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Centro Técnico N.O.R.Terapia Capilar<br />Curso: Cabeleireiro<br />Matéria: Tricologia Básica<br />Instrutor: Claudenor Ro...
Apostila tricologia
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Apostila tricologia

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Apostila tricologia

  1. 1. Centro Técnico N.O.R.Terapia Capilar<br />Curso: Cabeleireiro<br />Matéria: Tricologia Básica<br />Instrutor: Claudenor Rocha<br />Período:______________________<br />ESTRUTURA – Pele, Pêlo, Cabelos<br />A Pele<br />A pele é uma membrana que reveste exteriormente todo o corpo dos seres vertebrados, tem a função de regular a temperatura, metabolizar a vitamina D sintetizando a luz solar por ação fotoquímica, de percepção do sentido do tacto e como um manto protetor contra as ações de agentes externos, raios solares, bactérias, etc.<br />A pele é o maior órgão do corpo humano é também o mais pesado, observando a superfície da pele com uma lupa ver-se uma grande quantidade de sulcos e orifícios (poros). É formada por três camadas:<br />Epiderme – é a camada que se pode ver (externa) esta parte é a mais resistente, dá impermeabilidade à água e resistência ao atrito. A epiderme tem origem na ectoderme, inicialmente ela é um epitélio simples, depois graças a proliferação e diferenciação da camada mais profunda, ela se torna estratificado pavimentoso córneo, com suas camadas características: basal, espinhosa, granulosa e córnea.<br />Derme – é a segunda camada onde se encontra Bulbo capilar, nervos, capilares sanguíneos, músculo eretor, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas.<br />Hipoderme – é a camada mais profunda, que além de manter um deposito nutritivo de reserva (gordura), protege o organismo das pressões e traumatismo externos.<br />Ainda é constituída por duas camadas germinativas diferentes: a ectoderme e a mesoderme. A ectoderme é a camada exterior de embrião em desenvolvimento.<br />O pêlo que vemos é apenas uma parte de todo um mecanismo celular internamente encontra-se outras estruturas complexas com uma taxa de multiplicação celular que ocorre a cada 39 horas, é uma das mais elevadas que se conhece. A unidade pilosebácea compreende: <br />Folículo piloso – O folículo piloso é a estrutura que dará origem ao pelo, possui componente epitelial (matriz, bainha externa, bainha interna e haste) e componentes dérmicos (papila dérmica e bainha dérmica). Podemos dividi-lo em segmento superior e segmento inferior que são constituídos pelo:<br />O istmo, que vai desde a desembocadura do músculo eretor até a glândula sebácea.<br />O infundíbulo que se estende da abertura da glândula sebácea até a superfície da pele, a saída o infundíbulo na superfície da pele e chamada de óstio folicular.<br />Acrotríquio é a porção intra-epidérmicas do folículo.<br />A glândula sebácea.<br />Bulbo piloso, que é a porção mais espessa e profunda o folículo e contem a matriz germinativa do pelo. <br />Membrana Víntrea – camada não celular da bainha do tecido conjuntivo que delimita o folículo piloso e mantém ligado o bulbo em afastamento à papila dérmica.<br />O bulbo piloso – na base do folículo encontra-se uma delimitação denominada bulbo piloso, região onde as células dos pelos são produzida.<br />Onde o bulbo atinge sua largura máxima está à linha de Auber, que constitui o território onde se expandem e se multiplicam os queratinócitos e os melanócitos. Na zona queratógena, que se localizam na parte superior do bulbo, as células vão sofrer mutações, degenerar-se, alogar-se, perder seu núcleo, morrer, edurercer-se e produzir uma proteína rica em enxofre a queratina.<br />Papila dérmica – é composta de fibroblastos especializados, são entrelaçados por vasos capilares que nutrem as células que estão se dividindo por mitose, seu comportamento é controlado por citoquinas.<br />Matriz germinativa – essas células são pouco diferenciadas e possui um ritmo mitótico, provavelmente o mais alto do corpo humano. A taxa de multiplicação destas células ocorre a cada período de 39h.<br />Bainha externa – representa uma invaginação da epiderme, situada entre a matriz germinativa e a superfície, mas continua com seu epitélio na epiderme. <br />Bainha interna – composta de três laminas, cutícula da bainha interna e membrana de Huxley e de Henle, desenvolve-se em torno do pelo, separando-o da bainha externa, estende-se apenas parcialmente pelo folículo, desparece na altura da região, onde abrem-se as glândulas sebáceas.<br />Glândulas sebáceas – formados por água, grânulos de querato-hialina, proteínas, minerais e de elevado teor de lipídeos, principalmente triglicerídeos, secretam uma substancias semiliquida e oleosa, denominada sebo cutâneo composto por: ácidos graxos, colesterol, vários hidrocarbonetos, alcoóis e gordura.<br />Músculo eretor – pequeno feixe de fibras musculares lisas presas à bainha conjuntiva do folículo piloso, igual a qualquer músculos do nosso corpo contraem-se ao sinal do sistema nervoso, respondendo a sensações de mudança de temperatura ou emoções. Essas contrações comprimem as glândulas sebáceas ocasionando excreção de sebo para a superfície da pele. <br />Glandulas sudoríparas – são constituídas por uma zona tubular, por onde o suor é libertado na superfície da pele, em uma extremidade mais profunda em forma de novelo. As glândulas sudoríparas na termo regulação e na eliminação de determinadas excreções, como, por exemplo, sais minerais, uréia, acido úrico, e outras substancias provenientes do sangue.<br />Embora as glândulas sudoríparas esteja em praticamente todo o corpo encontram-se em maior concentração em determinadas parte como axilas, palmas das mãos e planta dos pés.