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Breve Introdução à Antropologia Urbana

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Slides utilizados nas aulas de Introdução à Antropologia Urbana, no curso de Mestrado Profissional do Cesar.Edu.

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Breve Introdução à Antropologia Urbana

  1. 1. xbreve introdução à antropologia urbana h.d.mabuse mabuse@cesar.org.br Tópicos Avançados em Design e Tecnologia I - MPD 2014.2 - Recife, 25/26 de janeiro de 2015
  2. 2. três razões para fazer pesquisa de campo… a
  3. 3. promover o diálogo 1
  4. 4. falante / ouvinte ouvinte / falante
  5. 5. voz, imagens falante / ouvinte ouvinte / falante
  6. 6. Repertório 1 Repertório 2 :)
  7. 7. produto
  8. 8. R1 R2
  9. 9. R1 R2
  10. 10. R1 R2
  11. 11. promover mudança 2
  12. 12. investigação-ação
  13. 13. pesquisa-ação action-research Kurt Lewin "Se você quer realmente conhecer alguma coisa, tente mudá-la"
  14. 14. observação participativa
  15. 15. colocação dos problemas que serão foco das ações
  16. 16. colocação dos problemas que serão foco das ações levantamento de dados, para propor soluções
  17. 17. colocação dos problemas que serão foco das ações deliberação dos meios de ação a serem implementados pela comunidade. levantamento de dados, para propor soluções
  18. 18. colocação dos problemas que serão foco das ações acompanhamento das ações implementadas pela comunidade. deliberação dos meios de ação a serem implementados pela comunidade. levantamento de dados, para propor soluções
  19. 19. colocação dos problemas que serão foco das ações acompanhamento das ações implementadas pela comunidade. avaliações dos resultados das pesquisas e ações deliberação dos meios de ação a serem implementados pela comunidade. levantamento de dados, para propor soluções
  20. 20. colocação dos problemas que serão foco das ações acompanhamento das ações implementadas pela comunidade. avaliações dos resultados das pesquisas e ações deliberação dos meios de ação a serem implementados pela comunidade. levantamento de dados, para propor soluções
  21. 21. entender a si mesmo 3
  22. 22. Antropólogo Roy Wagner cumprimenta indígena Dessana em comunidade indígena próxima a Manaus-AM foto: Alexandre Fonseca roy wagner a invenção da cultura
  23. 23. …como coletar os dados… b
  24. 24. as práticas da pesquisa de campo aplicadas ao design são herdadas das práticas etnográficas da antropologia
  25. 25. antropólogos de gabinete e antropólogos de campo
  26. 26. James George Frazer (1854-1941)
  27. 27. o ramo dourado, 1890
  28. 28. "Sem nunca ter feito pesquisa de campo, Frazer reúne uma enorme diversidade de mitos, lendas e relatos de magia e religião, dos mais diferentes povos do mundo, debatendo a questão principal do deus imolado".
  29. 29. sem contexto
  30. 30. Bronislaw 
 Malinowski (1884-1942) Método Etnográfico
 Pesquisa Participante Autoridade Etnográfica
  31. 31. Bronislaw 
 Malinowski (1884-1942) Método Etnográfico
 Pesquisa Participante Autoridade Etnográfica 1. O pesquisador tem objetivos científicos e domina as teorias antropológicas 2. Viver entre os nativos e aprende a língua. 3. Aplica métodos de coleta, manipulação e registro das evidências (diário de campo, fotografia…).
  32. 32. Franz Boas (1884-1942) 
 
 
 etnocentrismo
  33. 33. Franz Boas (1884-1942) 
 
