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Rio+20
Comitê Nacional de Organização
      Conferência das Nações Unidas
    sobre Desenvolvimento Sustentável

   Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012
Rio+20: como chegamos até aqui

                                      Estocolmo 1972

•    Realizada há quarenta anos, a Conferência de Estocolmo representou o primeiro grande
     passo em busca da superação dos problemas ambientais. Até então, era comum pensar que
     os recursos naturais eram inesgotáveis e que a Terra suportaria toda ação humana. Foi
     somente a partir da reunião de Estocolmo, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio
     Ambiente Humano, que a temática ambiental passou a integrar a agenda política
     internacional.



•    A poluição crescente da água e do ar, a ameaça de extinção de espécies da fauna e da flora e
     os cada vez mais comuns acidentes ambientais, como o que ocorreu na usina nuclear russa
     de Tcheliabinski em 1957 (contaminando cerca de 250 mil pessoas), ajudaram a sociedade
     civil e os governantes a desenvolver a consciência ambiental que impulsionou a realização da
     Conferência. Foi na capital sueca que se estabeleceu o dia 5 de junho como o Dia Mundial
     do Meio Ambiente.         Naquela ocasião, foram também estabelecidos os princípios que
     norteiam, até hoje, a política ambiental da maioria dos países.
Rio+20: como chegamos até aqui

                                          Rio - 92

•  Em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou
Rio-92, foi o maior evento realizado no âmbito das Nações Unidas até então. Delegados de 172
países e 108 chefes de Estado, além de 10 mil jornalistas e representantes de 1.400 ONGs,
estiveram presentes no Riocentro, enquanto membros de 7 mil ONGs e boa parte da população
do Rio de Janeiro, de várias cidades do Brasil e de outras partes do mundo reuniram-se no Fórum
Global, no Aterro do Flamengo.

•  A Conferência do Rio consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável, proposto pelo
Relatório “Nosso Futuro Comum”, de 1987, que buscava superar o conflito aparente entre
desenvolvimento e proteção ambiental.

• No contexto das decisões da Rio 92, estabeleceu-se a Convenção-Quadro das Nações Unidas
sobre Mudança do Clima, a Convenção sobre Diversidade Biológica, a Declaração de
Princípios sobre Florestas, a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e
a Agenda 21. Dois anos depois, foi assinada a Convenção das Nações Unidas sobre Combate
à Desertificação. A Rio-92 representou, desse modo, ponto de inflexão na discussão internacional
do desenvolvimento sustentável.
Rio+20: como chegamos até aqui

                                  Rio +10

•    As Nações Unidas decidiram realizar, em 2002, na África do Sul, uma
     Conferência para marcar os dez anos da Rio-92, analisar os resultados
     alcançados e indicar o caminho a ser seguido para implementação dos
     compromissos. A Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável
     reuniu, em Johanesburgo, mais de 100 Chefes de Estado e reafirmou
     metas relativas à erradicação da pobreza, à promoção da saúde, à
     expansão dos serviços de água e saneamento, à defesa da biodiversidade
     e à destinação de resíduos tóxicos e não-tóxicos.

•      A agenda de debates incluiu energias renováveis e responsabilidade
     ambiental das empresas, bem como a necessidade de que todos os atores
     sociais somem esforços na promoção do desenvolvimento sustentável.
Desdobramentos da Rio-92
     Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima
                                   Conferência das Partes (COP)
                                        Protocolo de Quioto
                                      Reunião das Partes (CMP)

      A Conferência das Partes (COP) na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC)
      e a Reunião das Partes no Protocolo de Quioto (CMP) reúnem-se anualmente para debater o aprofundamento
      das regras e da implementação da Convenção e seu Protocolo:

•     COP I – Berlim (1995)
•     COP II – Genebra (1996)
•     COP III – Quioto (1997): adota o Protocolo de Quioto
•     COP IV – Buenos Aires (1998)
•     COP V – Bonn (1999)
•     COP VI – Haia e Bonn (2000)
•     COP VII – Marrakech (2001)
•     COP VIII – Nova Délhi (2002)
•     COP IX – Milão (2003)
•     COP X – Buenos Aires (2004)
•     COP XI/CMP I – Montreal (2005): entra em vigor o Protocolo de Quioto
•     COP XII/CMP II – Nairóbi (2006)
•     COP XIII/ CMP III – Bali (2007): adota o Mapa do Caminho de Bali
•     COP XIV/ CMP IV – Poznan (2008)
•     COP XV/ CMP V – Copenhague (2009)
•     COP XVI/ CMP VI – Cancun (2010): adota os Acordos de Cancun
•     COP XVII/ CMP VII – Durban (2011): decide que o segundo período de cumprimento do Protocolo de Quioto terá
      início em 1º de janeiro de 2013 e lança a Plataforma de Durban para Ação Aprofundada.
Desdobramentos da Rio-92
                          Convenção sobre Diversidade Biológica

