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Atos 29 - As histórias do Clubinho Cefet-MG

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Esse é o livro de relatos dos alunos do Cefet que participaram do clubinho entre os anos 2013 e 2015. São histórias de transformação e amadurecimento que nos incentivam a continuar com a missão nas escolas.

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Atos 29 - As histórias do Clubinho Cefet-MG

  1. 1. Sumário Prefácio................................................................................................................................5 Relatos Pessoais...................................................................................................................6 Ana Paula Sales de Souza................................................................................................7 André Wesley Ribeiro Marques ......................................................................................9 Carolayne Cristina da Silva...........................................................................................10 Caroline Dayrell Lopes..................................................................................................12 Caroliny Ritiely Fernandes............................................................................................14 Danrlei Ribeiro Azevedo...............................................................................................15 Débora Bodevan ............................................................................................................17 Eliabe Silva de Abreu....................................................................................................18 Ester Marques................................................................................................................21 Esther Lohanne de Oliveira Reis...................................................................................22 Fernanda Tamires de Souza...........................................................................................24 Filipe Mendes Rodrigues...............................................................................................26 Filipe Santos Fernandes.................................................................................................29 Gabriela Batista .............................................................................................................32 Gabriele de Matos Paiva................................................................................................33 Gianluca Pereira Souza..................................................................................................34 Giovanna Parreira da Mata Santos ................................................................................35 Hudson Ribeiro..............................................................................................................37 Igor Messias R. Candido ...............................................................................................39 Isadora Araújo Lara.......................................................................................................41 Izabella Katherine..........................................................................................................42 Jheivane Naymara..........................................................................................................43 Júlia Aline e Esther Lohanne.........................................................................................46 Laura de Matos Paiva ....................................................................................................48 Marcus Vinícius Sabino ................................................................................................49 Marden Augusto Viana de Morais ................................................................................51 Maria Luiza Chaves.......................................................................................................52 Mateus Felipe Pereira Fonseca......................................................................................55
  2. 2. Matheus Carvalho..........................................................................................................57 Matheus Gomes.............................................................................................................60 Miquéias Pereira Braga .................................................................................................61 Paulo Henrique Alves Melo ..........................................................................................62 Paulo Henrique de Oliveira Silva..................................................................................63 Raphael Victor...............................................................................................................65 Rayssa F. Carlos ............................................................................................................66 Victória Porto ................................................................................................................67 Interclubes .........................................................................................................................69 I Encontro Interclubes ...................................................................................................70 II Encontro Interclubes..................................................................................................71 III Encontro Interclubes.................................................................................................71 IV Encontro Interclubes.................................................................................................72 V Encontro Interclubes..................................................................................................73 VI Encontro Interclubes.................................................................................................73 Aniversário do Interclubes.............................................................................................74 Fotos ..................................................................................................................................75
  3. 3. 5 Prefácio Considerando-se que as falas finais de uma pessoa são as mais importantes da sua vida, “ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura” é a chave para entendermos o propósito de Cristo na Terra. Além de promover o restabelecimento da ligação entre Deus e o homem, Jesus traz em sua estadia terrena a mensagem do compartilhamento do evangelho (boas novas) com o próximo. Tornar-se cristão, ou seja, um “pequeno Cristo” (segundo a etimologia da palavra), inclui ter em si essa chama sempre acesa. Os ambientes escolar e universitário têm se tornado cada vez mais hostis aos seguidores de Cristo. Segundo a pesquisa “A question of price vs. Cost” (“uma questão de valor versus custo”) do Instituto Christian Consulting for Colleges and Ministries, cerca de 55% dos jovens cristãos norte-americanos se desviam ao entrar na faculdade. O embate entre fé e razão é o principal motivo, tendo as igrejas boa parte da responsabilidade por esse fato ao não se preocuparem em oferecer uma base sólida do evangelho aos seus membros. Percebe-se, então, que não são somente aqueles que nunca ouviram falar do Senhor que precisam de algo novo. Os próprios cristãos precisam de uma nova estratégia para lutar contra a decadência da fé no mundo contemporâneo. Para tanto, Deus colocou no coração de pessoas compromissadas com Ele a vontade de realizarem em suas escolas e universidades estudos bíblicos. Os resultados são notáveis. Grandes pregadores, como Benny Hinn, tiveram seu encontro com Deus em reuniões nos seus ambientes de estudos. No Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), o Senhor não tem agido diferente. A transformação em vidas de pessoas é evidenciada a cada dia que se passa. Percebemos a necessidade de guardar as memórias de um tempo bom que o Senhor nos proporcionou. Seja inspirado por essas histórias. Ore, aja. “Erguei os olhos e vede os campos, pois já estão brancos para a colheita.” (João 4.35) Eliabe Abreu
  4. 4. 6 Relatos Pessoais
  5. 5. 7 Ana Paula Sales de Souza Química 2013-2015 Oi, para você que está lendo este livro! Fico muito feliz em poder registrar um pouquinho da minha história com esse grupo maravilhoso. Meu nome é Ana Paula e atualmente eu tenho 18 anos. Minha história começa antes de eu entrar no CEFET. Eu fiz a prova duas vezes (passei na segunda) e antes de eu entrar para o Cefet eu fiz o primeiro ano no Maurício Murgel. Lá eu fiz parte de uma pequena célula e foi um ano em que cresci muito espiritualmente. Foi um ano de despertamento e intrepidez espiritual. Eu havia dito a Deus que participaria de uma célula no Cefet e, se não houvesse, eu criaria uma. Deus me abençoou e me permitiu entrar no CEFET, no entanto, eu fiquei enrolando em relação a célula. Eu já sabia que existia o Clubinho e tinha colegas que participavam e me chamavam (Eliabe e Malu). Eu não ia e isso me incomodava dia após dia, porque eu me acomodei e não fiz o que havia dito. Então eu comecei a ir ao Clubinho. Na época que eu comecei a ir, só havia reuniões na segunda feira, até onde eu sabia. Muitas coisas boas aconteceram lá. Eu conheci a Ariadne que cuidava do Clubinho na época (ela estava no terceiro ano). Quando ela estava para sair começou a nos chamar para orar e levar uma palavra. Foi assim que eu comecei a ter uma participação ativa no Clubinho. Comecei a me desinibir e falar mais para várias pessoas. Lembro-me de um dia ter levado meu violão para tocar e na época não existia terça de louvor. Foi uma experiência vergonhosa, porque quase ninguém cantou rsrs. Teve uma coisa muito legal que aconteceu no ano passado (2014). Quando foi meu aniversário eu levei um sermão (preguei sobre Daniel) e o Clubinho estava cheio. Fiquei feliz por poder compartilhar da Palavra de Deus para outro no meu aniversário. O mais legal foi que meus pais foram ao Clubinho de surpresa e levaram um bolo para cantar parabéns. E o mais legal que o bolo se multiplicou e deu para todos!
  6. 6. 8 Fiz muitos amigos no Clubinho, tive mais proximidade com meus colegas da minha sala que frequentam o Clubinho. Várias foram às vezes que compartilhamos a Palavra de Deus no almoço. O mais legal era almoçar com uma figura: o Danrlei. Ele é um jovem de muita intrepidez e me lembro de que ele começou a puxar assunto com um desconhecido na mesa do Bandejão. Agradeço a Deus por tudo que presenciei no Clubinho. Eu poderia falar muito mais, das dificuldades que tivemos, das muitas pessoas que chegavam e iam embora do Clubinho por não aceitarem a Palavra ou não quiserem abrir mão de algo. Poderia falar das vezes em que eu não quis ir ao Clubinho por não estar bem, das pessoas que sempre estiveram ao nosso lado. Do como fiquei muito feliz em ver meus calouros no Clubinho (já que não consegui levar os da minha sala ). Acontece que duas páginas é pouco para descrever o agir de Deus. Lembrem-se: O Clubinho é do Senhor, a obra é Dele. Teremos perseguições, pois seguimos a Cristo. Bem aventurados somos quando nos caluniam. Então, não se conformem com os pecados e erros que vem a sua volta. E, se o Clubinho parar de ser perseguido, preocupem-se, pois significa que estão agradando o inimigo, não Deus. Com amor, Ana Paula
  7. 7. 9 André Wesley Ribeiro Marques Transporte e Trânsito, 2013 – 2015. O Clubinho Para Mim Eu tive o prazer de durante esses dois anos fazer parte desse corpo chamado clubinho. Muitos dizem que eu ensinei muito, que me consideram um irmão mais velho e sempre me pedem conselho. Porém, com tudo isso, fui eu quem mais aprendeu. Aprendi o peso da responsabilidade de ministrar algo a alguém, aprendi que todas as “ferramentas que possuo” podem ajudar o próximo, descobri que ainda existem loucos por Cristo por ai se esforçando para trazer seu Reino a esse quebrado mundo, que juntos somos mais fortes e que o Salmo 133 é a mais pura verdade. Vivi dias com poucas pessoas ali, dias com muitas pessoas, mas a presença de Deus nunca nos deixou, a alegria de louvar sempre nos alegrou, o amor pelo Pai nos uniu e nós pusemos a mão no arado e não olhamos mais para trás. Como diz a palavra, onde há dois ou três reunidos em nome do Senhor ali Ele está. E criei uma admiração pelos meus irmãos que persistiram e sempre vinham adorar ao Senhor, um amor em estar com eles e aprender com eles. Como foi bom e agradável estar com esse povo, povo que eu quero levar comigo além do CEFET, porque juntos fizemos coisas maravilhosas pra Deus. Todos tem um potencial enorme, alguns mais amadurecidos, outros querendo descobrir esse potencial, mas eu posso ver esse potencial. Que todos possam descobrir essa grandeza dentro de si e usá-la para nosso Deus. P.S.: O Clubinho, meus manos e o Bandejão vão fazer falta de mais!!! kkkkkkk
