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Memoria 2011 san paio

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MEMORIA 2011
MUSEO-FORTALEZA SAN PAIO DE NARLA

Rede Museística Provincial Area de Cultura Excma.
Deputación Provincincial...
Museo Fortaleza San Paio de Narla



INDICE
1. LIMIAR ................................
          ............................
Museo Fortaleza San Paio de Narla




1. LIMIAR

      Durante a Idade Media e séculos posteriores, no territorio lucense ...
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  1. 1. MEMORIA 2011 MUSEO-FORTALEZA SAN PAIO DE NARLA Rede Museística Provincial Area de Cultura Excma. Deputación Provincincial de Lugo REDE MUSEÍSTICA GAÑADORA DOS V PREMIOS SOLIDARIOS ONCE-GALICIA NA CATERGORÍA “ACCESIBILIDADE UNIVERSAL”
  2. 2. Museo Fortaleza San Paio de Narla INDICE 1. LIMIAR ................................ ................................................................................................ ................................................ 2 2. ESTADISTICA ANUAL DE VISITANTES ........................................................... 3 ........................... 3. PROGRAMA ARQUITECTÓNICO ................................................................ 9 ..................................... 4. PROGRAMA DIDÁCTICO ................................................................ MA ................................................ 10 4.1. ACTIVIDADES ESCOLARES ........................................................... 10 .1. ........................... 4.2. OBRADOIROS DE VERÁN .............................................................. 23 .2. .............................. 4.3. OBRADOIROS DE NADAL .3. NADAL............................................................... 39 ............................... 5. PROGRAMA DE ACCIÓN CULTURAL............................................................ 46 . ............................ 5.1. PREMIOS E DISTINCIÓNS 2011 ................................ ...................................................... 46 5.2. PROGRAMA INTERXERACIONAL ................................ . .................................................. 47 5.3. PROGRAMA DA TERCEIRA IDADE ................................ . ................................................ 53 5.4. SEMANA DOS MUSEOS ................................................................ 54 .................................. 5.5. PROGRAMA MUSEOLOXÍA SOCIAL ................................ .............................................. 83 5.6. PROGRAMA DE EXPOSICIÓNS ................................ .................................................... 102 5.7. PROGRAMA DE CONCERTOS...................................................... 118 ...................... 5.8. PROGRAMA DE RECURSOS EDUCATIVOS ................................ 119 . 5.9. PROGRAMA DE PRÁCTICAS DO MASTER DE SERVIZOS . CULTURAIS ................................ ........................................................................................... 122 ........................... 5.10. MEMORIA DO PROXECTO ARQUITECTÓNICO REALIZADO POR . JOSÉ ÁNGEL SANTOS FERRO ........................................................... 237 ........................... 5.11. PROGRAMA DE CONFERENCIAS ................................ .............................................. 237 6. PROGRAMA DE CONSERVACION ............................................................... 238 . ............................... 7. PROGRAMA DE COLECCIÓNS ................................................................ 238 .................................... 8. PROGRAMA DE PERSOAL ................................................................ ........................................... 238 9. PROGRAMA ECONÓMICO................................................................ ............................................ 238 10. PUBLICACIÓNS ................................ ........................................................................................... 238 ........................... 1
  3. 3. Museo Fortaleza San Paio de Narla 1. LIMIAR Durante a Idade Media e séculos posteriores, no territorio lucense tiveron asentamento poderosas familias que con discrepancias entre s loitaban con si frecuencia. Asaltos, asasinatos, lumes e outros atropelos obrigaron a moitos nobres e fidalgos a levantar fortalezas para defenderse. Bispos e frades, poderosos tamén, tiveron que levantar s lidas torres para a defensa das súas sólidas terras e da influencia que nela exercían. nelas Non é de estrañar, pois, que en todo o territorio lucense, xa dende a época estrañar, romana, existan fortalezas: unh unhas de xurisdición real, outras propiedade de cidades e familias, algunhas das dioceses de dos mosteiros que abundaron na provincia e algunhas que aínda hoxe en día existen. Unha destas fortalezas pode ser considerada como “unha lección perenne unha de Historia e Arte” atópase no concello de Friol. É coñecida como Fortaleza San Paio de Narla, “convertida nun Museo de todos e para todos”. convertida San Paio de Narla un museo onde a historia se converte en vivencia e didáctica. 2
  4. 4. Museo Fortaleza San Paio de Narla 2. ESTADÍSTICA ANUAL DE VISITANTES. Xaneiro Nº total de visitantes 395 Obradoiros 40 Visitas individuais 355 Febreiro Nº total de visitantes 691 4 grupos escolares 176 5 grupos adultos 196 Visitas individuais 319 Marzo Nº total de visita visitantes 889 9 grupos escolares 289 5 grupos adultos 173 Visitas individuais 427 Abril Nº total de visi visitantes 1063 8 grupos escolares 226 5 grupos adultos 208 Visitas individuais 629 Maio Nº total de visitantes 1369 12 grupos escolares 461 9 grupo adultos 266 Visitas individuais 388 3
  5. 5. Museo Fortaleza San Paio de Narla Xuño Nº total de visitantes 1200 13 grupos escolares 344 14 grupos adultos 468 Visitas individuais 388 Xullo Nº total de visitantes 1088 2 Obradoiros 65 10 grupos adultos 333 Visitas individuais 690 Agosto Nº total de visitantes 1275 2 Obradoiros 120 1 grupo adultos 41 Visitas individuais 1114 Setembro Nº total de visitantes 871 1 grupo escolar 37 6 grupos adultos rupos 320 Visitas individuais 514 Outubro Nº total de visitantes 763 2 grupos escolares 100 5 grupos adultos 215 Visitas individuais 448 4
  6. 6. Museo Fortaleza San Paio de Narla Novembro Nº total de visitantes 896 10 grupos adultos rupos 445 Visitas individuais 451 Decembro Nº total de visitantes 1216 7 grupos escolares rupos 218 13 grupos adultos rupos 490 Visitas individuais 508 Total visitantes anuais 11716 Gráfica comparativa dos anos 2010-2011 MUSEO FORTALEZA SAN PAIO DE NARLA 1800 1600 1400 1200 1000 800 Ano 2010 600 Ano 2011 400 200 0 5
  7. 7. Museo Fortaleza San Paio de Narla Por número de visitantes 1369 1400 1275 1200 1216 1200 1063 1088 1000 889 871 896 763 800 691 600 395 400 200 0 Por idades 12% 23% 0-10 12% 11-14 15-18 3% 19-25 6% 26-40 27% 41-65 17% 66 6
  8. 8. Museo Fortaleza San Paio de Narla 7000 Por Procedencias 6248 6000 5000 4000 3000 2175 2066 2000 1000 111 19 82 22 0 19 28 182 93 24 133 67 227 20 13 4 34 149 LUGO CIDADE LUGO PROVINCIA GALICIA ANDALUCIA ARAGON ASTURIAS BALEARES CANARIAS CANTABRIA CATALUÑA CASTILLA-LEON CASTILLA-LA MANCHA CASTILLA EUSKADI EXTREMADURA MADRID MURCIA NAVARRA LA RIOJA VALENCIA ESTRANXEIROS Por días da semana 3023 2785 DOMINGO 1254 SABADO VENRES 1600 XOVES 1608 MERCORES MARTES 1447 LUNS 0 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 7
