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Educação e Espiritismo

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Educação e Espiritismo

  1. 1. EDUCAÇÃO E ESPIRITISMO GRUPO DE PAIS DA EVANGELIZAÇÃO 31/08/2013
  2. 2. Victor Hugo: “A mão que embala o berço é a mão que embala o mundo”.
  3. 3. Da necessidade da reencarnação 166 A alma que não alcançou a perfeição na vida corpórea como acaba de depurar-se? -Suportando a prova de uma nova existência. 166 a Como a alma realiza essa nova existência? É pela sua transformação como Espírito? – A alma, ao se depurar, sofre sem dúvida uma transformação, mas para isso é preciso que passe pela prova da vida corporal. 166 b A alma tem, portanto, que passar por muitas existências corporais? – Sim, todos nós temos muitas existências. Os que dizem o contrário querem vos manter na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse é o desejo deles. (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)
  4. 4. A família como locus inicial da educação • A oportunidade da reencarnação como manifestação da bondade divina. • A família como prova dessa solicitude. • Sabemos que o espírito traz a bagagem de experiências adquiridas de numerosas vidas anteriores. Como lidar com espíritos que, não raras vezes, têm mais experiência, vivência, conhecimentos e moralidade do que nós? • O primeiro ponto a observar é, sem dúvida, o respeito que devemos ter pelas crianças. Podendo mesmo ser um espírito mais avançado do que nós que está a reencarnar, devemos tratá-lo com toda a dignidade possível.
  5. 5. O papel da família nas primeiras impressões do espírito reencarnante 379 O Espírito que anima o corpo de uma criança é tão desenvolvido quanto o de um adulto? – Pode até ser mais, se progrediu mais. São apenas órgãos imperfeitos que o impedem de se manifestar. Ele age em razão do instrumento, com que pode se manifestar. 383 Qual é, para o Espírito, a utilidade de passar pela infância? – O Espírito, encarnando para se aperfeiçoar, é mais acessível, durante esse tempo, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir aqueles que estão encarregados de sua educação. (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)
  6. 6. O papel da família nas primeiras impressões do espírito reencarnante • Martins Peralva, “Estudando o Evangelho”: “A primeira escola é o lar (...) Imprime-lhe no caráter os elementos fundamentais da educação. É necessário que a criança sinta e se impregne, no santuário doméstico, desde os primeiros instantes da vida física, das sublimes vibrações que só um ambiente evangelizado pode assegurar, para que, simultaneamente, possa ela ver o que é belo, ouvir o que é bom e aprender o que é nobre”.
  7. 7. O papel da família nas primeiras impressões do espírito reencarnante • Papel tradicional da mãe. Afetividade, abnegação, ligação muito estreita com o espírito reencarnante. • Instinto maternal – Garantia da sobrevivência física dos filhos e noções básicas para a vida. • Papel tradicional do pai – É tradicionalmente símbolo de autoridade. Crescentemente importante com o desenvolvimento das espécies.
  8. 8. O papel da família nas primeiras impressões do espírito reencarnante • Influência dos demais componentes do tecido familiar sobre a criança e na formação de sua personalidade. • A dinâmica da vida familiar é interativa. Influências recíprocas. • Questões do passado. • Criação ou reforço dos laços de amor.
  9. 9. O papel da família nas primeiras impressões do espírito reencarnante • Irmão X/ Chico Xavier – “Lázaro Redivivo”: “Os filhos não são almas criadas no instante do nascimento (...) São companheiros espirituais de lutas antigas, a quem pagamos débitos sagrados ou de quem recebemos alegrias puras, por créditos de outro tempo”.
  10. 10. Papéis familiares • No passado, a família tinha uma estruturação bastante enrijecida e pouco flexível. • O sistema do patriarcado. O autoritarismo. • A família no Direito Romano. • Esfera pública e esfera privada.
  11. 11. Papéis familiares • Mudanças sociais. • Modificação do papel da mulher na sociedade. • Nova conformação familiar. • Flexibilização dos papéis. • Novos desafios.
  12. 12. Papéis familiares • Movimento pendular. • O “filiarcado”. • A liberalidade excessiva e o risco para a formação da personalidade da criança. • O bom senso. O caminho do meio.
  13. 13. Momentos de transição planetária e o papel da família • Processo de transição. • Novas realidades e desafios. • A nova geração. Suas características: Precocidade, potencial para os diversos tipos de inteligência, não aceitam a autoridade por imposição, dizem o que pensam e agem conforme desejam, são mais práticas, são seletivos, concentrando sua atenção somente naquilo que as interessa.