  8. 8. 10 Carolayne Cristina da Silva Equipamentos Biomédicos, 2013 – 2015. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” Salmos 133:1 Conheci o Clubinho ainda no meu primeiro ano no CEFET. Neste tempo era apenas um pequeno grupo de três ou quatro pessoas que se reuniam em frente ao auditório. Não frequentei muito as reuniões até que meus colegas de classe começaram a ir. Foi uma grande alegria para mim quando meus amos, Paulo, Caroliny e Fernanda começaram a me acompanhar. Com o passar do tempo, o amor foi crescendo, fui fazendo amizades e conheci pessoas incríveis. Apaixonei-me por aqueles momentos que nos levavam a esquecer todo o estresse, o nervosismo, a ansiedade e a correria que é estudar no CEFET. Muitas foram as vezes que chorei durante a Palavra ou o louvor apenas por me sentir amada por Deus e pelos meus amigos; por saber que, apesar de toda a dor que sentia, existiam pessoas que se importavam comigo. Nós como jovens cristãos, devemos valorizar imensamente os amigos que tem a mesma fé. Sabemos que no mundo em que vivemos muitas são as amizades que querem nos conduzir a caminhos que não são bons. O Clubinho, sem dúvida nenhuma, me deu a oportunidade de fazer amigos maravilhosos. Amigos que foram a resposta das orações em que pedi a Deus pessoas que me levassem para mais perto de Dele e que me ajudassem em minha jornada no CEFET. Alguns ficaram conosco durante todo o tempo, outros foram embora um pouco mais cedo e deixaram a saudade em nossos corações. Pessoas que nos alegravam com um simples olhar, que nos faziam rir quando estávamos tristes. Pessoas que sempre tinham uma palavra de exortação e consolo para nos dar nos momentos mais difíceis. Agradeço sempre a Deus por estas pessoas que me fizeram e fazem tão bem. Lembro-me da Ariadny Coelho, que com tanta garra lutou para que o Clubinho crescesse. Guardo com carinho na memória os discursos animados e as encenações do Danrlei e do Johnny, que sempre conseguiam arrancar sorrisos de todos. Cada um tem um lugar especial em meu coração. O Eliabe, sempre preparado para nos passar grandes ensinamentos; o André, que nos fazia sair deste mundo com
  9. 9. 11 os louvores abençoados que trazia; o Filipe Mendes e o Igor Messias com suas sábias palavras muito bem fundamentadas; o Haylander, que sempre sabia a referência dos versículos citados; a Victória, nossa pequena grande líder; a Rayssa e muitos outros. Não posso me esquecer dos meus colegas de classe que faziam com que a turma de EBM fosse citada por diversas vezes no momento das apresentações. A cada ano que passava, muitos iam embora e outros chegavam e nossa missão era trazer novas pessoas para o Clubinho. Tenho um carinho muito especial por todos os calouros que se uniram a nós, especialmente pelos que entraram em 2015. Meninos e meninas cheios de energia e vontade de espalhar o amor de Deus. Marden, Gabriela, Maria Eduarda, Giovanna, Aline e outros. Ainda fico extremamente alegre ao ver que num mundo tão conturbado como o nosso existem jovens que prezam pela Palavra de Deus e buscam ajudar o próximo. Todos nós fomos e somos abençoados pelo Clubinho. Ver o Clubinho crescer e conseguir reunir cinquenta pessoas numa segunda, terça ou sexta feira nos proporcionou uma felicidade sem igual. Passamos por momentos difíceis em que pessoas se incomodaram com nossas palmas e canções e nos pediram silêncio, mas não desistimos. A pista de corrida foi nosso escape e tornou-se nossa marca registrada. Sou grata a Deus por todas as vezes que tive a oportunidade de levar a Palavra, uma dinâmica ou simplesmente fazer uma oração, estas experiências me fizeram crescer muito na fé e no conhecimento da Bíblia. Por todas as conversas com os amigos, os debates sobre a Palavra e os conselhos inspirados pelo Espírito Santo. Sou grata pelos irmãos e irmãs que ganhei como um presente escolhido a dedo pelo próprio Pai. Se fosse contar todas as boas experiências que tive, o faria ler páginas e mais páginas por horas, mas acredito que estas duas páginas serão suficientes para demonstrar minha gratidão. Creio que o Clubinho é um projeto que nasceu, antes de tudo, no coração de Deus. Saio do CEFET com o coração apertado e com a certeza de que sentirei muita saudade, mas certa de que passei ali alguns dos melhores momentos de minha vida. Continuarei orando para que aqueles que chegam continuem esta obra cumprindo o Ide que Cristo nos deixou. Hoje posso dizer que valeu a pena investir no Clubinho e não tenho dúvidas que valerá para os próximos também. “Jovens, eu vou escrevi, porque sois fortes, e a Palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o maligno.” 1 João 2: 14
  10. 10. 12 Caroline Dayrell Lopes Transportes e Trânsito 2011-2013 A tão esperada vaga para estudar no CEFET foi alcançada, e um novo desafio me foi imposto: (sobre)viver três anos num ambiente totalmente novo, com pessoas novas e talvez interesses opostos. Com 15 anos entrei no CEFET e mal sabia o que me aguardava, entre tantas pessoas tive a oportunidade de conhecer um grupo que realmente fez e vem fazendo a diferença! Apesar de ter sido criada dentro do ambiente da igreja, foi nessa transição de fundamental para o ensino médio que realmente tomei minha decisão de seguir a Cristo. Fui então convidada por um amigo a conhecer o Clubinho, e ali pude conhecer pessoas que viviam a mesma realidade que a minha, o desafio de viver santidade dentro de um colégio regado à liberdade. Naqueles trinta minutos que separávamos por semana já não importava mais a nota da prova de física, o trabalho a ser apresentado na hora seguinte, ou qualquer outra preocupação. Ali tínhamos um espaço separado na agenda para ouvir e compartilhar o que Jesus tinha feito e o que ainda faria. Vi o Clubinho crescer, e o vi diminuir. Calouros entrando, e veteranos se formando. Às vezes, não entendia o porquê de tanta oscilação, mas no final percebi que foi um propósito de Deus essas transições, fazendo muitos alunos crescerem e se desenvolverem como líderes. Hoje ficou a saudade e a gratidão no meu coração. A saudade daquelas reuniões em que não importava o seu curso, sua função no CEFET, ou mesmo sua denominação, todos tínhamos um único propósito. Como dizia o Pr. Enéas Tognini: “Não adianta só ser evangélico. O que adianta é ser evangélico, estar na sociedade e mudar a sociedade.”
  11. 11. 13 E disso eu tenho certeza, o Clubinho mudou e vem mudando o CEFET levando a mensagem e o amor do nosso Deus! A gratidão por ter tido a oportunidade de mudar o CEFET com vocês, e de conhecer pessoas que foram meu exemplo; ali fiz amizades que eu sempre me lembrarei. Por fim deixarei um versículo que, pessoalmente, traduz todo o meu tempo de Clubinho: “Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos.” Atos 2: 46-47
  12. 12. 14 Caroliny Ritiely Fernandes Equipamentos Biomédicos 2013-2015 Meu nome é Caroliny Ritiely Fernandes, sou do curso de Equipamentos Biomédicos (2013-2015). Minha história com o Clubinho foi um pouco inesperada. Eu havia entrado no CEFET há pouco tempo e conheci duas meninas que logo se tornaram minhas amigas. Elas frequentavam o Clubinho, mas eu nunca ia, achava que, por ser algo religioso e eu não frequentar nenhuma igreja, eles não me aceitariam. Mas por insistência da minha amiga eu acabei indo no final do primeiro ano de CEFET. Foi algo completamente novo para mim, eu sempre acreditei em Deus, mas eu nunca havia buscado mais Dele. Passei a ir mais vezes e cada vez que eu saia daquela celebração eu me sentia renovada. Mesmo nos dias mais estressantes da vida cefetiana, que vocês ainda vão ter, eu não pensava tanto nos meus problemas, mas apenas em como melhorar minha vida e minha relação com Deus. Ao longo do tempo aprendi várias coisas e entre elas que o Clubinho não é um lugar definido por sua religião, mas sim um lugar onde você pode encontrar Deus, louvá-Lo e ter suporte em suas lutas diárias. Gostei muito de ter ido e não me arrependo de ter feito isso. No Clubinho encontrei pessoas que compartilharam comigo suas diversas experiências e que me deram a oportunidade de compartilhar as minhas. Sei que tudo que aprendi vai ser usado em minha vida e sei também que nunca vou esquecer-me desses dois anos de Clubinho que mudaram minha vida. Espero que as próximas gerações do Clubinho possam tirar tanto proveito quanto eu.
  13. 13. 15 Danrlei Ribeiro Azevedo Eletrônica, 2012-2014 Ah, o Clubinho. Recordo dos bons tempos em que chegava atrasado a algumas aulas da semana para conversar com meus irmãos depois daquelas reuniões. O Salmo 133, escrito por Davi, nunca fez tanto sentido para mim. Ali, eu desfrutava daquela comunhão e do amor de pessoas que estavam verdadeiramente preocupadas com o Reino, o anunciando em todo lugar: No parque, na escola, na pista de carrinhos de bate-bate (risos). “Comunicai com os santos nas suas necessidades”. O verso de Paulo, em Romanos 12: 13 estava sendo “cumprido” na minha vida por estes tempos em que passei pelo CEFET. Num ambiente desafiador e cheio de aventuras (ateísmo, filosofias e algumas desilusões amorosas), eu sabia que ali existia gente em quem eu poderia confiar e compartilhar dos meus problemas. André, Bernardo, Carol, Danielle, Eliabe... e por aí vai (exatamente, para cada letra do alfabeto, tinha gente boa). Não há como me esquecer das risadas, das “perseguições”, das oportunidades para dar a palavra (como era bom compartilhar com os irmãos sobre a fé!) e das canções que cantávamos com tanto júbilo. “São tantas emoções”, como diria o cantor. O Clubinho representou para mim um grande barco em meio a um dilúvio. Representou um Noé, um Moisés, um José, que em meio à guerra e aos prazeres oferecidos, permanecem inabaláveis. Encontrava descanso na comunhão, prazer nas orações e conforto nas angústias. Sentia-me à vontade, livre até para contar piadas (tantas piadas...)! Não era só mais um lugar, ou só mais uma reunião. Era O LUGAR e A REUNIÃO. Ali havia crescimento para quem queria crescer. Havia amor para quem desejaria amar. Mas tudo isso não existiria, se o Papai do céu não nos abençoasse. Sem a Fonte do Amor, tudo aquilo seria como um ilusório ribeiro de águas. Mas, verdadeiramente, ali estava em
  14. 14. 16 nosso meio a água da Vida, Cristo, que se fez homem para morrer pela sua igreja. E pelo Clubinho. Obrigado, Senhor, por todos os estudantes comprometidos com Sua Palavra e que desejam estar em comunhão, não só aqui, mas por toda a eternidade.  Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre. Salmos 133: 1 – 3.
  15. 15. 17 Débora Bodevan Engenharia Ambiental e Sanitária, 2011 – 2016. Conheci o Clubinho há pouco tempo e gostei muito. Vejo essa obra como uma oportunidade para que o Espírito Santo aja em nosso meio e a favor de nós. Através desse projeto vidas foram alcançadas e continuarão sendo. Já tinha visto os convites fixados em diversos pontos do CEFET, mas até então não havia frequentado nenhum desses encontros. Neste pouco tempo, pude conhecer colegas especiais e me identificar com as pessoas, que buscam conhecer mais do Senhor e propagar a Palavra e a história dEle no CEFET. Pude aprender também que o Clubinho do CEFET não é o único e que eles existem em outros locais – escolas, universidades, etc. Achei muito legal essa ideia e iniciativa, pois é uma maneira de levarmos o Evangelho de Cristo ao ambiente acadêmico, alcançando principalmente a juventude, uma fase da vida marcada pelas descobertas, dúvidas, questionamentos e curiosidades. Que os jovens desse país possam ter a oportunidade de conhecer a Cristo verdadeiramente e trilhar um caminho na presença gloriosa do Pai!
  16. 16. 18 Eliabe Silva de Abreu Química, 2013-2015. O Clubinho sempre foi pra mim um refúgio. Lembro-me de quando passei no CEFET e teve uma polêmica no grupo de calouros envolvendo religião. Criaram então um grupo de estudos bíblicos no Facebook e, uns tempos depois, me adicionaram no grupo do Clubinho sem eu saber do que realmente se tratava. Logo em seguida, a Ariadny me chamou no chat convidando pra ir ao Clubinho, mas sempre a gente dá aquelas desculpas esfarrapadas primeiro. A minha desculpa foi que eu tinha que almoçar por causa da aula, mas o que o Senhor tinha reservado pra mim naquele lugar me moveu a ir. Então, comecei a ser assíduo ao Clubinho e, lembro-me bem de que havia reuniões que éramos somente três pessoas. O tempo foi passando, o Clubinho crescendo, e eu senti de pedir ao Senhor o dom da Palavra porque o que eu sabia fazer na época era só cantar rs. Deus foi trabalhando isso em mim à medida que a Ariadny me chamava pra levar a Palavra. Isso foi fundamental no meu ministério. A união que tínhamos naquele ambiente era extraordinária. Formamos laços de amizades muito fortes. Passei a ser chamado de deputado pelos meus colegas porque eu cumprimentava todo mundo rs. Ao final do ano, pela graça de Deus, já éramos 30. Deus deu o crescimento. 2014 foi ano que tivemos mais emoções. Satanás não estava (e nem está) muito feliz com a gente. Passamos a sofrer perseguição de todos os lados. Num dia em que passei por onde fazíamos a nossa reunião (em frente ao auditório) estava escrito num papel “Proibido cultos religiosos nesse local”. Naquele dia eu percebi que o Senhor tinha um propósito muito maior nas nossas vidas. Passamos a querer o auditório. Oramos por isso, mas não era a vontade de Deus. Enquanto queríamos ficar mais “escondidos”, o Senhor nos queria mais expostos. Foi aí que Ele nos levou a reunirmos na pista do complexo poliesportivo, onde também fomos ameaçados por, no mínimo, três vezes a sermos retirados dali.