  9. 9. Museo Fortaleza San Paio de Narla RESUME DE VISITAS AO MUSEO SAN PAIO DE NARLA ANO 2011 XANE FEBR MARZ ABRIL MAIO XUÑO XULLO AGOS SET OUT NOV DEC ANUAL HOMES 192 338 399 525 698 616 536 640 435 336 438 598 5751 MULLERES 203 353 490 538 671 584 552 635 436 427 458 618 5965 0-10 39 188 80 120 145 182 99 158 54 30 12 260 1367 11-14 60 52 143 156 428 222 60 144 10 58 51 49 1433 15-18 24 11 99 70 76 2 17 22 35 2 1 2 361 19-25 45 17 53 51 147 41 75 62 32 68 48 37 676 26-40 86 59 183 173 143 154 189 229 266 99 127 239 1947 41-65 113 250 216 279 213 200 291 543 295 299 223 264 3186 66 28 114 115 214 217 399 257 117 179 207 433 373 2653 LUGO CIDADE 110 155 105 220 131 221 246 134 246 127 92 279 2066 LUGO PROVINCIA 47 139 213 74 479 182 139 339 108 85 87 283 2175 GALICIA 212 383 537 608 720 707 526 307 414 496 702 636 6248 ANDALUCIA 10 2 10 11 2 18 34 6 9 6 3 111 ARAGON 2 4 5 4 4 19 ASTURIAS 3 5 6 4 6 8 12 12 9 3 14 82 BALEARES 1 2 3 6 7 3 22 CANARIAS 2 2 13 2 19 CANTABRIA 10 4 6 8 28 CATALUÑA 5 2 11 1 2 38 115 4 4 182 CASTILLA-LEON 2 4 13 2 40 8 15 5 4 93 CASTILLA-LA MANCHA 4 4 7 3 5 1 24 EUSKADI 51 2 2 14 56 4 4 133 EXTREMADURA 2 3 62 67 MADRID 5 1 11 33 3 6 37 86 36 7 2 227 MURCIA 5 2 13 20 NAVARRA 2 2 2 6 1 13 LA RIOJA 3 1 4 VALENCIA 2 1 3 26 2 34 ESTRANXEIROS 3 4 12 12 18 15 51 21 12 1 149 MAÑAS 156 457 349 578 841 795 401 333 205 452 427 589 5583 TARDES 239 234 540 485 528 405 687 842 871 311 469 627 6238 LUNS 0 MARTES 38 118 149 59 272 144 65 232 37 122 51 160 1447 MERCORES 15 67 178 152 264 294 141 173 39 55 67 163 1608 XOVES 24 26 160 132 239 152 91 164 214 79 33 286 1600 VENRES 66 114 12 188 56 80 127 179 113 32 23 264 1254 SABADO 67 169 172 304 323 242 377 283 332 167 260 89 2785 DOMINGO 185 197 219 228 215 288 287 244 136 308 462 254 3023 GRUPOS ESCOLARES 40 176 289 226 461 344 65 120 37 100 218 2076 GRUPOS ADULTOS 196 173 208 266 468 333 41 320 215 445 490 3155 VISITAS INDIVIDUAIS 355 319 427 629 642 388 690 1114 514 448 451 508 6485 DOMINGOS NO MUSEO TOTAIS MENSUAIS 395 691 889 1063 1369 1200 1088 1275 871 763 896 1216 11716 INGLATERRA COSTA RICA ARXENTINA VENEZUELA FINLANDIA AUSTRALIA PORTUGAL ALEMANIA BULGARIA HOLANDA ROMANIA LITUANIA FRANCIA BÉLXICA SUECIA BRASIL ITALIA *RESUME CHILE SUIZA PERÚ EEUU EXTRANXEIROS ANUAL XANEIRO 2 1 1 4 FEBREIRO 1 1 1 1 4 MARZO 0 ABRIL 2 3 2 3 1 1 12 MAIO 2 2 1 1 2 2 2 12 XUÑO 2 7 4 2 3 18 XULLO 3 2 8 1 1 15 AGOSTO 2 9 1 4 7 1 4 4 7 8 4 51 SETEMBRO 2 2 3 1 5 8 21 OUTUBRO 1 1 6 2 2 12 NOVEMBRO 0 DECEMBRO 1 1 TOTAL 9 6 2 24 2 7 6 2 2 4 13 15 1 4 12 8 9 5 7 8 4 150 * Nº DE GRUPOS XANE FEBR MARZ ABRIL MAIO XUÑO XULLO AGOS SET OUT NOV DEC ANUAL Nº GRUPOS ESCOLARES 1 4 9 8 12 13 2 2 1 2 7 61 Nº GRUPOS ADULTOS 5 5 5 9 14 10 1 6 5 10 13 83 8
  10. 10. Museo Fortaleza San Paio de Narla 3. PROGRAMA ARQUITECTÓNICO . Reposición de bomba no pozo (XUÑO) Cambio de cristais rotos (AGOSTO) Cambio de billas nos lavabos dos baños (XULLO) Presupostado reforma almacén, obra pendente de realizar (SETEMBRO) Limpeza dos accesos e plataforma do castro da fortaleza varias veces ao ano Conservación de infraestruturas Reposición de sistema de iluminación, por parte do servizo de mantemento da Deputación, cando son de fácil reposición e urxencia son reparadas polo persoal , da fortaleza. (DURANTE TODO ANO SEGUNDO HAI AS INCIDENCIAS) Desratización varias veces ao ano, cada tres meses. Recollida de auga, control lex ol lexionella e potabilidade. Cambio de teléfono para poder recibir sinal en todo o museo (MAIO) e sinal Wifi gratuíta ao servizo dos visitantes (MAIO) izo Tratamento contra a polilla nas pezas de artes populares (XUÑO) 9
  11. 11. Museo Fortaleza San Paio de Narla 4. PROGRAMA DIDÁCTICO 4.1. Actividades escolares Ao longo do curso ofrécese a posibilidade de solicitar dous tipos de visitas: guiada e con actividade. Para realizar estas visitas é necesario a concertación previa das mesmas, concertando con departamento de didáctica. Visita de iniciación: ciación: Comprende un recorrido por todo o castelo, recomendase para os grupos que visitan o centro por primeira vez, independentemente do seu nivel educativo. independentemente Duración aproximada de 60 minutos. Para un mellor aproveitamento do Museo Fortaleza San Paio de Narla, xa que existe unha variedade e riqueza de contidos, e na procura dun novo concepto de visita máis participativa, como alternativa as tradicionais visitas guiadas e que implique a colaboración directa de profesores e alumnos, ofrecemos no 201 un 2011 programa de itinerarios os distintos niveis de ensino: 10
  12. 12. Museo Fortaleza San Paio de Narla O Castelo encantado O Porvir do pasado O Labirinto do Castelo Un Museo de Lendas O xogo de verbas Na lareira A bela durminte Visita de iniciación Nivel: Todos os ciclos Data: Curso escolar Obxectivo: Comprender que a as sociedades actuais están condicionadas polo seu pasado histórico. Recoñecer as ferramentas e analizar a súa evolución e continuidade, así como a necesidade de conservalas para outras xe xeracións. O Castelo encantado Nivel: 1º e 2º ciclo de Primaria Data: Curso escolar Obxectivo: Identificar as distintas clases sociais; servos, señorío e cabaleiros meirande os recursos que nos ofrecen as diferentes salas do museo. 11
  13. 13. Museo Fortaleza San Paio de Narla 12
  14. 14. Museo Fortaleza San Paio de Narla O Porvir do pasado San Paio de Narla é un museo axente para o coñecemento da vida pasado dos nosos devanceiros, museos que deben de ser, e son, activos na educación activos dos nosas xeracións. Nivel: ESO e BAC Data: Curso escolar Obxectivo: Estudar o paso do tempo, no que se desenvolve o señorío de San Paio de Narla, así como as distintas salas, a través da Lenda da Cova da Serpe. 13
  15. 15. Museo Fortaleza San Paio de Narla Alicia Villar Parrado desenvolveu o papel de trovadora na Fortaleza na actividade Vivir no pasado con esta cantiga. 14
  16. 16. Museo Fortaleza San Paio de Narla O Labirinto do Castelo Nivel: ESO e BAC Data: Curso escolar Obxectivo: Coñecer a etnografía e des nvolver a creatividade do alumnado sendo desenvolver conscientes da importancia do pasado para comprender e presente. entes 15
  17. 17. Museo Fortaleza San Paio de Narla Un Museo en Lendas Nivel: 3º Ciclo de Primaria, ESO e BAC Data: Curso escolar Obxectivo: Coñecer a literatura e a mitoloxía popular do Concello de Friol a través da comunicación cos nosos maiores. 16
  18. 18. Museo Fortaleza San Paio de Narla O xogo de verbas Nivel: 4º,5º e 6º Primaria Data: Curso escolar Obxectivo: Aproveitar a riqueza e a variedade do patrimonio cultural, tomando conciencia da importancia do pasado para comprender o presente; para espertar o interese polas visitas aos museo motivamos con xogos. A) Nesta fotografía sinala o nome desta peza B) ¿Sabes o nome de peza que vai do guindastre ó caldeiro? C) O guindastre recibe tamén o nome de _____________ Localiza nesta sopa de letras as respostas dos apartados C das probas anteriores e comprobarás que coas letras restantes contadas de 3 en 3 atopar o nome atoparás deste museo. 17
  19. 19. Museo Fortaleza San Paio de Narla Na Lareira Nivel: Ed. Infantil, 1º e 2º de Primaria Data: Curso escolar Obxectivo: Visitar a cociña para que o alumnado de cubra a transformación que descubra esta dependencia sufriu ao longo do tempo. Compararemos as vellas cociñas e as comidas que nelas se facían coas actuais 18
  20. 20. Museo Fortaleza San Paio de Narla A bela durminte Nivel: Ed Infantil e 1º e 2º de Primaria Data: Curso escolar Obxectivo: Empregar como fío condutor o conto da Bela Durminte e aproveitar como recurso os obxectos expostos, nun ambiente, en principio nada atraínte para o neno, o castelo vaise convertendo nun escenario onde a imaxinación cobra vida ata materializarse como real. 19
  21. 21. Museo Fortaleza San Paio de Narla Peiteados y aderezos Nivel: 3º e 4º ESO Data: Curso escolar Obxectivo: Concienciar aso rapaces e rapazas de cómo unha actividade que pode parecer tan rutinaria como a de peitearse pode ser algo estético e artístico. Ademais de agochar os entresixos de épocas históricas ao través das cales, sometidas a un exhaustivo estudo, verase coma o peiteado era signo social de distinción e ostentación. 20
