SlideShare ist ein Scribd-Unternehmen logo
1 von 56
PROGRAMA DE RESIDÊNCIA
MÉDICA
TRAUMATOLOGIA-ORTOPEDIA
Mauricio Custódio Fabiani
R2
Deformidade dos dedos menores
Mauricio Custódio Fabiani
R2
Deformidade dos dedos menores,
particularmente do segundo dedo, às vezes
está relacionada com a instabilidade da
articulação MTF. Esta anomalia, que tem
gravidade variável desde sinovite até a luxação
que resulta em deformidade crônica tornou-se
um problema reconhecido.
• Calçados inadequados
• Doenças neuromusculares
• Congênito
• Variam de leves e flexíveis a rígidas
• Maioria é adquirida
• Podem acometer mais de 1 dedo
• Mais comum na população calçada
• Incidência de 2-20%
• Aumenta com a idade
• Pico em 60-70 anos
• Mulheres 4-5:1
• Etiologia incerta
• Pressão contra o calçado
• Trauma
• Sequela de tratamento de dedo em martelo
• Artrite inflamatória
• Alta incidência em mulheres (84% são
mulheres)
– Calçados
• Mais de um dedo
• Distribuição de frequência igual entre os
dedos
– Ocorre mais no dedo mais longo
• Tensão aumentada do FLD
– Primaria ou secundária?
• Ocorre formação de calo ou pressão no
calçado
– DOR
• Causa multifatorial
• Câmara anterior estreita
• 85% são mulheres
• Aumenta com a idade
• Pico 50-70 anos
• Maioria ocorre em mais de um dedo
• Segundo PDT é o mais acometido
• Pode ser causado pelo desbalanço muscular
– CMT, Friederich, Mielo, PC, DDD, Esclerose
múltipla
– Pés insensíveis
– Pé reumático
– Hálux Valgo
– Sd. compartimental
• Causa incerta
• Origem neuromuscular
– Mesmas do martelo
• Desbalanço entre intrínsecos e extrínsecos
• Contratura do flexores e extensores
• Envolve múltiplos dedos
• Pode ser rígida ou flexível
• Associada a pé cavo
• Evolutiva
Anatomia e Patofisiologia
• Dorsal
• Divide-se em 3 bandas na FP
– A média insere-se na base da falange média
– 2 laterais que inserem-se na falange distal
• Se mantém centralizado por uma aponeurose
que ancora e ELD na parte plantar da base da
FP
• Tem função de dorsiflexão da falange
proximal
– Apenas extende a IFP se a FP estiver em flexão
ou fixa em neutro
• O FLD se insere na falange distal e flete a IFD
• O FCD se insere na falange média e flete a IFP
• Dorsais ao ligamento metatarsal transeverso
• Lumbricais são plantares
• Os dois passam plantar
Ao eixo de movimento da
MTF, fletindo a MTF.
• Passam dorsal ao eixo da IFP e IFD,
extendendo essas.
• Estabilizador mais importante da MTF é a placa
plantar
– Combinação da aponeurose plantar e cápsula
– Principalmente durante a marcha
• Perde sua função na deformidade crônica
• O colateral
– Ligamento colateral falangeano
– Ligamento colateral acessório (insere-se na placa plantar)
• Se não houver antagonistas para o ELD
– Intrínsecos fracos
– Lesão cápsula
– Lesão placa plantar
• Avaliar o estado vascular
• Estado neurológico
– Pode indicar doença sistêmica
• Procurar áreas de pressão, ceratose, calos
• Alinhamento do dedo
• Rigidez da deformidade
• Contratura do tendão calcâneo, FLD
• Rx para avaliar a deformidade óssea
associada
• Relações ósseas
• Subluxação
• Artrose – erosões subcondrais
• Desvios mediais e laterais
• Rx com stress
• Planejamento pré-op
– Contratura articular impossibilita a correção
passiva
– A rigidez determina o tratamento
– Avaliar sempre de pé (com carga)
– Deformidades associadas – corrigir todas
– Contratura do flexor longo
– Verificar se há espaço para a correção
– Condições do paciente
• Medidas conservadoras
– Mudanças no calçado
– Protetores
– Capuz
– Mangas viscoelásticas
• Indicações
– DuVries para os dedos menores
• Não resulta em fusão
• União fibrosa com 15° de ADM
• Corrige a deformidade com ortostatismo –
carga
• Transferência tendinosa