  17. 17. 19 A gente inventou de fazer uma festinha pra simplesmente confraternizarmos, mas não era somente uma “festinha” que Deus tinha planejado. Organizamos tudo na maior simplicidade, e não sei por quê nós levamos mais ou menos 700 salgados. Era a provisão do Senhor, porque naquele dia, segundo as nossas contas, passaram por aquele lugar cerca de 120 pessoas. Ficamos admirados com a proporção que o Clubinho atingiu. Nas reuniões seguintes, nossas rodas de conversa eram tão grandes que já não dava pra ouvir um ao outro. A média era de mais de 50 pessoas, chegando a ter 70 numa só reunião. Lembro-me que até pensamos em comprar um microfone sem fio pra usarmos no clubinho rs. Alguns clubinhos me marcaram profundamente (além das calças desbotadas por sentar no chão rs): lembro da Palavra sobre o primeiro amor (Rayssa que ministrou), arrebatamento (Ariadny), santidade (essa foi tão marcante que eu vi gente chorando no dia), Salmo 133 (Filipe), a história de Josué e Calebe e o testemunho missionário do meu pastor Douglas, que esteve na Índia por sete anos. Eu sou muito grato a Deus pela vida dele porque foi uma pessoa que sempre apoiou o Clubinho. Eu realmente gostaria que mais pastores incentivassem seus membros a evangelizar nas escolas. Isso demonstra uma preocupação com o crescimento da Obra e com as almas que também foram compradas pelo sangue de Cristo. O evento mais marcante que tivemos, sem dúvida, foi a Semana do Cristianismo. Em 2015, eu conheci a Aliança Bíblica Universitária por meio de uma veterana minha. Logo em seguida, enviaram um e- mail perguntando se a gente gostaria de participar da Semana do Cristianismo. Sem saber direito o que era, topamos participar. O processo foi desafiador e o resultado foi extraordinário. Nesse ano, viemos discutindo como o Clubinho poderia ajudar o CEFET nos problemas que a escola tinha; como poderíamos ser úteis. Escolhemos fazer uma mesa redonda para proporcionarmos o diálogo com todo mundo. O tema foi “Religião e política, sim; Igreja e Estado, não.” Somando as pessoas que passaram pelo caxiódromo (onde fizemos o evento), totalizaram 120 pessoas. Foi uma demonstração de Deus pra mim sobre o quanto devemos influenciar o meio em que vivemos, levando água ao sedento, comida ao faminto.
  18. 18. 20 Ao longo desses três anos que passei no CEFET, eu pude ver a mão de Deus sobre o Clubinho. No início, só tinha reunião às segundas- feiras. Hoje, em 2015, já temos nove reuniões – segunda (Palavra), terça (louvor e clubinho de química), quarta (clubinho dos homens e clubinho noturno), quinta (clubinho das meninas), sexta (dinâmica, estudo bíblico e clubinho da graduação). Se você perguntar como chegamos a isso, eu sinceramente não sei dizer. Como eu disse no início desse parágrafo, é a mão de Deus. Agora, falando sobre a transformação que Deus em fez em mim por meio do Clubinho, não tem como eu descrever aqui. Já até discutimos no último Clubinho dos homens desse ano: a mudança nunca é notada durante o processo; somente ao final podemos ver o quanto somos melhores. Costumo dizer que, quando eu entrei no Clubinho, eu não era nem 20% do que sou ao sair do CEFET. Falo também que Deus me colocou no CEFET por causa do Clubinho. Não para que eu pudesse ajudar, mas para que eu pudesse ser ajudado. Estudar numa ótima escola foi um bônus que Deus me deu porque o mais importante que eu levo dessa escola não é o aprendizado científico, mas o amadurecimento espiritual. Hoje, a visão de Reino que tenho é totalmente diferente. Minha vida espiritual teve um upgrade. Eu pude ver esperança para o mundo ao conviver com futuros pastores, pastoras, missionárias e missionários, líderes de louvor etc. etc. Pude perceber que o Senhor não olha a nossa idade para nos usar. Todos os cargos que hoje eu ocupo em minha congregação se devem à ação de Deus em mim por meio do clubinho. Sempre vejo nosso grupo como um campo missionário e um estágio para outros. O desejo de viver por conta da Obra cresceu muito ao vivenciar essa experiência única. Saindo do CEFET, a dor da saudade já aperta, mas “dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro [do clubinho] [...] pela [...] cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.” (Filipenses 1.3-6).
  19. 19. 21 Ester Marques Hospedagem, 2012 – 2015. Entrei no CEFET em 2012 e por 2 anos praticamente, ignorei minha mãe dizendo que eu deveria procurar o grupo de cristãos do CEFET, o tal Clubinho. E eu ficava pensando: “poxa vida, como minha mãe sabe desse negócio em”. Até que um dia, eu estava passando em baixo do prédio administrativo com alguns amigos e vi uma galera sentada em “roda” falando sobre o Senhor e eu senti o Espírito ali, mesmo só passando. Depois daquele dia eu decidi ir. Fui. Chorei na presença do Senhor, e foi maravilhoso, porque o clubinho é um instrumento do Senhor no CEFET, um lugar com uma opressão e pressão muito fortes. A partir desse dia a rotina da escola ficou mais suave e as minhas tardes de alguma forma eram melhores. No Clubinho perdi a vergonha, comecei a me deixar ser usada pelo Senhor para louvá–lo em público e testemunhar da obra de Deus em mim para os irmãos cefetianos. Parece outra atmosfera. É uma comunhão e alegria. Então, acabei descobrindo o porquê da minha mãe insistir tanto para eu ir no Clubinho: ela conheceu na juventude dela, quando converteu, o cara que fundou o Clubinho em BH, que era um projeto de jovens, muito empolgados, que pregavam e levavam a palavra aonde iam. E com o nosso Clubinho, não é e não será diferente. Irmãos, que Deus abençoe cada um de vocês, permaneçam firmes na batalha da fé, com o foco em Cristo. Esse tempo que temos de 30 min é muito precioso, usem e abusem dele na presença do Deus vivo, vocês vão senti- lo. Perdoem-me pelos meus atrasos e por não ter me expressado tanto nesses anos, vocês são importantes pra mim! Mil beijocas, Esperamos firmes confiantes na volta do nosso Senhor! Meu nome é Ester, e eu sou de Hospedagem, do clubinho, do CEFET, da Igreja, do Senhor.
  20. 20. 22 Esther Lohanne de Oliveira Reis Equipamentos Biomédicos, 2014-2016. “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133.1) Antes de eu entrar no CEFET um veterano do meu curso veio conversar comigo, em nosso diálogo ele me perguntou se eu tinha alguma religião ou acreditava em Deus, falei que sim, contei a ele que eu era evangélica. Ele então me indicou o Clubinho e falou que eu ia gostar (ele não acreditava em Deus, mas já tinha ido algumas vezes ao Clubinho). Foi então que pela primeira vez eu ouvi falar no Clubinho. Quando cheguei ao CEFET e fui ao Clubinho percebi que meu veterano tinha se enganado, eu não gostei do Clubinho, eu me apaixonei pelo Clubinho, eu senti no clubinho a presença de Deus de uma forma que nunca havia sentido. O Clubinho a cada dia foi se tornando para mim a melhor parte do CEFET, mesmo com toda correria, mesmo sem ter tempo, vemos as pessoas unidas no mesmo propósito. É um local onde sem religiosidade, da maneira mais simples e pura chegamo-nos a Deus, pois se estamos ali estamos por livre e espontânea vontade, sem nenhuma obrigação, buscando de todo o coração fazer a diferença no nosso meio. Encontrei pessoas que realmente tinham o caráter de Cristo, que viviam aquilo que pregavam. Apaixonei-me por cada um que fazia e faz parte desse pequeno pedaço do céu aqui no CEFET, cada um com suas peculiaridades, cada um com suas experiências que serviu para edificar a minha vida. No clubinho Deus me deu mais do que amigos, ele me deu irmãos. Deu-me amizades que foram além do CEFET. Se fosse citar todas experiências e momentos vividos no Clubinho esse caderno conteria apenas meus textos. Foram várias conversas, vários momentos e muitas experiências. Mas uma das
  21. 21. 23 que mais me marcou foi a semana do cristianismo. Ver todos do clubinho empenhados no evento foi muito gratificante, ver aquele tanto de cefetiano disposto a escutar a proposta que o clubinho levou, foi muito bacana. Não posso deixar de citar também os interclubes, ver algo de dentro do CEFET cumprindo o ide de Deus, ajudando as pessoas que necessitam é muito prazeroso. Enfim, foram muitos momentos, amizades e lembranças que levarei pra sempre. O aprendizado que tive foi algo extraordinário, que só quem participa do clubinho consegue compreender. O clubinho faz q diferença no CEFET, ele é a luz nesse local.
  22. 22. 24 Fernanda Tamires de Souza Equipamentos Biomédicos, 2013 – 2015. Sou cristã e sempre me preocupei com as minhas amizades, em agradar a Deus com as minhas companhias. Quando soube que tinha sido aprovada no CEFET-MG, comecei a orar pedindo a Deus que colocasse nos meus caminhos amigos que tivessem os mesmo princípios que os meus, a preocupação em agradá-lo e obedecê-lo, e que eu pudesse conversar com essas pessoas sobre a Bíblia, entre outras coisas. Quando soube da existência do Clubinho fiquei muito feliz, porque ali eu vi uma oportunidade de fazer novas amizades, falar de Deus e evangelizar outras pessoas. Uma amiga me convidou para ir participar e desde então não parei mais. Durante os três anos que eu estive no CEFET eu frequentei o Clubinho e tive a oportunidade de vê-lo crescer e se tornar o que é hoje. Quando fui pela primeira vez só tinham cinco pessoas e hoje tem muito mais. Passei por várias experiências no Clubinho onde Deus falou muito comigo, tinha momentos em que eu estava passando por uma situação difícil e precisava de uma palavra de força ou de conforto e Deus usou os meus amigos do Clubinho para falar comigo. No CEFET, a gente passa por muitas dificuldades, havia dias em que eu estava exausta, cheia de provas e trabalhos para fazer e não estava mais aguentando, então eu ia para o Clubinho onde podia desabafar com pessoas que me entendiam, que também estavam passando por isso e ali a gente cantava, orava, louvava a Deus e Ele nos fortalecia e saiamos dali renovados. Também tive a oportunidade de levar a Palavra para pessoas que talvez nunca tivessem ouvido, vi pessoas que conheceram a Deus através do clubinho e que entregaram a suas vidas a Ele. Ter um núcleo cristão dentro do CEFET é muito importante, pois a escola é muito liberal e tudo é aceito. Existem pessoas lá que nunca ouviram falar de Deus e o Clubinho é uma oportunidade para evangelizar essas pessoas. Assim como o Clubinho me ajudou
  23. 23. 25 durante o meu tempo no CEFET, também pode ajudar outras pessoas. Eu estou concluindo o meu curso esse ano e vou sentir muita saudade de tudo no CEFET, principalmente dos momentos do Clubinho, mas eu nunca vou esquecer tudo que aconteceu na minha vida através das experiências que eu tive, das pessoas incríveis e amigas que eu conheci e convivi durante três anos. Para as pessoas novas que irão começar o CEFET agora ou que irão continuar no próximo ano, o Clubinho é um presente de Deus, não só para nós evangélicos, mas para todos, principalmente aqueles que não o conhecem. Então cuidem e valorizem o Clubinho, não deixem que ele acabe porque Deus pode agir muito na vida das pessoas através dele.