  22. 22. Museo Fortaleza San Paio de Narla Facendo historia (Heráldica) Nivel: 1º e 2º da ESO Data: Curso escolar Obxectivo: Fusión heráldica e historia, condensándoos nun único concepto para amosar que tras un escudo agóchase moita crónica histórica. Un escudo non é unha peza inerte, ao contrario é unha peza parlante, e iso é o que se tentará facer visible incidindo en que é unha fiestra para visionar como era a vida dos nosos home e mulleres con rango nobiliario do Medievo. 21
  23. 23. Museo Fortaleza San Paio de Narla Pescudas de detectives en San Paio Nivel: 5º e 6º de Primaria e 1º da ESO Data: Curso escolar Obxectivo: Trátase de que os nenos e nenas se metan, por uns intres, na pel dun detective. Pero dun detective peculiar, porque o seu campo de acción será o Museo de San Paio, e terán que ir superando unha serie de pistas para acadar a meta final. Unha desas pistas consistirá en localizar cunha lupa cal é a peza máis consistirá antiga da lareira, etc. Finalmente, chegarán ao último piso da torre e se fixeron ben as súas tarefas, adiviñaran cal é o truco para abrir un cofre con so sorpresas. 22
  24. 24. Museo Fortaleza San Paio de Narla 4.2. Obradoiros de verán 23
  25. 25. Museo Fortaleza San Paio de Narla “Enrédate con nós” é o lema desta proposta deste programa de actividades que pretende enredar, enlear, envolver, engaiolar, enganchar, comprometer…, pór en rede a todos e todas os que amades os museos e a cultura en xeral. Propoñemos obradoiros, concertos, visitas guiadas, viaxes, representacións, concertos, conversas, debates, tertulias, xornadas e mesas redondas, iniciativas para todos os públicos, desde mozos ata maiores que queiran, que se deixen enredar polos museos da Rede Museística da Deputación de Lugo. Propoñemos pero tamén Propoñemos agardamos propostas de todos e todas, suxestións, ideas ou maneiras de entender o patrimonio como ben de todos, como herdanza común a coñecer e conservar. Un patrimonio común, unha causa común. Se nos visita tamén agardamos contribuír ao seu lecer, e de paso, a que ao cada vez que se achegue a este ou aos outros museos da Rede poida percibir esa sensación de satisfacción que sentimos cando sentimos o de todos como noso. Oficios: de hoxe a onte Mestre: Varios artesáns e expertos Obxectivos: Queremos amosar que os bens culturais materiais que conteñen os museos en relación cos traballos son á súa vez continentes de valores inmateriais. Que nos din os obxectos dos museos? 24
  26. 26. Museo Fortaleza San Paio de Narla Oficios de onte Mestre: Varios expertos. Obxectivos: Procuraremos unha nova mirada en relacións aos obxectos expostos nos museos. Que nos din do pasado? 25
  27. 27. Museo Fortaleza San Paio de Narla 26
  28. 28. Museo Fortaleza San Paio de Narla ROTEIRO IRMANDIÑO Reunión cos viaxeiros procedentes do Museo Provincial do Mar de San Cibrao e cos que iniciaron a viaxe no Museo Pazo de Tor. Poñeremos en práctica as nosas capacidades e habilidades para recrear as guerras irmandiñas. A REVOLTA DOS IRMANDIÑOS E OS SEUS ALIADOS DE SAN CIPRIÁN E MONFORTE DE LEMOS En toda batalla que se prece, sempre hai conspiracións e alianzas entre , guerreiros. A ansia e a ambición de poder fai que os líderes e señores da guerra se alíen entre sí para derrotar ao inimigo e así facerse co anhelado poder. Un nobre non pode permitir verse non ultraxado por un vulgar campesiño, pero tamén ten que aprender a respe talo porque está ben respectalo organizado en cuadrillas de irmandiños e a súa cólera é tremenda. O irmandiño aborrece ao nobre porque o obriga a traballar indiscriminadamen non é legal indiscriminadamente, porque lle rouba parte da súa colleita e non lle da o que lle corresponde. O pobre campesiño, indefenso e abatido, regresa a casa e consúmese na pena de ver cómo os seus fillos están ateridos de frío e desnutridos, e a súa muller apenas ten leite para amamantar ao recén nacido… Circunstancias como estas fan a situación insostible, por iso xa hai un tempo que na fortaleza de San Paio de Narla, nobres e vasalos enfróntanse un ano tras outro, para manter a hexemonía das súas terras e o privilexio do poder. Os combates son reñidos e benfeitores e malfeitores 27
  29. 29. Museo Fortaleza San Paio de Narla loitan con todas as súas forzas para manter o seu prestixio e recuperar a súa dignidade, no caso dos irmandiños e apropiarse de novo das súas opulentas fortalezas e magníficos banquetes no piarse caso dos nobres. Pero as baixas en ambos exércitos son moi graves, os irmandiños de Friol ven diezmadas as súas forzas pola acción opresiva do exército dos nobres, e viceversa. Qué pa pasará este ano? Poderán sobrevivir a un duro combate coa forza e o espírito baixo mínimos? Afortunadamente, este ano cada exército verase recompensado coa incorporación de novos combatentes. Este ano vannos acompañar na nosa aventura os irmandiños e nobre de San nobres Ciprián e Monforte de Lemos. Valorosos e fornidos guerreiros con ganas de poderío e riqueza. Os nobres de Friol van contar coa axuda do Conde de Lemos, unha figura emblemática do señorío e nobreza galegos, así como co Mariscal Pardo de Cela, un bravo señor da guerra moi bravo destro no combate corpo a corpo. Estes veñen galopando desde as lonxanas terras do norte de Lugo, a reunirse aquí en Friol, e non veñen sós…Non, non nin moito menos. Veñen acompañados do seu séquito de condes, marqueses, bispos, ca cardenais… Pero non temades, irmandiños e irmandiñas de Friol. Vos tampouco estades sós. Tedes o valor e a coraxe da irmandade Fusquenlla, que perdeu terreo na Mariña lucense e ven disposta a amotinarse no último reduto no que os irmandiños continúan invictos. Escoitade!. Non oídes?. Sí, os. sí, aló abaixo no val. Xa vexo chegar os estandartes reais e Conde de Lemos ergueito no seu 28
  30. 30. Museo Fortaleza San Paio de Narla alazán, os irmandiños estanse reorganizando, saben que chegan os nobres…Ui, ui! Qué vai pasar?. A ver, vexamos que din: - VASCO DAS SEIXAS (ISMAEL MARTÍNEZ CARREGAL): Ja! Ja! Ja!. Tanto DAS tempo agardando o momento de gloria, as miñas ganas de vingarme, de voltar sentarme no meu trono e de que eses vulgares vasalos e labregos recollan os ósos de polo que eu degusto con tanto pracer e que lles escupo no chan….Sí! poder e e riqueza! Jajaja! - PEDRO ÁLVAREZ DE SOUTOMAIOR (ALBERTO BARREIRO COBAS): Señor Vasco das Seixas, debo lembrarlle que os irmandiños xa nos gañaron un par de veces…Non son uns descerebrados, están ben organizados, e móveos a rabia… - VASCO DAS SEIXAS (ISMAEL MARTÍNEZ CARREGAL): Cala, insensato! Cala!. Sempre tés que empañar os meus soños de dominio, mando e autoridade. Cómo ousas contrariarme?. Eu son o que mando aquí na fortaleza de San Paio de Narla (dío levantando a voz e visiblemente enfadado). - DON AFONSO DE AGUIAR (LUIS MIGUEL MÁRQUEZ CARREGAL): Meus señores, desculpen a ousadía de interromper a súa conversa, pero as tropas do Conde de Lemos xa están aquí. Hai que recibir con solemnidade a tan ilustre convidado… - VASCO DAS SEIXAS (ISMAEL MARTÍNEZ CARREGAL) E PEDRO ÁLVAREZ DE SOUTOMAIOR CO (ALBERTO BARREIRO COBAS) : Por suposto! Sen lugar a dúbidas!. Él é a nosa salvación. Entra a comitiva do conde de Lemos: - CONDE DE LEMOS (BORJA MÁRQUEZ CARREGAL): Bos días, membros da ilustre nobreza friolense!. Os meus respectos Señor Vasco das Seixas, pero ten vostede o reino máis mal adecentado que vin eu en moito tempo, qué desastre de corredoiras! 29
