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Jamille Rabelo de Freitas (IC/Fapemig/UFU) Profa. Ms. Karyne Pimenta de Moura (SME / PMU) Doutoranda Kamilla Kristina S. F...
Da essência do mito e de sua presença na literatura.
A origem do mito e a história  da humanidade <ul><li>Mircea Eliade (1907 - 1986): historiador das religiões romeno, consid...
<ul><li>Mircea Eliade:  in illo tempore , época remota, exemplaridade. Se pauta no mito cosmogônico, a partir da volta às ...
Fundamentos dos mitos <ul><li>Repetição periódica de uma palavra reveladora; </li></ul><ul><li>Situados atemporalmente; </...
Mito e literatura <ul><li>“ (...) os mitos sobrevivem na produção literária – lenda épica, balada, romance – ou, de forma ...
<ul><li>A relação entre os mitos e a enunciação de atos exemplares de seres sobrenaturais ou excepcionais entre os humanos...
Adolpho Crippa: <ul><li>A consciência mítica e a consciência humana. </li></ul><ul><li>Os mitos fundamentam capacidades il...
Claude Lévi-Strauss (1908 -2009) <ul><li>Antropólogo social, professor e filósofo francês. Fundador da antropologia estrut...
Lévi-Strauss: <ul><li>Mediante investigações antropológicas, foi percebida na mente humana a capacidade de ser a mesma em ...
C. G. Jung (1875- 1961) <ul><li>Psiquiatra suíço fundador da psicologia analítica. </li></ul><ul><li>Deixou contribuições ...
<ul><li>Os mitos estão vivos no inconsciente humano, nas produções e nos sonhos.  </li></ul><ul><li>Retorno à origem e à e...
C. G. Jung e o inconsciente coletivo <ul><li>Estrutura cerebral herdada que produz imagens primordiais coletivas. </li></u...
Mitos e arquétipos <ul><li>“ No mito, o molde arquetípico manifesta-se em imagens simbólicas, provenientes da psique colet...
Mitos e literatura <ul><li>A literatura se serve da dupla funcionalidade do mito, estrutural (é uma narrativa) e semântica...
Gilbert Durand (1921 - ) <ul><li>“ O mito é um sistema dinâmico de símbolos, arquétipos e esquemas, sistema dinâmico que, ...
E. M. Mielietinski <ul><li>Mito e literatura se assimilam desde as origens: </li></ul><ul><li>Narrativa; </li></ul><ul><li...
 
<ul><li>Mito: revelador de verdades atemporais e critica a sociedade contemporânea. </li></ul><ul><li>A mitologia tradicio...
Motivos da tradição mítica recuperados no teatro contemporâneo <ul><li>Contexto: Guerras Mundiais e situações de opressão ...
<ul><li>“ Não te bastava </li></ul><ul><li>Reinar sobre os irmãos da própria cidade, </li></ul><ul><li>A doce Tebas, onde ...
 
<ul><li>A Antígona  brechtiana recusa-se a compreender ou a silenciar seus protestos. </li></ul><ul><li>Determinação e cor...
Nelson Rodrigues:  Álbum de Família, Anjo Negro, Doroteia, Senhora dos Afogados
 
Mito  e  Poesia
Mito e poesia <ul><li>“ Mito e linguagem brotam do mesmo impulso de formação simbólica, a partir de uma experiência emotiv...
Os cantos e os mitos <ul><li>Temas: assuntos sobrenaturais; </li></ul><ul><li>Presença de ritmo e melodia como recursos mn...
Os arquétipos e as imagens simbólicas <ul><li>“ Essas imagens [os arquétipos] são símbolos arquetípicos que se expandem po...
 
<ul><li>“ [...] poesia é símbolo ou expressão simbólica – linguagem que se oculta e se mostra, ao mesmo tempo; poesia é ri...
<ul><li>“ Mito e poesia são, assim, produções da cultura humana que têm em comum certo uso da linguagem, que difere do pro...
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Referências <ul><li>BRECHT, Bertolt. A Antígona de Sófocles. In:  Teatro completo . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. </l...
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Poesia e Imaginário

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Apresentação realizada no POEIMA - Grupo de Pesquisa Poesia e Imaginário, em 07 de outubro de 2011.