  24. 24. 26 Filipe Mendes Rodrigues Eletrotécnica 2012-2014 “Sou apaixonado pelo Clubinho! Foi ali que passei alguns dos melhores momentos da minha vida. Em meio a tantas tarefas, encontrei refúgio em Deus e força em cada um dos que estavam ali. Uma galera, gente boa demais e um ambiente fantástico. Que Deus continue abençoando e que o Clubinho dure pra sempre, ha ha.” Junto às cinco estrelas disponíveis, foi assim que classifiquei o Clubinho em sua página no Facebook. Sempre que a acesso e leio esse breve comentário, sou tomado por grande saudade. No Clubinho, me contentei em ser bem conciso, mas quero aproveitar essa nova oportunidade para falar um pouco mais do que vivi e experimentei ali, durante o tempo que Deus me permitiu estar presente. Na verdade, vou tentar, porque faltam palavras para descrever tudo o que Deus fez por nós. Minha experiência com o Clubinho foi, sem dúvida, marcada por transformações e, a primeira delas, ocorreu em mim. Foi ali no Clubinho, e aqui abro meu coração a você leitor, que aprendi a ser mais humilde. Foi ali que meu orgulho foi quebrado e comecei a entender que nada era ao meu respeito, mas tudo a respeito do Reino. As primeiras reuniões que frequentei foram marcadas por silêncio de minha parte, porque Deus estava me mostrando que eu não era o melhor entre todos, nem o que tinha mais conhecimento da Palavra ou mais experiências com Ele. Mas, parte de uma Igreja que só pode ser boa o suficiente porque está firmada Nele. Nas palavras de Jesus, “bom é somente um, o Pai que está nos céus”, e nenhum de nós reflete individualmente esse atributo. O tempo foi passando e o Clubinho foi crescendo. Nesse momento, eu já estava fazendo alguns comentários e dando sugestões, pois já tinha entendido que estava ali para aprender e edificar meus irmãos, nunca os sujeitar. E foi essa postura que me permitiu fazer amizades, valorizar e honrar aqueles que estavam ao meu lado, amadurecer na fé e ser uma ferramenta nas mãos de Deus.
  25. 25. 27 Fato é que o nosso Senhor molda um vaso para usá-lo. E não foi diferente no Clubinho. Logo em seguida, surgiu o desafio de liderar e foi com muito temor e alegria que o aceitei, por dois motivos fundamentais: desejar ser usado por Deus onde estivesse, e naquele momento era no CEFET que eu estava; e por poder estar ao lado de uma equipe maravilhosa, adolescentes comprometidos e sedentos por Deus, dispostos assim como eu a impactar o mundo e inspirar uma geração. A Palavra de Deus diz “honra a quem merece honra” e farei isso neste momento. Deixo eternizado nesses escritos o meu respeito, minha admiração, meu carinho e acima de tudo meu abraço a cada um de vocês: Ariadny, que nos antecedeu; Eliabe, André, Hudson, Johnny, Vitória, Danrlei, Matheus e Igor, companheiros de jornada e amigos; e também àqueles que nos sucederam: Maria Luiza, Ana Paula, Haylander, Esther, Silas, Rayssa e todos os outros que deixei de mencionar. Voltando ao eixo das transformações, a segunda delas foi ao próprio Clubinho. Deus nos guiou juntos a transformá-lo em um ambiente de amor e comunhão, onde nunca imperou o preconceito, a intolerância, a mentira, e todos os males do nosso mundo que nada tem a ver com o Evangelho libertador de Cristo Jesus. Aprendi ali o que é ser Igreja de verdade, perseverar na oração, na doutrina, na comunhão e no partir do pão. Nunca estivemos presos a um método, uma liturgia ou nada do tipo, e por isso encontrei ali a liberdade para a qual Cristo nos libertou: liberdade para buscá-lo e conhecê-lo do nosso jeito, e das maneiras mais improváveis possíveis, algumas vezes abrindo a Bíblia, outras entoando um cântico e outras, apenas conversando sobre a vida, o mundo e as provas, AS’s ou não, abertas ou fechadas e outros assuntos afins. A terceira transformação foi no ambiente. Vi Deus agindo de maneira sobrenatural e tocando vidas naquele lugar, talvez ninguém nunca tenha imaginado ser isto possível, mas pude ver conversões no CEFET. Vi também reconciliações com Deus e uns com os outros e vi pessoas sendo libertas de medos, aflições, ansiedades e muito mais. Vi também em minha sala e em todas as outras, pessoas sendo tocadas pelo exemplo, desde colegas até professores. Sem dúvida nenhuma, um trono de louvor ao nosso Deus foi estabelecido naquele lugar e a presença de Deus nos acompanhava por aqueles corredores.
  26. 26. 28 Por fim, louvo a Deus por tudo que Ele fez e por aquilo que ainda faz. Mesmo estando longe, sei que as minhas histórias estão ficando para trás e se tornando pequenas diante dos sinais e maravilhas que Ele tem feito hoje. Muitos dos nossos sonhos foram realizados, outros estão sendo e ainda tem uma parcela que aguarda a dispensação de Deus, mas creio que no devido tempo Ele fará cumprir todas as suas promessas, nos surpreendendo como sempre! Foi ele quem abriu várias portas, cito algumas: realizar o Clubinho em uma área aberta e estratégica como a pista, ganhar uma matéria no jornal do grêmio, ter uma página no Facebook, realizar junto a outros clubinhos o Interclubes, marcar presença no “Café, Ciência e Cultura”, termos cartazes autorizados nos murais, organizar a “Semana do Cristianismo”, realizar uma reunião todos os dias da semana, rodar este projeto editorial que você tem em mãos e tantas outras. Lembro-me de cada reunião, dos momentos de oração, das festas, dos louvores, dos teatros, das risadas, das internas, dos abraços, dos testemunhos, dos convidados especiais e me encho de alegria, alegria que espero ter derramado sobre sua vida através desse texto. Termino assim como comecei, dizendo que sou apaixonado pelo Clubinho e oro para que você também seja. Que o Espírito Santo faça queimar no seu coração um amor indomável por missão estudantil. Permita-se ser usado no CEFET ou em qualquer outra escola, e quando você estiver na faculdade, permita-se também. Deus quer e pode transformar as escolas, colégios, universidades e institutos do nosso país e através de cada estudante alcançado, impactar famílias e restaurar as feridas da nação e da igreja brasileira. O Clubinho foi usado por Deus. O Clubinho é usado por Deus. E o Clubinho ainda será usado por Deus. Saiba que tem muitas novidades por aí e eu quero estar perto, para ver com meus olhos o grande milagre que Deus fará por fidelidade a seu povo e à sua Palavra. Aos amigos do Clubinho, um grande abraço. Ao CEFET, toda sorte de bênçãos. E ao nosso Deus, todo louvor, honra, glória, poder, majestade, riquezas, sabedoria, domínio e autoridade para todo sempre. Amém!
  27. 27. 29 Filipe Santos Fernandes Eletrônica, 2015-2017. Por dois anos eu tentei entrar no CEFET. Fiz a prova em 2013 e em 2014. Eu arrisco a dizer que se eu tivesse sido aprovado no ano de 2013 eu, de forma alguma, teria participado do Clubinho ou de tudo que ele me ofereceu. Talvez até tivesse ouvido falar e participado uma vez ou outra, mas eu não teria me envolvido da forma que eu me envolvi se tivesse sido diferente. Converti-me no início de 2015 e nos anos anteriores eu nem pensava que eu viraria cristão e graças ao bom Deus, foi no tempo certo e na hora certa que eu entrei na instituição. Nos primeiros dias de aula, primeiros dias também da minha nova vida com Deus, eu sabia que tinha de estar em comunhão com Deus. Andando pelo corredor eu vi o cartaz do Clubinho e fiquei com o pé atrás ainda antes de começar a participar. Tomar a iniciativa de ir sem ninguém me convidar foi um pouco complicado até porque eu era muito tímido (ainda sou, mas graças a Deus diminuiu bastante). E chegar num lugar onde a maioria se conhece e só tem você de visitante é um pouco desconfortante. Porém eu tomei a iniciativa e comecei a participar. Gostei bastante e logo nos primeiros dias me deparei com palavras que iam de encontro ao que eu estava passando em minha vida naquele momento. Eu percebia que era um pessoal alegre, acolhedor e eu gostava demais de estar com o pessoal. Tem um pessoal que me conhece melhor e sabe que eu não falo muito, não sou tão aberto quanto outras pessoas, mas quem me conhece sabe que eu melhorei isso demais. Ir aos Interclubes, participar do que o Clubinho oferecia foi dando a oportunidade a Deus de ir mudando isso em mim e ainda está trabalhando. Convidar as pessoas para vir então, no começo foi bem difícil, mas, do jeito que eu sou, Deus me usou para convidar e trazer as pessoas para conhecer o Clubinho. As pessoas podem estranhar um pouco, mas sou assim mesmo, mais calado, quieto, “na minha”, porém de forma alguma isso é sinônimo de insensibilidade e frieza. Mas, da mesma forma
  28. 28. 30 como os outros, também gosto de estar com as pessoas, só não manifesto isso com mais facilidade. Enfim, passando os dias e me envolvendo cada vez mais, me pediram para trazer a palavra no Clubinho Noturno. Bom, eu nunca tinha feito algo do tipo, falei, mas com a ajuda de Deus eu levo sim. Aquele “friozinho” na barriga que não pode faltar me acompanhava até a hora que começou e deu tudo certo, graças a Deus. Outra coisa que não posso deixar de falar é sobre os Interclubes. É uma realidade totalmente diferente da qual eu estava acostumado e que alimenta nossa sensibilidade e nossa compaixão e nos faz ver o quanto Deus ama a todos incondicionalmente. Estar com o pessoal, cantar junto, orar junto, ouvir a palavra todos nós juntos não teve preço durante todo esse ano de 2015. São situações que vão ficar em nossa memória para sempre. O que mais me marcou foi a forma como Deus trabalhou comigo, principalmente, nesta área da timidez: com comunhão com os irmãos no louvor, no ouvir a palavra de Deus, em todas as dinâmicas feitas, na forma como Deus nos move a sair de nossa zona de conforto e começar a convidar as pessoas e a se importar e amar elas. Um ano puxado que, por diversas vezes o desânimo tentou me abater e me tirar dessa comunhão, mas com a ajuda de todos, mesmo que indiretamente, pude superar. Aproveito agora para dar os meus agradecimentos a todos os Clubinhos que tivemos. Todas as segundas com a palavra. Todas as terças com o louvor. Todas as quartas-feiras alternadas. Todos os Clubinhos noturnos, nos quais foi onde Deus abriu novas portas para mim. Todas as sextas-feiras com as dinâmicas onde ríamos bastante, mas que com toda seriedade pudemos conciliar a hora e o momento certo de descontrair e entender o propósito de cada dinâmica que foi dada. Agradeço também por todos os Interclubes que tivemos aonde vimos uma nova realidade e nos mostra que devemos tirar o olho do nosso próprio “umbigo”. Agradeço também por todos os alunos do 3º ano que estão saindo do CEFET que nos passaram as experiências que tiveram na medida do possível e nos aconselharam a todo o momento. Agradeço em especial ao Eliabe, por mostrar diversas vezes, pelo menos para mim e acredito que a
  29. 29. 31 todos nós, um exemplo de responsabilidade e maturidade com as coisas terrenas e também espirituais. Não isento de falhas, é claro, mas com toda seriedade com a qual lhe foi possível. Agradeço também a Maria Luiza, porque através dela Deus me abriu algumas portas, dando a mim oportunidades de fazer coisas que eu jamais pensaria em fazer como, por exemplo, ministrar uma palavra no Clubinho Noturno mesmo com alguns entraves que eu tinha e que estão sendo retirados por Deus. Agradeço a Ana Paula de QUI-3A também por ser um exemplo de humildade e comprometimento, pelo menos pelo que eu vi. Agradeço ao André e espero que tudo corra bem também a ele. Lembro-me de quando oramos todos nós no Clubinho dos homens pela carteira de motorista dele e o quanto Deus o honrou com isso. Sou grato por ter participado, mesmo que sendo ali num momento de oração, desse presente que Deus deu. Nós que vamos ficar, vamos com certeza, nos lembrar de vocês que estão saindo. Um abraço a todos vocês, desde o 1º ano até o 3º ano. Que Deus honre a vida de vocês que saem como a de nós que ficaremos. Tinha muito que falar ainda, mas daria um longo tempo. Um até mais!