<br />Capilares sanguíneos – são pequeníssimos ramificações de vasos sanguíneos que ligam as artérias e veias à papila. Os vasos sanguíneos capilares são responsáveis pelas trocas gasosas e nutritivas, e simultaneamente eles fazem o processo de remoção de toxinas dos folículos pilosos. <br />Nervos – eles nos possibilitam perceber sensações. A inervação do folículo piloso é bastante complexa. Entre elas se constitui a inervação sensitiva, inervação da papila e inervação motora do músculo eretor. <br />O pelo <br />Os pêlos têm formas cilíndricas que brota de dentro do folículo piloso derivado de uma ivaginação que se dar quando a epiderme invade a derme. A proliferação da epiderme desenvolve brotos epiteliais que se afundam na mesoderme. A extremidade de cada broto dilata-se e engloba uma porção do mesoderme, formando a papila do pelo. As células epidérmicas que envolvem a papila proliferam intensamente e se queratinizam, migrando para a superfície da pele formando o pelo.<br />Conforme a respostas aos hormônios masculinos os pelos são divididos da seguinte forma:<br />Dependentes – axilares, púbicos e torácicos<br />Semi-dependentes – corpo e extremidades<br />Independentes – sobrancelhas e cílios<br />Tipos de pelo<br />Lanugem – é o pelo que cobre o feto e desaparece após o nascimento. É a pilosidade fina, delgado, macio, não pigmentado e não contem medula. É produzido pelos folículos fetais e caem normalmente no útero aproximadamente no sétimo ou oitavo mês de gestação ou logo que nasce.<br />Velus – é o pelo que substitui a lanugem após o nascimento. Pode ser encontrado na face das mulheres ou na calvície dos homens.<br />Pelo terminal – é o pelo que substitui o velus em determinadas áreas do corpo, é um pelo mais comprido (2cm), mais grosso, visível, pigmentado, com medula. São encontrados nas axilas, regiões pubianas, sobrancelhas, cílios, barba, bigode e couro cabeludo.<br />O cabelo que nasce no couro cabeludo tem uma particularidade que é o ciclo de vida (de 3 a 7 anos) que em geral é maior que a do pelo que nasce no resto do corpo.<br />Denominações e Funções dos pelos por área <br />Couro cabeludo = cabelos – isolamento térmico, protetor e indicativo de algumas doenças.<br />Nas orbitas e pálpebras = cílios e supercílios – barreira mecânica, protetor da luz, corpo<br />Estranho, suor e água.<br />Vestíbulo Nasal = vibrissas – filtrar partículas estranhas<br />Meato Acústico Externo = tragos – Filtrar o ar<br />Axilas = hircos – aumento da superfície de evaporação do suor<br />Regiões Pubianas = pubes – função sensorial<br />O Cabelo <br />O corpo humano possui cerca de cinco milhões de pelos, cerca de um milhão desses estão na cabeça, dos quais 150 mil são cabelos. Em média se renovam de três a sete anos. Os cabelos do couro cabeludo crescem mais ou menos 1,5 cm a 2,5 por mês, os cabelos finos crescem cerca de 0,8 mm por dia, enquanto os cabelos grossos aproximadamente 0,4 mm. <br />Estudos revelam que o cabelo cresce mais rápido nas mulheres que nos homens e também mais no vértice que na região perietal. Ivestigando biopsias em recém nascidos observa-se 700 – 750 folículos por cm² no couro cabeludo, esta quantidade com o tempo diminui. Acredita-se que o cabelo suporte um peso de 80k e uma trança agüentaria por volta dos 200k.<br />As diferenças em suas características de comprimento, espessura e cor são determinadas geneticamente.<br />Composição química dos cabelos<br />Os queratinócitos são a única parte viva dos cabelos, e é a partir da divisão e multiplicação desta célula que se inicia o ciclo dos cabelos. A principal função dos queratinócitos é produzir um tipo de proteína chamada queratina, componente primário dos cabelos.<br />Proteinas<br />As proteinas são compostos orgânicos de estrutura complexa e massa molecular elevada (entre 15.000 e 20.000.000µm) e são sintetizadas pelos organismos vivos através da condensação de um grande número de moléculas de alfa-aminoácidos, através de ligações denominadas ligações peptídicas.<br />Uma grande parte das proteínas são totalmente sintetizadas no citosol das células pela tradução do mRNA enquanto as proteínas destinadas à membrana citoplasmática, lisossomas e as proteínas de secreção possuem um sinal que é reconhecido pela membrana do reticulo endoplasmático onde terminam as sua síntese.<br />São compostos quaternários de carbono ( C ), hidrogênio ( H ), oxigênio ( O ) e azoto ( N ) - também chamado de nitrogênio no Brasil. São constituídas por dois grupos funcionais: o grupo amina ( R-NH- ) e o grupo carboxilo ( R-CO-), derivados dos aminoácidos e que estabelecem as ligações peptídicas.<br />Existem 23 aminoácidos conhecidos, dos quais 8 são ditos essenciais: o nosso organismo não é capaz de produzi-los, e por isso precisamos ingeri=los através dos alimentos para evitar sua falta no nosso corpo. Uma cadeia de aminoácidos denomina-se de "peptídeo", estas podem possuir 2 aminoácidos ( dipeptídeos ), 3 aminoácidos ( tripeptídeos ), 4 aminoácidos ( tetrapeptídeos ), ou muitos aminoácidos ( polipeptídeos ). O termo proteína é dado quando na composição do polipeptídeo entram centenas, milhares ou milhões de aminoácidos.<br />As ligações entre aminoácidos denominam-se por ligações peptídicas e estabelecem-se entre o grupo amina de um aminoácido e o grupo carboxila de outro aminoácido, com a perda de uma molécula de água. Portanto, as proteínas são complexos constituídos por cadeias de aminoácido ligadas por ligações peptídicas. São macromoléculas com, no mínimo, centenas de aminoácidos. São polímeros que se originam de uma reação de polimerização de aminoácidos que são os monômeros.<br />Pontes salinas<br />Algumas cadeias de polipeptídios possuem grupos ácidos e outros básicos, pó isso há a formação de sais (ligações iônicas), são consideradas de força media.<br />Pontes de hidrogênio<br />São consideradas fracas, quebram-se com a simples ação da água, mas são muito numerosas e importantes para a ligação da estrutura protéica. <br />Pontes dissulfetos<br />São ligações fortes, a solidez e solubilidade da queratina atribuem-se a grande quantidade de cistina que contem dois grupos aminos e dois grupos carboxilos, por isso, podem ligar-se a cadeias polipeptídicas paralelas por meio dos átomos de enxofre.<br />A estrutura das cadeias polipeptídicas vai se adaptando em uma forma helicoloidal com 3,7 aminoácidos em cada volta da hélice. As hélices estão ligadas uma a outra por ligações de hidrogênio, formada a cerda elementar que, por sua vez, liga-se a outra cerda de uma forma retorcida pelos átomos de enxofre (ligações de dissulfeto) e por ligações iônicas (salinas). As influencias dessas ligações em relação à estrutura dos fios está bem definida, por exemplo, se as ligações de dissulfetos se quebram, o cabelo se debilita, mas não partirá se forem mantidas integras as ligações salinas, e vice versa.