•    A Convenção associa a conservação ao uso sustentável dos recursos biológicos, por meio de três pilares:
     1) conservação da biodiversidade
     2) uso sustentável dos seus componentes
     3) distribuição equitativa dos benefícios derivados dos recursos genéticos

•    A Convenção entrou em vigor em 29 de dezembro de 1993, decorridos 90 dias da 30ª ratificação.


                                Conferências das Partes (COPs)
•    COP I - Nassau (1994)
•    COP II – Jacarta (1995)
•    COP III – Buenos Aires (1996)
•    COP IV – Bratislava (1998)
•    COP V – Nairóbi (2000)
•    COP VI – Haia (2002)
•    COP VII – Kuala Lumpur (2004)
•    COP VIII – Curitiba (2006)
•    COP IX – Bonn (2008)
•    COP X – Nagóia (2010): aprova o Protocolo de Nagóia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição Justa e
     Equitativa dos Benefícios e o Protocolo Suplementar ao Protocolo de Cartagena (Biossegurança) sobre
     Responsabilidade e Compensação.
Desdobramentos da Rio-92
                                  Declaração do Rio
•    Estabeleceu importantes princípios para promover a cooperação entre países e entre segmentos
     da sociedade e para induzir o melhor entendimento sobre o desenvolvimento sustentável e suas
     interfaces com temas como a participação de minorias e a promoção da paz.

•    “Princípio 1: Os seres humanos estão no centro das preocupações para o desenvolvimento
     sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a Natureza.”


                                        Agenda 21
•    Instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes
     bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência
     econômica.

•    Para acompanhar a implementação da Agenda, a ONU criou a Comissão de Desenvolvimento
     Sustentável, responsável também pelo acompanhamento dos projetos associados à Declaração
     do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que estabeleceu 27 princípios legais não-
     vinculantes sobre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.
Desdobramentos da Rio-92

                     Declaração de Princípios sobre Florestas
•    Garante aos Estados o direito soberano de aproveitar suas florestas de modo sustentável, de acordo com suas
     necessidades de desenvolvimento.

•    Em 1995, foi criado o Painel Intergovernamental sobre Florestas, e, em 1997, o Fórum Intergovernamental
     sobre Florestas, que culminaram com a criação, pelo ECOSOC, do Fórum sobre Florestas das Nações
     Unidas (UNFF), em 2000. O objetivo é promover o gerenciamento, a conservação e o desenvolvimento
     sustentável de todos os tipos de florestas e fortalecer compromissos políticos de longo prazo para esse fim.

•    Instrumento não-vincuIante sobre todos os tipos de florestas: adotado pela Assembléia-Geral da ONU em
     2007, após a UNFF7, busca fortalecer compromissos pela implementação do gerenciamento sustentável de
     todos os tipos de floresta; aumentar a contribuição das florestas para o cumprimento das Metas do Milênio; e
     prover marco de cooperação nacional e internacional.


                                            Carta da Terra
•    Como desdobramento da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, foi lançada, em 1994,
     iniciativa da sociedade civil internacional para edição da Carta da Terra, com valores fundamentais e
     princípios úteis para a construção de uma sociedade justa, sustentável e pacífica no século XXI.
Rio+20: temas e debates


•  O termo “desenvolvimento sustentável” foi apresentado no
   Relatório “Nosso Futuro Comum”, de 1987, tendo como diretriz a
   ideia de um desenvolvimento “que atenda às necessidades das
   gerações presentes sem comprometer a habilidade das
   gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades”.

•  O desenvolvimento sustentável é concebido na interação entre três
   pilares: o pilar social, o pilar econômico e o pilar ambiental.

•  Na Rio+20, assim como ocorreu na Rio-92, espera-se pensar o
   futuro. Além de refletir sobre as ações adotadas desde 1992,
   deseja-se estabelecer as principais diretrizes para orientar o
   desenvolvimento sustentável pelos próximos vinte anos
Rio+20: temas e debates
•    A Rio+20 tem o potencial de ser o mais importante evento de política
     internacional dos próximos anos. Será uma Conferência sobre desenvolvimento
     sustentável, abarcando suas dimensões econômica, social e ambiental.

