Diese Präsentation wurde erfolgreich gemeldet.
Wir verwenden Ihre LinkedIn Profilangaben und Informationen zu Ihren Aktivitäten, um Anzeigen zu personalisieren und Ihnen relevantere Inhalte anzuzeigen. Sie können Ihre Anzeigeneinstellungen jederzeit ändern.

Transtornos mentais orgânicos

4.161 Aufrufe

Veröffentlicht am

A apresentação aborda uma introdução sobre os transtornos mentais orgânicas (demências e delirium), apresenta algumas abordagens diagnósticas e também terapêuticas não farmacológicas e tratamentos medicamentosos dos transtornos mentais orgânicos.

Veröffentlicht in: Gesundheit & Medizin
  • Als Erste(r) kommentieren

Transtornos mentais orgânicos

  1. 1. Transtornos mentais orgânicos Prof. Me. Aroldo Gavioli
  2. 2. O envelhecimento normal Lentificação psicomotora e diminuição dos reflexos motores Diminuição da velocidade de processamento de informações Pode haver dificuldade de codificar novas informações (compreensão e aprendizado) Hipomnesia que não afeta significativamente a funcionalidade Dificuldade de lidar com mudanças na rotina diária
  3. 3. Demências Deterioração cognitiva global na ausência de diminuição do nível de consciência Comprometimento da memória recente e remota, pensamento abstrato, funções corticais superiores e capacidade de julgamento Decorrente de lesão ou disfunção cerebral Interfere na funcionalidade global Diagnóstico clínico
  4. 4. Demências • a principal manifestação clínica é a síndrome demencial Primárias: • distúrbios tóxico-metabólicos secundários a doenças sistêmicas • desnutrição, cerebrovasculares, cardíacas, hepáticas, renais, endócrinas, infecciosas, hidrocefalia, tumores, TCE • Ação de drogas sobre o SNC • cannabis?, benzodiazepínicos?, anticolinérgicos, hipnóticos, antipsicóticos, antiepiléticos, álcool, metais pesados... Secundárias:
  5. 5. Demências Primárias Doença de Alzheimer Doença de Pick (frontotemporal) Doença dos corpúsculos de Lewy
  6. 6. Sinais motores em Demências Primárias Doença de Parkinson: • bradicinesia, rigidez, tremor, instabilidade postural e alterações de marcha Paralisia Supranuclear Progressiva: • alteração da motricidade ocular extrínseca Doença de Huntington: • movimentos coreicos Ataxias espinocerebelares: • síndrome cerebelar
  7. 7. Alterações da marcha
  8. 8. Investigação diagnóstica Exames laboratoriais: • Hemograma completo; Uréia e creatinina; Eletroforese de proteínas; Enzimas hepáticas; TSH e T 4 livre; Glicemiaem jejum; Vitamina B 12 e folato; Bioquímica: • Na, K, Ca, P; VHS; Sorologia Sífilis e HIV; LCR • (Sífilis e AIDS) EAS Mini Exame do estado Mental (Mini-Mental) Testagem neuropsicológica imagenologia • RNM de crânio / TC / SPECT / PET e EEG
  9. 9. Teste do Relógio
  10. 10. Miniexame do estado mental Validado para o português em 1994 Constitui-se em um dos instrumentos de avaliação e rastreio de comprometimento cognitivo mais utilizados pelos profissionais de saúde no mundo. É composto por questões agrupadas em sete categorias, cada uma delas com o objetivo de avaliar um grupo de funções cognitivas específicas: • orientação temporal, orientação espacial, memória imediata, atenção e cálculo, memória de evocação, linguagem e capacidade construtiva visual. Pontos de corte: • 13 pontos para analfabetos • 18 pontos para aqueles com escolaridade baixa e média • 26 pontos para idosas com escolaridade alta.
  11. 11. Miniexame do estado mental MEEM