– Melhora da deformidade com o custo da força de
preensão
– Pode ser usada em associação com outras
técnicas
• Geralmente é fixa
• Sintomas pela pressão na ponta do dedo
• Calo – lesões
• 75% nos dedos mais longos
• Pode ser tratado conservadoramente
– Coxim
– Calçado adequado
• Se for flexível
– Liberação percutânea do FLD
• Se for Rígido
– Condilectomia falange média
– Liberação do FLD
• Hiperextensão da MTF
• Falange distal pode estar fletida ou não
• Definir deformidades associadas
• Condição neurológica e vascular
• Definir rigidez
• Kelikian-Ducroquet
• Corrigir outras deformidades – cavo
• Observar o local da rigidez e severidade da
garra
• DuVries
• Weil
• Transferência tendionsa
• Artrodese - hálux
Outras deformidades dos dedos
• Polidactilia (mais comum)
• Macrodactilia
• Sindactilia
• Halux Varo congênito
• Contratura congênita
• Curly Toe
• Ectrodactilia
• Deformidade do hálux com angulação medial
na MTT-Fal
– Diferenciar de metatarso primo varo, onde a
MTT-Falangica não está deformada
• Unilateral
• Não redutível passivamente
• Associado
– 1º raio curto
– 1º raio grosso
– Mtt e falanges acessórios
– Varo dos outros mtt
– Bandas fibrosas
• Fisiopatologia
– Formação de 2 hálux
– Medial não desenvolve
– Formação de banda fibrosa medial
– A contratura a banda puxa o hálux para medial
– Deformidade em varo
• Tratamento depende do grau da deformidade
e da rigidez
• Leve a moderado
– Farmer
• Grave
– Kelikian
– Artrodese
– Amputação (raro)
• Farmer
• Kelikian
• Associada a síndromes genéticas
• Mais comum isolada (autossômica
dominante)
• 2:1000
• 30% com HF positiva
• Classificação
– Pré-axial: Hálux – 15%
– Central: 2/3/4 PDT – 6%
– Pós-axial: 5 PDT – 79%
– Articulada (tipo A)
– Rudimentar (tipo B)
• Classificação de Venn-Watson
Cabeça
metatarsal
ampla
Primeiro
metatarsal
curto
• Tratamento: Excisão do raio acessório
• Rx pré-op
– Tipo A ou B
– Mtt extras
• Tipo B
– Podem ser ligados ao nascimento
(autoamputação)
• Tipo A
– Requer excisão e reconstrução – 1 ano
• Pré-axial
– Excisão do hálux mais medial
– Reparo da cápsula
– Prevenção do hálux varo (Fio K 4-6 semanas)
– Aparência não fica normal, porém o resultado
funcional é satisfatório
• Pós-axial e central
– Alinhamento do dedo
– Ressecção apenas se for comprometer a largura
do pé
• Relativamente comum
• Raramente altera a função
• Dividida em 2 tipos
– Zigosindactilia: completa ou incompleta,
geralmente entre o 2/3 PDT
– Polisindactilia: Duplicação do 5 PDT com
sindactilia entre os 5° ou entre os 5° e o 4°
• Simples
• Complexa
• Zigosindactilia
– Raramente sintomática
– Não requer tratamento
• Polisindactilia
– Tratamento cirúrgico para reduzir a largura do
antepé (calçado)
– Excisão do dedo lateral com 1 ano de idade
• Deformidade familiar relativamente comum
• Raramente sintomática
• Aduto, flexão dorsal e desvio medial
• 20-30% bilateral
• Tratamento apenas para melhora da dor ou
da função, principalmente na angulação
dorsal
• A direção da angulação determina o
procedimento
• Ocorre contratura da cápsula da Mtt-Fal
• Dedo transladado para dorsal e medial
• Sem deformidade IF
• 50% vai evoluir com dor ao usar calçados
• Correção de partes moles
• Falangectomia proximal
• Amputação
• Artroplastia de Butler
• Deformidade congênita
• Flexão, varo e rotação lateral nas IFS
• Fica por baixo do dedo mais medial
• Comum
• Bilateral
• Simétrica
• HF
• Causa incerta
• Associado a tensão excessiva do flexor
• Mais comum do 3/4
• unha virada para lateral
• Assintomática geralmente
• Muitos corrigem espontaneamente
• Pode causar sintomas pela pressão do
calçado
• Tratamento
– Alongamento
– Cirúrgico – tenotomia simples do flexor