•    A Resolução 64/236, de 2009, da Assembléia-Geral das Nações Unidas, estabelece
     como objetivo da Conferência a renovação do compromisso político
     internacional com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação da
     das ações implementadas e da discussão de desafios novos e emergentes.

•    As Nações Unidas definiram como temas para a Conferência:

      –  Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da
         erradicação da pobreza

      –  Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável
Rio+20: temas e debates

•  Sob o tema “economia verde no contexto do desenvolvimento
   sustentável e da erradicação da pobreza”, o desafio proposto à
   comunidade internacional é o de pensar um novo modelo de
   desenvolvimento que seja ambientalmente responsável,
   socialmente justo e economicamente viável. Assim, a “economia
   verde” deve ser uma ferramenta para o desenvolvimento
   sustentável. O Brasil propõe-se a facilitar as discussões, uma vez
   que o debate sobre o tema encontra-se em estágio inicial.

•  Sob o tema da estrutura institucional para o desenvolvimento
   sustentável, insere-se a discussão sobre a necessidade de
   fortalecimento do multilateralismo como instrumento legítimo para
   solução dos problemas globais. Busca-se aumentar a coerência na
   atuação das instituições internacionais relacionadas aos pilares
   social, ambiental e econômico do desenvolvimento.
Rio+20: O caminho até a Conferência (2010-2012)
•  Maio 2010:   1ª. Sessão do Comitê Preparatório

•  Jan 2011:   1ª. Reunião Intersessional
   do Comitê Preparatório

•  Mar 2011:    2ª. Sessão do Comitê Preparatório

•  1 de novembro de 2011: prazo final para submissão às
   Nações Unidas das contribuições dos Estados, das
   organizações internacionais e da sociedade civil

•  Set-Dez 2011: Reuniões Preparatórias Regionais
       •  América Latina e Caribe – SETEMBRO
       •  África – OUTUBRO
       •  Países Árabes - OUTUBRO
       •  Ásia e Pacífico - OUTUBRO
       •  Europa– DEZEMBRO
Rio+20: O caminho até a Conferência (2010-2012)


•  Dezembro 2011 :
   2ª. Reunião Intersessional do Comitê Preparatório: Orientações
   para a “minuta zero” do Documento Final

•  Jan-Fev 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento
   Final


•  Março 2012: 3ª. Reunião Intersessional do Comitê Preparatório


•  Mar-Abril 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento
   Final


•  Maio 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento Final
Rio+20: O caminho até a Conferência (2010-2012)
                  Conferência Rio+20

                          Programação

•  3ª. Sessão do Comitê Preparatório
   –  13 a 15 de junho: reunião de representantes governamentais
      para negociação do Documento Final a ser adotado pela
      Conferência
•  Eventos com a Sociedade Civil
   –  16 a 19 de junho: Diálogos sobre sustentabilidade com a
      sociedade civil
•  Segmento de Alto Nível
   –  20 a 22 de junho: presença de Chefes de Estado e de Governo
      dos países-membros das Nações Unidas;
   –  adoção do Documento Final da Conferência

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Rio 20 com chegamos ate aqui nf