  14. 14. Momentos de transição planetária e o papel da família • 28. - A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares. • Têm ideias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo. • Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Não se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração. (Allan Kardec, A Gênese – cap. XVIII)
  15. 15. Momentos de transição planetária e o papel da família • Essa nova realidade exige uma capacitação maior dos pais como educadores. • Para lidar com esse novo tempo, Américo Canhoto, em seu livro “Pequenos Descuidos, Grandes Problemas”, propõe a reestruturação íntima e familiar, a partir de algumas questões:
  16. 16. Momentos de transição planetária e o papel da família • • • • • • • • • • 1. Quem somos nós? 2. O que fazemos aqui? 3. Quem é a minha família? 4. Quem são meus filhos? 5. O que é educar? 6. Qual é o melhor método de educação? 7. Quem é o educador? 8. Quem é o educando? 9. Quando termina o processo educativo? 10. De quem é a responsabilidade da educação?
  17. 17. Momentos de transição planetária e o papel da família • Diferença entre educação e instrução. • A importância do exemplo. • A vivência das próprias experiências. • Pestalozzi – Educador “jardineiro”. • Processo educativo promove o crescimento a partir de dentro do indivíduo. • Algumas dificuldades: foco na questão material e no incentivo à competição.
  18. 18. Momentos de transição planetária e o papel da família • O risco da deserção. A raiz das dificuldades do presente. • Educar é assumir compromissos. “Estamos com aqueles que serão nossos professores nesta existência e para os quais exerceremos o mesmo papel”.
  19. 19. A família espírita Dora Incontri, pedagoga espírita, em “A Educação Segundo o Espiritismo”, trata o papel da família espírita na educação, levantando os seguintes itens: •Desierarquização de funções; •A família adquire novo dinamismo; •A questão da reencarnação – reconciliação e reajuste; •A família como cenário mais promissor para a educação espírita; •A vivência espírita pressupõe engajamento existencial; •A família como local prioritário para desenvolvimento das virtudes cristãs.
  20. 20. Descuidos comuns na educação • Desenvolvimento de muitas caras; • Falta de limites; • Estresse crônico; • A educação pelo medo; • Falta de honestidade na relação com os filhos; • Manipular ou se deixar manipular pelos filhos; • A cultura das pequenas mentiras; • Perda de autoridade;
  21. 21. Descuidos comuns na educação • A redoma; • A inversão de valores (cita como exemplo o conceito de “aproveitar a vida”); • Projeção de frustrações nas crianças; • A padronização; • A luta por regalias e privilégios; • A excessiva influência dos meios de comunicação e outros divertimentos.
  22. 22. A reestruturação da família Nessa nova realidade, é momento, segundo o autor de se repensar a família. Propostas: •respeitar a individualidade e personalidade de cada um; •agir com indulgência. É fundamental não produzir desentendimentos. Devemos lembrar que estamos tentando melhorar a vida em família e não piorá-la; •aprender a ouvir antes de falar; •não impor aos outros metas ou mudanças; •conscientizar-se da importância dessa missão;
  23. 23. A reestruturação da família • deixar claro que as mudanças estão sendo feitas porque a família merece uma vida melhor e mais saudável; • reconhecer as próprias falhas e fazer o que estiver a seu alcance para corrigi-las; • anotar os comentários dos familiares, especialmente quando manifestam descontentamento. Normalmente, quando perdemos o controle do consciente, manifestamos o que verdadeiramente pensamos; • evitar criticar o errado e o malfeito. Elogiar o certo; • não esperar elogios ou retribuição pelos seus esforços (para evitar frustrações).
  24. 24. A arte de educar com alegria e prazer • • • • • Impor é desrespeitar. Falar menos e agir mais. Falar a verdade acima de tudo, evitar as mentirinhas O desafio de mostrar aos filhos que eles podem ser diferentes. Aprender a dar tempo ao tempo. Como educadores, somos semeadores. • “A criança precisa de nossa ajuda para perceber que somos interdependentes e que o espaço de uma pessoa e o conjunto de meus direitos terminam no momento em que começam os do próximo.” • A responsabilidade dos pais em ofertar os princípios morais, desde tenra idade, principalmente com o exemplo.
  25. 25. A arte de educar com alegria e prazer • A importância do exemplo: • Prof. Amaral Fontoura – “Psicologia Educacional”: “A partir dos sete anos de idade, a criança começa a formular juízos próprios, não aceitando qualquer coisa que lhe digam. Ela compara afirmações dos pais e dos mestres com a de outros conhecidos e dos próprios colegas. Por isso é importante que os pais e os professores não percam o crédito de confiança que tenham com a criança”. • Conciliar os ensinamentos oferecidos com os exemplos é nosso caminho para manter esse crédito de confiança.
  26. 26. A arte de educar com alegria e prazer O trabalho em prol da criança deve ser conjunto entre escola – família – sociedade, poderíamos acrescentar religião. A importância da família incentivar a frequência da evangelização por parte dos filhos. Transmissão dos conceitos de moral cristã, indispensáveis para uma vida feliz. “Quem instrui oferece meios para que a mente alargue a compreensão das coisas e entenda a vida. Quem educa cria os valores para uma vivência nobre e ditosa. Quem evangeliza liberta para a Vida feliz.”
