas
I...
Observação
Para comprovar a crase, o melhor “macete” é substituir
substantivo feminino por um masculino. A crase é comprov...
EM
PREGO
DA
VÍRGULA
PROF. JOSÉ
ARNALDO
DA
SILVA
A VÍRGULA ENTRE OS TERMOS DA
ORAÇÃOEmprega-se a vírgula para separar termos que exercem a
mesma função sintática, quando n...
Observações:
Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e:
1. Quando as orações coordenadas tiverem sujeitos...
Emprega-se a vírgula, também, para:
isolar o aposto:
Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui ontem.
isolar o vocati...
 separar expressões explicativas ou corretivas:
Entregar-lhe os documentos foi, sem dúvida, um
erro.
Amanhã, ou melhor, d...
A VÍRGULA ENTRE AS ORAÇÕES
 Coordenadas
Emprega-se a vírgula para separar:
 as orações coordenadas assindéticas. Ex.:
Ac...
Observações:
A vírgula deve ser empregada antes da conjunção
coordenativa. Usa-se a vírgula depois somente se
a conjunção ...
 Subordinadas Adjetivas
Somente as orações subordinadas adjetivas
explicativas devem ser separadas por vírgula da
oração ...
 Subordinadas adverbias
As orações subordinadas adverbiais são separadas
por vírgula nos seguintes casos:
se vierem após...
Cuidado!
Não se separa sujeito de predicado por vírgula, mesmo quando
o sujeito é muito longo ou vem depois do predicado e...
COLOCAÇÃO
PRONOM
INAL
PROF. JOSÉ
ARNALDO
DA
SILVA
Colocação pronominal
É o estudo da colocação dos pronomes
oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos,
os, as, lhes) ...
Próclise (a antes do verbo)
Usamos a próclise nos seguintes casos:
 Com palavras ou expressões negativas: não, nunca,
jam...
Com conjunções subordinativas: quando, se,
porque, que, conforme, embora, logo, que.
Exemplos:
É necessário que a deixe n...
 Com pronomes relativos, demonstrativos e
indefinidos. Exs.:
Alguém me ligou? (indefinido)
A pessoa que me ligou era minh...
 Com verbo no GERÚNDIO antecedido de
preposição EM.
Exemplos.:
Em se plantando tudo dá.
Em se tratando de beleza, ele é c...
Mesóclise (no meio do verbo)
 Usada quando o verbo estiver no futuro do presente ou no
futuro do pretérito.
Exemplos:
Con...
Ênclise (depois do verbo)
 Usa-se a ênclise com o verbo no início da frase:
Ex.: Entregaram-me as camisas.
 Com o verbo ...
DESCONTRAINDO...
LITERATURA
PROF. JOSÉ
ARNALDO
DA
SILVA
Elementos da comunicação
1. Emissor ou remetente: é aquele que codifica e envia a
mensagem. Ocupa um dos polos do circuito...
Canal
Esquema dos elementos de comunicação
Emissor Receptor
Contexto
Mensagem
Código
Funções da linguagem
Função emotiva: A
mensagem está centrada
no emissor. O emissor
exprime diretamente uma
emoção que ten...
Função apelativa: A
mensagem está
centrada no receptor.
O emissor utiliza uma
linguagem para
influenciar o receptor
no sen...
Função
metalinguística: A
mensagem está
centrada no código.
Está presente quando
se quer verificar se o
emissor e o recept...
Canal
Função fática
Relação entre os elementos de comunicação e as
funções da linguagem
Emissor
Função emotiva
Mensagem
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Síntese
Funções da linguagem Finalidade Recursos
1. Referencial ou denotativa Transmitir informações Frase declarativa:
Co...
Figura
de
linguagem
PROF. JOSÉ
ARNALDO
DA
SILVA
Tipos de linguagem
DenotativoDenotativo:: sentido real (dicionário)
Exemplo: Minha geladeira quebrou.
ConotativoConotativo...
Figuras de palavras
Antonomásia – Consiste na substituição de um nome por
outro que com ele seja afim semanticamente ou po...
MetonímiaMetonímia -- A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro,
havendo entre ambos estreita afinidade ...
ProsopopeiaProsopopeia ouou personificaçãopersonificação – Consiste em atribuir a seres– Consiste em atribuir a seres
inan...
Figuras de construção
AliteraçãoAliteração – Consiste na repetição ordenada de mesmos sons– Consiste na repetição ordenada...
Anáfora – Consiste na repetição de uma mesma palavra no início de
versos ou frases.
Exemplos:
“Noite – montanha. Noite vaz...
Assíndeto – é a omissão das conjunções ou conectivos aditivas.
Exemplos:
 “... há de morrer como viveu: sozinho! Sem ar! ...
Pleonasmo – consiste na repetição de um termo da oração ou do
significado de uma expressão, isto é, alguma informação que ...
Silepse – É uma figura de linguagem que faz concordância não através
de regras gramaticais, mas sim pela ideia associada e...