Weitere ähnliche Inhalte

Was ist angesagt?

Anatomia de superfície palpatória do braço e cotovelo
Anatomia de superfície palpatória do braço e cotoveloAnatomia de superfície palpatória do braço e cotovelo
Anatomia de superfície palpatória do braço e cotovelo
Ramaiane Batista da Silva
 
Aula cinesio coluna 2013
Aula cinesio coluna 2013Aula cinesio coluna 2013
Aula cinesio coluna 2013
paraiba1974
 
15 -amplitude_de_movimento
15  -amplitude_de_movimento15  -amplitude_de_movimento
15 -amplitude_de_movimento
Johnny Martins
 
Mobilização neural como tratamento da dor em pacientes
Mobilização neural como tratamento da dor em pacientesMobilização neural como tratamento da dor em pacientes
Mobilização neural como tratamento da dor em pacientes
Faculdade Anglo-Americano
 
Avaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marcha
Avaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marchaAvaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marcha
Avaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marcha
Natha Fisioterapia
 
Dor lombar e dor irradiada para a perna
Dor lombar e dor irradiada para a pernaDor lombar e dor irradiada para a perna
Dor lombar e dor irradiada para a perna
pauloalambert
 
Reabilitação em amputados
Reabilitação em amputadosReabilitação em amputados
Reabilitação em amputados
Nay Ribeiro
 
Plexo braquial
Plexo braquialPlexo braquial
Plexo braquial
Lia Lia
 
Manual de cuidados paliativos
Manual de cuidados paliativosManual de cuidados paliativos
Manual de cuidados paliativos
Arquivo-FClinico
 
1.anamnese, exame físico e classificações do rn
1.anamnese, exame físico e classificações do rn1.anamnese, exame físico e classificações do rn
1.anamnese, exame físico e classificações do rn
Mickael Gomes
 

Was ist angesagt? (20)

Anatomia de superfície palpatória do braço e cotovelo
Anatomia de superfície palpatória do braço e cotoveloAnatomia de superfície palpatória do braço e cotovelo
Anatomia de superfície palpatória do braço e cotovelo
 
Escoliose e método klapp.
Escoliose e método klapp.Escoliose e método klapp.
Escoliose e método klapp.
 
Aula cinesio coluna 2013
Aula cinesio coluna 2013Aula cinesio coluna 2013
Aula cinesio coluna 2013
 
15 -amplitude_de_movimento
15  -amplitude_de_movimento15  -amplitude_de_movimento
15 -amplitude_de_movimento
 
Autocuidado hanseniase: face, mãos e pés
Autocuidado hanseniase: face, mãos e pésAutocuidado hanseniase: face, mãos e pés
Autocuidado hanseniase: face, mãos e pés
 
Mobilização neural como tratamento da dor em pacientes
Mobilização neural como tratamento da dor em pacientesMobilização neural como tratamento da dor em pacientes
Mobilização neural como tratamento da dor em pacientes
 
Modulo 12
Modulo 12Modulo 12
Modulo 12
 
Avaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marcha
Avaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marchaAvaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marcha
Avaliacao sensorial, funcao motora, coordenacao e marcha
 
Dor lombar e dor irradiada para a perna
Dor lombar e dor irradiada para a pernaDor lombar e dor irradiada para a perna
Dor lombar e dor irradiada para a perna
 