  • 1. Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012
  • 2. Rio+20: como chegamos até aqui Estocolmo 1972 •  Realizada há quarenta anos, a Conferência de Estocolmo representou o primeiro grande passo em busca da superação dos problemas ambientais. Até então, era comum pensar que os recursos naturais eram inesgotáveis e que a Terra suportaria toda ação humana. Foi somente a partir da reunião de Estocolmo, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que a temática ambiental passou a integrar a agenda política internacional. •  A poluição crescente da água e do ar, a ameaça de extinção de espécies da fauna e da flora e os cada vez mais comuns acidentes ambientais, como o que ocorreu na usina nuclear russa de Tcheliabinski em 1957 (contaminando cerca de 250 mil pessoas), ajudaram a sociedade civil e os governantes a desenvolver a consciência ambiental que impulsionou a realização da Conferência. Foi na capital sueca que se estabeleceu o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Naquela ocasião, foram também estabelecidos os princípios que norteiam, até hoje, a política ambiental da maioria dos países.
  • 3. Rio+20: como chegamos até aqui Rio - 92 •  Em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou Rio-92, foi o maior evento realizado no âmbito das Nações Unidas até então. Delegados de 172 países e 108 chefes de Estado, além de 10 mil jornalistas e representantes de 1.400 ONGs, estiveram presentes no Riocentro, enquanto membros de 7 mil ONGs e boa parte da população do Rio de Janeiro, de várias cidades do Brasil e de outras partes do mundo reuniram-se no Fórum Global, no Aterro do Flamengo. •  A Conferência do Rio consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável, proposto pelo Relatório “Nosso Futuro Comum”, de 1987, que buscava superar o conflito aparente entre desenvolvimento e proteção ambiental. • No contexto das decisões da Rio 92, estabeleceu-se a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a Convenção sobre Diversidade Biológica, a Declaração de Princípios sobre Florestas, a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e a Agenda 21. Dois anos depois, foi assinada a Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação. A Rio-92 representou, desse modo, ponto de inflexão na discussão internacional do desenvolvimento sustentável.
  • 4. Rio+20: como chegamos até aqui Rio +10 •  As Nações Unidas decidiram realizar, em 2002, na África do Sul, uma Conferência para marcar os dez anos da Rio-92, analisar os resultados alcançados e indicar o caminho a ser seguido para implementação dos compromissos. A Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável reuniu, em Johanesburgo, mais de 100 Chefes de Estado e reafirmou metas relativas à erradicação da pobreza, à promoção da saúde, à expansão dos serviços de água e saneamento, à defesa da biodiversidade e à destinação de resíduos tóxicos e não-tóxicos. •  A agenda de debates incluiu energias renováveis e responsabilidade ambiental das empresas, bem como a necessidade de que todos os atores sociais somem esforços na promoção do desenvolvimento sustentável.
  • 5. Desdobramentos da Rio-92 Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima Conferência das Partes (COP) Protocolo de Quioto Reunião das Partes (CMP) A Conferência das Partes (COP) na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e a Reunião das Partes no Protocolo de Quioto (CMP) reúnem-se anualmente para debater o aprofundamento das regras e da implementação da Convenção e seu Protocolo: •  COP I – Berlim (1995) •  COP II – Genebra (1996) •  COP III – Quioto (1997): adota o Protocolo de Quioto •  COP IV – Buenos Aires (1998) •  COP V – Bonn (1999) •  COP VI – Haia e Bonn (2000) •  COP VII – Marrakech (2001) •  COP VIII – Nova Délhi (2002) •  COP IX – Milão (2003) •  COP X – Buenos Aires (2004) •  COP XI/CMP I – Montreal (2005): entra em vigor o Protocolo de Quioto •  COP XII/CMP II – Nairóbi (2006) •  COP XIII/ CMP III – Bali (2007): adota o Mapa do Caminho de Bali •  COP XIV/ CMP IV – Poznan (2008) •  COP XV/ CMP V – Copenhague (2009) •  COP XVI/ CMP VI – Cancun (2010): adota os Acordos de Cancun •  COP XVII/ CMP VII – Durban (2011): decide que o segundo período de cumprimento do Protocolo de Quioto terá início em 1º de janeiro de 2013 e lança a Plataforma de Durban para Ação Aprofundada.
  • 6. Desdobramentos da Rio-92 Convenção sobre Diversidade Biológica •  A Convenção associa a conservação ao uso sustentável dos recursos biológicos, por meio de três pilares: 1) conservação da biodiversidade 2) uso sustentável dos seus componentes 3) distribuição equitativa dos benefícios derivados dos recursos genéticos •  A Convenção entrou em vigor em 29 de dezembro de 1993, decorridos 90 dias da 30ª ratificação. Conferências das Partes (COPs) •  COP I - Nassau (1994) •  COP II – Jacarta (1995) •  COP III – Buenos Aires (1996) •  COP IV – Bratislava (1998) •  COP V – Nairóbi (2000) •  COP VI – Haia (2002) •  COP VII – Kuala Lumpur (2004) •  COP VIII – Curitiba (2006) •  COP IX – Bonn (2008) •  COP X – Nagóia (2010): aprova o Protocolo de Nagóia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios e o Protocolo Suplementar ao Protocolo de Cartagena (Biossegurança) sobre Responsabilidade e Compensação.