<br />Interações hidrofóbicas<br />Tendência dos aminoácidos com radical apolar de se acomodar no interior de uma estrutura dobrada, "fugindo" do contato com a água<br />Interações Iônicas <br />Forças de atração entre aminoácidos com radicais carregados com cargas opostas. <br />Estrutura quaternária <br />Algumas proteínas podem ter duas ou mais cadeias polipeptídicas. E essa transformação das proteínas em estruturas tridimensionais é a estrutura quaternária. Elas guiadas e estabilizadas pelas mesmas interações da terciária. As junções de cadeias polipeptídicas podem produzir diferentes funções para os compostos. O tamanho da proteína reflete sua função. A função da enzima, por exemplo, requer uma estrutura muito grande. O tamanho das proteínas tem limites impostos pela codificação genética dos ácidos nucléicos e também pela precisão no processo de biosíntese das proteínas.<br />Proteínas fibrosas e globulares Proteínas fibrosas <br />São aquelas que apresentam moléculas distendidas e filamentosas, semelhantes a longos fios, colágeno e fibrina são exemplos de proteínas fibrosas.<br />Desnaturação <br />As proteínas podem desnaturar. Isto acontece quando, por ação de substâncias químicas ou do calor as proteínas sofrem alteração da estrutura terciária ou a quebra das ligações não covalentes da estrutura quaternária.<br />As proteínas perdem a sua conformação e, conseqüentemente, a sua funcionalidade. A desnaturação pode ser: reversível ou irreversível.<br />Renaturação <br />Dependendo da forma pela qual a proteína foi desnaturada, sua conformação nativa pode ser recuperada (renaturação) retirando-se lentamente o agente desnaturante, como por exemplo, fazer uma diálise contra água para retirar o agente desnaturante uréia.<br />Função biológica Estrutural ou plástica <br />São aquelas que participam dos tecidos dando-lhes rigidez, consistência e elasticidade. São proteínas estruturais: colágeno (constituinte das cartilagens), actina e miosina (presentes na formação das fibras musculares ), queratina (principal proteína do cabelo), fibrinogênio (presente no sangue), albumina (encontrada em ovos) e outras.<br />Hormonal <br />Exercem alguma função específica sobre algum órgão ou estrutura de um organismo como, por exemplo, a insulina (embora tecnicamente a insulina seja considerada apenas um polipeptídio, devido a seu pequeno tamanho).<br />Defesa <br />Os Anticorpos são proteínas que realizam a defesa do organismo contra substâncias estranhas.<br />Energética <br />Obtenção de energia a partir dos aminoácidos que compõem as proteínas.<br />Enzimática <br />Enzimas são substâncias capazes de acelerar as reações bioquímicas como, por exemplo, as lípases. Todas as enzimas são consideradas proteínas.<br />Condutoras de gases <br />O transporte de gases (principalmente do oxigênio e um pouco do gás carbônico) é realizado por proteínas como a hemoglobina e hemocianina.<br />Queratina<br />Nos queratinócitos a queratina é sintetizada dependendo de vários aminoácidos que são transportados pelo sangue até a papila formando cadeias que se unem entre si por longas correntes peptídicas. Os principais aminoácidos que formam a queratina são:<br />Cisteína e cistina (17,5%) – estes aminoácidos são muitos próximos e estruturados e convertem-se um no outro, conforme as necessidades. Eles são envolvidos na produção de colágeno para a elasticidade e textura da pele e na alfa-queratina para unha e cabelos. A cisteína é um poderoso distribuidor de radicais livres por si só, mas funciona melhor quando a vitamina E e o selênio estão presentes. Ela é critica para o metabolismo de um numero de substâncias bioquímicas como a coenzima A, a heparina, a biotina, o acida lipóico e a glutationa. O pescado é rico em cisteína.<br />Serina (11,7%) – aminoácido glicogênio não essencial, ela forma a cisteína após receber um grupo tiol da homocisteína sintetizada a partir da metionina, possui um papel importante em uma variedade de caminhos biossintéticos, incluído os que envolvem pirimidinas, purinas, creatina e profirinas. É usada em cosméticos com finalidades hidratantes e também como flavonizantes. Arroz, ovos, leite são ricos em serina.<br />Ácido glutâmico (11,1%) – o ácido glutâmico tem uma função chave nas vias metabólicas dos aminoácidos como um fator principal nos processos de transaminação. O ácido glutâmico tem um profundo envolvimento no metabolismo de carboidratos e ácidos graxos. Entre alguns de seus usos incluem sua aplicação como matéria-prima para a fabricação de surfactantes e quelantes e como material de partida para a síntese do ácido fólico. È o mais freqüente dos 20 aminoácidos na seqüência de nossas proteínas. O pão e os cereais são fontes de glutamato.<br />Treonina (6,9%) – glicogênese. A Treonina é um aminoácido essencial que não é produzido pelo organismo animal. A necessidade diária de um adulto do sexo masculino é de 7 mg por Kg de peso corporal. A via da aminoacetona é o principal curso no catabolismo da treonina. A treonina tem um papel importante como precursor de aminoácidos não essenciais, ela forma a glicina sob a ação da treonina aldolase e a serina é formada a partir da glicina. É também usada para a síntese de vários produtos farmacêuticos. Os ovos são ricos em treonina.<br />Glicina (6,5%) – a glicina é metilada para formar sarcosina (N-monometilglicina) e betaína (N-trimetilglicina). Esta reação também representa um precursor da creatina, que tem um profundo envolvimento na contração muscular, ela atua na pele tecidos conjuntivos, no sistema nervoso central, etc. É também um componente da glutationa, que é um importante antioxidante no organismo. A glicina é usada no campo farmacêutico como um componente de medicamentos dermatológicos para eczemas e dermatites, agentes hepáticos e antialérgicos, e em elaborações integrais de aminoácidos. A cevada, o arroz e a gelatina são ricos em glicina.