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ROMANTISMO -
POESIA
CRONOLOGIA DO
ROMANTISMO NO BRASIL
1836 – Publicação de: “A Nitherói,
Revista Brasiliense” em Paris - o
objetivo era criar textos que
divulgassem os símbolos da
nacionalidade brasileira.
– Publicação de “Suspiros
poéticos e saudades” de
Gonçalves de Magalhães.
1ª GERAÇÃO DA POESIA
DO ROMANTISMO
CARACTERÍSTICAS
FATOS QUE INFLUENCIARAM ESSA GERAÇÃO
POESIA ROMÂNTICA NO BRASIL
1ª GERAÇÃO
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
 Influência direta da Independência do Brasil (1822)
 Nacionalismo, ufanismo - Exaltação à natureza e à
pátria.
 O Indianismo - O Índio como grande herói nacional.
 Liberdade formal – Preocupação com o conteúdo e
não com a forma de escrevê-lo.
 Vocabulário mais brasileiro – uso de vocábulos
indígenas e regionalistas.
 Subjetivismo - visão particular da sociedade, de seus
costumes, do amor e da vida como um todo.
 Principais poetas
 Gonçalves de Magalhães
 Gonçalves Dias
 José de Alencar
NACIONALISMO
 Surge a necessidade de criar uma
cultura genuinamente brasileira. Como uma
forma de publicidade do Brasil, os autores
brasileiros procuravam expressar uma
opinião, um gosto, uma cultura e um jeito
autênticos, livres de traços europeus.
 Busca-se o passado histórico, exalta-se
a natureza da pátria; qualidades que se
encaixavam perfeitamente à necessidade
brasileira de ofuscar profundas crises
sociais, financeiras e econômicas.
GRANDE CASCATA DA TIJUCA
MANUEL DE ARAÚJO
CANÇÃO DO EXÍLIO
GONÇALVES DIAS
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui
gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
•INDIANISMO
Os românticos, inspirados pela
definição de “bom selvagem” feita
por Jean-Jacques Rousseau,
projetarão no índio o espírito do
homem livre e incorruptível. No
Brasil,o índio é a representação do
nosso passado medieval, símbolo de
patriotismo e brasilidade, a figura do
herói nacional
I-JUCA PIRAMA
GONÇALVES DIAS
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros,
descendo
Da tribo Tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda
errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
. LIBERDADE FORMAL
“Sede como os pássaros que, ao pousarem um
instante sobre ramos muito leves, sentem-nos
ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem
asas.”(Victor Hugo)
As produções literárias estavam
livres para assumir a forma que
quisessem, ou seja, entrava em
evidência a expressão em
deterimento da estrutura formal
(versificação, rima etc).
VOCABULÁRIO MAIS BRASILEIRO
Como um meio de criar uma cultura
brasileira original, os artistas buscavam
inspiração nas raízes pré-coloniais
utilizando-se de vocábulos indígenas e
regionalismos brasileiros para criar uma
língua que tivesse a cara do Brasil. Os
versos indianistas não exploram a
liberdade formal característica do
Romantismo, são marcados pelo controle
da métrica e escolha das rimas.
Semelhança ao toque ritual dos
tambores indígenas.
MARABÁ
GONÇALVES DIAS
Eu vivo sozinha, ninguém me procura!
Acaso feitura
Não sou de Tupã?
Se algum dentre os homens de mim não
se esconde:
_” Tu és Marabá!”
_ Meus olhos são garços, são cor das
safiras,
_Tem luz das estrelas, têm meigo brilhar;
• IDEALIZAÇÃO
O escritor romântico, motivado
pela fantasia e pela imaginação,
tende a idealizar vários temas,
acentuando algumas de suas
características. A idealização do
índio(o bom selvagem – Rousseau)
e a natureza(cor local), os
encantos da mulher amada.
FRANÇOIS BOUCHET
OLHOS VERDES
GONÇALVES DIAS
São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança,
Uns olhos por que morri;
Que ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
•SUBJETIVISMO
É o mundo pessoal, interior, os
sentimentos do autor que se fazem
o espaço central da criação. Com
plena liberdade de criar, o artista
romântico não se acanha em expor
suas emoções pessoais, em fazer
delas a temática sempre retomada
em sua obra.
.
SE SE MORRE DE AMOR!
GONÇALVES DIAS
Se se morre de amor! _ Não, não se
morre,
Quando é fascinação que nos
surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e
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Romantismo poesia - 1ª geração

  • 2. CRONOLOGIA DO ROMANTISMO NO BRASIL 1836 – Publicação de: “A Nitherói, Revista Brasiliense” em Paris - o objetivo era criar textos que divulgassem os símbolos da nacionalidade brasileira. – Publicação de “Suspiros poéticos e saudades” de Gonçalves de Magalhães.