  30. 30. 32 Gabriela Batista Química, 2015 - 2017 Quando entrei no Cefet, já sabia que o clubinho existia, sempre fui doida pra fazer parte desse grupo que é maravilhoso! A primeira vez que fui estava com muita vergonha, me lembro de que meu veterano, Erik Avelino e meu amigo Marden Morais foram comigo. Desde esse dia não parei mais de ir. O Clubinho, além de amizades com pessoas que tem a mesma visão que eu, a salvação, sempre me ajudava com uma palavra de conforto, justamente nas horas que eu me encontrava em um desespero muito grande devido à pressão que existe dentro do CEFET. Gosto muito da animação e disposição por parte das pessoas que organizam tudo nesta célula. Lembro-me do segundo interclubes (que é um evangelismo que fazemos de dois em dois meses no Parque Municipal) que participei, e pra mim foi uma experiência muito marcante. Depois do louvor e da palavra, como de costume, saímos para distribuir alimentos para o corpo físico e espiritual dos moradores do parque. No segundo grupo de moradores que paramos, me lembrei que o morador que estava à minha frente era o mesmo que eu havia encontrado no primeiro interclubes. Perguntei se ele se lembrava de mim e ele respondeu que sim. Aquilo me deixou muito feliz porque percebi que consegui, pelo menos naquela ocasião, fazer um pouco do que Jesus nos ensina que é ajudar o próximo. Senti-me realizada e voltei pra casa muito feliz. Percebi com várias experiências boas, como a acima, que fazer parte desse corpo me ajuda a estar mais próxima de Deus, a avaliar meus defeitos e tentar ser um exemplo para os alunos em geral do CEFET.
  31. 31. 33 Gabriele de Matos Paiva Equipamentos Biomédicos, 2014-2016. Lembro-me da primeira vez que fui ao Clubinho. Era um dos primeiros dias de aula e, minhas amigas e eu estávamos simplesmente aproveitando aquela breve ilusão do CEFET. Uma garota, infelizmente não me lembro quem, nos chamou para irmos ao clubinho. Foi emocionante para mim ver todos aqueles jovens ali, rindo e cantando ao Senhor. Eu nunca tinha tido uma experiência assim. Assim como várias pessoas, eu nunca tinha tido um contato tão grande com essa realidade cristã e o clubinho foi a minha porta de entrada. Eu já tinha ido a igrejas e tudo mais, mas eu não entendia que era possível ser jovem e cristão ao mesmo tempo. Foi importante perceber que eu não estava sozinha e que tinha várias outras pessoas passando pelos mesmos problemas que eu. O Clubinho foi e é muito importante para mim, pois, desde aquele primeiro momento, encontrei ali um lugar seguro onde acho descanso e paz. Em meio a tantos problemas, encontramos ali apoio e um ombro amigo. São os melhores 30 minutos do dia! Lc 11:35.
  32. 32. 34 Gianluca Pereira Souza Eletrotécnica 2014-2016 Uma das minhas principais lembranças do Clubinho CEFET-MG é a de quando eu fui pela primeira vez ao Interclubes que ocorreu no Parque Municipal. Esse dia foi muito especial para mim, pois contou com a presença de diversas pessoas de diversos Clubinhos de outras escolas, sendo possível que nós pudéssemos compartilhar histórias do amor de Deus com a nossa vida. O acontecimento coincidiu com o aniversário da Reforma Protestante, e, então, um especialista foi chamado para nos contar diversos fatos a respeito desse grande movimento que mudou a nossa sociedade para sempre. Depois de acabado o evento, nós começamos a divulgar a Palavra de Deus pelo parque e houve a conversão de uma alma para Cristo. Isso me impactou muito e abriu os meus olhos para ver a importância que o Clubinho tem para o meio escolar do CEFET- MG.
  33. 33. 35 Giovanna Parreira da Mata Santos Meio Ambiente, 2015-2017. Minha experiência com o Clubinho foi algo realmente fantástico. Sempre vivi em família e escola cristãs, onde tudo tinha limites e regras. Ao entrar no CEFET no presente ano, me deparei com uma escola onde existiam todas as possibilidades, as regras não eram aplicadas e não existiam limites. Não tinha meus pais para me vigiarem, então poderia fazer o que eu bem quisesse e entendesse. Nos meus primeiros meses no CEFET eu realmente não sabia o que eu iria fazer. Tudo que eu achava que era proibido, lá era “permitido”. Vi um cartaz do Clubinho em um mural e logo me interessei, mas fiquei receosa em perder a oportunidade de aproveitar ao máximo essa escola onde eu ia poder fazer e experimentar tudo que eu havia sido proibida ao longo de toda minha vida. Ao meu ver, poderia viver num filme americano cheio de festas, descobertas e relacionamentos aparentemente perfeitos. E foi mais ou menos assim que vivi nos meses antes da Recepção de Calouros. Ia à Igreja, mas tudo entrava num ouvido e saía pelo outro, eu pensava que era impossível ter um viver santo naquela escola. Mas Deus com seu grande amor conduziu o meu coração para o caminho de sua vontade e fui à Recepção de Calouros do Clubinho e comecei a frequentá-lo. Naquela rodinha eu vi e conheci pessoas da minha idade (talvez um pouco mais velhinhas kkkk) que estavam estudando no mesmo lugar que eu, passando por circunstâncias parecidas com as minhas e mesmo assim tinham uma vida que agradava a Deus. O que me impedia de agir e viver como eles? Eu mesma. As palavras do clubinho me ajudavam e me faziam pensar (e ainda fazem) nas minhas ações do dia-a-dia e como algumas delas estavam desagradando o Espírito de Deus. Comecei a ouvir e praticar o que falavam na Igreja.
  34. 34. 36 Deus se revelou a mim como nunca antes havia revelado. Ele deixou de ser o Deus dos meus pais, dos meus pastores e da minha Igreja, e começou a ser o meu Deus, o meu Pai, um Deus que eu posso sentir cada dia da minha vida. Então eu consegui entender como aqueles jovens do clubinho podiam estar numa escola como o CEFET e ainda assim adorar a Deus. Porque o amor de Deus é tão único, tão doce, tão aconchegante, tão puro e tão maravilhoso que não existia NADA daquela liberdade toda que poderia ser melhor. Cresci tanto durante esse ano, que fico abismada. Antes eu orava por orar, hoje oro porque sinto saudade de conversar com meu Deus e Pai. Antes louvava pelo ritmo das músicas, hoje louvo porque me sinto mais próxima do meu Senhor quando O louvo e adoro. Antes eu abria a bíblia e ficava procurando versículos bonitos, hoje eu leio a Bíblia porque nela eu conheço mais deste Ser que tanto me ama. Pude experimentar o cuidado Dele nas pequenas coisinhas do meu cotidiano. Ao longo deste ano, deixei de viver uma RELIGIÃO para descobrir a maravilha de ter um RELACIONAMENTO com Deus. Aprendi a confiar em um Deus que não falha. No Clubinho, podemos ter comunhão com pessoas que sentem e vivem esse amor e nos ajudarmos. Encontrei mais do que amigos no Clubinho, encontrei irmãos e tios. Amo participar desta reunião, tento ir em todas. Hoje, sou uma pessoa bem mais madura espiritual, emocional e psicologicamente falando. Sou muito grata a Deus por esse amor que me transformou e me deu condição de viver uma vida plena e cheia de paz.
  35. 35. 37 Hudson Ribeiro Mecânica 2012-2014 Olá. Meu nome é Hudson Ribeiro e fui aluno do curso de mecânica do CEFET- MG nos anos que se seguiram ao de 2012. Onde estudei por três ótimos anos e, apesar de não permanecer até que concluísse o curso, acredito que foi um período muito produtivo e proveitoso pra mim. Um dos motivos que tornaram esses anos importantes na minha vida foi pelo fato de que, durante esse tempo, pude experimentar muito do que chamamos de vida espiritual e do Cristianismo em si, por meio do grupo cristão chamado carinhosamente de Clubinho. No meu primeiro ano de curso, quase não conhecia o Clubinho. O que eu sabia era bem superficial: um grupo de estudantes que se reunia toda semana para falar sobre Deus, à luz do estudo da Bíblia sagrada. Mas acho que, depois de ser reprovado logo no primeiro ano de curso, comecei a pensar que talvez eu devesse dedicar algum tempo pra viver o Evangelho com esses alunos. Então eu, juntamente com um grande amigo de escola, o Guilherme Costa, passei a frequentar todas as segundas o clube de cristãos, que até então tinha poucos alunos. As reuniões eram bastante íntimas, com no máximo uns dez alunos. Porém, conforme o tempo passou, mais jovens se identificaram com as palavras de Jesus e de outros personagens bíblicos e foram se somando aos que criam em Jesus como algo essencial em todas as áreas da vida, inclusive nos estudos. As mensagens que eram passadas sempre incentivavam ao ouvinte uma vida repleta de positividades e promessas de um mundo melhor. Bom, pelo menos a meu ver, essas promessas se realizaram em minha vida por meio dessa reunião de cristãos, onde conheci novos amigos, novas visões e pontos de vista sobre vários assuntos, além da certeza de que poderia sim contar com a presença de um Deus bondoso sempre que precisasse. As coisas que eu mais gostava de fazer nas reuniões era cantar, tocar e fazer festa para celebrar as coisas boas de uma vida inspirada por Cristo. E, rapidamente, alguns outros jovens com
  36. 36. 38 vocação pra música se juntaram e, então, começamos a nos encontrar num dia somente para isso: cantar e louvar à bondade de Deus. Toda semana levávamos um violão e cantávamos canções que elogiam as qualidades desse Deus. Lembro muito bem que muitas vezes me encarregava de levar o violão, e, então, o clubinho passou a ser um lugar ainda mais agradável, tanto para aqueles que creram nas palavras de Jesus, contidas na Bíblia, quanto para aqueles que não as viam como adequadas ao seu estilo de vida. Nesse ponto, acredito que as divergências de cada pessoa nunca desmereceram a união e o sentimento de felicidade que o momento proporcionava. Eu vejo o clubinho como uma experiência bastante positiva pra mim, que foi muito além de um aparo espiritual. A convivência com esses jovens me ensinou muito sobre como lidar com as diversas áreas da minha vida e como cantar em todo tempo afasta as tantas aflições que o mundo moderno submete a todos. Vi esse clubinho crescer e adquirir bastante notoriedade na comunidade CEFET e com certeza também para mim.
  37. 37. 39 Igor Messias R. Candido Mecânica, 2012 – 2014. Passei a frequentar o Clubinho de cefetianos cristãos a partir do segundo semestre de 2013, quando estava no 2º ano. E o Clubinho foi um lugar que me proporcionou grandes experiências na vida. Parte do que sou hoje, devo às pessoas que estavam ali no Clubinho, sempre recebendo as pessoas com amor e realmente dispostas a ser uma família, o corpo de Cristo. A comunhão e o compartilhamento de conhecimento que acontece no Clubinho foram marcantes pra mim. Pelo fato de ser o único em minha sala que buscava viver para Cristo e com pouco tempo de conversão, o distanciamento, tanto de minha parte quanto da parte dos meus colegas de turma foi acontecendo, e o Clubinho foi um lugar em que encontrei ‘refúgio’. A sensação que sentia, de ser um estranho, o único da turma que não bebia, não se misturava, não possuía os mesmos hábitos que eles, foi passando ao ver aquele grupo de cristãos se reunindo toda semana, pois logo percebi que não era o único e que havia pessoas com quem eu poderia contar. Foi um lugar em que encontrei amigos com quem podia conversar e compartilhar de experiências semelhantes que passávamos no dia a dia. Um ajudava o outro e isso foi algo incrível pra mim. Não esperava encontrar isso que o Clubinho me proporcionou no CEFET-MG. Deus me surpreendeu ao permitir que o Clubinho se tornasse parte de minha rotina escolar, tinha prazer em estar ali. Sentia-me melhor no Clubinho que muitas vezes na minha própria igreja que congregava. Não eram simples reuniões metódicas que todos se reuniam ali para realizar. Tornou-se mais que isso, as reuniões se tornaram especiais, não gostava de perder nenhuma delas. Além de participar dos clubinhos, amizades surgiram ali. Os encontros terminavam, mas a amizade permanecia, nos encontrávamos nos corredores, almoçávamos juntos no decorrer da semana.