  31. 31. Museo Fortaleza San Paio de Narla - VASCO DAS SEIXAS (ISMAEL MARTÍNEZ CARREGAL): Pódolle garantir, meu señor, que o meu reino foi un dos mellores…ata que chegou a peste dos irmandiños… - DON RODRIGO DE VIVAR (JORGE SANTOS ROADE): Non quixera entremeterme pero entremeterme, descúlpeme o atrevemento. Quero dicir que é certo que os irmandiños apropiáronse de todas as nosas pertenzas e cousas valiosas. Son máis fortes ca nós, porque teñen a súa disposición todo o armamento que antes fora noso…. - MARISCAL PARDO DE CELA (ÁLVARO BARRIO MONTECELO): Non sexas incauto e recorda sempre a autoridade e o respe to que debes a quen ten máis rango militar ca ti. Pero respecto sei ben que é certo o que dis, a miña fortaleza en Alfoz tamén foi asediada e eu tiven que fuxir como un mixiriqueiro co rabo entre as pernas… E é por iso, que hoxe veño aquí con sede de vitoria e… - DONA CATALINA DE ANDRADE (ANDREA IGLESIAS NÚÑEZ): Por Deus! Por Deus!. IGLESIAS Non me fagades sufrir, acabade xa con tanta guerra e devastación. Por favor vólo suplico, non acabedes coa vida de ninguén…Os irmandiños tiñan razón, meu amo, vos fostedes cruel e inhumano e deixastedes que vivisen en condicións miserentas. Teñen un corazón bo, cando asaltaron a fortaleza, a min e a miña filla nunca nos fixeron nada porque sempre fomos benevolentes con eles. - DAMISELA BERTA (ALBA CASANOVA CARRIL): Iso é certo, miña nai non mente. Di a verdade!. Por qué este afán de acabar coa vida de tanta xente?. Levamos máis de dous anos con estas escaramuzas. Teño a alma rota en pedazos, o meu corazón non pode sufrir máis lamentos…Síntome desfalecer, por favor non podedes repartir as pertenzas entre ambos bandos de xeito igualitario?. - DON ÁLVARO DE SOUZA (LAURA BARREIRO COBAS): Miña ben querida damisela Berta, esta é unha das razóns pola que as mulleres non poden ir á guerra. Aquí trátase de recuperar a honra e 30
  32. 32. Museo Fortaleza San Paio de Narla o orgullo perdido, ou é que polas túas venas non corre o sangue da nobre liñaxe dos Seixas e Andrade???? - DAMISELA ALDARA (MENCÍA CASANOVA CARRIL) : Non lle fale así a miña señora, Don Álvaro de Souza, sabe que a súa saúde é feble e delicada. Ela só quere facer o ben, que non haxa máis liortas. E se quere que lle diga a verdade, eu tampouco quero máis mortes, dor nin sufrimento. ue - MONSIEUR ROLAND (ANA LÓPEZ ARES ): Por favor, non vin ata aquí para que unha muller n me dé ordes…Eu non soporto aguantar máis o escarnio dos meus compañeiros en Francia. Eu era un home reputado e respe respectado, e agora teño que agocharme como un vulgar baldreu Morte aos irmandiños! baldreu. - TODOS OS HOMES: Morte aos irmandiños!. Recuperemos a nosa honra! - DON PEDRO OSORIO (ADA BLANCO RODRÍGUEZ): Ben, compañeiros!. Temos que redi Ben, rediseñar a nosa estratexia. Eu propóñovos sacar proveito das nosas catapultas e impactar contra puntos clave dos irmandiños, para que cunda o pánico entre eles e se desorganicen… - DON LUCAS SUÁREZ (IREA BLANCO RODRÍGUEZ): Fantástico! Soa xenial, eu ademais propoño ceibar os comodíns peste negra: Pestino e Pestina. Son letais e moi efectivos… - DON HERNÁN ISSUNZA (ANA FERRO FERNÁNDEZ): Don Lucas, non se crea un gran descubridor… - DON LUCAS SUÁREZ (IREA BLANCO RODRÍGUEZ): Cómo ousades! Cómo vos atrevedes a ser tan impertinente… - DON HERNÁN ISSUNZA (ANA FERRO FERNÁNDEZ) : Non vos enfadedes, pero recórdolle que os irmandiños coñecen tamén esta táctica das catapultas e dos comodíns peste negra. 31
  33. 33. Museo Fortaleza San Paio de Narla - DON HUGO REAL (BORJA PENA ROIS): É certo, e que sucederá se un comodín peste negra alcanza a un dos nosos? - DON LOIS, XEFE MILITAR DAS TROPAS DO CONDE DE LEMOS ( ANNE BARRIO MONTECELO) : Sorpréndeme ver as técnicas bélicas tan avanzadas que empregades aquí. Pero non podo permitir poñer en práctica unha técnica que atente contra a vida dos meus homes. Iso é crear o inimigo contra dentro do propio exército atacante e defensivo. - VASCO DAS SEIXAS (ISMAEL MARTÍNEZ CARREGAL): Non vos exasperedes, meus amigos!. Os comodíns peste negra son unha baza moi importante que non podemos botar a perder, pero eu tampouco quero pór en risco a vida dos meus homes. E por iso que conto co saber facer de Aurora, a miña menciñeira real. Por favor, Aurora, disipe as dúbidas destes cabaleiros… - AURORA, A MENCIÑEIRA (LEIRE SANTOS ROADE): Non teman polas súas vidas, cando caian abatidos no campo de batalla por Pestino e Pestina, eu acudirei a darlles un eficaz antídoto. Ademais, as miñas dotes de maga e nigromante permítenme mover con absoluto sixilo e pasar inadvertida. - CONDE DE LEMOS (BORJA MÁRQUEZ CARREGAL): Daquela, preparemos a nosa ofensiva, CARREGAL): reunámonos todos e debatamos. A primeira cousa que temos que decidir é quen dos nosos nobres e bispos se ofrece para converterse en comodín peste negra, habendo un papel deseñado para home – Pestino- e outro par muller – Pestina – Quen de vostedes se ofrece voluntario? para - MENCIA, DUQUESA DO ULLA (MARINA SENRA CARRILLO): Ben, eu non teño ningún tipo de inconveniente de ofrecerme voluntaria, se iso supón que vou recuperar todas a miñas propiedades incluída a miña residencia de verán que tan ben me senta e me fai sentir tan residencia marabillosamente ben. 32
  34. 34. Museo Fortaleza San Paio de Narla - ROIS, OFICIAL GUERREIRO DE ALFOZ (LOIS GONZÁLVEZ FERNÁNDEZ): Da cordo, pois eu serei o comodín peste negra masculino. Os meus anos de experiencia militar dáme unha axilidad e unha axilidade mobilidade pasmosas, co cal camiñarei entre eles e fulminareinos coma moscas JAJAJAJAJAJA - CONDE DE LEMOS (BORJA MÁRQUEZ CARREGAL): Fantástico! partamos cara a batalla. E mentres, os irmandiños, saberán o que se lles ven enriba? - NUNO (cabecilla dos irmandiños) (LUCAS ROUCO VARELA): Irmandiños e irmandiñas!. Rápido, acudide aquí como lóstregos!. Os malfeitores veñen a por nós, e desta volta con reforzos, traen aos temibles Conde de Lemos e o Mariscal Pardo de Cela. Son uns inimigos moi fortes… - AFONSO, CRIADOR DE CARNEIROS (NOEL GALÁN LÓPEZ): Calma! Calma, home, calma!. Non te apresures nin agobies eh?. Eso son faladurías, rumores infundados que non veñen a conto de nada… - RUBÉN, O XASTRE ( LUCAS LÓPEZ LÓPEZ ): Afonso, non digas tonterías!. Súbete o almen úbete almenado da torre, como acabo de facer eu agora, e xa os verás acampando e tramando a forma de martirizarnos e de, de …rebarnarnos o gaznate!. Ti estás disposto?. Espabilate! Avisa ao resto. - XIMENA, A TENDEIRA (BLANCA SENRA CARRILLLO) : Por favor, por favor, eu teño dous meniños pequenos, e non quero que lles pase nada .Temo pola súa vida!. - XELA, A COSTUREIRA (CARLOTA LABAJOS): Non, non te preocupes, Ximena, eu heivos de defender a todas. Se teño destreza para cortar pantalóns, tamén a teño para cortalos e esgazalos. Abofé que sí! - GONZALO, O PASTELEIRO (ANDREA LÓPEZ RODRÍGUEZ): Iso, Xela é o que nos fai falta, mulleres aguerridas e con coraxe. Si, señor! Aprendede do valor de Xela. Se puidemos con eles unha vez, 33
  35. 35. Museo Fortaleza San Paio de Narla sempre hai tempo para unha segu segunda, estades conmigo?. Berrade con forza: si, estamos contigoooooooooo!!!!!!!!!!!! - LEONOR, A PANADEIRA (XELA GONZÁLVEZ FERNÁNDEZ): Gonzalo, sé precavido, desta volta parten con vantaxe nas súas tácticas. Teñen catapultas e comodíns peste negra, e si xa sei que tamén o temos n sei nós…Pero, eles contan con dous estrategas natos, con Mariscal Pardo de Cela e co Conde de Lemos. trategas - ALDONZA, A MERCADEIRA (ANDREA VÁZQUEZ SEIJO) : Meu Deus, se é certo o que din deles vannos esnaquizar!! - ARTURO, O XINETE ( CARLA LÓPEZ LÓPEZ ): Pero, por favor, a min non me impresionan nadiña. Coas comilonas que se pegan e o pouco que traballan, non son tan áxiles coma min e non corren como o fago eu nin moven a espada con tanta destreza. Non son máis que uns bravucóns… ja! Ja! Ja! - ISABEL, A CURANDEIRA (DENISE GALÁN LÓPEZ) : Prudencia e precaución, Arturo. Non sei cántos ABEL, comodíns peste negra e catapultas poden ter. Temos que organizarnos moi ben para que eu vos dar garantía e tranquilidade cos meus antídotos. Terei que competir coa pér pérfida menciñeira real, Aurora… - ÚRSULA, APRENDIZ DE CURANDEIRA MENCIÑEIRA (EVA VILA SOBA): Tranquila, Isabel, eu CURANDEIRA-MENCIÑEIRA pódote axudar. O tempo que pasei contigo traballando, fíxome gañar experiencia e confianza nas mesturas que fago. - ANTÓN, O PEIXEIRO (NARCISO FERNÁNDEZ TATO): Amigos meus, ese é un risco que temos que correr, se non queremos que os nosos fillos e fillas sufran a súa furia. Temos que loitar!. Irmandiños, defendamos coa nosa vida o que tanto caro nos custou acadar!! 34