<br />Leucina (6,1%) – é um cristal branco ou pó cristalino, sem odor ou com um leve odor característico e com um sabor levemente amargo.Prontamente solúvel em ácido fórmico, frugalmente solúvel em água e praticamente insolúvel em etanol. Dissolve-se em ácido hidroclorídrico diluído. Seu uso inclui preparações integrais de aminoácidos e produtos para cuidado com os cabelos. É um a aminoácido essencial hidrofóbico encontrado como elemento estrutural no interior de proteínas e enzimas. O leite e o milho são ricos em leucina. <br />Valina (5,9%) - aminoácido essencial, glicogênico. As necessidades diárias de um adulto do sexo masculino são 10 mg por kg de peso corpóreo. Estão relegados à função de determinar a estrutura tridimensional das proteínas devido sua natureza hidrofóbica. Leite e ovos são fontes de valina.<br />Arginina (5,6%) – aminoácido glicogênico, semi-essencial e resistente a desaminação. É um aminoácidos essencial durante a juventude. Sua aplicação inclui seu uso na formulação de produtos cosméticos como cremes, produtos para os cabelos, tais como xampus e condicionadores que fazem uso de sua propriedade hidratante. Fontes naturais de arginina são: o arroz marrom, castanhas, avelãs, pipocas e produtos integral.<br />Ácido aspártico (5,0%) – o aspartato é degradado in vivo a oxaloacetato. Este metabolito é também o precursor da síntese do aspartato. A HYPERLINK "http://dicionario.sensagent.com/Enzima/pt-pt/" o "Enzima" enzima responsável por esta reacção é a aspartato aminotransferase que, como o nome indica, transfere um grupo amina do glutamato para o oxaloacetato para formar aspartato (o outro produto da reacção é o HYPERLINK "http://dicionario.sensagent.com/%CE%91-cetoglutarato/pt-pt/" o "Α-cetoglutarato" α-cetoglutarato). Este processo ocorre na HYPERLINK "http://dicionario.sensagent.com/Mitoc%C3%B4ndrio/pt-pt/" o "Mitocôndrio" matriz mitocondrial. O aspartato pode então sair do mitocôndrio e participar no ciclo da ureia, servindo de precursor para o metabolito HYPERLINK "http://dicionario.sensagent.com/Argininosuccinato/pt-pt/" o "Argininosuccinato" argininosuccinato. Através deste processo, o aspartato serve de precursor para a síntese de outro aminoácido, a arginina. Batatas e amendoins são ricos em aspartato.<br />Alanina (4,8%) – é um aminoácido neutro, não essencial, cristalino, envolvido no metabolismo do triptofano e da vitamina piridoxina (B6), é um dos aminoácidos mais simples em estrutura molecular. Suas finalidades incluem seu uso em cosméticos como um fator hidratante natural e em produtos surfactantes, como um material de síntese de vitaminas. Miúdos, tripas e viseras são ricas fontes de alanina. <br />Proline (3,6%) – um cristal branco ou pó cristalino, sem odor ou com um odor característico.Extremamente solúvel em água, prontamente solúvel em ácido acético, frugalmente solúvel em etanol e praticamente insolúvel em éter dietílico. Deliqüescente. Aminoácido Glicogênico não-essencial. O passo inicial para a biosíntese da prolina é a conversão do ácido glutâmico em semialdeído-γ-glutâmico pela ação da pirrolina-5-carboxilato sintetase. Difere-se dos outros membros dos conjuntos dos vinte por uma de suas cadeias está ligada tanto ao nitrogênio quanto ao carbono. Seus usos incluem a aplicação em cosméticos, notadamente em cremes como componentes hidratantes. Pão, leite, gelatina são ricos em prolina.<br />Isoleucina (2,7%) – aminoácido essencial, glicogênico ou cetogênico. A necessidade diária de um adulto do sexo masculino é 10 mg por Kg do peso corporal. A isoleucina é convertida em isobutil-CoA por desaminação e descarboxilação. Compostas pó substâncias bioquímicas extremamente hidrofóbicas que permite a formação de ligações fracas (chamadas ligações hidrófobas) com outros aminoácidos que contribuem na estrutura teciárias e quartenárias das proteínas.<br />Tirosina (1,9%) – Aminoácido não essencial glicogênico e cetogênico. A tirosina é formada a partir da fenilalanina pela ação da fenilalanina hidroxilase. Este aminoácido participa da síntese de diversas substanias bioquímicas importantes, incluído os hormônios da tireóide, os pigmentos biológicos da melanina e as catecolaminas, uma categoria importante de reguladores biológicos. Ela é convertida em ácido fumárico e finalmente em ácido acetoacético através de várias reações. Queijos, leites e arroz são ricos em tirosina.<br />Fenilalanina (1,4%) – Aminoácido essencial glicogênico e cetogênico. Sendo também um dos aminoácidos aromáticos que exibem propriedades de absorção de radiação ultravioleta. As necessidades diárias de um adulto do sexo masculino são de 14 mg por Kg de peso corporal. A tirosina é formada pela ação catalítica irreversível da fenilalanina hidroxilase para finalmente formar ácido fumárico e ácido acetoacético. Pão, ovos, vísceras e miúdos são ricos em fenilalanina.<br />Histidina (0,8%) – Aminoácido essencial, glicogênico. A síntese da Histidina no organismo humano é relativamente lenta. Ela tem sido classificada como um aminoácido não essencial, mas recentemente, muitos cientistas a têm considerado com um aminoácido essencial. Particularmente em crianças, é um aminoácido essencial e sua deficiência desacelera o crescimento e causa eczema cutâneo. Sua desaminação com a histidase acarreta na formação do ácido urocânico. A carne, as vísceras e miúdos são ricos em histidina.<br />Metionina (0,4%) – A Metionina pode ser classificada como glicogênica porque é metabolizada em ácido pirúvico através da succinil-CoA. Aminoácido essencial. A necessidade diária de um adulto do sexo masculino é de 13mg por Kg de peso corporal. A metionina é convertida em S-adenosil metionina por uma reação dependente de ATP. Ela funciona como um importante doador de grupo metil no organismo. Após a desmetilação, a homocisteína é formada e subseqüentemente metabolizada através de duas vias: uma é a via de recuperação envolvendo sua re-síntese em metionina pela homocisteína metiltransferase na presença de vitamina B 12. O outro caminho se segue a partir da cistationina em cisteína após receber o esqueleto de carbono da serina. A metionina tem um papel importante no metabolismo de fosfolipídios. Este aminoácido serve de fonte de enxofre para cisteína em animais e seres humanos. Os ovos são ricos em metionina.