Figuras de pensamento
Antítese – É a oposição entre dois pensamentos, duas ou mais
ideias. “É a oposição de duas verdades,...
Eufemismo – Busca suavizar uma expressão através do uso de termos
mais agradáveis.
Exemplos:
Ele é desprovido de beleza. ...
Paradoxo – Consiste numa proposição aparentemente
absurda, resultante da união de ideias contraditórias.
Exemplos.:
É só ...
QUADRO GERAL DO DESENVOLVIMENTO DAS LITERATURAS
PORTUGUESA E BRASILEIRA
LITERATURA PORTUGUESA
Era medieval   Era Clássica ...
REFERÊNCIAS
AMARAL, Emília et al. Português: Novas palavras: literatura,
gramática, redação e leitura. volumes 1,2 e 3: en...
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Língua portuguesa com ênfase em gramática e literatura

Pós-graduação.

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Língua portuguesa com ênfase em gramática e literatura

  1. 1. LÍNGUA PORTUGUESA CO M ÊN FASE EM G R AM ÁTICA E LITER ATUR A Telefones: (98)3664-2231 ou (98) 99157-2274 e-mails: arnaldosilvabj@gmail.com jarnaldosilva@yahoo.com.br PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  2. 2. GRAM ÁTICA PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  3. 3. GRAMÁTICA DE USO Durante o processo de produção de textos, surgem sempre dúvidas gramaticais; mas há outros casos que gramáticas e livros do tipo tira-dúvidas resolvem tranquilamente; a consulta a esses materiais torna-se obrigatória por parte de quem se propõe a escrever na escola, no trabalho ou mesmo por motivos particulares. Vale lembrar que a eliminação de alguns erros será efetuada a partir do treinamento linguístico e a prática constante da escrita. Cabe ao produtor o trabalho constante da revisão e escrituração dos textos para que a assimilação das técnicas redacionais e normas gramaticais sejam efetivadas.
  4. 4. ACENTUAÇÃO GRÁFICA PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  5. 5. Palavras monossílabas  Levam acento as palavras monossílabas tônicas terminadas em “A”, “E” e “O”, seguidas ou não de “S”.  Monossílabas tônicas terminadas em ditongos abertos ÉI; ÓI e ÉU.  Levam acento as palavras oxítonas terminadas em “A”, “E” e “O”, seguidas ou não de “S”, e as oxítonas terminadas em “EM” e “ENS”. PÁ – FÉ – RÉ – NÓ – GÁS – PÉS – CÓSPÁ – FÉ – RÉ – NÓ – GÁS – PÉS – CÓS VATAPÁ – SOFÁS – CAFÉ – BEBÊS – CIPÓ – VOVÔS – TAMBÉM – AMÉM – ARMAZÉNS – PARABÉNS VATAPÁ – SOFÁS – CAFÉ – BEBÊS – CIPÓ – VOVÔS – TAMBÉM – AMÉM – ARMAZÉNS – PARABÉNS GÉIS – MÉIS – FÉIS – SÓIS – DÓI – RÓI – MÓI – VÉU – CÉU – RÉU GÉIS – MÉIS – FÉIS – SÓIS – DÓI – RÓI – MÓI – VÉU – CÉU – RÉU
  6. 6. Palavras oxítonas Levam acento as palavras oxítonas terminadas em “A”, “E” e “O”, seguidas ou não de “S”, e as oxítonas terminadas em “EM” e “ENS”. Levam acento as oxítonas terminadas em ditongos abertos em “ÉI”, “ÓI” e “ÉU”. Levam acento as formas verbais oxítonas terminadas em “A”, “E” e “O”, ligadas a pronomes enclíticos ou mesoclíticos. CUIDADO!CUIDADO! TREM – BENS – SEMTREM – BENS – SEM (Não levam acento porque são monossílabas!) VATAPÁ – SOFÁS – CAFÉ – BEBÊS – CIPÓ – VOVÔS – TAMBÉM – AMÉM – ARMAZÉNS – PARABÉNS VATAPÁ – SOFÁS – CAFÉ – BEBÊS – CIPÓ – VOVÔS – TAMBÉM – AMÉM – ARMAZÉNS – PARABÉNS PAPÉIS – ANÉIS – HERÓI – ANZÓIS –CHAPÉU – ILHÉUS PAPÉIS – ANÉIS – HERÓI – ANZÓIS –CHAPÉU – ILHÉUS ENCONTRÁ-LO / RECEBÊ-LA / DISPÔ-LOS / AMÁ-LO-IA / VENDÊ-LA-Á ENCONTRÁ-LO / RECEBÊ-LA / DISPÔ-LOS / AMÁ-LO-IA / VENDÊ-LA-Á
  7. 7. Palavras paroxítonas Levam acento as palavras paroxítonas terminadas em “R”, “N”, “X” e “L”, (lembre-se das consoantes da palavra RouXiNoL). Levam acento as palavras paroxítonas terminadas em I e S: Ã(S) e ÃO(S): US, UM e UNS: PS: DITONGOS: REPÓRTER – TÓRAX – PRÓTON – FÁCILREPÓRTER – TÓRAX – PRÓTON – FÁCIL CUIDADO! PÓLEN / HÍFEN (singular) = POLENS / HIFENS (plural) CÁQUI – LÁPIS – TÊNIS ÍMÃ – ÍMÃS – ÓRFÃO – ÓRFÃOS BÔNUS – ÔNUS – ÁLBUM – ÁLBUNS BÍCEPS – FÓRCEPS – TRÍCEPS – QUADRÍCEPS SÉRIE – COLÉGIO – LÁBIOS – PÁSCOA – RÉGUA
  8. 8.  Os ditongos abertos “EI” e “OI” não são mais acentuados quando aparecem em palavras paroxítonas.
