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Cinesiologia ufu

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Cinesiologia ufu

  1. 1. C I NES I OL OG I A U F U Prof.: Me. Marcus Vinícius Patente Alves Esta apostila de textos didáticos foi organizada com o objetivo de subsidiar as discussões da disciplina Cinesiologia e Biomecânica junto aos alunos do 5º período do Curso de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia Plano de Ensino Disciplina:GEF 032- CINESIOLOGIA Carga Horária:80 h Ementa: Identificar as áreas de atuação e aplicação da cinesiologia e biomecânica. Estudo da amplitude articular de movimento das principais articulações sinoviais. Análise cinesiológica dos principais grupos musculares, tipos de alavancas, tensão, contração e trabalho muscular. Sistemas de força que atuam no corpo e princípios mecânicos aplicados ao estudo do movimento humano. Abordagem cinesiológica e biomecânica da postura, locomoção, atividades do cotidiano e habilidades esportivas. Objetivos da Disciplina: Objetivo Geral: Analisar os tipos de movimento do corpo humano: onde, como e quem promove e controla. Identificar a ação muscular sobre os segmentos do corpo e sobre as articulações. Analisar o sistema ósteo-mio- articular para compreender como forças são geradas e o efeito das forças sobre o corpo humano Objetivos Específicos: Entender a cinesiologia e a biomecânica do corpo humano numa análise qualitativa e quantitativa, utilizando da cinética e a cinemática. Contribuições da disciplina para atingir os objetivos do curso:
  2. 2. Porque a análise e observação do movimento humano poderá dar respostas a muitos questionamentos em relação a saúde e ao desempenho humano. O que pode ser observado em qualquer atividade humana, seja no ato delocomover, manipular e se estabilizar o que ocorre em qualquer atividade humana Competências: Ser capaz de compreender e orientar seus alunos para uma melhor utilização de seus movimentos no dia a dia e nas atividades esportivas. Habilidades: Para analisar, comparar, abstrair, ilustrar, avaliar, criticar, interpretar, explicar e demonstrar os tipos de movimentos humanos, numa análise qualitativa e quantitativa do seu repertório gestual em atividades comuns e no esporte. Articulação com outras disciplinas do curso: Esta disciplina se situa no eixo das ciências biofisiológicas que por sua vez integra toda forma de movimento humano, nesse sentido ela interage com a educação física adaptada, auxiliando no melhor direcionamento do movimento desse grupo, oferece suporte para as lutas em suas análises de alavancas dentre outras, oferece condições para um trabalho ético voltado para as necessidades de cada individuo. Formação Transversal: Verificar como a bioengenharia e a biomedicina se apropria dos conhecimentos cinesiológicos e biomecânicos no desenvolvimento de aparelhos que otimizam a vida do ser humano na utilização como correções posturais, ou para o desenvolvimento de micro sensores capazes de dar continuidade ao estímulo nervoso para execução de determinados movimentos, ou mesmo implantes que procuram devolver o movimento normal do ser humano. Projeto Interdisciplinar: O projeto interdisciplinar será preparado pelos alunos do 5º período, contando com as disciplinas: Ginástica, Lutas, Cinesiologia, Ética e Educação física Adaptada, as quais em suas especificidades darão suporte teórico-prático para a execução do mesmo. Será um festival com o tema: Educação física e esportes inclusivos, o qual terá como população pessoas com deficiências e não deficientes, num período de 3 horas no dia 26 de maio (Campus do Pitágoras). A avaliação será realizada por dois professores do período, com os seguintes critérios: 2.0 ptos em cada disciplina participante do projeto. Trabalho Discente Efetivo: Serão desenvolvidas, atividades acadêmicas 1.1 Estudos Dirigidos, e atividades de pesquisa, 2.2 pesquisa didática num total de 3 e 6 horas respectivamente para cada atividade. Bibliografia Básica: HALL, S. J. Biomecânica básica. 5ª ed. Barueri-SP: Manole, 2009. HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M. Bases biomecânicas do movimento humano. 3ª ed. Barueri-SP: Manole, 2012. HOUGLUM, P. A.; BERTOTI, D. B. Cinesiologia clinica de Brunnstrom. 6ª ed. Barueri-SP: Manole, 2014. .
  3. 3. Biografia complementar AMADO,Alberto Carlos - Fundamentos Biomecânicos para a Análise do Movimento HumanoSão Paulo – EFEUSP - 1996 CHARRO, Mario Augusto & MARCHETTI, Paulo & CALHEIROS, Ruy -Biomecânica Aplicada Editora: Phorte 2007. OKUNO, Emico, Desvendando a Física do Corpo humano: Biomecânica, Baurueri, SP, Manole, 2003. SMITH, L.K.; WEISS, E.L.; LEHMKUHL, L.D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 5ª Ed., São Paulo: Manole, 1997. RASCH, Philp. J. Cinesiologia e Anatomia Aplicada – 7ª ediçãoRio de Janeiro – Ed. Guanabara Koogan – 1991 ZATSIORSKY, Vladimir M. Biomecânica No Esporte Editora: Guanabara Koogan s/d Outras Bibliografias/Periódicos/Produções Cientificas relacionados com a disciplina: LIPPERT, Lynn. Cinesiologia Clinica para Fisioterapeutas, 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1996. http://users.med.up.pt/jandrade/muscmembrsuperior.htm http://www.getbodysmart.com/ap/muscularsystem/menu/menu.html ____________________________ Gestor do Curso / Área ________________________________ Pró-Reitor(a) de Ensino de Graduação
  4. 4. Curso: EDUCAÇÃO FÍSICA Disciplina:Cinesiologia e Biomecânica– Turma: N1 Ano: Semestre: Responsável: 2017 2º Prof. Marcus Vinícius Patente Alves e Cláudio Nunes da Silva CRONOGRAMA DE AULAS DIA : 3ª e 5ª MÊS: AULA –terça feira 8:00 as 9:40 e quinta feiras 8:00 as 9:40 22/24 08 Normas Gerais da Disciplina, Discussão Calendário e Aula Conceitos Gerais. Introdução a análise do movimento. 29/05 08/09 Compreender cinesiologia e biomecânica dos membros inferiores: quadril 12/14 09 Compreender cinesiologia e biomecânica dos membros inferiores: joelho, perna e pé 19/21 09 Compreender cinesiologia e biomecânica do tronco: dorso 26/28 09 Compreender cinesiologia e biomecânica do tronco: abdome 03/05 10 Compreender cinesiologia e biomecânica dos membros superiores: ombro 10/17 10 Compreender cinesiologia e biomecânica dos membros superiores: ombro 19 10 Avaliação Oficial do 1º Bimestre 31 10 Vista de Avaliação 07/09 11 Compreender cinesiologia e biomecânica dos membros superiores: cotovelo e punho 14 11 Biomecânica Muscular 16 11 Relação Tensão Comprimento 21 11 CAE 23 11 Apresentação de trabalhos 28 11 Apresentação de trabalhos 30 11 Avaliação Oficial do 2º Bimestre FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA CURSO DE GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA DISICPLINA CINESIOLOGIA
  5. 5. TRABALHO CINESIOLOGIA Conforme data estabelecida no cronograma no dia 22/08/2017 os trabalhos deverão ser entregues de forma impressa e no cd e com o resumo para a classe. O trabalho poderá se feito em duplas e será avaliado conforme os critérios para avaliação de seminário apresentado a classe e que segue anexo. A dupla poderá escolher:  Um movimento do esporte: - Saída crawl, saída de atletismo; ou - Comparar dois movimentos de musculação. 1. Entregar o tema a ser desenvolvido dia 10/10 (e-mail: marcusalves2000@yhoo.com.br) 2. Entrega da parte de Cinesiologia, dia 31/10. 3. Entrega da parte Alavancas dia 21/11. 4. Apresentação Sorteio dias 21,23,28 e30 de novembro. 5. Participação nas apresentações. Descrição do trabalho a ser entregue:  Análise Cinesiológica  Principais Músculos: - Origem, inserção e ação.  Tipo de ação Muscular: - Excêntrico concêntrico ou Isométrico.  Tipo de movimento: - Angular ou Linear  Planos e Eixos  Tipo de alavanca  Torque (tamanho da força muscular)  Velocidade Angular  Espaço Angular  Deslocamento Angular  Comparação de Movimento: Potencia, força, qual é mais adequado ao esporte. Regras de Convivência Contato aluno x professor por e-mail (IMPORTANTE), todo material estará disponível na reprografia da FAEFI- UFU, e no e-mail da representante da classemantenham seus dados atualizados para poder receber. marcusalves2000@yahoo.com.br 03 12 Vista de Prova 05 12 Avaliação da disciplina. Fechamento do semestre letivo 12 12 Fechamento do semestre letivo
  6. 6. Controle de Frequência: Faltas – comunicação (Não significa que serão retiradas) Reprovação por faltas (25%) Leituras Sugeridas HALL, S. J. Biomecânica básica. 5ª ed. Barueri-SP: Manole, 2009. HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M. Bases biomecânicas do movimento humano. 3ª ed. Barueri-SP: Manole, 2012. HOUGLUM, P. A.; BERTOTI, D. B. Cinesiologia clinica de Brunnstrom. 6ª ed. Barueri-SP: Manole, 2014. ENOKA, R. M. Bases neuromusculares da cinesiologia. 1ª ed. Barueri-SP:Manole, 2000. HAMILTON, N.; WEIMAR, W.; LUTTGENS, K. Cinesiologia: teoria e prática do movimento humano. 12ª ed. Rio de Janeiro-RJ: Guanabra Koogan, 2013. THOMPSON, C. W.; FLOYD, R. T. Manual de cinesiologia estrutural. 14ª ed. Barueri-SP: Manole, 2002. Aula 1 CINESIOLOGIA PARTE I CINESIOLOGIA Conceito O QUE SIGNIFICA CINESIOLOGIA? 1 - É uma combinação de dois verbos gregos, kinein que significa mover e logus que significa estudar. ” (RASH, 1991). Então Cinesiologia significa:Estudo do Movimento Humano. Formas de uso: 1. Estudo científico do movimento humano 2. Descrever o conteúdo de uma matéria em que o movimento humano é avaliado pelo exame de sua fonte e características. Por definição, cinesiologia é o estudo do movimento. Contudo, esta definição é muito genérica para ser de uso amplo. A cinesiologia reúne os campos de anatomia, fisiologia, física e geometria e os relaciona com o movimento humano, portanto, utiliza princípios de mecânica, anatomia musculoesquelética e fisiologia neuromuscular. Os princípios mecânicos que se relacionam diretamente com o corpo humano são usados no estudo da biomecânica.