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Poesia e Imaginário

  1. 1. Jamille Rabelo de Freitas (IC/Fapemig/UFU) Profa. Ms. Karyne Pimenta de Moura (SME / PMU) Doutoranda Kamilla Kristina S. F. Coelho (Capes/UFG) Poesia e Imaginário
  2. 2. Da essência do mito e de sua presença na literatura.
  3. 3. A origem do mito e a história da humanidade <ul><li>Mircea Eliade (1907 - 1986): historiador das religiões romeno, considerado um dos fundadores da história moderna das religiões e grande estudioso dos mitos. </li></ul><ul><li>Elaborou uma visão comparada das religiões, encontrando relações de proximidade entre diferentes culturas e momentos históricos. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Mircea Eliade: in illo tempore , época remota, exemplaridade. Se pauta no mito cosmogônico, a partir da volta às origens, para, daí, explicar o surgimento de uma dada realidade. </li></ul><ul><li>“ Ao relatar como o cosmos, o homem e toda a natureza tiveram origem, o mito, sobretudo o cosmogônico, é modelo exemplar de todos os atos humanos”. (MELLO, 2002, p. 30). </li></ul>
  5. 5. Fundamentos dos mitos <ul><li>Repetição periódica de uma palavra reveladora; </li></ul><ul><li>Situados atemporalmente; </li></ul><ul><li>As histórias exemplares; </li></ul><ul><li>A essência das coisas e a unidade com o universo; </li></ul><ul><li>Significam o existir por aproximá-lo do sagrado. </li></ul><ul><li>Homem – mundo; </li></ul><ul><li>O Ser e a Palavra. </li></ul>
  6. 6. Mito e literatura <ul><li>“ (...) os mitos sobrevivem na produção literária – lenda épica, balada, romance – ou, de forma atenuada, nas superstições, hábitos, nostalgias , sem que com isso percam suas estruturas e valores.”(Idem, ibidem, p. 32) </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A relação entre os mitos e a enunciação de atos exemplares de seres sobrenaturais ou excepcionais entre os humanos. </li></ul><ul><li>Adolpho Crippa, em Mito e cultura (1975): Os mitos “reproduzem ou repropõem gestos criadores e significativos”. </li></ul><ul><li>A consciência humana conhece a verdade e emite valores a partir dos mitos. </li></ul>
  8. 8. Adolpho Crippa: <ul><li>A consciência mítica e a consciência humana. </li></ul><ul><li>Os mitos fundamentam capacidades ilimitadas. </li></ul><ul><li>Manifestam-se em todas as forças expressivas. </li></ul><ul><li>Assimilável pelo espírito humano, anterior a qualquer formulação lógica. </li></ul>
  9. 9. Claude Lévi-Strauss (1908 -2009) <ul><li>Antropólogo social, professor e filósofo francês. Fundador da antropologia estruturalista. </li></ul><ul><li>Investigou os povos indígenas do Brasil, em campo, de 1935 a 1939 e publicou uma extensa obra, reconhecida a respeito da influência dos mitos para a humanidade. </li></ul>
  10. 10. Lévi-Strauss: <ul><li>Mediante investigações antropológicas, foi percebida na mente humana a capacidade de ser a mesma em qualquer época e contexto. As mentes se diferenciam de acordo com as culturas. </li></ul><ul><li>In: Mito e significado (1985) </li></ul>
  11. 11. C. G. Jung (1875- 1961) <ul><li>Psiquiatra suíço fundador da psicologia analítica. </li></ul><ul><li>Deixou contribuições para a Antropologia, Sociologia e Psicologia. </li></ul><ul><li>Investigou os arquétipos que constituem o inconsciente coletivo. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Os mitos estão vivos no inconsciente humano, nas produções e nos sonhos. </li></ul><ul><li>Retorno à origem e à essência das coisas a partir dos arquétipos . </li></ul><ul><li>Arquétipo: “do grego arkhétypon , modelo primitivo, ideia inata.” </li></ul>