  9. 9. Palavras proparoxítonas  Levam acento, agudo ou circunflexo, todas as palavras proparoxítonas da Língua Portuguesa. LÂMPADA – ÊXODO – TÂMARA – RÁPIDO – FÍGADO – MÉDICO– CÓRREGO – CRONÔMETRO – MATEMÁTICA LÂMPADA – ÊXODO – TÂMARA – RÁPIDO – FÍGADO – MÉDICO– CÓRREGO – CRONÔMETRO – MATEMÁTICA
  10. 10. Hiatos Levam acento o “I” e o “U” dos hiatos, quando: 1.Forem tônicos; 2.Vierem precedidos de vogal; 3.Formarem sílabas sozinhos ou com “S”; 4.Não forem seguidos de “NH”: JU – Í – ZES MI – Ú – DO FA – ÍS – CA BA – LA - ÚS – TRE JU – Í – ZES MI – Ú – DO FA – ÍS – CA BA – LA - ÚS – TRE JU – IZ RA – UL SA – IR RA – I – NHA JU – IZ RA – UL SA – IR RA – I – NHA
  11. 11. Observação Não são mais acentuados o “I” e o “U” tônicos dos hiatos quando precedidos de ditongo, em palavras paroxítonas: Os hiatos “OO” e “EE” não são mais acentuados: BAIAIUCA – FEIEIURA – BOIOIUNABAIAIUCA – FEIEIURA – BOIOIUNA VOO – ENJOO – PERDOO – ABENÇOO – LEEM – DEEM VEEM – CREEM VOO – ENJOO – PERDOO – ABENÇOO – LEEM – DEEM VEEM – CREEM
  12. 12. Acento diferencial  Não se usa mais para diferenciar os pares: pára/para; péla/pela; pólo/polo; pêlo/pelo; pêra/pera. Agora PARA (verbo), PELA (substantivo e verbo), PELO (substantivo), PERA (substantivo), POLO (substantivo). Antes PÁRA (verbo), PÉLA (substantivo e verbo), PÊLO (substantivo), PÊRA (substantivo), PÓLO (substantivo).
  13. 13.  O acento diferencial ainda permanece nas palavras:  São acentuados os verbos TER e VIR e os seus derivados na 3ª. pessoa do plural: PÔDE (passado) ≠ PODE (presente) PÔR (verbo) ≠ POR (preposição) Ele tem - Eles têm Ele detém - Eles detêm Ele vem - Eles vêm Ele intervém - Eles intervêm Atenção!
  14. 14. Uso do trema  Não existe mais TREMA (¨), em Língua Portuguesa, para marcar os grupos átonos “GUE” “GUI” “QUE” e “QUI”:  Da mesma forma, não há mais acento agudo nos grupos tônicos “GUE” “GUI” “QUE” e “QUI”: NOMES PRÓPRIOS ESTRANGEIROS E DERIVADOS: HÜBNER, MÜLLERIANO, MÜLLER, ETC. SEQUESTRO/ AGUENTAR / LINGUIÇA / EQUINOSEQUESTRO/ AGUENTAR / LINGUIÇA / EQUINO AVERIGUE/ APAZIGUEAVERIGUE/ APAZIGUE
  15. 15. DESCONTRAINDO...
  16. 16. USO DA CRASE PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  17. 17. Crase  A palavra crase provém do grego (krâsis) e significa mistura.  Na língua portuguesa, crase é a fusão de duas vogais idênticas (a + a = à, sendo a primeira preposição e a segunda, artigo).  A identificação da crase se dá pela presença do acento grave (`).  Essa denominação visa a especificar principalmente a contração ou fusão da preposição a com os artigos definidos femininos (a, as) ou com os pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo.
  18. 18. Uso obrigatório da crase  Só ocorre crase diante de palavras femininas, portanto nunca use o acento grave (indicativo de crase) diante de palavras masculinas. Fui à praia (praia=fem.)  Nos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo. Minha sugestão é semelhante àquela que você deu.”  Nos pronomes de tratamento: Senhora, Senhorita, Dona. Dê os parabéns à Senhora Lourdes.  Nas expressões: à noite, à direita, à esquerda, à medida que, à maneira de, à moda de. À medida que come, mais cresce.  Indicação de horas. A reunião começará às 18:00h.