  7. 7. Tendo em vista que podemos usar uma bola, uma raquete, uma muleta, uma prótese ou algum outro utensílio, sua interação biomecânica também precisa ser considerada. Isto pode envolver observar os sistemas estático (imóvel) e/ou dinâmico (móvel) associados com várias atividades. Os sistemas dinâmicos podem ser divididos em cinéticos e cinemáticos. Os cinéticos são aquelas forças que produzem movimento, enquanto os cinemáticos são os aspectos de tempo, de espaço e de massa de um sistema de movimento. Estes e outros conceitos biomecânicos básicos serão discutidos no 2º bimestre. No primeiro bimestre, daremos maior ênfase aos componentes da anatomia musculoesquelética, que são considerados a chave para compreensão e aplicação dos outros componentes. Muitos estudantes estão sujeitos a pensamentos negativos à simples menção da palavra cinesiologia. Seus olhos ficam vitrificados e seus cérebros congelam. Talvez baseados em experiência anterior com anatomia, sentem que sua única esperança é a memorização em massa. Contudo, isto pode se tornar uma tarefa estafante sem nenhum ganho de memória de longo prazo. À medida que você prossegue pelo estudo, deve ter em mente alguns conceitos simples. Primeiro, o corpo humano está organizado de maneira lógica. Como todos os aspectos da vida, há exceções. Algumas vezes a lógica dessas exceções é aparente e outras vezes pode ser aparente apenas para alguns seres superiores. Seja qual for o caso, você deve perceber a exceção e seguir em frente. Segundo, se você tem uma boa compreensão da terminologia descritiva e pode visualizar o conceito ou a característica, então não é necessário memorização precisa. Por exemplo, se você sabe onde a patela está localizada e que estruturas a cercam, poderá descrever precisamente sua localização usando suas próprias palavras. Não precisa decorar termos empregados por outra pessoa para estar correto. Tendo em mente alguns dos princípios básicos que afetam os músculos, a compreensão da função individual do músculo não deve ser tão assustadora. Se você sabe: 1) que movimentos uma articulação em particular permite, 2) que um músculo pode estender a superfície de determinada articulação para produzir um certo movimento, 3) o que aquela linha de tração do músculo é, 4) você saberá as ações ou a ação particular de um músculo específico Exemplo 1) O cotovelo permite apenas flexão e extensão.
  8. 8. 2) Um músculo pode atuar na articulação, anteriormente, para fletí-la e, posteriormente, para estendê-la. 3) O bíceps braquial é um músculo vertical na face anterior do braço. 4) Consequentemente, o músculo bíceps flete o cotovelo. Sim, a cinesiologia pode ser compreendida por simples mortais. Seu estudo pode ser até mesmo agradável. Também não existe nenhuma lei, natural ou estebelecida pelo homem, que diga o contrário. Uma palavra de cuidado precisa ser dada: assim como ao se exercitar, é melhor estudar um pouco várias vezes durante a semana do que estudar por um longo período de uma só vez antes da prova. Objetivo de Estudo da Cinesiologia Compreender as forças que agem sobre o corpo humano e, manipulá-las para que a ação humana possa ser melhorada, ou para evitar lesões. Embora as pessoas sempre tenham sido capazes de ver e sentir suas posturas e movimentos, as forças que afetam o movimento (gravidade, tônus muscular, resistência externa e fricção) nunca são vistas e raramente sentidas. O local onde agem estas forças, com relação às posições e movimentos do corpo no espaço, é fundamental para a habilidade de produzir o movimento humano e para modificá-lo. CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS HUMANOS  ESTÁTICOS  DINÂMICOS QUANTO AO TIPO DE MOVIMENTO  MOVIMENTOS LINEARES  MOVIMENTOS ANGULARES
  9. 9.  MOVIMENTOS GENERALIZADOS OU MISTOS Conceitos Cinemáticos para Análise dos Movimentos Como destacamos o movimento é a essência da cinesiologia. Dois termos são utilizados para delinear o estudo do movimento humano. Cinética Preocupa-se com as forças que produzem o movimento ou resistem a ele. Cinemática Preocupa-se com os tipos de deslocamentos ou movimento sem se relacionar com as forças que produzem esse movimento. Aqui se incluem descritores como direção e quantidade de movimento (graus de movimento ou distância linear que um corpo ou segmento desloca). Análise dos Movimentos A análise dos movimentos humanos está fundamentada numa revisão anatômica vista no período passado. Será baseada em: Nome dos segmentos Planos e eixos Termos direcionais Obs: Itens vistos em anatomia aplicada
  10. 10. REVISÃO ANATÔMICA Esqueleto: Conjunto de ossos e cartilagem que se interligam para formar o arcabouço do corpo do animal e desempenha várias funções tais como proteção, sustentação. Nome dos Segmentos Cabeça, pescoço e tronco – porção axial do esqueleto, mais de 50% do peso da pessoa Membros Superiores e Inferiores – porção apendicular do esqueleto A união se dá por meio de cinturas (escápula e clavícula) e a pélvica (ossos do quadril). SISTEMA MUSCULAR Conceito – Miologia vem do Grego: “myos”,músculo; “ logos”, estudo de: Latim “mus” – rato Parte Ativa Aparelho Locomotor FUNÇÕES DO TECIDO MUSCULAR Movimento do corpo, movimento de substâncias, Estabilização, Postura, Produção de calor, regulação do volume dos órgãos, Obs: Altera  dos tubos do corpo (Propulsão de materiais, expulsão de resíduos). Características dos Músculos Excitabilidade - propriedade é por fibra muscular é sensível à estimulação do nervo naturais ou outros estímulos artificiais, tais como a ação de energia elétrica ou de certos estímulos químicos. Contratilidade é a propriedade pela qual o músculo responde a estímulos contrato recebido. Quando o músculo contrai encurta e engrossa, mudando de forma, sem alterar o seu volume. Elasticidade permite que o músculo para recuperar a sua forma original quando o estímulo que provoca a sua contração é interrompida. Extensibilidade - capacidade de ser estirado, ou de aumentar de comprimento; TIPOS DE TECIDO MUSCULAR Músculo Estriado
  11. 11.  Esqueléticos  Cutâneos Músculo Cardíaco Músculo Liso TIPOS DE CONTROLE MOTOR  TIPO TECIDO - MúsculoLiso - MúsculoEstriadoCardíaco - MúsculoEstriadoEsquelético COMPONENTES ANATÔMICOSE FIXAÇÕES DOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS  EXTREMIDADES  PORÇÃO MÉDIA - Ventre muscular  EXTREMIDADES
  12. 12. 1- Forma e Disposição das fibras A- FIBRAS PARALELAS - Músculos Longos - Músculos Largos ou Planos B- FIBRAS OBLÍQUAS - Semipeniforme (Unipenado) - Peniforme (Bipenado) - Multipeniforme (Multipenado) C- FIBRAS CIRCULARES CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS 2) Quanto ao Nº de Tendões de Origem: - 2 Tendões de Origem = Bíceps - 3 Tendões de Origem = Tríceps - 4 Tendões de Origem = Quadríceps
  13. 13. Aula 2 CHECK LIST Método de construção de um CheckList para análise de movimento AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DO ATLETISMO CHECK LIST PARA ANÁLISE TÉCNICA DO ARREMESSO DE DISCO NÃO CADEIRANTES NOME: ______________________________________________ Tentativa 1 Tentativa 2 Tentativa 3 Fase preparatória - fase 1( 90° rotação) Desejável Comport. Comport. Comport. Pés apoiados sobre o solo e paralelos Tronco ereto braço de lançamento totalmente abduzido (>180°) Rotação longitudinal de todo o corpo (aproxim. 90°) sobre ambos os pés, com pequena flexão de quadril e joelhos Quadris se deslocam em sentido contrário ao braço de arremesso Tronco flexionado, braço livre aduzido e cotovelo flexionado, braço arremesso totalm. abduzido Extensão do cotovelo do braço de arremesso Abdução do braço livre (180°) Fase preparatória - fase 2( 90° rotação) Inclinação de todo corpo e apoio sobre a perna flexionada contrária ao disco, perda de contato com o solo da outra Perda de contato da perna de trás e rotação de 90° sobre a mesma, extensão cotovelo livre, flexão perna livre Pequena fase de vôo com a continuação da rotação de todo o corpo por mais 90° Apoio da perna livre no centro da área de arremesso com flexão de quadril e flexão lateral da coluna Flexão lateral do tronco e flexão do cotovelo do braço livre e liberação da outra perna Abaixamento do disco, rotação longitudinal de todo o corpo de 90° Fase preparatória - fase 3 Olhar se movimenta na direção da rotação do tronco Perna livre passa flexionada e próxima à perna de apoio, cotovelo flexionado,aduzido horiz. e abduzido Disco paralelo ao solo, tronco flexionado à frente, apoio na ponta do pé Início de adução do braço do disco, cabeça olha da direção do arremesso, abdução horiz. outro braço Fase principal Perna livre se apóia estendida no solo, flexão lateral tronco, flexão perna lado disco Retorno do tronco à posição vertical com pernas em afastamento ântero-posterior e látero-lateral Bloqueio do braço livre e adução horizontal do braço do disco Rotação de quadril e de tronco para direção final de lançamento Tronco completa uma rotação de aproximadamente 180° sobre os pés Soltura do disco lateralmente ao corpo com apoio de ambos os pés sobre o solo Fase final Seqüência do movimento do braço de lançamento Perda de apoio de ambos os pés do chão Troca de posição dos pés no ar, com rotação longitudinal de todo o corpo no sentido do movimento ESCORE 0,0 0,0 0,0 Outros parâmetros VALOR VALOR VALOR VALOR Duração da fase preparatória Duração da fase principal Distancia de arremesso
  14. 14. CHECK LIST PARA ANÁLISE TÉCNICA DAS CORRIDAS CABEÇA SIM NÃO Alinhamento em relação à linha média do corpo Alinhamento no plano sagital em relação ao tronco Musculatura do rosto relaxada Pequena oscilação vertical do corpo nas passadas MEMBROS SUPERIORES Posição da mão D durante a corrida (aberta) Posição da mão E durante a corrida (aberta) Mão D oscila para frente até a altura dos ombros Mão E oscila para frente até a altura dos ombros Grande flexão do cotovelo D na oscilação para frente Grande flexão do cotovelo E na oscilação para frente Extensão parcial do cotovelo D na oscilação para trás Extensão parcial do cotovelo E na oscilação para trás Cotovelo D atinje a altura do ombro na oscilação para trás Cotovelo E atinje a altura do ombro na oscilação para trás O cotovelo direito oscila junto ao tronco O cotovelo esquerdo oscila junto ao tronco TRONCO O tronco se alinha verticalmente quando o pé D perde o apoio com o solo O tronco se alinha verticalmente quando o pé E perde o apoio com o solo MEMBROS INFERIORES Flexão máxima do quadril D < 90 graus Flexão máxima do quadril E < 90 graus O pé D abandona o solo em flexão plantar O pé E abandona o solo em flexão plantar A perna D está completamente estendida quando o pé D abandona o solo A perna E está completamente estendida quando o pé E abandona o solo Calcanhar D toca as nádegas na recuperação Calcanhar E toca as nádegas na recuparação Flexão dorsal de +- 90 graus do pé D no primeiro contato com o solo Flexão dorsal de +- 90 graus do pé E no primeiro contato com o solo Abordagem do pé D no solo com inversão Abordagem do pé E no solo com inversão O pé D atravessa a linha média do corpo na abordagem do solo O pé E atravessa a linha média do corpo na abordagem do solo O joelho D está sempre apontado para frente na fase de balanço dessa perna O joelho E está sempre apontado para frente na fase de balanço dessa perna ESCORE 0,0 %
  15. 15. AÇÕES MUSCULARES DAS GRANDES ARTICULAÇÕES COLUNA VERTEBRAL FLEXÃO LATERAL FLEXÃO EXTENSÃO ROTAÇÃO M.PRÉ VERTEBRAIS M.PRÉ VERTEBRAIS M.PRÉ VERTEBRAIS RETO ABDOMINAL RETO ABDOMINAL OBLIQUO EXTERNO OBLIQUO EXTERNO OBLIQUO EXTERNO OBLIQUO INTERNO OBLIQUO INTERNO OBLIQUO INTERNO ESPLENIOS ESPLENIOS ESPLENIOS SUBOCIPITAIS SUBOCIPITAIS SUBOCIPITAIS SACROESPINHAIS SACROESPINHAIS SACROESPINHAIS SEMI-ESPINHAIS SEMI-ESPINHAIS SEMI-ESPINHAIS ESPINHAIS PROFUNDOS ESPINHAIS PROFUNDOS ESPINHAIS PROFUNDOS ELEVADOR ESCÁPULA ESCALENO ESCALENO QUADRADO LOMBAR PSOAS MAIOR ANÁLISE DE MOVIMENTO Faça a descrição e análise de 3 exercícios a escolher, sob o ponto de vista das ações dos principais grupos musculares acionados.