 
 etnocentrismo
  34. 34. Bronislaw 
 Malinowski (1884-1942) Método Etnográfico
 Pesquisa Participante Autoridade Etnográfica nova escrita etnográfica 1. O pesquisador tem objetivos científicos e domina as teorias antropológicas 2. Viver entre os nativos e aprende a língua. 3. Aplica métodos de coleta, manipulação e registro das evidências (diário de campo, fotografia…).
  35. 35. argonautas do pacífico ocidental, 1922
  36. 36. etnógrafo leitor nativo
  37. 37. a antropologia só existe no choque
  38. 38. Antropólogo Roy Wagner cumprimenta indígena Dessana em comunidade indígena próxima a Manaus-AM foto: Alexandre Fonseca roy wagner a invenção da cultura
  39. 39. antropologia urbana
  40. 40. gilberto velho 
 "a antropologia, tradicionalmente, tem pesquisado o outro, e eu me propus a estudar nós".
  41. 41. por onde começar?
  42. 42. 
 perspectivas de pesquisa na pesquisa qualitativa An Introduction to Qualitative Research, Uwe Flick.
 Abordagens de ponto de vista do sujeito Descrição da construção da situação social Análise hermenêutica das estruturas subjacentes Posição Teórica Interacionismo Simbólico. Fenomenologia Etnometodologia Construtivismo Psicanálise Estruturalsmo Genético Métodos de coletas de dados Entrevistas semi estruturadas, Narrativas Focus Groups, Etnografia, Pesquisa Participante, Documentos Gravações Interacionais Fotografia FIlmes Métodos de interpretação Codificação
 Análise do Conteúdo
 Analise da Narrativa Métodos Hermenêuticos Análise do Discurso
 Analise de Gênero Anáise de Documentos Hermenêutica objetiva Hermenêutica profunda Campo de aplicação Pesquisa Biográfica Análise do conhecimento do dia-a- dia Análises Organizacionais Estudos Culturais Pesquisa Familiar Pesquisa Biográfica Pesquisa Geracional PEsquisa de Gênero
  43. 43. 
 perspectivas de pesquisa na pesquisa qualitativa An Introduction to Qualitative Research, Uwe Flick.
 Abordagens de ponto de vista do sujeito Descrição da construção da situação social Análise hermenêutica das estruturas subjacentes Posição Teórica Interacionismo Simbólico. Fenomenologia Etnometodologia Construtivismo Psicanálise Estruturalsmo Genético Métodos de coletas de dados Entrevistas semi estruturadas, Narrativas Focus Groups, Etnografia, Pesquisa Participante, Documentos Gravações Interacionais Fotografia FIlmes Métodos de interpretação Codificação
 Análise do Conteúdo
 Analise da Narrativa Métodos Hermenêuticos Análise do Discurso
 Analise de Gênero Anáise de Documentos Hermenêutica objetiva Hermenêutica profunda Campo de aplicação Pesquisa Biográfica Análise do conhecimento do dia- a-dia Análises Organizacionais Estudos Culturais Pesquisa Familiar Pesquisa Biográfica Pesquisa Geracional PEsquisa de Gênero
  44. 44. 
 perspectivas de pesquisa na pesquisa qualitativa An Introduction to Qualitative Research, Uwe Flick.
 Abordagens de ponto de vista do sujeito Descrição da construção da situação social Análise hermenêutica das estruturas subjacentes Posição Teórica Interacionismo Simbólico. Fenomenologia Etnometodologia Construtivismo Psicanálise Estruturalsmo Genético Métodos de coletas de dados Entrevistas semi estruturadas, Narrativas Focus Groups, Etnografia, Pesquisa Participante, Documentos Gravações Interacionais Fotografia FIlmes Métodos de interpretação Codificação
 Análise do Conteúdo
 Analise da Narrativa Métodos Hermenêuticos Análise do Discurso
 Analise de Gênero Anáise de Documentos Hermenêutica objetiva Hermenêutica profunda Campo de aplicação Pesquisa Biográfica Análise do conhecimento do dia- a-dia Análises Organizacionais Estudos Culturais Pesquisa Familiar Pesquisa Biográfica Pesquisa Geracional PEsquisa de Gênero
  45. 45. preparação
  46. 46. 
 perspectivas de pesquisa na pesquisa qualitativa An Introduction to Qualitative Research, Uwe Flick.
 Abordagens de ponto de vista do sujeito Descrição da construção da situação social Análise hermenêutica das estruturas subjacentes Posição Teórica Interacionismo Simbólico. Fenomenologia Etnometodologia Construtivismo Psicanálise Estruturalsmo Genético Métodos de coletas de dados Entrevistas semi estruturadas, Narrativas Focus Groups, Etnografia, Pesquisa Participante, Documentos Gravações Interacionais Fotografia FIlmes Métodos de interpretação Codificação
 Análise do Conteúdo
 Analise da Narrativa Métodos Hermenêuticos Análise do Discurso
 Analise de Gênero Anáise de Documentos Hermenêutica objetiva Hermenêutica profunda Campo de aplicação Pesquisa Biográfica Análise do conhecimento do dia- a-dia Análises Organizacionais Estudos Culturais Pesquisa Familiar Pesquisa Biográfica Pesquisa Geracional PEsquisa de Gênero
  47. 47. campo 
 Bairro do Recife, domingo 