  19. 19. Crase facultativa Antes dos pronomes possessivos femininos minha, tua, nossa etc.: Referi-me à sua professora. Referi-me a sua professora. Antes de nomes próprios femininos: Carlos fez um pedido à Mariana. Carlos fez um pedido a Mariana. Depois da palavra até: Fui até à secretaria. Fui até a secretaria.
  20. 20. Não se usa crase:  Em palavras masculina. Vou andar a pé. (Pé=masc.)  Antes de artigo indefinido um/uma/alguns/algumas Iremos a um jogo de futebol.  Em palavras repetidas. O jeito é conversar cara a cara.  Quando o “a” é trocado por “até”. Ficará aberto de Segunda a Sábado.  Antes de verbo. Você passará a exercer um novo cargo.  Antes de pronomes de tratamento ( ela, ele, Vossa Excelência, Vossa Eminência...etc.) Mande um abraço a ela.
  21. 21. Observação Para comprovar a crase, o melhor “macete” é substituir substantivo feminino por um masculino. A crase é comprovada se o “à” se transformar em “ao”: “Ele se referiu à carta.” (=ao documento) “Ele entregou o documento às professoras.” (=aos professores) “Sua camisa é igual à do meu pai.” (=seu casaco é igual ao do meu pai) “Ele fez referência às que saíram.” (=aos que saíram) Observe a diferença: “A secretária escreveu a carta.” (=o documento) “Ele não encontrou as professoras.” (=os professores) “A testemunha acusou a da direita.” (=o da direita) “Não reconheci as que saíram.” (=os que saíram) “Ele se referiu a esta carta.” (=a este documento) “Tráfego proibido a motocicletas.” (=a caminhões) Este “macete” não se aplica no caso dos pronomes aquele(s), aquela(s) e aquilo.
  22. 22. EM PREGO DA VÍRGULA PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  23. 23. A VÍRGULA ENTRE OS TERMOS DA ORAÇÃOEmprega-se a vírgula para separar termos que exercem a mesma função sintática, quando não vêm unidos por e, ou e nem. Exemplos: Ônibus, automóveis e caminhões deveriam participar do rodízio. Deu-me livros, revistas de arte, discos antigos e cd’s. Não ocorreram protestos veementes nem intervenções exaltadas durante a reunião. (Núcleos unidos pela conjunção nem.) Ainda não decidi se viajarei para a Bahia ou para o Ceará. (Termos unidos pela conjunção ou.) Entretanto, se essas conjunções aparecerem repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula passa a ser obrigatório. Exemplos: Não fui ao velório, nem ao enterro, nem à missa de sétimo dia.
  24. 24. Observações: Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e: 1. Quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes. Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres. 2. Quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto). Exs.: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. Sofreram com essa política os professores, e os alunos, e os pais, e a sociedade, enfim. 3. Quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja de adição (adversidade, consequência, por exemplo). Ex.: Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.
  25. 25. Emprega-se a vírgula, também, para: isolar o aposto: Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui ontem. isolar o vocativo: Você ouviu, Maria, que notícia estranha? isolar o nome de um lugar anteposto à data: São João do Caru, 31 de julho de 2016. separar termos intercalados: As pessoas, muitas vezes, são falsas. Os deputados, ontem à tarde, decidiram aceitar o projeto. Decepcionado, o velho ídolo afastou-se lentamente.
  26. 26.  separar expressões explicativas ou corretivas: Entregar-lhe os documentos foi, sem dúvida, um erro. Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos nos encontrar para acertar a viagem.  marcar a omissão de um verbo: Ele prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do verbo preferir) Vocês anseiam pela violência; nós, pela paz. (omissão do verbo ansiar)
  27. 27. A VÍRGULA ENTRE AS ORAÇÕES  Coordenadas Emprega-se a vírgula para separar:  as orações coordenadas assindéticas. Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e sai para o trabalho.  as orações coordenadas sindéticas (mas, porém, contudo, pois, porque, logo, portanto), com exceção das introduzidas pela conjunção e. Exs.: Estudou muito, mas não foi aprovado no exame. Trabalhe, pois a vida não está fácil. Participamos do congresso, porém não fomos remunerados.
  28. 28. Observações: A vírgula deve ser empregada antes da conjunção coordenativa. Usa-se a vírgula depois somente se a conjunção ou a oração estiver intercalada. Exemplos: Você já recebeu dois convites; deve, portanto, comparecer à cerimônia. Li e reli seu texto; mas, pelo fato de apresentar várias incoerências, não o entendi.
  29. 29.  Subordinadas Adjetivas Somente as orações subordinadas adjetivas explicativas devem ser separadas por vírgula da oração principal, as restritivas, não. Exemplos: Os alunos, que falavam alto, estavam perturbando a professora. (explicativa) Os alunos que falavam alto estavam perturbando a professora. (restritiva)
  30. 30.  Subordinadas adverbias As orações subordinadas adverbiais são separadas por vírgula nos seguintes casos: se vierem após a oração principal, a vírgula é optativa. Ex.: Ouvi histórias tristes deste lugar, quando eu era menino. (Vírgula optativa) se vierem antepostas ou intercaladas à oração principal, a vírgula é obrigatória. Exs.: Esses fatos, conforme informamos no jornal do meio-dia, são falsos. Assim que puder, mandar-te-ei um lindo presente.
