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Cinesiologia e biomecânica do Ombro

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Cinesiologia e biomecânica do Ombro

  1. 1. CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA DA CINTURA ESCAPULAR E DO OMBRO CINESIOLOGIA – PROF. JOÃO LUIZ PANDOLPHI
  2. 2. CINTURA ESCAPULAR E COMPLEXO DO OMBRO Região de maior mobilidade; Funcionalidade; 4 articulações (EC/AC/ET/GU) A dor no ombro é a segunda causa de queixa de dor no aparelho locomotor; A compressão do manguito rotador e das bursas adjacentes pelos elementos contidos neste espaço é a causa mais comum de dor no ombro (Síndrome do Impacto).
  3. 3. CINTURA ESCAPULAR A cintura escapular é formada por dois pares ósseos, que são: clavícula e escápula. Esta cintura apresenta uma maior condição de livre movimentação para os membros superiores, fazendo com que os movimentos sejam mais eficientes e cadenciados, graças a um conjunto de articulações e segmentos.
  4. 4. CINTURA ESCAPULAR A cintura escapular é considerada um anel incompleto, o que permite movimentos independentes para membros superiores direito e esquerdo, o mesmo não ocorre para os membros inferiores.
  5. 5. Os membros superiores estão mais capacitados a realizarem habilidades de manipulação, destreza e coordenação motora fina.
  6. 6. CINTURA ESCAPULAR A cintura escapular deve ser inicialmente compreendida a partir das articulações esternoclavicular e da acromioclavicular.
  7. 7. ARTICULAÇÃO ESTERNO CLAVICULAR O ponto de união da cintura escapular e do membro superior com o restante do esqueleto ocorre na articulação esternoclavicular (manúbrio), e é classificada como articulação sinovial deslizante, com um disco fibrocartilaginoso, sendo suportada pelos ligamentos interclavicular, esternoclavicular e costoclavicular (o mais importante).
  8. 8. MOVIMENTOS DA CLAVÍCULA NA ARTICULAÇÃO ESTERNO CLAVICULAR Movimento para cima e para baixo (elevação e depressão). Movimento para frente e para trás (protação e retração). A clavícula roda aproximadamente 50 graus em torno do seu eixo longo (rotação anterior e posterior). Os movimentos da cintura escapular são caracterizados a partir dos movimentos da escapula
  9. 9. ARTICULAÇÃO ACRÔMIO-CLAVICULAR A articulação acrômio clavicular é classificada como articulação sinovial deslizante pequena e possui disco fibro-cartilaginoso. A articulação acrômio-clavicular fica sobre o topo da cabeça do úmero e pode restringir os movimentos do braço. A articulação acrômio- clavicular é reforçada por uma capsula densa e tensão ligamentar, em especial do ligamento córaco- clavicular.
  10. 10. MOVIMENTOS DA ESCAPULA NA ARTICULAÇÃO ACRÔMIO-CLAVICULAR Movimento para frente e para trás a partir do eixo longitudinal: protação ou abdução; e retração ou adução. Ocorre no plano transverso. Protação: afastamento da borda medial da escapula da linha média do corpo. Retração: aproximação da borda medial da escapula da linha média do corpo. Movimento alar: ocorre no plano frontal. Eixo ântero/posterior. Referência: ângulo inferior da escapula. Rotação superior: ângulo inferior da escapula gira para fora ou lateralmente. Rotação inferior: ângulo inferior da escapula gira para dentro ou medialmente. Movimento da escapula para cima e para baixo: são movimentos de depressão ou elevação. Não existe eixo de movimento, ocorre no plano frontal (movimento de translação).
  11. 11. ARTICULAÇÃO ESCAPULO-TORÁCICA A articulação escapulotorácica é uma articulação fisiológica (funcional), a escápula apoia-se sobre dois músculos: o serrátil anterior e o subescapular. Fornece uma base móvel para o úmero aumentando a amplitude de movimento do braço. Dos 180° conseguidos para os movimentos de elevação da articulação do ombro (flexão e abdução do ombro), 120° pertencem a articulação do ombro e 60° a articulação escapulotorácica.
