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UESPIUNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍPRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃOCOORDENAÇÃO DE PESQUISACNPqPERFIL DOS PACIENTES...
APRESENTAÇÃOGRANDE ÁREA DO CONHECIMENTO (CNPq): CIÊNCIAS DA SAÚDEÁREA DO CONHECIMENTO (CNPq): MEDICINASUB-ÁREA DO CONHECIM...
INTRODUÇÃOA doença de Graves é uma desordem imunológica que se caracteriza pelainfiltração linfocitária da glândula tireói...
Há dois protocolos clássicos de administração de doses terapêuticas de 131I para otratamento do hipertiroidismo da doença ...
OBJETIVOSO presente estudo tem como objetivo determinar o perfil dos pacientes submetidos aradioiodoterapia, qual a intens...
METODOLOGIAInicialmente foi realizada uma revisão da literatura. Em seguida, recolheu-se os prontuáriospara estudo. Após a...
RESULTADOS E DISCUSSÃOPara a realização do estudo foram selecionados 215 pacientes, sendo 173 mulheres (80,5%)e 42 homens ...
promovem uma maior remissão do hipertireoidismo e indução do hipotireoidismo a curto prazo(5,6). O aumento glandular foi d...
CONCLUSÃO / COMENTÁRIOS FINAISNesse trabalho observou-se que as mulheres jovens são o principal alvo da radioiodoterapiae ...
1. ANDRADE, Vânia A.; GROSS, Jorge L.; MAIA, Ana Luiza. Tratamento dohipertireoidismo da Doença de Graves. Arq Bras Endocr...
Perfil dos pacientes com hipertireoidismo submetidos a radiodoterapia com dose fixa em clinica especializada em teresina, ...
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Perfil dos pacientes com hipertireoidismo submetidos a radiodoterapia com dose fixa em clinica especializada em teresina, piaui

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Perfil dos pacientes com hipertireoidismo submetidos a radiodoterapia com dose fixa em clinica especializada em teresina, piaui

  1. 1. UESPIUNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍPRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃOCOORDENAÇÃO DE PESQUISACNPqPERFIL DOS PACIENTES COM HIPERTIREOIDISMO SUBMETIDOS ARADIODOTERAPIA COM DOSE FIXA EM CLÍNICA ESPECIALIZADA EM TERESINA,PIAUÍNOME DO(A) BOLSISTA: Darline Carvalho SilvaORIENTADOR(A) DO PROJETO: Benedita de AbreuCENTRO/UNIDADE: Universidade Estadual do PiauíDEPARTAMENTO/SETOR: MedicinaLOCAL DE EXECUÇÃO: Clínica Bionuclear
  2. 2. APRESENTAÇÃOGRANDE ÁREA DO CONHECIMENTO (CNPq): CIÊNCIAS DA SAÚDEÁREA DO CONHECIMENTO (CNPq): MEDICINASUB-ÁREA DO CONHECIMENTO (CNPq): ENDOCRINOLOGIAESPECIALIDADE DO CONHECIMENTO (CNPq): HIPERTIREOIDISMONOME DO GRUPO DE PESQUISA: EFICÁCIA DA RADIOIODOTERAPIA
  3. 3. INTRODUÇÃOA doença de Graves é uma desordem imunológica que se caracteriza pelainfiltração linfocitária da glândula tireóide e por ativação do sistema imune com elevaçãodos linfócitos T circulantes, aparecimento de autoanticorpos que se ligam ao receptor doTSH (TRAb) e que estimulam o crescimento e a função glandular.(1) Os achados clínicostípicos incluem hipertireoidismo associado ao bócio difuso tóxico, oftalmopatia infiltrativa,dermopatia infiltrativa (mixedema pré-tibial) e acropatia. (5) A prevalência da doença deGraves é de 2,0-2,5% em mulheres e de 0,2-0,6% em homens. (4)As opções terapêuticas para a hipertireoidismo da doença de Graves são as drogasantitireoidianas, a cirurgia e o radioiodo, nenhuma delas é considerada ideal, visto que nãoatuam diretamente na etiopatogênese da disfunção. A escolha do tratamento é influenciadapela idade do paciente, o volume glandular, a intensidade do hipertireoidismo, apreferência do paciente e a do médico, os recursos disponíveis e a prática médica local. (3)O 131I tem sido cada vez mais utilizado como primeira escolha terapêutica, por serum tratamento definitivo, de fácil administração, com baixo custo e seguro. No Brasil, sãoutilizadas preferencialmente as doses fixas entre 15 e 20 milicuries (mCi) e o objetivo dotratamento com 131I é produzir, por meio da radiação beta, uma tiroidite actínica. Aradiação beta do iodo radioativo lesa a tiróide causando tiroidite aguda por radiação eatrofia crônica gradual. (3) As vantagens do tratamento são: relação custo-benefício maisconveniente, rapidez da remissão dos sintomas, a possibilidade de dispensar a internação, aausência de inconvenientes cirúrgicos possíveis, como lesão recorrente e de paratireóides.