Reabilitação em amputados
Reabilitação em amputadosReabilitação em amputados
Reabilitação em amputados
 
Coluna cervical
Coluna cervicalColuna cervical
Coluna cervical
 
Kabat introdução e conceito
Kabat   introdução e conceitoKabat   introdução e conceito
Kabat introdução e conceito
 
Manuseios
ManuseiosManuseios
Manuseios
 
Coluna vertebral cinesiologia
Coluna vertebral cinesiologiaColuna vertebral cinesiologia
Coluna vertebral cinesiologia
 
Plexo braquial
Plexo braquialPlexo braquial
Plexo braquial
 
REANIMAÇÃO NEONATAL EM SALA DE PARTO
REANIMAÇÃO NEONATAL EM SALA DE PARTOREANIMAÇÃO NEONATAL EM SALA DE PARTO
REANIMAÇÃO NEONATAL EM SALA DE PARTO
 
Exercícios ombro
Exercícios ombroExercícios ombro
Exercícios ombro
 
Manual de cuidados paliativos
Manual de cuidados paliativosManual de cuidados paliativos
Manual de cuidados paliativos
 
óRteses para o tronco e coluna cervical
óRteses para o tronco e coluna cervicalóRteses para o tronco e coluna cervical
óRteses para o tronco e coluna cervical
 
1.anamnese, exame físico e classificações do rn
1.anamnese, exame físico e classificações do rn1.anamnese, exame físico e classificações do rn
1.anamnese, exame físico e classificações do rn
 

Andere mochten auch

Andere mochten auch (16)

Dedo em martelo
Dedo em marteloDedo em martelo
Dedo em martelo
 
Aula fratura do úmero proximal
Aula fratura do úmero proximalAula fratura do úmero proximal
Aula fratura do úmero proximal
 
Aula charcot marie-tooth
Aula charcot marie-toothAula charcot marie-tooth
Aula charcot marie-tooth
 
História 2º ano - Conceitos Gerais Revisão
História 2º ano - Conceitos Gerais RevisãoHistória 2º ano - Conceitos Gerais Revisão
História 2º ano - Conceitos Gerais Revisão
 
Meu coração, meu corpo
Meu coração, meu corpoMeu coração, meu corpo
Meu coração, meu corpo
 
Projeto "Conhecendo meu bairro"
Projeto "Conhecendo meu bairro"Projeto "Conhecendo meu bairro"
Projeto "Conhecendo meu bairro"
 
Aula históriaeotempo
Aula históriaeotempoAula históriaeotempo
Aula históriaeotempo
 
Plano de aula de história
Plano de aula de históriaPlano de aula de história
Plano de aula de história
 
Meu bairro, minha identidade, meus valores
Meu bairro, minha identidade, meus valoresMeu bairro, minha identidade, meus valores
Meu bairro, minha identidade, meus valores
 
2º ano
2º ano2º ano
2º ano
 
Plano de aula slides
Plano de aula slidesPlano de aula slides
Plano de aula slides
 
História 2º ano
História 2º anoHistória 2º ano
História 2º ano
 
Plano de aula do 2º ano
Plano de aula do 2º anoPlano de aula do 2º ano
Plano de aula do 2º ano
 
Aula 1 O corpo humano
Aula 1 O corpo humanoAula 1 O corpo humano
Aula 1 O corpo humano
 
1 lugar, território, espaço e paisagem
1 lugar, território, espaço e paisagem1 lugar, território, espaço e paisagem
1 lugar, território, espaço e paisagem
 
Planos de aula
Planos de aulaPlanos de aula
Planos de aula
 

Ähnlich wie Aula deformidade dos dedos menores

Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pgAula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Kn Expedições
 

Ähnlich wie Aula deformidade dos dedos menores (16)

Aula pé cavo
Aula pé cavoAula pé cavo
Aula pé cavo
 
Deformidades congênitas dos membros superiores
Deformidades congênitas dos membros superioresDeformidades congênitas dos membros superiores
Deformidades congênitas dos membros superiores
 