  36. 36. Museo Fortaleza San Paio de Narla - TODOS AO UNÍSONO : Siiii!!!!!!!!!!!!Estamos da cordo e dispostos a defendernos!. Non a opresión do clero e a tiranía da monarquía! - ISABEL A CURANDEIRA (DENISE GALÁN LÓPEZ): Ollade! Temos que decidir quen será o noso comodín peste negra para que eu poida transmitirlle os meus poderes. É unha figura fundamental meus para o noso ataque, hai alguén que se ofreza voluntario? - MARÍA, A COCIÑEIRA (FRUELA LABAJOS): Eu ofrézome voluntaria, non quero que perdamos as nosas pertenzas, e agora menos que a miña taberna goza de éxito e vaime moi ben a vida. Morte aos nobres e a comer ricos caldos na miña taberna jajaja - XOÁN, O BODEGUEIRO (JUAN MAYA COBADO): Aí falaches, María! Hai que loitar por permanecer na tranquilidade que tiñamos ata o de agora. Eu estou encantado con estes terreos, aquí a terra é mellor que nas míseras leiras que tiñamos antes. Agora as miñas vides medran quí moito mellor e incluso podo comercializar o meu viño cos irmandiños de Palas de Rei. Isto é unha gozada! Así que eu non dubido en coller o meu fouciño, e vos pensade pensades ficar aparvados? - CLARA, A AUGADORA (LARA ROUCO LÓPEZ): Non Maria, non, ti non podes ir como comodín peste negra. Ou non lembras o día que che foi mal na taberna? Sabes que tes un corazón moi delicado, e eu son moi nova e forte. Irei eu no teu lugar. - FROILA, A GANDEIRA (CLARA BORRAZÁS FRANCO): Se ti Clara dis que es forte, eu todavía o son máis porque estou afeita a traballar con bestas. Unidas as dúas seremos invencibles e imbatibles, ademais, contaremos cos antídotos da nosa magnífica menciñeira. Por que a que non estades Por dispostos a rendervos? 35
  37. 37. Museo Fortaleza San Paio de Narla - TODOS AO UNÍSONO: Noooooooooooooonnn!!!!!!!! Aló iremos todos xuntos!. Viva a Santa Irmandade! Vivan os irmandiños de Tor, San Ciprián e Monforte de Lemos. - MANUEL, O FERREIRO ( CARLOS CASTRO TATO ): Cómo me agrada ver a vosa disposición cara a me loita!!!. Xa comezarei afiar os fouciños e as nosas espadas ja! Ja! Ja! - LUCÍA, A MODISTA ( SARA CAMPO LÓPEZ ): Por favor, non lle fagades mal a dona Catalina de Andrade e a súa filla Berta. Elas sempre foron boas con nós, procuraron que traballásemos na con mellores condicións, e… - MANUEL, O FERREIRO ( CARLOS CASTRO TATO ): Lucía, eu sei que é certo o que dis. O malvado é o seu home, ese terrible Vasco das Seixas. Se gañásemos de novo, podíamos refuxiar aquí a dona Catalina e a Berta para evitar que estiven baixo o dominio de tan mezquino home. Pero o resto, alina non hai que ter misericordia con eles!!. A loitar polos nosos dereitos e pola garantía dunha boa vida! - TODOS: SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!! 36
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  40. 40. Museo Fortaleza San Paio de Narla 4.3. Obradoiros de Nadal 39
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  47. 47. Museo Fortaleza San Paio de Narla 5. PROGRAMA DE ACCIÓN CULTURAL 5.1. Premios e distincións 2011 A Rede Museística gañadora dos V Premios Solidarios ONCE GALICIA na useística ONCE- categoría “Accesibilidade Universal”. Os presidentes da Xunta e da ONCE entregarán os galardóns o próximo mes de xaneiro. Padre Rubinos, Manuel Aguilar Convivir en Igualdade, de Radio Galega a Rede Aguilar, Galega, de Museos Provincial de Lugo e Turismo Accesible de Arousa Norte son os galardoados A Institución benéfica Padre Rubinos da Coruña, o director da Obra Social de , Novacaixagalicia, Manuel Aguilar; a Rede Provincial de Museos de Lugo; Turismo Aguilar; Accesible da Mancomunidade de Municipios de Arousa Norte e o programa Convivir en Igualdade de la Radio Galega, recibirán os galardóns correspondentes á V edición dos dio Galega, Premios Solidarios ONCE-Galicia. A unha reportaxe publicada no Suplemento dominical Galicia. do Diario de Pontevedra foille outorgada unha mención especial do Xurado. O Xurado dos V Premios Solidari Solidarios ONCE-Galicia fallou estes galardóns onte, Galicia festividade de Santa Lucía no Hotel NH Atlántico da Coruña, recoñecendo así o labor, Lucía, , as iniciativas e as accións de persoas, institucións e entidades que máis se distinguiron polos seus esforzos a favor da igualdade, a integración social e a accesibilidade igualdade, universal das persoas cegas ou con outras minusvalideces e dos máis desfavorecidos desfavorecidos. Na categoría de Accesibilidade universal o Xurado concedeu senllos galardóns á Rede Museística Provincial de Lugo e á iniciativa iva de Turismo Accesible da Mancomunidade de Arousa Norte. O Xurado destacou o programa institucional Norte. inclusivo Pelexamos polo posible, loitamos polo visible, que desenvolve dende 2008 a Rede Museística Provincial de Lugo, que engloba os Museos Provincial (Lugo), do Mar , (San Cibrao), de Tor (Monforte e Fortaleza San Paio de Narla (Friol). Monforte) ). A xuízo do Xurado, o labor desenvolvido pola Rede de Museos Provinciais de Lugo denota unha importante sensibilización e esforzo ao desenvolver un paquete integral de actuacións de accesibilidade universal en lugares emblemáticos, como son uacións os edificios que albergan os museos, ao tempo que normalizou eficazmente a participación do colectivo de persoas con minusvalidez en todas as actividades programadas. 46
  48. 48. Museo Fortaleza San Paio de Narla O Xurado estivo for formado por Dores Venancio, presidenta do Consello Territorial , de ONCE-Galicia; Coro Piñeiro Secretario Xeral de Política Social de la Xunta de Piñeiro, Galicia; Manuel Martínez Pan Delegado Territorial de ONCE-Galicia; Anxo Queiruga, Pan, Galicia; Presidente do Cermi-Galicia o presentador de TV Paco Lodeiro e os xornalistas Tino Galicia; Santiago, Pablo Portabales Antón Luaces e Ernesto Sánchez Pombo. Portabales, . Os galardóns entregaranse a finais do próximo mes de xaneiro na Coruña, nunha Gala presidida polos presidentes da Xunta e da ONCE. 5.2. Programa interxener neracional A través deste programa o que pretendemos é o coñecemento duns medios artesáns que forman parte da nosa cultura e que tende a desaparecer ante os novos procesos industrial e tecnolóxicos. VII Xornadas Interxeracionais Rurais no Museo Etnográfico de San Paio de Museo Narla Estas xornadas que se veñen celebrando desde o 28 de maio están organizadas pola Asociación de Veciños de Cabreiros, o concello de Xermade e a Universidade de Santiago de Compostela e contou neste caso coa colaboración da Rede Museística da Deputación de Lugo . Entre os contidos programados destaca a visita ao Museo, a presentación da web “Terras de Friol”, a VII Festa da Roza e Plantado de Liño e ás 17:00 h. a representación da obra teatral ”De serpes e segas”, a cargo do grupo de teatro escolar “Algo máis que pan e queixo” as”, , do CPI Doutor López Suárez, Friol. 47