  38. 38. 40 Além disso, ter contato com várias pessoas diferentes, de denominações diferentes, que possuíam pensamentos e pontos de vista diferentes dos meus foi uma experiência que abriu bastante minha mente e me ajudou a crescer como um Cristão. Percebia que no clubinho a parte de todos sermos UM SÓ CORPO se realizava, sem preconceitos e sem acepção de pessoas. O clubinho teve participação na formação do meu caráter, me ajudou a desenvolver o amor ao próximo, a me importar com a dor dos outros e a me aproximar mais de Deus. As orações, as mensagens, os louvores de adoração, cada pessoa me marcou de alguma forma e sou grato por isso, por esse trabalho maravilhoso que Deus desenvolveu, e assim como me ajudou tanto, ainda vai ajudar muitos outros cristãos que vão chegar ao CEFET-MG. “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.” Eclesiastes 4: 9, 10.
  39. 39. 41 Isadora Araújo Lara Equipamentos Biomédicos, 2014 – 2016. Ao entrar no CEFET estamos entrando também em um novo mundo, muitas portas se abrem. E para quem acabou de chegar pode ser um momento difícil de adaptação, assim como foi para mim. Nesse aspecto o Clubinho teve papel crucial em minha vida. Acredito que nessa fase de nossas vidas já temos valores, mas ainda estamos construindo nosso caráter e nossa identidade. Já nasci em uma família cristã, mas no Clubinho tive a oportunidade de compartilhar momentos com muitas pessoas diferentes, aprender um pouquinho com cada uma delas e, sobretudo, me aproximar mais de Deus. Além disso, é na escola! Quer lugar melhor para relaxar e sair da rotina pesada de estudos do que estar na presença de Jesus? Tenho certeza que escolhi a porta certa do CEFET ao escolher o Clubinho. A cada novo encontro, Deus se faz presente e nos traz uma palavra de muita sabedoria e eu acredito que isso me fez crescer muito na vida espiritual, pessoal e, até mesmo, de estudante. É incrível como Deus nos traz a palavra certa nos momentos certos, inúmeras vezes o Clubinho me disse exatamente o que eu estava precisando e me mostrou que nem sempre os nossos planos são os planos de Dele e que somos insignificantes diante de Sua grandeza e de Seu amor infinito. Ainda tenho muito a aprender e o Clubinho ainda tem muito para ensinar, não só para mim, mas para as gerações futuras de estudantes. Deus age por meio do Clubinho e, por experiência própria, posso de dizer que muda a vida das pessoas. É um meio de evangelização pelo qual muita gente conhece e aprende sobre Cristo. O clubinho é uma das grandes pérolas do CEFET e espero que continue firme e crescendo com a graça de Deus para transformar a vida de cada vez mais pessoas.
  40. 40. 42 Izabella Katherine Hospedagem 2014-2016 Acredito que, para todos, entrar no CEFET é um sonho, mas as vezes mais parece um pesadelo na verdade. Tanta pressão da escola, influências e diferenças que acabam trazendo vários medos. E é neste ponto que entra o CLUBINHO. Vejo muito mais que apensa reunião, pois a presença de Deus sempre esteve e estará lá. Não importa o nível de frequência que eu tenha alcançado, pois cada vez que estive lá Deus trouxe paz pro meu mundinho e calma para sempre confiar. Entendo que o CLUBINHO é sim um instrumento missionário e mesmo que não tenhamos o feedback. A Palavra lançada nunca volta vazia. Que Deus continue usando os que vão tomar outros rumos e capacitando os que ficam. De geração em geração este projeto tem alcançado e consolidado vidas. E Deus é aquele que faz muito além do que imaginamos. O CLUBINHO é uma bênção pra mim e sempre será lembrado com muito carinho, daqui a um ano (rsrs).
  41. 41. 43 Jheivane Naymara Transportes e Trânsito 2014-2016 Lembro-me de quando uma amiga me chamou para ir ao Clubinho. Era ainda uma das primeiras semanas de aula e eu não fazia ideia do que fosse esse tal Clubinho, porque em todas as outras escolas que já frequentei, nunca houve nada parecido. Minha amiga, também cristã, me disse o que era, como funcionava, e eu logo me animei com a ideia. Só o fato de ser uma aluna do CEFET já me deixava quase extasiada. Sim, porque era um sonho meu entrar ali e minhas expectativas iam muito além da realidade. Mas no dia em que fui conhecer o Clubinho, fui com um pouco de receio, imaginando como seriam as pessoas que o compunham. Tive medo de não me entrosar, de me sentir um tanto deslocada, muitas coisas passaram pela minha cabeça. Mas, enfim, fomos. E chegar lá, sentar naquela graminha e ouvir um pouco de Palavra de Deus foram suficientes para me fazer perceber que era muito bom estar ali. Ao decorrer daquele primeiro dia e à medida que eu ia ao Clubinho, me sentia imensamente feliz, principalmente porque tudo era uma novidade e tanto. Um dia que me marcou foi quando pude testificar claramente a glória do Senhor, bem ali, no meio de uma reunião de jovens em intervalo de almoço. Era uma segunda-feira e, no fim de semana anterior, Deus tinha falado muito à minha igreja com uma palavra sobre os mártires cristãos que muito sofreram pelo Evangelho. O pregador da noite em questão citou os muitos fiéis que foram postos em arenas onde soltavam também leões para os devorar. Foi uma mensagem muito impactante e edificante, mas o melhor veio depois, quando na segunda-feira, eu fui para o Clubinho e lá Deus nos entregou uma mensagem com o mesmo foco da anterior, fazendo com que o jovem usado citasse também o episódio triste dos cristãos em meio a leões, o que me deixou boquiaberta. Embora eu soubesse que Deus é Deus de
  42. 42. 44 maravilhas até maiores do que essas, aquilo de alguma forma me impactou bastante e, desde então, eu passei a querer ir sempre àquele lugar onde Deus se faz presente. Eu nasci e cresci em meio evangélico, indo regularmente à igreja, tendo o bom testemunho vivo dos pais em casa e acostumada a sentir a presença do Senhor nos cultos de domingo, que muito me emocionavam. Todavia eu cheguei ao CEFET com uma fé muita fraca – nunca me desviei do caminho, mas também nunca o havia seguido perfeitamente. Assim, o Clubinho ia me fazendo perceber aos poucos como eu precisava de mudança. Somado a isso também havia outras coisas, pois, ao escolher estudar no CEFET, eu acabei escolhendo uma porção de alterações pra minha vida. Como a minha casa fica muito longe da instituição, eu tive que começar a passar as semanas na casa de uns parentes mais chegados e isso me fez sentir falta de congregar durante a semana, pois então eu só podia ir à minha congregação aos domingos. Comecei a frequentar uma igreja de perto da casa de minha tia, onde agora moro durante as semanas. E, à medida que eu vivia essa nova rotina, a minha fé frequentemente era colocada em cheque – em casa, numa família com hábitos e rotina diferentes dos meus; na igreja, sempre com palavras que pareciam ser faladas diretamente a mim; no colégio, no Clubinho, eu me sentia cobrada a fazer alguma coisa diferente; precisava de concerto e compromisso, mais santidade, fidelidade... Dessa forma, eu me aproximei muito de Deus, com o Clubinho sendo minha forte base; que nos dias de tentação, me passava forças; nos dias de rebeldia, me convencia do pecado; nos dias de tristeza, recolhia as minhas lágrimas e, nos dias de alegria, me ensinava a gratidão. Deus me preparava (e ainda está preparando) para a sua obra através dessa célula de jovens. Sinto que ali começou a minha conversão. E terminou? Não, de forma alguma. Esse processo ainda leva um tempo, mas a cada dia Deus me transforma mais um pouquinho. Hoje eu não consigo falar sobre o CEFET sem mencionar o Clubinho e, quando me perguntam sobre como é a vida “cefetiana”, eu digo o que descobri e reafirmo a cada dia: eu só passei no CEFET
  43. 43. 45 porque Deus me queria no Clubinho e o mais lindo disso é que Deus me quis lá muito mais para ser abençoada do que para abençoar. Sim, às vezes é difícil reconhecer isso, mas dadas as minhas condições quando fui apresentada ao Clubinho, sei que não tinha muito a oferecer. Tudo em mim ainda precisava ser trabalhado para que eu pudesse ser sinônimo de bênçãos na vida de outras pessoas. E assim Jesus usou uma bela estratégia, me permitiu passar no CEFET (realizar o sonho), para que eu percebesse mais à frente que o acaso não era o responsável por eu estudar ali, mas Ele sim, o único que sabe o que é melhor para mim. Portanto, completando o meu segundo ano do curso de Transportes e Trânsito do CEFET-MG, tendo conhecido tantas pessoas, tendo tido tantas experiências, que nem ligo tanto para o grau acadêmico que estou alcançando, mas o que eu quero é agradecer ao nosso bom Pastor por ter me conduzido ao lugar certo, nem antes nem depois, mas no tempo certo, para me ensinar, para me corrigir, para me curar, para me fazer nascer de novo. Agradeço a Deus por ter se preocupado com a minha alma, mudado a minha vida e permitindo que o Clubinho fosse o meu apoio num período tão importante da vida. Estou certa de que sentirei saudades de cada pessoa que agora deixa o CEFET para brilhar em outros lugares – devo muito a cada um deles. Estou feliz por ainda ter mais um ano para agora me dedicar inteiramente às novas vidas que vão chegar – novos jovens, novos amigos, novas almas – pois agora é a minha vez de retribuir!
  44. 44. 46 Júlia Aline e Esther Lohanne Equipamentos Biomédicos 2014-2016 “(...) Eu preciso de ti Querido irmão Precioso és para mim Querido irmão...”. A amizade é um amor que nunca morre. A amizade é uma virtude, um presente de Deus. Todos nós precisamos de um amigo que esteja ao nosso lado e que nos ajude nos momentos difíceis, mas que acima de tudo ame a Cristo e que dê suporte no caminho até Ele. Nossa história começa com uma música sobre união, sim é muito clichê, mas se depender de Deus qualquer clichê vira uma história inédita. “Bom, eu nasci em um lar cristão, desde criança vou para a igreja. Mas chega uma hora que você precisa de um amigo de verdade lá dentro em quem possa confiar, com quem possa desabafar e que possa te ajudar com as coisas de Deus. Eu estava sentindo falta desse alguém até que, em uma bela terça-feira de louvor no Clubinho, cantam a música “Corpo e Família”, então começo a pensar em como estava precisando de uma pessoa que me ajudasse, que eu pudesse chamar de irmão e “tudo mais”. Eu estava realmente começando a ficar magoada em relação a isso, quando ela me deu a mão, simplesmente me deu a mão, como se soubesse que eu estava precisando daquilo, senti de Deus que era algo especial, uma resposta para o que eu estava pedindo.” (Júlia) “Assim como ela, também nasci em um lar cristão. Tive muitas amizades na igreja, porém precisava de uma amizade dentro do CEFET. Precisava de alguém que estivesse vivendo os mesmos conflitos e adversidades que encontramos aqui dentro, e que uma pessoa que se encontra fora desse ambiente não saberia me ajudar. Queria em minha caminhada alguém que tivesse a luz da Palavra e tendo os mesmos princípios que eu, pudesse me ajudar
  45. 45. 47 e me aconselhar. Foi então que Deus a colocou em meu caminho, através do Clubinho, numa terça, ao som da música corpo e família. Senti Deus falando em meu coração pra simplesmente pegar a mão dela. Sim! Pegar na mão dela. Deus age através de grandes atos, mas ele não precisa de grandes atos pra agir. Num simples aperto de mão Ele confirmou nossa amizade. Ele colocou ao meu lado uma pessoa incrível, com um caráter cristão e que a cada dia me ensina e me ajuda em minha caminhada.” (Esther) E hoje, podemos dizer que encontramos quem precisávamos. Somos companheiras, amigas e irmãs pela fé. O Clubinho nos uniu e nos une até hoje, nos fortalecendo e animando nos dias mais difíceis. “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.” Eclesiastes 4: 9,10
  46. 46. 48 Laura de Matos Paiva Eletrônica, 2014-2016. Falar do Clubinho sempre será algo de muita emoção para mim, porque desde o momento que entrei no CEFET vim enfrentando muitas dificuldades, tanto na minha vida acadêmica como na minha vida pessoal, e o Clubinho desde o começo foi a calmaria em meio a tempestade para mim. Quando a gente se reúne ali para simplesmente adorar ao Senhor, é fácil esquecer dos problemas e dificuldades que todos nós passamos, e ver o amor de Deus em cada olhar, canção e palavras. Eu vejo o Clubinho como o cuidado de Deus com a minha vida, porque mesmo que tudo pareça ruim, o amor dEle conforta e te prova que Ele nunca nos deixa! Quantas vezes eu já não tinha mais lágrimas para chorar e a presença de Deus ali me fez cair na gargalhada? (Pv 12:25) Aqui eu tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas que me ajudaram a crescer muito espiritualmente, e tive grandes experiências, como o interclubes que mudou completamente o meu modo de agir e me fez sentir o Deus quer de mim, o amor não só a Ele, mas também ao próximo! (Mt 25:40) O amor de Deus não muda, não falha, e mesmo que a todo tempo a gente ouça pessoas aqui no CEFET, ou em qualquer outro lugar, confrontado a nossa fé, eu sei que a presença dEle é real no clubinho, na palavra dEle! E é ela que desconstrói todo argumento humano e prova o amor. (Pv 13:20) E mesmo que sejam só 30 minutos por dia ali, a bondade de Deus nos acompanha o dia inteiro (Rm 1:16-17).