Dedo em gatilho AC
Dedo em gatilho   ACDedo em gatilho   AC
Dedo em gatilho AC
 
Pé Cavo Dr. Omar Mohamad M. Abdallah
Pé Cavo  Dr. Omar Mohamad M. AbdallahPé Cavo  Dr. Omar Mohamad M. Abdallah
Pé Cavo Dr. Omar Mohamad M. Abdallah
 
Seminario Pé - pediatrico
Seminario Pé - pediatricoSeminario Pé - pediatrico
Seminario Pé - pediatrico
 
Halux valgo
Halux valgoHalux valgo
Halux valgo
 
Dmmo e dedos 2021
Dmmo e dedos 2021Dmmo e dedos 2021
Dmmo e dedos 2021
 
Como tratar a condropatia patelo-femoral ?
Como tratar a condropatia patelo-femoral ?Como tratar a condropatia patelo-femoral ?
Como tratar a condropatia patelo-femoral ?
 
Como tratar a condropatia patelo-femoral ?
Como tratar a condropatia  patelo-femoral ?Como tratar a condropatia  patelo-femoral ?
Como tratar a condropatia patelo-femoral ?
 
Modulo 17
Modulo 17Modulo 17
Modulo 17
 
Principios de fracturas em criaças-1.ppt
Principios de fracturas em criaças-1.pptPrincipios de fracturas em criaças-1.ppt
Principios de fracturas em criaças-1.ppt
 
Modulo 04
Modulo 04Modulo 04
Modulo 04
 
Mielomenigosele
MielomenigoseleMielomenigosele
Mielomenigosele
 
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pgAula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
 
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pgAula de anatomia ossea e lesoes  slides 285 pg
Aula de anatomia ossea e lesoes slides 285 pg
 
Modulo 02
Modulo 02Modulo 02
Modulo 02
 

Kürzlich hochgeladen (7)

SDR - síndrome do desconforto respiratorio
SDR - síndrome do desconforto respiratorioSDR - síndrome do desconforto respiratorio
SDR - síndrome do desconforto respiratorio
 
apresentacao-NR 12 2024.ppt
apresentacao-NR                        12 2024.pptapresentacao-NR                        12 2024.ppt
apresentacao-NR 12 2024.ppt
 
700740332-0601-TREINAMENTO-LAVIEEN-2021-1.pdf
700740332-0601-TREINAMENTO-LAVIEEN-2021-1.pdf700740332-0601-TREINAMENTO-LAVIEEN-2021-1.pdf
700740332-0601-TREINAMENTO-LAVIEEN-2021-1.pdf
 
Psicologia Hospitalar (apresentação de slides)
Psicologia Hospitalar (apresentação de slides)Psicologia Hospitalar (apresentação de slides)
Psicologia Hospitalar (apresentação de slides)
 
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM..........pptx
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM..........pptxCURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM..........pptx
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM..........pptx
 
Avanços da Telemedicina em dados | Regiane Spielmann
Avanços da Telemedicina em dados | Regiane SpielmannAvanços da Telemedicina em dados | Regiane Spielmann
Avanços da Telemedicina em dados | Regiane Spielmann
 
8 - O Teste de sentar e levantar em 1 minuto como indicador de resultado nos ...
8 - O Teste de sentar e levantar em 1 minuto como indicador de resultado nos ...8 - O Teste de sentar e levantar em 1 minuto como indicador de resultado nos ...
8 - O Teste de sentar e levantar em 1 minuto como indicador de resultado nos ...
 