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  53. 53. Museo Fortaleza San Paio de Narla 5.3. Programa da terceira idade En termos xerais podemos dicir que a historia de Friol é a dos acontecementos que lles ocorren aos antigos señores, hai que descubrila a base dos vellos nobres que poboaron a comarca e das épocas en que dominaron o territorio. Por iso nós creamos o programa da terceira idade. Ninguén como as persoas maiores, isto é a terceira idade, pode valorar o patrimonio inmaterial que tiña a transmisión oral da súa época, xa que era o seu medio de comunicación, e nós os traballadores de museo somos os encomendados de traspasar o noso legado a outros con llos, iso é o que imos a asar concellos, facer cos nosos visitantes da terceira idade. Neste caso estamos a traballar cuns grupos dos distintos concellos da xeografía galega a través da “ “Casa do Queixo” e distintas axencias de viaxes e asociacións. 52
  54. 54. Museo Fortaleza San Paio de Narla A Asociación Lugo Patrimonio da valor á Fortaleza de San Paio de Narla, organizando unha viaxe, para dar a coñecer aos seus socios e amigos o patrimonio provincial para que estes o valoren e retornen ao pasado medieval de San Paio de Narla a través dos seus fondos e do seu señorio. A Asociación de amigos do Románico da Coruña explora o románico e o medievo no concello de Friol visitando as distintas igrexas románicas coma de Seixón e a Fortaleza de San Paio de Narla polo que atañe a época medieval e renacentista. 53
  55. 55. Museo Fortaleza San Paio de Narla 5.4. Semana dos museos ç 54
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  57. 57. Museo Fortaleza San Paio de Narla O sábado, 14 de maio, celebramos a Noite dos Museos , o martes, 17 de maio, o Días das Letras Galegas, e o mércores, 18 de maio de 2011 Galegas, conmemoramos, coma se vén facendo desde 1977, o Día Internacional dos Museos en todos os museos xestionados pola Rede Museística que depende da Área de Cultura da Deputación de Lugo. O Comité Consultivo do ICOM, Consello Consello Internacional de Museos, asociado á UNESCO, propón cada ano un tema que os museos poden utilizar para valorizar a súa posición no seo da sociedade, escollendo para este 2011 o lema Museo e Memoria. . Cos obxectos que conservan, os museos recadan historias e transmiten a memoria das comunidades nas cales vivimos. Estes obxectos son expresións do noso patrimonio natural e cultural. Moitos deles son fráxiles ou, ás veces, atópanse en situación de perigo, e necesitan ser conservados con moito coidado. O Día Internacional dos Museos dará a oportunidade aos seus visitantes de descubrir e redescubrir a súa memoria individual e colectiva. Baixo o mesmo lema do Día Internacional dos Museos os museos europeos teñen na noite do día 14 de maio a Noite dos Museos, unha celebración ñen que este ano patrocina por primeira vez o ICOM, e que propón prestar atención a temas como o coidado e acceso ás coleccións e documentos, a historia dos oidado museo, a memoria esquecida e a relación entre a memoria, a comunidade e a relación identidade, incluíndo a identidade familiar. A actividade central deste celebración é o programa multimedia “A Piece of the Story” (Un pedazo de historia) para compartir unha historia fascinante ou extraordinaria sobre unha obra concreta de sobre calquera museo. En cada un dos museos da Rede Museística pretendemos coas propostas pretendemos, que lle fixemos para conmemorar estas dúas datas, animalos a achegarse ao mos máis próximo, ao que sinta como seu, que tire proveito das actividades e, ao tempo, que percibe que a súa memoria, a persoal e a colectiva, a cultural, a artística e a histórica, non d deixarían pegada se non existísemos os museos. 56
  58. 58. Museo Fortaleza San Paio de Narla VISITA ILUMINADA. Convidámos a participar nesta visita guiada nocturna, . Convidámos seguindo unha inciativa dos museos europeos que chama a atención sobre os obxectos exposto e a memoria, e sobre a experimentación de diferentes sensacións á hora de achegarse a un museo museo. Os obxectos da memoria / A memoria dos obxectos Todos os días, desde o 14 ao 21 de maio (ambo incluídos) (ambos Os museos conservan obxectos que foron usados na vida cotiá doutras épocas e que nos permiten saber cómo se vivía no pasado. Propuxemos aos visitantes que escoll an algún obxecto actual, de uso mos escolleran normal e regular na súa vida, que teña algun algunha relación coas coleccións do Museo Etnográfico San Paio de Narla para buscar entre os obxectos expostos aqueles doutras épocas que cumpriron a mesma función para os nosos devanceiros. Cos obxectos que apare apareceron tivemos unha magnífica desculpa para ver con outros ollos o museo museo. Obradoiro Atlas da memoria dos museos por Adriana López e Mara Rodríguez Atesouramos memoria a través das diferentes percepcións que nos achegan os sentidos: a vista, o tacto, o olfacto e o oído. Propoñemos unha actividade, un xogo, no que valéndonos de diferentes pezas representativas do museo e a través das percepcións, dos estímulos e interrogantes que nos provoquen, elaborar un atlas do museo que, ao tempo, mapa a mapa, palmo a palmo, reconstrúa tamén a memoria de todos nosoutros nosoutros. 57
  59. 59. Museo Fortaleza San Paio de Narla Obradoiro Tendal das letras a cargo de Silvia Aldariz Quintela Durante toda a xornada realizarase unha exposición que remora a historia do Día das Letras Galegas desde o dedicado a Rosalía de Castro en 1963 ata o deste 2011 para honrar a Lois Pereiro. O Tendal das letras é un arame físico onde pendurar a memoria, onde enxugar os perigos que ameazan a nosa lingua. Percorrido polas nosas letras e homenaxe a Lois Per Pereiro, conferencia con proxección arredor da historia e dos persoeiros homenaxeados no Día das letras galegas desde 1963 ata 2011 58
  60. 60. Museo Fortaleza San Paio de Narla Memorias de mulleres de aquí e de acolá Vídeo-proxección e mesa de debate con Joselyn Ruíz proxección exposición: Conferencia-exposición: Memoria da formación da estrutura militar, destrución, transformacións e rehabilitación do edificio do Museo de San Paio Narla por Narla, José Ramón Soraluce Blond, Xosé Antón García Gozález Ledo e José Ángel Santos Ferro Gozález-Ledo Ferro. 59
  61. 61. Museo Fortaleza San Paio de Narla Archivo Real Chancilleria de Valladolid año 1510 Carpeta 4 nº 57 sección: planos y dibujos. Archivo Real Chancilleria de Valladolid año 1510 Carpeta 4 nº 57 sección: planos y dibujos. 60
  62. 62. Museo Fortaleza San Paio de Narla 61
  63. 63. Museo Fortaleza San Paio de Narla Fotos da Fortaleza San Paio de Narla en 1939 62
  64. 64. Museo Fortaleza San Paio de Narla Nos satisface que José Ángel Santos arquitecto investigador, tomara como arquitecto-investigador, referencia San Paio de Narla para realizar o traballo de investigación sobre unha materia do seu Máster Teatro escolar De serpes e segas, polo grupo de teatro escolar “Algo máis que pan e segas, queixo” , do CPI Doutor López Suárez, Friol. Baixo a dirección dos mestres Carricoba e Blanca. Texto da representación teatral: 63