  31. 31. Cuidado! Não se separa sujeito de predicado por vírgula, mesmo quando o sujeito é muito longo ou vem depois do predicado e muito menos o predicado de seu complemento. Veja: O irracional e exagerado investimento em rodovias ridiculamente planejadas virou poeira com algumas horas de chuva. Foram feitas várias manifestações contra a política industrial do governo. Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ De um povo heroico o brado retumbante... (Hino Nacional) "A variedade de aviões e, especialmente, de navios, é um dos trunfos do game." Observe a última frase: Sobra uma vírgula (a que foi posta depois de "navios”, pois separa o sujeito do predicado).
  32. 32. COLOCAÇÃO PRONOM INAL PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  33. 33. Colocação pronominal É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo. Esses podem ocupar três posições. Próclise: a antes do verbo; Mesóclise: no meio do verbo; Ênclise: depois do verbo.
  34. 34. Próclise (a antes do verbo) Usamos a próclise nos seguintes casos:  Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo algum. Exemplos: Nada lhe perturba. Ninguém se mexeu. De modo algum me afastarei daqui. Ela nem se importa com meus problemas. Rosa, jamais te esquecerei. Nada nos incomoda agora.
  35. 35. Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que. Exemplos: É necessário que a deixe na escola. Conforme lhe falei, aqui está a encomenda. Nas orações em que haja advérbios e pronomes indefinidos, sem que exista pausa. Exemplos: Aqui se vive. (advérbio) Tudo me incomoda nesse lugar. (pronome indefinido) Obs.: caso haja pausa depois do advérbio, emprega-se ênclise. Exemplo: Aqui, vive-se.
  36. 36.  Com pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos. Exs.: Alguém me ligou? (indefinido) A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo) Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)  Em frases interrogativas. Ex.: Quanto nos cobrará pela tradução?  Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo). Ex.: Deus o abençoe! Macacos me mordam! Deus te abençoe, meu filho!
  37. 37.  Com verbo no GERÚNDIO antecedido de preposição EM. Exemplos.: Em se plantando tudo dá. Em se tratando de beleza, ele é campeão.  Com formas verbais proparoxítonas. Exemplo: Nós o censurávamos.
  38. 38. Mesóclise (no meio do verbo)  Usada quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito. Exemplos: Convidar-me-ão para a festa. Convidar-te-ia para a festa. Ajudá-lo-ei sempre que possível. A festa realizar-se-á no próximo domingo. Dir-te-ia toda a verdade. Observação: Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória. Exemplo: Não me convidarão para a festa. (Não = palavra atrativa)
  39. 39. Ênclise (depois do verbo)  Usa-se a ênclise com o verbo no início da frase: Ex.: Entregaram-me as camisas.  Com o verbo no imperativo afirmativo: Ex.: Alunos, comportem-se.  Com o verbo no gerúndio: Ex.: Saiu deixando-nos por instantes.  Com o verbo no infinitivo impessoal: Ex.: Convém contar-lhe tudo.  Quando houver pausa antes do verbo ou vírgula. Exs.: Se não for muito tarde, encaminho-me à empresa agora. Se não for incômodo, retorno-te às 16 horas.
  40. 40. DESCONTRAINDO...
  41. 41. LITERATURA PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  42. 42. Elementos da comunicação 1. Emissor ou remetente: é aquele que codifica e envia a mensagem. Ocupa um dos polos do circuito da comunicação. 2. Receptor ou destinatário: é aquele que recebe e decodifica a mensagem. 3. Mensagem: é o conteúdo que se pretende transmitir. 4. Canal: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida do emissor para o receptor. 5. Código: é um sistema de signos convencionais que permite dar à informação emitida (pelo emissor) uma interpretação adequada (pelo receptor). 6. Contexto ou referente:6. Contexto ou referente: ambientação, situação em que se dá o processo de comunicação.
  43. 43. Canal Esquema dos elementos de comunicação Emissor Receptor Contexto Mensagem Código
  44. 44. Funções da linguagem Função emotiva: A mensagem está centrada no emissor. O emissor exprime diretamente uma emoção que tende a reflectir-se naquele a quem se dirige. -1ª pessoa; -Adjetivação expressiva; -Frases exclamativas; -Frases interrogativas; -Interjeições; -Entoação e pontuação específicas; -Subjectividade; Função poética: Centrada na mensagem. Resulta da seleção e combinação de signos, nas relações entre significante e significado, que põem em evidência o valor estético da mensagem. Não existe só na poesia, mas em velhos ditados, cantilenas, etc. Ex.: O segredo bem guardado é o que a ninguém é revelado. -Palavras de sentido figurativo; -Jogos de palavras; -Jogos de estruturas de palavras; -Ritmo; -Tonalidades específicas; -Sonoridades.