Aula deformidade dos dedos menores

  • 1.
  • 3. Deformidade dos dedos menores Mauricio Custódio Fabiani R2
  • 4. Deformidade dos dedos menores, particularmente do segundo dedo, às vezes está relacionada com a instabilidade da articulação MTF. Esta anomalia, que tem gravidade variável desde sinovite até a luxação que resulta em deformidade crônica tornou-se um problema reconhecido.
  • 5. • Calçados inadequados • Doenças neuromusculares • Congênito • Variam de leves e flexíveis a rígidas • Maioria é adquirida • Podem acometer mais de 1 dedo
  • 6. • Mais comum na população calçada • Incidência de 2-20% • Aumenta com a idade • Pico em 60-70 anos • Mulheres 4-5:1
  • 7. • Etiologia incerta • Pressão contra o calçado • Trauma • Sequela de tratamento de dedo em martelo • Artrite inflamatória • Alta incidência em mulheres (84% são mulheres) – Calçados
  • 8. • Mais de um dedo • Distribuição de frequência igual entre os dedos – Ocorre mais no dedo mais longo • Tensão aumentada do FLD – Primaria ou secundária? • Ocorre formação de calo ou pressão no calçado – DOR
  • 9. • Causa multifatorial • Câmara anterior estreita • 85% são mulheres • Aumenta com a idade • Pico 50-70 anos • Maioria ocorre em mais de um dedo • Segundo PDT é o mais acometido
  • 10. • Pode ser causado pelo desbalanço muscular – CMT, Friederich, Mielo, PC, DDD, Esclerose múltipla – Pés insensíveis – Pé reumático – Hálux Valgo – Sd. compartimental
  • 11. • Causa incerta • Origem neuromuscular – Mesmas do martelo • Desbalanço entre intrínsecos e extrínsecos • Contratura do flexores e extensores • Envolve múltiplos dedos • Pode ser rígida ou flexível • Associada a pé cavo • Evolutiva
  • 13. • Dorsal • Divide-se em 3 bandas na FP – A média insere-se na base da falange média – 2 laterais que inserem-se na falange distal
  • 14. • Se mantém centralizado por uma aponeurose que ancora e ELD na parte plantar da base da FP • Tem função de dorsiflexão da falange proximal – Apenas extende a IFP se a FP estiver em flexão ou fixa em neutro
  • 15. • O FLD se insere na falange distal e flete a IFD • O FCD se insere na falange média e flete a IFP
  • 16. • Dorsais ao ligamento metatarsal transeverso • Lumbricais são plantares • Os dois passam plantar Ao eixo de movimento da MTF, fletindo a MTF. • Passam dorsal ao eixo da IFP e IFD, extendendo essas.
  • 17. • Estabilizador mais importante da MTF é a placa plantar – Combinação da aponeurose plantar e cápsula – Principalmente durante a marcha • Perde sua função na deformidade crônica • O colateral – Ligamento colateral falangeano – Ligamento colateral acessório (insere-se na placa plantar)
  • 18. • Se não houver antagonistas para o ELD – Intrínsecos fracos – Lesão cápsula – Lesão placa plantar
  • 19. • Avaliar o estado vascular • Estado neurológico – Pode indicar doença sistêmica • Procurar áreas de pressão, ceratose, calos • Alinhamento do dedo • Rigidez da deformidade • Contratura do tendão calcâneo, FLD
  • 20. • Rx para avaliar a deformidade óssea associada • Relações ósseas • Subluxação • Artrose – erosões subcondrais • Desvios mediais e laterais • Rx com stress
  • 21. • Planejamento pré-op – Contratura articular impossibilita a correção passiva – A rigidez determina o tratamento – Avaliar sempre de pé (com carga) – Deformidades associadas – corrigir todas – Contratura do flexor longo – Verificar se há espaço para a correção – Condições do paciente
  • 22. • Medidas conservadoras – Mudanças no calçado – Protetores – Capuz – Mangas viscoelásticas
  • 23. • Indicações – DuVries para os dedos menores • Não resulta em fusão • União fibrosa com 15° de ADM
  • 24.
  • 25.
  • 26. • Corrige a deformidade com ortostatismo – carga • Transferência tendinosa – Melhora da deformidade com o custo da força de preensão – Pode ser usada em associação com outras técnicas