  13. 13. C. G. Jung e o inconsciente coletivo <ul><li>Estrutura cerebral herdada que produz imagens primordiais coletivas. </li></ul><ul><li>“ O inconsciente coletivo, ao contrário do individual, é idêntico em todos os homens e constitui o fundamento psíquico universal, presente em cada ser humano.”(Idem, ibidem, p. 36) </li></ul>
  14. 14. Mitos e arquétipos <ul><li>“ No mito, o molde arquetípico manifesta-se em imagens simbólicas, provenientes da psique coletiva. (...) Os arquétipos manifestam-se através dos símbolos, que dão corpo aos significados latentes no inconsciente suprapessoal ou coletivo e, ao mesmo tempo, enviam ao inconsciente pessoal mensagem que fornece elementos para o encontro dos sentidos buscados no desenrolar da vida.”(Idem, ibidem, p. 38) </li></ul>
  15. 15. Mitos e literatura <ul><li>A literatura se serve da dupla funcionalidade do mito, estrutural (é uma narrativa) e semântica (revelação). </li></ul>
  16. 16. Gilbert Durand (1921 - ) <ul><li>“ O mito é um sistema dinâmico de símbolos, arquétipos e esquemas, sistema dinâmico que, sob o impulso de um esquema, tende a se compor em narrativa.” </li></ul><ul><li>(Idem, ibidem, p. 38) </li></ul>
  17. 17. E. M. Mielietinski <ul><li>Mito e literatura se assimilam desde as origens: </li></ul><ul><li>Narrativa; </li></ul><ul><li>Drama e lírica; </li></ul><ul><li>O renascimento até o século XVII; </li></ul><ul><li>Hamlet e Dom Quixote; </li></ul><ul><li>O romantismo. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Mito: revelador de verdades atemporais e critica a sociedade contemporânea. </li></ul><ul><li>A mitologia tradicional se expressa de outras formas >> James Joyce e Thomas Mann. </li></ul><ul><li>Passado e presente se aproximam na literatura latino-americana. </li></ul>
  19. 20. Motivos da tradição mítica recuperados no teatro contemporâneo <ul><li>Contexto: Guerras Mundiais e situações de opressão cultural, ideológica, social. </li></ul><ul><li>Duas reescrituras de Antígona de Sófocles : Antigone de Jean Anouilh e A Antígona de Sófocles de Bertolt Brecht, ambas produzidas na década de 40 do século XX, no contexto da Segunda Guerra Mundial. </li></ul><ul><li>Antígona é a voz que se levanta contra o poder para denunciar seus abusos: </li></ul>
  20. 21. <ul><li>“ Não te bastava </li></ul><ul><li>Reinar sobre os irmãos da própria cidade, </li></ul><ul><li>A doce Tebas, onde </li></ul><ul><li>Se vive sem medo, na sombra das árvores; </li></ul><ul><li>Tu tinhas que arrastá-los a Argos distante, </li></ul><ul><li>E dominá-los também ali. A um converteste em verdugo </li></ul><ul><li>Da pacífica Argos, mas ao outro apavorado, </li></ul><ul><li>Exibe-o agora despedaçado para apavorar o teu povo.” </li></ul><ul><li>(BRECHT, 1993, p. 217) </li></ul>
  21. 23. <ul><li>A Antígona brechtiana recusa-se a compreender ou a silenciar seus protestos. </li></ul><ul><li>Determinação e coragem, os mesmos traços já presentes na criação sofocliana, que ultrapassam os limites do tempo. “Assim como a guerra é uma presença constante na história da humanidade, também a atitude de Antígona de afrontamento do poder pretende ser um modelo indelével para gerações presentes e futuras.”(PASCOLATI, p. 1866, 2006) </li></ul>
  22. 24. Nelson Rodrigues: Álbum de Família, Anjo Negro, Doroteia, Senhora dos Afogados
  23. 26. Mito e Poesia
  24. 27. Mito e poesia <ul><li>“ Mito e linguagem brotam do mesmo impulso de formação simbólica, a partir de uma experiência emotiva. Da mesma fonte indivisível deriva a arte, especialmente a poesia, que, ‘em determinados motivos míticos-mágicos’, mantém conexão com esse estágio anterior, solo do mito.” (p.p. 43-44) </li></ul>