  12. 12. ARTICULAÇÃO GLENO-UMERAL É uma articulação de cabeça e cavidade, sendo considerada a articulação de maior amplitude do corpo humano. Sua constituição estrutural faz com que esta articulação seja diartrose, sinovial e triaxial. Cápsula frouxa e suporte ligamentos limitados.
  13. 13. ARTICULAÇÃO GLENO-UMERAL A cavidade glenóide envolve somente 25% da cabeça umeral, sendo a participação de uma estrutura fibrocartilaginosa, chamada lábio glenóide, responsável por aumentar em 75% a área de contato na cabeça do úmero. Juntamente com o lábio glenóide, os tendões do manguito rotador (infra e supra espinhal, subescapular e redondo menor) auxiliam na fixação da cabeça do úmero à cavidade.
  14. 14. MOVIMENTOS DA ARTICULAÇÃO GLENO-UMERAL Plano sagital / eixo latero-lateral: flexão (180°), extensão (180°) e hiperextensão (60°). Plano frontal / eixo antero posterior: Abdução (180°) e adução (180°) Plano transverso /eixo longitudinal: Rotação interna (90°) e rotação externa (90°) Adução horizontal (135°) / abdução – horizontal (45°)
  15. 15. RITMO ESCAPULO-UMERAL Movimento sincronizado entre as articulações gleno-umeral e escapulo- torácica, no qual a escapula gira superiormente durante a elevação (abdução ou flexão) do braço a partir de 30° de abd e 45 de flexão. Basicamente o ritmo e que o ajuste ocorre é de 2:1.
  16. 16. À medida que o braço abduz acima de 90°, o tubérculo maior na do úmero aproxima-se do arco córaco-acromial, a compressão dos tecidos moles começam a limitar uma abdução adicional e a tuberosidade faz contato com o acrômio. Se o braço é girado externamente, podem ocorrer 30° de abdução quando o tubérculo maior é movido para fora do arco. A abdução é limitada ainda mais e pode ocorrer 30° / 60° com rotação interna do ombro, já que o tubérculo maior é mantido sob o arco.
  17. 17. AÇÕES MUSCULARES NO COMPLEXO DO OMBRO CINTURA ESCAPULAR AO TRONCO; CINTURA ESCÁPULAR AO ÚMERO; TRONCO AO ÚMERO.
  18. 18. AÇÕES MUSCULARES NO COMPLEXO DO OMBRO CINTURA ESCAPULAR AO TRONCO; Serrátil anterior; Trapézio; Rombóides; Peitoral menor; Elevador da escápula; TRONCO AO ÚMERO. Grande dorsal; Peitoral maior; CINTURA ESCÁPULAR AO ÚMERO; Deltóide; Supra-espinhoso; Infra-espinhoso; redondo menor; Subescapular; Redondo maior; Córaco braquial; Bíceps e tríceps*
  19. 19. AÇÕES MUSCULARES NO COMPLEXO DO OMBRO Os músculos que contribuem para os movimentos de abdução e flexão da articulação do ombro são similares. O deltóide gera cerca de metade da força muscular para elevação do braço. O movimento de flexão solicita, prioritariamente, o deltóide anterior. Já a abdução da articulação do ombro, solicita o deltóide médio, sendo este mais ativo em 90° e 180° Acima de 90° de elevação da articulação do ombro a força da bainha rotatória diminui, deixando a articulação do ombro mais vulnerável a lesões.
  20. 20. AÇÕES MUSCULARES NO COMPLEXO DO OMBRO As ações articulares mais fracas da articulação do ombro são os movimentos de rotação, sendo a rotação externa mais fraca que a rotação interna. Os músculos que agem na articulação do ombro e cintura escapular geralmente trabalham combinados, fazendo com que seja difícil isolar um músculo específico em um exercício.
  21. 21. Os micro-traumas são mais comuns como causa das lesões do complexo do ombro, em especial, na chamada área de compressão. Dois tipos de lesões aparecem com frequência: tendinite do supra-espinhoso; bursite sub-acromial; Porém, antes da instalação das lesões, surgem indícios subjetivos como desconforto articular e dor por compressão na região.

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