(2)As indicações para o tratamento com iodo radioativo são: em pacientes idosos pré-tratados com tionamidas, como tratamento de primeira linha para adultos com doença deGraves com hipertiroidismo leve e bem tolerado, no tratamento dos pacientes querecidivaram após remissão com tionamida, em pacientes que apresentaram efeitoscolaterais graves com uso das tionamidas e naqueles que apresentaram recidiva dehipertiroidismo após tratamento cirúrgico. (5)A única contra-indicação absoluta ao tratamento com iodo radioativo é a gravidez.Mulheres em idade reprodutiva devem ser aconselhadas a não engravidar no período de 6 a12 meses após terapia com iodo radioativo. (2,4)
  4. 4. Há dois protocolos clássicos de administração de doses terapêuticas de 131I para otratamento do hipertiroidismo da doença de Graves: dose fixa e dose calculada. A dose fixavaria de 7 a 20 mCi. A dose calculada pode ser estimada pelo peso em gramas da tiróide oupela captação de 24 horas de radioiodo.(5) A taxa de remissão do hipertireoidismo nãoparece diferir entre pacientes submetidos ao 131I com doses fixas ou calculadas, tambémnão teve associação com idade, sexo ou uso prévio de drogas antitireoidianas.(2,3)A administração de 131I pode provocar um hipotireoidismo intencional precoce,seguido de reposição permanente com levotiroxina. Alguns autores acreditam que as dosesmais baixas levariam a um controle semelhante da doença, com menor incidência dehipotireoidismo precoce.(3)Apesar do largo emprego do 131I, até hoje persistem importantes dilemasassociados a sua indicação, além disso, não há consenso entre os tiroidologistas em relaçãoao cálculo da dose adequada à resolução do hipertiroidismo da doença de Graves.(1,5)A importância deste estudo consiste em avaliar a eficácia da terapia com radioiodoafim de fomentar subsídios para perpetuar ou não o algoritmo de tratamento regional dohipertireoidismo da doença de Graves. Além disto não há registros de levantamentos locaisdas doses empregadas e seus respectivos efeitos a curto e longo prazos.
  5. 5. OBJETIVOSO presente estudo tem como objetivo determinar o perfil dos pacientes submetidos aradioiodoterapia, qual a intensidade e severidade do quadro clínico ao chegar no laboratório demedicina nuclear para terapia com radioiodo. Além de identificar a quais tratamentos os pacientesforam submetidos previamente.
  6. 6. METODOLOGIAInicialmente foi realizada uma revisão da literatura. Em seguida, recolheu-se os prontuáriospara estudo. Após a análise dos mesmos elaborou-se uma ficha com o intuito de compilar os dadosreferentes à idade, sexo, procedência e tratamentos prévios (quais foram as drogas utilizadas, se fezou não cirurgia e/ou iodoterapia prévia) e seus efeitos colaterais. Também foi realizado umlevantamento referente à avaliação clínica anterior ao tratamento o qual foram analisados fatorescomo pulso, pressão arterial, hábito intestinal (diarréia, constipação e outros), tremores deextremidades, sudorese, perda de peso, freqüência cardíaca, tamanho glandular, captação 24 horascom Iodo131, dosagens hormonais anteriores (T3, T4 livre, TSH), dentre outros. Durante o processode confecção das fichas observou-se a impossibilidade de obtenção de dados como a evolução dafunção tireoidiana, o que resultou na adaptação dos objetivos, bem como do título da pesquisa.Após o levantamento, os dados foram compilados e analisados.