  25. 28. Os cantos e os mitos <ul><li>Temas: assuntos sobrenaturais; </li></ul><ul><li>Presença de ritmo e melodia como recursos mnemônicos; </li></ul><ul><li>Aproximação entre o homem e os mistérios que envolvem a condição humana; </li></ul><ul><li>Manifestação da linguagem: dimensão simbólica. </li></ul><ul><li>“ Os temas sagrados são matéria essencial desses cantos primeiros. Rodeado de dúvidas impenetráveis, o homem primitivo procura dominá-las através da palavra, estabelecendo uma relação menos distanciada com os mistérios que o envolvem.” (p. 45) </li></ul>
  26. 29. Os arquétipos e as imagens simbólicas <ul><li>“ Essas imagens [os arquétipos] são símbolos arquetípicos que se expandem por muitas obras literárias e, assim, passam a pertencer à literatura como um todo. É próprio do símbolo, ou ‘arquétipo’ (...) o caráter da permanência na tradição literária, porque constitui patrimônio cultural da humanidade.” (p.48) </li></ul><ul><li>O poema lírico, ao privilegiar as imagens simbólicas, bem como as metafóricas (...), provoca a ruptura com a linguagem cotidiana e, desse modo, instaura o ‘sagrado’. Nesse sentido, ‘poesia é mitologia’; em suas manifestações primitivas, ‘limita-se a dizer o sagrado e talvez nunca cesse de sacralizar, mesmo quando parece laicizar-se”. (p. 48) </li></ul>
  27. 31. <ul><li>“ [...] poesia é símbolo ou expressão simbólica – linguagem que se oculta e se mostra, ao mesmo tempo; poesia é ritmo que faz pulsar as palavras e possibilita o retorno a um tempo original, no ato de criar e em cada ato de leitura; expressão simbólica e movimento rítmico associam-se para proceder a uma revelação”. (p. 53) </li></ul><ul><li>“ Os poetas são os intérpretes da consciência humana, lugar e princípio gerador das representações mitológicas e poéticas. Ao poetizar, o artista dissolve os contornos do eu e do mundo, ratificando a unidade”. (p. 56) </li></ul>
  28. 32. <ul><li>“ Mito e poesia são, assim, produções da cultura humana que têm em comum certo uso da linguagem, que difere do profano ou do prosaico. Traços de origem arcaica e mítica marcam a produção poética na sua evolução até a modernidade, e o deciframento do poema lírico exige, em primeiro lugar, a compreensão dos elementos e categorias que nele predominam”. (p. 57) </li></ul>
  29. 33. Órfica <ul><li>Não me destruas, Poema, </li></ul><ul><li>enquanto ergo </li></ul><ul><li>a estrutura do teu corpo </li></ul><ul><li>e as lápides do mundo morto. </li></ul><ul><li>Não me lapidem, pedras, </li></ul><ul><li>se entro na tumba do passado </li></ul><ul><li>ou na palavra-larva. </li></ul><ul><li>Não caias sobre mim, que te ergo, </li></ul><ul><li>ferindo cordas duras, </li></ul><ul><li>pedindo o não-perdido </li></ul><ul><li>do que se foi. E tento conformar-te </li></ul><ul><li>à forma do buscado. </li></ul><ul><li>Não me tentes, Palavra, </li></ul><ul><li>além do que serás </li></ul><ul><li>num horizonte de Vésperas. </li></ul><ul><li>(SILVA, 2004, p. 30) </li></ul>
  30. 34. Referências <ul><li>BRECHT, Bertolt. A Antígona de Sófocles. In: Teatro completo . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. </li></ul><ul><li>CRIPPA, Adolpho. Mito e cultura. São Paulo: Convívio,1975. </li></ul><ul><li>DURAND, Gilbert. Les structures anthropologiques de l’imaginaire. Paris: Bordas,1984. </li></ul><ul><li>LÉVI-STRAUSS, Claude. Mito e significado. Lisboa: Ed. 70, 1985. </li></ul><ul><li>MELLO, Ana Maria Lisboa de. Poesia e imaginário . Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002. </li></ul><ul><li>PASCOLATI, Sônia Aparecida Vido. Faces de Antígona no teatro moderno. In: Revista Estudos Linguísticos . Araraquara: Editora UNESP, 2006. </li></ul><ul><li>RODRIGUES, Nelson . Teatro completo. (Org.) Sábato Magaldi. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003. </li></ul><ul><li>SILVA, Dora Ferreira da. Hídrias. São Paulo: Odysseus, 2004. </li></ul>

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