  • 7. Desdobramentos da Rio-92 Declaração do Rio •  Estabeleceu importantes princípios para promover a cooperação entre países e entre segmentos da sociedade e para induzir o melhor entendimento sobre o desenvolvimento sustentável e suas interfaces com temas como a participação de minorias e a promoção da paz. •  “Princípio 1: Os seres humanos estão no centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a Natureza.” Agenda 21 •  Instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. •  Para acompanhar a implementação da Agenda, a ONU criou a Comissão de Desenvolvimento Sustentável, responsável também pelo acompanhamento dos projetos associados à Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que estabeleceu 27 princípios legais não- vinculantes sobre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.
  • 8. Desdobramentos da Rio-92 Declaração de Princípios sobre Florestas •  Garante aos Estados o direito soberano de aproveitar suas florestas de modo sustentável, de acordo com suas necessidades de desenvolvimento. •  Em 1995, foi criado o Painel Intergovernamental sobre Florestas, e, em 1997, o Fórum Intergovernamental sobre Florestas, que culminaram com a criação, pelo ECOSOC, do Fórum sobre Florestas das Nações Unidas (UNFF), em 2000. O objetivo é promover o gerenciamento, a conservação e o desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas e fortalecer compromissos políticos de longo prazo para esse fim. •  Instrumento não-vincuIante sobre todos os tipos de florestas: adotado pela Assembléia-Geral da ONU em 2007, após a UNFF7, busca fortalecer compromissos pela implementação do gerenciamento sustentável de todos os tipos de floresta; aumentar a contribuição das florestas para o cumprimento das Metas do Milênio; e prover marco de cooperação nacional e internacional. Carta da Terra •  Como desdobramento da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, foi lançada, em 1994, iniciativa da sociedade civil internacional para edição da Carta da Terra, com valores fundamentais e princípios úteis para a construção de uma sociedade justa, sustentável e pacífica no século XXI.
  • 9. Rio+20: temas e debates •  O termo “desenvolvimento sustentável” foi apresentado no Relatório “Nosso Futuro Comum”, de 1987, tendo como diretriz a ideia de um desenvolvimento “que atenda às necessidades das gerações presentes sem comprometer a habilidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades”. •  O desenvolvimento sustentável é concebido na interação entre três pilares: o pilar social, o pilar econômico e o pilar ambiental. •  Na Rio+20, assim como ocorreu na Rio-92, espera-se pensar o futuro. Além de refletir sobre as ações adotadas desde 1992, deseja-se estabelecer as principais diretrizes para orientar o desenvolvimento sustentável pelos próximos vinte anos
  • 10. Rio+20: temas e debates •  A Rio+20 tem o potencial de ser o mais importante evento de política internacional dos próximos anos. Será uma Conferência sobre desenvolvimento sustentável, abarcando suas dimensões econômica, social e ambiental. •  A Resolução 64/236, de 2009, da Assembléia-Geral das Nações Unidas, estabelece como objetivo da Conferência a renovação do compromisso político internacional com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação da das ações implementadas e da discussão de desafios novos e emergentes. •  As Nações Unidas definiram como temas para a Conferência: –  Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza –  Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável
  • 11. Rio+20: temas e debates •  Sob o tema “economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”, o desafio proposto à comunidade internacional é o de pensar um novo modelo de desenvolvimento que seja ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Assim, a “economia verde” deve ser uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável. O Brasil propõe-se a facilitar as discussões, uma vez que o debate sobre o tema encontra-se em estágio inicial. •  Sob o tema da estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável, insere-se a discussão sobre a necessidade de fortalecimento do multilateralismo como instrumento legítimo para solução dos problemas globais. Busca-se aumentar a coerência na atuação das instituições internacionais relacionadas aos pilares social, ambiental e econômico do desenvolvimento.
  • 12. Rio+20: O caminho até a Conferência (2010-2012) •  Maio 2010: 1ª. Sessão do Comitê Preparatório •  Jan 2011: 1ª. Reunião Intersessional do Comitê Preparatório •  Mar 2011: 2ª. Sessão do Comitê Preparatório •  1 de novembro de 2011: prazo final para submissão às Nações Unidas das contribuições dos Estados, das organizações internacionais e da sociedade civil •  Set-Dez 2011: Reuniões Preparatórias Regionais •  América Latina e Caribe – SETEMBRO •  África – OUTUBRO •  Países Árabes - OUTUBRO •  Ásia e Pacífico - OUTUBRO •  Europa– DEZEMBRO
  • 13. Rio+20: O caminho até a Conferência (2010-2012) •  Dezembro 2011 : 2ª. Reunião Intersessional do Comitê Preparatório: Orientações para a “minuta zero” do Documento Final •  Jan-Fev 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento Final •  Março 2012: 3ª. Reunião Intersessional do Comitê Preparatório •  Mar-Abril 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento Final •  Maio 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento Final
  • 14. Rio+20: O caminho até a Conferência (2010-2012) Conferência Rio+20 Programação •  3ª. Sessão do Comitê Preparatório –  13 a 15 de junho: reunião de representantes governamentais para negociação do Documento Final a ser adotado pela Conferência •  Eventos com a Sociedade Civil –  16 a 19 de junho: Diálogos sobre sustentabilidade com a sociedade civil •  Segmento de Alto Nível –  20 a 22 de junho: presença de Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas; –  adoção do Documento Final da Conferência