  16. 16. MODELO DE ANÁLISE DE MOVIMENTO AÇÕES MUSCULARES PRINCIPAIS MS + OMBROS ANTEPULSÃO RETROPULSÃO BLOQUEIO REPULSÃO SIMULT. REPULSÃO ALTERN. FLEXÃO EXTENSÃO TRONCO ABERTURA FECHAMENTO CURVATURA ESTABILIZAÇÃO TORSÃO MEMBROS INFERIORES IMPULSO FRENAGEM SIMULT. IMPULSO FRENAGEM ALTERN. IMPULSO ACELERAÇÃO SIMULT. IMPULSO ACELERAÇÃO ALTERN. AFASTAMENTO SAGITAL
  17. 17. AFASTAMENTO FRONTAL UNIÃO SAGITAL UNIÃO FRONTAL ROTEIRO PARA ANÁLISE CINESIOLÓGICA DO MOVIMENTO • Definir a forma de movimentação (linear, angular,mista) • Definir as etapas ou fases do movimento • Identificar as ações articulares (MI,Tronco,MS) • Identificar os grupos musculares atuantes • Identificar o tipo de contração e função musculares • Identificar planos e eixos de cada ação • Identificar se o movimento é estático ou dinâmico
  18. 18. • Caracterizar o movimento (cíclico ou acíclico) • Descrever a direção do movimento e o tipo de translação existente • Descrever a quantidade de rotação e a posição do eixo CADEIAS CINÉTICAS “Combinação de várias articulações unindo segmentos sucessivos. ” (SMITH et al., 1997) CADEIA CINÉTICA ABERTA: O segmento distal move-se no espaço. Exercícios em Cadeia Aberta • Segmento distal livre para se mover • Resulta em movimento de uma única articulação • Movimento produzido pela contração do músculo agonista CADEIA CINÉTICA FECHADA: o segmento distal está fixo e não se movimenta no espaço.
  19. 19. Exercícios em Cadeia Fechada • Segmento distal está fixo ou encontra resistência considerável ao movimento • Resulta em movimento simultâneo de todas articulações do segmento • Movimento produzido pela co-contração dos músculos Os exercícios em cadeia cinética fechada incluem:  Aumento da congruência articular com aumento da estabilidade;  Aumento de compressão articular;  Diminuição das forças de cisalhamento com diminuição das forças de aceleração;  Altas forças de resistência;  Estimulação dos proprioceptores e aumento da estabilidade dinâmica. Os exercícios em cadeia cinética aberta incluem:  Diminuição das forças de resistência, aumento das forças de aceleração;  Aumento das forças rotacionais;  Presença de forças de aceleração concêntrica e de desaceleração excêntrica; Essas características nos mostram que a cadeia cinética fechada está associada à sustentação de peso, já a cadeia cinética aberta se associa com atividades que não envolvem a sustentação de peso. Exemplos de exercícios em cadeia cinética fechada para membros inferiores: Corpo movimenta = Fechada Segmento movimenta = Aberta
  20. 20. • miniagachamentos • deslizamentos contra a parede • legpress • subir e descer degraus Ao contrário da extremidade inferior, a extremidade superior é mais funcional em cadeia cinética aberta, a maioria das atividades esportivas incluem movimentos da extremidade superior em que as mãos movem-se livremente, geralmente movimentos dinâmicos que ocorrem frequentemente em altas velocidades, como nos arremessos, no saque no tênis ou na cortada do vôlei, sendo que nesses movimentos, os segmentos proximais da cadeia cinética são utilizados para a estabilização, enquanto que os segmentos distais possuem um alto grau de mobilidade. CADEIAS CINÉTICAS ABERTA OU FECHADA?
  21. 21. ANÁLISE DE MOVIMENTO. Escolha um movimento esportivo qualquere faça uma análise do mesmo sob o ponto de vista dos: Graus de liberdade das articulações envolvidas Eixos e planos do movimento Movimentos articulares Cadeia cinética Tipo de contração muscular Grupos musculares acionados Aula 3 Terminologia da Cinseiologia Planos Referenciais
  22. 22. Eixos de Rotação POSIÇÃO ANATÔMICA DE REFERÊNCIA É uma posição ereta vertical, com os pés ligeiramente separados e os braços pendendo relaxados ao lado do corpo, com as palmas das mãos voltadas para frente. Não é uma posição natural, mas sim uma posição de referência ou ponto de partida quando são definidos os termos relacionados ao movimento.
  23. 23. Na POSIÇÃO ANATÔMICA todos os segmentos corporais estão, convencionalmente, em posição de “zero grau” articular. Quando um segmento corporal sai da posição anatômica, ele realizou um movimento articular que deve ser identificado em relação à direção do movimento e medido como o ângulo entre este e a posição anatômica. TERMOS DIRECIONAIS Superior: mais próximo da cabeça. (em Zoologia, o termo é sinônimo de cranial) Inferior: mais afastado da cabeça. (caudal) Anterior: para a frente do corpo. (ventral) Posterior: para a parte de trás do corpo (dorsal) Medial: para a linha média do corpo. Descrição da Direção do Movimento Anterior x Posterior Para frente / para trás Medial x Lateral Para direita / para esquerda Para dentro / para fora Superior x Inferior Para cima / Para baixo Cranial / Caudal
  24. 24. Proximal / Distal PLANOS E EIXOS DE MOVIMENTO SAGITAL Superfície plana que divide o corpo verticalmente em metades direita e esquerda. Os movimentos corporais ou de seus segmentos ocorrem para frente e para trás. Flexão, extensão e hiperextensão. Seu EIXO de rotação é o LÁTERO-LATERAL Movimentos no Plano Sagital A partir da posição anatômica existem 3 movimentos primários que ocorrem no plano sagital: FLEXÃO, EXTENSÃO e HIPEREXTENSÃO. Dica: A EXTENSÃO ocorre quando o segmento volta para a posição anatômica. No TORNOZELO, quando o dorso do pé se aproxima da parte inferior da perna ocorre a DORSIFLEXÃO. Quando ocorre o movimento oposto ocorre a FLEXÃO PLANTAR. FRONTAL Superfície plana que divide o corpo verticalmente em metades anterior e posterior. Movimentos corporais ou de seus segmentos ocorrem laterais ao corpo, aproximando-o ou afastando-o da linha média do corpo. Abdução e adução. Seu EIXO de rotação é o ÂNTERO-POSTERIOR
  25. 25. Os movimentos primários no plano frontal são: ABDUÇÃO e ADUÇÃO. Na Abdução o segmento corporal se afasta da linha média do corpo. Na Adução ocorre o contrário. Quando a ROTAÇÃO do punho no plano frontal acontece em direção à ulna o movimento é conhecido como DESVIO ULNAR. Quando acontece em direção ao rádio: DESVIO RADIAL. A CINTURA ESCAPULAR (2 clavículas e 2 escápulas) realiza no plano frontal: Elevação: movimento para cima da cintura escapular. Depressão: movimento para baixo da cintura escapular Os movimentos do pé que ocorrem principalmente no plano frontal são: INVERSÃO: rotação interna (planta do pé para dentro) EVERSÃO: rotação externa (planta do pé para fora)
  26. 26. A Coluna Vertebral realiza a FLEXÃO LATERAL Como se chama a volta à posição anatômica? EXTENSÃO LATERAL TRANSVERSAL Superfície plana que divide o corpo horizontalmente em metades superior e inferior. Movimentos corporais paralelos ao solo, quando o corpo está na posição ereta. Rotação externa e interna. Seu EIXO de rotação é o LONGITUDINAL Movimentos no Plano Transversal Neste plano ocorrem movimentos rotacionais ao redor de um eixo longitudinal. São eles: Rotação Medial e Lateral (perna e braço) Pronação e Supinação (para antebraço) Abdução horizontal e Adução horizontal (para braço)
  27. 27. Movimento em múltiplos planos CIRCUNDUÇÃO: movimento cônico resultado da composição de flexão, extensão, abdução e adução. Toda articulação capaz de realizar estes movimentos é capaz de fazer circundução. IMPORTÂNCIA DE SABER PLANOS E EIXOS Descobrir o máximo de informação possível, analisando o movimento de um só plano. EXERCÍCIO SUPINO RETO
  28. 28. EXERCÍCIO LEVANTAMENTO LATERAL EXERCÍCIO AGACHAMENTO MOVIMENTOS ARTICULARES As articulações movem-se em diferentes direções, em torno de um eixo e definida em um plano no espaço.Articulação é a conexão entre duas ou mais peças esqueléticas (ossos ou cartilagens). Essas uniões não só colocam as peças do esqueleto em contato, como também permitem que o crescimento ósseo ocorra e que certas partes do esqueleto mudem de forma durante o parto. Além disto, capacitam que partes do corpo se movimentem em resposta a contração muscular. CLASSIFICAÇÃO BASEADA NA ESTRUTURA ANATÔMICA E POTENCIAL DE MOVIMENTO 1- fibrosa/ sinartrose (articulações imóveis) Ex: Placas cranianas. 2-cartilaginosas/anfiatroses(levemente móveis)Ex: vértebras. 3 - Sinoviais/DIARTROSE (MÓVEIS)Ex:Cotovelo. Graus de Liberdade de movimento
  29. 29. São classificados pelo número de planos nos quais se movem os segmentos ou com o número de eixos primários que possuem. Classificação funcional das articulações Monoaxial: 1 grau de liberdade. Movimento sobre 1 eixo. Articulações que só permitem extensão e flexão, por exemplo, é monoaxial. (Cotovelo e joelho) Biaxial: articulação realiza movimento em torno de dois eixos. (Dois graus de liberdade). Articulações que realizam flexão, extensão, adução e abdução são biaxiais. Ex: pulso. Triaxial: realiza movimento em torno dos 3 eixos (3 graus de liberdade). Além dos movimentos dos anteriores, permite a rotação. Ex: ombros e quadril. Introdução à Análise do Movimento ANÁLISE QUALITATIVA x QUANTITATIVA QUALITATIVA  Envolve a descrição de uma qualidade sem a utilização de números. (Bom, ruim, pesado, lento, etc...) QUANTITATIVO  Envolve o uso de números na análise ( 6 metros, 3 segundos, 10 kg, etc...) SOLUCIONANDO PROBLEMAS QUALITATIVOS A) Conhecimento dos fundamentos da biomecânica em questão; B) Planejamento da análise: B1) Que problemas específicos devem ser solucionados, ou que questões devem ser respondidas acerca do movimento? B2) De que ângulo e distância podem ser melhor observados os aspectos problemáticos do movimento? B3) Será necessário mais de um plano de imagem? B4) Quantas realizações do movimento devem ser observadas? B5) Será necessário trajes, iluminação ou ambiente de fundo especiais para facilitar a observação? B6) Seria necessário ou útil um registro em vídeo do movimento REALIZAÇÃO DA ANÁLISE 1) Rever, e as vezes, reformular questões específicas em foco. 2) A observação repetida de um movimento permite uma concentração específica gradual nas causas dos erros de desempenho.