  12. 12. MEEM – estudo com idosas residentes em instituição de longa permanência • A utilização de instrumentos para quantificar e monitorar os declínios cognitivos oferece parâmetros de avaliação e possibilita a adequação dos cuidados prestados, de acordo com as reais possibilidades das pessoas idosas. • Em estágios iniciais do declínio cognitivo haverá comprometimento das atividades instrumentais de vida diária, que são complexas e exigem mais raciocínio e, ao evoluir para estágios avançados, as atividades básicas de vida diária também poderão necessitar de auxílio. • Essa evolução negativa das doenças degenerativas é desestimulante, tanto para as idosas como para aqueles que cuidam delas. Mesmo assim, devemos acreditar na capacidade delas em manter ou melhorar seu desempenho, encorajando-as sempre que possível. • Essas situações exigirão dos profissionais atitudes de compreensão, paciência e tolerância. LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009 .
  13. 13. Doença de Alzheimer Descrita por Alois Alzheimer em 1907 Principal causa de demência (50% dos casos) Mais prevalente no sexo feminino, portadores de Síndrome de Down e pessoas com histórico familiar (genética) Doença degenerativa que compromete o córtex cerebral (atrofia, alargamento dos sulcos fissuras e dilatação ventricular) e áreas subcorticais Após os 65 anos, a prevalência dobra a cada 5 anos
  14. 14. Doença de Alzheimer Etiopatogenia envolve o sistema colinérgico Histopatologia: • presença de agrupamentos neurofibrilares no citoplasma dos neurônios (com deposição da proteína “tau” que causa morte neuronal), placas senis (depósitos extracelulares de neurônios em degeneração), neurites, processo glial e acúmulo de proteína beta- amilóide (rica em sílica e alumínio) nas placas senis e vasos sanguíneos Depressão pode abrir o quadro demencial
  15. 15. Doença de Alzheimer Estágio inicial: insidioso e progressivo, deterioração da memória, dificuldade de concentração, fadiga, alteração da personalidade, dificuldade de encontrar palavras para se expressar, dissimulação dos déficits cognitivos Estágio moderado: dificuldades nas atividades de rotina, desorientação temporoespacial, sintomas neurológicos focais (disartria, crises convulsivas,...), afasia, ecolalia, vocabulário pobre e pensamento concreto, Apraxia, agnosia, acalculia, agrafia Alteração do comportamento, apatia, agitação, agressividade, puerilidade, labilidade afetiva, irritabilidade e até psicose Estágio avançado: todas as funções intelectuais ficam muito comprometidas, não identifica os familiares, a personalidade é devastada, discurso incompreensível, ataxia de marcha, paresia e hipertonia muscular graves, com incontinência urinária e fecal; maior risco de Delirium
  16. 16. Doença de Alzheimer Tratamento: Exercícios físicos Orientação familiar e apoio psicossocial Terapia Ocupacional (memória, adaptação funcional,...) Terapia Cognitivo-comportamental Farmacoterapia (inibidores da acetilcolinesterase): Donepezila (5-10mg/dia) Galantamina (8- 12mg 2x/dia) Rivastigmina (3-6mg 2x/dia)
  17. 17. Demência dos corpúsculos de Lewy 20% dos casos, maior risco em homens Inclusões citoplasmáticas eosinofílicas positivas para a proteína alfa-sinucleína (também presente na D. de Parkinson) nas áreas neocorticais e límbicas e no tronco encefálico Degeneração da substância nigra estriatal Início entre 50-80 anos (principalmente aos 75 anos), podendo não afetar memória nesse estágio Afeta a aquisição e consolidação de informações (em contraposição ao mal de Alzheimer -> prejuízo na recuperação)
  18. 18. Demência dos corpúsculos de Lewy Déficits importantes na função executiva, fluência verbal e nos testes visuoespaciais (relógio, desenho) Déficits cognitivos oscilantes com episódios de delirium, alucinações visuais e sintomas extrapiramidais (rigidez muscular, lentificação psicomotora,...) que aparecem menos de 1 ano antes da demência Podem ocorrer síncopes, quedas repetitivas Risco aumentado para Sd. Neuroléptica Maligna Curso oscilante, rápido e progressivo
  19. 19. Demência dos corpúsculos de Lewy Tratamento: Inibidores da acetilcolinesterase Antipsicóticos de segunda geração para tratar a psicose