<br />Elementos Químicos<br /> Carbono (50,65%) – <br />Oxigênio (20,85%) – <br />Nitrogênio (17,14%) – <br />Hidrogênio (6,36%) – <br />Minerais<br />Cálcio – necessário fortificar a estrutura dos ossos e dos cabelos.<br />Cobre – ajuda a impedir os defeitos na estrutura do cabelo e na manutenção da cor.<br />Iodo – ajuda a diminuir a perda da umidade dos cabelos.<br />Potássio – promove o crescimento saudável dos cabelos e melhora a circulação.<br />Manganês – ajuda no crescimento dos cabelos.<br />Ferro – fortifica a sustentação do cabelo.<br />Zinco – melhora a absorção do ferro.<br />Água<br />Seu teor pode variar de acordo com a umidade do ar, mas chega em torno de 10% da composição química de um fio. Ao ser molhado o cabelo pode absorver cerca de 30% do seu peso em água.<br />Lipídios<br />O extrato de lipídios internos do cabelo humano é rico em colesterol (1,5%), ácidos graxos livres e ceramidas. <br />É conhecido que a superfície externa das células cuticulares possui ácidos graxos ligados, tais como ácidos esteárico, acido palmítico, acido oléico e o acido 18-metileicosanoico (18-MEA), uma parte compõe a estrutura do CMC. Está composição superficial pode ser a razão pela qual o cabelo seja hidrofóbico e isolante elétrico.<br />Os lipídios possuem um papel muito importante em algumas propriedades do cabelo. Estudos mostraram que a remoção dos ácidos graxos ligados a superfície cuticular causam mudanças na molhabilidade do cabelo principalmente na cutícula.<br />Formação da estrutura capilar<br />Das células epiteliais mais periféricas originam-se duas bainhas epiteliais, uma interna e outra externa, que envolvem o eixo do cabelo na sua porção inicial.<br />A raiz do cabelo encontra-se no folículo, As células da raiz do cabelo se dividem e movem-se para cima dentro do folículo. Durante o processo de crescimento do cabelo as células da raiz se diferenciam em vários tipos celulares.<br />Esses fenômenos constituem a fibra capilar que é composta por 4 unidades estruturais principais: a medula, o córtex, o cimento intercelular (localizado entre as células) e a cutícula. <br /> <br />Cutícula<br />As células cuticulares compõem cerca de 10%, em massa da fibra formando uma barreira protetora contra processos agressivos químicos e físicos e são responsáveis pelas propriedades superficiais dos fios, tais como brilho, coeficiente de atrito entre as fibras e proteção do córtex. A camada cuticular é composta de 6 a 10 camadas sobrepostas uma sobre as outras cobrindo o perímetro da fibra.<br />Esta estrutura se subdivide em uma serie de camadas, com cerca de 0,2 a 0,4µ de espessura, sobrepostas e orientadas no sentido das pontas da haste capilar.<br />Epicutícula<br />Exocutícula<br />Endocutícula<br />Cada célula cuticular é envolta em uma membrana de baixa espessura (cerca de 25Å) denominada epicutícula. Os principais componentes da célula cuticular são a exocuticula e a endocuticula. Entre as células corticais e entre estas e as células cuticulares, está o complexo de membrana celular, que é uma substância cimentante a qual possui propriedades adesivas, que, apesar de ser facilmente atacada por enzimas, é resistente a álcalis e a agentes redutores.<br />Cada célula cuticular é separada das adjacentes pelo complexo da membrana celular (CMC), o qual compõe cerca de 2%, em massa, da fibra. Micrografia eletrônicas mostram que este complexo consiste em 2 camadas lipídicas as quais envolvem 1 camada protéica e a camada que é formada durante a queratinização. O CMC contém somente 2% de cistina, sendo composto em sua maior parte por proteína rica em aminoácidos polares e lisina, conferindo-lhe também um caráter hidrofílico.<br />A cutícula tem caráter amorfo. Seus subcomponentes tem composição e reatividades distintas. A camada A e a exocuticula são as subunidades mais queratinizadas e possuem caráter hidrofóbico, apresentado um maior teor de cistina (30% e 15%,respectivamente).<br />A endocuticula é feito de material não queratinoso oriundo da compressão ou achatamento do núcleo e de organelas citoplasmáticas. Isto faz com que ela seja rica em proteínas, enzimas, vitaminas, íons, ácidos nucléicos, açucares, carboidratos e ácidos graxos, os quais, em sua maioria, são solúveis em água. Esta composição proporciona o caráter hidrofílico e a menor resistência da endocutícula a ataques químicos se comparada as outras estruturas, pois possui cerca de 3% de cistina. A epicutícula é formada, basicamente, de acido 18-metileicosanóico ligado a uma membrana proteolipídica também rica em cistina (cerca de 12%) de alto teor hidrofóbico.<br />Como resultado dessas diferenças de composição, é esperado que as subunidades da cutícula apresentem reatividades diferentes a tratamentos cosméticos e mesmo à água e ao surfatante. Uma vez que a camada cuticular é responsável pelo egresso e ingresso de substancias para o interior da fibra, dependendo da matéria colocada em contato com a fibra. <br />A via transcelular prevê que a penetração de substancias para o interior do cabelo através da cutícula e a via intercelular, a difusão entre as cutículas, isto é, pelo CMC. Esta ultima é a mais aceita por processos cosméticos em geral, pois considera que a difusão se dá a partir de componentes pobres em ligações cruzadas dissulfídicas derivadas da cistina para os componentes mais ricos. Estudos mostram que a difusão par ao interior da fibra é mais rápida quando o cabelo está danificado, ou seja, quando a menos pontes dissulfídicis na sua estrutura.<br />Córtex<br />O córtex é constituinte majoritário em massa da fibra capilar (cerca de 88%) e é responsável pelas propriedades mecânicas da fibra. É formado, basicamente, por queratina cristalina inserida em uma matriz de queratina amorfa.<br />As células corticais são ricas em cistina, compactas, pouco penetráveis por líquidos em geral. São pouco reativas quimicamente, e menos resistentes a ação de agentes oxidantes.<br />As células corticais têm uma forma oval, 150 a 400nm de diâmetro, possuem geralmente 1-6µ de espessura e 100µ de comprimento.