  30. 30. 3) Estar ciente da influência das características do executante. 4) Prestar atenção as informações não visuais. 5) Pedir ao executante que faça sua auto análise. 6) Pensar em incluir outros analistas que possam ajudar na interpretação ou na descoberta de novos dados SOLUCIONANDO PROBLEMAS QUANTITATIVOS 1) Ler o problema com extremo cuidado; 2) Listar as informações fornecidas; 3) Listar a informação desejada (desconhecida) com a qual será solucionado o problema; 4) Traçar um diagrama da situação problemática, mostrando a informação conhecida e desconhecida. 5) Escrever abaixo as fórmulas que podem ser utilizadas; 6) Identificar a fórmula a ser utilizada; 7) Se necessário, reler o enunciado do problema a fim de se determinar se poderá ser inferida alguma informação adicional; 8) substituir na fórmula com extremo cuidado a informação recebida; 9) Solucionar a equação para identificar a variável desconhecida (informação desejada); 10) Certificar-se de que a resposta seja tanto razoável quanto completa; 11) Dar nítido destaque a resposta. Analisando movimentos É importante que seja sempre identificado o PLANO onde acontece um movimento. Plano Sagital: (S)- Flexão, Extensão, Hiperextensão, Dorsiflexão, Flexão plantar Plano Frontal: (F)- Abdução, Adução, Desvio Ulnar e Radial, Elevação, Depressão, Inversão, Eversão, Flexão Lateral, Extensão Lateral Plano Transversal: (T)- Rotação medial, rotação lateral, Pronação, Supinação, Adução horizontal, Abdução horizontal.
  31. 31. Analisando Movimentos no Plano Sagital Observe a sequência A-B-C-D-E-F-G.Somente Lado Direito Aulas 4 e 5 Cinesiologia do Quadril AÇÕES MUSCULARES DAS GRANDES ARTICULAÇÕES Movimentos da articulação do quadril (coxa).
  32. 32. Flexão e extensão Adução e abdução Rotação medial e rotação lateral Movimentos da Pelve Anterversão Retroversão Inclinação lateral interna e externa Rotação medial e rotação lateral Movimentos de articulação do joelho Flexão e extensão Rotação medial e rotação lateral Principais Músculos • Músculos Glúteos
  33. 33. – Glúteo Máximo – Glúteo médio – Glúteo mínimo • Flexores do Quadril – Psoas Maior – Ilíaco – Reto abdominal – Sartório • Adutores da coxa – Pectíneo – Grácil – Adutor longo – Adutor mágno – Adutor curto Glúteo Máximo Origem Inserção Ação Sacro posterior e ílio Na tuberosidade glúteada diáfise do fêmur,em sua face posterior e no trato iliotibial. Extensão, hiperextensão e rotação externado quadril. Retroversão da Pelve Ver em: https://www.youtube.com/channel/UCysFGqc3xKggpptgl7k9XYg/videos acesso em 20/02/2017 Glúteo médio Origem Inserção Ação Ílio lateral Trocanter maior Abdução doQuadril Inclinação lateral ext. da pelve
  34. 34. Glúteo mínimo Origem Inserção Ação Ílio lateral Superfície anterior do trocanter maior Abdução do quadril, rotação interna, Inclinação lateral externa da pelve Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=hLbZfQa-2rA acesso em 20/02/2017 Iliopsoas Origem Fossa ilíaca, superfície ântero-laterais de T12 a L5 Inserção Pequeno trocanter Ação Flexão da coxa Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=hLbZfQa-2rA acesso em 20/02/2017 MÚSCULOS DA PAREDE ABDOMINAL • Região Anterior - Reto do Abdome • Mm. da Região Ântero-Lateral - Oblíquo Externo do Abdome - Oblíquo Interno do Abdome - M. Transverso do Abdome • Mm. da Região Posterior- M. Quadrado do Lombar Reto do Abdômen Fortalecer o músculo Reto do abdome é importante para todas as pessoas, pois ele faz parte da região que dá sustentação ao corpo ajudando a manter uma boa postura.É um dos músculos responsáveis pela estabilização do tronco, junto com os músculos da região dorsal.
  35. 35. Origem Processo Xifóide e Cartilagens costais da quinta, sexta e sétima costelas. Inserção Sínfise e crista púbica Ação Flexão da coluna vertebral, compressão do abdômen. Mm. da Região Anterolateral Oblíquo Externo do Abdome Origem Borda das oito costelas inferiores no lado do tórax interdigitando-se com o músculo serrátil anterior. Inserção Metade anterior da crista do ílio, ligamento inguinal, crista do púbis, fáscia do músculo reto do abdômen. Ação Ambos os lados, flexão lombar. Lado direito: flexão lombar para a direitae rotação para a esquerda. Oblíquo Interno do Abdome Origem Metade superior do ligamento inguinal, dois terços anteriores da crista do ílio e fáscia lombar. Inserção Cartilagens costais da oitava, nona e décima costelas e linha alba Ação Ambos os lados, flexão lombar. Lado direito: flexão lombar para a direitae rotação para a direita.
  36. 36. M. Transverso do Abdome Origem Terço externo do ligamento inguinal. Rebordo interno da crista ilíaca. Superfície interna da cartilagem das seis costelas inferiores e fáscia lombar. Inserção Crista do púbis e linha iliopectínea Aponeurose abdominal até a linha alba. Ação Expiração forçada tracionando a parede abdominal para dentro. M. Quadrado Lombar Origem Lábio interno posterior da crista ilíaca Inserção Processos transversos das quatro vértebras lombares superiores e bordo inferior da décima segunda costela Ação Flexão lateral para o lado no qual está situado. Estabiliza a pelve e a coluna lombar.
  37. 37. Sartório (M. do alfaiate) Origem Inserção Ação Espinha ilíaca ântero-superior Face próximomedial da tíbia Combinação de flexão, Rotação externa e Abdução do quadril. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=KivjNvQClag acesso em 27/04/207 Pectíneo Origem Inserção Ação Ramo superior dopúbis Linha pectínea dofêmur Flexão e aduçãodo quadril
  38. 38. Grácil Origem Inserção Ação Púbis Superfície antero-medial daterminação proximal datíbia Adução doquadril Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=hLbZfQa-2rA acesso em 27/04/2017 Adutor curto Origem Inserção Ação Púbis LinhaPectínea eLinhaásperaproximal Adução doquadril Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=hLbZfQa-2rA acesso em 27/04/2017 Adutor Longo Origem Inserção Ação Púbis Terço médio dalinha áspera Adução do quadril
  39. 39. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=hLbZfQa-2rA acesso em 27/04/2017 Adutor Magno Origem Inserção Ação Ísquio epúbis Toda alinhaÁsperaetubérculoadutor Adução doquadril Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=hLbZfQa-2rA acesso em 20/02/2017 Ver em: https://www.youtube.com/channel/UCysFGqc3xKggpptgl7k9XYg/videos acesso em 20/02/2017
  40. 40. EXEMPLOS DE ATIVIDADES ENVOLVENDO A MUSCULATURA DO QUADRIL
  41. 41. ANÁLISE DE MOVIMENTO Escolha 5 movimentos esportivos quaisquer que envolvam a musculatura do quadril e faça uma análise do mesmo sob o ponto de vista: • Do deslocamento • Do tipo de movimento • Das articulações envolvidas • Dos eixos e planos do movimento • Dos músculos trabalhados
  42. 42. AULA 6 Cinesiologia do Joelho JOELHO Articulação complexa entre a tíbia, fêmur e patela. • Contato ósseo:  Entre a tíbia e o fêmur lateralmente;  Entre a tíbia e o fêmur medialmente  Entre a patela e o fêmur. • Mais complexa articulação do corpo • Local mais comum de lesões desportivas • Resiste a grandes forças de suporte (peso corporal) • Fornece grande estabilidade vsgrande ADM • Reúne as duas maiores alavancas corporais ESTRUTURA ÓSSEA • Reconhecem-se três articulações diferentes: • Entre os côndilos medial da tíbia e fêmur, • Entre os côndilos laterais da tíbia e fêmur • Entre a patela e o fêmur • Todas as articulações encontram-se reunidas dentro de uma cápsula articular comum. • Côndilos lateral e medial do fêmur • Côndilos lateral e medial da tíbia • Fossa intercondilar • Superfície patelar • Eminência (tubérculos) intercondilar • Articulação tibiofibular proximal PATELA: – Osso triangular com ápice voltado para baixo – Possui as superfícies anterior e posterior – Protege a face anterior do joelho, centraliza forças e aumenta o ângulo de inserção tendão patelar → VANTAGEM MECÂNICA – A retirada da patela leva a uma perda de cerca de 50% no torque extensor do joelho – ÂNGULO Q → VETOR VALGO – ÂNGULO Q (120) e (160) GENU VALGO X VARO (plano frontal) – Abertura lateral entre o fêmur e a tíbia de cerca de 170º = Vetor valgo – VETOR RESULTANTE Fatores determinantes (estruturais x funcionais) Implicação clínica
  43. 43. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=kTCBMFj3I6kacesso em: 20/02/2017 JOELHO • Possui dois graus de liberdade; • Suporta o peso corporal na posição ereta sem contração muscular; • Participa nos movimentos sentar, acocorar, subir escadas, e permite a rotação do tronco com os pés fixos; • Na marcha o joelho reduz o dispêndio de energia ao diminuir as oscilações do centro de gravidade. • A mobilidade do joelho é consequência da estrutura óssea; • A estabilidade é provida pelo sistema ligamentar, pela cápsula articular, pelas cartilagens e pelos músculos. ESTRUTURA LIGAMENTAR LIGAMENTOS • LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR (LCA):
  44. 44. • Importante estabilizador do joelho • Vai da área anterior da tíbia, para cima e para trás, até a fossa intercondilar do fêmur. • Evita a anteriorização da tíbia sobre o fêmur, a hiperextensão e o valgo do joelho. • LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR (LCP): • Vai da área intercondilar posterior da tíbia para cima e para frente, até a fossa intercondilar do fêmur. • Evita a posteriorização da tíbia sobre o fêmur e a hiperextensão Meniscos • Em número de dois, são cartilagens resistentes em forma de meia-lua – Adaptam os côndilos femorais aos tibiais – Amortecem choques na marcha e no salto – Reduz o desgaste articular – Facilita os movimentos articulares • O menisco medial é maior que o lateral • Ambos os meniscos são mais espessos nos bordos periféricos • A vascularização é mais abundante na periferia • O menisco lateral é mais móvel que o medial • Os meniscos estão unidos anteriormente pelo ligamento transverso ESTRUTURAS PALPÁVEIS • Côndilos femorais; • Epicôndilos femorais; • Linha articular tibiofemural; • Tuberosidade da tíbia; • Crista da tíbia; • Patela. MOVIMENTOS DO JOELHO • Flexão – extensão: 120 – 150° • Hiperextensão: Não excede 15°