  65. 65. Museo Fortaleza San Paio de Narla DE SERPES E SEGAS ACTO I Dona Elisa: Oíches o que contan os veciños? Andan aqueloutrados e non é para menos. Parece : que a serpe volve facer das súas. Don Froilán: Levabamos tempo sen ter novas dela e a cousa semellaba que quedara no : esquecemento, mais polo que dis, vexo que foi un espellismo. Dona Elisa: Iso foron andrómenas que quixeches crer para non ter que enfrontar o problema. : andrómenas Sempre tan nugallán e despreocupado! Don Froilán: Ti sempre coa escopeta preparada! Xa sei que antes ou despois volveriamos ter a : bicha na casa –é un dicir, non o digo por ti pero gustaríame estar seguro. Xa sabes que se contan é ti- r moitas cousas e despois resulta que a metade da metade. Dona Elisa: Pois ti, que es tan moderno, poderías argallar unha desas sondaxes de opinión, para : coñecer as experiencias dos teus veciños coa bicha. Así ao teres datos reais, dos que tan amigo es, darías por bos os comentarios e procurarías o xeito de axudar a resolver o problema. Don Froilán: (pensando) Teño apalabrada unha cacería na Serra dos Ancares. O da serpe a min no che me preocupa nadiña. Se acaso ao contrario: Canta máis necesidade teñan os labregos, máis poden medrar os meus negocios. Aos prexudicados polas andanzas da serpe vailles cumprir que lles bote unha man… ao pescozo… (Dirixíndose á muller) Cando volva decidirei o que hei facer. Dona Elisa: Si, cando volvas… Cando volvas ha ser tempo de Entroido e só vas pensar na cachola lvas… do porco, no lacón, nas roscas, no freixós, nos… Don Froilán: Cala… (relambéndose) que ca me están entrando ganas de adiantar o calendario. Sabes que devezo por esas festas. Dona Elisa: Sei sei… que tes sorte non haber “dietistas” que vixíen a túa alimentación, que senón ías comer herba… que pareces un bocoi de viño a mediados de novembro. Don Froilán: Cala non me encirres. : Dona Elisa: O do tonel de viño dígocho co agarimo que che teño… porque se te miras no espello : xa ben ves que es máis ancho ca alto. Don Froilán: Pois ti… Dona Elisa: Cala que aínda non acabei. Ás veces cando te vexo desde a porta, saír montado na : cabalería, teño dificultade para distinguir ao lonxe quen é quen. Don Froilán: Que queres dicir? : 64
  66. 66. Museo Fortaleza San Paio de Narla Dona Elisa: Faste o parvo ou adestras? Estouche dicindo que cando o xastre vén tomarche as : medidas para un novo traxe (díxomo a súa muller) ten que estar tomando vitaminas quince días antes porque non dá feito con tanta volta que ten que dar. Xa lle escoitei un día no adro da igrexa… que Don Froilán: Ti hoxe estás por amolarme e no cho vou permitir. : Dona Elisa: …que a próxima vez que o chames vai traer un adival no canto de cinta métrica. : Don Froilán: Serás boca mala e sen sentido… Vaite coas túas costureiras perder o tempo e parolar : Vaite das cousas sen tino que adoitades falar. Veña! Vai cortar algún traxe. Dona Elisa: Si, irei. Niso que dis tes razón: cando nos xuntamos non desaproveitamos o tempo… : Don Froilán: Xa muller xa! Xa sei que non dades puntada sen fío. Ala que te acompaño ata a : porta… (para o público) Para ter a seguridade de que me vai deixar tranquilo unha migalla. (Vaise a Dona Elisa. Entra a serpe polo medio do público e pasa rapidamente polo escenario diante dos ollos do D Don Froilán que non a ve ou fe que non a ve) Don Froilán: Espero que estas lerias da serpe non alteren os meus proxectos. Non podo faltar á : cacería. Van ir personaxes influentes e o que algo quere… Cero que hai un montón de historias que falan da serpe por aquí e por acolá… (pasa novamente a serpe) pero o que se di vela eu aínda estou por vela. Ao mellor todo é froito da imaxinación desta xentiña. Ademais se é certo o que din eu igual saco tallada no asunto. No é problema meu. ACTO II (As costureiras sentadas cosendo) Casilda: Ai! (mirando para o seu dedo) Non fun picar o dedo…? Remedios: Costureira sen dedal cose pouco e iso mal : Toña: Xa estás ti coas túas ladaíñas. : Remedios: Vai por un caldeiro para recollerllo : Toña: Serás besta… Remedios: O que son é previsora porque imos perder o sangue desta, se podemos aproveitala para facermos unhas filloas? Casilda: Insinúas que son unha cocha? : Toña: Muller non ha querer dicir iso. A que non? : Remedios: A que sí? Casilda: Ai! Será mala pécora. Voute picar a ti para que sigas tan divertida e ocorrente. (boca correr : tra da Remedios) 65
  67. 67. Museo Fortaleza San Paio de Narla Toña: (interpondo o seu corpo entra as dúas) No che segue doendo o dedo? Casilda: Non, dóeme a alma coas cousas que esta me di : Remedios: Saíches moi remirada (facéndolle carantoñas a Casilda) Ti ías para “señoritinga”… : (entra a Dona Elisa e paran de se perseguir) Dona Elisa: Boas tardes Costureiras: (ao son) Moi boas! Dona Elisa: E impresión miña ou estades algo alporizadas… : Toña: Impresión levárona esta que rifaban entre elas como dúas picariñas cando vostede entrou. : Dona Elisa: Pois deixade as vosas disputas e seguide co voso traballo. (Sentan, Segue falando a Dona : Elisa) Non teredes oído nada da presenza da serpe por acó nestes días? Casilda: Ai como doe…! Remedios: Pois agora que o pregunta escotei estoutro día un conto na feira de Guimarei. Non sei : pregunta será certo pero oín… Toña: Que oíches muller? Remedios: Pois oín que na Laxe, en Miraz, á Felicitas de Mantelle entroulle a bicha na corte e … : Casilda: Que corte! Remedios: Non o sabes ben . Din que a Felicitas levou un susto do dome. Mesmo din que perdeu a fala. Toña: Iso tiña que velo eu, porque lingua ten unha pouca… Eu tamén oín que no Outeiro perderon : un año e bótanlle a culpa á serpe. Non sei. Dona Elisa: O de Guimarei faiseme novo. Is que dis ti xa o escoitara. : Isto Casilda: Eu no sei, pero a miña nai contoume que hai tempo baixaba a serpe con frecuencia pero : non se deixaba ver. Que facía das súas pero ás agachadas… Remedios: Pois agora semella máis fachendosa. Como se estas terras fosen da súa propiedade. : Dona Elisa: Iso é o que máis me molesta. Crese dona de todo. Non hai que refree a súa : voracidade. Toña: Vese que non é pinta escrupulosa. Válelle calquera cousa que atope. : Dona Elisa: Si. Con tal de se encher… non repara no mal que provoca. Só pensa nela. Habería que : provoca. lle para os pés. Casilda: (mirando ao público) Se os tivese… 66
  68. 68. Museo Fortaleza San Paio de Narla Remedios: Levas razón. ACTO III Serpe: (leva debaixo do brazo un libro de contabilidade) Ben se me ve que son unha ilustrada e que a miña presenza impón respecto. O meu vivir só ten un interese: O de medrar, medrar, ser poderosa. Baixo a diario da serra, de aí arriba. Procuro aquilo que me xere beneficio A todos zugo o que teñan de proveito: Váleme un año, unha porca, o leite ou tres carneiros O meu é estar farta. Gozo facendo o mal, vendo a miseria na que deixo algunha casa. O meu, (elevando o ton de voz) repito para aqueles que estean xordos, é zugar o sangue do que atope no camiño. Pobriños! Traballade arreo, producide ben, xa virei eu aproveitar o voso esforzo. ACTO IV (Nun recanto da aldea dúas veciñas) Marcela: Xa escoitaches o que comentaban os homes no adoro da igrexa? : Lola: Non. Quedei tan aparvada coa prédica de D. Rosendo na misa que non prestei atención : Marcela: Moita atención lle dedicas ti ao D. Rosendo : Rosendo… 67
  69. 69. Museo Fortaleza San Paio de Narla Lola: Ai muller! E logo na misa a que lla hai prestar?... Ou queres que faga coma ti que non lle : sacas o ollo de enriba ao Pepe das Travesas. Un día halo comer coa vista. Marcela: Deixa de meter o fociño onde non te chaman. Preguntábache polo que din da Castelas. : das Lola: Xa che dixen que non o oín : Marcela: E has quere que cho conte? : Lola: (facendo unha reverencia e cun falar requintado) Pois se fose vostede tan amable e tivese a xentileza, os meus oídos están preparados para oír o parte. (cambiando de rexistro) Conta muller, conta! Vicenta: …Espera que non sei de que falades pero seguro me interesa. : Marcela: (mirando para o público) Mira para a Vicenta que atenta! (dirixíndose ás veciñas) Pois falaba o Tuxaleiro vello que ao parecer este ano o de ir ás segas vai estar ben complicado. Non sei que explican da oferta e da demanda e que se a man de obra galega non vai ser moi ben acollida por aló. Vicenta: Pois precisamente o Pepe das Travesas : Travesas… Marcela: Que di ese ceo de home? : Vicenta: Pois que xa nas segas do pasado ano no eran moi ben mirados. Minguaron as colleitas e : os de por alí dinlles que lles van roubar o pouco traballo que teñen. Lola: Pero se sempre pediron por nós. Saben que somos xente escrava e largacía no traballo. : xente Sempre gabaron a nosa disposición na seitura, e o pouco que nos teñen que pagar. Vicenta: Pero di o Mingos do Albeiro que mudaron os tempos e mudaron as opinións. Que agora : non somos ben queridos. Marcela: Tempos chegarán… Quen o ían dicir? n… Lola: Anda vamos que teño a pota ao lume… : Vicenta: Por riba chámanos mouros. Que se son escuros de máis. A algún hai que lle din que fede. : Lola: Que queres dicir? Vicenta: Non quero dicir: Digo, que din que olen non precisamente a rosas, que os tratan como se : de apestados se tratase. Non se dan conta que co traballo dos galegos que alí van, esas terras manteñen a súa riqueza. A nós déixannos traballar naquilo que eles non queren. Señoritos! E por riba xenófobos. Lola: (mirando para o público) Non sei o que quererá dicir aquí a miña comadre… pero iso de “xilófanos” sóame a música vella e coñecida. 68