  • 27. • Geralmente é fixa • Sintomas pela pressão na ponta do dedo • Calo – lesões • 75% nos dedos mais longos • Pode ser tratado conservadoramente – Coxim – Calçado adequado
  • 28. • Se for flexível – Liberação percutânea do FLD • Se for Rígido – Condilectomia falange média – Liberação do FLD
  • 29.
  • 30. • Hiperextensão da MTF • Falange distal pode estar fletida ou não • Definir deformidades associadas • Condição neurológica e vascular • Definir rigidez • Kelikian-Ducroquet
  • 31. • Corrigir outras deformidades – cavo • Observar o local da rigidez e severidade da garra • DuVries • Weil • Transferência tendionsa • Artrodese - hálux
  • 32.
  • 33.
  • 35. • Polidactilia (mais comum) • Macrodactilia • Sindactilia • Halux Varo congênito • Contratura congênita • Curly Toe • Ectrodactilia
  • 36. • Deformidade do hálux com angulação medial na MTT-Fal – Diferenciar de metatarso primo varo, onde a MTT-Falangica não está deformada • Unilateral • Não redutível passivamente
  • 37. • Associado – 1º raio curto – 1º raio grosso – Mtt e falanges acessórios – Varo dos outros mtt – Bandas fibrosas
  • 38. • Fisiopatologia – Formação de 2 hálux – Medial não desenvolve – Formação de banda fibrosa medial – A contratura a banda puxa o hálux para medial – Deformidade em varo
  • 39. • Tratamento depende do grau da deformidade e da rigidez • Leve a moderado – Farmer • Grave – Kelikian – Artrodese – Amputação (raro)
  • 41. • Associada a síndromes genéticas • Mais comum isolada (autossômica dominante) • 2:1000 • 30% com HF positiva
  • 42. • Classificação – Pré-axial: Hálux – 15% – Central: 2/3/4 PDT – 6% – Pós-axial: 5 PDT – 79% – Articulada (tipo A) – Rudimentar (tipo B)
  • 43. • Classificação de Venn-Watson Cabeça metatarsal ampla Primeiro metatarsal curto
  • 44. • Tratamento: Excisão do raio acessório • Rx pré-op – Tipo A ou B – Mtt extras • Tipo B – Podem ser ligados ao nascimento (autoamputação) • Tipo A – Requer excisão e reconstrução – 1 ano
  • 45. • Pré-axial – Excisão do hálux mais medial – Reparo da cápsula – Prevenção do hálux varo (Fio K 4-6 semanas) – Aparência não fica normal, porém o resultado funcional é satisfatório
  • 46. • Pós-axial e central – Alinhamento do dedo – Ressecção apenas se for comprometer a largura do pé
  • 47. • Relativamente comum • Raramente altera a função • Dividida em 2 tipos – Zigosindactilia: completa ou incompleta, geralmente entre o 2/3 PDT – Polisindactilia: Duplicação do 5 PDT com sindactilia entre os 5° ou entre os 5° e o 4°
  • 49. • Zigosindactilia – Raramente sintomática – Não requer tratamento • Polisindactilia – Tratamento cirúrgico para reduzir a largura do antepé (calçado) – Excisão do dedo lateral com 1 ano de idade
  • 50. • Deformidade familiar relativamente comum • Raramente sintomática • Aduto, flexão dorsal e desvio medial • 20-30% bilateral • Tratamento apenas para melhora da dor ou da função, principalmente na angulação dorsal • A direção da angulação determina o procedimento
  • 51. • Ocorre contratura da cápsula da Mtt-Fal • Dedo transladado para dorsal e medial • Sem deformidade IF • 50% vai evoluir com dor ao usar calçados
  • 52. • Correção de partes moles • Falangectomia proximal • Amputação • Artroplastia de Butler
  • 53.
  • 54. • Deformidade congênita • Flexão, varo e rotação lateral nas IFS • Fica por baixo do dedo mais medial • Comum • Bilateral • Simétrica • HF
  • 55. • Causa incerta • Associado a tensão excessiva do flexor • Mais comum do 3/4 • unha virada para lateral • Assintomática geralmente • Muitos corrigem espontaneamente • Pode causar sintomas pela pressão do calçado
  • 56. • Tratamento – Alongamento – Cirúrgico – tenotomia simples do flexor