  7. 7. RESULTADOS E DISCUSSÃOPara a realização do estudo foram selecionados 215 pacientes, sendo 173 mulheres (80,5%)e 42 homens (19,5). Quanto à idade, 15 (7%) pacientes tinham menos de 20 anos, e 29 (13,5%)mais de 60 anos. Esses dados estão de acordo com a literatura uma vez que segundo Canadas,doença de Graves pode se manifestar em qualquer faixa etária, sendo incomum abaixo dos cincoanos de idade e apresentando pico de prevalência da doença entre a segunda e quarta décadas devida. Além disso, como nos demais estudos, todos os pacientes demonstraram um baixo nível deTSH e um nível elevado de T4 livre (tiroxina) e T3 (triiodotironina), ou ambos,Do total 187 (87%) realizaram tratamento prévio. As modalidades utilizadas foram cirurgiaem 6 pacientes (3,2%), radioiodoterapia (RIT) em 16 (8,6%) e 165 (88,2%) utilizaram drogasantitireoideanas (DAT). Destes 116 (70,3%) utilizaram apenas tiamazol, 40 (24,2%) propiltiuracil e9 (4,2%) ambas as drogas. Os resultados mostram que mais de uma terapia pode ser empregada afim de obter-se a remissão da doença, uma vez que nenhum tratamento isolado tem se mostrado100% benéfico. A escolha do tratamento adequado dependerá da avaliação médica, respeitando asindicações para a realização de cada intervenção.Tais sintomas foram relatados antes do tratamento com o iodo radioativo: nervosismo(18,8%), exoftalmia (14,4%), perda de peso (24,2%), palpitações (14,9%), tremor de extremidades(14%), ansiedade (2,3%), alteração do hábito intestinal (1,8%) e outros (9,6%). Tais resultados sãocompatíveis com os relatos das manifestações clínicas da tireotoxicose encontrados nas fontesutilizadas na revisão bibliográfica.Na radioiodoterapia, a dose preconizada varia de acordo com a gravidade da tireotoxicose, otamanho do bócio e a captação do iodo-131 em 24 horas (quanto maior a captação,menor será adose necessária). Em nosso estudo houve aumento glandular de 0,5 vez em 7 (3,2%) pacientes; 1vez em 28 (13%); 1,5 vezes em 17 (7,9%); 2 vezes em 49 (22,8%); 2,5 vezes em 1 (0,5%); 3 vezesem 37 (17,2%) e 76 (35,4%) não tinham informação no prontuário. A captação de I 131 em 24horas foi normal em 69 (32,1%) pacientes, hipercaptante em 107 (49,7%), hipocaptante em 12(5,6%) e 27 (12,6%) não tinham registro.A dose utilizada foi 15 mCi em 22 (10,2%) pacientes, 20 mCi em 113 (52,5%), 25 mCi em23 (10,7%) e maiores que 30 mCi em 28 (13%), sendo 29 (13,6%) sem registro. A utilização de taisvalores encontra respaldo na literatura, pois estudos comprovaram que as doses mais altas de 131I
  8. 8. promovem uma maior remissão do hipertireoidismo e indução do hipotireoidismo a curto prazo(5,6). O aumento glandular foi difuso em 194 (90,2%) pacientes e multinodular em 21 (9,8%).
  9. 9. CONCLUSÃO / COMENTÁRIOS FINAISNesse trabalho observou-se que as mulheres jovens são o principal alvo da radioiodoterapiae que os pacientes procuram o serviço com um quadro diversificado de manifestações clínicas. Agrande maioria já havia realizado tratamento prévio, principalmente com drogas antireoideanas.Considerando o perfil sócio-econômico e cultural da população teresinense, podemosafirmar que a radioiodoterapia é uma modalidade terapêutica mais atrativa em relação a esquemasmais laboriosos, de custo mais elevado e principalmente, menos efetivos, além disso, apresenta avantagem de ser administrada em dose única e com níveis de resposta de controle da doença adequREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  10. 10. 1. ANDRADE, Vânia A.; GROSS, Jorge L.; MAIA, Ana Luiza. Tratamento dohipertireoidismo da Doença de Graves. Arq Bras Endocrinol Metab , São Paulo, v. 45,n. 6, 2001 .2. ABREU, BAL. Radioiodoterapia nas doenças tiroideanas. Revista Médica do Hospital SãoMarcos, 2 (2) 1996.3. CANADAS, Viviane et al . Evaluation of radioiodine therapy with fixed doses of 10 and 15mCi in patients with graves disease. Arq Bras Endocrinol Metab , São Paulo, v. 51, n.7, 2007 .4. LIMA, Nicolau et al . Cost-effectiveness of the clinical treatment of Graves disease in apublic University Hospital: a retrospective analysis and prospective projection for atherapeutic approach. Arq Bras Endocrinol Metab , São Paulo, v. 49, n. 4, 2005 .5. LOPES, Maria Honorina C.. Terapia com 131I para a resolução do hipertiroidismo doençade graves: seleção da dose. Arq Bras Endocrinol Metab , São Paulo, v. 51, n. 7, 2007 .6. PINEDA B, Pedro, MICHELSEN D, Harold, RIVERA C, Marcela et al. Tratamiento delhipertiroidismo con radioyodo: efecto de la dosis administrada sobre la funcióntiroidea y complicaciones asociadas. Rev. méd. Chile. [online]. mayo 2000, vol.128, no.5[citado 10 Junio 2008], p.499-507.

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