  27. 27. A arte de educar com alegria e prazer “Eduque – e traçará linhas de caráter. Evangelizar é redimir. Quando você ensina, transmite. Quando você educa, disciplina. Mas quando você evangeliza, salva. Instruído, o homem conhece; educado, vence; evangelizado, serve sem cansaço, redimindo-se”. Amélia Rodrigues
  28. 28. A arte de educar com alegria e prazer • O MAIS IMPORTANTE, SEM DÚVIDA, É QUE EXERCITEMOS O AMOR E A AFETIVIDADE. EM MATÉRIA DE EDUCAÇÃO, SOMENTE O AMOR E O AFETO PERMITIRÃO QUE TOQUEMOS O CORAÇÃO E A MENTE DE NOSSOS FILHOS. PARA TOCAR O CORAÇÃO DE ALGUÉM, É NECESSÁRIO QUE SEJAMOS TOCADOS TAMBÉM. POR ISSO, CRIAR FILHOS É UM EXERCÍCIO DE EDUCAÇÃO E APRENDIZADO RECÍPROCO ENTRE PAIS E FILHOS.
  29. 29. A arte de educar com alegria e prazer "A escola deve ser a continuação do lar. É no lar que se encontra o fundamento de toda cultura verdadeiramente humana e social" “O objeto da educação é preparar os homens para viver em sociedade”. Johann Heinrich Pestalozzi A educação do homem tem, portanto, duas metas: a) uma educação geral que aspira à plenitude do homem e a mais completa humanidade; b) a educação condicionada pelo tempo e lugar, que tem um caráter profissional, ou seja, educa o homem para o ambiente social dado, e está em correlação com as forças conformadas do meio.
  30. 30. Educar para o mundo, para o novo mundo O papel da família espírita está, portanto, na primeira vertente de educação, que fomenta no homem sua plenitude, como ser integral, visando a sua mais completa humanidade. Em última análise, a família deve formar o indivíduo para a sociedade, preparar o homem de bem, integrado ao novo tempo do nosso planeta.
  31. 31. Educar para o mundo, para o novo mundo • Herculano Pires (Pedagogia Espírita): - Formação do novo homem é a tarefa da Educação Espírita: 1. Educação Clássica greco-romana formou o cidadão, o homem vinculado à cidade e suas leis, servidor do Império; 2. Educação Medieval formou o cristão, o homem submisso a Cristo e sujeito à Igreja, à autoridade desta e aos regulamentos eclesiásticos
  32. 32. Educar para o mundo, para o novo mundo • 3. Educação Renascentista formou o gentil-homem, sujeito e observador das etiquetas e normas sociais, apegado à cultura mundana; • 4. Educação Moderna formou o homem esclarecido, amante da Ciência e das Artes, cético em matéria religiosa, vagamente deísta em transição para o materialismo; • 5. Educação Nova formou o homem psicológico do nosso tempo, ansioso por se libertar das angústias e traumas psíquicos do passado, substituindo o confessionário pelo consultório psicanalítico.
  33. 33. Educar para o mundo, para o novo mundo • Nesse continuum há progresso e o homem, de submisso ao Estado ou a Deus, ganha progressivamente consciência de si mesmo. • Cabe, finalmente, à Educação Espírita, formar o homem consciente do futuro, que já começa a aparecer na Terra, senhor de si e responsável direto e único por seus atos, pois conhecedor do seu destino e da razão de sua vida.
  34. 34. Educar para o mundo, para o novo mundo • Allan Kardec, no Evangelho Segundo o Espiritismo, magistralmente, elencou os caracteres do homem de bem, que devemos nos esforçar para construir em nós e em nossos filhos, para a construção de um amanhã melhor: • “O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.”
  35. 35. Educar para o mundo, para o novo mundo • “Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.” • “Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.”
  36. 36. Bibliografia • CALLIGARIS, Rodolfo. A Vida em Família. IDE, 38ª edição. Araras/SP, 2006. • CANHOTO, Américo. Pequenos Descuidos, Grandes Problemas. Petit Editora. São Paulo/SP, 2008. • INCONTRI, Dora. A Educação Segundo o Espiritismo. Editora Comenius, 8ª edição. Bragança Paulista/SP, 2008. • KARDEC, Allan. A Gênese; • O Evangelho Segundo o Espiritismo; • O Livro dos Espíritos. • MARTINS, Celso. Relacionamentos entre Pais e Filhos. DPL Editora. São Paulo/SP, 2003; • PIRES, José Herculano. Pedagogia Espírita. Editora Paideia, 10ª edição. São Paulo/SP, 2004.

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