  45. 45.  A amplitude de movimento vai depender do tamanho das massas muscular da panturrilha em contato com a coxa.  A sensação final da flexão é macia pelo contato muscular.  A sensação final dos movimentos de extensão e hiperextensão são firme pela tensãodas estruturas ligamentares.  Quando o quadril está estendido a amplitude de flexão é menor devido a origem do reto femoral ser na espinha ilíaca antero – inferior, limitando o movimento. EIXO DE FLEXÃO E EXTENSÃO • O eixo de flexão e extensão do joelho é localizado poucos centímetros acima da linha articular passando pelo centro dos côndilos femorais. • Porém, estudos comprovam que o eixo de movimento mudacerca de dois centímetro quando o joelho é movido da extensão para a flexão. MOVIMENTOS DO JOELHO Rotação axial: • Ocorre no plano transverso quando o joelho é flexionado. • Quando o joelho está em extensão os ligamentos colaterais lateral e medial estão tensos contribuindo para a estabilidade porém quando flexionado os ligamentos colaterais permitem considerável amplitude de rotação. • Durante a flexão do joelho mais folga é produzida no ligamento colateral lateral do que no medial, daí o movimento acontece com mais amplitude entre o côndilo femoral lateral e a tíbia do que entre o côndilo medial e a tíbia. • A maior utilidade da rotação axial acontece em cadeia cinética fechada na qual o fêmur rota sobre a tíbiafixada durante os movimentos de voltar das posições ajoelhada, sentada ou acocorada e em alterações súbitas de direção quando correndo. • Porem a rotação axial também acontece quando a tíbia rota sobre o fêmur. Este movimento é feito voluntariamente na posição sentada. É útil na colocação e posicionamento do pé. • Normalmente, quando o joelho move-se para a extensão, a tíbia rota externamente cerca de 20° sobre o fêmur fixo. Este movimento acontece ativa ou passivamente e é denominadorotação terminal do joelho ou mecanismo de encaixe de parafuso • Em cadeia cinética fecha a rotação terminal é vista como rotação medial do fêmur sobre a tíbia. • Este movimento representa o encaixe das estruturas articulares, não pode ser impedido e nem produzido voluntariamente. JOELHOS
  46. 46. FLEXÃO EXTENSÃO ROT.MEDIAL ROT.LATERAL SEMITENDÍNEO QUADRÍCEPS SEMITENDÍNEO BICEPS DA COXA SEMIMEMBRANÁCEO SEMIMEMBRANÁCEO BICEPS COXA SARTÓRIO GASTROCNÊMIO GRÁCIL PLANTAR POPLÍTEO Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=S0XQ4EZhoCYacesso em 27/04/2017 MÚSCULOS QUE ATUAM SOBRE O JOELHO Principais Músculos • Extensores do joelho – Reto Femoral – Vasto Intermédio – Vasto Lateral – Vasto Medial – Poplíteo (sinergista) • Flexores do Joelho – Semimembranáceo – Semitendíneo – Bíceps da Coxa – Gastrocnêmio, Plantar, Poplíteo, Sartório, Grácil (sinergistas) QUADRÍCEPS FEMORAL Quadríceps Femoral
  47. 47. - Vasto Medial - Vasto Lateral - Vasto Intermédio - Reto Femoral FUNÇÃO ESTÁTICA: . Sustenta o peso do corpo e evita o encurvamento dos joelhos FUNÇÃO DINÂMICA: . Extensão da perna Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=isTe-ao9Quk acesso em 27/04/2017 Reto Femoral Origem Inserção Ação Espinha ilíacaantero-inferior Tuberosidadetibial Flexão dequadrile Extensão dojoelho Vasto Intermédio Origem Fêmur anterior Inserção Tuberosidadetibial, através doTendão patelar. Ação Extensão doJoelho
  48. 48. Vasto medial Origem Linha áspera Inserção Tuberosidadetibial, através dotendão patelar. Ação Extensão doJoelho. Sua tração medializa a patela em oposição a ação do vasto lateral Vasto lateral- Maior das quatro porções do quadríceps, localizada na metade inferior da face lateral da coxa. Anatomicamente e funcionalmente, se divide nas porções longa e oblíqua. Origem Linha áspera Inserção Tuberosidade tibial através do tendão patelar Ação Extensão do Joelho. Tende a tracionar a patela lateralmente
  49. 49. MÚSCULOS POSTERIORES DA COXA . Bíceps Femoral . Semitendíneo .Semimembranáceo São BI-ARTICULAR:executam a extensão da coxa, a flexão da perna e rotações. Bíceps femoral: Cabeça longa Origem Tuberosidade isquiática Inserção Cabeça da fíbula Ação Somente a porção longa atua sobre o quadril (motor primário da extensão). Ambas as porções são motoras primárias da flexão e rotação lateral do joelho Bíceps femoral: Cabeça curta
  50. 50. Origem Inserção Ação Porção lateralda linha áspera Cabeça dafíbula Flexão dojoelho Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=5ZS9couyeZ4 acesso em: 37/04/2017 ANÁLISE DE MOVIMENTO Escolha 5 movimentos esportivos quaisquer que envolvam a musculatura da articulação do joelho e faça uma análise do mesmo sob o ponto de vista: • Do deslocamento • Do tipo de movimento • Das articulações envolvidas • Dos eixos e planos do movimento • Dos músculos trabalhados MÚSCULOS DA PERNA Cinesiologia da Perna e Pé Músculos da Perna e Pé - São compostos por músculos longos da perna e curtos do pé. Os movimentos- relacionados com a locomoção, suporte de peso, ajuste de equilíbrio e postura. São coordenador e inseparáveis. Perna • 2 ossos • Membrana interóssea: -Compartimento anterior -Compartimento posterior • Fáscia muscular-Septo intermuscular: -anterior -posterior -transverso (Compartimento Lateral divide os mm posteriores da perna em grupos profundo e superficial)
  51. 51. Principais Músculos Grupo Posterior Superficial – Gastrocnêmio (gastrocnêmico) – Sóleo – Plantar Grupo Posterior Profundo – Tibial Posterior – Flexor Longo do hálux – Flexor Longo dos dedos Grupo Anterior • Tibial Anterior • Extensor longo do hálux • Extensor longo dos dedos Grupo Lateral • Fibular Longo
  52. 52. • Fibular curto Grupo Posterior Superficial M. TRÍCEPS DA PERNA - músculo Gastrocnêmio e músculo Sóleo. Também chamado de coração periférico GASTROCNÊMIO Solear, Sóleo
  53. 53. Plantar Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=3lxsc2DhVH4 acesso em 27/04/2017 Grupo Posterior Profundo
  54. 54. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=LogStCePYCk acesso em 27/04/2017 Grupo Anterior
  55. 55. Extensor Longo do Hálux Origem Inserção Ação 1/3 médio da fíbula e membrana Inter óssea Base da falange distal do hálux Extensão do hálux, flexão dorsal do pé, adução e rotação medial do pé (inversão).
  56. 56. Grupo Lateral Compartimento lateral
  57. 57. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=7TMVr0SszA8acesso em: 27/04/2017 ANÁLISE DE MOVIMENTO Escolha 5 movimentos esportivos quaisquer que envolvam a musculatura da articulação do joelho perna e pé e faça uma análise do mesmo sob o ponto de vista: • Do deslocamento • Do tipo de movimento • Das articulações envolvidas • Dos eixos e planos do movimento • Dos músculos trabalhados Membros Superiores Os membros superiores fazem parte do esqueleto apendicular e são conectados ao esqueleto axial por meio de um cíngulo ou cintura, conhecido também como cintura escapular, o cíngulo do membro superior é responsável pela conexão do braço, antebraço e mão ao esqueleto axial. Sendo formado pela clavícula e a escápula, o cíngulo do membro superior possui uma ampla possibilidade de movimentação, os lados, esquerdo e direito não são conectados diretamente, sua fixação indireta acontece através do manúbrio do esterno. As articulações esternoclaviculares são responsáveis por conectar o esterno a cada clavícula, e as articulações acromioclavicular conectam as escápulas às clavículas. Componentes Ósseos Cíngulo do Membro Superior
  58. 58. Clavícula: osso longo com uma curvatura semelhante à letra S, forma a parte ventral da cintura escapular, a união óssea do membro superior ao troco. Escápula: diferente da clavícula é um osso chato e triangular, compõe a parte dorsal da cintura escapular. Membro Superior Úmero: é um osso longo, o maior do membro superior, apresentando em sua anatomia duas epífises (proximal e distal) e uma diáfise. Ulna: é o osso medial do antebraço. Articula-se proximalmente com o úmero e o rádio e distalmente apenas com o rádio. Rádio: o outro osso que forma o antebraço localiza-se anatomicamente na parte lateral do antebraço, indo do cotovelo até ao lado do punho. A extremidade no sentido do punho é chamada de extremidade distal. Mão: a mão é formada por alguns pequenos ossos, metacarpo que é a parte intermediária do esqueleto da mão, localizada entre as falanges e os carpos que formam conexão com o antebraço. Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 200 Articulação do Ombro Os movimentos dos membros superiores são comandados por muitos músculos. – Grupo A: Músculos que se originam na escápula e se inserem no braço. – Grupo B: Músculos que se originam no tronco e se inserem na escápula – Grupo C: Músculos que se originam no tronco, inserindo-se no braço. GRUPO A • Supra-espinhal • Redondo maior • Infra-espinhal • Redondo menor • Subescapular
  59. 59. GRUPO B • Levantador da Escápula • Músculos Rombóides • Músculo Trapézio
  60. 60. GRUPO C • Músculo Peitoral Maior • Músculo Deltóide • Grande Dorsal • Serrátil Anterior
  61. 61. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=8MDL1Mtb_3Q&list=PLzNgZIPT4f1Qxf5KbtHS0xKdZZ3aSMTip&index=28 acesso em 27/04/2017. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=nq7aLYDwSj8&list=PLzNgZIPT4f1Qxf5KbtHS0xKdZZ3aSMTip&index=23 acesso em 27/04/2017.