  47. 47. 49 Marcus Vinícius Sabino Equipamentos Biomédicos, 2013 – 2015. A vida nos surpreende com grandes desafios. E estar em um lugar tão eclético, é um desafio e tanto. A vida de um cristão pode ser vivida de "diversas formas", isso vai depender de como somos impactados para impactar. Algo que sempre anseia meu coração é a necessidade de testemunhar sem sequer abrir a boca, isso é preciso ser feito a tempo e fora de tempo. Certa feita, li um texto que dizia exatamente sobre o viver do jovem cristão, e infelizmente, somos culpados pelo ceticismo que paira em nossa geração. Nós temos medo de falar para as pessoas do que cremos, por um simples medo de perder o contato com estas ou de sermos voluntariamente rejeitados. Como cristãos e conhecedores que somos da palavra de Deus, contemplamos a incrível história do apóstolo Paulo e nos maravilhamos ao conhecê-la e ao ver quem este era e quem este se tornou. Mas não paramos para pensar que todo Saulo precisa de um Estevão. E não queremos ser "o Estevão" da nossa geração. O Clubinho permitiu muito o contato com essa realidade. O CEFET é um lugar de grande diversidade. O desafio que temos é: "ser quem sou". O que, infelizmente, muitos não conseguem porque deparam com uma série de oportunidades e acabam sendo levados. Mas a autenticidade é o que nos torna mais originais e demonstra que somos verdadeiros cristãos. Nesses anos, fui grandemente impactado pela vida de pessoas que eu vi se rendendo aos pés de Cristo, e são pessoas que não tinham uma convicção do que era viver Cristo. Nos pretendemos alçar grandes caminhos, mas precisamos começar do inicio. E eu pude presenciar Deus provendo cada detalhe dessa grande história. Vi uma boa porcentagem da minha turma participando ativamente das atividades propostas pelo Clubinho, e isso me deixava muito fortalecido. O Clubinho é um importante passo para fazer a diferença.
  48. 48. 50 A história jamais pode parar...precisamos gerar novos "Paulos". Para isso é necessário que paguemos um preço. Você que está chegando, saiba que essa história depende da sua contribuição continuar sendo escrita. Que possamos ser cartas de Deus para a vida das pessoas. Que nossas vidas venham refletir a graça do nosso Deus e o amor para com o próximo. Abrace essa causa com muita garra e saiba que a recompensa vem de Deus. Cuide das coisas do Senhor e ele cuidará do que é teu. Que valerá a pena, não preciso nem dizer. “E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai,´pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Lucas 10: 2.” Grande Abraço!
  49. 49. 51 Marden Augusto Viana de Morais Química, 2015 - 2017 O Clubinho sem dúvida é um ótimo grupo, é como uma família. E o que me chamou mais atenção no Clubinho foram as pessoas. Elas realmente são impressionantes, elas carregam valores incríveis, elas já me deram grandes provas de amor e amizade, acho que isso o que torna o Clubinho tão especial, a união no qual nós vivemos. Minha história no Clubinho começou no início de 2015, ainda me lembro da primeira vez que eu fui, não imaginando, porém que frequentaria aqueles encontros. Então o Clubinho começou a fazer parte da minha vida no CEFET. Eu realmente aprendi muito com as pessoas, seja no dia da Palavra, seja no dia dos louvores, seja nos dias de dinâmicas, sempre aprendi coisas boas cada vez mais, mais e mais. E quando começamos a frequentar o Clubinho começamos também a desenvolver um vínculo com as outras pessoas, isso é uma das coisas que mais me encanta até hoje. Fazemos amigos que com certeza levaremos seus exemplos para a vida, eles já me provaram que o amor e a amizade valem muito, mostrando isso através de gestos concretos, ações que muitas vezes priorizam o próximo e não a si mesmo. Isso me ajudou a melhorar como pessoa e como cristão. Às vezes quando estamos precisando de algo para nos motivar vem a Palavra no Clubinho que nos dá força, ou então vem animação no dia do louvor, e o aprendizado no dia da dinâmica. São meios de exercitarmos a união entre nós e também nos aproximarmos cada vez mais de Deus, e assim não desistir de fazer o bem e de ajudar os outros, e isso nos torna cada vez melhores e mais firmes na fé. Outro ponto importante a ser destacado no Clubinho é que encontramos pessoas que nos entendem, que talvez já tenham passado pela mesma situação e que te aconselham, fazendo você perceber que não está sozinho. O Clubinho é isso: amor, união, amizade, a diferença.
  50. 50. 52 Maria Luiza Chaves Química, 2013-2015. Comecei minha trajetória no CEFET-MG no ano de 2013 e entrei na instituição sem conhecer ninguém, me sentindo até um pouco deslocada. Com o passar dos dias, fui criando vínculos com meus colegas de sala. Nos primeiros dias, tudo era novo. Estava deslumbrada com aquele lugar. Desejava muito estudar ali, sendo que Deus conhecia esse desejo do meu coração. Lembro-me das vezes em que eu orava e pedia ao Senhor para que um dia eu estudasse em uma instituição como o CEFET-MG. Não foi por mérito meu o fato de conseguir ingressar. Estudei muito por dois anos em um Cursinho, mas Deus é quem me concedeu essa benção. Creio que Deus tinha um plano e um propósito para mim. Desde o primeiro dia, como no coração de todo estudante em seus primeiros momentos numa nova escola, expectativas e planos brotavam a respeito dos anos que ali se seguiriam. Certo dia, eu tive o conhecimento da existência de um grupo de jovens que se reuniam para adorar ao Senhor e para compartilhar a respeito da Palavra de Deus dentro de uma instituição como o CEFET, por meio do meu até então colega de sala, Eliabe Abreu. Interessei-me bastante pela ideia de trazer o Reino de Deus para dentro de um ambiente escolar. Já conhecia células, inclusive na época eu fazia parte de uma célula em minha congregação. Contudo, nunca havia participado de uma célula em uma escola. A simplicidade e a disposição dos estudantes que inicialmente dirigiam essa obra chamaram muito a minha atenção. Dá pra fazer! Dá sim para separar trinta minutos do dia para dedicá-los ao Senhor, junto de outros irmãos na fé e amigos que precisam de Jesus! Aqui se encaixa perfeitamente aquele versículo: “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (1 João 2:14b). Deus confiou essa obra a nós porque Ele nos deu forças para prosseguir. Quando fui ao Clubinho pela primeira vez, nos reunimos em frente ao auditório. Lá havia aproximadamente cinco pessoas. Olhando para aquelas poucas pessoas, comecei a visualizar aquele local, pela fé, cheio de novos estudantes sedentos pela Palavra de Deus. Os meses foram passando. O local onde nos reuníamos tornou-se pequeno para a quantidade de pessoas que foram chegando. É tão bom
  51. 51. 53 saber que vale a pena servir a Deus, que todo o tempo que investimos para Ele, mesmo que aparentemente pequeno, é de grande valia para o Reino. Agora, com lágrimas em meus olhos, digo que não foi em vão todo o trabalho que realizamos no Clubinho. A obra não pode parar! Com pesar no meu coração estou concluindo meu Curso Técnico em Química e minha passagem pelo Clubinho. Muitas histórias eu vivi com o pessoal que faz parte dessa grande família de Deus. Tantos pedidos de oração respondidos, tantas pessoas receberam a Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas, tantos momentos de choro e quebrantamento diante da presença de Deus, tantos compartilhamentos, louvores, passeios pelo Parque Municipal, comunhões com irmãos e irmãs em Cristo de outras escolas e faculdades, tantas vezes falando de Jesus, tantos almoços juntos no Bandejão, etc. Poucas palavras me restam para descrever o que o Clubinho significou para mim durante esses três anos estudando no CEFET-MG. Muitas vezes cheguei a algumas reuniões triste e abatida. Lá, Deus trouxe palavras de encorajamento e animo. Houve dias nos quais me encontrei em uma situação complicada, onde minha família estava sofrendo terríveis ataques malignos. Dias que não quero reviver. Neles, eu estava abatida e aparentemente com pouca fé em meu coração. Contudo, o Senhor estava lá quando mais ninguém estava. Em uma terça-feira, um dia onde nos reunimos para cantar louvores ao Senhor, o irmão André entoava músicas de adoração a Ele. As letras daquelas músicas entraram como que água em meu coração, trazendo um renovo da minha fé como jamais ocorreu. Ali, assentada ao chão e com as pernas cruzadas, chorei muito diante da presença de Deus e pude contemplar a grandeza dEle frente a tudo o que eu passava naquele momento. Ele é muito maior que meus problemas. Ele é tudo de que precisamos. Sem Ele nada do que realizamos até agora por meio do Clubinho poderia ser possível. Uma coisa que eu amo no Clubinho é que todos, com a graça e a unção do Espírito Santo, podem ministrar, trazer um louvor diferente, trazer uma palavra abençoada, uma dinâmica que envolva o pessoal e traga reflexões. Lá eu tive a oportunidade de crescer sobremaneira no nível espiritual, por meio dos compartilhamentos mútuos. Acho bacana quando todos comentam, falam, crescem juntos, edificam-se mutuamente e isso é plenamente possível com o Clubinho. Um dia, convidei algumas amigas para irem a um dia de dinâmica em uma sexta-feira. Elas gostaram bastante e voltaram algumas outras vezes. A semente, que é a Palavra de Deus, tem sido semeada no coração das
  52. 52. 54 pessoas que ali comparecem. Algumas às vezes sem nenhuma pretensão, somente por curiosidade, para saber como funciona aquela reunião. Como dizia o apóstolo Paulo, uns semeiam, uns regam e outros ainda colhem, mas Deus quem gera o crescimento. Deus quem gerou o crescimento nesses três anos onde estive presente e onde pude ver a mão de Deus em todos os momentos. Quando nos reunimos, não são somente estudantes se reunindo. A própria Igreja se reúne e atrai a presença de Deus para aquela escola. Estamos na contramão do mundo, é verdade. É fácil ser diferente de todo mundo? Não o é na nossa força, com nossos próprios entendimentos e intenções. Porém, com a graça de Deus, o impossível torna-se possível. O irreal torna-se real. O que o homem não pode fazer, Ele faz. O Senhor é quem opera tudo em todos. Ele é quem nos levantou. Porta que Deus abriu o homem não pode fechar, de jeito nenhum. Deus tocou no coração de pessoas dispostas a servi-lo para que pudessem iniciar uma célula no CEFET-MG. Essas pessoas entenderam o recado do Pai e cumpriram o chamado. Ah, um evento importante: Semana do Cristianismo 2015. Muitas escolas envolvidas: UFMG, Newton Paiva, CEFET-MG, etc. No CEFET, realizamos uma mesa redonda sobre o tema: "Religião e política, sim; Igreja e Estado, não." Convidamos muitas pessoas para estar indo, mas não imaginávamos que o evento alcançasse à proporção que alcançou. Glória a Deus! Muitas pessoas ali presentes na Portaria da Rua Alpes, a presença de estudiosos no assunto e do Espírito Santo, o qual esteve ali para convencer os corações. O Clubinho hoje está mais visível na instituição para a glória dEle, para que mais pessoas pudessem conhecê-lo, para que a fé de muitos pudesse ser renovada, para que temas ditos "tabus" pudessem ser debatidos. Poderia escrever aqui páginas e páginas a respeito do que o Clubinho representou para mim e para outras pessoas, do que Deus fez, faz e continuará fazendo. Concluo aqui minhas palavras dizendo que pretendo e vou visitar o Clubinho outras vezes, mesmo que não esteja mais no CEFET-MG. Continuarei orando para que a obra continue. E a missão continua! Nesse momento, aproprio-me das palavras do apóstolo Paulo, que se encontram em 1 Coríntios 15.58: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. " Aquele que começou a boa obra em nós é capaz de aperfeiçoá-la até o Dia de Cristo.”