  48. 48. campo 
 Bairro do Recife, domingo 
 público
 Jovens frequentadores do bairro, "Nativos"
  49. 49. campo 
 Bairro do Recife, domingo 
 público
 Jovens frequentadores do bairro, "Nativos" pergunta Qual o impacto do fechamento do Bairro do Recife aos domingos.
  50. 50. planejamento
 Construir a pesquisa de forma a atender 9 dimensões de observação: Espaço: Lugar ou lugares físicos; Atores: Pessoas envolvidas; Atos: Ações individuais das pessoas; Atividade: Um conjunto de atos realizados pelas pessoas; Eventos: Um conjunto de atividades realizadas pelas pessoas; Objetos: objetos físicos presentes; Tempo: a sequência das ocorrências no tempo Objetivos: o que as pessoas querem com isso; Sentimentos: expressos e sentidos.
  51. 51. 
 Sem Julgamentos Com Curiosidade Crie Rapport Faça Anotações Tire Fotos Grave Vídeos
  52. 52. …como análisar os dados… c
  53. 53. documentação dos dados • A documentação dos dados não é uma tarefa apenas técnica; • Fatos também são construções; • Transcrição é importante mas deve ser feita de acordo com a possibilidade real (mesmo com tempo não deve se ter preocupação obsessiva na exatidão) • Fotos e Vídeos são inerentemente etnográficos; • Fotos e Vídeos podem revelar o mundo simbolico do participante; • Faça "perguntas" para os audiovisuais, que sejam relacionadas a pergunta da pesquisa. • Documentar as fotos e videos como se fosse uma “mega legenda
  54. 54. dados visuais
  55. 55. uso de câmeras em pesquisa social 
 Margareth Mead (1963) • Permitem gravações detalhadas de fatos, bem como proporcionar uma apresentação mais abrangente e holística de estilos de vida e condições; • Eles permitem o transporte de artefatos e da apresentaçãodeles como imagens e também a transgressão das fronteiras de tempo e espaço; • Eles podem pegar fatos e processos que são demasiado rápidos ou demasiado complexos para o ser olho humano; • Câmaras também permitem gravações não-reativas e são menos seletivas que as observações; • As fotografias ficam disponíveis para re-análise por outros pesquisadores.
  56. 56. os 4 tipos de relação entrevistado/entrevistador Roland Barthes (1963) • O pesquisador pode mostrar fotos (como demonstrador) para o indivíduo pesquisado (como espectador) e perguntar-lhes sobre o material; • O operador (que tira as fotografias) pode usar o indivíduo pesquisado como modelo; • O pesquisador (como espectador) pode pode pedir para o indivíduo pesquisado (como demonstrador) mostrar-lhe fotos a respeito de um determinado assunto ou período; • pesquisador (como espectador) pode-se observar os indivíduo pesquisado (como operador), enquanto ele tira fotos e realiza uma análise da escolha do assunto a ser fotografado;
  57. 57. análise temática mapeamento dos códigos no texto. agrupamento dos códigos em temas. ferramenta colaborativa online: Saturateapp
  58. 58. análise temática Entrevista com a rapper Karol Conka "Os projetos culturais e sociais são muito importantes na vida dos jovens que se vivem para a música. Muda muita coisa, por exemplo, o caminho que esse jovem quer seguir. Principalmente os jovens da periferia” “Realmente o rap salvou minha vida, porque se não fosse ele eu estaria mergulhada numa baita de uma depressão, como eu já estive, porque eu não estava fazendo aquilo que eu queria”.
  59. 59. análise temática codificação Entrevista com a rapper Karol Conka "Os projetos culturais e sociais são muito importantes na vida dos jovens que se vivem para a música. Muda muita coisa, por exemplo, o caminho que esse jovem quer seguir. Principalmente os jovens da periferia” “Realmente o rap salvou minha vida, porque se não fosse ele eu estaria mergulhada numa baita de uma depressão, como eu já estive, porque eu não estava fazendo aquilo que eu queria”. Cultura 
 Tribo
 Mudança
 
 Localidade 
 RAP / Redenção 
 
 sofrimento Desejo 

  60. 60. agrupar códigos em temas Música e Cultura Mudança Sentimento Cultura Mudança Rap Redenção
  61. 61. algumas perguntas para fazer durante a análise • O que é? Qual é a questão aqui? Que fenômeno é mencionado ? • Quem? Que atores estão envolvidos? que papéis representam? Como eles interagem? • Como? Que aspectos do fenômeno são mencionados (ou não mencionados)? • Quando? Por quanto tempo? Onde? Tempo, trajeto e localização; • Quanto? Quão forte? Aspectos da intensidade; • Por quê? Que razões são dadas ou podem ser reconstruídas? • Para quê? Com que intenção, qual o propósito? • Por quais meios? táticas e estratégias para alcançar o objetivo;
  62. 62. h.d.mabuse mabuse@cesar.org.br mabuse.art.br @hdmabuse www.slideshare.net/h.d.mabuse Bibliografia: Flick, U. (2009). an Introduction To Qualitative Fourth Edition (p. 518). Londos: SAGE Publications. Gunn, W. (2013). Design anthropology: theory and practice (p. 284). London: Bloomsbury Academic. Latour, B. (2014). Um Prometeu cauteloso? Agitprop: Revista Brasileira de Design, São Paulo, 6(58), 1–21. Neves, V. (2006). Pesquisa–ação e etnografia: caminhos cruzados. Revista de Práticas Psicossociais, 1, 1–17. Velho, G. (2011). Antropologia Urbana : interdisciplinaridade e fronteiras do conhecimento. MANA, 17, 161–185. doi:http://dx.doi.org/10.1590/ S0104-93132011000100007 Stocking, G. W. (1989). Malinowski, Rivers, Benedict and Others: Essays on Culture and Personality. PsycCRITIQUES. doi:10.1037/027603 Wagner, R. (1975). A invenção da Cultura (p. 384). Cosac Naify. Videos: Estranhos no Exterior - Corrente da Tradição - vídeo sobre Franz Boas O Fenômeno explicado pelos Muppets www.cesar.org.br Obrigado.

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