  62. 62. Componentes Articulares Articulação do Ombro O ombro é a articulação mais complexa existente no corpo humano, possuindo movimentos nos três planos, é composta por alguns ossos como: úmero, escápula e clavícula e de outras quatro articulações: Esternoclavicular; Acromioclavicular; Glenoumeral e Escapulotorácica, além de ligamentos que dão estabilidade e os dezesseis músculos envolvidos. Ombro • Articulação mais móvel do corpo. • Mas também a mais instável. Composta por 4 ossos, 20 músculos e 5 articulações. • Ossos: úmero, escápula, clavícula e costela. Articulações verdadeiras • Glenoumeral • Acrômio clavicular • Esternocostoclavicular
  63. 63. Articulação Esternoclavicular A extremidade próxima da clavícula se articula com a chanfradura clavicular no manúbrio do esterno e com a cartilagem da primeira costela, uma articulação sinovial em sela com três graus de liberdade. Nessa articulação há um disco cartilaginoso entre as duas faces, que reduz a incongruência das superfícies, promovendo assim uma melhor e maior possibilidade de movimento de rotação para clavícula e escápula. Os ligamentos dessa articulação são: o esternoclavicular anterior e esternoclavicular posterior que suportam a articulação anteriormente, o costoclavicular e o interclavicular, que limitam a elevação e o abaixamento excessivo respectivamente.
  64. 64. Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. Articulação Acromioclavicular A articulação acromioclavicular, é conhecida também como articulação do processo acromial da escápula, é uma pequena articulação sinovial entre a ponta lateral da clavícula e o processo acromial da escápula. É classificada como uma articulação diartrodial irregular, pois apesar de ser uma estrutura articular permite apenas movimentos limitados. A estabilidade é conferida pelos ligamentos acromioclavicular, coracoclavicular com a sua divisão em: trapezoide e conoide. Articulação Glenoumeral A articulação glenoumeral é classificada como uma articulação esferoidea, possui uma pequena fossa glenoidal, rasa e piriforme, para que aconteça essa liberdade de movimentação é necessário o sinergismo entre os músculos do cíngulo e do complexo do ombro, e assim conseguimos realizar todos os movimentos do ombro com seus ângulos máximos. Essa articulação é protegida e estabilizada por ligamentos e músculos. Os reforços ligamentosos dessa articulação são compostos por três feixes do ligamento do ombro e o ligamento coracoacromial, mas esses reforços apenas evitam a luxação para baixo. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=QwEo3e6ZPAw acesso em 27/04/2017. Articulações Fisiológicas • Escapulo-torácica: É importante para a mobilidade. Orienta a glena para melhorar o contato com úmero e aumentar a amplitude de elevação do braço. • Articulação entre a escápula e as costelas
  65. 65. • A escápula fica afixada às costelas através dos músculos e permite movimento de rotação da escápula sobre o tórax • Articulação Subacromial ou subdeltóidea • Bursa subdeltoidiana e subacromial: separam o tendão do m. supra espinhoso e a cabeça do úmero do acrômio, processo coracóide, lig. Córaco-acromial e deltoide O objetivo das articulações do ombro e da extremidade superior é permitir que a mão seja colocada em várias posições para acoplar as muitas tarefas que ela é capaz de realizar.
  66. 66. POSIÇÃO DE DESCANSO Escápula entre 2ª e 7ª costelas com a borda vertebral aproximadamente 5 a 7 cm da parte lateral do processo espinhoso da vértebra, espinha nivelada com o processo espinhoso da 3ª e 4ª vértebra torácica. MOVIMENTOS ARTICULARES LINEARES  elevação / depressão e protração / retração. ANGULARES  rotações superior e inferior. Escápula  forma triangular  um lado move-se numa direção e o outro se move na direção oposta MOVIMENTO DE INCLINAÇÃO  ocorre quando a articulação do ombro vai para hiperextensão. (pêndulo, fase de pré-lançamento do boliche e natação) Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=zAlmjgJLOt0 acesso em 27/04/2017
  67. 67. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=REq1_Q_Dv6w acesso em:27/04/2017 MANGUITO ROTADOR  Faixa tendinosa formada por um aglomerado de inserções tendinosas dos músculos SUBESCAULAR, SUPRAESPINHOSO, INFRAESPINHOSO e REDONDO MENOR.  Ajudam a manter a cabeça do úmero “rodando” contra a fossa glenóide durante o movimento da articulação. Os Músculos do Manguito Rotador • São potentes coaptadores, aplicando a cabeça do úmero contra a glena, contribuindo para evitar a luxação superior do úmero durante a abdução. • Esta ação é feita em conjunto – supraespinhoso, infraespinhoso, redondo menor e subescapular.
  68. 68. Ver em:https://www.youtube.com/watch?v=bTe59CgSpgU acesso em: 27/04/2017. RELAÇÃO CABEÇA DO UMERO X FOSSA GLENÓIDE  Se apenas girasse na fossa glenóide, deslocar-se-ia para fora da superfície articular antes de ocorre muita abdução.  Tração vertical do deltoide traciona a cabeça para cima contra o processo olecrânio.  Na abdução, a cabeça do úmero deve ser deprimida ou empurrada numa rotação em direção para baixo, enquanto é segura contra a fossa glenóide.  MM MANGUITO ROTADOR puxam a cabeça para dentro da articulação, em direção para baixo, contra a fossa glenóide. EFEITO PARAFUSO Define a ação da CE + DELTÓIDES na abdução. Se abdução pura do ombro a 90º  deltoide médio perde força contrátil, porém, ocorre o RITMO ESCAPULOUMERAL (2:1). Rotação para cima da escápula  origem do músculo deltoide movimenta-se para fora da inserção do úmero  estendendo o músculo  restaurando o potencial contrátil. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=v4TDqB8U5iI acesso em: 27/04/2017 ANÁLISE DE MOVIMENTO Escolha 5movimentos esportivos quaisquer que envolvam a musculatura do dorso e faça uma análise do mesmo sob o ponto de vista: • Do deslocamento • Do tipo de movimento • Das articulações envolvidas • Dos eixos e planos do movimento • Dos músculos trabalhados Articulação do Cotovelo Mesmo sendo classificado como uma articulação em dobradiça, na verdade ele é composto de três articulações: úmero-ulnar, entre a tróclea do úmero e a incisura troclear da ulna, úmero-radial, entre o capítulo do úmero e a
  69. 69. cabeça do rádio e rádio-ulnar proximal, entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna que se unem em uma cápsula articular comum. Com uma arquitetura forte, a articulação do cotovelo é estável. Os ligamentos da articulação do cotovelo têm a função de manter as superfícies articulares em contato. São autênticos tensores, dispostos a cada lado da articulação: o ligamento lateral interno e o ligamento lateral externo. Em conjunto, têm a forma de um leque fibroso. Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=j1Owo21G-jo&list=PLzNgZIPT4f1Qxf5KbtHS0xKdZZ3aSMTip&index=34 acesso em 27/04/2017 Articulação Radioulnar Proximal É a articulação entre a circunferência articular da cabeça do rádio com incisura radial da ulna. É uma sinovial trocoide ou pivô. Ligamento anular: são feixes de tecido fibroso que envolve a cabeça do rádio unindo-o a incisura radial da ulna como se fosse um anel, permitindo somente o movimento de rotação entre o rádio e a ulna. Os ligamentos do cotovelo são: ligamento colateral ulnar, um feixe triangular que se origina do epicôndilo medial do úmero e caminha em direção ao olecrano e ligamento colateral radial menor, e se origina do epicôndilo lateral do úmero se inserindo no ligamento anular do rádio.
  70. 70. Fonte: http://anatomiaonline.com/articulacoes/superior/superior.html Distal Uma articulação sinovial trocoide que ocorre entre a cabeça da ulna e incisura ulnar do rádio. Os ligamentos são: ligamento radioulnar ventral e ligamento radioulnar dorsal, ambos são espessamentos da cápsula articular que se dirigem do rádio em direção à ulna transversal aos dois ossos. Fonte: http://anatomiaonline.com/articulacoes/superior/superior.html Mão As articulações da mão podem ser divididas entre as articulações do punho e articulações dos dedos ou quirodáctilo. A articulação entre a mão e o antebraço é feita através da articulação entre o rádio e os ossos do carpo (articulação radiocarpal) e as articulações entre os ossos do carpo (articulações intercarpianas). A ulna, apesar de estar presente nessa extremidade articular, não se articula diretamente com o carpo. Quem faz essa interface é o menisco ou disco articular do punho. Punho (articulação radiocarpal) A face articular do rádio, a face inferior do disco articular, forma uma superfície elíptica e côncava que recebe a face convexa dos ossos proximais do carpo (escafoide semilunar e piramidal). A cápsula articular que sustenta esta articulação é reforçada pelos seguintes ligamentos: ligamento radiocárpico palmar: se origina da margem anterior da extremidade distal do rádio e da ulna e correm em direção as faces ventrais dos ossos da fileira proximal do carpo; ligamento radiocárpico dorsal: mesmo trajeto do palmar, porém, dorsal; ligamento colateral ulnar: é arredondado e caminha do processo estiloide da ulna até o osso piramidal e o osso pisiforme e ligamento colateral radial: estende-se do processo estiloide do rádio para o osso escafoide e algumas fibras se inserem no osso trapézio e no retináculo dos flexores. Articulação Carpometacarpal São as articulações que ocorrem entre o carpo e o metacarpo dos dedos. É uma articulação sinovial do tipo plana.