  53. 53. 55 Mateus Felipe Pereira Fonseca Química, 2015-2017. Entrei no CEFET-MG nesse ano de 2015 e posso dizer que não esperava encontrar uma reunião de pessoas que visavam buscar a Deus, crescer espiritualmente e propagar o evangelho. Lembro-me de no início não estar animado para ir, mas uma amiga chamada Gabriela Batista, um dia, me convidou para ir e então resolvi ver como era esse Clubinho. Impressionei-me com o que vi, pessoas sedentas pela Palavra de Deus e que, diferentemente do que vemos por ai, não se preocupavam com denominações de Igreja ou com a religião. Fiquei muito feliz com isso, porque sempre acreditei que devemos pregar a Bíblia, uma vez que Jesus não está somente em uma religião ou em uma denominação. Basta crer Nele e seremos salvos. Sou muito grato a Deus por ter conhecido o Clubinho, porque ele fez com que eu me entusiasmasse mais com o Evangelho e crescesse espiritualmente. Estar em comunhão com tantas pessoas com o mesmo objetivo que você, a saber, Jesus, me incentivou a cada vez buscar mais a Deus, porque pensava: “Não posso ficar parado enquanto todos crescem, quero mais de Deus também”. Falo isso não com competitividade, porém digo que ver todos crescendo te incentiva a crescer também. E esse crescimento só depende de nós mesmos. Um dia, minha amiga já citada, Gabriela Batista, me chamou para falar sobre começarmos uma reunião como o clubinho na nossa sala, para ajudar no nosso crescimento espiritual. Começamos a pensar em que dia poderia ser, queríamos fazer no intervalo entre as aulas de manhã de algum dia da semana. Pensamos em que dia poderíamos fazer e encontramos empecilhos em todos os dias. Porém não queríamos deixar esse projeto de Deus morrer, decidimos pelo intervalo de terça, que apesar de às vezes se encurtar pela extrapolação do tempo da aula anterior, nunca deixou de ter o clubinho de Química. Esse clubinho foi vital para
  54. 54. 56 alcançar, mesmo que só um pouco, pessoas da sala que não iam ao Clubinho normal ou que não podiam ir. Lembro-me, também, da primeira vez que fui convidado a levar a Palavra no Clubinho. No início fiquei um pouco com medo. Será que conseguiria falar bem? Será que não teria vergonha de falar em público? Mas me confortei ao lembrar que não seria eu a falar, mas sim Deus. Fui simplesmente um meio de transmissão daquilo que Ele queria falar. Nunca devemos nos preocupar com o que dizer nessas situações, é Deus quem falará. E nem se nós conseguiremos fazer, pois se Deus te deu algo para fazer, juntamente com isso veio a capacidade de realizar esse algo. Depois, fui chamado mais vezes a falar tanto no Clubinho normal quanto no de química e não me preocupei com o que falar. Creio sempre que aquilo que Deus disse era aquilo que queria dizer. Durante o ano, começou a ter uma reunião voltada para homens, o clubinho dos homens. Ela foi muito edificante para mim, pois contemplava assuntos voltados para homens. Escutei experiências que me ajudarão a evitar erros futuros, por exemplo, no namoro. Ainda cresci como homem. Creio que fiquei mais responsável em relação às reponsabilidades de um homem e também percebi no que preciso melhorar nesse quesito. Minha amiga Rayane Oliveira, falou um dia sobre fazermos um estudo bíblico, já que nosso tempo de Clubinho se mostrava curto para falarmos sobre alguns assuntos que surgiam. Começamos então a nos reunir as sextas à tarde e foi incrível o que Deus fez nesses estudos. Aprendemos mais sobre Ele e sempre saíamos entusiasmados. Enfim, o clubinho foi muito edificante para mim. Ajudou-me a crescer espiritualmente e também me deu um suporte, seja quando estava triste, seja quando estava desanimado. Para mim, ele também representou um lugar de descanso em contrapartida com a correria do CEFET. Deus realmente me “Guiou para águas de descanso”. Agradeço muito a Deus por esse ano e pela oportunidade de participar do Clubinho.
  55. 55. 57 Matheus Carvalho Eletrônica, 2012-2014. Clubinho, local de reuniões políticas, sociais, secretas ou recreativas com pessoas que tem algo em comum. Quando eu entrei parecia mesmo uma sociedade secreta, acho que apenas 4 ou 5 pessoas participavam, mas sabe aquele ditado? Jesus precisou apenas de 12 pra mudar o mundo, então nós também não precisaríamos de mais do que aquilo para impactar a sociedade do CEFET. Lembro-me que as segundas e as sextas havia reuniões, onde uma pessoa fazia a leitura bíblica e discorria sobre a passagem, essa era a nossa programação. Durante a minha passagem pelo CEFET, tive momentos de altos e baixos na minha fé, deixei que as más conversações corrompessem os meus bons costumes. Quando cheguei ao clubinho ainda tinha um pouco de vergonha, não vergonha de DEUS ou de estar ali, mas vergonha do mal testemunho que eu já havia criado diante dos meus colegas e a má impressão que tinha deixado, e agora precisaria reverter essa imagem ruim. Comecei a acompanhar as reuniões, mas não era tão assíduo, até que as amizades e as pessoas que passei a conhecer começaram a mudar os meus costumes e comecei a me envolver mais no clubinho. Éramos poucos e bem diferentes uns dos outros, divergíamos nos seguimentos doutrinários como, assembleianos, pentecostais, batistas, adventistas, etc. Creio na multi forma e graça de Deus, e creio que ele reuniu esses alguns tão diferentes para gerarem um legado, e impactar o CEFET de uma forma que nunca antes havia existido, e tive a honra e privilegio em estar no meio dos "pioneiros" dessa nova fase do Clubinho. Sempre gostei de louvar, me sinto muito bem tocando e cantando ao SENHOR, me sinto mais perto dEle, e foi enquanto estava no CEFET que aprendi a tocar violão. Já louvava na igreja, mas na bateria. Sabia que DEUS tinha me dado um dom e pensei, por que não trazer isso pra galera do Clubinho, quem sabe não consigo gerar algo diferente na galera, fazer eles se sentirem alegres e próximos de DEUS assim como eu me sinto quando estou louvando, e dei essa ideia às
  56. 56. 58 pessoas que participavam do clubinho. A galera apoiou e imaginando que eu faria um bem pra reunião, em mim cresceu um bem muito maior. O envolvimento no Clubinho e no louvor me fizeram suportar as tentações de uma sociedade tão corrompida e promíscua como o CEFET. No Clubinho consegui reafirmar a minha identidade em Cristo, e com os meus irmãos em Cristo que estavam ali, isso se tornava muito mais fácil. E assim prosseguiu, o Clubinho passou a ter uma nova programação, as terças-feiras de louvor, então passamos a enfrentar um problema, pois onde estávamos alocados o barulho do violão e das vozes que a cada semana aumentavam mais e mais atrapalhava outras pessoas, mas não sabíamos que era um mal que viria pra bem. Tentamos por várias vezes a liberação do espaço do auditório no horário de almoço para realização das reuniões de louvor, mas nossas tentativas falharam, porém era o momento onde Deus queria nos mostrar pro CEFET e agregar ao nosso grupo todos os outros cristãos 007 que estavam estudando no ali, mas não sabiam ou sabiam e não participavam do clubinho. Então passamos a ter um novo ponto de encontro, esse local era mais exposto do que o primeiro, ficávamos bem de frente pra um dos principais acessos às salas de aula, e em frente a um dos corredores de maior transição de pessoas. O louvor nas terças fazia bastante barulho e era um tempo muito bem aproveitado. Às vezes, passávamos a tarde inteirinha adorando, tocando violão e compartilhando de uma mesma comunhão uns com os outros. Passou a ser mais que um clubinho, passou a ser uma família. Quantas amizades, quantos momentos, sempre almoçávamos juntos, compartilhávamos da mesma fé, e as raízes das amizades foram só crescendo e se tornando mais profundas. Com o tempo, o clubinho foi crescendo, gerando mais e mais frutos, na proporção de 10 pra 1, de 4 ou 5 passamos a 40 ou 50 pessoas por reunião. Fora isso, se contássemos todas as pessoas que participavam em dias diferentes da semana, sem sombra de dúvidas dariam aproximadamente umas 70 pessoas. Com certeza essa fase marcou minha vida, foi um dos melhores momentos da minha adolescência. Quando a palavra de DEUS diz que devemos lembrar- nos do nosso criador no dia da nossa mocidade, acho que é isso que DEUS quer: fazer-nos ter o prazer de aproveitar e viver momentos como todos aqueles que viveram no Clubinho e que marcaram a minha história pra sempre!
  57. 57. 59 Lembra-se da história que JESUS precisou apensa de 12? Pois é, depois que o clubinho cresceu e DEUS foi acrescentando pessoas em nosso meio, vários outros passaram a compartilhar a palavra e a dirigir os momentos de louvor, geramos discípulos e não tem nada mais importante do que isso, saber que a história dessa nova fase do clubinho, a história das longas terças de louvor no CEFET não parou em mim ou nos outros “pioneiros”, mas que isso foi passado pra frente e outras pessoas estão participando disso graças a um posicionamento meu e dos outros 4 ou 5, não tem preço. Não tem preço fazer parte dos planos de DEUS, não tem preço saber que fomos os precursores de um novo momento, de novas histórias e novos ares para as reuniões cristãs do CEFET. Sou grato a DEUS por todas as pessoas que me deram forças no clubinho, por todos que me ajudaram e compraram a causa do louvor, e por todos que fizeram parte de um dos momentos que mais marcaram minha adolescência. Não citarei ninguém para não pecar em esquecer alguns, mas TODOS foram importantes !!! Pra mim é mais do que uma honra poder descrever de uma maneira curta, mas muito sincera, o quanto todas as pessoas e o quanto o CLUBINHO transformou a minha adolescência em algo inesquecível, e que tenho certeza que de alguma forma me fez tirar um sorriso do rosto de DEUS. Como eu disse o mais importante de tudo é saber que isso não morreu, que essa mesma visão de comunhão e da palavra de DEUS continua passando de pessoa pra pessoa. E você que está lendo esse texto, saiba que se você passou pelo clubinho você foi muito importante na história desse movimento, mas se você ainda está no clubinho, você tem a grande missão de não permitir que tudo isso, que toda essa história e todo esse legado não morra em você, faça discípulos e ensine com amor e graça, tudo o que você tem aprendido com graça e misericórdia de DEUS. Sou grato a tudo que vivi durante os meus 3 anos de clubinho, e a todos que estavam do meu lado e viram, ouviram e sentiram o mover de DEUS de maneira sobrenatural no nosso meio. OBRIGADO POR TUDO GALERA!
  58. 58. 60 Matheus Gomes Eletrotécnica, 2014-2016 O tempo que passei com o Clubinho me fez modificar minha mente, tanto no modo de pensar como na mudança da imagem que eu tinha do CEFET. Mesmo sendo voltado para não cristãos, o Clubinho foi um canal de crescimento mental e espiritual para mim e para outros, e trouxe comunhão com colegas de outros cursos, que se não fosse pelos cultos e eventos, dificilmente teria ocorrido. Fazendo, assim, muitos cristãos ficarem isolados e vulneráveis às tentações a que somos submetidos diariamente.

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