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Fernando Pessoa-Ortónimo

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Fernando Pessoa-Ortónimo

  1. 1. Margarida Rodrigues, nº18, 12ºB
  2. 2. “A mentira é simplesmente a linguagem da alma, pois, assimcomo nos servimos de palavras, que são sons articulados deuma maneira absurda, para em linguagem real traduzir osmais íntimos e subtis movimentos da emoção e dopensamento , que as palavras forçosamente não poderãonunca traduzir, assim nos servimos da mentira e da ficçãopara nos entendermos uns aos outros , o que com a verdadeprópria e intransmissível, se nunca poderia fazer. ”FernandoPessoa
  3. 3. As temáticas de Fernando Pessoa: •Fingimento artístico •A dor de pensar •A nostalgia da infância mítica•A fragmentação do ‘’eu’’- O tédio existencial Binómios : •Consciência/ Inconsciência •Pensar/ Sentir •Realidade/Sonho
  4. 4. Fingimento Artístico Criação Poética Fingimento O poema não traduz aquilo que o poeta sente , mas sim aquilo que imagina a partir do que anteriormente sentiu. O poeta é pois um fingidor, que escreve uma emoção fingida , pensada, por isso fruto da razão e da imaginação, e não a emoção sentida pelo coração, que apenas chega ao poema transfigurada, na tal emoção trabalhada poeticamente, imaginada.
  5. 5. Fingimento Artístico portanto, que É teoria que diz a aquilo que se escreve não é o que se sente mas o que se pensa que se sente, logo, não se sente, só se pensa.
  6. 6. ‘Autopsicografia’ ‘Isto’ *Explicita a condição do poeta, ‘ o poeta é um *Clarificação do verdadeiro fingidor’; sentido do fingimento : *Subordinação dos ‘’sinto com a imaginação ‘’ ; sentimentos à * A criação poética implica razão, imprescindível no ato a conceção de novas poético , conduz ao relações distanciando-se do movimento cíclico da arte : real, o que se pode entender Sentir , Pensar , Criar. como fingimento artístico
  7. 7. ‘’Não: não digas nada! Começa com um apelo. O Ao longo do Supor o que dirá silêncio é o nada, mas é também poema a A tua boca velada - de certa forma - o tudo que mensagem não foi ainda dito: é uma forma parece ser É ouvi-lo já de realidade perfeita dirigida a um interlocutor : É ouvi-lo melhor •Fuga da realidade concreta Ofélia , a amada Do que o dirias. •Dicotomia sentir/pensar do poeta •As palavras não exprimem o O que és não vem à flor seu verdadeiro interior Das frases e dos dias.Dicotomia sentir/pensar : a purezados sentimentos És melhor do que tu.sobrepõem-se ao Não digas nada: sê!  O sujeito lírico concebe aexterior que Graça do corpo nu ideia da sua "amante ideal“exprime a fraca que é melhor do que ela Que invisível se vê.’’ alguma vez poderá ser.intelectualização dossentimentos
  8. 8. Dor de PensarDotado de uma lucidez anormal, Pessoa, buscouavidamente a felicidade contudo nunca a conseguiuencontrar. ‘’ Porque cedo o torturou a fomeinextinguível de conhecer; a inteligência discursiva sólhe deu a certeza de que <<tudo é oculto >>’’ – ou sejaultrapassa os limites inteligíveis do Homem. Estaconsciência perturbava-o .E ávido por alcançar a felicidade e a leveza de espiritotentava permanecer ao nível do sensível e encontrarum ponto de equilíbrio entreconsciência/inconsciência, uma vez que o própriopensamento corrompe a inconsciência, inerenteà felicidade de viver. Vive num constante sofrimento, causado pela • a racionalização em excesso vastidão dos seus pensamentos • lucidez , e por uma consciência activa
  9. 9. ‘’Tenho tanto sentimento Inicialmente, o sujeito poético apresenta-se Que é frequente persuadir-me como um ser emocional, contudo numa De que sou sentimental, análise mais profunda revela-se um ser Mas reconheço, ao medir-me, racionalista , tendo por vezes a ilusão que é Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal. sentimental . Temos, todos que vivemos, A oposição sentir/pensar , opera-se nos pares: Uma vida que é vivida vida vivida/vida pensada ; vida verdadeira/vida E outra vida que é pensada, errada : entre o que ele desejaria que fosse a sua E a única vida que temos vida e o que a sua vida é realmente. Ele chega à É essa que é dividida conclusão que a "vida que temos" está dividida Entre a verdadeira e a errada. entre esses dois polos, sem nunca ser perfeita Qual porém é a verdadeira como desejamos que seja. E qual errada, ninguém Nos saberá explicar; E vivemos de maneira Impossibilidade de discernir qual a vida certa da Que a vida que a gente tem errada. No ultimo verso esta patente a É a que tem que pensar. ’’ subordinação dos sentimentos à razão/pensamento.
  10. 10. Não sei ser triste a valer •Incapacidade de ‘’ser’’Nem ser alegre deveras. •Consciência/ inconsciência dosAcreditem: não sei ser. outros , e a falsidade associada aSerão as almas sinceras issoAssim também, sem saber?Ah, ante a ficção da alma SENTIR PENSARE a mentira da emoção,Com que prazer me dá calmaVer uma flor sem razão •O homem sente e pensa mas nele a razão e aFlorir sem ter coração! emoção são mentira, pois não se podem conjugarMas enfim não há diferença. •Por seu lado, a flor, nem sente nem pensa e, noSe a flor flore sem querer, entanto, desabrocha sem precisar de razão e deSem querer a gente pensa. coração. Para a flor, florescer é um actoO que nela é florescer involuntário, tal como é um acto involuntário para oEm nós é ter consciência. homem pensar.Depois, a nós como a ela,Quando o Fado a faz passar, Procura sugerir que, enquanto a morte nãoSurgem as patas dos deuses chega, devemos aproveitar cada momentoE ambos nos vêm calcar. da vida, seja florindo inconscientementeStá bem, enquanto não vêm como uma flor, seja pensando, como éVamos florir ou pensar. inevitável no homem.
  11. 11. • A ceifeira canta alegre, nas suas lides, e inconsciente da sua dura condição de vida • O sujeito poético anseia pela sua paz, e pede aos elementos impulsionadores da ‘’Ela canta serenidade espiritual : o céu, a canção, e o campo que o ajudem e transportem à paz . Isto durante um processo conscientepobre ceifeira’’ • Frustração em relação ao passado (os sonhos não se concretizaram), incapacidade de viver de acordo com o momento – só posteriormente se apercebe que esse momento não foi verdadeiramente vivido (não se sente feliz, realizado em nenhum‘’No entardecer momento), tristeza, angústia, solidão. da Terra’’ • A "aldeia" surge como espaço de intimidade, metáfora da interioridade do poeta. • Sino é símbolo da passagem do tempo (doloroso), • Pouca expectativa em relação ao futuro; inconformismo, procura ‘’Ó sino da constante do eu; tempo dividido em fragmentos); solidãominha aldeia’’ ansiedade, nostalgia da infância.
  12. 12. Bibliografia http://pt.scribd.com/doc/849 78656/Fernando-Pessoa- analise-de-poemas http://12h- stuart.blogspot.pt/2009/10/d or-de-pensar-em-fernando- pessoa.html http://www.fpessoa.com.ar/ http://www.notapositiva.com/ trab_estudantes/trab_estuda ntes/portugues/portugues_tra balhos/fernpessoaorton.htm

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