  71. 71. Articulação Metacárpica do Polegar É a articulação sinovial selar entre o osso trapézio e o primeiro metacarpo. Encontra-se recoberta por uma cápsula articular que é grossa, porém frouxa e que passa por toda a circunferência do primeiro metacarpo em direção à margem do osso trapézio. Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. Articulação Metacarpofalângicas São as articulações sinoviais esferoides entre os metacarpos e as primeiras falanges do segundo, terceiro, quarto e quinto quirodáctilo. Estão unidas por dois ligamentos colaterais, um de cada lado da articulação e por um espessamento da cápsula articular em sua face anterior, chamadas de ligamentos palmares. Articulação Interfalângicas São sinoviais do tipo gínglimo (dobradiça). Cada articulação interfalângica ou interfalangiana, possui um ligamento palmar em sua superfície anterior e dois ligamentos colaterais de cada lado de forma similar às articulações metacarpofalângicas. Os tendões dos músculos extensores dos dedos fazem o papel dos ligamentos posteriores.
  72. 72. Movimentos e Músculos Cotovelo Flexores: os músculos bíceps do braço, braquial e braquioradial servem como o grupo de principais flexores do cotovelo. Podem ser auxiliados nesta função por outros músculos que têm uma linha de tração situada na frente do eixo de rotação do cotovelo. Extensores: apenas dois músculos, estendem o cotovelo, o tríceps do braço e o ancôneo. As cabeças medial e lateral do tríceps atuam apenas na articulação do cotovelo. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=bhZ5gpmqIkk&list=PLzNgZIPT4f1Qxf5KbtHS0xKdZZ3aSMTip&index=26 acesso em 27/04/2017.
  73. 73. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=xI_1C- uesTE&list=PLzNgZIPT4f1Qxf5KbtHS0xKdZZ3aSMTip&index=25 acesso em 27/04/2017.
  74. 74. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=Ror1PtJDUNU&list=PLzNgZIPT4f1Qxf5KbtHS0xKdZZ3aSMTip&index=27 acesso em 27/04/2017.
  75. 75. Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=iMPcJpddqq0&list=PLzNgZIPT4f1Qxf5KbtHS0xKdZZ3aSMTip&index=21 acesso em 27/04/2017
  76. 76. Centro de Gravidade Corporal Análises quantitativas detalhadas do movimento humano requerem um conhecimento da localização do centro de gravidade do corpo. Por este motivo, diversos métodos foram desenvolvidos para determinar a localização deste ponto. Alguns foram desenvolvidos com a finalidade de resolver um problema particular, outros na esperança de prover métodos ou dados satisfatórios para a solução de um grande número de problemas. Existem duas abordagens para a determinação do centro de gravidade do corpo humano:abordagem direta (ou de corpo inteiro)abordagem indireta (ou segmentar). Abordagem direta - o corpo em estudo é considerado como um todo. Abordagem indireta - as várias partes ou segmentos do corpo são considerados separadamente e os resultados usados para computar valores para o corpo inteiro. Características do Centro de Gravidade - Ele não é fisicamente real - Em corpos homogêneos ele se confunde com o centro de simetria O CG pode estar fora da superfície do corpo
  77. 77. Procedimento para o cálculo do CG (método analítico) 1. Colar a figura sobre o papel milimetrado, marcar as articulações 2. Localizar os CG radiais na figura de acordo com a tabela 1 3. Determinar o valor da massa de cada segmento segundo a tabela 2 4. Dividir o valor da massa de cada segmento por 100 (  G), tabela 3 5. Determinar as coordenadas X e Y dos CG radiais de cada segmento (tabela 4) 6. Multiplicar a massa de cada segmento G pela coordenada X(tab.5) 7. Multiplicar a massa de cada segmento G pela coordenada Y(tab.5) 8. Fazer o somatório de X .DG (tab.5) 9. Fazer o somatório de Y . DG (tab.5) 10. Dividir o somatório de X . DG pela massa total divididapor 100 para achar a coordenada final (tab.5) 11. Dividir o somatório de Y. DG pela massa total dividida por 100 para achar a coordenada final (tab.5)
  78. 78. Equipamento para medição do CG pelo método experimental
  79. 79. Localização do CG pelo Método Experimental Procedimento para o cálculo do CG (método da balança) Material 1 prancha de 2.20m X 1 m de largura com 2 apoios pontiagudos nos pés e na cabeceira 1 balança 1 bloco de madeira da mesma altura da base da balança Procedimento 1-Medir e anotar a massa corporal da pessoa; 2-Apoiar a cabeceira da prancha sobre a balança e a outra extremidade sobre obloco de madeira e anotar a massa da mesa medida na balança; 3-Subir na prancha, adotar qualquer posição fixa e anotar a massa medida; 4-Aplicar a equação: X = (R2 - R1).d / P Onde: X = posição do CG (em metro) R1 = medida do procedimento 2 (Kg) R2 = medida do procedimento 3 (Kg) d = distancia conhecida entre os dois apoios pontiagudos (metro) P = medida do procedimento 1 (Kg) Localização do CG pelo Método Experimental
  80. 80. CONCEITO DE FORÇA O conceito de força está associado a um empurrão (compressão), puxão (tração). Estas forças servem para produzir, parar ou modificar o movimento dos corpos. Também podem causar deformações.São sempre aplicadas por um corpo sobre o outro.Segundo Newton, força possui uma intensidade, uma direção e um sentido, que juntos caracterizam uma grandeza vetorial. TIPOS DE FORÇAS Força de contato: são aquelas que colocam dois corpos em contato, como o próprio nome diz. Ex.: Forças exercidas pelos gases num recipiente. Força de campo: são aquelas forças que ocorrem sem o contato direto. Ex.: Forças gravitacionais, elétricas e magnéticas. Estudaremos as forças gravitacional, muscular e atrito, pelo fato das ações exercidas por estas forças acarretarem compressão e tração articular e pressões ou tensões (força por unidade de área) sobre os tecidos do corpo. EXERCÍCIO 1 Pesquise e descreva as leis de força para a interação entre cargas elétricas (Lei de Coulomb) e para a atração gravitacional entre corpos (Gravitação Universal de Newton). Especifique as propriedades que dão origem a tais forças. Discuta como é a relação entre a intensidade de ambas as forças e a distância entre os corpos e por que, no primeiro caso, as forças podem ser de atração e de repulsão e, no segundo caso, só há força de atração. REPRESENTAÇÃO DE FORÇAS: Diagrama de Forças Os vetores de força (F ou em negrito e sem seta, F) podem ser representado tanto gráfica como matematicamente. • Matematicamente são representados por uma seta cuja a HASTE determina a linha de ação da força e o seu comprimento (tamanho) desenhado em escalas e representa a magnitude (intensidade) da força (lbs, N, kg). A PONTA DA SETA determinas o sentido (a direção da força) e a CAUDA (origem) especifica o ponto de aplicação da força. O que é um Vetor? É um ente matemático representado por um segmento de reta orientado. E tem algumas características básicas: Possuí módulo. (Que é o comprimento da reta), Tem uma direção.E um sentido. (Que é pra onde a “flecha” está apontando). "Nada é permanente, salvo a mudança.". (Heráclito) DESVENDANDO A FÍSICA DO CORPO HUMANO
  81. 81. Representação de uma Grandeza Vetorial As grandezas vetoriais são representadas da seguinte forma: a letra que representa a grandeza, e uma a “flechinha” sobre a letra. Da seguinte forma... Comparação entre vetores • Vetores Iguais Mesmo Módulo Mesma Direção Mesmo Sentido • Vetores Opostos Módulo Sentido Direção da Reta Suporte
  82. 82. Soma Vetorial • Através da soma vetorial encontramos o vetor resultante. • O vetor resultante seria como se todos os vetores envolvidos na soma fossem substituídos por um, e este tivesse o mesmo efeito. • Existem duas regras para fazer a soma vetores.
  83. 83. ADIÇÃO DE VETORES
  84. 84. Método das Componentes É o método onde os vetores são representados em um sistema de coordenadas retangulares e descritos como a soma das componentes (projeções) nas direções x e y. O vetor soma resultante dos vários vetores corresponderá a um vetor cuja componente x é a soma algébrica das componentes x de cada vetor e cuja componente y é a soma algébrica das componentes y de cada vetor. O módulo do vetor soma pode ser obtido pela aplicação do teorema de Pitágoras (F = √F²x + F²y). MÉTODO ALGÉBRICO • O módulo do vetor soma pode ser calculado a partir da lei dos cossenos aplicada ao triângulo formado pelas forças F1, , F2 e R. LEIS DE NEWTON 1ª Lei de NewtonLei da Inércia • Todo o corpo permanece em repouso ou em movimento retilíneo uniforme, exceto se forças externas atuarem nele. • Um objeto imóvel permanecerá assim desde que não haja uma força resultante agindo sobre ele. Da mesma forma, um corpo movimentando-se com velocidade constante ao longo de uma trajetória
  85. 85. retilínea manterá este movimento, a não ser que sobre ele atue uma força resultante que altere a velocidade ou a direção do movimento. • Na verdade essa lei implica duas situações de equilíbrio: equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico. • Em outras palavras, podemos dizer que: RESULTANTE DAS FORÇAS EXTERNAS = ZERO
  86. 86. • Comprovação prática da primeira lei de Newton • Para visualizar a simulação acesse: • http://www.youtube.com/watch?v=6BFR26hcbko Segunda Lei de Newton: Massa e Aceleração A ação de uma força resultante não nula sobre um corpo produz variação do vetor velocidade A resultante das forças aplicadas a um pontomaterial é igual ao produto de sua massa pelaaceleração adquirida: • Comprovação na Prática da 2ª Lei de Newton • Para visualizar a simulação, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=vyMnwx88-BE&NR=1 3ª Lei de Newton (Ação e Reação) Segundo os autores, Toda vez que um corpo A exerce uma forçaF num corpo B, este também exerce em A uma força F tal que essas forças: Têm a mesma intensidade (módulo); Têm a mesma direção; Têm sentidos opostos; Tem a mesma natureza, sendo ambas de campo ou ambas de contato. Não se equilibram, pois estão aplicadas em corpos diferentes.