  45. 45. Função apelativa: A mensagem está centrada no receptor. O emissor utiliza uma linguagem para influenciar o receptor no sentido da ação. Exemplo: linguagem publicitária. -2ª pessoa; -Vocativo; -Certas interjeições (Pst!, Eia!); -Frases imperativas; -Frases interrogativas. Função fática: A mensagem está centrada no canal ou contato. Está presente sempre que o emissor quer estabelecer a comunicação ou verificar se o contato entre ele e o receptor se mantém. Ex.: Alô?, Sim? Não desligue… -Fórmulas sociais; -de saudação; -de interpelação; -de agradecimento; -de despedida.
  46. 46. Função metalinguística: A mensagem está centrada no código. Está presente quando se quer verificar se o emissor e o receptor usam o código com o mesmo conteúdo semântico. Ex.: Não se deve dizer “tu dissestes”, mas sim “tu disseste”. -Estruturas explicativas: …, isto é, …, quer dizer, …, tem o significado de… Função referencial: A mensagem está centrada no contexto. O emissor informa o receptor sobre qualquer realidade ou fato. -Impessoalidade; -Adjetivação restrita; -Frases declarativas; -Objetividade; -Clareza.  
  47. 47. Canal Função fática Relação entre os elementos de comunicação e as funções da linguagem Emissor Função emotiva Mensagem Função poética Contexto Função referencial Receptor Função apelativa Código Função metalinguística
  48. 48. Síntese Funções da linguagem Finalidade Recursos 1. Referencial ou denotativa Transmitir informações Frase declarativa: Comunicação impessoal e objetiva. 2. Emotiva ou expressiva Exprimir sentimentos e emoções Frase exclamativa: Comunicação pessoal e subjetiva; uso de recursos como: interjeição, superlativos, aumentativos, diminutivos, hipérboles, figuras, entonação e etc... 3. Apelativa ou conotativa Influenciar, persuadir o receptor Frases imperativa: Comunicação indutora, convincente, decidida. 4. Fática ou de contato Gerar, sustentar, favorecer e facilitar a comunicação Frases breve, exata, clara, de fácil compreensão. 5. Metalinguística Definir, explicar, analisar, criticar o código linguístico Explicações, definições, conceituações. 6. Poética Valoriza a elaboração da linguagem como meio de expressão Frases de valor artístico, com o predomínio da conotação, figuras de linguagem e musicalidade.
  49. 49. Figura de linguagem PROF. JOSÉ ARNALDO DA SILVA
  50. 50. Tipos de linguagem DenotativoDenotativo:: sentido real (dicionário) Exemplo: Minha geladeira quebrou. ConotativoConotativo:: sentido figurado Exemplo: Minha namorada é uma geladeira. Figuras de linguagem As figuras de linguagem são recursos estilísticos responsáveis pela beleza estética do texto literário. Ou seja, é uma forma de expressão que consiste no uso de palavras em sentido figurado, isto é , em um sentido diferente daqueles em que eles são empregados normalmente. Exemplo: Aquela menina é um avião.
  51. 51. Figuras de palavras Antonomásia – Consiste na substituição de um nome por outro que com ele seja afim semanticamente ou por uma ação notória. Exemplos: “O poeta dos escravos” (Castro Alves) / “O rei do cangaço” (Lampião) / “O rei do pop” (Michael Jackson) / “O rei do futebol” (Pelé) / Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro) etc. Catacrese – Costuma ocorrer quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, toma-se outro "emprestado“, empregando algumas palavras fora de seu sentido original. Exemplos: “Embarcar num trem.” / Segunda-feira haverá sabatina. / Enterrar uma agulha no dedo. / cavalgar um burro; / braço da cadeira, / pé da mesa, / cabeça de cebola, / dente de alho, / asa do bule ,/ aterrissar no mar, / barriga da perna, etc.
  52. 52. MetonímiaMetonímia -- A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. Exemplos:Exemplos: a) parte pelo todoa) parte pelo todo O bonde passa cheio deO bonde passa cheio de pernaspernas:: pernaspernas brancas pretas amarelas.brancas pretas amarelas. Para que tantaPara que tanta pernaperna, meu Deus, pergunta meu coração., meu Deus, pergunta meu coração. b) o lugar pela coisab) o lugar pela coisa Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.) c) O instrumento pela pessoa que o utilizac) O instrumento pela pessoa que o utiliza  A melhorA melhor tesouratesoura da região.da região.  OO gatilhogatilho mais rápido do oeste.mais rápido do oeste. d) O autor pela obrad) O autor pela obra Eu leioEu leio Clarice LispectorClarice Lispector.. e) A marca pelo produtoe) A marca pelo produto Ela bebeuEla bebeu Coca-colaCoca-cola, comprou, comprou BombrilBombril e deu ao filho mingau dee deu ao filho mingau de MaizenaMaizena.. f) O continente pelo conteúdof) O continente pelo conteúdo João comeu doisJoão comeu dois pratospratos de feijoada e bebeu doisde feijoada e bebeu dois coposcopos de suco.de suco.