<br />Os fios de cabelos são formados por feixes paralelos denominados macrofibrilas, que compõem o córtex, se apresentam na forma espiral, tendo de 0,1 a 0,4 µ de diâmetro e 15µm de comprimento, são os maiores constituintes da célula corticais.<br />Cada macrofibrilas consiste de filamentos intermediários chamados de microfibrilas, cerca de 7,5 µ de diâmetro, e a matriz, que são designadas por outras estruturas e aminoácidos. <br />A microfibrilas é uma proteína fibrosa cristalina que é principalmente composta por proteínas α-helice com baixo teor de cistina (6%), denominada α-queratina.<br />Estas estruturas estão alinhadas ao longo da fibra axial e encaixadas em uma matriz amorfa com auto teor de cistina (~21%) consistindo grupos dissulfetos (S-S) e estes formam ligações cruzadas na fibra de queratina, contribuídos com propriedades físicas e mecânicas, bem como a estabilidade da estrutura.<br />As microfibrilas, por sua vez, são contituidas por feixes paralelos de filamentos protéicos ordenados ao longo de um único eixo, são as protofibrilas. As protofibrilas são compostas por cadeias α-helicoidais de α-queratina e contem um diâmetro de 20Å.<br />MEDULA<br />A medula é o componente do cabelo menos estudado, principalmente por acreditar-se que sua influencia nas propriedades do cabelo seja insignificante.<br />Está localizada no centro do corpo capilar e de acordo com a literatura, em alguns fios ela pode está ausente, quando presente pode ser continua ou fragmentada. A freqüência e as dimensões da medula podem variar no mesmo individuo.<br />Quimicamente tem alto conteúdo de lipídios se comparada ao restante da fibra e é pobre em cistina, porem é rica em citrulina, de modo que as pontes de enxofre são substituídas por ligações peptídicas que matem a estrutura da medula coesa. Por causa dessa reticulação, a medula é insolúvel em solventes de proteínas, mesmo em condições vigorosas como as utilizadas para solubilizar as queratinas.<br />As células medulares são resultado do processo de diferenciação. Quando elas começam a diferenciar, as células produzem tricoialina que é depositado no citoplasma na forma de grânulos. Quando sofrem a maturação e desidratação, encolhem prendendo o ar em seu interior. A parede das células maduras, então, é formada de vários grânulos fundidos. Quanto a morfologia da medula, há uma contradição na literatura. Alguns autores dizem que é formada por esses vacúolos preenchidos por ar resultante do processo de diferenciação celular, enquanto outros autores dizem que a medula é composta por uma estrutura esponjosa, cujo caráter fibrilar é característica de humanos e de algumas espécies primatas. Há ainda uma camada de CMC que se localiza na interface entre a medula e o córtex.<br />Não existem explicações para o fato da medula se distribuir de forma tão aleatória nos diferentes couros cabeludos ou pro que não existe em alguns fios. Sobre os efeitos da medula nas propriedades do cabelo, já foi sugerido que os poros pudessem afetar a cor do cabelo, mas não afetam as propriedades mecânicas. No entanto, não há estudos sistemáticos sobre a influencia da medula nas propriedades do cabelo.<br />Levando em consideração a medula há três tipos de fios: sem medula, com medula fina e com medula grossa.<br /> A medula fina apresenta contraste, interface limitada pelo CMC e menor diâmetro, enquanto a grossa apresenta mais glóbulos, bem como maiores dimensões das cavidades e organização gradual das células de fora para dentro. Há vários indícios de que a medula se trata de um córtex em estagio de diferenciação atrasado, como os formatos dos grânulos de melanina, a disposição das células corticais e a organização decrescente de fora para dentro da medula.<br />O cabelo sem medula é mais vermelho e mais amarelo e mais claro que o cabelo com medula. Os espaços vazios da medula influenciam na reflexão externa do cabelo, diminuindo-a.<br />A medula deixa o cabelo menos uniforme, mas não interfere nos valores das propriedades mecânicas da fibra.<br />O cabelo sem medula e com medula grossa não é modificado por tratamentos diários, mas regiões de medulas finas são. Quando submetidas a 70˚C trasformam-se em medula grossa e esse processo aparentemente é reversível quando o cabelo é hidratado novamente.<br />A COR DOS CABELOS<br />O pigmento melanina é responsável pela cor que vemos tanto na pele pêlos e cabelos. Estes pigmentos são produzidos pelos melanócitos que estão entre a papila e o epitélio da raiz do pêlo. O processo de melanogênese, que é o método da síntese da melanina ocorre na fase de formação dos cabelos.<br />Os melanócitos<br />O melanócito é uma célula dendrítica, especializada na produção de melanina, um pigmento de coloração marrom-escura. Estas células encontram-se na junção da derme com a epiderme ou entre os queratinócitos da camada basal da epiderme, além de estarem presentes também na retina. Originam-se da crista neural embrionária, apresentando um citoplasma globoso, de onde partem prolongamentos que penetram em reentrâncias das células das camadas basal e espinhosa, transferindo, deste modo, melanina para as células presentes nestas camadas.<br />Melanossomos<br />São partículas citoplasmáticas pigmentadas que contém melanina e são produzidas por melanócitos. Os melanócitos transferem os melanossomas para dentro dos ceratinócitos, cada melanócito é responsável por aproximadamente 4 ceratinócitos.<br />Ceratinócitos<br />Células epidérmicas que sintetizam queratina, e que passam por transformações características durante sua movimentação em direção à superfície, saindo das camadas basais da epiderme até a camada queratinizada (córnea) da pele. Os estágios sucessivos de diferenciação dos queratinócitos que formam as camadas da epiderme são: célula basal, célula espinhosa e célula granulosa.<br />No inicio da sua formação os cabelos são incolor, os melanócitos usam seus dendritos para injetar os pequenos grânulos de pigmento. Diferentemente da pele, os melanocitos do folículo piloso não precisam da luz do sol para produzir melanina. A transferência das melaninas para os queratinócitos ocorre por um processo ainda não totalmente esclarecido. As hipóteses são de que o melanossoma é injetado diretamente no queratinócito ou ainda que ocorre fagocitose da organela na extremidade dendrítica do melanócito.