  • 3. 1ª GERAÇÃO DA POESIA DO ROMANTISMO CARACTERÍSTICAS
  • 4. FATOS QUE INFLUENCIARAM ESSA GERAÇÃO
  • 5.
  • 6. POESIA ROMÂNTICA NO BRASIL 1ª GERAÇÃO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS  Influência direta da Independência do Brasil (1822)  Nacionalismo, ufanismo - Exaltação à natureza e à pátria.  O Indianismo - O Índio como grande herói nacional.  Liberdade formal – Preocupação com o conteúdo e não com a forma de escrevê-lo.  Vocabulário mais brasileiro – uso de vocábulos indígenas e regionalistas.  Subjetivismo - visão particular da sociedade, de seus costumes, do amor e da vida como um todo.  Principais poetas  Gonçalves de Magalhães  Gonçalves Dias  José de Alencar
  • 7. NACIONALISMO  Surge a necessidade de criar uma cultura genuinamente brasileira. Como uma forma de publicidade do Brasil, os autores brasileiros procuravam expressar uma opinião, um gosto, uma cultura e um jeito autênticos, livres de traços europeus.  Busca-se o passado histórico, exalta-se a natureza da pátria; qualidades que se encaixavam perfeitamente à necessidade brasileira de ofuscar profundas crises sociais, financeiras e econômicas.
  • 8. GRANDE CASCATA DA TIJUCA MANUEL DE ARAÚJO
  • 9. CANÇÃO DO EXÍLIO GONÇALVES DIAS Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
  • 10. •INDIANISMO Os românticos, inspirados pela definição de “bom selvagem” feita por Jean-Jacques Rousseau, projetarão no índio o espírito do homem livre e incorruptível. No Brasil,o índio é a representação do nosso passado medieval, símbolo de patriotismo e brasilidade, a figura do herói nacional
  • 11. I-JUCA PIRAMA GONÇALVES DIAS Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi: Sou filho das selvas, Nas selvas cresci; Guerreiros, descendo Da tribo Tupi. Da tribo pujante, Que agora anda errante Por fado inconstante, Guerreiros, nasci; Sou bravo, sou forte, Sou filho do Norte; Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi.
  • 12. . LIBERDADE FORMAL “Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas.”(Victor Hugo) As produções literárias estavam livres para assumir a forma que quisessem, ou seja, entrava em evidência a expressão em deterimento da estrutura formal (versificação, rima etc).
  • 13. VOCABULÁRIO MAIS BRASILEIRO Como um meio de criar uma cultura brasileira original, os artistas buscavam inspiração nas raízes pré-coloniais utilizando-se de vocábulos indígenas e regionalismos brasileiros para criar uma língua que tivesse a cara do Brasil. Os versos indianistas não exploram a liberdade formal característica do Romantismo, são marcados pelo controle da métrica e escolha das rimas. Semelhança ao toque ritual dos tambores indígenas.
  • 14. MARABÁ GONÇALVES DIAS Eu vivo sozinha, ninguém me procura! Acaso feitura Não sou de Tupã? Se algum dentre os homens de mim não se esconde: _” Tu és Marabá!” _ Meus olhos são garços, são cor das safiras, _Tem luz das estrelas, têm meigo brilhar;
  • 15.
  • 16. • IDEALIZAÇÃO O escritor romântico, motivado pela fantasia e pela imaginação, tende a idealizar vários temas, acentuando algumas de suas características. A idealização do índio(o bom selvagem – Rousseau) e a natureza(cor local), os encantos da mulher amada.
  • 18. OLHOS VERDES GONÇALVES DIAS São uns olhos verdes, verdes, Uns olhos de verde-mar, Quando o tempo vai bonança; Uns olhos cor de esperança, Uns olhos por que morri; Que ai de mi! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi!
  • 19. •SUBJETIVISMO É o mundo pessoal, interior, os sentimentos do autor que se fazem o espaço central da criação. Com plena liberdade de criar, o artista romântico não se acanha em expor suas emoções pessoais, em fazer delas a temática sempre retomada em sua obra. .
  • 20. SE SE MORRE DE AMOR! GONÇALVES DIAS Se se morre de amor! _ Não, não se morre, Quando é fascinação que nos surpreende De ruidoso sarau entre os festejos; Quando luzes, calor, orquestra e flores Assomos de prazer nos raiam n’alma.