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Apresentaçao Adriana Galvão CBA-Agroecologia2013

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Veröffentlicht in: Bildung
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Apresentaçao Adriana Galvão CBA-Agroecologia2013

  1. 1. Desafios pedagógicos para educação popular A partir do fortalecimento de uma rede de agricultoras-experimentadoras
  2. 2. Polo da Borborema • É uma rede de sindicatos e organizações da agricultura familiar que articula 14 municípios e mais de 5 mil famílias. Possui como objetivo a construção de um projeto de desenvolvimento local baseado no fortalecimento da agricultura familiar agroecológica.
  3. 3. Princípios metodológicos essenciais na construção da trajetória do Polo • Papel das agricultoras e dos agricultores como sujeitos do processo de construção do conhecimento • valorização do conhecimento local • leitura compartilhada da realidade • estímulo a experimentação • estímulo ao intercâmbio e a dinâmica de agricultor/a a agricultor/a
  4. 4. Princípios metodológicos essenciais na construção da trajetória do Polo • Papel das organizações da agricultura familiar como motor dos processos de desenvolvimento.
  5. 5. Princípios metodológicos essenciais na construção da trajetória do Polo • A agroecologia é a plataforma para construção de um projeto de desenvolvimento local e da construção da justiça, autonomia, igualdade e liberdade das famílias agricultoras.
  6. 6. Mulheres e Agroecologia Superação das desigualdades • Partimos do princípio que as desigualdades nas relações entre homens e mulheres constituem um obstáculo para a plena incorporação da agroecologia. E ao mesmo tempo, entendemos que a agroecologia pode se constituir num instrumento importante de superação das desigualdades entre homens e mulheres
  7. 7. Caminhos para construir mudanças nas relações de poder • Valorização do conhecimento das mulheres • Revalorização dos conhecimentos existentes sobre o manejo produtivo
  8. 8. Caminhos para construir mudanças nas relações de poder • Leitura compartilhada da realidade • Estudo sobre as plantas medicinais, os arredores de casa, pequenas criações, frutas nativas, monitoramento econômico, diagnóstico das desigualdades • Estudos resgatam um amplo acervo de saberes, ao mesmo tempo que estimulam a busca de novos conhecimentos visando a superação das dificuldades técnicas, econômicas e sociais, vivenciadas pelas agricultoras.
  9. 9. Caminhos para construir mudanças nas relações de poder • Estímulo ao intercâmbio e à dinâmica de agricultora a agricultora • Quebra do isolamento • Livre circulação do conhecimento
  10. 10. Caminhos para construir mudanças nas relações de poder • Estímulo à experimentação • Afirmação das capacidades e da criatividade das mulheres na organização de sistemas produtivos · 245 mulheres ampliaram a infraestrutura hídrica do quintal com as cisternas calçadão; · 350 mulheres estão reestruturando seus criatórios de aves (galinhas, guiné, peru) por meio da gestão de 30 fundos rotativos de tela; · 250 mulheres iniciaram ou ampliaram seu criatório de ovelhas e cabras a partir da organização de fundos rotativos solidários de animais · Mais de 200 mulheres são guardiãs das plantas medicinais e estão envolvidas no processo de troca de conhecimento; · 80 mulheres estão diretamente envolvidas em atividades de beneficiamento de frutas; · Mais de 80 mulheres fazem parte da rede de guardiãs da semente da paixão e participam de banco de sementes comunitários; · 100 mulheres adotaram o uso de fogões ecológicos adquiridos por meio de 5 fundos rotativos solidários ; · 22 mulheres comercializam em bancas próprias nas feiras agroecológicas da região e 13 são fornecedoras regulares de produtos · 35 mulheres estão envolvidas no programa do PAA em 6 municípios · 20 mulheres participam e organizam o trabalho de silagem em 4 municípios . Mais de 800 mulheres estão restruturando seus arredores de casa por meio de fundos rotativos solidários.
  11. 11. Caminhos para construir mudanças nas relações de poder • Enfrentamento do debate sobre as desigualdades das relações de gênero
  12. 12. Reflexão sobre a desigualdade das relações de gênero • Reuniões com Coordenação, com a Coordenação Ampliada do Polo e com Comissão de Saúde e Alimentação com a participação de agricultoras, agricultores, lideranças, assessores e técnicos do Polo. • Desencadeamento de um processo de formação capaz de fazer uma leitura crítica das desigualdades e dos caminhos para a superação desse quadro. • Oficinas reginais e municipais sobre relações de gênero e agroecologia • Sistematização de experiências • Elaboração de materiais pedagógicos diversos
  13. 13. A construção do projeto político do Polo e o trabalho com as mulheres só foi possível pelo estabelecimento e a dinamização de uma rede de mulheres experimentadoras com autonomia política, na busca por justiça, igualdade e liberdade.
  14. 14. Marchas Pela vida das mulheres e pela Agroecologia A mudança na subordinação das mulheres está vinculada a contextos mais amplos e requer mudanças econômicas, políticas e culturais
  15. 15. I Marcha pela vida das Mulheres e pela Agroecologia
  16. 16. II Marcha pela vida das mulheres e pela agroecologia
  17. 17. IV Marcha pela vida das mulheres e pela agroecologia
  18. 18. Principais resultados • Constituição de espaços de afirmação de uma identidade comum: agricultoras-experimentadoras gestoras de seu próprio conhecimento • Mulheres ampliam o arco de relações, elevam a autoestima, acessam mercados, recursos • Mais 130 mulheres ocupam espaços de liderança como diretoria do sindicato, associações, gestoras de fundos solidários • Dos 14 sindicatos do Polo, 5 possuem mulheres na presidência • 50% da coordenação executiva do Polo é composta por mulheres • A democratização do conhecimento é o ponto central na construção de poder. • As mulheres são agentes do seu processo de mudança. As mudanças são ancoradas no forte movimento de experimentação. Não acontecem, contudo, sem conflitos e a conquista de novas relações de poder.

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