  53. 53. ProsopopeiaProsopopeia ouou personificaçãopersonificação – Consiste em atribuir a seres– Consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.inanimados predicativos que são próprios de seres animados. Exemplos:Exemplos: ““O jardim olhavaO jardim olhava as crianças sem dizer nada.”as crianças sem dizer nada.” ““As casas espiamAs casas espiam os homens que correm atrás de mulheres.”os homens que correm atrás de mulheres.” Comparação ou símile – É a figura de linguagem que consiste na aproximação entre dois seres em função de uma semelhança entre eles, ou seja, é possível atribuir características de um elemento ao outro, sempre usando os termos comparativos explícitos citados acima. Exs.: “De tão branca, a moça parecia um fantasma”. “Ele dirigia como um louco”. “Trabalhava tal qual um profissional”. “Ele era tão bom quanto um santo”. “Seus olhos brilhavam que nem esmeraldas”. SinestesiaSinestesia – Trata-se de mesclar, numa expressão, sensações– Trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.percebidas por diferentes órgãos do sentido. Exs.:Exs.: “A luz“A luz cruacrua da madrugada invadia meu quarto”.da madrugada invadia meu quarto”. “O sol de outono caía com uma luz pálida e macia”. “Dirigiu-lhe uma palavra branca e fria como agradecimento”.
  54. 54. Figuras de construção AliteraçãoAliteração – Consiste na repetição ordenada de mesmos sons– Consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.consonantais. Exemplos:Exemplos: “Es“Esppeerrando,ando, ppaarrada,ada, prpregada naegada na ppededrra doa do ppoorrto.”to.” “O rato roeu a roupa do rei de Roma”. “Quem com ferro fere com ferro será ferido”. AnacolutoAnacoluto – Consiste em deixar um termo solto na frase.– Consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinadaNormalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. Palavra ou palavrasconstrução sintática e depois se opta por outra. Palavra ou palavras jogadas no início de um período sem desempenhar função sintática.jogadas no início de um período sem desempenhar função sintática. Exemplos:Exemplos: ““A vidaA vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa”., não sei realmente se ela vale alguma coisa”. ““PoesiaPoesia. Ora, ninguém gosta de choradeiras poéticas.”. Ora, ninguém gosta de choradeiras poéticas.” “Eu, toda vez que chego, você me chama pra conversar”.
  55. 55. Anáfora – Consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. Exemplos: “Noite – montanha. Noite vazia. Noite indecisa. Confusa noite. Noite à procura, mesmo sem alvo.” (Carlos Drummond de Andrade) “Oô... Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pasto Passa boi Passa boiada Passa galho Da ingazeira Debruçada No riacho Que vontade De cantar!” (M. Bandeira) “Acorda, Maria, é dia de matar formiga de matar cascavel de matar estrangeiro de matar irmão de matar impulso de se matar”. (Carlos Drummond de Andrade)
  56. 56. Assíndeto – é a omissão das conjunções ou conectivos aditivas. Exemplos:  “... há de morrer como viveu: sozinho! Sem ar! sem luz! sem Deus! sem fé! sem pão! sem lar!” (Olavo Bilac) “É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias” (Vinícius de Moraes) Elipse – Consiste na omissão de um termo que é facilmente identificado. Exemplos: “Na estante, livros e mais livros”. (há) “Chegamos tarde ontem”. (Nós) “Não fosse sua carona, eu ainda estaria no meio do caminho”. (Se) Hipérbato – Se refere a uma inversão brusca da ordem dos termos de uma oração. Exemplos.: Brincavam antigamente na rua as crianças. Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube. Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante.
  57. 57. Pleonasmo – consiste na repetição de um termo da oração ou do significado de uma expressão, isto é, alguma informação que é repetida desnecessariamente. Podem ser literários e vicioso. Literários Exs.: Chovia uma triste chuva de resignação. (Manuel Bandeira) Me sorrir um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã. (Chico Buarque) Viciosos Exs.:“Todos subiram em cima do palco”. / “Menino, entre já para dentro”. / “Vi com meus próprios olhos”. Polissíndeto – É uma figura caracterizada pela repetição enfática dos conectivos (geralmente a conjunção e). Exemplos: "Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, vacila e grita, luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se espedaça, e morre." (Olavo Bilac) "Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E fez o homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe da natureza.
  58. 58. Silepse – É uma figura de linguagem que faz concordância não através de regras gramaticais, mas sim pela ideia associada em nossa mente. Conhecida também como concordância ideológica. Pode ser de gênero, de número ou de pessoa. Exemplos: de gênero: “Bom Jardim é encantadora!” (a concordância é feita com a palavra cidade, feminina, que está subentendida)  “Alguém andava bem saudosa.” (concorda com a ideia de feminino.) de número: O pessoal pôs-se a gritar e choravam. O casal de pássaros nada fez, apenas voaram, foram embora. de pessoa: “Aliás todos os sertanejos somos assim.” “Os amigos nos revezávamos à sua cabeceira.”