<br />Os melanócitos foliculares diferem dos melanócitos epidérmicos por seu tamanho, que é maior, e dendritos mais longos e por estarem relacionados somente a 4 a 5 queratinócitos, em contraste com os 36 a 40 dos melanócitos epidérmicos.<br />A cor dos cabelos resulta da atividade dos melanócitos, que produzem grânulos de melanina nos melanossomos, sintetizando a partir da tirosina, que através dos ceratinócitos nos queratinócitos irão formar o córtex dos cabelos. <br />Melanina<br />A melanina é considerada uma proteína. Ela é produzida pelas células que se localizam na camada basal da epiderme, denominadas de melanoblastos que sofrem a influência do hormônio melanocítico produzido pelo lobo intermediário da hipófise. Os pigmentos de melanina podem ser classificados em dois grupos:<br />Eumelanina<br />É um polímero que ocorre em grânulos dentro dos melanossomos, semelhante a um grão de arroz e sua coloração varia do vermelho escuro ao preto. A síntese ocorre na presença da enzima tirosinase, concentrada no aparelho de Golgi dos melanocitos. O pigmento é originado a partir da oxidação da tirosina por intermédio da ação da tirosinase, que vai de um aminoácido incolor a um pigmento castanho.<br />Feumelanina<br />Ocorre em malanossomos com uma forma menos precisa e pode ser vista na forma de pontos difusos. Sua coloração varia de amarelo para vermelho. Além da tirosina a cisteína também está evolvida na sua produção.<br />CICLO DE VIDA DOS CABELOS<br />Os Fios de cabelos não crescem indefinidamente. Após certo período a parte inferior do folículo sofre uma mudança degenerativa. Onde o segmento bulbar é quase que totalmente destruído. Cada folículo piloso está programado para ter, em media 25 ciclos de vida. Na papila dérmica se desenvolve as três fases de 1 ciclo.<br />Fase anagenética (anágena)<br />O ciclo anágeno é o mais demorado, aproximadamente 1.000 dias. Nesta fase se encontra a maioria dos cabelos. Entre 80 a 85%. E ela que determina o comprimento do fio e variam nas diferentes regiões do corpo. Os primeiros estágios da anágena copiam a foliculagernese fetal e a parte inferior do folículo se refaz para produzir a nova haste.<br />Fase catagenética (catágena)<br />Após a fase anágena o segmento bulbar é quase totalmente destruído, e inicia-se a fase catágena. A interrupção da reprodução celular na matriz e a perda da bainha externa do folículo por apoptose (morte programada da célula) levam ao colapso da região bulbar. A porção superior do bulbo que escapou das transformações degenerativas forma um saco epitelial que engloba o cabelo remanescente, perde-se no processo catágeno um terço ou até a metade do tamanho do folículo. Somente a matriz e a papila permanecem no próximo ciclo.<br />Nesta fase ocorre uma adaptação do istmo para servir de suporte ao pelo durante a fase seguinte.<br />Fase telegenética (telógena)<br />Nesta fase a matriz desloca-se em sentido da superfície da pele empurrado pelo novo fio de cabelo que esta se desenvolvendo. A membrana vítrea enruga e o fio de cabelo cai.<br />Características da haste capilar<br />Étnia <br />Os três tipos básicos de cabelo, caucasiano (europeu), asiático (mongólica) e africano (negroide), diferem substancialmente em dois parâmetros básicos: o modo tridimensional como se arranjam as cadeias protéicas de queratina (aspectos conformacionais tais como a alfa-hélice e as folhas pregueadas) tendo em conta que o arranjo das protofibrilas no córtex do fio é preferencial na forma de hélice quádrupla auto-enovelada (estrutura quaternária) e o padrão de pigmentação ditado pelo balanço entre os dois pigmentos básicos eumelanina (escura) e feomelanina (clara). <br />O ritmo de crescimento também diferencia os 3 tipos básicos: no cabelo asiático é mais rápido (1,3 cm/mês) e no africano mais lento (0.9 cm/mês) mas é o caucasiano que apresenta a maior densidade de cabelos / área. O padrão de melanização capilar é um processo bioquímico similar ao que ocorre ao nível da pele que diferencia ruivos, louros, amarelos, índios, morenos, mulatos e negros.<br />Curvatura<br />Lisótricos (lisos)<br />Têm maior diâmetro e é redondo ao corte transversal. Os folículos retos são vistos nas raças mongólicas, esquimós e índios americanos.<br />Sinótricos (ondulados)<br />O diâmetro ao corte transversal é oval e são encontrados em vários grupos atnicos, principalmente nos caucasianos. Normalmente nascem lisos na raiz e formam cachos ao longo do fio, por isso tendem a ser menos ressecados que os crespos.<br />Ulótricos (crespos)<br />Ao corte transversal têm diamentro de forma helicoidal ou espiralada. São encotrados em quase todas as raças negras. Nascem espiraladas desde a raiz. Essa característica torna mais difícil a distribuição da oleosidade natural do couro cabeludo ao longo dos fios, deixando-os, por conseqüência, muito mais secos. Por isso, são mais difíceis de pentear e mais sujeitos à formação de nós.<br />Diametro <br />Grossos – diâmetro superior a 0,06mm<br />Médio – diâmetro entre 0,04 e 0,06mm<br />Fino – diâmetro abaixo de 0,04mm<br />Elasticidade<br />É a capacidade de alongamento e retomada do comprimento natural do fio de cabelo.<br />A resistência elástica do cabelo suporta tensões a força de 40 a 160g. O cabelo seco possui cerca de 30% da capacidade elástica em relação ao seu comprimento, enquanto que o cabelo molhado pode chegar a 100% desse valor.<br />Resistência Mecânica<br />É a capacidade máxima de suportar uma carga tencionando cada fio, sem romper.<br />Este número e de aproximadamente 50g, portanto os 100.000 fios normalmente presente na cabeça podem suportar até 500kg de carga. <br /> Resistência Química<br />Podemos considerar que o principal elemento que favorece a resistência química dos cabelos são as pontes de ligações moleculares e a principal delas é as pontes sulfurosas, nas quais agem os produtos clareadores e alisantes.