  70. 70. Museo Fortaleza San Paio de Narla ACTO V (Entran na casa Don Froilán e Dona Elisa) Don Froilán: Tesme que ir preparando a equipaxe. En tres días saio para os mondes dos An : Ancares e debo ter todo listo. Vou con D. Delfín e non quero desmerecer… Dona Elisa: Non, desmerecer non o has facer. Co repoludo que estás, has chamar a atención. : Ademais, ti ao que vas non é precisamente a tirar tiros. Don Froilán: E logo a que vou? Se no é moita a pregunta… : non Dona Elisa: Ti vas á cacería, iso si; pero no de caza. Vas ás enchentes e merendas. Has de ter : coidado non te vaian confundir no medio do monte cun porco bravo, porque como aniques tras dunha matogueira máis de un podería confundirte. Don Froilán: Xa estás. Dona Elisa: Claro que estou. Estou a tanto de todo o que dis que fas que logo non fas. : Don Froilán: Non entendo Dona Elisa: Iso seino tamén. Deixas pendente o asunto da serpe e deixas preocupados a todos os : veciños. Ti entrementres: “Arre cabaliño, aos montes de merenda vai o señoriño” Don Froilán: Teño que facer o preparativos. Déixate de contos. : Dona Elisa: Claro home, claro. E non te has despedir dos parentes de Trasmonte? : Don Froilán: E non hei de ir? Fan un guiso de lebre que recende de lonxe… e como hei pasar un : tempo se catalo debo levar o recordo fresco. Dona Elisa: Vai oh vai… Darías un bo conselleiro de Feiras e Mercados. Só pensas coa barriga. Ben : abaixado tes o cerebro! Don Froilán: O cargo non me acaería mal, non. Tereiche que dar a razón. Pero o meu é a caza. : Dona Elisa: Si, e a pesca, e o paseo, e as cheas. Xa din que cazador e troiteiro nin meda nin : palleiro. Don Froilán: A miña posición non é a de abaixarme a traballar, para iso xa están os labregos que : teñen tal dedicación. Non me vou meter no seu. O meu son as finanzas. Non quero que pensen l que son un entremetido. Dona Elisa: Niso levas razón. Onde realmente entrementes… é o dente no prato. : Don Froilán: Cala e non me tolees a cabeza,… : Dona Elisa: Como que puideses tolear dos pés. ses 69
  71. 71. Museo Fortaleza San Paio de Narla Don Froilán: Co que che teño que oír non me estrañaría… Pero ao que ía. Vou acabar de amañar : as cousas. Dona Elisa: Vai Don Froilán: (enfadado) Xa vou oh… xa vou Dona Elisa: Semellas falar cun boi : Don Froilán: Non será tal! ACTO VI Marcela: Onde ides? Vicenta: Ímoslle ver o meniño á Rosario do Currás : Lola: Levámoslle unha pita para que faga un bo caldo e recupere as forzas despois do parto tan : complicado que tivo. Vicenta: Queriámoslle levar algo de chocolate e un viño quinado pero non están ao noso alcance. : Marcela: É verdade que tivo un meniño hai pouco tempo. O pai estará feliz! : Vicenta: Máis feliz estache a nai que despois dos nove meses que pasou… : Lola: Tes razón, pero o pai, sabendo que foi un neno o que trouxo a Rosario, estará c : contento de poder seguir mantendo o no de Paio como o seu pai, avó e bisavó, cando menos. Vicenta Seguro que farán o bautizo no Seixón. Lola: Seguro Marcela: O que é seguro é que vai cometer un erro de moito … : Lola: Que dis muller? Vicenta: Toleaches? Marcela: Xa non lembrades o que falaban os homes esoutro día. Ou ten moita sorte ou ese : pequeno cando medre terá que ir a Castela ás segas, como tódolos homes da súa casa. Lola: Vaia novidade. Pareces un xornal atrasado. : Marcela: Retrasada ela ti Lola: Niso levas razón Vicenta: (dándolle co cóbado nas costas) Pero ti es parva ou que? 70
  72. 72. Museo Fortaleza San Paio de Narla Lola: É verdade. Na casa din que eu son a retrasada. Son a máis pequena de todos, os meus : irmáns lévanme moitos anos. Marcela: Vamos… que chegaches tarde e por riba mal cocida. Refírome a que ti seguro que non : lle poñerías ao teu fillo “paifoco” ou “mexamorniñas” a que non? Lola: Muller! Iso non se lle ocorre a ninguén… : (Aparece Dona Elisa que entra na conversa) Dona Elisa: Contaba a miña avoa, que en gloria estea, que nos tempos dos seus avós aínda era : tempos ben frecuente que os rapaces levasen o nome de Paio, igual ca hoxe é Manuel, Xosé ou Xesús nomes abondosos. Marcela: Pero… Dona Elisa: Pero nas Castelas deron en chamarlles, ao galegos que alí ían, paios no canto de : galegos e non como apelativo agarimoso… Marcela: Porque aparte de facernos traballar coma bestas, rían de nós e aldraxábanos. : Dona Elisa: De aí, que se vos fixades, practicamente desaparecese o nome : Marcela: A cantos coñecedes que leven ese nome? Eh? Ir hoxe en día ás Castelas co nome de Paio : Castelas é ir marcado cunha cruz e por riba pedir que che cuspan. Lola: Non entendo. Marcela: Como has entender. Non ves que che falta unha cocedura. : Vicenta:Oe! Eu tampouco entendo e no me veñas falando de máis ou menos ferveduras. :Oe! Marcela: Téñovolo que explicar de vez: Xa hai tempo que por esas terras secas e malditas, agasállannos co apelativo de “paio” a tódalas horas. Que se somos paios, que semellas un paio, que serás paio… , que veña paio vaite durmir á túa terra, … Lola: E rézanlle ao noso San Paio? Marcela: Miña filla ti non tes amaño. Paio o empregan no canto de pailarocos, inxenuos. : Entendes? Lola: Xa o collín á primeira, muller, pero xa sabes que teño problemas de “risco” sanguíneo. : Vicenta: (polo baixo) Rego, muller, rego Lola: Que rego? Marcela: Déixaa que esta … Lola: Vai ser verdade que son uns xilófonos : Marcela: Xenófobos 71
  73. 73. Museo Fortaleza San Paio de Narla Vicenta: Iso… que non teñen onde caer mortos. : Dona Elisa: Ide que vai ser noite. : ACTO VII Serpe: Baixei ata Miraz para apagar a sede No meu pozo, que é meu, saciei a sequidade. Agora que sabedes que son case invencible terédesme respecto. No saiades ao camiño. Das miñas hei facer gañando territorio Toda a Serra será da miña propiedade Espero que saibades que son eu. Se me vedes, fuxide. Medo e máis medo hei de impor. ACTO VIII Don Froilán: Xa estou de volta. : Dona Elisa: Ola (danse unha aperta) Non sabes canto me alegro de te ver. Don Froilán: (mirando ao público) Esta algo quer (falando coa muller) E eu tamén. Botei case un mes fóra e veño derreado de subir e baixar, vadear ríos, durmir pouco, estar pendente de situarme ben para poder falar con quen debía. Buf… Dona Elisa: Si que vés canso. Debe de ser certo. : Don Froilán: Si Elisa, si. Fixen algún contacto interesante. Espero produzan os beneficios que : contacto espero deles, pero veño canso. Mando recoller tódolos meus trebellos que eu sen máis voume dar un baño de auga quente no barreño que espero estea preparado. Dona Elisa: A verdade é que debes vir canso. Aínda non falaches de comer. Seguro que vés cheo : de máis. Anda vaite lavar que cheiras a bravío. Don Froilán: (ulindo as mangas do traxe) Cheirarei muller, cheirarei. (Desaparece o señor de escena e entran as costureiras) 72

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