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Febre amarela

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Seninário apresentado na disciplina de Doenças infecto-parasitárias.

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Febre amarela

  1. 1. Faculdade Integral Diferencial-FACID Profa. Elna do Amaral DIP FEBRE AMARELA CID10: A95 Alécio Leite Andressa Avelino Jayranne Mara Leandro Carneiro Luana Mayra Amorim Maíra Miranda Paulo Moura Rafael Viana Samuel Paz 2012
  2. 2. INTRODUÇÃO Doença febril aguda - curta duração - do tipo arbovirose, com dois ciclos epidemiológicos distintos (FAU e FAS) Evolução clínica bifásica (fase de infecção e fase toxêmica) Fase grave apresenta tríade: icterícia, hemorragia, insuf. renal A.E do gênero Flavivirus, família Flaviviridae 1 sorotipo conhecido, com pequenas alterações genéticas entre as cepas da América e da África Vetores: mosquitos Haemagogus (H. janthinomys) na FAS e Aedes (A. aegypti) na FAU Hospedeiros: macaco na FAS e homem na FAU Febre Amarela
  3. 3. INTRODUÇÃO Acomete cerca de 200.000 pessoas por ano no mundo e causaem torno de 30.000 mortes (OMS) Letalidade elevada (≈ 50%) Elevado potencial epidêmico Alto custo social e econômico em situações de surtos eepidemias Febre Amarela
  4. 4. EPIDEMIOLOGIA É encontrada em regiões tropicais da África (34 países) e da América do Sul (09 países) Em 1849 houve uma sequência de surtos no BR Em 1903 Osvaldo Cruz instituiu medidas de vigilância sanitária Doença de caráter sazonal – Janeiro a Abril Vetores de hábitos diurnos (10-14h) Febre Amarela
  5. 5. EPIDEMIOLOGIA De 1999 a 2010 no BR: 587 casos com 259 óbitos (AC, AM, PA, RR, RO, MT, MS, MA, BA, TO, GO, DF, MG, SP[2009], PR e RS) Notou-se maior frequência em >15 anos, ♂, relacionada a ocupação Ciclo silvestre e Ciclo urbano Última epidemia de FAU: RJ – 1928-1929: 738 casos e 478 óbitos Últimos casos de FAU: 1942 – Acre – 3 casos Febre Amarela
  6. 6. Febre Amarela
  7. 7. TRANSMISSÃO
  8. 8. Cebus sp Foto: Rodrigo del Valle (macaco prego)Alouatta sp Callithrix sp(guariba, bugio) (mico, soim) Febre Amarela
  9. 9. TRANSMISSÃO Vetores Reservatórios Disseminadores Febre Amarela
  10. 10. TRANSMISSÃO Período de transmissibilidade : Humano: viremia dura 7 dias a partir de 24 horas depois da picada Mosquito: o vírus se localiza nas glds salivares até conseguir se multiplicar (8 a 12 dias), desde então, o artrópode é capaz de transmití-lo até o fim da sua vida; Febre Amarela
  11. 11. ASPECTOS IMUNOLÓGICOS Suscetibilidade universal Infecção confere imunidade permanente Sorologia a partir do 4° dia Infecções oligo ou assintomáticas são mais comuns em área endêmica Imunidade conferida pela vacina dura 10 anos Bebê nascido de mãe sensibilizada tem imunidade até os 06 meses Febre Amarela
  12. 12. ETIOPATOGENIA Inoculação Linfonodos regionais (replicação) Viremia Fígado Hepatócito Cels. De Kupffer • Transaminases • Cl insulina • Glicogenólise • Detoxicação* • Fat. Coagulação • Icterícia CIVD Vasodilatação Hemorragia HipotensãoInsuficiência Hepática CHOQUE IRA Encefalopatia*
  13. 13. QUADRO CLÍNICO Fatores que influenciam na gravidade clínica:As diferenças entre as cepas;Quantidade de vírus infectante;Exposição anterior a outros flavivírus Febre Amarela
  14. 14. QUADRO CLÍNICO Período de incubação de 3 a 6 dias Caracterizado por evolução bifásica: • Febre • CalafriosFase de infecção (3 dias): • Cefaléia • Mialgia • Prostração • Náuseas • Vômitos • Sinal de FagetRemissão (poucas horas a 1 dia) Febre Amarela
  15. 15. QUADRO CLÍNICOFase de toxemia (5 a 7 dias): Febre reaparece, Cefaléia intensa Fenômenos hemorrágicos (hematêmese, epistaxe, otorragia, melena, gengivorragias) Quadro de insuf. Hepática (icterícia, comprometimento do sensório – obnubilação/torpor/coma, hepatomegalia discreta) Febre Amarela
  16. 16. QUADRO CLÍNICOFase de toxemia (5 a 7 dias): Quadro de insuf. Renal (albuminúria, hematúria, oligúria/anúria, azotemia) Hipotensão Sinal de Faget Óbito no 7°/8° dia Febre Amarela
  17. 17. DIAGNÓSTICO Clínico e epidemiológico Laboratorial:1. Inespecíficos: • Leucograma: Leucopenia e linfocitose(viremia). Leucocitose (convalesc.) • VHS CARACTERISTICAMENTE BAIXA • Bioquímica:  Transaminases (AST/TGO) e bilirrubina (+ direta) elevadas  níveis séricos de uréia e creatinina. Fosfatase alcalina normal • Urina: Proteinúria, hematúria, cilindrúria • Coagulograma: TAP, TPPa, TC, trombocitopenia Febre Amarela
  18. 18. DIAGNÓSTICO2. Específicos • Isolamento do vírus: sangue 4-5 primeiros dias [cérebro camundongo (até 21 dias)]. Detecção do genoma viral (PCR) • Sorologia (5°dia): MAC-ELISA , Inibição da hemaglutinação, Teste da neutralização • Histopatologia hepática: corpúsculos de Councilman (degen. eosinofílica hepatócitos) + degeneração gordurosa hepatócitos + necrose médio-zonal Febre Amarela
  19. 19. Febre Amarela
  20. 20. DIAGNOSE DIFERENCIAL Na fase de infecção: infecções comuns (atentar para os dados epidemiológicos) Na fase de toxemia: Malária Leptospirose Febre maculosa Hepatite viral (A) SEPSE Febre Amarela
  21. 21. TRATAMENTO Antivirais sem eficácia comprovada; AINE* (quadro leve) Suporte em UTI (quadro grave) Reposição volêmica com cristalóides baseada na PVC (8- 12mmHg) Diálise Bloq. de H2; IBP (evitar hemorragias gástricas) Reposição de fatores de coagulação Febre Amarela
  22. 22. PREVENÇÃO Informação a população para evitar a exposição aos vetores Controle de vetor urbano Vacinação Isolamento relativo dos enfermos Notificação compulsória Febre Amarela
  23. 23. REFERÊNCIAS TAVARES, Walter; MARINHO, Leandro Alberto Carneiro. Rotinas de diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2005 VERONESI, Ricardo; FOCCACIA, Roberto. Tratado de infectologia. 3 ed. São Paulo: Atheneu, 1999. BRASIL. Ministério da saúde. Manual de vigilância epidemiológica da febre amarela. Brasília, Fundação Nacional de Saúde, 1999. BRASIL. Ministério da saúde. Portal da saúde. Brasília, 2012. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualiza r_texto.cfm?idtxt=31462>. Acesso em: 04 maio 2012.
  24. 24. FIM

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