  87. 87. • Comprovação na Prática da 3ª Lei de Newton • Para visualizar a simulação, acesse http://www.youtube.com/watch?v=ffHVSGkQWIc
  88. 88. FORÇA PESO Quando os corpos são abandonados nas proximidades do solo, caem sofrendo variações de velocidade. Afirmamos então que a Terra interage com esses corpos exercendo uma força a qual chamamos de peso, indicada por P. É a quantidade de força exercida pela terra que atrai os corpos. Pode ser denominada de força gravitacional, força peso ou simplesmente peso exercida sobre um corpo. P=m.g P = Newtons (N); Quando um corpo está em movimento sob ação exclusiva de seu peso P, ele adquire uma aceleração denominada “aceleração da gravidade g”. Sendo m a massa do corpo , a equação fundamental FR= m.a transforma-se em P = m.g , pois a resultante FR é o peso P e a aceleração a é a aceleração da gravidade g. g vale 9,8m/s² adotaremos 10 m/s². 2% para mais. O PESO P é uma grandeza vetorial e tem direção sempre vertical ( orientada para o centro da Terra ) e sentido de cima para baixo. É BOM LEMBRAR QUE: O Peso e a massa são grandezas distintas. • A massa é uma grandeza constante, isto é, não depende do local onde é medida. • O peso do corpo depende do local onde é medido. Força Muscular São forças produzidas pelos músculos que tem a função de controlar as posturas e os movimentos dos animais. Consiste num número muito grande de fibras, cujas células são capazes de contraírem, quando estimuladas por impulsos nervosos. Normalmente é ligado a dois tipos diferentes de ossos por meio de tendões. A força máx. que um músculo pode exercer depende da área de secção transversal (corte perpendicular) do músculo e é inerente a estrutura dos filamentos musculares. Pode variar de 30 a 40 N/cm². • A capacidade de usar a energia mecânica, produzindo contrações que levam o segmento ou o corpo a, vencendo resistências, superar oposições criadas pela ação das leis naturais que regem o universo. Classificação de força 1- Isométrica - é a capacidade de se realizar tensão muscular sem produzir movimentos aparente (F=R). 2- Dinâmica - é a capacidade de se realizar tensão, produzindo movimento aparente. 2.1-Isocinética - existe quando a resistência é proporcional a força aplicada e a velocidade do movimento. 2.2-Isotônica - existe quando a força (F) é maior ou menor que a resistência (R), produzindo trabalho positivo ou negativo, respectivamente. 2.2.1-Isotônica concêntrica -F>R 2.2.2-Isotônica excêntrica - F<R Força de Contato ou Força de Reação Normal As forças que agem sobre um bloco em repouso sobre uma mesa são a força peso P exercida pela terra e uma força de igual módulo e direção, mas com sentido contrário aplicada ao bloco exercida pela superfície da mesa chamada força de contato ou normal N. FORÇA NORMAL (N) – É a força exercida pela superfície em que o corpo está apoiado. Ela atua PERPENDICULAR a superfície, em que o corpo se encontra. Quando um corpo pressiona uma superfície, a superfície deforma-se e empurra o corpo com uma força perpendicular à sua superfície (normal à superfície). Essas forças formam um par ação-reação. Se um bloco de peso P, apoiado sobre uma superfície horizontal, exerce sobre essa superfície uma compressão N´, perpendicular à superfície, a superfície reage sobre o bloco, exercendo sobre ele uma reação normal N. Força de Contato ou Força de Reação Normal
  89. 89. FORÇA DE ATRITO Consideremos um corpo sobre uma superfície horizontal, no qual atua uma força F horizontal, insuficiente para deslocá-lo. Como o corpo continua em repouso, a resultante das forças que atuam sobre ele deve ser nula.
  90. 90. Como pode ser observado, isto não poderia acontecer, pois aparentemente, na direção horizontal, só existe a força F atuando no corpo. Então somos obrigados a admitir a existência de uma força oposta à tendência do movimento. Tal força é chamada de FORÇA DE ATRITO Fat.
  91. 91. TIPOS DE FORÇAS DE ATRITO Há dois tipos de forças de atrito: ESTÁTICA e DINÂMICA Força de atrito ESTÁTICA • É aquela que atua enquanto não ocorre movimento. • Enquanto o atrito for estático, à medida em que aumentamos a força motriz F, a força de atrito ( Fat ) também aumenta, de modo a equilibrar a força motriz e impedir o movimento. • Mas a força de atrito não cresce indefinidamente, existindo um valor máximo que é chamado de FORÇA DE ATRITO ESTÁTICO MÁXIMA ( Femax ). Força de Atrito Estático Ocorre quando não há deslizamento entre duas superfícies. Será sempre contrário à tendência de movimento.
  92. 92. Força de atrito DINÂMICA ou CINÉTICA É aquela que atua durante o movimento. Para iniciar o movimento, partindo do estado de repouso, é preciso que a intensidade da força motriz F seja superior à intensidade da FORÇA DE ATRITO ESTÁTICO MÁXIMA ( Femax). Uma vez iniciado o movimento, a força de atrito estática deixa de existir, passando a atuar a força de atrito dinâmica, também contrária ao movimento, e de valor inferior ao da força de atrito estático máxima. Força de Atrito Cinético Ocorre quando houver deslizamento entre duas superfícies. Será sempre contrário ao movimento. Também chamado atrito dinâmico.  A força de atrito cinética é dada por FAT = μc.N N→Força normal (neste caso tem mesmo módulo do peso). μc→Coeficiente de atrito cinético. Depende das duas superfícies em contato. EXEMPLO: Um corpo de massa m = 5 kg é puxado horizontalmente sobre uma mesa por uma força F = 15 N. O coeficiente de atrito entre o corpo e a mesa é μC= 0,2. Determine a aceleração do corpo. Considere g = 10 m/s2.
  93. 93. OBS.: Quando o plano de apoio for horizontal, o peso P é igual a força normal N. P = N Fat = m . N Fat = m . P Fat = m .m . g ATENÇÃO: A força de atrito independe da área de contato entre as suas duas superfícies. O coeficiente m é adimensional (não tem unidade de medida) e depende apenas das superfícies de contato. Corpo em repouso ou Movimento Uniforme. FR = 0 F - Fat = 0 Corpo em M.U. V. FR = m .a F - Fat = m .a ALAVANCAS São máquinas simples.Uma alavanca é uma barra rígida que gira sobre um ponto fixo denominado eixo ou ponto de apoio. Componentes de uma alavanca • Barra rígida • Eixo de rotação • Resistência • Força (potência)
  94. 94. Ponto de apoio ou eixo: Onde a alavanca se apoia para a realização do trabalho. Força de ação: Força aplicada à alavanca. Força de resistência: Força que a carga exerce sobre a alavanca. Braço de força ou de potência: Distância entre o ponto de apoio e o ponto de aplicação da força de ação. Braço de resistência: Distância entre o ponto de apoio e o ponto de aplicação da força de resistência. As alavancas são classificadas de acordo com a posição do ponto de apoio, da força e da resistência ao longo da barra. 1ª Classe
  95. 95. 2ª Classe
  96. 96. 3ª Classe A força aplicada localiza-se entre o eixo e a resistência. TORQUE Torque ou momento de Força é a força aplicada perpendicularmente ao objeto T=F.d_ Isto quer dizer que o braço de momento é a menor distância entre a linha de execução de força e o eixo de rotação. No corpo humano, o braço de momento de um músculo, em relação ao centro de uma articulação, é a distância perpendicular entre a linha de ação do músculo e o centro da articulação. É uma grandeza física importante no nosso dia-a-dia. Está associado à rotação de um corpo ao qual se aplica uma força, diferentemente da força que se relaciona à translação. Para que haja equilíbrio rotacional de um corpo, a soma dos torques de todas as forças a ele aplicadas deve ser igual à zero. É uma grandeza vetorial, por isto usaremos como positivo (+) o momento de força que leva a rotação de um corpo no sentido anti-horário e negativo (-) aquele que leva à rotação no sentido horário. O efeito da rotação depende da intensidade da força F e da distância d perpendicular ao eixo de rotação. O braço de momento de um músculo é máximo com um ângulo de 90º de tração. À medida que a linha de tração se afasta de 90º em qualquer direção, o braço de momento torna-se progressivamente menor. Sendo grandeza vetorial, possui magnitude e direção, convencionalmente no sentido anti-horário é positivo e no sentido horário é negativo. Torques Articulares Resultantes Importantes por produzirem o movimento dos segmentos corporais. Grande parte do movimento humano envolve a elaboração simultânea de tensão nos grupos musculares agonistas e antagonistas. Torque efetivo é a diferença entre tensão dos músculos agonistas e antagonistas.
  97. 97. Quando torque efetivo e movimento articular estão na mesma direção é denominado concêntrico, enquanto o torque na direção oposta ao movimento articular é considerado excêntrico Torque ou momento resultante Da mesma forma que é possível determinar uma força resultante que isoladamente tem o mesmo efeito das forças componentes de um sistema, pode-se determinar o momento resultante de um sistema de forças em relação a um determinado eixo. O torque resultante em relação a um determinado eixo é a soma dos torques de cada uma das forças que compõem o sistema em relação ao mesmo eixo. P = 50 N, Ps = 20 N, F = 400 N a = 5 cm, b = 15 cm, c = 30 cm Exemplo 2 Uma pessoa faz um exercício de flexão com levantamento lateral do braço, segurando na mão um objeto com massa 2 kg. À distância braço-antebraço-metade da mão dessa pessoa mede 70 cm. O eixo de rotação esta no ombro. Calcule o momento da força peso desse objeto para cada uma das duas situações em que o braço faz um ângulo com a vertical de: RESOLUÇÃO a) T1= F.d| = -P. d| = -mg.d| , se d_=(0,70m)sen 30º= (0,70m).0,5=0,35 Portanto, T1 = - 2x10x0,35=-7N.m b) T2=2x10x0,7=-14N.m Equilíbrio estático Um corpo está em equilíbrio estático quando a força resultante E o momento resultante de todas as forças que atuam sobre ele for igual a zero. 1ª condição de equilíbrio: A força resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo deve ser igual a zero. garante ausência de translação 2ª condição de equilíbrio: O momento resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo em relação a qualquer eixo deve ser igual a zero. garante ausência de rotação VANTAGEM MECÂNICA • Refere-se à vantagem que se obtém ao usar uma alavanca; • Permitindo que uma resistência possa ser vencida com menor esforço;
  98. 98. • A Vantagem Mecânica é a proporção da Resistência ao Esforço, sendo expressa assim:V.M. = BF / BR Vm = 1 -a força necessária para movimentar uma resistência é exatamente igual à resistência. Vm> 1 - a força necessária para movimentar uma resistência é menor do que a resistência. Vm< 1 -a força necessária para movimentar uma resistência é maior do que a resistência Alavancas de primeira classe • Força e resistência aplicadas em lados opostos do eixo. • No corpo humano - ação simultânea dos agonistas e antagonistas em lados opostos de uma articulação. • A vantagem mecânica pode ser maior, menor ou igual a 1. Alavancas de segunda classe • Resistência aplicada entre o eixo e a força. • No corpo humano - não existem exemplos análogos. • A vantagem mecânica é sempre maior que 1, pois o braço de força é sempre maior que o braço de resistência. Alavancas de terceira classe • Força aplicada entre o eixo e a resistência. • No corpo humano - a grande maioria das alavancas do corpo. • A vantagem mecânica é sempre menor que 1, pois o braço de força é sempre menor que o braço de resistência. • A grande maioria das alavancas do corpo humano, por serem de terceira classe e apresentarem as inserções dos músculos próximas das articulações, apresenta baixo rendimento em termos de força.
  99. 99. • Entretanto, um pequeno encurtamento do músculo possibilita uma grande amplitude de movimento na extremidade do segmento. Da mesma forma, uma velocidade de encurtamento do músculo relativamente baixa acarreta uma velocidade muito maior na extremidade do segmento.

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