<br />Densidade<br />Densidade é a medida da quantidade de cabelo por centímetro quadrado da pele (couro cabeludo), caracteriza-se da seguinte forma:<br />Denso – a área é completamente cotada por folículos pilosos que em alguns casos é até difícil de ver o couro cabeludo dependendo da distância que se observa. <br />Mediana – observa-se certa organização na distribuição dos folículos por área.<br />Esparso – podem-se ver claramente os espaços entre um cabelo e outro e quase não se ver a transparência do perímetro do fio.<br />Tipos de cabelos segundo o grau de oleosidade<br />Os tipos de cabelos também são determinados por suas propriedades naturais de hidratação e pela secreção das glândulas sebáceas.<br />Cabelo Seco – normalmente são ásperos, opacos, frágeis e tem aspectos arrepiados por causa do acumulo de eletricidade estática devido à má distribuição da oleosidade produzida pelas glândulas sebáceas. São difíceis de pentear e é mais vulnerável a perda de proteína e quebra por ação de agentes externos e tratamentos químicos pelo fato das escamas desse tipo de cabelo ser naturalmente abertas.<br />Cabelo Oleoso – são muitos brilhosos e tem um aspecto de molhado, sem volume e geralmente são finos. Isso por que uma disfunção que pode está associada ao stress, alimentação, hormônios, alterações emocionais e poluição fazem com que as glândulas sebáceas secretem o sebo de forma excessiva. Essa condição pode ser também adquirida por uso inadequado de produtos capilares cosméticos, exposição a ambientes úmido e onde existem vapores de gordura. Este distúrbio também favorece o surgimento ou piora do quadro de quem tem problemas de caspa, seborréia e queda de cabelos.<br /> Cabelos normais – são macios, com brilho sedoso e volumoso. Não tem excesso de oleosidade nem pontas secas, a produção de gordura pelas glândulas sebáceas é equilibrada e regular.<br />Cabelos Mistos – possuem características de cabelo seco e oleoso. O cabelo na raiz é oleoso e na ponta é seco e quebradiço. <br />Potencial de hidrogênio (PH)<br />Um dos fatores mais importantes para o metabolismo celular é a quantidade de hidrogênio livre existente dentro e fora das células. As variações da concentração do hidrogênio podem produzir grandes alterações na velocidade das reações químicas celulares.<br />O metabolismo é o conjunto das transformações de matéria e energia que ocorrem nos sistemas biológicos. Como resultado do metabolismo, as células preservam a capacidade de reproduzir, crescer, contrair, secretar e absorver.<br />A concentração do hidrogênio livre no organismo depende da ação de substancias que disputam o hidrogênio entre si. Essas substancias são as que cedem hidrogênio e as que captam hidrogênio. As substancias que podem ceder hidrogênio em uma solução, são chamadas de ácidos, enquanto as substancias que podem captar o hidrogênio nas soluções, são as bases.<br />Os ácidos e as bases afetam o comportamento químico da água, alterações na concentração de ácidos e bases, em conseqüência, interferem nas reações químicas que ocorrem nas soluções do organismo, nas quais a água é o solvente universal.<br />O resultado da disputa dos dois grupos (ácidos e bases) é o equilíbrio da concentração final de hidrogênio livres nos líquidos orgânicos.<br />O potencial hidrogênico ou PH é uma forma de medir os íons de hidrogênio em uma substancia por escala, onde a água é a substancia padrão para comparação com as demais substancias por seu PH ser neutro, nem ácido nem base (alcalino). <br /> <br />Os valores variam de 0 a 14, sendo que de 0 a 7 são considerados ácidos, 7 é neutro (Ph da água), de 7 a 14 alcalinos.<br />A camada hidrolipídica que protege o cabelo, a pele e as unhas tem pH levemente acido, em torne de 4 a 6 na escala de pH . Assim forma-se o manto , que tem como função impedir a proliferação de fungos e bactérias no couro cabeludo, evitando irritações. Fios com pH neste grau são saudáveis e tem as cutículas fechadas. Dessa forma, todos os produtos que entram em contato com o corpo jumano devem ser neutros ou levemente ácidos.<br />Em cosmetologia a composição de uma formulação pode conferir um pH final não muito apropriado a sua estabilidade química, a otimização dos efeitos de seus ativos e até mesmo inapropriado para sua utilização.<br />Os agentes capazes de manter ou modificar o pH das formulações são classificados como:<br />Neutralizantes – reconpoe o emquilibrio do pH, podem ser ácidos ou bases. <br />Acidulantes – neutralizam as bases <br />Alcalinizantes – neutalizam os ácidos.<br />Tampões – têm a função de manter o pH das formulações, garantindo a estabilidade de formulações que são afetadas por modificações de pH.<br />É importante ressaltar que o pH não é acido ou alcalino ele apenas mede a acidez ou alcalinidade de uma substancia. Logo é errado dizer que o “pH está ácido ou alcalino, o correto é dizer que a fórmula da substancia é ácida ou alcalina”.<br />Referências<br />WAGNER, Rita de Cássia Comis. A estrutura da medula e sua influencia nas propriedades mecânicas e da cor dos cabelos, Campinas – SP, 2006. Tese de doutorado: Universidade Estadual de Campinas Instituto de Química.<br />Apostila: Tricologia o estudo dos cabelos. Portal educação, Santa Catarina,2010.<br />Rita Cássia Comis Wagner * (PG), Iara Barros Valentim (PG) e Inés Joekes (PQ) EFEITO DA UMIDADE NOS CABELOS CAUCASIANO E NEGRÓIDE, Instituto de Química- Departamento de Físico-Química- Universidade Estadual de Campinas -, Campinas - SP Sociedade Brasileira de Química ( SBQ).<br />COLOMBERA, Karla Michelli. Efeito de condicionadores comerciais nas propriedades mecânicas e nos processos de difusãode fibras capilares, Campinas – SP, 2004. Dissertação (Mestrado), Universidade Estadual de Capinas Instituto de Química.<br />SCANAVEZ, Carla. Alterações na ultra-estrutura do cabelo induzida por cuidados diários e seus efeitos nas propriedades da cor, Campinas – SP, 2001. Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas Instituto de Química. <br />N.O.R.TERAPIA CAPILAR<br />CURSO DE CABELEIREIRO<br />INSTRUTOR: CLAUDENOR ROCHA<br />TRICOLOGIA BÁSICA<br />Manaus <br />2011<br />

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