  59. 59. Figuras de pensamento Antítese – É a oposição entre dois pensamentos, duas ou mais ideias. “É a oposição de duas verdades, uma dando vida à outra.” La Bruyère).Figura fundamental, básica do pensamento e do sentir: nascimento x morte; ódio x amor; dia x noite; alegria x dor etc. Exemplo: E Carlos, jovem de idade e velho de espírito, aproximou-se. O que sempre foi simples tornou-se complexo.  "O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pessoa) Apóstrofe – Consiste no chamamento a uma pessoa ou coisa que pode ser real ou imaginária, pode estar presente ou ausente; usada para dar ênfase. Exemplo: Ó mar salgado, / quanto do teu sal / são lágrimas de Portugal! (Fernando Pessoa) Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós, Senhor Deus! (Castro Alves)
  60. 60. Eufemismo – Busca suavizar uma expressão através do uso de termos mais agradáveis. Exemplos: Ele é desprovido de beleza. (= feio) O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou) Fernando faltou com a verdade. (= mentiu) Osvaldo partiu dessa pra melhor. (= morreu) Hipérbole – Consiste em engrandecer ou diminuir exageradamente a verdade. Exemplo: Eu já disse um milhão de vezes que não fui eu quem fez isso! Hoje está um frio de rachar! Aquela mãe derramou rios de lágrimas quando seu filho foi preso. Não convide o João para sua festa, porque ele come até explodir! Ironia – Figura pela qual se diz o contrário do que se quer dizer. Exemplo: Que pessoa educada! Entrou sem cumprimentar ninguém.
  61. 61. Paradoxo – Consiste numa proposição aparentemente absurda, resultante da união de ideias contraditórias. Exemplos.: É só um pobre rapaz rico que não sabe nada da vida. Quanto mais vivemos, mais nos aproximamos da morte. Essa menina parece que dorme acordada. “Amor é fogo que arde sem se ver É ferida que dói e não se sente É um contentamento descontente É dor que desatina sem doer”. (Camões)
  62. 62. QUADRO GERAL DO DESENVOLVIMENTO DAS LITERATURAS PORTUGUESA E BRASILEIRA LITERATURA PORTUGUESA Era medieval   Era Clássica Era Romântica Trovadoris mo (1189 – 1418) Humanism o (1434 – 1527) Renascimento (1527-1580) Barroco (1580 – 1756) Neoclassicis mo (1756 – 1825) Romantismo (1825 – 1865) Realismo Naturalismo (1865 – 1890) Simbolismo (1890 – 1915) Modernism o (1915 AOS DIAS ATUAIS) Séculos XII A XIV Século XV Século XVI Séculos XVII/XVIII Século XVIII Século XIX Século XIX Século XIX Século XX - Cancioneiros - Poesia Trovadoresc a (cantigas)   - Cancioneiro Geral - Fernão Lopes - Gil Vicente   - Sá de Miranda - Camões - Cultismo - Conceptismo - Pe. Antonio vieira - Arcádia Lusitana - Nova Arcádia - Bocage - Almeida Garret - Alexandre Herculano - Camilo Castelo Branco - Júlio Dinis - Questão Coimbrã - Antero de Quental - Eça de Queirós - Eugênio de Castro - Antonio Nobre - Camilo Pessanha - Revista Orpheu - Fernando Pessoa - Revista presença Observações: Parnasianismo em Portugal (1882-1893) Parnasianismo no Brasil (1882 – 1893) O Pré-Modernismo no Brasil (1892 – 1922) Tendências Contemporâneas da Literatura Brasileira (1980 aos dias atuais) - Descobrimento - Literatura informativa - -Literatura catequética - José de Anchieta - Bahia - Gregório de Matos - Minas Gerais - Cláudio Manoel da Costa - Tomás Antonio Gonzaga - Basílio da Gama - Santa Rita Durão   - Independência -- Gonçalves Dias - Álvares de Azevedo - Castro Alves - Joaquim Manoel de Macedo - José de Alencar - Machado de Assis - Aluísio de Azevedo - Parnasianismo Raul Pompéia   - Cruz e Sousa Alphonsus de Guimaraens   - Semana de 22 - Mário e Oswald de Andrade - Geração de 30 - Geração de 45 - Guimarães Rosa - Clarice Lispector PRÉ- MODERNISMO Século XVI Séculos XVII/XVIII Século XVIII Século XIX Século XIX Século XIX Século XX Quinhentism o (1500 – 1601) Barroco (1601 – 1768) Neoclassicis mo (1678 – 1836) Romantismo (1836 – 1881) Realismo Naturalismo (1881/1902) Simbolismo 1893 – 1902) Modernism o 1922 – 1980)
  63. 63. REFERÊNCIAS AMARAL, Emília et al. Português: Novas palavras: literatura, gramática, redação e leitura. volumes 1,2 e 3: ensino médio/ 2 ed. – São Paulo: FTD, 2013.

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