  20. 20. Doença de Pick (demência frontotemporal) Atrofia da região fronto-temporal Início insidioso entre 50-60 anos com alterações comportamentais e de personalidade precoces: Desinibição, perda da autocrítica e do senso ético-moral, transgressões sexuais e das normas de conduta social, negligência com a higiene Afeto superficial, pueril ou jocoso, apatia e hipopragmatismo Empobrecimento do vocabulário, afasia nominal Evolui com hipomnesia Final: deterioração intelectual e da personalidade
  21. 21. Demência Vascular 20% dos casos de demência Maior incidência em homens Causada por doença arteriosclerótica em vasos de médio e grande calibres (principalmente carótida) Fatores de risco: >60 anos, DM, HAS, tabagismo, IAM, colagenoses, vasculites, fibrilação atrial, febre reumática, dislipidemia,... Início abrupto e evolução gradativa Estado mental pode oscilar e pode ocorrer delirium Tratamento da doença de base e vasodilatadores cerebrais
  22. 22. Delirium Rebaixamento do nível de consciência e da atenção acompanhados de déficit cognitivo que não pode ser explicado por demência preexistente Início abrupto O quadro clínico flutua durante o dia A causa básica SEMPRE é uma doença orgânica Sinal de mau prognóstico Hiperativo, Hipoativo ou Misto
  23. 23. Delirium 11-25% em pacientes idosos 29-31% em idosos internados em hospitais Causas: • Vulnerabilidade: demência (22-89%), desnutrição, idosos, múltiplas comorbidades, uso de subst psicoativas. • Precipitantes: infecções, uso de cateter vesical, polifarmácia (BZD, opióides, anti- histamínicos, di- hidropiridinas, anticolinérgicos), dor, hipertermia, alterações dos níveis glicêmicos, desidratação, trauma, sistema nervoso central; drogas ilícitas, abstinência, função hepática/renal/tireóideana, IAM, ICC, O2, CO2, choque, cirurgia, encefalite de Wernicke (ataxia, oftalmoplegia e confusão mental)
  24. 24. Tratamentos de enfermagem para os Sintomas Comportamentais e Psicológicos das Demências - SCPD Tratamento farmacológico • Garantir a administração correta dos medicamentos prescritos (doses, horários e etc.). Não farmacológicos • Abordagem do paciente/ família/ cuidador • reabilitação cognitiva que pode incluir treinos de orientação para a realidade, treinamento de memória, reminiscência e outros. • Técnicas como arteterapia, terapias ocupacionais, dança, musicoterapia, exercícios, etc.
  25. 25. Tratamentos não farmacológicos para quadros demenciais crônicos Adaptações ambientais, instituição de rotinas e orientações ao cuidadores como o uso de música suave durante o banho; Evitar, ao máximo, confrontos com o paciente e um rigoroso acompanhamento da data, hora e situação em que os SCPD apareceram. programas educacionais e treinamento do cuidador somados ao suporte psicológico e dos serviços de saúde.
  26. 26. Atuação multidisciplinar Acompanhamento nutricional, fisioterápico e fonoaudiológico. intervenções de enfermagem: hábitos de vida, uso correto dos medicamentos, cuidados com a pele, hidratação e no manejo das intercorrências clínicas. O atendimento familiar proporciona discussões, orientações e aconselhamentos que visam à melhora do cuidado e a prevenção de problemas.
  27. 27. Referências • ALMEIDA, OSVALDO P.. Mini exame dos estado mental e o diagnóstico de demência no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo , v. 56, n. 3B, p. 605-612, Sept. 1998. • BRUCKI, Sonia M.D. et al . Sugestões para o uso do mini-exame do estado mental no Brasil. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo, v. 61, n. 3B, p. 777-781, Sept. 2003 . • LENARDT, Maria Helena et al . O desempenho de idosas institucionalizadas no miniexame do estado mental. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 22, n. 5, p. 638-644, Oct. 2009. • UNIVERSIDADE TECNCICA PARTICULAR DE LOJA (UTPL). Semiologia médica: alterações da marcha. Acesso em 05/09/2016. https://www.youtube.com/watch?v=5kj-R0KiIl0.

×